62 respostas provam que a providencial e perfeitamente preservada Palavra de Deus é a KJV, a Bíblia Almeida Corrigida Fiel, o Texto Tradicional TT Textus Receptus TR, não a NVI BLH Atualizada TC

 

O livro das respostas

(The Answer Book)

Dr. Samuel C. Gipp, Th.D.

 
Dedicatória

 

         Este livro é dedicado:

            Primeiro, à crença de que “a Bíblia é nossa Autoridade Final em todas as regras de fé e prática”.

         Segundo, ao homem comum, que tem sido coagido e intimidado a crer que a Bíblia contém erros.

            Terceiro, a Tom, um jovem que eu conheci alguns anos atrás, o qual tivera a sua fé depositada na Bíblia infalível, destruída pela educação do seu seminário bíblico. Somente para ser substituída pelo desprezo por aqueles que ainda nela crêem.

 

Nota do Autor

 

Toda referência feita a “A Bíblia”, “A Bíblia Sagrada”, “A Bíblia Perfeita de Deus”, “A Sagrada Escritura”, etc., é feita somente à Versão Autorizada de 1611, também conhecida como a Bíblia King James, a não ser que seja  definida de outro modo pelo imediato  contexto imediato de uma passagem.

Também: embora cada pergunta seja manuseada individualmente, algumas das ulteriores perguntas repousam sobre a resposta da pergunta anterior. Por essa razão é aconselhável ler este livro do princípio até o fim, em vez de limitar-se às perguntas que mais lhe interessam.

Obrigado.

Dr. Samuel C. Gipp

 

Prefácio

 

A razão deste livro

 

         A razão deste livro é dupla.

            Primeiro, foi escrito para responder ao grande número de perguntas feitas pelos críticos da Bíblia King James, a fim de destruir a fé dos que crêem realmente na infalibilidade da Bíblia. O estilo é tal que os seus argumentos podem ser compreendidos e transmitidos por quem não tem a bênção ou (maldição) de uma educação num seminário bíblico.

         Isso nos leva à segunda razão. Algum tempo atrás um líder de um grande movimento fundamentalista fez esta declaração: “o que me choca realmente é... esses caras do segundo grau querendo debater crítica textual”.

         Esse é o segundo propósito deste livro. Durante anos, esse pessoal fiel que não freqüentou seminários tem sido humilhado pela sua falta de educação formal por uma turma de sujeitos carregando  diploma de DD (Doutor em Divindades) de debaixo do braço, que procuram deixá-los “nas trevas”. Muitas dessas pessoas têm feito estudos mais sérios do conteúdo da Bíblia, na privacidade dos seus lares, do que honoráveis críticos doutorados os têm feito em suas classes de seminário. Contudo, o homem comum fica sempre intimidado pelas perguntas “traiçoeiras” feitas pelos seus adversários “eruditos”. O crítico se apresenta invencível em sua armadura de educação.

            Este livro foi escrito para que os cristãos comuns fiquem devidamente equipados a fim de se defenderem dos  dardos inflamados dos seus pomposos adversários. De fato, eles podem até mesmo fazer alguns orifícios na armadura deles.

 

Capítulo 1

 

Pergunta- Não deveríamos permanecer leais aos “manuscritos originais” em vez de a meras traduções?

Resposta – Deveríamos dar tanto valor aos originais como Deus dá.

Explanação – É impossível sermos fiéis aos originais porque eles há muito se perderam. Este fato bem estabelecido deveria bastar para fazer  o estudioso sincero da Escritura verificar que  uma resposta afirmativa a essa pergunta seria impossível.   

Contudo ela não explica a pergunta acima. Qual o valor exato, dado por Deus, aos originais?

            Para ter a resposta, devemos explorar vários capítulos do Livro de Jeremias, a começar da famosa passagem no capítulo 36 referente ao rolo que Jeremias havia escrito.

            No verso 21 o rolo é levado ao Rei Jeoaquim e lido pelo seu servo Jeudi.

            Conforme o verso 23, Jeudi leu 3 ou 4 folhas e o rei Jeoaquim, cortou o rolo em pedaços e atirou-o ao fogo, até que fosse consumido (verso 23).

            Assim termina o ORIGINAL nº 1.

            Então o SENHOR levou Jeremias a reescrever o rolo, acrescentando ao mesmo algumas palavras (Jeremias 36:32).

            Assim nasce o ORIGINAL   2.

            Esse texto do segundo original é mostrado em Jeremias nos capítulos 45 a 51, quando é reproduzido para o nosso benefício. Jeremias mandou que Seraías lesse este rolo quando ele chegasse à Babilônia (Jeremias 51:59-61). Então Jeremias instruiu Seraías, depois que ele leu o rolo, a atá-lo a uma pedra e atirá-lo no rio Eufrates (Jeremias 51:63)

            Assim termina o  ORIGINAL  nº 2.

            Mas, espere! Temos uma cópia do texto do rolo nos capítulo 45 a 51. De onde ela veio? Ela veio de uma cópia do original nº2, a qual só podemos chamar de ORIGINAL  nº 3!

Então, temos dois grandes problemas para os que enfatizam os “originais”.

1) Cada Bíblia já impressa com uma cópia de Jeremias tem um texto nos capítulos 45 a 51, traduzido de uma cópia do “segundo” original, ou seja o ORIGINAL  nº 3.

2) NINGUÉM pode desprezar o fato de que Deus não teve o menor resquício de interesse em preservar o “original”, visto como ele havia sido copiado e sua mensagem entregue. Então, POR QUE deveríamos colocar mais ênfase nos originais do que o próprio Deus? Essa  ênfase é claramente anti-escriturística.

Desse modo, se temos os textos dos  originais preservados na Bíblia King James, não temos necessidade alguma dos “originais”, mesmo que estivessem disponíveis.

 

Capítulo 2

 

Pergunta   A palavraEaster” (Páscoa) em Atos 12:4, não é uma tradução errada da palavra  “Pascha”, a qual deveria ser traduzida como “Passover”?

Resposta -  Não. “Pascha” é traduzida propriamente como “Easter” em Atos 12:4, conforme explicação a seguir:

ExplanaçãoA palavra grega traduzida como “Easter” em Atos 12:4 é a palavra “Pascha”. Esta palavra aparece 29 vezes no Novo Testamento.  Ela é entregue vinte  e oito vezes significando “Passover” com referência à noite em que o SENHOR passou sobre o Egito e matou os primogênitos egípcios (Êxodo 12:12), livrando, assim, Israel de 400 anos de escravidão ali.

            Os muitos oponentes ao conceito da existência de uma Bíblia perfeita têm traduzido essa palavra como “Pascha”.

            Chegando à palavra “Easter” na Bíblia Autorizada de Deus eles a violentam, imaginando ter encontrado uma prova de que a Bíblia não é perfeita. Felizmente, para os amantes da Palavra de Deus eles estão errados. “Easter”, conforme sabemos, equivale ao festival pagão da deusa Astarte, também conhecida como Ishtar, cuja pronúncia é semelhante a “Easter”. Esse festival sempre acontecia no final do mês de abril. Ele era, em sua forma original, uma celebração da terra se “regenerando”, após a estação do inverno. O festival envolvia a celebração da reprodução. Por essa razão os símbolos comuns das atividades de “Easter” (páscoa pagã) eram o coelho (o mesmo da revista Play Boy) e o ovo, ambos conhecidos por suas habilidades reprodutoras. No centro da atenção estava Astarte, a divindade feminina. Na Bíblia ela é conhecida como “rainha dos céus” (Jeremias 7:18 e 44:17-25). Ela é a mãe de Tamuz (Ezequiel 8:14), que também era o seu marido. Esses rituais pervertidos aconteciam ao nascer do sol na páscoa (Easter), conforme Ezequiel 8:13-16. A partir das referências nos livros de Jeremias e Ezequiel podemos ver que realmente a palavra (Easter) jamais teve algo a ver com a páscoa de Jesus Cristo.

            Problema: muito embora a páscoa dos judeus (Passover) acontecesse no mês de abril (dia 14), e a festa pagã Easter acontecesse mais tarde no mesmo mês, como sabemos que Herodes estava se referindo à “Easter”  (páscoa pagã – Atos 12:4) e não à Passover (páscoa judaica)?  Se ele estava se referindo a Passover, a tradução da palavra pascha como “Easter” é incorreta. Contudo se de fato ele se referia ao festival pagão “Easter”, então a Bíblia King James (1611) deve ser realmente a exata Palavra de Deus pois é a única impressa no mundo, atualmente com a palavra correta.

            Para desfazer a confusão referente à palavra “Easter”, em Atos 12 no verso 4, devemos consultar nossa Autoridade Final, a Bíblia. A chave do problema não está no verso 4, porém no verso 3 (então eram os dias dos pães asmos). Para obter a resposta desejada devemos encontrar a relação da Páscoa  com os dias dos pães asmos. Lembremo-nos que Pedro foi preso durante os dias dos pães asmos (Atos 12:3).

            Nossa investigação deve começar primeiramente com a palavra “Passover” (páscoa do judeus). Foi  a noite em que o SENHOR matou todos os primogênitos do Egito. Os israelitas foram instruídos a matar um cordeiro e aspergir com o sangue destes as ombreiras e a verga da porta nas casas em que o comessem (Êxodo 12:4,5). Vejamos agora o que a Bíblia diz a respeito da primeira páscoa e do dia dos pães ázimos. (Êxodo 12:13-18)

 

13. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.

14. E este dia vos será por memória e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações os celebrareis por estatuto perpétuo.

15. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.

16. E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.

17. Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.

18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.

            Aqui em Êxodo 12:13-18, vemos como a Páscoa (Passover) recebeu o seu nome. O SENHOR disse que passaria (pass) sobre (over)  todas as casas que tivessem suas portas aspergidas com o sangue do cordeiro.

            Depois da Páscoa (Êxodo 12: 13,14), vemos que sete dias devem ser cumpridos, durante os quais os judeus deviam comer os pães ázimos. Estes são os dias dos pães ázimos.

            No verso 18, vemos que os dias dessa observância iam de catorze a vinte um de abril. Essa observância religiosa está mais claramente expressa em Números 28:16-8:

16. Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês, é a Páscoa do SENHOR.

17. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; sete dias se comerão pães ázimos.

18. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.

            No verso 16 vemos que a Páscoa é considerada como acontecendo no décimo quarto dia do mês. Na manhã seguinte, dia 15, começam os “dias do pães ázimos”. Leiamos Deuteronômio 16:1-8:

1. Guarda o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao SENHOR teu Deus; porque no mês de Abibe o SENHOR teu Deus te tirou do Egito, de noite.

2. Então sacrificarás a páscoa ao SENHOR teu Deus, das ovelhas e das vacas, no lugar que o SENHOR escolher para ali fazer habitar o seu nome.

3. Nela não comerás levedado; sete dias nela comerás pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias  da tua vida.

4. Levedado não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da carne que matares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até à manhã.

5. Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o SENHOR teu Deus;

6. Senão no lugar que escolher o SENHOR teu Deus, para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao por do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito.

7. Então a cozerás, e comerás no lugar que escolher o SENHOR teu Deus; depois sairás pela manhã e irás às tuas tendas.

8. Seis dias comerás pães ázimos e no sétimo dia é solenidade ao SENHOR teu Deus; nenhum trabalho farás.

Aqui em Deuteronômio podemos ver novamente que a Páscoa é sacrificada na primeira noite (16:1). Deve-se notar que a páscoa devia ser celebrada na noite (verso 6) e não ao nascer do sol (Ezequiel 8:13-16).

No II Crônicas 8:13 vemos que a festa dos pães ázimos era uma das três festas judaicas que deviam ser observadas durante o ano:

13. E isto segundo a ordem de cada dia, fazendo ofertas conforme o mandamento de Moisés, nos sábados e nas luas novas, e nas solenidades, três vezes no ano; na festa dos pães ázimos, e na festa das semanas, e na festa das tendas.

            Sempre que a Páscoa era guardada ela precedia à festa dos pães ázimos. No 2 Crônicas 30:15, 21 alguns judeus que eram incapazes de guardar a Páscoa no primeiro mês recebiam permissão de guardá-la no segundo. Mas as datas permaneciam as mesmas: 

15. Então sacrificaram a páscoa no dia décimo quarto do segundo mês; e os sacerdotes e levitas se envergonharam e se santificaram e trouxeram holocaustos à casa do SENHOR.

21. E os filhos de Israel, que se acharam em Jerusalém celebraram a festa dos pães ázimos sete dias com grande alegria; e os levitas e os sacerdotes louvaram ao SENHOR, de dia em dia com estrondosos instrumentos ao SENHOR.

            Em Esdras 6:19, 22 lemos o seguinte:

19. E os filhos do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês.

22. E celebraram a  festa dos pães ázimos por sete dias com alegria; porque o SENHOR os tinha alegrado, e tinha mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel.

Vemos, então, ao estudar o que a Bíblia tem a dizer sobre este assunto que a ordem dos eventos era a seguinte:

1)      No dia 14 de abril o cordeiro era morto. Esta é a Páscoa. Nenhum evento depois do dia 14 pode ser referido como páscoa.

2) Na manhã do dia 15 de abril começavam os dias dos pães ázimos, festa conhecida com este nome.

Deve-se notar ainda que sempre que a páscoa é mencionada no Novo Testamento  a referência é sempre feita à refeição a ser tomada na noite do dia 14 de abril e não a semana toda. Os dias dos pães ázimos jamais se referem à páscoa (deve-se lembrar que o anjo do SENHOR passou sobre o Egito apenas numa noite e não durante sete noites seguidas). Agora vejamos Atos 12:3,4:

3. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos.

4. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa.

O verso 3 mostra que Pedro foi preso durante os dias dos pães ázimos (de quinze a 21 de abril). A Bíblia diz: “E eram os dias dos ázimos”. A páscoa (14 de abril) já havia chegado e passado. Herodes não poderia estar se referindo à páscoa (Passover) em sua declaração referente à “Easter”. A próxima Páscoa (Passover) ainda estava um ano distante. Mas para o  festival pagão faltavam ainda alguns dias. Lembrem-se! Herodes era um romano pagão que adorava a (rainha dos céus). Ele NÃO era judeu. Desse modo não teria motivo para celebrar a páscoa dos judeus. Alguém pode argumentar que ele desejava esperar que a Páscoa passasse com medo de transtornar os judeus. Existe duas faltas graves nessa linha de raciocínio: primeira, Pedro já não era considerado um judeu. Ele havia repudiado o judaísmo. Então os judeus não teriam razão alguma para ficar transtornados com os atos de Herodes. Segunda, ele não poderia estar esperando até que a Páscoa terminasse achando que os judeus não matariam um homem durante a sua festa religiosa. Contudo eles haviam matado Jesus durante a páscoa (Mateus 26:17-19 e 47). Também haviam ficado excitados com o degolamento de Tiago a mando de Herodes.

Todos sabemos que o populacho se enche de coragem para praticar atos violentos durante as festividades religiosas e não depois destas.

Além disso, tendo em vista a posição de Herodes como cidadão romano, sabemos que era famoso pelas celebrações (Mateus 14:6-11). De fato em Mateus 14 vemos Herodes até querendo matar um homem de Deus durante uma de suas celebrações.

É elementar concluir que Herodes, em Atos 12, havia mandado prender Pedro durante os dias do pães ázimos, isto é, após a páscoa. Os dias dos pães ázimos  terminavam em 21 de abril. Logo em seguida Herodes fazia a celebração da festa pagã Easter. Herodes não havia matado Pedro durante os dias dos pães ázimos simplesmente porque desejava esperar até à páscoa pagã (Easter). Visto como está claro, tanto para os judeus (Mateus 26:17-47), como para os romanos (Mateus 14:6-11) que eles matavam durante uma celebração religiosa, a opinião de Herodes parece denotar que ele queria deixar que os judeus “se divertissem à grande”. Ele esperaria até à sua festa pagã para que Pedro fosse morto com a excitação da mesma. Vemos assim que pela Providência de Deus os tradutores da nossa Bíblia King James, cheios do Espírito Santo, traduziram CORRETAMENTE a palavra “Pascha” como “Easter”. Mas que provavelmente ela não se referia à páscoa dos judeus. De fato mudar a palavra para Passover iria confundir o leitor encobrindo a verdade da situação.

 

Capítulo 3

 

Pergunta – Disseram-me que o  Rei Tiago era um homossexual. Isso é verdade?

Resposta Não.

Explanação – O Rei Tiago I da Inglaterra, que autorizou a tradução da agora famosa Bíblia King James, era considerado por muitos, um dos maiores, senão o maior dos monarcas da Inglaterra.

Através de sua sabedoria e determinação ele uniu as beligerantes tribos da Escócia numa nação unificada e em seguida juntou a Inglaterra e a Escócia para estabelecer o fundamento do que ficou conhecido como Império Britânico.

Numa época em que apenas as igrejas da Inglaterra possuíam a Bíblia em inglês, o desejo do Rei Tiago era que o povo comum possuísse a Bíblia em sua língua nativa. Desse modo, em 1603, o Rei Tiago chamou os 54 homens mais sábios do país e os reuniu para realizarem esta grande tarefa. Numa época em que os líderes do mundo desejavam manter os seus súditos na ignorância espiritual, o Rei Tiago ofereceu-lhes o melhor presente que poderia lhes dar – a sua própria cópia da Palavra de Deus.

Tiago, que era fluente em Latim, Grego e Francês, e conhecia também o Italiano e o Espanhol, chegou até a escrever um folheto intitulado “Argumentação contra o Tabaco”, que foi escrito para ajudar a erradicar o uso do tabaco na Inglaterra.

Um homem assim, certamente possuía inimigos. Certo homem chamado Anthony Weldon  teve de ser excluído da corte. Weldon jurou vingar-se do Rei. E não foi senão em 1650, 25 anos após a morte do Rei Tiago que Weldon encontrou uma chance. Escreveu um panfleto no qual dizia que Tiago era homossexual. Obviamente, como Tiago já estava morto, não pôde se defender.

O panfleto foi amplamente ignorado, até que ainda houvesse bastante gente viva para contestá-lo. E assim permaneceu por muitos anos, até que, recentemente, certos cristãos que esperavam denegrir a memória do Rei Tiago, iriam enodoar a Bíblia que tem seu nome para que os cristãos abandonassem o Livro de Deus e corressem para uma tradução “moderna”.

Parece, contudo, que a história falsa de Weldon está sendo novamente ignorada pela maior parte do Cristianismo, exceto pelos que têm motivos ulteriores como teve o autor da mesma.

Deveria ser também mencionado aqui que a Igreja Católica Romana (Jesuítas) estava tão desesperada para conservar a verdadeira Bíblia fora do alcance do povo inglês, que até tentou matar o Rei Tiago e todo o Parlamento, em 1605.

Nesse ano, um católico romano chamado Guy Fawkes, sob a direção do padre jesuíta Henry Garnet, foi encontrado no porão do Parlamento com trinta e seis barris de pólvora, que seriam usados para explodir o Rei Tiago e todo o Parlamento. Depois de matar o Rei, os católicos pretendiam aprisionar os seus filhos, restabelecer na Inglaterra o domínio papal e matar todos os dissidentes. Nem é preciso dizer que a Bíblia Inglesa teria sido uma das vítimas dessa conspiração. Fawkes e Garnet e mais oito conspiradores foram apanhados e enforcados.

Parece que todos os que laboram tão ardentemente para desacreditar o caráter do Rei Tiago formam fileira ao lado dessa turma profana.

 

Capítulo 4

 

Pergunta –  Será que não  existem palavras arcaicas na Bíblia, daí precisarmos de uma tradução moderna para eliminá-las?

Resposta – Sim e não. Sim, há palavras arcaicas na Bíblia, mas não precisamos de tradução moderna para eliminá-las.

Explanação –  É verdade que há palavras arcaicas na Bíblia. Palavra arcaica é aquela que saiu do uso da linguagem diária, tendo sido substituída por outra. Um bom exemplo de palavra arcaica na Bíblia encontra-se em 1 Coríntios 10: 25:

Comei de tudo o que se vende no açougue, sem perguntar nada por motivo de consciência.

            A palavra “shambles” (açougues)  é arcaica. Ela foi substituída na linguagem comum pela palavra “market place” (mercado). De fato, podemos ter certeza de que a palavra shambles era muito mais exata para descrever os mercados de antigamente (e muitos por esse mundo afora, hoje em dia).  Ela não tem nada de obsoleta no uso comum.

            Então, por que não fazer uma tradução nova para remover shambles e inserir em seu lugar market place?

            Não. O que devemos é consultar a Bíblia, nossa Autoridade Final em todas as regras  de e prática e ver em que a prática da Bíblia diz a respeito das palavras arcaicas. Pois certamente nós que cremos numa Bíblia perfeita desejamos seguir a prática da Bíblia referente às palavras arcaicas.

            Ao pesquisar a Escritura encontramos a prática bíblica manuseando palavras arcaicas no 1 Samuel 9:1-11:

1. E havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho de um homem de Benjamim; homem  poderoso.

2. Esta tinha um filho, cujo nome era Saul, moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo.

3. E perderam-se as jumentas de Quis, pai de Saul; por isso disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, e levanta-te  e vai procurar as jumentas.

4. Passara, pois, pela montanha de Efraim, e dali passaram à terra de Salisa, porém não as sacharam; depois passaram à terra de Saalim; porém tampouco estavam ali; também passaram à terra de Benjamim; porém tampouco as acharam.

5. Vindo eles, então, à terra de Zufe, Saul disse para o seu moço, com quem ele ia: Vem, e voltemos; para que porventura meu pai não deixe de inquietar-se pelas  jumentas e se aflija por causa de nós.

6. Porém ele lhe disse: Eis que há nesta cidade  um homem de Deus, e homem honrado é;  tudo quanto  diz, sucede assim infalivelmente;  vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará  o caminho que devemos seguir.

7. Então Saul disse ao seu moço: Eis, porém, se lá formos, que levaremos então àquele homem? Porque o pão de nossos alforges se acabou, e presente nenhum temos para levar ao homem de Deus; que temos?

8. O moço tornou a responder a Saul, e disse: Eis que ainda se acha na minha mão um quarto de um ciclo de prata, o qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho.

9. (Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente;  porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente).

10. Então disse Saul ao moço: Bem dizes; vem, pois,  vamos. E foram-se à cidade onde estava o homem de Deus.

11. E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente?

            Aqui os primeiros 11 versos do 1 Samuel 9 foram não apenas confrontados com uma palavra arcaica, mas com a prática da Bíblia em manuseá-la. Encontramos Saul e um dos servos do seu pai procurando as jumentas que haviam fugido (1 Samuel 9:1-5). Eles resolveram ir procurar Samuel, o vidente a fim de pedir o seu auxílio para encontrar as jumentas (6-8).

            No verso 11 discorreremos sobre a palavra arcaica. Mas, antes disso Deus coloca um parêntese na narrativa (verso 9) para nos falar da mesma. Notem que o verso 9 declara que:  “porque ao profeta de hoje, antigamente, se chamava vidente. Então, vemos que, entre o tempo em que esse evento aconteceu e o tempo em que esse incidente foi divinamente revelado, a palavra “vidente” havia passado do uso comum para dar lugar a palavra “profeta”. “Vidente”,  agora, era uma palavra arcaica. Mas, vejam cuidadosamente o verso 11 onde aparecia a palavra arcaica.

11. E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente?

            Por favor, notem que o verso11 retém a palavra arcaica “vidente”. Ele não diz:  “está aqui o profeta?

            Vemos assim que o próprio Deus, (Espírito Santo) usou o verso 9 para explicar a próxima palavra arcaica, porém não mudou o texto sagrado.

            Então podemos ver que a prática da Bíblia para manusear situações tais como encontramos na 1Coríntios10:25, quando pregamos é dizer à congregação algo assim como: “o que antes era conhecido como shambles agora é chamado de mercado”. Mas deveríamos deixar a palavra arcaica no texto. Isso foi o que Deus fez. Certamente nós, pecadores, não vamos apresentar um método melhor que o de Deus para manusear palavras arcaicas.

            Então, a resposta à pergunta é: “sim, há palavras arcaicas na Bíblia, mas não precisamos de uma tradução moderna para eliminá-las. Deus não mudou o seu livro e certamente não vai querer que nós o façamos.

 

Capítulo 5

 

Pergunta – Não tem havido várias revisões da Bíblia King James, desde 1611?

Resposta – Não. Tem havido várias edições, mas não revisões.

Explanação – Umas das defesas mais desesperadas de um crítico da  Versão Autorizada de 1611, seriamente abalado é o engano da revisão. “Eles correm para essa  aparente fortaleza, numa tentativa de lançar mão de uma última derrota de seus oponentes, que venceram seus fracos argumentos com fatos históricos, evidência manuscrita e as óbvias obras do Espírito Santo. Logo que entram, eles se voltam auto confiantes contra os seus oponentes e indagam com olhar complacente: Qual a Bíblia King James que você usa, a de 1611, de 1629 ou de 1769?” O choque desse ataque e a confusão momentânea daí resultante, dão em geral o tempo necessário para escapar.

            Infelizmente, ao entrarem em seu castelo e fechar a porta atrás deles, descobrem que a sua fortaleza foi destruída, tijolo por tijolo, por um homem com o título de Dr. David F. Reagen.

            Dr. Reagen pastoreia o Trinity Baptist Temple, (Templo Batista da Trindade) em Knoxville, Tenessee. Ele escreveu uma tese devastadora sobre as primeiras edições da Bíblia King James intitulada “A Versão King James de 1611.  O mito das Revisões Primitivas”:

            O Dr. Reagen fez um excelente trabalho de destruição da última fortaleza dos críticos da Bíblia. Não vejo maneira ou razão alguma para tentar melhorar sua descoberta. Desse modo, garantimos permissão para reproduzir o  seu panfleto por inteiro:

 

A Versão King James de 1611

O Mito das Revisões Primitivas

 

Introdução:   

 

            Os homens têm “manejado a palavra de Deus de maneira enganosa” (2 Coríntios 4:2), desde que o diabo enganou Eva pela primeira vez. De Caim a Balaão, de Jeudi aos escribas e fariseus, dos teólogos da Idade Média até os eruditos de hoje, as palavras vivas do Deus Todo Poderoso têm sido os alvos principais das corruptas mãos humanas. Os ataques contra a Palavra de Deus têm sido triplos: adição, subtração e substituição. Dos dias de Adão até a era do computador, as estratégias têm sido as mesmas. Nada há novo sob o sol.

            Um ataque que tem atraído muita atenção nestes dias é o ataque direto à Palavra de Deus conforme preservada na língua inglesa:  a Versão King James de 1611. O ataque mencionado é o mito que afirma que desde então a Versão King James já foi revisada quatro vezes, não deveria ser nem pode ser objeção válida para outras revisões. Este mito foi usado pelos revisores ingleses de 1881 e tem sido revivido nos últimos anos pelos eruditos fundamentalistas, na esperança de vender suas últimas traduções. Este livrete é apresentado como resposta a esse ataque. O propósito do material não é convencer os que negariam a sua preservação, mas para fortalecer a fé dos que já crêem numa Bíblia Inglesa preservada.

            Uma questão importante sempre se levanta em qualquer desses ataques. Até onde poderíamos ir em resposta aos críticos? Se tentássemos responder cada objeção trivial contra a infalibilidade da Bíblia Inglesa jamais seríamos poderíamos conseguir coisa alguma. A sanidade deve prevalecer em toda a parte. Como sempre a resposta se encontra na Palavra de Deus conforme Provérbios 26:4,5 “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não sejas sábio aso seus próprios olhos”.

            Obviamente existe momentos em que uma querela tola deve ser ignorada e momentos em que deve ser confrontada com uma resposta. Se responder ao ataque vai fazer com que você pareça tão tolo quanto o atacante, então a melhor resposta é ignorar a pergunta. Por exemplo: se você ouve dizer que a Bíblia não pode ser infalível, porque fulano assim crê e ele é divorciado, então você pode assumir seguramente que o silêncio é a melhor resposta. Por outro lado, muitas vezes há questões e problemas que se realmente verdadeiros, tornam-se sérios. Ignorar tais itens seria deixar o atacante da Bíblia prevalecer em seu conceito. Creio que a questão das revisões da Versão King James de 1611 é uma questão secundária. Se a Versão King James  sofreu quatro revisões importantes em seu texto, então opor-se a mais revisões na base do texto inglês estabelecido seria realmente uma falta. Por essa razão este ataque precisa e deve ser respondido. Será que este argumento pode ser contestado? Certamente! Este é o propósito deste livrete.

 

I - AS CONDIÇÕES DE IMPRESSÃO EM 1611

 

            Se Deus preservou sua palavra na língua inglesa, através da Versão Autorizada de 1611(e Ele o fez), então onde está a nossa autoridade sobre a  Palavra infalível? Será que está nas notas dos tradutores? Ou será que deve ser encontrada nas provas enviadas aos tipógrafos? Se é assim, então a nossa autoridade se perdeu porque esses papéis já se perderam. Mas você diz, a autoridade está na primeira cópia que saiu da imprensa. Ora essa cópia também já desapareceu. De fato, se a impressão da Bíblia Inglesa seguiu o modelo dos primeiros serviços de impressão, a primeira cópia provavelmente foi descartada em razão de sua má qualidade. Isso nos deixa com as cópias existentes da primeira impressão. Elas são as primeiras apontadas como o  padrão pelo qual todas as demais Bíblias King James  devem ser comparadas. Mas será que são? Podem aqueles antigos tipógrafos da primeira edição estarem isentos de erros de impressão? Precisamos estabelecer algo a partir do princípio. A autoridade do nosso texto inglês preservado não depende de qualquer obra humana. A autoridade para o nosso preservado e infalível texto inglês está em Deus! Os tipógrafos poderiam cometer erros, às vezes, e os humanos sempre cometem muitos erros ainda, mas Deus em seu  poder e misericórdia preservará o seu texto, apesar da fraqueza do homem falível. Agora, vamos olhar para as dificuldades de um tipógrafo no ano de 1611.

            Embora a imprensa tivesse sido inventada em 1450 por Johann Gutenberg na Alemanha, (161 anos da impressão de 1611), o equipamento usado pelo tipógrafo quase não havia mudado. A impressão ainda era muito vagarosa e difícil. Cada tipo era colocado à mão, uma peça de cada vez, (uma peça de cada vez para toda a Bíblia), e os erros faziam parte de qualquer livro concluído. Por causa dessa dificuldade e também por causa dos tipógrafos de 1611 não possuírem  edições  anteriores em que se nortear, a primeira edição da Bíblia King James  saiu com muitos erros de tipografia.         Conforme seria mais tarde demonstrado, esses erros não significavam alterações nos textos como são feitos livremente nas bíblias modernas. Eram simples, óbvios erros de impressão do tipo encontrado algumas vezes em edições recentes, mesmo com todas as vantagens da moderna impressão. Esses erros não inutilizaram as Bíblias, contudo deveriam ser corrigidos nas edições posteriores.

            As duas impressões originais da Versão Autorizada mostraram a dificuldade da impressão de 1611, de não cometer erros. Ambas as edições foram impressas em Oxford. Ambas, no mesmo ano de 1611. Os mesmos tipógrafos fizeram os dois trabalhos.  Provavelmente, as duas edições foram feitas na mesma máquina tipográfica.  Contudo numa estrita comparação das duas edições, podem ser encontradas cerca de cem diferenças textuais. Na mesma linha, os críticos da Bíblia King James podem encontrar aproximadamente apenas 400 das supostas alterações textuais na Versão King James , após 375 anos de impressão e de quatro assim chamadas revisões! Alguma coisa está errada em “Scholarville”! É hora de examinar estas “revisões”.

 

II - AS QUATRO ASSIM CHAMADAS REVISÕES DA

BÍBLIA KING JAMES DE 1611

 

            Muitas das informações  contidas nessa seção são colhidas em um livro de F.H.A Scrivener intitulado “A Edição Autorizada da Bíblia Inglesa (1611), Suas Subsequentes Reimpressões e Representações Modernas”.    O livro é tão pedante como o título. O interessante é que Scrivener, que publicou este livro em 1884, era membro do comitê de revisão de 1881. Ele não era um crente da Bíblia King James  e, portanto o seu material não vai ao encontro da Versão Autorizada.

            Na seção do livro de Scrivener que trata das “Revisões” da Bíblia King James, um detalhe inicial salta á vista. As primeiras duas assim chamadas importantes revisões da Bíblia King James  aconteceram dentro de 27 anos depois da impressão  original (a linguagem deve ter estado em mudança muito rápida naquele tempo).  A edição de 1629 da Bíblia impressa em Cambridge é considerada a primeira revisão. Não foi uma revisão, mas simplesmente uma cuidadosa correção dos antigos erros de tipografia. Não apenas essa edição já havia completado 18 anos após sua tradução, como dois dos homens que haviam participado da impressão, Dr. Samuel Word e John Bois, haviam trabalhado na edição original da Versão King James. Quem melhor para corrigir antigos erros do que estes dois homens que haviam trabalhado na tradução original! Somente nove anos mais tarde e novamente em Cambridge, saiu outra edição que supõe-se ter  sido a segunda  revisão importante. Tanto Word como Bois ainda viviam, mas não se sabe se tomaram parte dessa vez. Contudo, até mesmo Scrivener, o qual, como nos lembramos, trabalhou num comitê de revisão de 1881, admitiu que os tipógrafos de Cambridge haviam simplesmente reestabelecido palavra se cláusulas despercebidas pelos tipógrafos de 1611 e corrigido erros manifestos. Conforme um estudo que será detalhado mais tarde, 72% de aproximadamente 400 correções textuais na versão King James  foram concluídas na edição de Cambridge, por volta de 1638, apenas 27 depois da impressão original!

            Exatamente como as duas assim chamadas revisões anteriores, elas eram realmente dois estágios do processo: a purificação de antigos erros de impressão, assim como as últimas duas assim chamadas revisões eram dois estágios de um outro processo: a padronização da fonética. Estas duas edições aconteceram dentro de apenas sete anos (1762-1769), com a segunda completando o que a primeira havia começado. Mas quando os eruditos estão numerando as revisões, dois soam melhor do que um. Muito poucas correções textuais foram necessárias dessa vez. As milhares de supostas mudanças são de fonética, feitas para combinar com as formas corretas estabelecidas. Essas mudanças de fonética serão discutidas depois. Basta dizer agora que a história dessas revisões principais não passa realmente de uma fraude e um mito. Mas, você dirá, ainda há mudanças, embora sejam poucas?  O  que se pode fazer se as mudanças ainda lá estão? Examinemos o caráter dessas mudanças.

 

III – AS CHAMADAS MILHARES DE MUDANÇAS

 

            Suponhamos que alguém o levasse a um museu para ver uma cópia original da Versão King James. Você vai à caixa de vidro onde a Bíblia está exposta e olha para o livro aberto, através do vidro. Embora não lhe permitam folhear as páginas, você pode dizer prontamente que existem muitas coisas diferentes entre esta Bíblia e a sua King James. Você mal pode ler as palavras e quando o consegue a pronúncia é feita de maneira exótica e estranha. Tanto como as outras pessoas que estiveram antes ali, você sai com a impressão de que a King James sofreu uma multidão de mudanças, desde a sua impressão original em 1611. Mas, cuidado, você acaba de cair vítima de uma estratégia muito astuta. As diferenças que você viu não são as que aparentam ser. Vamos examinar a evidência.

 

Mudanças de Impressão

 

            Para um exame apropriado as mudanças podem ser divididas em três tipos: mudanças de impressão, mudanças de fonética e mudanças de  texto. Vamos  considerar as mudanças de impressão em primeiro lugar. O estilo de tipo usado em 1611 pelos tradutores da Bíblia King James  foi o gótico. O estilo de tipo que você está lendo agora  e que lhe é tão familiar é o tipo romano. O tipo gótico é chamado às vezes de germânico por ter se originado na Alemanha. Lembre-se de que aí que a imprensa foi inventada. As letras góticas eram formadas para lembrar o manuscrito rebuscado da Idade Média. No princípio era o único estilo usado. O estilo do tipo romano foi inventado relativamente cedo, mas muitos anos se passaram antes que se tornasse o estilo predominante na maior parte dos países europeus. O gótico continuou a ser usado na Alemanha até poucos anos. Em 1611, na Inglaterra, o tipo romano já era muito popular e logo sobrepujaria o gótico. Contudo, os tipógrafos originais escolheram o estilo gótico para a Bíblia King James por ser considerado mais bonito e eloqüente do que o romano. Mas a mudança para o estilo romano não iria demorar. Em 1612, a primeira versão da Bíblia King James  usando o tipo romano foi impressa. Dentro de poucos anos todas as Bíblias impressas usavam o estilo romano.

            Por favor, verifique que uma mudança no estilo do tipo não altera o texto da Bíblia mais do que uma mudança do formato ou tamanho do tipo o faz. Contudo, o leitor moderno que não está familiarizado com o gótico pode achá-lo muito difícil de  ser entendido. Além de algumas grandes mudanças na forma, várias mudanças em letras específicas precisam ser observadas. Por exemplo o “S” gótico se assemelha ao “S” romano quando usado como letra maiúscula ou no final da palavra. Mas quando usado com “S” minúsculo no princípio ou no meio da palavra essa letra assemelha-se ao nosso  “f”.  Desse modo,  “also” (também) se torna “alfo” e “Set” (colocar) parece “fet”. Outra variação é encontrada no “V” e “u” alemães. O “V” gótico se assemelha ao “u” romano, enquanto o “u” gótico se assemelha ao “V” romano. Isto explica porque o nosso “W” é chamado “duplo u” e não duplo “V”. Parece confuso? Só até que você comece a usá-lo. Na edição de 1611, “love” (amor) é “loue”; “us” (nos) é “vs” e “ever” (sempre) é “euer”. Mas lembre-se, estas nem sequer são mudanças fonéticas. São simplesmente mudanças no estilo dos tipos. Em outro exemplo o “j” gótico parece  o nosso “i”. Assim Jesus se torna “Iefus” (note o “s” do meio mudado para “f”) e “joy” se torna “ioy”. Até mesmo o “d” gótico, com o suporte passando por sobre o círculo lembra figura parecida com o “delta” grego. Estas mudanças são contadas entre grande porcentagem das “milhares” de mudanças da Bíblia King James, contudo não prejudicam de modo algum o texto. Elas não passam de uma cortina de fumaça armada pelos atacantes de nossa Bíblia Inglesa.

 

Mudanças Fonéticas

 

            Outro tipo de mudança na história da Versão Autorizada é o das mudanças de ortografia e  fonética. A maior parte das histórias datam do princípio do inglês moderno, aproximadamente de 1.500. Desse modo em 1611, a estrutura gramática e o vocábulo básico do inglês contemporâneo haviam sido há muito estabelecidos. Contudo, a fonética não se estabilizou ao mesmo tempo. Nos anos 1600 a fonética dependia do capricho. Não havia essa coisa de pronúncia correta. Nenhum padrão havia sido ainda estabelecido. Um autor pronunciava a mesma palavra de várias maneiras diferentes, às vezes no mesmo livro, e às vezes na mesma página. Essas eram as pessoas educadas. Alguns de vocês, ao ler isto hoje, iriam achar a fonética de 1600 um paraíso. Não foi senão até o século 18 que a fonética tomou sua forma estável. Portanto, na segunda  metade do século 18 a fonética da Versão King James de 1611 foi padronizada.

            Que tipos de variações fonéticas você pode esperar encontrar entre a edição de 1611 e a sua edição atual? Embora não se possa categorizar cada diferença fonética, várias características são muito comuns. Os adicionais “e’s” eram encontrados freqüentemente no final das palavras como “feare” (medo); “darke” (escuro) “beare” (nascer). Também as vogais duplas eram muito mais comuns do que hoje. Você encontraria “ee”  “bee” e “mooued” em vez de “me” , “be” e “moved”. Consoantes dobradas também eram mais comuns. O que seria “ranne”  “euill” “ftarres”, conforme os padrões atuais? Veja se pode distingui-los? Hoje seriam “ran”, “evil” e “stars” (correu, mau e estrelas).

            Estas mudanças tipográficas e fonéticas são compiladas como quase todas assim chamadas na Bíblia King James. Nenhuma delas altera o texto, de modo algum. Desse modo, elas não podem honestamente ser comparadas aos milhares de verdadeiras mudanças textuais que têm sido ostensivamente feitas nas versões modernas.

 

Mudanças Textuais

 

            Quase todas as supostas mudanças têm sido computadas. Agora chegamos à questão das reais diferenças textuais entre nossas edições atuais e a edição de 1611. Estas são algumas diferenças entre ambas. Porém não são mudanças de uma revisão. Elas são em vez disso a correção de antigos erros tipográficos. Que isto é um fato pode ser visto em três itens:

1. O caráter das mudanças.

2. A freqüência das mudanças através da Bíblia.

3. O tempo em que as mudanças foram feitas. Primeiro, vamos dar uma olhada no caráter das mudanças feitas  a partir do tempo da primeira impressão da  Bíblia Inglesa Autorizada.

As mudanças feitas a partir da edição de 1611, que são concretamente textuais são obviamente erros tipográficos por causa da natureza destas mudanças. Elas não são mudanças textuais feitas para alterar a leitura. Na primeira impressão, as palavras eram às vezes invertidas. Algumas vezes, o plural era escrito no singular ou vice versa. Algumas vezes uma palavra era indevidamente escrita em lugar de uma semelhante. Algumas vezes uma palavra ou até mesmo uma frase eram omitidas. As omissões eram óbvias e não tinham as implicações doutrinárias daquelas hoje encontradas nas traduções modernas. De fato não há comparação entre as correções feitas no texto da Bíblia King James com aquela propostas pelos eruditos de hoje.

F.H.A Scrivener, no apêndice de seu livro dá uma lista das variações entre a edição de 1611 da Bíblia King James  e as últimas impressões. Uma exemplificação dessas correções é dada abaixo. A fim de ser objetivo os exemplos dão  a primeira correção textual nas páginas consecutivas ao lado esquerdo do livro de Scrivener. A leitura de 1611 é dada primeiro; em seguida a leitura atual; e finalmente a data em que foi feita a correção.

1. This thing – this thing also (1638)

2. Shalt have remained – ye shall have remaneid (1762)

3. Achzib nor Helbath nor Aphik – of Achzib nor of Helbath nor Aphik (1762)

4. Requit goods – requit me good (1629)

5. This book of the Covenant – The book of this covenant (1629)

6. Chief Rullers – Chief Ruller (1629)

7. And parbar – At parbar (1638)

8. For this cause – And for this cause (1638)

9. For the king had appointed – For so the king had appointed (1629)

10. Seek good – seek God (1617)

11. The cormorant – but the cormorant (1629)

12. Returned – tourned  (1769)

13. A fiery furnace – a burning fiery furnace (1638)

14. The crowned – thy crowned (1629)

15. Thy right doth – thy right hand doth (1613)

16. The wayes side – The way side (1743)

17. Which was a Jew – Which was a Jewess (1629)

18. The city – the city of damascenes (1629)

19. Now and ever – both now and ever (1638)

20. Wich was of our father’s – Wich was of our father (1616)

 

Diante dos seus olhos estão 5% das mudanças textuais feitas na Versão King James em 375 anos. Mesmo que não fossem correções de erros anteriores elas nãos  poderiam se comparar às alterações modernas. Mas elas são correções de erros tipográficos, e portanto, não é possível haver comparação. Veja a lista por você mesmo e encontrará apenas uma com sérias implicações doutrinárias. De fato, num exame de todo o apêndice de Scrivener, esta é a única variação encontrada por este autor, que poderia ser acusada de doutrinária.  Estou me referindo ao Salmo 69:32 onde a edição de 1611 contém “seek good” quando a Bíblia deveríamos ler  “Seek God”. Contudo, mesmo com este erro, dois pontos demonstram que este foi de fato um erro tipográfico. Primeiro, a semelhança das palavras “good” e “God” na fonética mostra quão facilmente a colocação errada do tipo poderia danificar a prova e colocar a palavra errada no texto. Segundo, este erro era tão óbvio que foi detectado e corrigido no ano de 1617, apenas seis anos depois da impressão original e muito antes da primeira assim chamada revisão. O mito de que há várias revisões importantes na Versão King James  de 1611 já deveria estar sendo esclarecido. Contudo, ainda há mais.

Não apenas o caráter das mudanças mostra serem elas erros tipográficos como demonstra também a sua freqüência. Os eruditos fundamentalistas referem-se a milhares de revisões feitas em 1611 como se fossem as mesmas das versões bíblicas recentes. Contudo não é assim. A devastadora maioria delas são do estilo do tipo ou mudanças de fonética. As poucas que permanecem são claramente correções de erros tipográficos cometidos em razão do tédio que envolvia o antigo processo de impressão. A relação acima  apresentada irá demonstrar como Scrivener teve o cuidado de alistar todas as suas variações, contudo mesmo com muito cuidado, apenas  cerca de 400 variações são nomeadas, entre as edições de 1611 e as cópias modernas. Lembrem-se que havia cem variações entre as primeiras duas edições de Oxford, ambas impressas em 1611. Visto como há quase 1.200 capítulos na Bíblia, a variação média por capítulo (após 375 anos) é um terço, isto é, uma correção para cada três capítulos. Essas são mudanças tais como “Chief rullers” para Chief ruller” e “and Pabar” para “at Pabar”. Mas ainda há outra evidência de que essas variações são simplesmente erros tipográficos corrigidos: a antiga data em que foram corrigidos.

O caráter e a freqüência das correções textuais claramente as separam das alterações modernas. Mas o tempo em que as mudanças foram feitas estabelece definitivamente o assunto. A maior parte das 400 correções foi feita dentro de alguns anos após a impressão original. Tome por exemplo a nossa primeira amostragem. Das 20 correções alistadas, uma foi feita em 1613; uma, em 1616; uma, em 1617; oito, em 1629; cinco, em 1638; uma, em 1743; duas, em 1762 e uma, em 1769. Isso quer dizer que 16 das 20 correções, ou seja 80% foram feitas no espaço de 27 anos após a impressão de 1611. Essa é dificilmente a longa lista apresentada da série de revisões em que os eruditos gostariam que você acreditasse. Em outro estudo feito no exame uma ou outra página do apêndice de Scrivener em detalhe, 72% das correções textuais foram feitas em 1638. “Não há edição alguma de revisão”.

O caráter das mudanças textuais é de erros óbvios. A freqüência das mudanças textuais é esparsa, ocorrendo apenas uma vez em cada três capítulos. A  cronologia das mudanças textuais é antiga, com cerca de 3/4  das mesmas ocorrendo dentro de 27 anos desde a primeira impressão. Todos esses detalhes estabelecem o fato de que não houve reais revisões no sentido de atualizar a linguagem ou corrigir erros de tradução. Houve apenas edições para corrigir erros tipográficos anteriores. Nossa fonte de autoridade para a  exata linguagem de nossa Versão Autorizada de 1611não está nas cópias existentes da primeira impressão. Nossa fonte de autoridade para a exata linguagem de nossa Bíblia Inglesa está no poder do Deus Todo poderoso. Exatamente como Deus não nos deixou os originais manuscritos para que não entrássemos em disputas em torno deles, também não achou conveniente deixar-nos cópia da prova da tradução. Nossa autoridade está nas mãos de Deus, como sempre. Vamos louvar o SENHOR por isso.

 

IV - MUDANÇAS  NO LIVRO DE ECLESIASTES

 

Um estudo em profundidade das mudanças feitas no livro de Eclesiastes ajudará a ilustrar os princípios acima declarados. O autor é grato ao Dr. David Reese Milbrook, Alabama, pela sua obra nesta área. Ao comparar uma reimpressão da edição original de 1611 editada por Thomas Nelson & Sons com a impressão recente da Versão King James, o Dr. Reese pôde localizar quatro variações no livro de Eclesiastes. A referência é dada primeiro; em seguida, o texto da reimpressão de 1611 de Thomas Nelson. Esta é seguida pela leitura das edições atuais da Bíblia King James  de 1611, e a data em que a mudança foi efetuada.

1.      Ecl. 1:5 – The place – His place (1638)

2.      Ecl. 2:16 – Shall be – Shall all be (1629)

3.      Ecl. 8:17 – Out, yea, further – Out, yet he shall not findeet; yea farther (1629)

4.      Ecl. 11:17 – Thing is it – thing it is ( ?)

 

Várias coisas deveriam ser notadas com respeito a estas mudanças. A última variação (de “thing is it” para “thing it is”) não é mencionada por Scrivener, que era um erudito muito cuidadoso e acurado. Portanto, esta mudança pode ser um erro tipográfico na reimpressão de Thomas Nelson. Isso seria interessante. A correta omissão no capítulo 8 é uma das mais longas correções da impressão original. Mas note-se que ela foi corrigida em 1629. A freqüência dos erros tipográficos é em média de 4 erros em 12 capítulos. Mas o mais importante é que todo o livro de Eclesiastes é lido exatamente como nossas edições atuais, sem ter sequer erros tipográficos, no ano de 1638 . Isso foi aproximadamente há 350 anos atrás. Naquele tempo a Bíblia estava sendo impressa em tipo romano. Por conseguinte, tudo (e quero dizer tudo) que foi mudado em 350 anos no livro de Eclesiastes deveu-se à padronização da fonética. Conforme declarado antes, o principal propósito das edições de Cambridge de 1629 e 1638 foi o de corrigir os primitivos erros tipográficos. E o propósito principal das edições de 1762 e 1769 foi a padronização da fonética.

 

V -  A SUPOSTA JUSTIFICAÇÃO PARA OUTRAS REVISÕES

 

Pode ser que agora você veja que a Versão King James de 1611 não tem sido revisada, mas apenas corrigida. Mas por que isso faz tanta diferença? Embora haja várias razões para este item ser importante o mais contundente é que os eruditos fundamentalistas estão usando este mito de revisões passadas para justificar suas próprias corrupções no texto. Os editores da Nova Versão King James têm sido provavelmente os piores nos últimos anos a usar esta propaganda enganosa. No prefácio da Nova Versão King James eles têm declarado: “por quase 400 anos e através de várias revisões de sua forma inglesa, a Bíblia King James tem sido venerada entre os povos de língua inglesa, em todo o mundo”. Em meio a esta florida retórica eles deixam fortemente implícito que sua revisão é apenas uma continuação das revisões que já têm acontecido durante os últimos 375 anos. Tal implicação, que tem sido diretamente declarada por outros, não poderia ser mais falsa. Para provar esse ponto, voltemos ao livro de Eclesiastes.

Um exame do primeiro capítulo de Eclesiastes na Nova Versão King James revela aproximadamente 50 mudanças a partir de nossa presente edição. A fim de se tornarem  agradáveis mudanças fonéticas (“cometh” para “comes”, “labour” para “labor”, etc.) não foram incluídas. Isto significa a existência de pelo menos 600 alterações no livro de Eclesiastes e aproximadamente 60.000 mudanças em toda a Bíblia.

Se me acusarem de incluir cada mudança detectável, estarão certos. Mas estou contando apenas o tipo de mudanças identificadas na análise  da King James de 1611 é apenas imparcial. Contudo, o número de mudanças é extremamente confuso para uma versão que afirma estar se atualizando na mesma linha das revisões primitivas. De acordo com o erudito fundamentalista, a Nova King James é apenas a quinta numa série de revisões. Então, por favor me digam como “quatro revisões” em 375 anos apresentaram apenas 400 mudanças, enquanto a quinta  revisão apresenta cerca de 60.000 mudanças adicionais? Isso quer dizer que a quinta  revisão fez 150 vezes mais mudanças do que o número total de mudanças nas quatro primeiras revisões. Isso é totalmente absurdo!

Não apenas é inacreditável a freqüência das mudanças, mas também o caráter das alterações é muito grave. Mesmo que muitas das alterações pareçam bastante inócuas à primeira vista, muitas delas são bastante graves. Os editores da Nova Versão King James foram bastante hipócritas para alterar os erros mais graves das bíblias modernas. Contudo não tiveram receio de mudar a leitura naquelas partes que não são familiares à média dos fundamentalistas. Nestas áreas a Nova Versão King James se apresenta perigosa. Abaixo estão algumas das alterações mais prejudiciais feitas no livro de Eclesiastes. Primeiro é dada a referência; depois a leitura encontrada na Versão King James e em seguida a leitura encontrada na Nova Versão King James.

1:13 –  Sore travail;  grievous task

1:14 –  Vexation of Spirit; grasping for the wind

1:16 – My heart had great experience of wisdom; my heart has under   stood great wisdom

2:3 –    To give my self unto – to gratfy my flash with

2:3 – Acqueianting;  guinding

2:21 –  Equity – skill

3:10 –  The travail, wich God hata given; the God-given task

3:11 –  The world;  eternity

3:18 –  That God might manifest – Them; God tests tehm

3:18 –  They them selves ar beasts – They tehm selves a like beasts

3:22 –  Portion; heritage

4:4 –    Hight work; skillful work

5:1 –    Keep thy foot; Walk prudently

5:6 –    The angel;  The messanger of God

5:6 –    Thy voice;  Your excuse

5:8 –    He that is higher tham the highest – Hight official

5:20 –  God answereth him; God keeps him busy

6:3 –    Untimely birth – stillborne child

7:29 – Inventions; schemes

8:1 – Boldness; sterness

8:10 – The place of the holly; The place of holiness

10:1 – Dead flies cause the ointment of the apothecary to send forth a       stinking saviour – Dead flies putrefy the perfumer’s ointment.

10:10 – If the iron be bulnt; If the ax id dull

10:10 – Wisdom is profitable to the direct – wisdom brings success

12:9 – Have good heed – Pondered

12:11 – The master of assemblies – Scholars

Esta é apenas uma amostra das mudanças no Livro de Eclesiastes, mas notem o que é feito. Equidade, que é um atributo  de santidade, torna-se astúcia (2:21), o mundo torna-se eternidade (3:11). O homem sem Deus já não é um animal, mas apenas como um animal (3:18). A clara referência à divindade em Eclesiastes 5:8 (Aquele que está acima do mais alto) é substituída com sucesso por oficial mais graduado (“higher official”). Mas uma vez que o sucesso é o que a sabedoria supostamente pode trazer-nos (10:10) esta deve ser progresso. Pelo menos Deus mantém os eruditos ocupados (5:20). Provavelmente a mais reveladora das mudanças acima mencionadas é a última da lista. “Os mestres de assembleias” se tornam eruditos. Conforme a Nova Versão King James, as palavras dos eruditos são como garras bem  afiadas dadas por um Pastor. Os mestres de assembleias são substituídos por eruditos que se tornaram fonte das palavras do Pastor. Isso é o que os eruditos gostariam que pensássemos, mas não é verdade.  

            Concluindo, a Nova Versão King James não é uma revisão na linha das primitivas revisões da Versão King James. É em vez disso, uma tradução inteiramente nova. Como foi declarado  na introdução, o propósito deste livro não é convencer os que usam outras versões. Seu propósito é expor o argumento falacioso que tem sido propalado nos  círculos fundamentalistas para o que não passa de um mito de bolhas de sabão. Isto é, o mito de que  a Nova Versão King James e outras semelhantes a ela não passam de uma continuação das revisões que têm sido feitas periodicamente na Versão King James de 1611. Existe um problema com relação a esta teoria. Não existem tais revisões.

            A Bíblia King James  de 1611 não sofreu quatro (ou quaisquer) revisões importantes. Nesse caso, a Nova Versão Internacional King James  não é uma continuação do que aconteceu antes. Ela deveria de fato ser chamada a Versão Thomas Nelson. Eles têm os direitos autorais. A Versão King James  que temos hoje  nunca foi revisada, foi purificada. Ainda não temos razão alguma para duvidar que a Bíblia que temos em mãos é a legítima Palavra de Deus preservada para nós na língua inglesa. A autoridade para a sua veracidade não repousa na primeira impressão da Versão King James  de 1611, nem no caráter do rei Tiago I, ou na erudição dos tradutores de 1611, nem nas realizações literárias da Inglaterra elizabetana nem mesmo do Textus Receptus Grego. Nossa autoridade para as palavras infalíveis da Bíblia inglesa repousa no poder e na promessa de Deus de preservar Sua Palavra! Deus tem o poder. Nós temos Sua Palavra.

            Cópias individuais deste excelente panfleto do Dr. Reagan podem ser obtidas mediante a remessa de U$ 1,00 para

                                               Trinity Baptist Temple Bookstore

                                   5709 N. Brodway

                                               Knoxville, Tenessee 37918

                                   (615) 6880780 – USA.                                                                                                                          

Capítulo 6

 

Pergunta – Será que as novas versões não estão embasadas nos “melhores manuscritos” ?

Resposta – Não. Os melhores manuscritos são os que dão base à Versão Autorizada da Bíblia.

Explanação – As novas versões são apoiadas somente em cerca de cinco dos mais de cinco mil manuscritos do texto bíblico. Os críticos da Bíblia alegam que esses manuscritos são melhores do que aqueles usados pelos tradutores da  Versão Autorizada. Mas não é assim.

            Os dois manuscritos  mais importantes entre estes, o Vaticanus, propriedade exclusiva da Igreja Católica Romana,  e o Sinaíticus são ambos conhecidos como  estando sobrecarregados de erros. Diz-se que o Sinaíticus  foi corrigido e alterado por mais de dez escritores diferentes. No Vaticanus pode-se notar a evidência de uma obra humana muito tendenciosa. Sempre e sempre palavras e frases inteiras são repetidas mais de uma vez sucessivamente ou então completamente omitidas. Enquanto isso todo o manuscrito tem tido os seus textos mutilados por uma ou mais pessoas que discorrem com a pena sobre cada letra, tornando impossível a identificação exata de muitos dos caracteres.

            Ambos os manuscritos contêm livros não inspirados e anti-escriturísticos, que não se encontram na Bíblia.

            O único lugar a onde tais erros conduzem é a manuscritos  não confiáveis, que apenas apresentam excelência na qualidade do material neles empregado. Eles possuem boa aderência e páginas de fino material de pele de animais. Essa aparência física, ao contrário dos textos duvidosos, torna-os de fato atraentes. Mas todos nós conhecemos o provérbio que diz: “Não se pode julgar um livro pela capa”. As capas são bonitas, porém os textos reprreensíveis.

            E, contudo, apesar dessas corrupções bem conhecidas eles são a base de muitas das novas versões, tais como a New American Standard Version (NASV) e New International Version (NIV), tornando essas versões criticamente censuráveis e não confiáveis.

            Os manuscritos representados pela Bíblia King James possuem textos da mais alta qualidade. Então, podemos ver que os melhores manuscritos são aqueles usados pelos tradutores Versão King James.

 

Capítulo 7

 

Pergunta – Se existe uma Bíblia perfeita em Inglês, não existe também uma Bíblia perfeita em Francês, Alemão, Japonês, etc.?

Resposta – Não. Deus sempre deu sua Palavra a um único povo, em uma única língua, para realizar uma única obra – converter o mundo.   A suposição de que deve haver uma perfeita tradução em cada língua é errônea e inconsistente com a comprovada prática de Deus.

Explanação – Esta explanação consta de três partes: O Velho Testamento, o Novo Testamento e a Bíblia toda.

1) O Velho Testamento – É fato aceito, que o Velho Testamento, com exceção de algumas partes de Esdras e Daniel, foi escrito em hebraico. Também é aceito que ele foi divinamente entregue aos judeus.

    Assim Deus inicia o seu modelo de operação. Ele entregou suas palavras a um único povo em uma única língua.

            Aparentemente, Deus, sem se intimidar pela moderna erudição, não se sentiu obrigado a entregar as suas palavras em egípcio, caldeu, siríaco, etíope, ou qualquer outra língua em uso na terra no tempo em que o Velho Testamento  foi escrito.

            O Velho Testamento  foi entregue exclusivamente aos judeus. Qualquer um que desejasse conhecer a Palavra de Deus teria de se converter ao judaísmo. Ampla provisão foi feita para que tal ocorresse.

2) O Novo Testamento – Também é fato aceito que o Novo Testamento  foi escrito em grego. Grego Koiné para ser exato. Novamente o SENHOR parece não ter  visto razão alguma para inspirar um original perfeito em todas as línguas do mundo existente naquela época.

Só que dessa vez, em lugar de dar o seu livro a uma nação, tal como Israel, ele simplesmente entregou-o aos cristãos, que foram comandados a sair e converter todo o mundo (Mateus 28:19).  Sua escolha do grego como a língua do Novo Testamento  foi óbvia, porque esta era a língua predominante em todo o mundo naquele tempo.

3) A Bíblia toda  - É óbvio que Deus agora desejava ter tanto o seu Velho Testamento  como o seu Novo Testamento  reunidos numa língua que fosse comum ao mundo inteiro. Somente o inglês pode ser considerado como essa língua.

            A língua inglesa vinha se desenvolvendo por muitos séculos, até o século 16. Nesse tempo ela finalmente atingiu um estado de excelência como nenhuma outra língua da terra havia atingido. Parece que Deus fez o resto. Ele escolheu esta língua perfeita para a consumação do seu Livro perfeito.

            Primeiro a Inglaterra e mais tarde os Estados Unidos iriam percorrer o mundo como as nações mais poderosas da terra, estabelecendo o inglês em todos os recantos do globo, tornando-se a primeira ou a segunda língua. Hoje as nações que não falam inglês têm necessidade ensinar esta língua aos seus cidadãos. Mesmo as nações antagônicas ao Ocidente, como a Rússia e a China Vermelha tem de ensinar o inglês ao seu contingente comercial e militar.

            Desse modo, ao escolher o inglês para reunir os seus dois Testamentos, Deus escolheu a única língua que o mundo iria conhecer. Exatamente como demonstrou, quando escolheu uma única língua para o Velho Testamento e uma única língua para o Novo Testamento, Ele continuou essa prática ao combinar os dois testamentos ema única língua.

            Mas não esqueçamos o fato de que ao escolher a língua inglesa Deus nos deu um mandato para cumprir a grande comissão. Ele não nos deu uma Bíblia perfeita para que nos sentássemos placidamente à mesa do  café, em nossa sala de estar, a fim de mostrar aos nossos visitantes como somos “religiosos”. Ele não no-la deu para que nela fosse impressa uma flor correspondente ao nosso primeiro dia de vida, ou para fazer o registro de nossa árvore genealógica. Ele no-la deu para que a leiamos. Ele no-la deu para que a carreguemos debaixo do braço e a compartilhemos com o mundo perdido as boas novas nela contidas de que Jesus pagou todo o preço do nosso pecado.

            Vamos trabalhar, minha gente!

 

Capítulo 8

 

Pergunta – De onde vêm os manuscritos da Bíblia?

Resposta – A maior parte dos manuscritos bíblicos existentes se divide em duas “famílias”. Estas famílias são em geral representadas por duas cidades: Alexandria (Egito) e Antioquia (Síria). 

Explanação – Só existem duas Bíblias no mundo – a Bíblia de Deus e a bíblia do diabo. Só existem duas visões da Bíblia. Ela é totalmente perfeita ou então é imperfeita.

            As duas Bíblias, em forma de  manuscrito, e suas respectivas ideologias, se originaram em dois lugares do Oriente Médio, completamente diferentes. Alexandria (Egito) e Antioquia (Síria).  Discernir qual o lugar que nos oferece a Bíblia perfeita e a ideologia correta, e o lugar que nos oferece a bíblia do diabo e a ideologia incorreta é uma das tarefas  mais fáceis que se pode imaginar. Esta  pesquisa pode ser realizada com uma facilidade pueril, através da própria Bíblia.

Já declaramos tantas vezes, contudo devemos fazê-lo novamente: aceitamos a Bíblia como nossa Autoridade Final, como regra de e prática. Portanto, o que se precisa realmente é explorar a Bíblia e descobrir o que DEUS pensa a respeito de Alexandria (Egito) e o que Ele pensa a respeito de Antioquia (Síria).

Quando se estuda a Escritura uma regra fundamental é a chamada “lei da primeira menção”. Isto significa que geralmente é verdade que o contexto no qual alguém ou alguma coisa é primeiramente mencionado estabelece a atitude bíblica para essa pessoa ou lugar.

Em nosso estudo de Alexandria e Antioquia é impossível ignorar a atitude da Bíblia em relação ao próprio Egito.

 

Egito

 

1) O Egito é primeiramente mencionado em Gênesis 12:10 a 12

 

10. E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.

11. E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora bem sei que és mulher formosa à vista;

12. E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é a sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida.

 

Em Gênesis 12:1-3, vemos que Deus entregou a Abraão o que se conhece como Aliança Abraâmica. Literalmente é a promessa de Deus entregar o mundo a Abraão e os seus descendentes como sua possessão particular.

Em Gênesis 12:10 Abraão desce ao Egito para escapar da fome na terra onde habitava. No verso 12 vemos Abraão com medo de que os egípcios o matem e roubem sua esposa Sarai. Este não é exatamente um contexto positivo. Portanto, vemos que a primeira menção do Egito é negativa.

2) Em Êxodo 1: 11 a 14 vemos que os Judeus se tornaram escravos no Egito:

11. E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns,  Piton e Ramsés.

12. Mas  quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.

13. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;

14. Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.

 

            De fato, Faraó decretou que todos os bebês Judeus do sexo masculino deveriam ser mortos, conforme veremos nos versos 15 e 16:

 

15. E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá e da outra Puá),

16. E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha então viva.

           

Também esta é uma conotação negativa.

3) Em Êxodo capítulo 20:2, após ter Deus tirado os filhos de Israel do Egito, Ele com a própria voz diz o que pensa do Egito, chamando-o, no verso 2 casa da servidão.

 

2. Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

 

Mais uma conotação negativa neste verso, vinda diretamente dos lábios de Deus.

4) Em Deuteronômio 4:20, Moisés se refere ao Egito como forno de ferro:

 

20. Mas o SENHOR vos tomou, e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, para que lhe sejais por povo hereditário, como nesse dia se vê.

 

5) Em Deuteronômio 17:16 é dito a Israel que no futuro quando tiverem um rei, este não devem manter relações comerciais com o Egito:

 

16. Porém não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.

 

6) E finalmente em Apocalipse 11:8 quando Deus quer censurar Jerusalém ele a compara a Sodoma e Egito:

8. E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu SENHOR também foi crucificado.

 

            Este estudo conciso mostrou o que a maioria dos cristãos já sabe. A Bíblia tem uma visão negativa sobre o Egito.

 

Alexandria

 

Vemos que Alexandria é mencionada apenas quatro vezes na Escritura e  sempre de modo negativo:

1)      Alexandria é mencionada pela primeira vez em Atos 6:9:

 

9. E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia e disputavam com Estêvão.

 

            Eram de  Alexandria os judeus que faziam parte da multidão que disputava com Estêvão, matando-o em seguida.

 

2)      A segunda menção a Alexandria está em Atos 18:24:

 

24. E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras.

 

            Aqui encontramos um Judeu de Alexandria chamado Apolo, o qual embora fervoroso de espírito, era mal informado com respeito ao evangelho. Por não conhecer o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo ele pregava em Éfeso o batismo de João Batista (Atos 18:25; 19:3). Apolo não era salvo e nem os seus convertidos.

            Mais tarde, Apolo é levado a Cristo por Áquila e Priscila (verso 26) e tem fortalecida  sua mensagem (verso 28).

            Mas nesta segunda menção Alexandria é sinônimo de mal ensino bíblico.

3)      A terceira e quarta menções de Alexandria são muito semelhantes. Depois que Paulo foi preso (Atos 21) e apelou para César, foi enviado a Roma e eventualmente à morte, em um navio procedente de Alexandria (Atos 27:6).

 

6. E, achando ali o centurião, um navio de Alexandria, que navegava para a Itália, nos fez embarcar nele.

4)      Enquanto navegava para Roma o navio de Paulo mergulhou numa tempestade. Depois de passar três meses na Ilha de Malta ele foi enviado ao seu destino, para a futura morte, em outro navio. E de onde provinha esse segundo navio para o seu destino de morte? Leiamos Atos 28:11:

 

11. E três meses depois partimos num navio de Alexandria que invernara na ilha, o qual tinha por insígnia Castor e Pólux.

 

            Vemos, portanto, que todas as quatro referências bíblicas a Alexandria são negativas. Ninguém honestamente poderia imaginar que a conotação da Bíblia sobre Alexandria é boa.

            Também deve-se notar aqui que Alexandria era o centro da educação e da filosofia (Colossenses 2:8) recebidas de Atenas, aproximadamente em 100 a C. (Atos 17:16). Havia ali uma escola das Escrituras fundada por Pantenus, que era um filósofo. Pantenus interpretava a Escritura tanto filosófica como alegóricamente. Isso quer dizer que filosoficamente ele considerava a verdade como relativa e não absoluta. Ele não acreditava na infalibilidade da Bíblia. Mas, considerando-a alegóricamente, ele cria que homens como Adão, Noé, Moisés e Davi existiam apenas na poesia judaica e não foram personagens históricos. Ele teve como sucessores na liderança da escola  Clemente de Alexandria e mais tarde por Orígenes, homens que compartilhavam o mesmo ceticismo.

            Orígenes foi enganado pelos dois tóxicos, a educação e a filosofia, ao ponto de,  após ter recebido cópias puras da Escritura achou por bem alterá-las de acordo com o seu pensamento oscilante. Ele é o pai dos críticos da Bíblia sendo o responsável, não apenas pelos manuscritos físicos que deletam versos como Lucas 24:40, Atos 8:37 e I João 5:7, mas é também  responsável pela filosofia alexandrina repetida por tantos dos nossos eruditos fundamentalistas, que declaram que “a Bíblia é perfeita e infalível” de um fôlego e, em seguida declaram:  a Bíblia contém erros e traduções erradas”, ao mesmo tempo. Foi essa ideologia que primeiramente deu origem aos manuscritos alexandrinos corrompidos. Vemos, portanto, que os manuscritos de Alexandria são corrompidos e devem ser rejeitados. E a filosofia alexandrina de que a Bíblia tem erros e deve ser corrigida é muito mais sutil e perigosa por sugerir que ela deve ser desprezada pelos verdadeiros crentes bíblicos.

 

Antioquia

 

Ironicamente, a primeira menção de Antioquia é encontrada no mesmo livro e capítulo de Alexandria (Atos 6), mas de maneira radicalmente oposta.

1)       Quando os apóstolos sentiram  necessidade de auxiliares, que hoje são chamados diáconos, deram instruções sobre o perfil de homens que deveriam ser escolhidos para a função conforme Atos 6:3-4:

 

3.  escolhei, pois, irmãos,  dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.

4. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.

 

Os sete escolhidos constam da lista de Atos 6:5

 

5. O parecer contentou a toda a multidão,  e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.

 

            Notem que entre os primeiros diáconos estava Nicolau de Antioquia. Será coincidência? Certamente que não. Como não foi coincidência ter sido Nicolau o único diácono cuja cidade é citada. Nem é coincidência que Antioquia seja mencionada pela primeira vez na Escritura no mesmo capítulo de Alexandria. Certamente não haverá dificuldade em ver que uma, Antioquia é mencionada primeiro num foco positivo, e que a outra,  Alexandria é mencionada primeiro num foco negativo.

            As próximas aparições referentes a Antioquia começam como um chuvisco e terminam num dilúvio de testemunho da escolha de Deus de Antioquia para ser o centro de sua igreja do Novo Testamento.

 

2)       Da próxima vez Antioquia aparece na Escritura em Atos 11:19-21

 

19. E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de  Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus.

20. E havia entre eles alguns homens cíprios e cirenenses os quais entrando em Antioquia, falaram  aos gregos, anunciando o SENHOR Jesus.

21. E a mão do SENHOR era com eles; e grande número creu e se converteu ao SENHOR.

 

            Aqui vemos que alguns dos cristãos que haviam fugido durante a perseguição iam pregando o evangelho por onde passavam.

            Ao chegar em Antioquia, sem saber o que havia acontecido a Pedro em Atos 10, abrindo a porta do evangelho aos gentios, pregaram ali o evangelho aos gregos. O verso 21 nos diz que o Espírito Santo agia poderosamente em Antioquia e que foram salvas pessoas em “grande número”.

            Vemos, portanto, que o primeiro grande avivamento gentílico aconteceu em Antioquia.

3)       Em Atos 11:22-24, vemos que Barnabé (o filho da consolação em Atos 4:36) foi enviado a Antioquia para ver o que lá estava acontecendo.

 

22. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém;; e enviaram Barnabé a Antioquia.

23. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no SENHOR, como propósito de coração;

24. Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo  e de fé. E muita gente se uniu no SENHOR.

 

            Através do ministério deste grande homem de Deus muitas mais pessoas foram ganhas para Cristo.

4)Em Atos 11:25-26 dois fatos importantes são revelados:

 

25.  E partiu Barnabé para Tarso, a buscar  Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.

26. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

 

            Primeiro encontramos Barnabé seguindo para Tarso a fim de procurar o recém convertido Saulo. Foi Barnabé quem defendeu a conversão de Saulo diante dos discípulos em dúvida (Atos 9:26,27). Certamente ele ficara triste ao ver o zeloso e jovem convertido embarcar para Tarso (Atos 9:30), rumo ao ostracismo. Ao encontrar Paulo, Barnabé não o levou de volta a Jerusalém (nem, é claro para Alexandria). Voltou com ele para Antioquia a capital espiritual da igreja do Novo Testamento. Tudo que Paulo veio a ser depois foi devido ao gracioso ato desse velho santo de Deus.

5) Em Atos 11:26, vemos que os crentes nascidos de novo foram chamados “cristãos” pela primeira vez em Antioquia. Assim cada vez em que nós crentes nos referimos a nós mesmos como “cristãos”, completamos um conexão  espiritual como os nossos antepassados espirituais de Antioquia. Antioquia é para o cristão o mesmo que Plymouth Rock é para o americano.

6) Nos versos 27 e 28, vemos que Deus agora despachou os seus profetas rumo ao norte para Antioquia;

 

27. E naqueles dias desceram  profetas de Jerusalém para Antioquia.

28. E, levantando-se um deles, por nome  Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.

 

            Jerusalém foi deixada ao abandono espiritual. Ela era apenas o lar dos discípulos que haviam sido comissionados anos antes (Atos 1:8) a sair dali.

7) Em Atos 11:29-30 vemos que os santos que Deus estava abençoando em Antioquia deviam remeter ajuda financeira aos santos que Deus não estava abençoando em Jerusalém.

 

29. E os discípulos determinaram mandar,  cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia.

30. O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo.

 

            Contudo, não são estas as últimas referências bíblicas à capital da igreja do Novo Testamento.

8) Quando Deus decidiu enviar missionários pelo mundo afora para pregar o evangelho, ele nem cogitou de Jerusalém (e muito menos de Alexandria). Em vez disso ele procurou os seus servos fiéis em Antioquia conforme Atos 13:1-3

 

1. E  na Igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.

2. E, servindo eles ao SENHOR, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a  Saulo para a obra a que os tenho chamado.

3. Então, jejuando e orando, e pondo as mãos, os despediram.

           

Assim, fica evidente que a primeira viagem missionária mencionada na Escritura originou-se em Antioquia, com os “cristãos” de Antioquia. E quando essa grande obra foi completada, ninguém perdeu tempo em dar uma olhada ou enviar relatórios para Jerusalém. Simplesmente voltaram para Antioquia conforme Atos 14:25-28.

 

25. E, tendo anunciado a palavra em Perge, desceram a Atália.

26. E dali navegaram para Antioquia, de onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que haviam já cumprido.

27. E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram  quão grandes coisas  Deus fizera por eles,  e como abrira aos gentios a porta da fé.

28. E ficaram ali  não pouco tempo com os discípulos.

 

Nossas duas últimas olhadas sobre Antioquia dão evidência de que estar em Antioquia era estar no centro da vontade de Deus.

9) Em Atos capítulo 15:23-27 os discípulos em Jerusalém sentiram necessidade de enviar dois mensageiros a Antioquia com os seus decretos referentes aos crentes gentílicos:

 

23. E por intermédio deles: escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos,  aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde.

24. Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós, vos perturbaram com palavras, e transtornaram as  vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento,

25. Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos  amados Barnabé e Paulo,

26. Homens que já  expuseram as suas vidas pelo nome de nosso SENHOR Jesus Cristo.

27. Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavras vos anunciarão também as mesmas coisas.

 

Conforme a complexidade da missão, Judas voltou a Jerusalém e ao ostracismo. Silas preferiu ficar em Antioquia e foi ele quem passou a receber um lugar de destaque na Escritura, como cooperador de Paulo, em sua segunda viagem missionária.

 

10) Sem dúvida,  a segunda viagem missionária não se originou em Jerusalém, mas no lugar onde deveria ter se originado conforme ilustra (Atos 15:40)

            O que acontecia com Antioquia para se tornar tão atraente para Deus ao ponto de ter Ele escolhido esta cidade para ser o centro do cristianismo do Novo Testamento?

            Dever-se-ia notar que embora Antioquia fosse um centro cultural, ela não havia se entregue à religião nem à educação nem à filosofia pagãs como o haviam feito as cidades importantes de Roma, Atenas e Alexandria. Também deveríamos conferir que Antioquia, ao contrário das cidades acima mencionadas ou até mesmo Jerusalém, estava localizada quase exatamente na metade do mundo então  conhecido e fora edificada no cruzamento das rotas comerciais do Oriente e do Ocidente. Ela até exibia um porto de mar no rio Orontes. Estes atributos são todos importantes para torná-la capital do cristianismo conhecido pela sua mobilização.

            Podes ser que muitas das cartas originais de Paulo tenham sido escritas em Antioquia.

No século 2, um discípulo de nome Luciano fundou uma escola de escritura em Antioquia. Luciano ficou conhecido pelo seu desprezo à filosofia pagã. Sua escola magnificava a autoridade divina da Escritura e ensinava que a Bíblia deveria ser interpretada literalmente, e não  figuradamente, conforme os filósofos alexandrinos ensinavam.

Desse modo, Antioquia não é apenas o ponto de origem da correta família dos manuscritos da Bíblia, mas é também a fonte da ideologia que aceita a Bíblia literal e perfeitamente como a Palavra de Deus. Hoje em dia muitos pregadores importantes embora tenham sido educados na “escola alexandrina” estão elogiando a Bíblia antioquiana (King James) porém com a convicção alexandrina  de que ela não é perfeita. De fato, esta é a convicção egípcia que declara a impossibilidade de existir uma  bíblia perfeita na terra, apesar da promessa de Deus feita no Salmo 12:6-7

 

6. As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.

7. Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre.

 

Aceitar o livro apropriado com uma atitude imprópria somente leva alguém a cometer os mesmos erros e corrupções dos seus antepassados egípcios.

Pode alguém ignorar a admoestação da Bíblia e não cair?

Salomão, o homem mais sábio que já existiu ignorou a admoestação bíblica de evitar o Egito, não descer ao Egito para multiplicar cavalos (Deuteronômio 17:16). Em 1 Reis 3:1, lemos que ele desposou a filha do Faraó. Em 1 Reis 10:28, que ele possuía cavalos trazidos do Egito. Qual foi o resultado? Em 1 Reis 11:3,4, lemos que o coração dele foi pervertido deixando de seguir a Deus. Nos versos 5-8 ele começou a adorar outros deuses. Nos versos 9 a 43 Deus lhe aplicou o castigo. Se Deus não queria que o seu povo descesse ao Egito para comprar cavalos, quem poderia se atrever a ir até lá para adquirir uma Bíblia ou uma ideologia?

Salomão não ficou impune ao ignorar a visão da Bíblia sobre o Egito. Porventura você se julga mais sábio do que Salomão?

 

Capítulo 9

 

Pergunta – O que é a Septuaginta?

Resposta – Uma centelha da imaginação de alguém.

 

Explanação - Primeiramente vamos definir o que supostamente seja a Septuaginta. Um antigo documento chamado “A Carta de Aristeas” revelava um plano de se fazer uma tradução OFICIAL da Bíblia hebraica (Velho Testamento ) para o Grego. Essa tradução deveria ser aceita como a Bíblia oficial dos Judeus,  e deveria substituir a Bíblia hebraica. Supostamente essa obra de tradução seria executada por 72 eruditos judeus (?), seis de cada uma das 12 tribos de Israel. A suposta localidade para a realização dessa obra seria Alexandria, Egito. A suposta data da tradução seria aproximadamente 250 a.C, no período (Interbíblico) dos 400 anos de silêncio entre o encerramento do Velho Testamento (397 a.C)  até o nascimento de Cristo (4 d.C), já que houve um erro de cálculo no calendário romano.

            A obra ficou conhecida com o nome de SeptuagintaLXX -  (significando 70 anciãos) e recebeu a numeração em algarismos romanos (?), visto como L = 50. X = 10. X = 10, daí ter a sigla LXX. Só não sabemos por que não foi LXXII. (?)

Esta assim chamada “Carta de Aristeas” é a única prova da existência desse  documento místico.  Não existe, de modo algum, qualquer documento grego conhecido como escrito em 250 a.C. Também na história judaica não há registro algum de que tal obra tivesse sido programada  ou executada.

Quando pressionados a mostrar evidência concreta da existência desse documento, os eruditos logo apontam a ”Hexapla” de Orígenes, a qual foi escrita aproximadamente em 200 d.C, ou seja, 450 anos depois que a Septuaginta “teria sido” escrita e mais de 100 anos após ter sido concluído o Novo Testamento. A segunda coluna da “Hexapla” contém a tradução grega do Velho Testamento feita pelo próprio Orígenes (jamais dos 72 eruditos judeus), incluindo livros espúrios, como “Bel e o Dragão”, “Judite”, “Tobias” e outros livros apócrifos aceitos como canônicos somente pela Igreja Católica Romana.

Os apologistas da invisível Septuaginta tentarão argumentar que Orígenes não traduziu o livro do Hebraico para o Grego, mas apenas copiou a Septuaginta na segunda coluna da sua “Hexapla”. Será válido esse argumento? Não. Se o fosse então significaria que aqueles 72 espertos eruditos judeus teriam acrescentado os livros apócrifos à sua obra, mesmo antes deles terem sido escritos. (!) Ou então que Orígenes tomou a liberdade de acrescentar esses livros espúrios à santa Palavra de Deus (Apocalipse 22:18).

Desse modo, vemos que a segunda coluna da “Hexapla” é  apenas uma tradução pessoal clandestina de Orígenes do Velho Testamento  do Hebraico para o Grego.

Eusébio e Filo, ambos de caráter duvidoso, fazem menção de um Pentateuco Grego, mas não de todo o Velho Testamento, não o mencionando de modo algum como tradução oficialmente aceita.

Existe ALGUM manuscrito grego do Velho Testamento  ANTES de Cristo? Sim. Existe uma disputada minuta datada de 150 a.C – o papiro de Ryland # 458. Ele contém os capítulos 23-28 de Deuteronômio, apenas isso. De fato a existência desse fragmento foi o que levou Eusébio e Filo a admitir que todo o Pentateuco havia sido traduzido por algum escriba, num esforço de interessar os gentios na história dos Judeus. Muito provavelmente ele não seria uma parte de qualquer suposta tradução oficial  do Velho Testamento  para o Grego. Podemos ficar certos de que esses 72 eruditos judeus supostamente escolhidos para realizar a obra em 250 a.C não passam de uma alucinação febril do ano 150 d.C.

Além disso, não existe qualquer razão para se crer que essa tradução tenha sido realizada algum dia, pois existem lacunas que  a “Carta de Aristéas”, a “Hexapla” de Orígenes, o Papiro de Ryland  # 458,  Eusébio e Filo jamais puderam esclarecer.

A primeira delas é a própria “arta de Aristéas”. Existem alguma dúvida entre os eruditos de hoje de que ela tenha sido realmente escrita por alguém com o nome de Aristéas. De fato, alguns até acreditam ter sido Filo o verdadeiro autor da mesma. Isso lhe daria uma data depois de Cristo. Se assim aconteceu, então o objetivo real da mesma seria enganar os crentes, levando-os a pensar que a segunda coluna da “Hexapla” de Orígenes é uma cópia da Septuaginta. Se isso é verdade, então trata-se de uma façanha “bem engendrada.” Contudo, se realmente existiu um Aristéas, ele deve ter enfrentado dois problemas incomensuráveis:

Primeiro: Como poderia ter ele conseguido localizar as 12 tribos de Israel, a fim de apanhar seis eruditos judeus de cada tribo? Tendo sido completamente espalhadas por muitas derrotas e cativeiros, as linhas das tribos de há muito haviam se dissolvido em virtual inexistência. Seria impossível para qualquer pessoa identificar individualmente as 12 tribos.

Segundo: Caso as 12 tribos pudessem ter sido identificadas, elas jamais iriam concordar com essa tradução, por duas fortíssimas razões:

1. Todo Judeu sabia que a encarregada oficial da Escritura  era a tribo de Levi, conforme evidenciado em Deuteronômio 17:18; 31:25-26 e Malaquias 2:7. Desse modo, nenhum judeu de qualquer das outras 11 tribos iria se atrever a se juntar e esse empreendimento proibido.

2. É óbvio para qualquer leitor da Bíblia que os Judeus deviam permanecer completamente separados  das nações gentílicas que os rodeavam. A eles foram entregues práticas diferentes, como a circuncisão, a guarda e o culto aos sábados, diversas leis de purificação e sua terra de habitação. Além disso, havia a herança da língua hebraica. Mesmo hoje em dia, os Judeus praticantes que residem na China e na Índia recusam-se terminantemente a ensinar a seus filhos outra língua, além do Hebraico. Os Judeus “falasha”, da Etiópia, se distinguem das muitas tribos desse país pelo fato de conservarem zelosamente sua língua de origem como prova de sua herança judaica.

Seríamos tão ingênuos ao ponto de acreditar que os Judeus, que consideravam os gentios apenas como cães, iriam abandonar voluntariamente sua herança, a língua hebraica por uma língua gentílica para a qual seria traduzido o seu tesouro mais santo – a Bíblia? Tal suposição é tão insana quanto absurda.

Então, alguém poderia indagar, “o que dizer das inúmeras citações do Novo Testamento, atribuídas à Septuaginta? “ A Septuaginta de que falam é nada mais que a segunda coluna da “Hexapla” de Orígenes. As citações do Novo Testamento não são oriundas de qualquer Septuaginta ou “Hexapla”. Elas são da autoria do Espírito Santo, que tomou a liberdade de citar a sua obra no Velho Testamento, do modo como Ele bem desejou. E podemos descansar na certeza de que Ele jamais citaria uma Septuaginta que não existe.

Agora resta mais uma pergunta: Por que, então, os eruditos têm tanta pressa em aceitar a existência da Septuaginta, apesar de tantos argumentos irrefutáveis contra a mesma? A resposta é triste e simples.

O Hebraico é uma língua extremamente difícil de se aprender. Muitos anos de estudo são exigidos, a fim de que se consiga aprendê-la, e muitos anos mais para que se possa chegar a conhecê-la tão bem ao ponto de transformá-la em veículo de pesquisa.

Por outro lado, um conhecimento médio do Grego é facilmente conseguido. Desse modo, caso houvesse uma tradução oficial do Velho Testamento  em Grego, os críticos da Bíblia poderiam triplicar o seu campo de influência da noite para o dia, sem queimar as pestanas em penoso estudo do Hebraico bíblico. Infelizmente, a aceitação da Septuaginta, mesmo com evidência tão fraca, está embasada exclusivamente no orgulho e na voracidade desses “eruditos”.

Agora, pare e pense. Mesmo se um espúrio documento como a Septuaginta realmente existisse, como poderia um crítico da Bíblia o qual ao referir-se à Bíblia King James,  afirma que “nenhuma tradução tem a mesma autoridade da língua original”, e ao mesmo tempo “afirmar que a sua estimada Septuaginta tem a mesma autoridade do original Hebraico?”  Essa linguagem dupla dos “eruditos” não passa de uma autoridade de auto-exaltação, no esforço de conservar a sua posição erudita, colocando-se acima daqueles que “não são eruditos nas línguas originais”.

Para quem aceita argumento desse tipo, coloco à venda a ponte de Brooklin!

 

Capítulo 10

 

Pergunta – O que significa esta declaração: “Se a Bíblia King James” foi bastante boa para o apóstolo Paulo, então é bastante boa para mim”.

Resposta – Esta declaração geralmente é feita de modo sarcástico, a fim de embaraçar os crentes bíblicos em sua crença. O fato é que a Bíblia King James foi bastante boa para Paulo (Ver pergunta 11). Mas, por enquanto, eu gostaria de mostrar que ela é a única Bíblia que Lucas iria usar.

Explanação – Em Atos 1:1-2, Lucas faz a seguinte declaração:

 

1 – Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,

2 – Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera.

           

“O primeiro tratado” é, sem dúvida, o Evangelho de Lucas escrito para um crente chamado Teófilo. Este era aparentemente um cristão primitivo que não havia conhecido o SENHOR pessoalmente, enquanto Ele esteve na terra. Embora considerando que ele tenha sido o destinatário tanto do Evangelho como do Livro de Atos dos Apóstolos de Lucas, ele era certamente um dos mais bem informados.

Lucas, no que podia ter  sido um comentário passageiro, no segundo verso do capítulo primeiro de Atos dá um sopro mortal contra o famoso Novo Testamento Grego Nestle e também sobre a New American Standard Version (NASV). Lucas declara que o seu: ”primeiro tratado” contou a todos o que Jesus começou a fazer, e continuou, “até ao dia em que foi recebido em cima”.  As primeiras coisas que Jesus começou a fazer estão registradas em Lucas 2:41-52, nas quais ele foi esquecido em Jerusalém, quando José e sua mãe regressavam a Nazaré. Isso confere com Atos 1:1. O Evangelho de Lucas é o único dos quatro que registra todas as ações de Cristo antes do seu batismo até aos 30 anos de idade (Mateus 3:16; Marcos 1:9 e João 1:29-34).

O Evangelho de Lucas termina com Cristo sendo “elevado ao céu”  em Lucas 24:51. Isto confere com Atos 1:2: “Até ao dia em que ele foi recebido em cima”.

Desse modo, Lucas declara que o seu Evangelho começa com os primeiros atos de Cristo e termina com a sua Ascensão. Portanto, qualquer manuscrito ou manuscritos gregos, não importa a sua idade, contendo o Evangelho de Lucas, que omite qualquer destas narrativas, não é autêntico. Num exame da terceira edição do Texto Grego Nestle, encontramos que as palavras gregas “Kai anepehroto eis ton huranon”, isto é, “foi elevado ao céu”, não se encontram neste texto.

A nota de rodapé no aparato crítico indica que a autoridade para remover esta frase é nada menos que o Manuscrito Sinaítico D, um maiúsculo MS conhecido com o número 52 e um “palimpsect” do século 5 (Um MS que foi apagado e escrito por cima). A frase “e elevado ao céu” é encontrada em B, C, E, F, G, H, L, S, T, V, Y, Z, Delta, Theta, Psi e Omega além do Papiro P 75 e a maioria das testemunhas existentes. Contudo, na base de apenas dois MSS os eruditos conservadores da secreta Fundação Lockman omitiram esta frase de Lucas 24:51 na New American Standard Version . Daí por que a NASV  não é realmente uma tradução confiável . De fato, das versões mais modernas  somente os eruditos “liberais” da Revised Standard Version (RSV) concordam com os eruditos “conservadores” da NASV na omissão desta frase. Desse modo, os conhecidos liberais comunistas (?) da RSV e os conservadores da NASV estão de pleno acordo em que Cristo não subiu corporalmente ao céu.

Então vemos que se Lucas, o escritor do evangelho de Lucas e do Livro de Atos  dos Apóstolos pudesse examinar uma Bíblia King James e uma New American Standard Version iria declarar que a NASV não passa de uma fraude e prontamente iria proclamar a Bíblia King James como autêntica.

Bem, com toda franqueza, o que é bom para Lucas também é bom para mim.

        

Capítulo 11

 

Pergunta – Tenho ouvido dizer que as palavras em itálico na Bíblia King James  deveriam ser removidas porque elas foram acrescentadas pelos tradutores. Deveriam elas ser removidas?

Resposta – Se removêssemos qualquer palavra em itálico, deveríamos remover todas elas, ou então aceitar todas elas como Escritura.

Explanação – São os seguintes os problemas decorrentes da remoção das palavras em itálico da Bíblia:

1. Qualquer pessoa que já tenha traduzido uma língua para outra sabe que palavras DEVEM ser acrescentadas ao trabalho concluído para completar a estrutura da sentença na nova língua.

Todos os tradutores fazem isso quando traduzem a Bíblia. Os tradutores da Bíblia King James eram homens íntegros, de modo que colocaram palavras em itálico.

Exemplo # 1 – O salmo 23:10 diz: “O SENHOR é meu pastor”.  Na Bíblia King James a palavra é foi acrescentada pelo tradutores para completar o sentido da sentença. O Salmo 23:1 na New International Version diz: “O SENHOR é o meu pastor”.

            Então é claro que os tradutores de ambas as versões acrescentaram a mesma palavra para completar a sentença. Contudo, os tradutores da Bíblia King James colocaram a palavra é em itálico para informar ao leitor que eles a acrescentaram.

Exemplo # 2 – João 1:8 diz: Não era ele a luz; mas para que testificasse da luz na Bíblia King James. João 1:8 diz: “Ele não era a luz, mas foi enviado para dar testemunho da luz”, na tradução da nova versão King James.

            Novamente ambas as equipes de tradutores  acrescentaram palavras à sua tradução para dar sentido. Neste caso a frase acrescentada foi “foi enviado”. Contudo novamente são os tradutores da Bíblia King James que colocaram sua adição em itálico, a fim de esclarecer.

            Então, vemos que os tradutores da nossa Bíblia (King James) deveriam ser elogiados pela sua integridade e ética na adição de palavras em itálico, em vez de serem criticados por uma prática que todos os nossos “quase” eruditos modernos seguem a rotina.

2. Os críticos da Bíblia, fundamentalistas ou não, afirmam que os itálicos podem ser removidos, porém nunca removem todos eles. Usualmente eles são confundidos por uma passagem como a palavra desconhecida na 1 Coríntios 14. Visto como não podem explicar a palavra com em itálico na passagem, eles fazem a impensada declaração reproduzida acima e removem a palavra problemática. Mas isso abre espaço para uma grande controvérsia. Pois se dizemos que as palavras em itálico não pertencem ao texto, não podemos dizer que uma palavra em itálico poderia ser removida da Bíblia, mas devemos dizer que todas as palavras em itálico devem ser removidas da Bíblia. Até mesmo o estudante casual da Escritura sabe que a Bíblia não terá absolutamente sentido se todas as palavras em itálico forrem removidas.

            Remover uma palavra em itálico e deixar outra é afirmar inspiração divina ao saber quais as palavras que seriam removidas ou não.

           

            Sem levar em conta quão grande seja o pregador, o ganhador de almas, o erudito,  nenhum de nós deveria dobrar joelhos diante deles para afirmar que são divinamente inspirados para rejeitar ou aceitar qualquer palavra na Bíblia.

            Se somos tão ingênuos ao ponto de exaltar a opinião de um homem, dessa maneira quem deveríamos exaltar? Existem centenas de críticos da Bíblia os quais competiriam de bom grado pelo ofício de “revisor oficial divinamente inspirado da Bíblia”. Quais seriam as pessoas afortunadas? Como deveríamos escolhê-las? E quem seria tão ingênuo ao ponto de pensar que todos os cristãos seguiriam os seus decretos? Contudo sem os seus decretos NÃO TEMOS MEIO DE SABER quais as palavras em itálico que pertencem à Bíblia e quais as que não pertencem.

            Então vemos que as passagens problemáticas necessitam de oração e leitura da Bíblia, em vez de aleatoriamente remover-se uma palavra problemática.

3. Uma das clássicas defesas para deixar somente as palavras em itálico, se encontra em 2 Samuel 21:19: “Houve mais outra  peleja contra os filisteus em Gobe; e Elanã, filho de Jaaré-Oregin, o belemita feriu  Golias, o giteu, de cuja lança era a haste como órgão de tecelão”.

Omitindo as palavras em itálico temos a Bíblia dizendo que Elanã matou Golias. Sem dúvida todos sabem que em 1 Samuel 17 é dito que Davi matou Golias. Assim temos finalmente na Bíblia passagens a que todos os homens perdidos adoram referir-se quando dizem que a Bíblia contém contradições.

            Sem dúvida o nosso “revisor divinamente inspirado” da Bíblia provavelmente diria que os itálicos  no 2 Samuel 21;19 não precisam ser removidos.         Mas, então,  quem vai saber quais as palavras que devem ser removidas e quais as que devem permanecer, a não ser que Deus lhes apareça e lhos diga quais são.

4. Nossa quarta e melhor razão para não interferirmos na escolha que Deus faz das palavras para a sua Bíblia não provém senão dos apóstolos Pedro, Paulo e do próprio SENHOR Jesus Cristo.

            Primeiro pegue uma Bíblia (a King James, é claro)  e leia o Salmo 16:8 “Tenho posto o SENHOR  continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha direita, nunca vacilarei”. Você vai notar que duas palavras “ele está” estão em itálico. Contudo quando encontramos Pedro citando este verso no Novo Testamento em Atos 2:25 ele diz: “Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o SENHOR, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido”.

            Aqui encontramos o apóstolo Pedro citando este verso inclusive as palavras em itálico do Salmo 16:8. Você quase acreditaria que Deus as deseja aí, não é verdade?

            Aqui poderíamos apontar que Pedro era um homem inculto e ignorante (Atos 4:13) e assim não tendo os “benefícios” de uma educação bíblica teológica ele aceitou cegamente a Bíblia (King James?) como toda a Palavra de Deus. Mas olhemos para os mesmos fenômenos referentes ao apóstolo Paulo e ao SENHOR Jesus:

            Paulo, como o fizeram outros escritores do Novo Testamento muitas vezes citou o Velho Testamento em seus escritos. Ao fazer isso ele citou, como os outros, diretamente do texto hebraico. Temos várias citações de Paulo que contêm palavras não encontradas no original hebraico. Em Romanos 10:20 ele cita Isaías 65:1.

Romanos 10:20:

E Isaías ousadamente diz:: “Fui achado pelos que não me buscavam; fui manifestado aos que por mim não perguntavam”.     

            Enquanto Isaías 65:1 diz: “Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam: a uma nação que não se chamava do meu nome. Eu disse: eis-me aqui”. Contudo vemos que as palavras “pelos que” citadas por Paulo embora estivessem em Isaías 65:1 existem apenas em itálico na Bíblia King James.

            O mesmo é verdade com respeito à 1 Coríntios 3:20:

            “E outra vez: O SENHOR conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos” que é citado no Salmo 94:11: “O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são vaidade”, onde encontramos a palavra são suprida pelos tradutores.

            Porém o mais inexplicável é a citação de Paulo de Deuteronômio 25:4 na 1 Coríntios 9:9: “Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Enquanto em Deuteronômio 25:4 lemos simplesmente: “Não atarás a boca ao boi quando trilhar”.

            Aqui encontramos Paulo citando as palavras “o grão” exatamente como elas tinham estado no original hebraico, muito embora sejam encontradas apenas nos itálicos de nossa versão autorizada.

            Se alguém desejasse argumentar que Paulo estava citando uma suposta tradução da Septuaginta grega do original hebraico, nosso dilema só iria piorar. Por enquanto duas perguntas intrigantes se apresentam diante de nós:

1. Se essa tradução grega existiu (pois não está documentada na história), com que autoridade os tradutores inseriram essas palavras?

2. Se elas foram acrescentadas pelos tradutores, a citação das mesmas por Paulo confirmam ser elas inspiradas?

            Enquanto você pondera sobre essas importantes perguntas, notaremos que Jesus também citou do que parece ter sido uma Bíblia King James.

            Encontramo-Lo citando uma palavra que não estava nos “originais”. De fato, uma palavra que só existe nos itálicos é encontrada nas páginas da Bíblia King James. Leiamos Deuteronômio 8:3: “E te humilhou, e te deixou ter  fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem”.

            Você vai notar que o vocábulo “palavra” está em itálico, significando, é claro, que ela não se encontrava no texto hebraico. Quando se examina Deuteronômio 8:3 em hebraico, vai se encontrar que a palavra “dabhar” equivalente a “palavra” não se encontra em parte alguma do verso.

Contudo ao contestar satanás encontramos Jesus citando Deuteronômio 8:3 da seguinte maneira em Mateus 4:4: “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a  palavra que sai da boca de Deus”.

Ao citar Deuteronômio 8:3 Jesus cita o verso inteiro inclusive a palavra em itálico constante da King James!  Até mesmo um “erudito” amador consegue localizar “ramati”, uma forma de “rama”, que  significa “palavra”, em qualquer novo Testamento Grego.

Então exatamente os críticos da Bíblia gostam de brincar dizendo: “bem a King James era bastante boa PARA O APÓSTOLO Paulo, então é boa também para mim”. Um verdadeiro crente bíblico pode dizer com razão: “bem se a Bíblia King James foi bastante boa para os apóstolos Pedro e Paulo e também para o SENHOR Jesus Cristo, então é bastante boa para mim”.

Portanto vemos que há três opções sobre o que fazer com as palavras em itálico na Bíblia:

1. Remover todas elas.

2. Elevar um dos nossos críticos fundamentalistas da Bíblia ao ofício de revisor oficial divinamente inspirado da Bíblia” e então dar aos seus decretos todo o peso e lealdade que daríamos a Jesus Cristo.

3. Deixar todas as palavras em nossa Bíblia divinamente inspirada em paz e confiar em que Jesus Cristo talvez estivesse razão.

            É como se tivéssemos uma escolha.

Capítulo 12

 

Pergunta – Não existem alguns grandes homens que usam outras versões?

Resposta – Sim. Mas todos eles estão em perfeita sujeição à Bíblia perfeita.

Explanação – Existem pregadores considerados “grandes” por muitos que aberta ou veladamente desdenham do conceito de que a Bíblia é perfeita. Eles a corrigem com regularidade e atacam abertamente os que afirmam aceitá-la como infalível.

            Existem também muitos colégios e universidades cristãos onde ao estudante são mostrados “erros” na Bíblia King James. A questão óbvia é: “como podem esses grandes homens e instituições estar errados e  ainda assim obter a bênção de Deus”? A resposta se encontra na Bíblia nossa Autoridade Final em todas regras de fé e prática.

            Quando exminanos 2 Reis 17 encontramos Israel em estado deplorável. Ele foi conquistado pela Síria e os israelitas foram levados ao cativeiro (verso 23). O rei da Assíria colocou, então, estrangeiros pagãos na terra de Israel (verso 24). Esse povo não temia a Deus. Então  ele enviou leões ao meio deles, os quais o mataram (verso 25), levando-os a clamar para que os sacerdotes judeus lhes fossem enviados para ensiná-los a adorar o “Deus da terra” (versos 26 a 28). O resultado é encontrado no verso 32 e 41. A Bíblia diz que “temiam também ao SENHOR e serviam às suas próprias imagens de escultura”.

            A mesma coisa acontece com os nossos pregadores e colégios fundamentalistas. Muitos pregadores fundamentalistas não acreditam realmente que a Bíblia seja infalível, porém não se  atrevem a admiti-lo. Então, eles “temem ao SENHOR”, isto é,  assomam os púlpitos, agitam a Bíblia no ar e declaram: “Este livro é absoluta Palavra de Deus, sem mistura de erro” em seguida, fora do púlpito, eles servem os seus “deuses”, no que eles particularmente apontam ao que consideram erros na Bíblia, ridicularizando qualquer um que realmente creia no que eles acabaram de dizer no púlpito.

            Eles podem parecer hipócritas. E são. Parecem ter duas caras. E têm. Mas podemos ter  certeza de que eles jamais diriam que acreditam ser a Bíblia perfeita,  enquanto estão no púlpito, caso não “temessem ao SENHOR” o bastante para saber que ficariam arruinados se alguém soubesse no que eles realmente crêem. Em outras palavras, eles deveriam erguer a Bíblia e dizer:  “Creio que este livro é mal traduzido, está cheio de erros e não existe uma versão perfeita na face da terra que se possa ter nas mãos”. Caso eles fizessem essa confissão honesta, sabem que seriam “despachados”. Então, os “leões” de Deus os fariam ajoelhar-se diante da Bíblia perfeita, mesmo que o fizessem apenas da boca para fora.

            Do mesmo modo, nossos colégios e universidades cristãos jamais se atreveriam a dizer: “Venham para o nosso seminário e nós destruiremos sua fé na Bíblia perfeita e lhes mostraremos que ela está cheia de erros”. Não, servir apenas “seus próprios deuses”, dessa maneira só lhes traria trariam  “leões” à porta do campus.  Eles “temem ao SENHOR” o bastante para fazer propaganda  como as escolas que “se postam sem apologia pela absoluta autoridade da Escritura”, ou alguns até chegam ao ponto de se gabar: “Usamos somente a Bíblia King James”. Mas depois que o estudante é aceito e em seguida se entrega ao seminário, então e somente então é que eles começam a destruir sutilmente a sua fé na Bíblia perfeita e amostrar que a “boa e velha King James” está cheia de erros.

            Contudo, eles sabem e Deus sabe que eles estavam amedrontados demais para não dobrar os seus joelhos ao “Deus da terra” e ao Seu Livro, a Bíblia King James.

 

Capítulo 13

 

Pergunta – Onde se encontrava a Bíblia antes de 1611?

Resposta – Estava  disponível nos manuscritos de Antioquia.

Explanação – Os críticos da Bíblia perfeita gostam de jogar no ar esta pergunta, com o objetivo de chocar os crentes bíblicos. Mas não chocam. 

A  extraordinária maioria dos manuscritos bíblicos existentes através da história têm sido os textos encontrados em Antioquia. De certo modo eles sempre estiveram disponíveis, quer em cópias do original grego ou do latim antigo de 150 d.C. (não confundir com a corrompida Vulgata de Jerônimo) ou o siríaco pesheto de 157 d.C.

O fato de ter sido  realmente difícil juntar todas estas fonte e colocá-las nas mãos do homem comum, nos faz acreditar da disposição de Deus de concordar com a tradução da Bíblia King James.

 

Capítulo 14

 

Pergunta – Os tradutores da Versão Autorizada afirmavam ser inspirados por Deus?

Resposta – Não. Mas biblicamente isso não significa que eles não fossem inspirados.

Explanação – Os homens do Comitê de Tradução da Bíblia King James  eram, sem dúvida, os mais eruditos do seu tempo e amplamente qualificados para o serviço que lhes foi confiado. Eles eram sobretudo academicamente qualificados pelo seu conhecimento cumulativo e espiritualmente qualificados pelas suas vidas exemplares.

            Dentre eles havia homens que, academicamente, tiravam férias de um mês e usavam esse tempo para aprender e dominar uma língua inteiramente estranha. Eles escreveram um dicionário persa e  inventaram reguladores matemáticos  especializados. Um deles era arquiteto. Dominavam línguas orientais. Debatiam publicamente em Grego e tutoravam a rainha Elizabeth I em Grego e Matemática. Dizia-se que um deles,  conhecia “o Hebraico na ponta dos dedos”. Contudo, o conhecimento mental pode se transformar em maldição, quando não vem temperado por um coração fervoroso e piedoso.

            No reino espiritual eles estavam a anos luz de muitos que hoje exibem sua educação acadêmica e contudo falham na tentativa de dar um bom testemunho pessoal na prática.

            Esta companhia foi abençoada com homens conhecidos pelo zelo e também em debater e converter romanistas a Cristo. Eles passavam horas em devoções particulares  e familiares. Muitos faziam o trabalho de evangelismo  e até mesmo o de representantes missionários  da falecida Rainha Elizabeth I. Um deles chegou à idade de 103 anos . Nos últimos anos de sua vida, depois de pregar durante duas horas consecutivas, ele falou à congregação: “Não pretendo esgotar a vossa paciência”. Ao que a congregação respondeu: “Por amor de Deus, prossiga”.  Então ele prosseguiu amplamente a sua exposição da Palavra de Deus.

            Contudo, tamanho era o sentimento de humildade compartilhado entre eles, que ficou revelado na Epístola Dedicatória:

            “De modo que, se por um lado somos mal representados pelos papistas, na pátria e  exterior, quem então, nos há de injuriar por sermos pobres instrumentos escolhidos para fazer com que a santa verdade  de Deus  se torne mais e mais conhecida  pelas pessoas que eles desejam que continuem na ignorância e nas trevas. Ou se, por outro lado, somos injuriados pelos irmãos auto-suficientes, que seguem os seus próprios caminhos e não apreciam coisa alguma que não se enquadre dentro de seus próprios parâmetros e tenham sido moldados em seus fornos”.

            Contudo, apesar do seu caráter  predominante eles jamais afirmaram possuir a inspiração divina (afirmação que se eles tivessem feito iria agradar sobremaneira os seus detratores como evidência de um espírito orgulhoso). Eles jamais sequer afirmaram perfeição  quando sua obra foi concluída.

            Isso quer dizer que porque eles não afirmaram a mão de Deus ao traduzir a Escritura que Ele não pudesse estar no controle de sua comissão? Para saber a resposta deveríamos olhar para a  Bíblia nossa Autoridade Final de fé e prática.

            Quando João Batista foi acossado pelos levitas, no capítulo 1 de João, indagando se ele era Elias (João 1:21), ele lhes respondeu que não era Elias.  Contudo, em Mateus 11:7-14, e 17:10-13, Jesus Cristo afirmou claramente que João era Elias.

Será que João Batista mentiu? Não. Cristo mentiu? Claro que não. A resposta é muito simples: João era Elias, porém não o sabia! Então vemos, pelo exemplo de nossa Bíblia, que um homem pode ter Deus trabalhando através dele sem o saber. Do mesmo modo, Deus poderia facilmente ter inspirado os tradutores da Bíblia King James  sem que eles tivessem conhecimento disso.

 

 

Capítulo 15

 

Pergunta – Os eruditos de hoje não estão melhor equipados para traduzir a Bíblia do que estiveram  os da King James?

Resposta – Não.

Explanação – A resposta é não por dois motivos:

            Primeiro, a erudição dos homens que traduziram a Bíblia King James ultrapassava literalmente a dos eruditos de hoje. Dois livros disponíveis podem ilustrar melhor esta afirmação e deveriam ser lidos por qualquer um que deseje estudar seriamente o assunto. São eles: “Translaters Revived” (Tradutores Revividos), de Alexander  McClure, Maranatha Publications e “The Men Behind the King James Version”,  (Os Homens por Trás da Versão King James), de Gustave Paine, Baker Book House. Os homens encarregados da tradução da Bíblia King James  eram eruditos de inigualável habilidade. Uma rápida descrição de suas várias habilidades é encontrada na seção anterior.

            Segundo, tolo e contraditório seria crer que os eruditos de hoje jamais pudessem  igualar-se ou sobrepujar os da Versão Autorizada.

            Muitos cristãos hão de concordar que o mundo, com o tempo vai se degenerando. A moral se degenerou, desde 1611. O caráter, idem. Até mesmo nossa atmosfera tem se degenerado. Devemos, portanto, acreditar que a educação se tornou melhor? Somente um adorador da educação poderia crer nesse conto de fadas. A educação tem se degenerado junto com todo o sistema mundial e jamais poderia produzir um erudito igual àqueles de aproximadamente 400 anos atrás.

 

Capítulo 16

 

Pergunta  – O Rei Tiago autorizou sua tradução a circular nas Igrejas da Inglaterra?

Resposta – Não. Ele autorizou sua tradução, mas não o seu uso.

Explanação – É difícil que alguns possam entender bem as condições de 400 anos atrás no século 20, especialmente na América. Nós, os cristãos, não apenas temos a Bíblia em nossa língua, mas, muitas vezes possuímos várias. Além destas temos as concordâncias bíblicas e uma porção de comentários da Bíblia além de vários outros livros “cristãos”.

            Contudo, o mundo do século 16 e princípio do século 17 era muito diferente. O homem comum na Inglaterra não tinha a Bíblia. A única cópia disponível era acorrentada no altar da Igreja. Em 1536, William Tyndale fora queimado na estaca (reinado de Bloody Mary) pelo enorme crime de imprimir bíblias na língua do povo. Quando o Rei Tiago comissionou os 54 tradutores, em 1603, ele não permitiu que a futura tradução fosse usada nas igrejas. O fato dessa tradução não ter sido destinada às igrejas deixava-lhe apenas um destino explicável. Isto é, que ela deveria ser entregue ao homem comum.

            Deveríamos observar que o mundo não possui um poder maior do que o homem comum com a Bíblia em suas mãos.

 

Capítulo 17

 

Pergunta – Se o Rei Tiago não autorizou a Bíblia para o uso nas Igrejas, então para quem foi ela traduzida?

Resposta – Para o homem comum.

Explanação -  Existe tanta especulação sobre a perfeição ou a suposta imperfeição da Bíblia que um elemento na equação é sempre desprezado. Isto é, a razão para o homem comum ter uma Bíblia perfeita em primeiro lugar. Se não existisse o homem comum não haveria necessidade de uma Bíblia na linguagem comum.

            Lembremo-nos de que a igreja (qualquer organização religiosa neste caso) sempre teve acesso à Escritura. O resultado dela ter a Bíblia geralmente a conduzia ao orgulho e a um senso de “senhorio” sobre o rebanho. Mas, colocar a Bíblia na mão do homem comum é outra história. Já foi dito o seguinte: “ponha um mendigo sobre um cavalo e ele depressa fugirá aos galopes”. Isso descreve melhor a reação de um homem comum a quem se entrega uma Bíblia perfeita.

            O homem comum é a força motriz, embora não governante do mundo. Ele é necessário para preencher tudo, desde os exércitos até às igrejas. Ele é o consumidor e nenhuma estação de gás ou armazém de atacado poderá sobreviver sem ele. Ele serve obedientemente ao estado com pouco interesse ou informação de quem está governando sua vida. Sua energia é usada para o proveito dos que o controlam, mas nunca devemos dar-lhe o poder de governar. Ele deve ser permitido a votar naqueles que o governam, mas deve ser conservado longe do próprio sistema governamental.

            O mesmo acontece no ambiente eclesiástico. De fato, ele deveria estar sujeito ao seu pastor, mas ninguém tem o direito de conservá-lo ignorante da vontade do seu Criador para a sua vida. Essa vontade é encontrada na Bíblia.

            Durante muitos séculos, o principal violador desse direito tem sido a Igreja Católica Romana. Ela foi ao extremo no sentido de conservar o povo ignorante das Escrituras. Aos católicos romanos geralmente é dito que eles não podem entender a Bíblia. Pode-se imaginar o desconforto de um clérigo romanista quando um membro de sua igreja consegue uma Bíblia e afirma ter sido capaz de compreendê-la.

            A guerra que a Igreja Católica Romana tem movido contra a Bíblia foi principalmente de duas maneiras:

1. Conservar o povo ignorante através do controle de acesso à Bíblia.

2. Afirmar que a Bíblia de Deus é como uma das suas próprias.

O acesso à Bíblia é controlado de duas maneiras. Primeiro o homem comum é persuadido de que não  pode entender a Escritura.  Devendo sujeitar-se à autoridade Eclesiástica. E à interpretação particular desta. Onde quer que este método não possa ser usado tal como entre os não católicos, a Igreja Católica Romana procura se estabelecer como fator controlador do governo (de preferência com a religião estatal) e em seguida confisca todas as cópias da Bíblia e as destrói. Os dissidentes são assassinados. Este modelo tem sido seguido pela Igreja Católica Romana durante séculos, com o maior sucesso.

O segundo método para eliminar a Bíblia é substituí-la por uma de orientação católica romana. Estas são, então, usadas com o objetivo de preencher qualquer lacuna deixada pelas Bíblias verdadeiras que foram confiscadas.

Na história isso tem acontecido muitas vezes. Quando a Igreja Católica Romana viu ameaçada a popularidade contra a sua velha Bíblia Latina (chamada Vulgata que em latim significa comum), de 150 d.C., ela teve a sua própria Bíblia em latim traduzida dos manuscritos que haviam sido corrompidos em Alexandria, (Egito). Esta obra foi imposta a um relutante erudito católico romano chamado Jerônimo e após sua publicação em 380 d.C foi pronta e vergonhosamente chamada Vulgata. Este livro imprestável permaneceu em uso durante 800 anos, até que a Igreja Católica Romana “eliminou a competição”, queimando todos os originais (bons) da Vulgata junto com os seus proprietários. Isto, é claro, aconteceu na Idade Média uma época de absoluto poder da Igreja Católica Romana. Até o dia de hoje, a maioria das pessoas ao ouvir aclamar a Vulgata Latina de 150 d.C,  confunde erroneamente esta edição com a Vulgata Católica Romana de 380 d.C.

A maioria das novas traduções inglesas hoje disponíveis provém desses mesmos manuscritos católicos romanos corrompidos. Nas mãos do homem comum não tem valor algum. Elas estão perfeitamente a salvo dos “poderes estabelecidos”.

O Rei Tiago,  sabendo ou não, devolveu ao homem comum o seu tesouro mais precioso, a verdadeira Bíblia em inglês. (A Igreja Católica Romana traduziu sua própria Bíblia para o inglês em 1582 em Rhimmes, França. Ela saiu imprestável). O Rei Tiago e o seu comitê de tradução jamais poderiam  esperar que a sua nova tradução ultrapassasse as regiões costeiras da Inglaterra, mas Deus e o homem comum se encarregaram de levá-la a todo o globo.

Atualmente o homem comum corre o sério perigo de ter sua Bíblia perfeita novamente arrebatada de suas mãos. Isso já está sendo atingido de duas maneiras diferentes. Primeiro, estão fazendo uma tentativa (e já há quase cem anos) de substituir fisicamente a Bíblia King James pelas bíblias traduzidas conforme os manuscritos católicos romanos corrompidos. Esses livros são impotentes e imprestáveis, perfeitos para o negócio. Infelizmente, a Bíblia King James tem sido atacada até mesmo por homens salvos, professores e pregadores fundamentalistas, que até podem ser bem intencionados, mas admitem prazerosamente que a autoridade (católica romana como a autoridade papal) seja capaz de “corrigir “ o que a Bíblia lhes traz. Toda essa importante transição está acontecendo tanto nas igrejas como nos seminários.

A Segunda área de conquista é o próprio cérebro do homem comum e é também executada em duas fases.

A primeira é a “fase supressiva”, na qual a vítima é bombardeada com tanta propaganda contra a Bíblia King James  que fica mentalmente impossibilitada de aceitar a Bíblia verdadeira e perfeita. Este método rouba-lhe do cérebro a Bíblia, mesmo que a tenha em mãos. Em outras palavras, sua Bíblia foi roubada do seu cérebro, embora não fisicamente (ainda!)

A Segunda fase é a da “lavagem cerebral”. Esta executada por pregadores, professores, e, especialmente pela “mídia cristã”. As estações de rádio cristãs já quase desistiram universalmente de usar a Bíblia King James. Elas têm leituras bíblicas, memorização diária de versos e até mesmo lêem a história de Natal em Lucas 2, em qualquer Bíblia, exceto na Bíblia King James. Isso rouba a memorização subconsciente da verdadeira Bíblia.

Para você ver, muitos pregadores que desprezam a Bíblia King James quando tentam pregar por uma nova versão, são confrontados por algum “iletrado e ignorante” (Atos 4:13) membro da igreja, que embora não podendo argumentar contra a propaganda favorável do pastor sobre as novas traduções, retruca:  “mas isso não parece Bíblia”.

Ao ouvir constantemente outras versões lidas no rádio, TV ou em escolas cristãs, a geração mais nova de cristãos jamais gozará o benefício de saber subconscientemente com que a Bíblia se parece.

Então vemos que o verdadeiro inimigo da Igreja Católica Romana e do espírito totalitário desta igreja encontrado em alguns fundamentalistas não é exatamente a Bíblia. É a Bíblia no coração e nas mãos do homem comum. As mesmas pessoas que o diabo odeia e espera com elas poder encher o inferno. Sua Bíblia foi roubada de suas mãos? E quanto ao seu cérebro?

 

Capítulo 18

 

Pergunta – Alguém disse: “A Bíblia King James é a Palavra de Deus porque eu fui salvo através dela”.  Esta declaração é correta?

Resposta – Não.

Explanação – A Bíblia é infalível e perfeita sem qualquer influência de pecador algum. Ao aceitar Cristo como nosso Salvador pessoal, nada conferimos à Escritura, embora Deus nos conceda a vida eterna.

            Muitos têm sido conduzidos a Cristo por alguém que usa outras versões. Certa vez falei com um homem que afirmava veementemente que a Bíblia “,Good News for Modern Man” (Boas Novas para o Homem Moderno) era a infalível Palavra de Deus porque alguém o havia conduzido a Cristo usando-a.  Errado! O fato dele ter sido salvo através da Bíblia “Good News” não corrigia sequer um dos grosseiros defeitos naquela versão.

            Tenho um amigo que acredita ser a Bíblia King James a infalível e perfeita Palavra de Deus. Contudo ele foi conduzido a Cristo por alguém que usava a Living Bible (Bíblia Viva). Será que a Bíblia Viva se tornou a Infalível Palavra de Deus no momento em que ele creu? Claro que não. Ela jamais foi perfeita, nem jamais o será. Mas se ela se tornasse perfeita porque alguém foi salvo através dela, não teria perdido a sua perfeição, quando ele decidiu usar a King James?

            Assim podemos ver que a Bíblia King James, sem dúvida, é a infalível e perfeita Palavra de Deus, independente do que alguém tenha usado para levar você a Cristo. De fato ela ainda seria a perfeita e infalível Palavra e palavras de Deus, mesmo que não tivéssemos sido salvos.

 

Capítulo 19

 

Pergunta – As pessoas que crêem na Bíblia King James são “divisoras de igreja”?

Resposta – Não. A única igreja que um crente na Bíblia perfeita poderia dividir seria aquela que não acreditasse que a Bíblia é perfeita.

Explanação – Algumas vezes as falsas acusações se baseiam em desentendimentos. Algumas vezes se baseiam em completa falsidade. A falácia de que as pessoas que crêem na Bíblia perfeita são divisoras de igreja baseia-se infelizmente em completa e maliciosa falsidade.

         Lamentavelmente existem muitos cristãos que passaram pela traumatizante experiência de uma igreja dividida. Seria errôneo pretender que toda igreja dividida teve como causa algum crente na perfeita Bíblia King James. Igrejas se dividem por qualquer motivo, desde assuntos monetários até a questão da cor da pintura de um novo auditório. O fato é que aos cristãos lamentavelmente falta a graça encontrada em Romanos 14 e Lucas 17:1-5. Isso nada tem a ver com a Bíblia King James. Dizer  que a causa é esta é ser muito desonesto.

 

Capítulo 20

 

Pergunta –  Será que todos os crentes da Bíblia King James  são “imitadores?”

Resposta -  Não.

Explicação – Nos últimos anos a edição de uma Bíblia foi eruditamente manuseada pelo Dr. Peter S. Ruckman. O Dr. Ruckman é um professor/pregador altamente educado, que aceita os manuscritos de Antioquia como autênticos e os vê com a ideologia antioquiana que aceita a Bíblia como perfeita.

            O estilo do Dr. Ruckman é vigoroso com referência à autoridade da Escritura e o seu tratamento aos críticos da Bíblia é devastador. Sua atitude com relação à maioria das edições da Bíblia é cheia de graça, quando a muitos cristãos falta essa graça. Mas sobre o item singular da autoridade das Escrituras sua atitude  é semelhante a do apóstolo Paulo (2 Coríntios 10:10) e a do grande erudito inglês, John William Burgon.

            Muito poucos apologistas da Bíblia perfeita sem as qualificações eruditas do Dr. Ruckman tem assimilado o seu estilo cáustico com trágicos resultados.

            A grande maioria dos crentes da Bíblia King James não utilizam este estilo, simplesmente por não ser esse o seu estilo natural.

 

Capítulo 21

 

Pergunta – Os crentes da Bíblia King James não são idólatras?  Deus não destruiu os originais por não querer que as pessoas os venerassem?

Resposta – Não e não.

Explanação – Muitos críticos da Bíblia perfeita ficaram muito frustrados nos últimos anos. Isto porque o seu completo argumento  tem sido sistematicamente destruído pelo fato histórico, seu próprio declínio de habilidade escolástica e a constante bênção da Bíblia King James pelo Espírito Santo.

            Numa tentativa desesperada de atirar “lama” nos crentes bíblicos eles têm feito as duas declarações acima:

            Será que os crentes da Bíblia King James adoram a Bíblia? Não. Eles não pregam a favor dela como o fazem a favor de Jesus Cristo.

            Não existe sequer evidência para se dizer erroneamente que os crentes da Bíblia King James adoram-na. Portanto, infelizmente a acusação é gerada na malícia e não na sinceridade.

            Será que Deus destruiu os originais a fim de evitar que os crentes da Bíblia King James  pudessem adorá-los um dia? Não. Nada poderia estar mais longe da verdade. Deus permitiu  que os originais deixassem de existir porque o único valor dos mesmos estava em suas palavras, as quais ele preservou através de cópias. Logo que os originais serviram ao seu propósito e foram copiados deixaram de receber o interesse de Deus ou do seu povo.

            Se os originais de algum manuscrito aparecessem “miraculosamente” nos dias de hoje, eles seriam de pouco interesse aos crentes bíblicos, visto como eles agora não mais os consideram importantes.

            Se alguém os venerasse, seria provavelmente a multidão que hoje lhe dá tanto valor – os críticos da Bíblia.

 

Capítulo 22

 

Pergunta – Os crentes da Bíblia King James não formam uma seita?

Resposta – Não.

Explanação – A acusação de que os crentes da Bíblia King James  formam uma seita é semelhante à acusação de que eles adoram a Bíblia. É resultado da mesma frustração e nasceu da mesma malícia. Infelizmente, quando os fatos não provam que eles têm razão, o assassinato moral é logo usado.

            As seitas são algo difícil de se definir; embora haja duas características relevantes evidentes em todas elas.

            Primeiro, numa seita é um corpo central que toma decisões por todos os discípulos. A maior parte dos crentes da Bíblia King James são ferozmente independentes e muitas vezes discordam sobre outras doutrinas, até mesmo uns com os outros. Sua única autoridade central é a Bíblia, não um seminário ou  universidade.

            Segundo, a maior parte das seitas teme que seus discípulos investiguem as crenças dos seus oponentes e então se converta através da verdade. Por conseguinte, eles criam regras estritas, proibindo livros e material que discordem de suas doutrinas.

            Mais uma vez, visto como os fatos apoiam a Versão Autorizada, os crentes da Bíblia King James  não têm medo de estudar as acusações dos seus críticos. De fato este livro tenta confrontar todas as acusações dos críticos da Bíblia com total simplicidade.

            Agora, deve-se notar que, há alguns seminários e universidades que mantêm uma política de confiscar os livros que apoiam a visão de uma Bíblia perfeita. De fato  este Livro talvez algum dia entre nessa lista?

            É o caso de saber quem é realmente uma “seita” e quem não o é.

 

Capítulo 23

 

Pergunta – É heresia crer que a Bíblia King James é perfeita?

Resposta – Não.

Explanação – É divertido, embora alarmante que o crente da Bíblia King James  que CRÊ ser a Bíblia inerrante seja chamado de “herege” pelas pessoas que afirmam crer que a Bíblia é inerrante.

            “Heresia” conforme o Dicionário Webster é uma opinião ou doutrina contrária à verdade ou às crenças geralmente aceitas.

            É igualmente aceito que a Bíblia é a perfeita Palavra de Deus. Tenho sempre dito às pessoas: “não creio que a Bíblia King James seja a inerrante palavra de Deus. Creio que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus. Mas se você pede que eu lhe dê uma cópia dessa Bíblia eu lhe darei uma Bíblia King James”.

            Os críticos da Bíblia King James crêem que a “Bíblia” é a inerrante Palavra de Deus. Mas peça-lhes que lhe dêem uma cópia da Bíblia inerrante na qual eles crêem e então descobrirá que ela não existe em parte alguma da terra.

            Nós, os crentes da Bíblia King James, simplesmente cremos naquilo em que eles afirmam crer. E por isso somos chamados de “hereges”.

            Realmente rótulo de “hereges” é designado mais para amedrontar os jovens para que fiquem longe da Bíblia inerrante do que para definir honestamente os sentimentos dos alcunhadores. Os críticos da bíblia esperam que o temor de serem rotulados de “hereges” desencorajará os cristãos zelosos a crerem REALMENTE no que os críticos afirmam crer.

            De fato, se é geralmente aceito pelos fundamentalistas que a Bíblia é “a inerrante Palavra de Deus” e os críticos da Bíblia podem encontrar um erro em cada Bíblia que você lhe coloca nas mãos... quem é realmente herege?

        

Capítulo 24

 

Pergunta – Quem foi o Deão Burgon?

Resposta – Foi um notável erudito bíblico do século 19.

Explanação – Jonh William Burgon ((1813-1888) foi um homem de tremendo intelecto e se coloca entre homens tais como um Lancelote Andrews (1555-1626) e Robert Dick Wilson (1856-1930) em erudição. Ele tornou-se o Deão de Chichester e desde então ficou sendo conhecido como o “Deão” Burgon. 

            Dr. Burgon foi contemporâneo de Westcott e Hort. Ele foi um apologista do Textus Receptus  e foi o causador da queda dos fracos argumentos de Westcott e Hort contra o mesmo. Ele cria, ao contrário de Westcott e Hort que devia embasar todas as conclusões sobre o sólido fundamento dos fatos em vez de sobre a areia da teoria. Ele não deixava pedra alguma  que não fosse revolvida na busca da verdade. Assim como não omitia palavra alguma na defesa da verdade.

            Sua séria erudição, rápido raciocínio e língua caustica expulsaram Westcott e Hort e todos os eruditos alexandrinos do campo de batalha. Seus argumentos contra o texto alexandrino e a favor dos últimos 12 versos de Marcos e outras posições questionadas provaram ser tão imbatíveis pela moderna erudição como o foram para os seus contemporâneos.

            Hoje em dia o seu nome é sinônimo de defesa da Bíblia King James como os nome de Hills, Fuller e Ruckman. Ele é conhecido não apenas como um campeão da Bíblia Autorizada, mas suas obras são um exemplo do que a erudição honesta, objetiva e completa pode produzir.

 

Capítulo 25

 

Pergunta – Qual a diferença entre um “Homem do Textus Receptus” e um “Homem da King James”?

Resposta – Um “Homem Textus Receptus” tira os seus manuscritos de Antioquia e a sua filosofia do Egito.

Explanação – Com a pergunta #8 referente a Alexandria e Antioquia foi explicado que importamos duas coisas de cada uma dessas localidades. Os  manuscritos e a ideologia através da qual julgamos esses manuscritos.

            De Alexandria recebemos os manuscritos corrompidos, adulterados pela mão de Orígenes. Recebemos também uma ideologia que acredita ser a Bíblia divina, porém não perfeita nem inerrante.

            De Antioquia recebemos linha pura de manuscritos culminando no que é conhecido como Textus Receptus (Texto Recebido). Recebemos também a ideologia de que a Bíblia não somente é divina, mas perfeita, sem erros.

1. A maior parte dos críticos da Bíblia não crê que a Bíblia seja perfeita (ideologia alexandrina). Esses críticos usualmente também aceitam os manuscritos alexandrinos como superiores aos antioquianos. 

2. Os  crentes da Bíblia King James aceitam os manuscritos de Antioquia ou “Textus Receptus” como superiores aos de Alexandria. Eles também acatam a ideologia antioquiana pela qual aceitam a Bíblia como infalível e não crêem que ela contenha quaisquer erros ou traduções incorretas nem que pode ser melhorada.

3. O homem do Textus Receptus também aceita os manuscritos antioquianos ou Textus Receptus como superiores aos alexandrinos, mas o homem Textus Receptus aceita esses manuscritos antioquianos, tendo contudo uma visão da ideologia alexandrina.

            Ele não aceita tradução alguma como perfeita e sem erro. Ele em geral sente que a Bíblia King James é a melhor tradução, mas pode ser melhorada. Ele em geral tropeça em  Atos 12:4 e declara  que a sua tradução é incorreta.

            Essa contradição não é o resultado de um  coração mau ou desonesto, mas muito mais de uma educação errada. Muitos dos homens do Textus Receptus foram ensinados pelos outros que haviam sido  enganados ao aceitar inconscientemente a  ideologia alexandrina.

 

Capítulo 26

 

Pergunta – Uma educação em seminário bíblico esclarece a controvérsia sobre o assunto da Bíblia perfeita?

Resposta – Não. Noventa e nove em cada cem vezes, uma educação em seminário bíblico pode confundir e até destruir a fé de um estudante na Bíblia perfeita.

Explanação – Há muitos benefícios numa educação em seminário bíblico. Um estudante pode aprender inestimáveis lições sobre como pastorear e plantar igrejas. Um estudante fraco em doutrina pode se firmar na fé, amizades e experiências dos dias do seminário geralmente perduram pela vida inteira.

            Infelizmente a fé em que Deus tem uma Bíblia perfeita freqüentemente é, não uma vítima da educação em seminário bíblico, mas uma beneficiária. A razão é simples. Muitos seminários estão a cargo de homens muito sinceros, muitos dos quais amam realmente o SENHOR, porém são vítimas do ensino alexandrino.

            Outros, embora permaneçam próximos da família dos manuscritos apropriados ainda são inconscientemente afligidos com uma fé na Bíblia, a qual é enfraquecida pela ideologia alexandrina. Eles não conseguem aceitar mentalmente a crença de que aquela Bíblia que está em suas mãos seja realmente perfeita.

            Algumas vezes até mesmo os eruditos que propalam aceitar “somente a Bíblia King James ”ou “somente o Textus Receptus” ainda são afligidos com essa moléstia. Desse modo, um estudante fica perplexo quando ouve dizer que  sua Bíblia foi corrigida num seminário que afirma aceitá-la como perfeita. Muito freqüentemente ele sucumbe diante do ataque verbal e se torna também um crítico da Bíblia perfeita. Se ele não aceita a posição da escola, em geral é rotulado de “fanático” e relegado ao ostracismo, quando não excluído.

            Isto não significa que a educação bíblica do seminário não tenha suas vantagens, contudo significa que esta educação raramente fortalece a fé do estudante no sentido de que a Bíblia é perfeita.

 

Capítulo 27

 

Pergunta – Os cristãos e os pregadores que usam outras Bíblias “odeiam Deus”?

Resposta – Não, embora alguns possam detestar a idéia  de estarem sujeitos a “um Livro”.

Explanação – Em Marcos 9:38-41 encontramos os discípulos transtornados com alguns que não os “seguiam”. Contudo, o SENHOR ordenou-lhes que os deixassem em paz.

            Deus quer receber adoração e amor de suas criaturas. Há muitos pregadores que, como estudantes de seminários foram mal orientados com respeito à Bíblia King James. Eles podem muito bem amar Jesus Cristo, mas através da ignorância ou  do uso enganoso da bíblia errada. Certamente eles não “odeiam Deus”.

            Contudo tem sido provado que alguém que ama o SENHOR e usa a bíblia errada, um dia deve encarar o assunto Bíblia e fazer a escolha entre a certa e a errada. Se escolhe “a certa”, sua fé é fortalecida e cessará de usar outras bíblias, em geral deixando de tentar “corrigir” a Bíblia enquanto lêem e pregam.

            Alguns, entretanto, quando chega o momento da decisão, rebelam-se com o pensamento de que sua “Alma Mater” pudesse estar errada. Eles logo acreditarão que a Bíblia contém erros. Ouvi um pregador dizer: “Aceito o ensino de que a Bíblia King James é perfeito, mas não posso me posicionar a favor desse ensino  porque minha “Alma Mater” não toma essa posição.

            Algumas vezes eles avaliam o dano ao seu prestígio entre o pessoal de sua turma e sentem que não podem se aventurar a tomar posição a favor da perfeita Bíblia de Deus. Pode-se imaginar o dano financeiro que um professor do colégio poderia experimentar se tomasse uma posição antioquiana numa escola alexandrina.

            Infelizmente não se pode servir a Deus e a Mamom. Portanto, aquele que, por qualquer motivo, rejeita o ensino da Bíblia inglesa perfeita, em geral se torna antagonista com relação àqueles que dele discordam. Usualmente  o seu desprezo é gerado mais como medida de defesa do que de que convicção intelectual. Contudo, ele não se atreve a revelar isso.

            Pode acontecer que um cristão simplesmente recuse estar em sujeição ao que considera um mero livro. Ele rejeita a autoridade da Escritura em sua vida. Devemos lembrar que os fariseus odiavam Jesus porque ele falava como quem tem autoridade (MT. 7:29) e não como os eruditos de seu tempo.

 

Capítulo 28

 

Pergunta – A Bíblia King James é inspirada ou preservada?

Resposta – Os manuscritos originais foram inspirados. A Bíblia King James representa exatamente aqueles manuscritos preservados até o dia de hoje.

Explanação – A melhor maneira de simplesmente descrever inspiração e preservação da Bíblia é a seguinte:

Inspiração – é quando Deus toma uma folha de papel em branco (papiro, pele, etc) e usa homens para escrever as suas palavras.

Preservação – é quando Deus toma estas palavras já escritas e usa homens para preservá-las até o dia de hoje.

            Ambas as ações são divinas e asseguradas por Deus conforme diz o Salmo 12:6,7.

6. As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.

7. Tu  as guardarás SENHOR; desta geração as livrarás para sempre.

 

            No Salmo 12:6 Deus nos garante que os seus originais são perfeitos – muito embora escritos por homens falíveis com pecados hediondos de assassinato (Moisés e Davi), adultério (Davi), idolatria (Salomão), e negação do SENHOR (Pedro). As palavras de Deus permanecem intocadas apesar dos pecados dos escritores.

            Que os originais foram perfeitamente inspirados em sua totalidade é uma crença indisputável entre os fundamentalistas de hoje.

            Mas a maioria dos  fundamentalistas argumenta que somente os “originais” eram perfeitos. Dizem que hoje nada temos a não ser cópias e traduções dessas cópias. Parecem indignar-se ao pensamento de que qualquer “mera tradução” possa ser considerada uma cópia perfeita dos originais. Afirmam que cópias e traduções são produtos  de homens não inspirados e, desse modo, podem conter erros.

            Os fundamentalistas que aceitam esse dogma são mal conduzidos. Sua tolice em aceitar esse ensino errôneo é quadrupla:

1. É meio confuso e inexplicável que alguém possa afirmar que Deus não possa usar homens pecadores para preservar as suas palavras quando todos os fundamentalistas crêem que Ele tenha usado homens pecadores para escrever suas palavras inspiradas. Certamente um Deus que teve bastante poder para inspirar Suas palavras também teria poder suficiente para preservá-las. Duvido seriamente que Ele tenha perdido essa habilidade ao correr dos anos.

2. Por que Deus iria inspirar os originais e em seguida deixar que se perdessem? Por que dar uma Bíblia perfeita a homens como Pedro, João, Tiago, André e companhia e não a nós? Eles haviam visto, ouvido e tocado no SENHOR (1 João 1:1). E nós, não! Se alguém já precisou de uma Bíblia perfeita esse alguém somos nós, pois quase dois mil anos nos separam de um Salvador que  jamais foi visto por nós!

         Por que Deus inspirou um original perfeito se não pretendia preservá-lo? Ele não poderia ter cometido alguns erros nos seus originais exatamente como alguns crêem que Ele permitiu alguns erros na Bíblia de hoje? Ou será que os críticos da Bíblia perfeita de Deus crêem que Ele foi incapaz de evitar erros nas cópias? Seria  apenas um Deus pela metade que teve o poder de fazer uma coisa, porém não a outra.

3. É uma fé “conveniente” que não pode ser testada. Em outras palavras, é mais seguro crer numa perfeita coleção de originais que se PERDERAM. Visto como se perderam, ninguém jamais poderá desafiar tal crença. Os  que aderem a essa persuasão superficial podem descansar tranqüilamente no fato de que jamais se poderá provar que eles estavam errados, visto como a evidência necessária para prover seu erro (os originais) se perdeu. Mas se eles colocam a mesma fé numa Bíblia disponível hoje, sabem que serão definitivamente feridos ao defender sua fé. Assim, crer numa perfeita coleção de originais, porém não crer numa perfeita Bíblia inglesa é como crer absolutamente em nada. 

4. Apesar dos seus argumentos contra a doutrina de uma Bíblia perfeitamente preservada, tal fato é tão garantido pela Escritura como a volta de Jesus Cristo no corpo (Atos 1:8).

            O Salmo 12:7 declara meridianamente:

Tu as guardarás, SENHOR:  desta geração perversa as livrarás para sempre.

            Então aí temos Deus prometendo preservar as mesmas palavras que Ele inspirou. Esse não é um feito grande demais para um Ser tão Onipotente!

            Os temerosos fundamentalistas lançam de si ataques sobre o ensino escriturístico encontrado no Salmo 12:7:

1. Afirmam que o “verso 7 está se referindo aos judeus e não à Bíblia”. Em seguida, a fim de  acrescentar evidência à sua afirmação eles correm a publicar uma tradução que diz exatamente o que está no Salmo 12:7. Vejamos esse verso conforme a New International Version.

“Sim, SENHOR, tu nos guardarás; e desta geração nos livrarás para sempre”

Esta tradução é irresponsável e desonesta. A palavra hebraica Shamar significando guardar, que os tradutores da New International Version traduzem como “tu nos guardarás” é encontrada na segunda pessoa do singular do futuro “tu guardarás” e é dirigida à terceira pessoa do plural “eles–os ” e não à primeira pessoa do plural “nós – nos” como os tradutores da New International Version  a traduzem.

Assim vemos que é  a King James, a Bíblia perfeita e preservada de Deus a qual  tem exatamente preservado a leitura dos originais, não a duvidosa New International Version .

O Salmo 12:7 não fala da preservação dos judeus, uma promessa que brota em toda parte na Escritura. É a promessa de Deus de preservar Suas palavras, sendo uma referência direta àquelas palavras descritas no Salmo 12:6.

2. Muitas vezes um cristão, cuja fé é fraca demais para aceitar a verdade literal do Salmo 12:6,7, citará piedosamente o Salmo 119;89:

            “Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra está firmada no céu”.

            Então ele declarará que Deus realmente quis  dizer que Ele preservou a Sua Bíblia perfeita no céu, não na terra. E falam isso com a face radiante. Essa fuga para uma casa de palha é embaraçosamente humorística.

            Primeiro, é tolice de alguém acreditar que Deus inspirou um original perfeito na terra para poder levá-lo para o céu. Seria esta a razão de ter Ele escrito os originais? A resposta é embaraçosamente simples. A Bíblia é dirigida ao homem, não a Deus. Deus não escreveu um livro perfeito dirigido ao homem para em seguida guardá-lo numas biblioteca no céu, onde o homem não pode usufruir dos benefícios de sua existência. Novamente indagamos: de que serve para nós aqui e agora, um livro perfeito trancado no céu, fora do nosso alcance?

            Segundo, o Salmo 12:6 faz referência às suas palavras aqui na terra. Preservá-las em outro lugar além da terra não é preservá-las, absolutamente. Então vemos que Deus inspirou perfeitamente os originais. Em seguida, através dos séculos Ele tem preservado as mesmas palavras até ao dia de hoje. Elas são encontradas na Versão Autorizada.

 

Nota adicional:

 

            Na área das “traduções inspiradas” dever-se-ia notar que a dupla verdade de Gênesis 22:8 que a Bíblia King James revela claramente ser uma referência profética a Jesus Cristo é extraviada nas traduções fracas, tipo Nova King James, Nova Standard Versão  e Nova Versão Standard Americana. Tradução literal da Bíblia King James.

 
Capítulo 29

 

Pergunta – Uma tradução pode ser inspirada?

Resposta – Sim. Deus tem inspirado várias.

Explanação –  No Livro de Gênesis, capítulos 42-45, temos o registro do encontro de José com seus irmãos. É evidente que José falou em egípcio em vez de hebraico,  conforme Gênesis 42:23:

            “E eles não sabiam que José os entendia porque havia, intérprete entre eles” .

            É fato aceito, sem dúvida, que nenhuma tradução pode ser  “ao pé da letra”. Portanto sabemos que a tradução das declarações de José em egípcio para o hebraico, conforme encontradas nos manuscritos do Velho Testamento não podem ser uma cópia exata, palavra por palavra. Então estamos com um sério dilema. QUEM foi inspirado por Deus? Ele inspirou as declarações de José em egípcio, a interpretação verbal do tradutor egípcio ou os escritos de Moisés conforme encontrados em hebraico no Velho Testamento?

            Se Deus inspirou José, foi sua declaração prejudicada pelo intérprete egípcio ou pela tradução de Moisés? Ou será que Deus inspirou Moisés para escrever uma “tradução inspirada”, a qual passaria por cima das acusações de muitos fundamentalistas de “inspiração progressiva”? Essa mesma questão é levantada nos capítulos 4-14 de Êxodo, na argumentação de Moisés com o Faraó. Moisés, embora falando em nome de Deus a um rei egípcio, na língua nativa do rei, traduz tanto suas declarações como as do Faraó em hebraico, ao registrar a história através da escrita. O que Deus inspirou? As declarações verbais feitas em egípcio cujas cópias ninguém possui na terra? Ou inspirou a tradução de Moisés para o hebraico?

            O problema das traduções inspiradas continua em pauta.

            Em Atos 22, Paulo fala aos seus atormentadores judeus em língua hebraica (Atos 21:40; 22:2). O testemunho encontrado do verso 1-21 é entregue oralmente em hebraico. Contudo não existe manuscrito constante de Atos 22 que registre a declaração de Paulo em hebraico. Lucas escreveu tudo em grego. O que Deus inspirou? A declaração verbal de Paulo ou a “inspiração progressiva” de Lucas? A resposta é simples e se encontra em 2 Timóteo 3:16:

            “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”.

            A palavra “Escritura”, conforme sua própria raiz “Script” significa palavras escritas. Desse modo, podemos ficar certos de que as várias traduções (existem mais do que além das poucas aqui  mencionadas) que temos em nossa Bíblia são as palavras inspiradas de Deus. Se um fundamentalista prefere não crer em traduções inspiradas, ele terá de ir de encontro à prática da Bíblia.

 

 

Capítulo 30

 

Pergunta  – A Bíblia King James é apenas uma tradução do Grego para o Inglês. Uma tradução não pode ser tão boa quanto os originais. Pode?

Resposta – Uma tradução pode não apenas ser tão boa quanto os originais, mas até melhor.

Explanação – Existem três “traduções” mencionadas na Bíblia. Em todos os três casos, a tradução referida é melhor do que o original. Uma vez que aceitamos a Bíblia como nossa Autoridade Final e todas as regras de fé e prática.

            Sua “prática” terá mais autoridade do que qualquer  mera opinião humana:

1) A primeira tradução mencionada na Escritura encontra-se em 2 Samuel 3:7-10:

7. E tinha tido Saul uma concubina, cujo nome era Rispa, filha de Aiá; e disse Isbosete a Abner: Por que possuíste a concubina de meu pai?

8. Então se irou muito Abner pelas palavras de Isbosete e disse: Sou eu cabeça de cão, que pertença a Judá? Ainda hoje faço beneficência à casa de Saul, teu pai, a seus irmãos, e a seus amigos e não te entreguei nas mãos de Davi, e tu hoje buscas motivos para me argüires por causa da maldade de uma mulher.

9. Assim faça Deus a Abner, e outro tanto, se, como o SENHOR jurou a Davi, assim eu não lhe fizer,

10. Transferindo o reino da casa de  Saul, e confirmando o trono de Davi sobre Israel, e sobre Judá, desde Dã até Berseba.

 

            Após a morte do rei Saul conforme 1 Samuel 31, Abner, que havia sido o capitão do exército de Saul, instalou Isbosete como rei, em lugar de Davi. (2 Samuel 12:8,9).

            Mais tarde Isbosete e Abner tiveram uma disputa. Abner com raiva, anunciou a Isbosete que iria “transferir” o reino de Israel de Isbosete para Davi.

            É óbvio, pela declaração de Abner conforme 2 Sm 3:9 que o SENHOR queria Davi como rei sobre as doze tribos de Israel. Por conseguinte, a “trasladação” do reino de Israel para Davi foi MELHOR do que o estado “original”, que havia se dividido, com Davi governando uma parte e Isbosete governando erroneamente a outra. Lembrem-se da lei das primeiras menções.

2) A segunda  trasladação de que fala a Escritura encontra-se em Colossenses 2:13:

            “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão  da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas”.

            Aqui a “trasladação/tradução” mencionada e a conversão de um pecador perdido à uma nova vida em Jesus Cristo. Ninguém em sã consciência poderia sequer pretender que esta trasladação não seja um melhoramento maciço sobre a condição “original”.

3) A terceira trasladação encontrada na Bíblia está em Hebreus 11:5:

            “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.”

            A palavra trasladar aparece apenas cinco vezes na Escritura. Uma vez em 2 Samuel; uma em Colossenses e as outras três em Hebreus 11:5.

            Até  mesmo um  cristão com um  conhecimento superficial da Bíblia  conhece bem a história de Enoque conforme Gênesis 5. Enoque andava com Deus e é conhecido como tendo agradado a Deus. Ele era um profeta (Juizes 14) e um homem de fé. Deus achou conveniente tomar Enoque fisicamente para o céu, a fim de que ele não passasse pela experiência da morte.

            Essa ação individual é uma versão em miniatura do que os cristãos chamam de “O Arrebatamento” mencionado em 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4;  Tito 2 e várias outras passagens da Bíblia. Visto como a palavra “arrebatamento” não aparece em parte alguma na Escritura, um nome mais apropriado para essa futura ocorrência deveria ser “A Bem Aventurada Esperança” (Tito 2:13) ou seremos arrebatados conforme 1 Tessalonicenses 4:17, ou a nossa trasladação conforme Hebreus 11:5. É óbvio que a trasladação de Enoque foi um melhoramento de sua condição “original”.

            Desse modo, vemos que toda tradução mencionada em nossa Autoridade Final em todos os assuntos é um melhoramento do original.

            Se você é um simples crente bíblico não terá problema em aceitar isto. Se você adora a educação ou simplesmente detesta estar errado rejeitará o fato bíblico tão facilmente como rejeitará cada fato bíblico com o qual você não possa concordar.

            Deveríamos notar aqui que os perplexos tradutores, tanto da New American Standard Version como da Nova Versão Internacional, quando confrontados com a contundente contradição do deu próprio dano pessoal, não poderiam permitir-se a palavra “tradução” em qualquer das palavras acima mencionadas.

            Quem você vai seguir? A Bíblia ou homens?

 

Capítulo 31

 

Pergunta - Ainda posso encontrar fundamentos em outras Bíblias. Então como podem ser ruins?

Resposta – Quaisquer fundamentos encontrados em qualquer versão são mais puros ou mais freqüentemente encontrados na Bíblia King James, de modo que a King James é a melhor de todas.

Explanação –A maioria das pessoas que afirmam ser capazes de encontrar fundamentos em outras versões esquecem que os próprios fundamentos que imaginam poder encontrar foram originalmente a eles ensinados numa uma Bíblia King James. A seguir estão apenas algumas doutrinas que podem ser encontradas em outras versões, porém encontradas de modo mais fraco do que na King James. As versões mencionadas são usadas como uma seção de cruzamento de versões disponíveis e não incluem nem excluem necessariamente outras.

1. A divindade de Cristo é diluída em Atos 3:13,26; 4:27,30 na Nova Versão King James, New Standad Version e New American Standard Version, onde Jesus é chamado “servo”,  em vez de “Filho de Deus”.

2. A doutrina do inferno é diluída em Lucas 16:23 na Nova Versão King James  e New Americam Standard Version, onde o traduzem como “hades”, em vez de traduzir como inferno.

3. A salvação do eunuco etíope é eliminada na New Standard Version e na New American Standard Version, nas quais Atos 8:37 é removido do texto.

4. A ascensão de Jesus Cristo é relegada em Lucas 24:51, na New American Standard Version.

5. O nascimento virginal de Jesus é negado na Nova Versão Internacional e na New American Standard Version, em Lucas 2:33 onde José é chamado pai de Jesus.

6. A doutrina da Trindade é removida ou questionada em1 João 5:7, onde a New American Standard Version e a Nova Versão Internacional removem o verso e em seguida dividem o verso 6 e fabricam um verso 7 falso na Nova Versão King James, onde uma nota lança dúvida sobre sua autenticidade.

            Estas são apenas algumas das corrupções nos textos das modernas versões atuais. A lista de modo nenhum está completa.

            Deve-se declarar que essa crítica a outras bíblias não é “implicância”. Contudo, convém lembrar que se você pode encontrar uma doutrina particular numa bíblia moderna, digamos, duzentas vezes e pode encontrar a mesma doutrina mais vezes na King James, então a Bíblia King James é mais forte.

 

Capítulo 32

 

Pergunta – Se a Bíblia King James é realmente perfeita, como podem tantos pregadores e eruditos estar errados a respeito dela?

Resposta – A maioria SEMPRE está errada.

Explanação – Em Mateus 7:13-14, Jesus mostra uma grande verdade bíblica. A maior parte da população não será salva:

13.Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

14. E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

            Esta passagem nos ensina que a maior parte das pessoas na terra, erroneamente, irá rejeitar Cristo e irá para o inferno.

            Até mesmo uma olhada casual na Bíblia nos mostrará que a maioria sempre está errada.

            A maior parte das pessoas rejeitou a pregação de Noé e pereceu no dilúvio.

            A maior parte pereceu em Sodoma e Gomorra.

            A maior parte de Israel adorou o bezerro de Arão em Êxodo 32.

            A maior parte de Israel rejeitou o ministério de profetas, tais como Jeremias.

            A maior parte das pessoas rejeitou Jesus Cristo durante o seu ministério terreno.

            A maior parte das pessoas vivas atualmente rejeita Jesus Cristo como Salvador do mundo.

            Parece que através de toda história apenas um grupo pequeno de pessoas tem tido um coração bastante maleável para aceitar a verdade revelada de Deus.

            O fato é que a maior parte dos “eruditos” e pregadores da Bíblia rejeitam a Bíblia King James como sendo inteiramente escriturística. E essa maior parte está ERRADA.

 

Capítulo 33

 

Pergunta – O Espírito Santo não é incorretamente chamado “it” em Romanos 8:26 na Bíblia King James?

Resposta – Não. Nada há de errado com a tradução de “pneuma” em Romanos 8:26.

Explanação – A refutação desta acusação tão popular, embora fraca, contra a integridade da Bíblia  procede de três fontes: 1ª - da própria língua grega; 2ª da hipocrisia dos críticos da Bíblia; 3ª do próprio Jesus Cristo (visto como a Bíblia é a nossa autoridade final em todas as regras de e prática o Seu testemunho deveria ser de considerável influência).

            Primeiro, a palavra traduzida “itself” igual ao mesmo Espírito em Romanos 8:26 é “pneuma”, que significa “espírito”. (Visto que o espírito é como o ar conforme Gênesis 1:7; João 3:8, usamos a palavra “pneumático” para descrever as coisas operadas no ar). No grego cada palavra tem o seu gênero distinto: masculino, feminino ou neutro. O gênero masculino é denotado pelo artigo “o”. O feminino é denotado pelo artigo “a” e o neutro por “tou” . A palavra para espírito (pneuma) é neutra, fato conhecido até mesmo pelos estudantes de língua grega. Desse modo, a Bíblia King James traduz corretamente pneuma como “it self” porque seria gramaticalmente incorreto traduzi-la por “him self” conforme fazem muitas traduções inferiores de hoje. Visto como alguns críticos da Bíblia King James  gostam de apontar isto como “erro de tradução” do grego, parece de fato hipócrita criticá-la aqui por ter traduzido corretamente o grego. Em seguida, juntando insulto à ignorância, eles louvam outras versões como a New American Standard Version, a Nova Versão Internacional e a Nova Versão King James, as quais entregam INCORRETAMENTE a palavra pneuma como “him self”.

Segundo,  juntando sua hipocrisia e expondo o seu desdém pela Bíblia de Deus, estes mesmos críticos que ficaram indignados por ter  sido o Espírito Santo chamado “it” em Romanos 8:26, na Bíblia King James promovem traduções como a New American Standard Version  e a New International Version, que chama Deus de “O Que”, em Atos 17:23. A Versão Autorizada usa-o corretamente como “Que”.

            Terceiro, e mais convincente é uma declaração que Jesus faz no capítulo 4 de João, ao tratar com a mulher samaritana no poço.

            Jesus, completamente à vontade diante da erudição do século 20, não hesita em dizer à mulher, no verso 22: “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus”.

            A quem Jesus está se referindo com a palavra “o que”? Os versos seguintes definem perfeitamente a sua declaração.

23. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

24. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

            Então encontramos Jesus referindo-se a Seu próprio Pai como  “o que” no verso 22 sem considerar isso uma tolice. Enquanto isso, os poderosos mice (ratos do computador) da escolaridade do século 20 dariam uma nova versão a esta passagem. Muito embora, eles, em sua conversação casual jamais consideram uma ofensa chamar o Espírito Santo de neutro. Qual você vai seguir?

 

Capítulo 34

 

Pergunta – Será que a  Bíblia King James, ao ser impressa pela primeira vez, continha os apócrifos?

Resposta – Sim.

Explanação – Muitos críticos da Bíblia perfeita gostam de apontar que a King James original continha os Apócrifos, como se este fato pudesse comprometer sua integridade. Contudo, vários fatores devem ser examinados para se obter um quadro fatual do assunto.

            Primeiro, nos dias em que a Bíblia foi traduzida a leitura dos Apócrifos era aceita em razão do seu valor histórico, embora não fossem aceitos como Escritura por nenhuma igreja, exceto a Católica Romana. Os tradutores da King James, portanto, colocaram esses livros entre o Velho e o Novo Testamento, visando o benefício histórico de seus leitores. Eles não os integraram ao Velho Testamento, como o haviam feito os corruptos manuscritos alexandrinos.

         Que eles rejeitaram os Apócrifos como divinamente inspirados é muito óbvio pelas sete razões por eles apresentadas, para não os incorporarem ao texto. São elas as seguintes:

1.Nem sequer um deles se encontra em língua hebraica, a única língua usada pelos inspirados historiadores e poetas do Velho Testamento.

2. Nenhum dos escritores fez qualquer afirmação de inspiração.

3. Esses livros jamais foram reconhecidos como Escrituras Sagradas pela Igreja Judaica e, portanto, jamais foram sancionados por nosso SENHOR.

4. A eles não se conferiu lugar ao lado dos livros sagrados, durante os primeiros quatro séculos da igreja cristã.

5. Eles contêm declarações mitológicas e declarações contraditórias não apenas às Escrituras canônicas mas a si mesmos. Por exemplo, nos dois livros de Macabeus, Antioco Epifanio é descrito como morrendo de três mortes diferentes e em muitos lugares diferentes.

6. Por inculcarem doutrinas divergentes da Bíblia, como por exemplo, orações pelos mortos e a perfeição dos que não pecam.

7. Ensinam  práticas imorais, tais como a mentira, o suicídio, o assassinato e o encantamento mágico.

Se ter os Apócrifos entre os dois Testamentos os desqualifica como autoritativos, então os corruptos manuscritos Vaticanus e Sinaíticos de Alexandria devem ser totalmente imprestáveis, visto como os seus autores obviamente não tinham a convicção dos tradutores da Bíblia King James e os incorporaram ao texto do Velho Testamento, dando-lhes, assim, autoridade como Escritura.

 

Capítulo 35

 

Pergunta – Pode alguém ser salvo se você usar outra Bíblia que não seja a King James?

Resposta – Sim.

Explanação – Geralmente os fatos relacionados ao Evangelho de Cristo e à simplicidade da salvação são encontrados intactos, até mesmo nas mais grosseiras perversões da Escritura.

            Contudo, devemos nos lembrar de que a Bíblia é uma espada na mão do cristão  (Hebreus 4:12; Jó 40:19; 2 Timóteo 3:16).

            É também o alimento através do qual um cristão recém convertido  pode crescer diariamente,  conforme  1 Pedro 2:2. É nestas áreas que as novas Bíblias estão enfraquecidas. De fato, os vários versos dados acima são alterados em muitas versões novas, enfraquecendo, desse modo, a Escritura.

            Portanto, é possível ser salvo através de outras versões, mas o cristão jamais se tornará uma ameaça ao diabo, se não crescer na graça e no conhecimento de Cristo.

 

Capítulo 36

 

Pergunta – Os Pergaminhos do Mar Morto tornam a Bíblia King James obsoleta?

Resposta – Não. Eles lhe dão suporte.

Explanação – Os Pergaminhos do Mar Morto, que foram encontrados por um árabe, pastor de ovelhas em 1947, nas cavernas de Qunram, perto de Jericó, Israel, não prejudicaram de modo algum a Bíblia.

            O seu texto realmente concorda com a Bíblia King James. Este fato os torna sem atração aos eruditos que desejam jogar fora a Bíblia perfeita. Desse modo, em vez de comentar sobre a ironia da maneira como foram encontrados, eles amplamente o ignoram.

            Os tradutores da Bíblia King James não precisaram dos pergaminhos do Mar Morto, visto como já possuíam o Textus Receptus que seguiram.

 

Capítulo 37

 

Pergunta – O que acontece se eu realmente tiver problemas com os “thee’s” e “thou’s” na Bíblia?

Resposta – O que? Leia-a de qualquer maneira.

Explanação – Alguém disse certa vez: “Deus lhe dá um bife, mas não vai cortá-lo em pedaços e com ele alimentar você”.

            Considere estes fatos :

            Deus se esforçou ao máximo para inspirar os originais perfeitos. Ele juntou os livros do Velho Testamento  e do Novo Testamento  e documentou a sua autenticidade. Ele tem preservado as suas palavras contra os ataques dos tiranos católicos romanos e filósofos alexandrinos. Este processo custou-Lhe muitas vidas, lares e famílias de alguns dos seus servos mais fiéis. Ele reuniu os melhores eruditos da história e os fez traduzi-las na língua universal – o Inglês, na mais absoluta pureza de forma.

            Então você fica tão afetado por causa dos “thee’s” e dos “thou’s”?

            Cale a boca e coma o seu bife!

 

Capítulo 38

 

Pergunta – A Nova Versão King James está embasada nos manuscritos de Antioquia. Isso representa um melhoramento na Bíblia King James?

Resposta – Não.

Explanação – A Nova Versão King James está para a Bíblia inglesa como os manuscritos alexandrinos estão para o Grego. Uma corrupção do texto puro por homens que sustentam a doutrina deplorável de que a Bíblia não pode ser perfeita (independente do que possam dizer enquanto pregam) e que deve ser corrigida pelo frágil intelecto humano.

            A Nova Versão King James, ao contrário de muitas traduções modernas, está embasada nos corretos manuscritos de Antioquia e não nos corruptos manuscritos alexandrinos. Infelizmente, porém, os homens incumbidos da obra de traduzi-la consideram a Bíblia imperfeita. Eles negariam essa acusação veementemente em público porque seus empregos dependem disso. Mas de FATO eles não crêem que Bíblia alguma seja perfeita. Nem até mesmo a sua Nova Versão King James!            Desse modo, para eles a Bíblia perfeita se perdeu (guardada no céu) e as mentes dos eruditos são a única esperança de resgatar do esquecimento os “pensamentos” da mesma.

            Muitos dos homens que compõem a equipe de tradutores podem até ser   grandes pregadores e pastores, mas isso de modo algum os comissiona a corrigir a Bíblia.

            A sinceridade não pode melhorar a perfeição. Desse modo, em vez de “tornar a coisa melhor” eles têm conseguido apenas, com todo o seu trabalho fabricar “uma perfeita droga”.

            Deve-se lembrar que há uma grande dose de prestigio envolvendo quem se assenta numa equipe de tradutores de uma versão “moderna” da Bíblia (Mateus 23:5-7).

 

Capítulo 39

 

Pergunta – A Nova Bíblia Scofield não é uma Bíblia King James?

Resposta – Não apenas a Nova Bíblia Scofield deixa de ser uma Bíblia King James. Ela nem sequer é uma Bíblia “Scofield”.

Explanação – A primeira e mais forte razão porque a nova Bíblia Scofield não é absolutamente uma Bíblia Scofield é vergonhosamente simples. O Dr. C. I. Scofield  não é o editor da mesma. Ele faleceu em 1921. Exceto por uma ressurreição “especial”, é impossível que um homem falecido em 1921 tivesse editado um livro em 1967.

            A justificativa do editor para essa nova “edição” foi que o Dr. Scofield,  cuja referência bíblica fora primeiramente publicada em 1909, havia anexado material e publicado nova edição em 1917. Contudo, se é prerrogativa do autor alterar as suas próprias obras, isso certamente não dá a outros, mais de 45 anos após sua morte, um cheque em branco para fazer alterações e em seguida assinar o nome dele nessa obra.

            Se alterássemos o final de “Macbeth”, seríamos mais que desonestos ao afirmar que essas mudanças receberam a aprovação de Shakespeare.

            Segundo,  os editores exerceram grande liberdade em mudar os atributos da obra de referência do Dr. Scofield, os quais o Dr. Scofield considerava muito importantes para serem incluídos em sua obra. Na introdução de sua publicação duplamente desonesta de 1967, eles admitem essas mudanças.

Nova Scofield – “Dentre as mudanças e melhoramentos feitos nesta edição constam os seguintes:

            Importantes mudanças de palavras no texto, a fim de ajudar o leitor.

            Um sistema modificado de auto-pronúncia.

Revisão de muitas das introduções aos livros da Bíblia, inclusive                  designação do autor, tema e data.

Mais subtítulos.

Esclarecimentos de algumas notas de rodapé, supressão de outras e a edição de muitas anotações novas.

Mais referências marginais.

Uma cronologia inteiramente nova.

Um novo índice.

Uma concordância especialmente preparada  para esta edição.

Novos mapas.

Letra mais legível.

Algumas dessas características são explicadas abaixo”.

Com suas próprias palavras eles admitem ter alterado o texto do Dr. Scofield (Bíblia King James), introdução aos livros da Bíblia, notas, referências marginais, cronologia e muitas outras características.

Será que o Dr. Scofield teria dado  sua aprovação a tais mudanças? Não! A não ser que um dos nove membros do comitê tivesse usado a feiticeira de Endor para invocar o Dr. Scofield, conforme esta fez com Samuel!

De fato, o editor até mesmo admite  que as mudanças efetuadas foram escolhas arbitrárias do comitê de revisão.

“Cada posição tomada representa o pensamento ou convicção do comitê ou de um grupo”.

Qual o resultado dessas manobras duplas? Um exemplo será o bastante:

“O batismo, desde a era apostólica, tem sido praticado por um grupo cada vez maior da igreja cristã e comunhões protestantes, reconhecido como um dos dois sacramentos... sendo o outro a ceia do SENHOR. Desde o princípio da história da igreja, três maneiras diferentes de batismo têm sido usadas: aspersão efusão e imersão”.

Vemos aqui que os novos revisores  (NÃO o Dr. Scofield)     crêem que existe uma diferença entre a verdadeira igreja cristã e as “comunhões” protestantes. É o caso de se indagar: Quando um grupo é definido como “protestante”, então como é chamado o outro grupo?

Segundo, os novos revisores apóstatas (NÃO o Dr. Scofield) afirmam sem qualquer prova escriturística, que os cristãos batizavam por aspersão e efusão, do mesmo modo como por imersão.

Lembremo-nos que nas notas de rodapé é encontrado o nome do Dr. Scofield na edição de 1967. Que livro é esse que afirma em sua página titular que um homem já falecido (o Dr. Scofield) é um dos seus editores?

O que diz a nota de rodapé de Atos 8:12 na Bíblia Scofield  legítima de 1917, quando o editor, o Dr. Scofield ainda estava vivo?

Nada! Não existe tal nota de rodapé!

Está certo. A nova bíblia “Scofield” tem uma nota “Scofield” acrescentada após a morte de “Scofield”, o editor,  a qual o legítimo Dr. Scofield jamais iria aprovar e que jamais constou do texto em qualquer época de sua vida.

É o caso de se indagar: isso é honesto?

Provas de que a nova Bíblia Scofield não é uma legítima King James podem ser encontradas em quase todas as páginas, desde as notas marginais até o nome da Bíblia gêmea – a King James. O texto da Nova Bíblia Scofield não é o da Bíblia King James, do mesmo modo como ela não é a Bíblia Scofield.

Seria importante também notar que nos últimos anos o tamanho e o formato da nova Bíblia Scofield tem sido mudado no sentido de se assemelhar  à Bíblia de Referência Scofield. Muitos cristãos que desejam uma legítima Bíblia Scofield de referência têm comprado a nova Bíblia Scofield por engano.

            O negócio de “bíblia” é lucrativo, hem?

 

Capítulo 40

 

Pergunta – A Nova Versão Internacional (NIV) merece confiança?

Resposta – Não.

Explanação – A New International Version (Nova Versão Internacional = NIV)  está embasada na 26ª  edição do texto grego de Ebhard Nestle, publicada em 1979.

            Ela, como a New American Standard Version (Nova Versão Americana Standard = NASV), que é embasada na 23ª  edição de Nestle de 1969, é uma bíblia egípcia. Estas e muitas traduções modernas  (exceto a nova King James e a nova Versão Scofield, das quais tratamos separadamente neste livro) são todas elas produtos dos manuscritos adulterados  de Orígenes de Alexandria, Egito.

            Algumas dessas corrupções encontradas na New International Version  e na New American Standard Version  podem ser já estão demonstradas nas seções anteriores que tratam de fundamentos.  Esta obra não é,  de modo algum,  um estudo completo dos muitos problemas concernentes a essas edições mal conduzidas.

            Basta-nos dizer: “Pelos frutos conhecereis a árvore”.

Assim toda a árvore boa produz bons frutos e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos e nem pode  árvore má dar bons frutos. (Mateus 7:17-18).

 

Capítulo 41

 

Pergunta – Ouvi dizer que muitos manuscritos têm sido descobertos desde 1611, aos quais os tradutores da Bíblia King James não tiveram acesso. Isso fortalece ou enfraquece a Bíblia King James?

Resposta – Eles fortalecem a King James.

Explanação – Muitos manuscritos têm sido encontrados, desde 1611, mas não se têm conseguido novidades.

            Muitos críticos da Palavra de Deus têm usado o argumento da “nova evidência” de que os tradutores da Bíblia King James não os tiveram como base para situar a sua autoridade. O fato é que os tradutores da King James possuíam todos os escritos disponíveis que hoje existem nas mãos dos modernos críticos textuais.

            Um dos manuscritos mais importantes, descoberto depois de 1611, é o manuscrito Sinaítico.  Esta testemunha, embora terrivelmente imperfeita, foi encontrada no meio de papéis destinado ao lixo, no Mosteiro de Santa Catarina, ao pé do Monte Sinai, em 1841, por Constantine Tischendorf.

            O manuscrito Sinaítico é irmão do corrupto manuscrito Vaticanus. São quase idênticos no conteúdo.

            Assim, embora o manuscrito Sinaítico tenha sido descoberto cerca  200 anos após a tradução da Versão Autorizada, o seu conteúdo já era bem conhecido pelos tradutores da Bíblia King James, através do manuscrito Vaticanus, descoberto em 1481, e também através da Bíblia Jesuíta, uma tradução inglesa de 1582.

            Desse modo, podemos ver que não existem hoje conteúdos disponíveis aos eruditos, que já não tivessem passado pelas mãos dos tradutores da Bíblia King James.

            Devemos acrescentar ainda que um erudito honesto há de admitir que  “esse grande número de manuscritos recém descobertos”, que são tão divulgados no exterior, têm concordado, todos eles, com o texto da Versão Autorizada, em vez de ficarem desafiando-a!

 

Capítulo 42

 

Pergunta – As traduções modernas não são mais fáceis de entender?

Resposta – Não. Algumas podem parecer mais fáceis de ler, porém não mais fáceis de entender.

Explanação – Um dos principais estratagemas propagandistas usados para vender as modernas traduções inglesas é que são mais fáceis de ser entendidas pelos clientes em potencial. O cliente, tendo sido assegurado de que possivelmente não conseguirá entender a “velha e arcaica” King James, de bom grado adquire uma Bíblia moderna em inglês e reconhecidamente se condena ele próprio a uma vida de ignorância bíblica. As traduções inglesas modernas podem ser mais fáceis de se ler, porém não mais fáceis de se entender.

            Vejamos a equação em termos simples. Se a “linguagem arcaica” e os “thee’s” e “thou’s” da Bíblia King James atrapalhassem realmente a atividade real do Espírito Santo em comunicar sua mensagem aos cristãos, então várias coisas seriam verdadeiras a respeito de uma ou de todas as  traduções inglesas modernas existentes no mercado bíblico atual.

            1 – Se as traduções inglesas modernas, tais como a New American Standard Version, a New International Version, a New King James Version e a Today’s English Version fossem mais fáceis de se entender, então a mensagem do Espírito Santo para os cristãos fluiria mais livremente e atingiria maiores vitórias espirituais na vida do povo de Deus numa base individual. Contudo, infelizmente se vê que isso não está acontecendo.

De fato é até evidente demais a qualquer observador imparcial que os cristãos de hoje são mais mundanos e menos dedicados a Jesus Cristo do que os cristãos do século 19, e até do início do século 20, que se dispuseram a ler a Bíblia King James. Seguramente uma Bíblia “mais fácil de entender” teria aumentado dramaticamente o sucesso no combate ao pecado, ao mundanismo e à carnalidade, porém NÃO É EXATAMENTE ISSO QUE TEM ACONTECIDO.

2 –  Além disso se as modernas traduções inglesas fossem realmente mais fáceis de se entender, então creio que Deus demonstraria um pouco mais de gratidão por elas, usando pelo menos uma delas para despertar um grande avivamento nesta nação.

É elementar constatar que se a “velha e arcaica” Bíblia King James tivesse atrapalhado a almejada obra do Espírito Santo, então Deus estaria ansioso para abençoar o uso de qualquer tradução que fosse mais fácil de ser entendida pelo seu povo.

Novamente está claro demais que nenhum avivamento espiritual de espécie alguma tem sido iniciado por qualquer uma das traduções modernas atuais. Essas traduções modernas não foram capazes de despertar o reavivamento num único seminário e nem mesmo tiveram capacidade de fechar um bar.

 De fato desde a chegada de nossas modernas traduções inglesas, a começar da American Standard Version de 1901, a América tem presenciado o seguinte:

1 – Deus e a oração foram chutados de nossas escolas públicas.

2 – Tem havido uma demanda pela legalização do aborto.

3 – A homossexualidade tem sido nacionalmente aceita como um “estilo alternativo de vida”.

4 – A pornografia tem penetrado nos lares através da TV e do Vídeo Cassete.

5 – Tem havido raptos de crianças e pornografia desenfreada.

6 – Tem havido consumo epidêmico de drogas.

7 – O satanismo recrudesceu.

Se isso pode ser considerado como “reavivamento”, então precisamos voltar correndo para a nossa velha King James, a fim de dar-lhe um basta.

De fato, a única escala usada para afirmar o sucesso de uma nova tradução é se ela vende bem. Este depravado sistema de vendas da Madison Avenue deveria alarmar os cristãos. Em vez disso, eles são iludidos pela TV e se acham na obrigação de concordar e observar que “deve ser boa porque todos a estão comprando”.

Existe algum bem proveniente das traduções modernas? Certamente. As companhias publicadoras estão faturando milhões.

Os cristãos americanos de hoje são espiritualmente anêmicos. Eles preferem consultar o seu “psicólogo bíblico favorito” em busca de ajuda do que consultar a Escritura Sagrada. A América em sua totalidade está tão moralmente decaída como Sodoma e Gomorra (Ezequiel 16:49).  Onde está a ajuda espiritual e a esperança prometidas por uma tradução “mais fácil de se entender?”

Em vez disso, talvez estejamos nessas condições desesperadoras exatamente por causa dessas traduções.

 

Capítulo 43

 

Pergunta– Será que o diabo não está por trás de toda a confusão e disputa sobre as versões da Bíblia?

Resposta – Sem dúvida alguma.

Explanação – É uma grande ironia que muitos críticos da Bíblia afirmem com tanta indignação que o diabo está por trás da batalha em torno da Bíblia King James. Neste ponto estão certos. Porém de modo algum eles têm conseguido admitir que é o povo que afirma a perfeição da Bíblia que o diabo está conduzindo. Será esta uma suposição correta?  Consideremos a história dessa batalha.

            Desde o tempo de sua publicação em 1611, a Bíblia King James tem crescido em popularidade. Embora não comandada pelo rei para ser usada nas igrejas da Inglaterra ela conseguiu suplantar, em apenas alguns anos, todas as grandes versões antes traduzidas. Embora não tenha sido alardeada à moda das versões de hoje, na Madison Avenue ela suplantou rapidamente todas as outras versões nos corações e nas mãos da cidadania da Inglaterra e de suas colônias.

            Com as conquistas do Império Britânico nela escoradas, a Bíblia King James cruzou o Atlântico até chegar aos Estados Unidos. Aterrissando aqui, ela sobrepujou a dupla apropriação da Igreja Católica Romana previamente estabelecida sob as bandeiras da Espanha e da França. Ela começou então a percorrer a jovem América com os seus ideais. Suas verdades levaram a um estabelecimento de um sistema educacional baseado na Escritura, jamais igualado em todo o mundo. Ela instilou nos homens os ideais de independência e liberdade individual de pensamento que eram até então estranhos às mentes humanas, tanto que a sua inclusão na Constituição só poderia ser descrita como um “experimento” no governo.

            Ela comissionou pregadores da justificação os quais a pé ou a cavalo, abriram trilhas pelas florestas e espalharam as verdades do evangelho e do direito à vida. Em seu despertar foi deixado o que somente poderia ser descrito... “uma nação sob Deus”.  Após conseguir isso ela partiu para a conquista do mundo pagão. Seminários (Princeton, Haward e Yale) foram fundados, sociedades missionárias foram formadas. Jovens missionários tornaram-se ansiosos para começar a escrutinar o globo levando apenas uma Bíblia King James e o Espírito de Deus.

            Porém essas atividades não ficaram despercebidas a satanás aquele que havia falsificado com tanto sucesso a Igreja, os Ministros e poderes, certamente não iria deixar que a Bíblia de Deus corresse  o mundo sem ser desafiada. Através de agentes como Brook Foss Westcott e Fenton John Anthony, Hort, satanás publicou sua própria tradução em 1884. O Novo Testamento fora publicado em 1881. Embora tivesse havido esporádicas traduções pessoais, entre 1611-1884, esta nova tradução chamada “versão revisada”, foi a primeira a ser designada desde o seu aparecimento para substituir a Bíblia Autorizada de Deus. Ela não conseguiu substituir a Bíblia de Deus, mas os argumentos de seus adeptos foram os primeiros tiros disparados numa batalha de quase 400 anos contra os corações e as mentes do povo de Deus com respeito à autoridade e fidelidade da Escritura.

            Em 1901, outro “round” foi disparado através da American Revised Version, mais tarde chamada American Standard Version (um nome intencionalmente falso, visto como jamais se tornou Standard de coisa alguma).

            Esta versão, em vez de se tornar a queridinha da erudição da crítica americana, teve um final infeliz e 23 anos mais tarde fora de tal modo rejeitada pelo povo de Deus que os seus direitos autorais precisaram ser vendidos.

            (Isso parece ser bênção de Deus?)

            A American Standard Version foi depois revisada e publicada em 1954 como Revised Standard Version. Esta seqüência de eventos tem-se repetido inúmeras vezes, resultando na New American Standard Version de 1960, e na New Scofield Version, em 1967, na New International Version em 1978 e na Nova Versão King James, em 1979, só para exemplificar algumas.

            O processo jamais mudou. Cada versão nova que tem sido lançada tem sido, sem exceção, um produto da filosofia satânica alexandrina, a qual rejeita a premissa de uma Bíblia perfeita. Além do mais, elas têm sido copiadas, em sua maior parte, dos corruptos manuscritos alexandrinos (embora algumas tenham sido traduzidas dos puros manuscritos antioquianos) após terem sido estes corrompidos pela filosofia alexandrina.

            Foi esta, portanto, a batalha de satanás na imprensa, mas de modo nenhum foi o seu único ataque mortal. Ele usou um ataque standard militar de projétil duplo.

            Enquanto popularizava os seus escritos alexandrinos, através da imprensa ele começou a promover sua filosofia alexandrina dentro e através dos seminários cristãos.

            Bem depressa os sinceros, ingênuos e jovens seminaristas que freqüentavam os SEMINÁRIOS FUNDAMENTALISTAS, começaram a ouvir a infalibilidade da Bíblia sendo contestada nas salas de aula. Nos cultos das capelas, a perfeição da Bíblia era muito patrocinada. Mas em seguida os mesmos exatos locutores depreciariam, degradariam e até zombariam da Bíblia inglesa, sempre garantindo aos seus estudantes que não eram “liberais” nem “modernistas” porque acreditavam que a Bíblia era infalível “nos originais”. Era esse o item não disponível e místico atrás do qual TODOS os apóstatas escoraram suas crenças.

            Bem depressa esse incentivo a uma aceitação e fidelidade a uma Bíblia perfeita tronou-se a “Alma Mater” de alguém. Os jovens graduados, desencorajados e desarmados pela sua educação, invadiram os púlpitos de toda a América parodiando o mesmo criticismo vergonhoso dos seus professores sobre a Palavra de Deus. Eles aceitaram prontamente as novas versões aquecidas nas impressora alexandrinas.

            Então, quando alguns cristãos dele se aproximavam afirmando crer que a Bíblia (aquela que você pode segurar nas mãos e não uma relíquia do passado) é a perfeita Palavra de Deus (uma crença que  já haviam experimentado antes de sua educação ter-lhes furtado a mesma), eles se sentem ameaçados. Tentam logo despachar esse “fanático”, esse “sectário”. Finalmente, eles olham para esse cristão cheio de fé, bem dentro dos olhos, e lhe indagam piedosamente: “Você não acha que o diabo está usando a Versão Autorizada da Bíblia para dividir e atrapalhar a causa de Cristo”?

            “Sem dúvida” vem a resposta, “mas certamente eu fico feliz que não seja a minha TURMA que ele está usando”. De que lado você fica?

 

            Nota adicional: aqui está um assunto em que você deve pensar. Se nós, os crentes da Bíblia King James, seguimos à nossa maneira, um pregador deveria usar o púlpito para ler a Escritura e todos na Igreja deveriam ler na mesma Bíblia. Isso não é UNIDADE? Mas se os revisores da Bíblia concordam em que cada pessoa pode ler em bíblias diferentes, isso é confusão. E quem é o autor da confusão? (1 Coríntios 14:33)

 

Capítulo 44

 

Pergunta – Quem foram Westcott e Hort?

Resposta – Dois críticos da Bíblia, não salvos.

Explanação – Brook Foss Westcott (1825-1903) e Fenton John Anthony Hort (1828-1892) eram dois ministros anglicanos não cristãos. Completamente firmados na filosofia alexandrina “de que não existe uma Bíblia perfeita”, eles detestavam depravadamente a Bíblia King James e o seu texto grego antioquiano, o Textus Receptus.    (A infidelidade de Westcott e Hort está bem documentada na obra deste autor intitulada “Uma história compreensível da Bíblia” 1987 Bible Bellevers Press, PO Box 1249, Pottstown, Pa. 19464).

            Não se pode dizer que eles acreditassem que alguém pode chegar ao céu através de obras ou fé visto como ambos acreditavam que o céu existia apenas na mente humana.

            Westcott acreditava e tentava praticar uma forma de comunismo, cujo objetivo principal era a vida comunitária nos campus dos colégios, os quais ele chamava de “Coenobium”.

            Ambos achavam possível a comunicação com os mortos e fizeram muitas tentativas de praticar exatamente isso, através de uma sociedade por eles organizada cujo nome era “Espíritos Guias”. Westcott aceitava e promovia orações pelos mortos. Eram ambos admiradores de Maria (Westcott chegou ao extremo de apelidar sua esposa Sara de Maria, enquanto Hort era um admirador e promotor da Teoria Evolucionista de Darwin) .

            É óbvia,  até mesmo para um observador casual, a razão porque estavam eles bem equipados para dirigir o comitê de revisão de 1871-1881 para longe do texto antioquiano de Deus em direção aos moldes de Alexandria.

            Eles haviam compilado o seu próprio texto grego dos manuscritos alexandrinos, os quase embora inéditos e inferiores ao Textus Receptus foram aos poucos sub-repticiamente impingidos ao comitê de revisão. O resultado foi uma nova Bíblia inglesa totalmente alexandrina, em vez de uma revisão da Versão Autorizada da Bíblia King James, como propalavam que iria ser.

            Somente nos últimos anos é que os eruditos examinaram suas teorias não escrutinadas com referência à história dos manuscritos e admitiram que as suas concordâncias eram fracas a inexistentes.

            Infelizmente ambos morreram sem jamais terem conhecido a alegria e a paz de aceitar Jesus Cristo como seu Salvador.

Capítulo 45

 

Pergunta – Pode uma pessoa da raça grega entender melhor o Novo Testamento Grego e, portanto, corrigir a Bíblia inglesa?

Resposta – Não

Explanação – A língua grega conforme é encontrada no Novo Testamento  e a língua grega moderna falada hoje na Grécia são tão amplamente diferentes uma da outra ao ponto de não haver qualquer intercâmbio entre elas.

            A falsa pressuposição de que um grego estaria equipado por causa de sua nacionalidade a mudar a Bíblia inglesa é humorística,  na melhor, e arrogante na pior das hipóteses.

            Indivíduo algum, grego ou não, foi inspirado por Deus para mudar a Bíblia.

            O ensino “do grego por um grego” pode vender muitos livros e tornar um grego rico, mas certamente não o leva à melhor compreensão da Palavra de Deus.

 

Capítulo 46

 

Pergunta – O que é um “Ruck-maníaco”?

Resposta Os críticos da Bíblia chamam “Ruck-maníacos” todos aqueles que discordam deles.

Explanação – Peter Sturges Ruckman nasceu em 1921. Ele passou anos estudando a história dos manuscritos da Bíblia. Recebeu doutorado em Filosofia  da Universidade Bob Jones.

Fundou pessoalmente ou ajudou a fundar dúzias de igrejas. Ele é o fundador e presidente do Instituto Bíblico de Pensacola, em Pensacola, Flórida, onde treinou centenas de pregadores, missionários e leigos cristãos. E também foi o autor de mais de 40 livros e comentários bíblicos.

            Ele é, sem dúvida, o mais conhecido campeão da Bíblia King James nesta geração. Ele é considerado um inimigo extremamente perigoso dos críticos da Bíblia  que ensinam que Deus não conservou perfeita a Sua Bíblia. (Apesar do Salmo 12:6-7).

            Seu arsenal é um intelecto acima da média, anos de estudos dos manuscritos da Bíblia e uma pregação caustica. Seu estilo abrasivo de pregação ofende e até amedronta os gesticuladores “soldados do SENHOR”, que morrem de medo de afundar num confronto com ele OU dos fatos que ele apresenta.

            Todos os críticos da Bíblia afirmam que a Bíblia “é a perfeita Palavra de Deus sem qualquer mistura de erro”. Fazem esta afirmação para enganar as pessoas de suas congregações. Morrem de medo que um membro de sua congregação apareça com algum dos muitos livros do Dr. Ruckman e descubra a diferença entre alguém que “afirma” crer que a Bíblia é perfeita e aquele que realmente crê nisso.

            Muitos cristãos, por conta própria, chegaram à conclusão de que a Bíblia King James é a absoluta e perfeita Palavra de Deus. Eles, na mais pura  inocência, questionarão os “melhoramentos” feitos na Escritura pelo seu pastor e logo serão tachados de “Ruck-maníacos”. Em muitos casos eles jamais ouviram falar do Dr. Peter S. Ruckman.

            Essa denúncia é uma simples, embora desesperada tática. Nenhum cristão deseja sentir-se culpado por “seguir um homem”. Portanto, os críticos da Bíblia racionalizam que se os crentes da Bíblia puderem ser acusados de “seguidores de   homem”, eles descartarão suas convicções e humildemente o seguirão.

            Certa vez encontrei um pregador que rejeitava a idéia de se agrupar com crentes bíblicos porque estes poderia ser “Ruck-maníacos” e dizia: “não sigo homem nenhum”.

            Isso parece muito piedoso. Mais tarde ele me informou que era “calvinista” (um seguidor dos ensinos do homem, João Calvino).

            Então, hoje em dia, qualquer pessoa que crê realmente que a Bíblia é a perfeita Palavra de Deus, sem mistura de erro, e consegue agir, em vez de apenas falar sobre a mesma, pode esperar ser tachado de “Ruck-maníaco” por alguém que se sente ameaçado pela sua fé e confiança.

 

Capítulo 47

 

Pergunta – Que dizer sobre as “pepitas” encontradas somente no Grego?

Resposta – Por que procurar “pepitas”, quando se tem a mina inteira?

Explanação – A maioria das “pepitas” que os pregadores encontram no Grego existem apenas na fantasia de suas mentes.

Primeiro, toda pessoa que crê que a Bíblia é a perfeita Palavra de Deus não acredita que ela possa ser melhorada por... até mesmo por eles. A maioria dos homens que descobrem as “pepitas” estão cheios de uma humildade orgulhosa através da qual eles acreditam que Deus vai mostrar-lhes algo no Grego, que ninguém antes havia encontrado. Então eles impressionam “humildemente” os seus confrades pregadores com uma monumental “citação” da língua original.

Sem levar em conta o que falam no púlpito, realmente a Bíblia é perfeita como está, em Inglês OU Grego. Desse modo, eles nunca lêem a Bíblia ansiando  que o Espírito Santo os ajude a entendê-la. Em vez disso, “oram” para que Ele lhes mostre um jeito melhor de traduzir alguma palavra grega.

Visto como o Espírito Santo nunca o faz, eles geralmente recorrem ao “Jogo do Grego”. Este jogo pode ser jogado por qualquer um. Mesmo que não tenham sido treinados na língua grega. Esclarecendo, tudo de que o pseudo-erudito precisa é se apropriar de sua “ Young’s Concordance”. Nas últimas páginas desse livro encontra-se uma lista das palavras gregas e hebraicas usadas na Bíblia. Sob cada palavra dada está uma  lista de maneiras diferentes daquela em que essa palavra foi traduzida na Bíblia King James. Tudo que o crítico ansioso precisa fazer é intercalar as palavras usadas no Inglês. Por exemplo, tome a palavra grega “haplotes”. Ela foi traduzida de cinco maneiras diferentes na Versão Autorizada:

1.      beneficência – 2 Coríntios 9:11

2.      liberalidade – 2 Coríntios 9:13

3.      generosidade – 2 Coríntios 8:2

4.      simplicidade – 2 Coríntios 1:12

5.      sinceridade – Efésios 6:5; Colossenses 3:22

 

Agora, para que o nosso zeloso erudito humildemente apresente seu maciço intelecto, ele precisa encontrar um verso onde “haplotes” seja traduzido, digamos, por “sinceridade” no item 5, exatamente como em Efésios 6:5: “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo”.

Então, em sua pregação, quando consegue ofuscar sua “vítima” pré-fabricada, ele faz alguma declaração crítica aos tradutores da Versão King James por terem  escolhido uma tradução tão pobre. Em seguida ele escolhe uma das demais palavras em que “haplotes” tenha sido traduzida, digamos da maneira dos itens # 3 ou #4, e leva 10/15 minutos expondo as virtudes de sua escolha, enquanto vai sempre apontando com tristeza para a pobre escolha dos tradutores da Versão Autorizada. Sem dúvida, mais tarde quando lê um verso como Romanos 12:8 que diz “ Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”, onde sua palavra de estimação é traduzida como liberalidade, ou no item 4, ele reverterá o processo e exporá a virtude da escolha 5 (sinceridade). Todo o tempo, lamentando, novamente, a escolha pobre dos tradutores de Deus.

Seu auditório, não estando a par da facilidade que envolve esta ação, fica deslumbrado com a sua inteligência e tremendo domínio da língua grega. Eles se sentem muito afortunados por ter um homem desse calibre, que lhes aponta os erros de sua Bíblia. E sem dúvida ficam inteiramente convencidos por esta charada ao ponto de, pobres peões como são, jamais poderem entender corretamente a Bíblia como o seu exaltado mestre, porque lhes falta a “ferramenta” do grego que ele possui.

Esta ilustração não é uma simples declaração. Eu o experimentei em primeira mão.

Certa vez, enquanto ouvia um convencido erudito bíblico pregar, maravilhei-me com a facilidade com que ele dopava o seu auditório. Ele estava lendo o capítulo 8 de Romanos. Depois de ler um verso particular, ele parou numa palavra particular e declarou: “agora, os tradutores da King James traduziram indevidamente a palavra grega aqui usada”. Em seguida ele gastou 10 a 15 minutos expondo os méritos de sua  escolha de tradução. O auditório ficou fortemente impressionado com o domínio daquele homem sobre a “língua original”. De outra vez ouvi um garoto de 14 anos fazer o mesmo em um “teste de pregação”, o que mostra que QUALQUER PESSOA pode fazê-lo.

Exatamente no dia seguinte eu estava ouvindo outro pregador no rádio. Por coincidência este zelote estava pregando também sobre o capítulo  8 de Romanos. Ele também leu o mesmo verso. Também parou na mesma exata palavra em que o perito da noite anterior havia parado. Então declarou: “infelizmente, os tradutores da Bíblia King James não traduziram corretamente a palavra grega aqui usada”.

Preparei-me, então, para a repetição da noite anterior. Mas isso não aconteceu. Pois este erudito especial mostrou que a palavra em questão deveria ter  sido traduzida de modo inteiramente diferente (escolheu o item 1 versus item 4).

Então ele, como o assassino da noite anterior, começou a expor as virtudes de sua escolha sobre a dos tradutores da Versão King James,  também sobre a escolha do erudito da noite anterior. Fiquei abismado! Dois homens completamente diferentes. Duas opiniões completamente diferentes! De fato, o único ponto de concordância entre ambos era que a Bíblia não poderia ser correta como é. Mais que depressa joguei suas estimadas opiniões no balde do lixo da educação e aceitei a escolha que Deus fez para o seu livro em 1611.

Um segundo método de encontrar “pepitas” é para alguém com uma compreensão limitada do grego fazer o mesmo acima descrito, só que a sua escolha de palavras é do Léxico Grego em vez da Concordância.

O resultado é sempre o mesmo. A  congregação fica fascinada apela “profundidade” do seu estudo. Também fica convencida de que jamais poderá igualar a sua compreensão da Bíblia sem igualar a sua compreensão do “grego”.

Um tremendo exemplo da falácia deste método de estudo da Bíblia está registrado no livro do Dr. David Otis Fuller intitulado: “Qual Bíblia”? Vamos citá-lo por completo:

“Uma história interessante é encontrada na biografia de Walton, do Bispo Sanderson, ilustrando a verdade do antigo provérbio popular – ‘um conhecimento pequeno é coisa perigosa’. O Dr. Kilbye, excelente erudito em hebraico e professor desta língua na Universidade, também erudito em grego e escolhido como um dos tradutores, foi visitar Sanderson, na igreja num Domingo, onde ouviram um jovem pregador desperdiçar grande parte do tempo destinado ao sermão, criticando várias palavras numa tradução recente. Ele mostrou cuidadosamente como uma palavra particular deveria ter  sido traduzida de modo diferente. Mais tarde, naquela mesma noite o pregador e os dois versados convidados foram tomar uma refeição e o Dr. Kilbye aproveitou a oportunidade para dizer ao pregador que ele poderia ter  usado o seu tempo de maneira mais proveitosa. Então o Doutor, explicou-lhe que os tradutores haviam considerado cuidadosamente as ‘três razões’ apresentadas pelo pregador, contudo haviam encontrado outras treze razões mais apropriadas para dar aquela que fora lamentada pelo jovem crítico”.

Um terceiro tipo de “pepita” é o que realmente não existe, exceto em declarações completamente falsas feitas pelos críticos da Bíblia.

O maior exemplo deste é encontrado na analogia das duas palavras gregas “agape” e “phileo”, ambas são traduzidas como amor em João 21: 15-17: “E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, SENHOR, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, SENHOR, tu sabes que te amo. Disse-lhe: apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão filho de Jonas amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: SENHOR, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta minhas ovelhas.

Todos nós temos ouvido esta passagem exposta por um pseudo erudito (algumas vezes com total sinceridade por ter  aceito o mal ensino). A apresentação feita é que “agape” em grego fala de um amor profundo, íntimo, altruísta. Por outro lado “phileo” é apenas um tipo casual e amistoso de amor. Nosso erudito lamenta, então, quase chorando a pobreza da língua inglesa. Ele frisa que o SENHOR realmente diz: “Pedro... amas-me?” (com amor profundo, íntimo e altruísta – agape) mais do que estes”?

Pedro responde: “Sim, SENHOR tu sabes que te amo” (com um amor casual e amistoso – phileo).

Nosso crítico da Bíblia frisa que o SENHOR, não tendo recebido de Pedro a resposta desejada, pergunta novamente: “Simão, filho de Jonas, amas-me”? (agape).

Pedro, conforme é explicado, não deseja atribuir a si mesmo uma relação tão profunda e responde novamente: “Sim, SENHOR tu sabes que eu te amo” (phileo).

Nesse ponto o nosso revisor da Bíblia frisa que um Salvador entristecido atribui a Pedro uma falta de disposição e muda a escolha da palavra grega para “phileo”. “Simão, filho de Jonas, amas-me? (phileo).

Essa mudança repentina supostamente choca Pedro, mostrando sua infidelidade espiritual ao SENHOR. Então, arrependido, ele declara “... tu sabes que eu te amo” (phileo).

Nosso falso professor frisa então ao seu auditório que não existe maneira alguma de atingir uma significação tão profunda usando apenas o fraco inglês. Uma vez mais o confiável “grego” nos esclarece como o inglês jamais poderia fazê-lo.

Esta apresentação surte um tremendo efeito e só tem um defeito. As definições dadas à “agape” e “phileo” são TOTALMENTE FALSAS.

Pretendo fazer uma declaração referente à “agape” e “phileo” não embasada em preconceito ou opinião. Ela está embasada em cuidadoso e honesto estudo sobre a maneira como “agape” e “phileo” são usados na Bíblia (nossa Autoridade Final em todas as regras de fé e prática) pelo próprio Jesus Cristo  e pelos escritores do Novo Testamento.

A declaração é a seguinte: jamais houve  DIFERENÇA ALGUMA na época do Novo Testamento entre as palavras “agape” e “phileo” e AMBAS são usadas alternadamente por Jesus Cristo e pelos escritores do Novo Testamento.  SEM LEVAR EM CONTA o que os gramáticos, professores e pregadores gregos possam afirmar.

Se você recebeu do seu professor de seminário ou do seu pastor você um falso ensino sobre “agape” e “phileo” pode imediatamente (e com maior preconceito) rejeitar a minha suposição (como poderiam estar errados esses homens de Deus? Certo?)

Contudo não desejo provar que estou certo. A prova virá da parte de Jesus Cristo, Paulo, Pedro e João e de  qualquer outro escritor do Novo Testamento  que escolhi para a comparação. Mas, espere! Eles não são minhas testemunhas definitivas. O argumento final e mais pesado deve ser avaliado por você mesmo.

Durante anos tenho dado um teste em conferências bíblicas nas quais falo do falso ensino de “agape” e “phileo”. Uma cópia desse teste está reproduzida abaixo. Se você tem a coragem e se é honesto com Deus e consigo mesmo, fique à vontade para recebê-la. Vamos ver: na parte nº1reproduzi citações do Novo Testamento  feitas por Jesus Cristo  usando “agape” e “phileo”. Sem  consultar uma gramática ou concordância grega ou qualquer  outro auxílio, use as falsas regras para “agape” e “phileo” dadas pelos críticos da Bíblia Inglesa. Leia a citação. Decida se Jesus está se referindo a “agape” (amor profundo, íntimo e altruísta ou a “phileo” (amor casual e amistoso). Em  seguida coloque um A para “agape” e um P para “phileo” no espaço em branco, antes da citação. A Parte dois é idêntica à parte 1 exceto em que as citações são tiradas de vários escritores do Novo Testamento . Faça o mesmo que fez na parte nº 1, colocando um A para “agape” e um P para “phileo”, usando apenas a definição dos críticos para estas palavras. Nenhuma suposição. Nenhuma intuição. Use apenas as próprias regras deles.

Após ter completado o teste vá até a página de respostas no apêndice nº 1 no final deste livro.

 

João 21: 15-17 AGAPE e PHILEO

 

INSTRUÇÕES:

 

1.      Leia a citação bíblica.

2.      Ponha um A ou P na parte em branco antes da citação para definir a sua escolha da palavra grega usada, “agape” ou “phileo”.

 

DEFINIÇÕES:

 

Amor “agape”: profundo, íntimo altruísta

Amor “phileo”: casual, amistoso

 

I – Comparação: como Jesus usou “agape” e “phileo”.

____1. Lucas 11:42 – O amor de Deus...

____2. João 5:42 – O amor de Deus...

____3. Mateus 10:37 – Quem ama o pai ou a mãe...

____4. Apocalipse 3:9 –  E saibam que eu te amo...

____5. Apocalipse 3:19 – A todos quantos amo...

____6. Mateus 23:6 – E amam os primeiros lugares...

____7. João 12:25 – Quem ama a sua vida...

____8. Lucas 11:43 – Que amais os primeiros assentos...

____9. João 5:20 – O Pai ama o Filho...

____10. João 16:27 – O mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes...

 

II – Comparação – como outros escritores do  Novo Testamento usaram “agape” e “phileo”:

____1. 2 Timóteo 3:4 – Amigos dos deleites do que amigos de Deus...

____2. João 11:5 – Jesus amava a Marta...

____3. João 20:2 – E a outro discípulo a quem Jesus amava...

____4. 1 Coríntios 16:22 – Se alguém não ama ao SENHOR...

____5. Romanos 5:8 – Mas Deus prova o seu amor...

____6. 1 Coríntios 16:24 – O meu amor seja com todos vós...

____7. 2 Timóteo 1:7 – Espírito de temor, mas de fortaleza e de amor...

____8. Romanos 12:10 – Amai-vos cordialmente uns aos outros...

____9. 1 Tessalonicenses 3:12 – Crescei em amor uns para com os outros...

____10. Tito 2:4 – As mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos...

____11. Efésios 5:28 – Assim devem os maridos amar suas próprias mulheres...

____12. 1 Pedro 2:17 – Amai a fraternidade...

____13. Hebreus 13:1 – Permaneça o amor fraternal...

____14. Tito 3:4 – O amor de Deus, nosso Salvador...

____15. 1 João 2: 5 – O amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado...

 

            Se você fez o teste e foi honesto já viu que a verdade do assunto é que nem Jesus nem qualquer outro escritor do Novo Testamento  reconhecem a falsa regra a nós impingida pelos críticos da Bíblia altamente privilegiados em suas mentes.

            Então, vemos que esta pequena “pepita” é constituída de puro “ouropel” e jamais existiu realmente, exceto na ilusória mente humana (Jeremias 17:9).

            Em que você vai acreditar? Em Jesus Cristo ou em seu professor de Grego?

 

Capítulo 48

 

Pergunta – O “Textus Receptus” não surgiu antes de 1633. Então, como pode a Bíblia King James ter sido traduzida por ele, em 1611?

Resposta – Errado.

Explanação – O texto grego usado para a tradução da Bíblia King James se estende retrospectivamente na história aos escritos de Moisés, Davi, Paulo, João e outros escritores inspirados. Através da história tem ele sido conhecido por uma variedade de nomes. No decorrer dos anos o texto grego do Novo Testamento foi reunido por vários  escritores diferentes. Os mais famosos destes foram: Desiderius Erasmus, Theodore Beza, Robert Stephanus e os Irmãos Elzevir, Abraão e Boaventura.

            Erasmo publicou cinco edições do Novo Testamento. A primeira, em 1516, foi seguida por outra, em 1519, a  qual foi usada por Martinho Lutero para a sua histórica e tremenda tradução alemã. A terceira, quarta e quinta edições de Erasmo seguiram-se em 1522, 1527 e 1535. Sua obra foi magnífica e serviu de modelo para os séculos vindouros.

            Robert Stephanus publicou quatro edições entre 1546, 1549, 1550 e 1551.

            Theodore Beza publicou várias edições do Novo Testamento grego. Quatro foram publicadas em 1565, 1582, 1588 e 1598. Estas foram impressas em  “fólio”, significando uma folha de papel dobrada sobre outra, produzindo desse modo quatro páginas separadas do livro. Ele também publicou cinco edições em “octavo” nas datas de 1565, 1567, 1580, 1590 e 1604. “Octavo” significa que uma folha impressa era dobrada de tal modo a produzir oito páginas separadas, do texto.  Livros publicados dessa maneira tendiam a ter um tamanho menor de páginas do que as obras “folio”, mas às vezes tinham necessidade de uma obra impressa em dois ou mais volumes.  A edição de Beza de 1598 e de Stephanus de 1550 e 1551 foram as primeiras usadas como fontes principais pelos tradutores da King James.

            Alguns anos mais tarde, os irmãos Elzevir publicaram três edições do Novo Testamento  grego. As datas são: 1624, 1633 e 1641. Elas seguiram intimamente a obra de Beza, o qual, por sua vez havia seguido à coleção standard de Erasmo. No prefácio de sua edição de 1633 eles cunharam a frase que iria se tornar popular ao ponto de ser incorporada, por muitos anos, aos textos que a precederam. Ela declarava em latim “Textum ergo nunc ab et omnibus Receptum”, isto é “conforme o texto agora mantido do volume recebido”. Assim o título “Textus Receptus” veio à luz.

            Então vemos que, muito embora o nome Textus Receptus tenha sido cunhado 22 anos após a tradução da Versão Autorizada ser traduzida,  ele se tornou sinônimo de verdadeiro texto grego originário de Antioquia.

            (Para sua conveniência, o apêndice 2, no final deste livro apresenta uma lista dos vários nomes usados para descrever tanto os textos antioquianos como os alexandrinos).

           

Capítulo 49

 

Pergunta – É verdade que os tradutores da Bíblia King James não passavam de um bando de batizantes de bebês por aspersão?

Resposta – Não.

Explanação – A equipe de homens que fizeram a tradução da Versão Autorizada era constituída de crentes bíblicos, tanto das Igrejas Anglicanas  como das Igrejas Puritanas. Seu caráter e qualificações tinham sido previamente atestados.

            Declamação como “os tradutores da King James eram nada mais que um bando de episcopais batizantes infantis por aspersão” é uma das declarações lamentavelmente sem base nos fatos e na convicção. É feita na esperança do assassinato moral e esperança final de destruir a autoridade da Bíblia King James  nas mentes dos crentes bíblicos.

            Poderia ser benéfico neste ponto notar que os tradutores do Rei Tiago não eram assim.

            Eles não eram adúlteros, como Davi. Não eram assassinos como Moisés. E nenhum deles havia sacrificado qualquer de seus filhos a Chemosh ou Moloque, como Salomão fez conforme 1 Reis 11. Nem haviam negado veementemente o SENHOR como Pedro.

            Esses breves relatos não são trazidos à baila como fato de desrespeitar nenhum dos escritores da Escritura. Mas para mostrar que deveríamos ser um pouco mais graciosos em nossa descrição dos homens que Deus decidiu usar.

 

Capítulo 50

 

Pergunta – A crença de que a Bíblia King James é a perfeita palavra de Deus é contrária à de minha “Alma Mater”. Que devo fazer?

Resposta – Você deve ser leal a Deus, O qual deve estar um pouquinho acima da sua “lista de lealdade” e do seu seminário.

Explanação – Primeiro, vamos ser diretos. Você não possui uma “Alma Mater”. O termo “Alma Mater” resulta da combinação do vocábulo hebraico (virgem) “almah” com a palavra grega “mater” (mãe). Quando você diz Alma Mater está se referindo à sua “Virgem Mãe “, uma terminologia que só poderia ser usada por Jesus Cristo. Assim, embora tenhamos de usar amplamente a descrição “o seminário que freqüento” ou apenas meu “seminário”, mostramos mais respeito por Jesus Cristo do que andar por aí afirmando que nós também temos uma “virgem mãe” .

            Segundo, você deveria apreciar o tempo, problema e esforço que o seu seminário dispendeu para educá-lo. Educação não acontece por acidente; então você deveria ser grato pelo que foi feito em seu favor.

            Terceiro, mais uma “apreciação”  deveria  ser levada em consideração: você não deve sua alma ao seu seminário, mas a Jesus Cristo. Portanto, não precisa ficar “eternamente” grato ao mesmo de maneira tão submissa ao ponto de não lhe ser permitido controlar suas próprias convicções, após ter sido  graduado.

            O recebimento de cartas – Caro jovem pregador – do presidente do seminário destinadas a pressionar e intimidar você a “seguir a linha do seminário”, já não deveria pesar mais do que as cartas – Querido aluno – da terceira série que todos nós recebemos.

            Jesus disse em João 8:32 “... a verdade vos libertará” e qualquer um que estiver constantemente relembrando-lhe o “débito” por “tudo que fez por você” não está decididamente interessado em sua liberdade, mas em sua escravidão. Você não precisa sentir-se culpado por desrespeitar “respeitosamente” as exigências ou afirmações.

            Além disso se você foi enviado a um seminário onde pagou sua mensalidade, hospedagem e alimentação e outros custos associados à sua educação, então é totalmente livre do que se chama “débito” à sua escola. Você deve cordialmente apreciar o “sacrifício, visão, educação, etc.” de sua escola e dos seus líderes, mas o seu DÉBITO com a mesma, terminou quando você efetuou o último PAGAMENTO. O diploma não lhe foi concedido gratuitamente para mostrar benevolência de sua escola. Foi conquistado pelo seu esforço acadêmico e pago em dinheiro, para não mencionar um pequeno sacrifício, dedicação e vitória de sua parte.

            O seminário não lhe conferiu o diploma por achar que este seria um “belo” gesto. Ele lho concedeu porque não podia recusar-se a isto. Você o havia GANHO cumprindo as exigência feitas por ele, inclusive pagando sua conta (mais adicionais, em alguns casos).

            Então, se você acha que a Bíblia perfeita da qual fala a sua escola realmente não existe, e teme estar alienado pelo seu seminário e os seus “iluminados”, deveria, então, lembrar-se de que o  seu débito com Jesus Cristo é REAL, enquanto o “débito” ao seu seminário é apenas imaginário.

            O que você prefere: estar alienado de Jesus Cristo ou do seu seminário? Não são uma e a mesma coisa (João 8:32).

 

Capítulo 51

 

Pergunta – Não se trata de revelação progressiva crer que a Bíblia King James deve ser mais confiável dos que os originais?

Resposta – Não.

Explanação – O termo “revelação progressiva” é uma das táticas usadas pelos críticos da Bíblia para intimidar os crentes da Bíblia, que colocam sua fé unicamente na Bíblia perfeita.

O argumento deles é: “a inspiração terminou com os manuscritos originais”, portanto, crer que uma mera tradução pode revelar mais do que os originais é crer em uma ‘nova’ revelação, a qual se chama ‘revelação progressiva”.

            Existe algo chamado “revelação progressiva”. Claro que sim; não podemos nos aventurar a entrega deste assunto na base do engano, da opinião ou da “convicção”. Somente a nossa AUTORIDADE FINAL pode ditar oficialmente aquilo em que devemos ou não devemos crer.

            A questão óbvia é: “existe um exemplo de revelação progressiva na Bíblia? A resposta é: “Existem pelo menos dois”.

            Moisés no livro de Êxodo se apresenta ao Faraó e exige a libertação dos filhos de Israel. Ele opera sinais e maravilhas no sentido de provar que está realmente representando Deus. Logo em seguida, os mágicos do Faraó se esforçam para competir com Moisés, realizando os “mesmos milagres”. (Êxodo 7:11,12,22 e 8: 7). Sabemos que os dois mágicos principais do Faraó eram Janes e Jambres. Contudo, esses dois nomes não se encontram em parte alguma dos 48 capítulos do livro de Êxodo. Nem são também declinados em parte alguma dos 39 livros do Velho Testamento. De fato, os seus nomes não são revelados senão 15 séculos depois. Não poderíamos chamar isso de “revelação progressiva?”

            Agora vejamos em 1 Reis 17:21. Neste verso do Velho Testamento  vemos que Elias profetizou que “nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra”. Em 1 Reis 18:41, conforme sua palavra, Elias anula os  três anos e meio de seca sobre Israel. Mas espere! Eu disse três anos e meio de seca? Em que parte de 1 Reis é mencionada a duração dos três anos e meio de seca? De fato não sabemos a extensão desse período até que Jesus o menciona em Lucas 4:25 que foram 3 anos e seis meses, informação repetida em Tiago 5:17. Mais uma vez vemos que uma porção de certa ocorrência está registrada no Velho Testamento, enquanto  o restante da informação é revelado séculos mais tarde no Novo Testamento. Então houve ou não “revelação progressiva?” Podemos ver que a complicação apontada pelo críticos da Bíblia é um ensino bíblico.

            Por outro lado se você deseja saber que tipo de rocha Deus feriu em Êxodo 17:6, não procura a resposta em Êxodo, mas no Salmo 114.

 

Capítulo 52

 

Pergunta –Ouvi dizer que acreditar que a Bíblia King James é a perfeita Palavra de Deus não é uma “posição histórica”. É verdade?

Resposta – A posição “histórica” é aceitar a Escritura como infalível e rejeitar qualquer um que tente alterá-la.

Explanação – Um dos argumentos usados pela Igreja Católica Romana para afirmar que é a única igreja “verdadeira” é a autoridade da “tradição”. Esta Igreja afirma que a  tradição tem o mesmo valor da Escritura. Isto se tornou um dogma oficial da Igreja em 1545 no Concílio de Trento. Neste concílio a tradição foi elevada a um patamar de autoridade igual a da Escritura. Em seguida o concílio amaldiçoou oficialmente qualquer pessoa que não aceitasse os seus decretos.

            Infelizmente, os revisores fundamentalistas da Bíblia têm a mesma tendência católica romana para ir de volta à “autoridade” da tradição. Muito estranho  é que o façam pela mesma razão. Usurpar a autoridade da Escritura. Sem dúvida o revisor fundamentalista da Bíblia verifica que no momento em que usa a palavra “tradição” em seu púlpito,  “alarmes” soarão aos ouvidos de sua congregação. Então ele astuciosamente se vale de uma “tradução”.

            Em vez de falar “tradição”, ele diz “a posição histórica fundamentalista” é... e engabela totalmente o auditório. O que é uma “posição histórica”? Claro que é uma tradição.

            Portanto, quando você ouvir alguém se lançar ao fraco argumento de que “crer que a Bíblia King James é perfeita não é uma posição histórica fundamentalista”, tenha cuidado. Você acabou de correr para uma pessoa com espírito católico romano. Sem dúvida, discorde dela para ver se ela não o anatemiza. 

Capítulo 53

 

Pergunta – Deveríamos nos incomodar com as traduções da Bíblia?

Resposta – Só se você acreditar em algo além dela.

Explanação – Muitos cristãos tentam fugir do assunto de que existe ou não uma Bíblia perfeita (conforme ouvem nos púlpitos) quando pregadores se escondem piedosamente por trás da declaração: “não me incomodo com traduções da Bíblia”.

            É perfeitamente aceitável assumir essa posição  até ao ponto em que você esteja de acordo com a sua posição ou com a falta da mesma.

            Em outras palavras se a edição de uma Bíblia perfeita não é assunto seu, então para ser consistente não o seria nenhum dos seguintes itens:

1.      O nascimento virginal de Jesus Cristo (Isaías 7:14).

2.      A divindade de Jesus Cristo (1 João 5:5).

3.      A morte vicária de Jesus Cristo pelos nossos pecados (Romanos 5:8).

4.      A ressurreição corporal de Jesus Cristo (1 Coríntios 15:4).

5.      A salvação somente pela graça e não por obras (Efésios 2:8,9).

6.      Retorno pré-milenista de Jesus Cristo (1 Tessalonicenses 4).

7.      A existência de um céu literal (João 3:13).

8.      A existência de um inferno literal ( Marcos 9:42-44).

9.      A aceitação da criação em vez da teoria da evolução (Gênesis 1:1).

 

Esta lista não é de modo algum a mesma das convicções mantidas pelos que se autodenominam “fundamentalistas”. Contudo cada uma delas é subtraída nas novas Bíblias.

            Como pode existir na terra uma pessoa racional que se importe ou tenha convicção sobre algo subtraído da Bíblia, porém não tenha “problema algum” a respeito da perfeição do Livro sobre o qual se baseia cada item? Se a Bíblia contém erros, então como podemos ter certeza de que as passagens em que baseamos nossas convicções são verdadeiras?

            Alguns podem dizer: aceito a Bíblia no que ela é acuradamente traduzida. Ótimo! Essa é a declaração de todo Mórmon neste mundo! Quem pode julgar com certeza onde a Bíblia foi traduzida “corretamente”?

            Não, não é possível incomodar-se sobre cada doutrina da Bíblia e afirmar ao mesmo tempo não se incomodar com a própria Bíblia.

            Então, por que as pessoas fazem essa declaração? Basicamente não se deve temer as conseqüências de tal posição. Elas temem a rejeição dos amigos, da família e dos cooperadores.

            Até que ponto vai a sua coragem em favor da verdade?

 

Capítulo 54

 

Pergunta – Não deveríamos respeitar a “educação” de nossos muitos “doutores” no que se refere à Bíblia?

Resposta – Sim. Caso haja realmente educação associada ao grau deles.

Explanação – O cristianismo de hoje está inflacionado de “Doutores”. Existe uma anedota que diz: “há tantos doutores por aí que até poderíamos imaginar que Deus ficou doente”.

            Existem apenas dois tipos de grau de doutorado: o obtido e o honorário.

            Um doutorado obtido é um grau educacional. Ele é concedido a um doutorando após o cumprimento das exigências para a obtenção desse diploma. Isso exige certas realizações acadêmicas e reconhece o domínio por parte do doutorando de um vasto campo de conhecimento.

            Alguns graus comuns são: MD (Doutor em Medicina); Ph.D. (Doutor em Filosofia): Th.D. (Doutor em Teologia) Ed.D.(Doutor em Educação).

            Um doutorado honorário é apenas isso. É concedido ao recebedor por alguns colégios ou universidades como meio de honrar um homem ou uma mulher por algum mérito destacado ou serviço prestada a essa escola. Deve-se lembrar, contudo, que um grau honorário não pode conceder um conhecimento instantâneo na área nomeada, mais do que um grau a “Scare Crow” de Dorothy, poderia conceder-lhe um cérebro. O recebedor de um grau honorário não conheceria mais sobre os manuscritos bíblicos após ter recebido o seu grau do que conhecia antes. É apenas uma honraria, não um grau acadêmico (ninguém desejaria ser operado por um cirurgião que apenas obteve um grau honorário). A opinião deles em questões bíblicas certamente não contrabalançariam as descobertas de um grau concedido. Ou até mesmo de alguém que não possui grau algum, mas tem investigado completamente toda a evidência disponível. Academicamente, um doutorado honorário corresponde a uma “faixa preta” no caratê. Use-a em casa, mas não tente usá-la fora ou então será morto.

            Alguns outros graus são:

DD – Doutor em Divindades; D. mus. – Doutor em Música; D. sc – Doutor em Ciências; LHD – Doutor em Letras Humanas; Lit. d – Doutor em Literatura; LLD – Doutor em Leis: LttD (Doutor em Letras).

            Ambos os tipos de graus têm o seu lugar. O grau honorário é por demais um sinal de mérito e deveria ser respeitado como tal. Uma honra concedida a um indivíduo por seus feitos meritórios realizados para Cristo em sua escola.

            O grau obtido é um título acadêmico e repousa sobre o mérito da educação por ele representada.

 

Capítulo 55

 

Pergunta – Não deveríamos enfatizar nosso amor por Jesus Cristo, em vez de estar discutindo sobre traduções da Bíblia?

Resposta - Não existe melhor maneira de enfatizar o nosso amor por Jesus Cristo do que guardar a Sua Palavra de maneira ciumenta e zelosa.

Explanação – Você pode demonstrar o seu amor por Ele de duas maneiras:

1) Qualquer método que considerarmos tão fraco é válido conforme a nossa visão (Levítico 10:1-3).

2) Esforçando-nos para guardar as admoestações escriturísticas de Cristo o mais estritamente possível (isto deve ser um esforço para a vida inteira).

Em João 14:23 uma das marcas identificadoras de alguém que O ama é  desejar “guardar as suas palavras”. Você pode dizer: “Isto significa exatamente guardar as coisas que Ele disse para fazer”. Mas o fato é que nenhum “amor” é exigido para guardar suas afirmações, conforme se evidencia em João 8:51-52. O amor  é exigido no sentido de guardar as suas “palavras”.

Novamente podemos argumentar que “isso se refere apenas ao original grego”. Mas, ora, essa declaração apenas nos conduz a uma armadilha bem mais perigosa. O exemplo escriturístico seguinte explicará melhor.

No livro de Jonas, está registrado que Jonas, enquanto fugia de Deus, foi engolido por um “grande peixe” (Jonas 1:17). Em Mateus 12:40, o “grande peixe” é identificado por Jesus como uma “baleia”. (Não estamos usando aqui argumentos genéticos, mas o valor das palavras de Cristo.

Estranhamente, nessa exata Escritura, os que proclamam ser capazes de “amar” Cristo e corrigir a sua Bíblia, furtam palavras de Sua boca.

Cada tradução moderna muda a palavra de Jesus, “baleia”, para “peixe”. Isto fazem os eruditos por terem aprendido em seu 7º grau de biologia que “baleia não é peixe”. Confrontados  não apenas com a Bíblia que tem uma contradição aparente (não com a própria, mas com o professor do 7º grau de biologia), mas também com o Salvador, que era tão desinformado e mal educado ao ponto de não saber que “baleia não é peixe”, eles entram em pânico.

Correm até Mateus 12:40 e removem a palavra “baleia”, tanto da Bíblia (única regra de fé e prática) como dos lábios de Jesus (seu SENHOR e Salvador).

A palavra grega usada para “baleia” em Mateus 12:40 é “ketos”. A palavra grega usada para “peixe” é “ichthus”. Não são a mesma coisa. Jesus usou a palavra grega ichthus em vários lugares na Escritura, como por exemplo, em Mateus 7:10 e 17:28. Certamente Ele também poderia tê-la usado em Mateus 12:40, se o quisesse.

O “esforçado” intérprete da Bíblia despreza duas verdades escriturísticas monumentais.

Primeiro, ele despreza o fato de que Jonas foi engolido por um “grande peixe”, especialmente preparado por Deus. Deve-se notar que Adão deu nome a todos os seres viventes, exceto a um. Deus deu às baleias os seus nomes em Gênesis 1:21, ANTES de Adão nomear o restante da criação em Gênesis 2:19-20. Isto significa que a baleia teve uma “predestinação” (Gênesis 1:21) e uma “predestinação” (Jonas 1:17) desde a fundação da terra. Coisa nenhuma, nem mesmo um revisor da Bíblia deixaria isso tão claro..

A segunda verdade ignorada pelo pequeno “colaborador” de Deus é que mudando a palavra “baleia” para “peixe” na declaração de Jesus em Mateus 12:40, ele está desobedecendo a admoestação de Jesus feita em João 14:23, de “guardar as suas palavras” (corrigir a Bíblia é como “chapinhar” num pântano. Quanto mais nos esforçamos mais depressa afundamos).

Assim os autores da “New American Standard Version” (Nova Versão Standard Americana)  e da New International Version (Nova Versão Internacional) da Nova Versão King James e do restante das novas  traduções não apenas erram na tradução da palavra ketos, mas vão de encontro ao mandamento de Jesus feito em João 14:23.

Então, quando Jesus diz uma coisa (baleia) e o nosso pastor, parente ou professor dizem outra (peixe), nós somos forçados pelos laços do amor a Cristo a rejeitar a opinião de homem, aceitando e defendendo as palavras de Jesus.

 

Capítulo 56

 

Pergunta – O que devo fazer quando minha Bíblia e o meu léxico grego entram em contradição?

Resposta – Jogue fora o seu léxico.

Explanação – Muitas vezes um crítico da Bíblia de Deus apontará um léxico ou gramática grega como autoridade, num esforço de provar que uma palavra foi mau traduzida na Bíblia. E isso não passa de crassa tolice e voa sobre a face de suas pretensas afirmações de aceitar a Bíblia como Autoridade Final em todas as regras de fé e prática.

            Deve-se lembrar que Deus jamais afirmou que providenciaria para nós um léxico perfeito ou uma gramática grega infalível. Ele disse que nos proveria de uma Bíblia perfeita.

            Desse modo, conforme a nossa própria aceitação da Bíblia como “Autoridade Final em todas as regras de e prática”, devemos todos aceitar sua tradução do grego como  mais acurada e autoritativa do que a opinião dos autores humanos falíveis de nosso manual de estudo do grego.

 

 

Capítulo 57

 

Pergunta – Erasmo, o editor do “Textus Receptus”, não era um “bom” católico romano?

Resposta – Erasmo, que editou o texto grego, que mais tarde seria conhecido como “Textus Receptus”, foi um embaraço para o papa e um péssimo exemplo de “bom” católico romano.

Explanação – Desiderius Erasmus nasceu em 1466 e faleceu em 1536, com 70 anos de idade. Isso não era de modo algum uma façanha durante os dias em que as pragas, junto com as práticas médicas primevas, concorriam para limitar a média de idade da vida humana a 30-40 anos aproximadamente.

            Seus pais faleceram vítimas da mesma praga, enquanto Erasmo ainda era um jovem. Ele e seu irmão foram então entregues aos cuidados de um  tio, que logo os enviou a um mosteiro para se ver livre deles. Desse modo, o destino de Erasmo foi selado muito antes que ele pudesse dizer algo sobre o assunto.

            O jovem Erasmo tornou-se bem conhecido pelo seu charme, urbanidade e inteligência e possuía um intelecto acima da média. Mais tarde ele optou por se tornar agostiniano pela simples razão de serem conhecidos como possuidores da melhor das bibliotecas.

            Seu comportamento era um tanto bizarro para os padrões agostinianos. Ele se recusava a participar das vigílias, nunca hesitava em comer carne às sextas feiras e embora ordenado, jamais quis exercer a função sacerdotal. A Igreja Romana havia capturado o seu corpo, mas com toda certeza sua mente e coração ainda permaneciam intactos.

            Erasmo ficou conhecido na história como um dos prolíficos escritores de todos os tempos. Foi um oponente verbal constante  dos muitos excessos de sua igreja. Ele censurava o papado, o sacerdócio e as auto indulgências dos monges, declarando que os monges não tocavam em dinheiro, mas não eram tão escrupulosos com respeito ao vinho e às mulheres. Atacava constantemente o concubinato clerical e a crueldade com que a Igreja Católica Romana tratava os chamados “hereges”. Dizem que ele até salvou um homem da inquisição.

            Um dos seus muitos escritos foi um folheto intitulado “Contra os Bárbaros” dirigido contra a ostensiva maldade da Igreja Católica Romana. Foi um crítico constante do Papa Júlio II (1503-1513) e da monarquia papal. Ele costumava comparar o papa dirigente das cruzadas com Júlio César. Ele é citado como tendo dito: “Como Júlio desempenha bem o papel de Júlio!” Ele também declarou: “Esta monarquia do pontífice romano é a peste da cristandade”. Aconselhava a Igreja a “se livrar da Santa Sé”. Quando apareceu escrita  e circulou anonimamente uma sátira improvisada na qual o papa era retratado como indo para o inferno, a crença comum era de que o autor da mesma fora Erasmo. Foi-lhe oferecido um bispado na esperança de que este silenciaria o seu criticismo, porém ele rejeitou esse flagrante suborno.

            Erasmo publicou cinco edições do Novo Testamento em grego. Elas apareceram sucessivamente em 1516, 1519, 1522, 1527 e 1535. Suas duas primeiras edições não continham o verso de1 João 5:7, embora o registro fosse encontrado em muitos textos não gregos datados de 150 d.C. Erasmo quis incluir o verso, mas sabia do conflito que este provocaria, caso ele o fizesse sem ter  pelo menos um manuscrito grego com autoridade. Depois da publicação de sua segunda  edição do Novo Testamento, a qual consistia,  como a sua primeira, tanto do Novo Testamento  grego como de sua própria tradução latina, ele decidiu incluir 1 João 5:7 em sua próxima edição, se pelo menos um manuscrito grego pudesse ser encontrado contendo este verso. Os oponentes da leitura de hoje afirmam erroneamente que os dois manuscritos encontrados haviam sido especialmente produzidos com o exato propósito de atender a exigência de Erasmo, acusação essa jamais confirmada e nem apoiada no tempo da obra de Erasmo.

A Igreja Católica Romana criticou sua obras por ter ele se recusado a usar a tradução latina de Jerônimo, a qual ele afirmava ser inexata. Ele se opôs à obra de Jerônimo em duas áreas vitais.

            Ele detectou que o texto grego havia sido corrompido no século 4. Ele sabia que a tradução de Jerônimo havia sido baseada apenas no manuscrito alexandrino o Vaticanus, o qual fora escrito no início século 4.

            Ele também divergia de Jerônimo na tradução de certas passagens que eram vitais à autoridade exigida pela Igreja Católica Romana. Jerônimo entregou Mateus 4:17 assim: “fazei penitência, porque está próximo reino dos céus”. Erasmo divergia, traduzindo como: “arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus”.

            Erasmo foi também um potente defensor tanto de Marcos 16:9-20, como de João 8:1-21. O zelo com o qual nossos atuais eruditos modernos parecem não se importar.

            Possivelmente, o maior presente de Erasmo à humanidade foi a sua atitude com relação ao homem comum. Numa sociedade rigidamente “classista” em que viveu, ele foi um incansável apologista da entrega da Escritura nas mãos do homem comum. Enquanto a Vulgata Latina de Jerônimo havia sido traduzida sob as ordens da hierarquia romana, Erasmo traduziu a sua Latina com o propósito expresso d colocá-la nas mãos do povo comum do seu tempo. Uma prática que  a Igreja Católica Romana sabia ser perigosa aos seus planos de controlar as massas.

            Erasmo é citado ao dizer: “vocês acham que as Escrituras são destinadas apenas aos perfumados?” ...aventuro-me a pensar que qualquer pessoa que possa ler a minha tradução em casa, dela tirará proveito”. Ele declarava corajosamente que ansiava por ver a Bíblia nas mãos do “fazendeiro, do alfaiate, do viajante e do turco”. Mais tarde, para espanto de seus confrades da classe mais alta, ele acrescentou: “dos maçons, das prostitutas e dos rufiões”, a essa declaração.

            Conhecendo o seu desejo de ver a Bíblia nas mãos do povo comum não parece surpreendente que Deus viesse a usar o seu texto grego como base à Bíblia inglesa que foi traduzida tendo em vista o homem comum, a Bíblia King James.

            Dizem que “Erasmo colocou de pé o ovo que Lutero chocou”. Existe provavelmente muito mais verdade nesta declaração do que se possa casualmente imaginar. Pois os reformadores foram equipados com a Bíblia de Erasmo, seus escritos e sua atitude de resistência à intimidação católica romana. Sobre Lutero ele dizia: “favoreço Lutero o mais que posso, pois minha causa está ligada à dele em toda a parte”. Ele escreveu várias cartas a favor de Lutero sempre concordando de todo o coração com ele em que a salvação era inteiramente pela graça e não pelas obras.

            Mesmo quando pressionado pelos seus superiores, Erasmo recusou-se a denunciar Lutero como herege. Se ele tivesse dirigido o poder de sua pena contra Lutero, provavelmente ter-lhe-ia causado muito mais dano do que as impotentes ameaças que o papa e os seus espíritos malignos foram capazes de causar. Nesse caso, sua única discordância à doutrina de Lutero foi sobre a predestinação, o que o deixou pronto a criticar o reformador com pena e tinta.

            O maior ponto de dissensão de Erasmo  com a Igreja Romana foi sobre a sua doutrina de salvação pelas obras e os dogmas da Igreja. Ele ensinava que a salvação era um assunto pessoal entre o indivíduo e Deus e somente pela fé. Reclamava contra o sistema romano de salvação dizendo: “Aristóteles está tão em voga que dificilmente as igrejas estão tendo tempo de interpretar o evangelho”.

            Qual era o evangelho ao qual Erasmo se referia? Deixemo-lo falar por si mesmo:

            “Nossa esperança é na misericórdia de Deus e nos méritos de Cristo”. Sobre Jesus Cristo ele declarava: “Ele... pregou os nossos pecados na cruz e selou a nossa redenção com o seu sangue”. Ele declarou corajosamente que nenhum rito da Igreja era necessário para a salvação individual. “O  caminho de entrada no paraíso”, dizia ele, “é o caminho do ladrão arrependido, dizendo simplesmente: isto vos será feito”. “O mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.

            Com respeito à seita mais bíblica da época, os Anabatistas ele lhes dedicava uma grande dose de respeito. Ele os mencionou nos idos de 1523, muito embora fosse ele próprio freqüentemente chamado de “o único Anabatista do século 16”. Ele declarava que os Anabatistas com os quais se identificaria se auto denominariam “Batistas”. “Ironicamente Erasmo foi a primeira pessoa a usar o termo fundamentalista”.

Então vemos que quando Erasmo faleceu, no dia 11.07.1536, ele levava uma vida que dificilmente poderia ser apontada como exemplo do que seria chamado de “um bom católico”.

Mas talvez a maior homenagem, embora velada, que a natureza independente de Erasmo recebeu, veio em 1559, vinte e cinco anos após sua morte. Foi quando o Papa Paulo IV colocou os escritos de Erasmo no “Index” de livros proibidos aos católicos romanos.

 

Capítulo 58

 

Pergunta – Quantos erros são encontrados na Bíblia King James?

Resposta – Nenhum.

Explanação – Nenhuma.

 

Capítulo 59

 

Pergunta – Desejo obter sucesso em meu círculo de amigos. Uma posição em favor da Bíblia King James viria em detrimento à minha futura promoção. O que devo fazer?

Resposta – Posicione-se a favor da Bíblia de Deus e confie nEle para promovê-lo, ou então venda a sua integridade e submissão aos seus companheiros, como um cão o faz por um osso. A escolha é sua.

 

Capítulo 60

 

Pergunta – O que dizer de uma contradição que pode ser explicada com sucesso?

Resposta – Você deve aceitar pela fé a perfeição da Versão Autorizada.

Explanação – Há muitos anos atrás tocou o telefone em minha cozinha. Na linha estava um jovem aluno de uma classe que eu lecionava num seminário, ali perto.

            Ele disse que o seu pastor havia lhe mostrado uma contradição na Bíblia King James. (Grande “homem de fé”!). Perguntou se eu poderia explicar-lhe. Quando começou a narrar a contradição, eu, que já estava a par do argumento, acabei de citá-lo.

- Ó!  O SENHOR está a par do assunto, hem?

- Claro!

- Qual é a sua resposta?

- Não sei – respondi – sabendo o que eu acabara de fazer sobre a sua confiança em minha pessoa (isto é, em mim).

Expliquei-lhe minha resposta, conforme vou lhe explicar agora.

Ninguém pode ter todas as respostas. Existem duas razões para isso. Primeiro, se eu ou qualquer outro da Versão Autorizada tivéssemos todas as respostas seríamos como Deus. Porém há inúmeras diferenças entre o nosso Deus infinito e suas criaturas finitas. Assim, embora alguns possam ter muitas respostas, e poucas  possam ter muitíssimas respostas, ninguém pode ter todas as respostas.

Segundo, e importantíssimo, se pudéssemos ter todas as perguntas respondidas com referência ao assunto Bíblia, iríamos andar por vista e não por fé (Hebreus 11:6; 2 Coríntios 5:7).

Creio que sempre haverá algumas questões que permanecerão inexplicáveis à nossa razão humana. Isso faria o nosso julgamento final sobre a infalibilidade da Bíblia depender da confiabilidade nas declarações de Deus tais como Salmos 12:6,7 e Mateus 24:35, em vez de dependermos de nossa educação e do intelecto dos nossos defensores favoritos da fé.

Sem dúvida o proponente da Versão Autorizada se sente um pouco vulnerável com esta conclusão, sabendo que nossos antagonistas logo irão explorar o que percebem ser um orifício em nossa armadura. Mas uma busca da fé como nosso final e absoluto “veio” não será inconsistente ou precária como poderá nos parecer a princípio.

Não inconsistente porque, conforme previamente declarado Deus prefere que nele depositemos fé em face do inexplicável, como tantos santos do Velho e Novo Testamento  demonstraram, do que ter  fé em nossa habilidade humana para “encontrar uma resposta” com relação às passagens difíceis.

Certamente não é precário contanto que não nos deixe à mercê de nossos oponentes vingativos. Pois crer na perfeição de um Livro que  podemos segurar na mão certamente não é tão vulnerável quanto uma fé professa na perfeição de alguns originais perdidos.

A razão pela qual a maioria dos críticos é tão veemente sobre a infalibilidade dos originais é porque sabem  que estes jamais poderão ser produzidos, de modo que a sua jamais precisará ser testada ou levada a termo.

Por outro lado, desejamos enfrentar o abuso de nossos “irmãos convencidos” e dar-lhes a razão de nossa fé racional em um Livro tangível, em vez de colocá-la num original intangível. Não precisamos desculpar-nos.

 

Capítulo 61

 

Pergunta – E se realmente houver erros na Bíblia King James?

Resposta – Então fica a seu critério descobrir o livro do qual Deus fala no Salmo 12:6,7 e Jesus fala em Mateus 24:35.

Explanação – Aprendi uma grande lição nos passados anos 60. Vi na TV quando os desordeiros hippies incendiaram os escritórios do Bank of América. Outros desordeiros circulavam pela vizinhança gritando queima pessoal, queima! As afirmações dos hippies é que precisavam incendiar completamente este país a fim de construir um novo. E eis o que aprendi: qualquer hippie pode incendiar um edifício, mas nunca vi um edifício sequer construído por um hippie.

A verdade cruel é que quando alguém se rebela contra a autoridade, como o fizeram os hippies, torna-se perito em matéria de destruição (2 Pedro 2:9-15). Uma vida entregue à destruição dificilmente se refaz. Desse modo, os hippies sabem destruir edifícios construídos por outros. Porém não podem construir coisa alguma de modo produtivo a fim de melhorar o que destruíram.

Esse ódio rebelde contra a autoridade também se manifesta nos ataques ferrenhos contra a Bíblia Sagrada pelos auto proclamados eruditos. Eles podem parecer eloqüentes em sua crítica destrutiva ao perfeito Livro de Deus. Em seguida, após tê-lo reduzido a cinzas nos corações e nas mentes dos estudantes e membros de igreja, eles são incapazes de substituí-lo por algo que pelo menos se compare com os escritos que eles tão enfaticamente têm atacado.

Se você foi convencido por algum hippie espiritual de que a Bíblia King James contém erros, então sugiro que você lhe peça para substituí-la por uma Bíblia perfeita.

Eles podem indicar a Nova Versão Internacional, a Nova Versão Standard Americana, ou a Nova Versão King James como a “melhor tradução”, mas nenhum deles se atreverá a afirmar que qualquer uma dessas bíblias é a que se refere o Salmo 12:6,7 e Mateus 24:35.

Se você insistir no assunto na certa bem depressa eles o mandarão às favas, sob a alegação de que a Palavra de Deus só pode ser encontrada “no grego”. Mas o fato é que o seu limitado conhecimento da língua original quer do texto hebraico ou do texto grego os torna incapazes de ler, estudar e pregar.  Mesmo  que eles pudessem traduzir o Textus Receptus ou o texto alexandrino literalmente, seriam forçados a admitir que há passagens em ambos que eles não poderiam aceitar como infalíveis

O fato é que, como os seus contrapartidários hippies dos anos 60, eles se acham firmados sobre as ruínas de uma pilastra incendiada, sem habilidade alguma para reconstruir sequer uma “WC” e muito menos entregar uma Bíblia perfeita.

Não, se você foi convencido por alguém de que a Bíblia King James  contém erros, apesar dos fatos, então é porque aceitou aquela tese por uma só razão: seu amor e lealdade aos antagonistas da Bíblia. O crítico pode ser seu pai, irmão, pastor, diretor da mocidade, professor de seminário, ou quem quer que você ame muitíssimo para confrontar ou permanecer firme ao lado Bíblia.

Então, se você ficou convencido por alguém que a Versão Autorizada contém erros, então atire a sua Bíblia King James no lixo, em cima  de sua Nova Versão Internacional, Nova Versão Standard Americana, Nova Versão King James  e ambos os textos gregos. Depois vá até aquela pessoa ajoelhe-se, beije-lhe o anel e diga: “SENHOR, que queres que eu faça”?

Mas lembre-se de uma coisa: o seu deus é um hippie rebelde.

 

 

Capítulo 62

 

Pergunta – Estou convencido de que a Bíblia King James é a infalível Palavra de Deus. O que devo fazer agora?

Resposta – Aja conforme a sua crença nela.

Explanação – Se você crê realmente que a Bíblia King James (Versão Autorizada de 1611) é a infalível e perfeita Palavra de Deus, então comece depressa a ler a mesma. Não há desculpa para um cristão que não lê a Bíblia de capa a capa. Por que você acha que Deus no-la deu?

            Ponha de lado todas as outras versões, todos os seus comentários, todos os “estudos complementares” e simplesmente leia o Livro de Deus. Lembre-se que o autor mora dentro de você (1 Coríntios 6:19,20), então Ele poderá ajudá-lo a entender o Livro Santo.

            Comece a leitura pelo evangelho de João e vá até o final do Novo Testamento. Leia pelo menos dez páginas por dia. Não é pedir demais! Deus teve um trabalhão para colocar esse Livro em suas mãos. Então, você pode ter um trabalhinho para colocá-lo no seu coração. Quando terminar o Apocalipse, continue a leitura indo a Gênesis e lendo até chegar novamente ao evangelho de João. Essa foi a primeira leitura!  Agora recomece! Leia-o cada dia em que estiver vivo, até à volta do SENHOR.

            Cuidado! Haverá dias em que você vai ler e achar que não “conseguiu” coisa alguma. Haverá dias em que a leitura lhe perecerá “árida”, como os nove primeiros capítulos do 1 Crônicas. Haverá dias em que você estará ocupado. Haverá passagens inteiras que você não entenderá. Nenhuma dessas circunstâncias será razão válida para você interromper a leitura. Se puder continuar a ler dez páginas por dia sob as condições supra mencionadas você terá passado pelo verdadeiro teste do caráter de um homem.

            Lembre-se. Além dos dias áridos haverá dias em que o Livro tocará suavemente o seu coração e  a sua mente. Haverá dias em que você aprenderá novas verdades. E, talvez muito mais importante, você poderá conhecer o seu Deus e Salvador de modo mais perfeito.

            Segundo, você não precisa ir às turras com o seu pregador, professores ou amigos que nele não crêem. Tendo lido este livro, você estará equipado para responder a maior parte dos protestos deles, com facilidade. Você deve ter  outro exemplar para o caso de querer passar a eles. Mas lembre-se, isso é assunto do coração e não da razão. Sua aceitação final deve manter-se sobre o que eles ou você podem achar dentro de si mesmos para se humilharem e aceitarem o Livro de Deus como sendo perfeito. Será uma decisão altamente estressante, mas dependerá daquilo a que eles decidirem ser leais.  Ao seu Deus e Salvador ou aos seus amigos e escola.

Se você é um pregador, terá de remover aquelas pequenas chamadas “pepitas” do grego imperfeito. Você achará que edificar a confiança do seu povo na Bíblia de Deus e encorajá-lo a ler o Livro santo será por demais gratificante a você e a eles. Lembre-se, uma congregação que está firme em sua Bíblia e a lê, não se constitui em ameaça para o pastor que está firme em sua Bíblia e a lê.

Se você tem um amigo, um professor ou pastor que troca por outra a Bíblia que você ama e respeita amorosamente, continue a amá-los e respeitá-los. Porém, quando eles começarem a “corrigir” ou atacar o Livro de Deus, dê um bom desconto na mensagem deles. Alguns vão rejeitá-lo. Alguns poderão pressioná-lo. Lembre-se. Ter de admitir que tem estado “errados todos esses anos” será extremamente difícil para eles. Se eles finalmente rejeitam o Livro, certamente irão rejeitar você também. Continue a amá-los, mas não permita que o seu amor/respeito o leve a comprometer a Verdade de Deus. Não se esqueça de que você Lhe deve muito mais do que deve a qualquer pessoa. Agora, ocupe-se depressa em ler a Bíblia perfeita!

 

 

Apêndice 1

 

João 21:15-17 - Agape versus Phileo.

           

I - Comparação: como Jesus usou agape e phileo.

            A1 – Lucas 11:42 –  O amor de Deus...

        A 2 – João 5:42 – O  amor de Deus...

        P 3 – Mateus  10:37 – Quem ama o pai ou a mãe...

        A 4 – Apocalipse 3:9 – E saibam que eu te amo

        P 5 – Apocalipse  3:19 – A todos quantos amo...

        P 6 – Mateus  23:6 – E ama os primeiros lugares...

        P 7 – João 12:25 – Quem ama a sua vida...

        A 8 – Lucas 11:43 -  Amais os primeiros assentos...

            P 9 – João 5:20 – O Pai ama o Filho...

            P10 – João 16:27 – O mesmo pai vos ama...

 

 

            II – Comparação: como os outros escritores do Novo Testamento usaram agape e phileo:

            P 1 – 2 Timóteo 3:4 – Amigos dos deleites do que amigos de Deus...

            A 2 – João 11:5 – Jesus amava Marta...

            P 3 – João 20:2 – Ao outro discípulo a quem Jesus amava...

            P 4 – 1 Coríntios 16:22 – Se alguém não ama ao SENHOR...

            A 5 – Romanos 5:8 – Deus prova o seu amor para conosco...

            A 6 – 1 Coríntios 16:24 – O meu amor seja com todos vós...

            A 7 – 2 Timóteo 1:7 – Espírito de... amor...

            P 8 – Romanos 12:10 – Amai-vos cordialmente uns aos outros...

            A 9 – 1 Tessalonicenses 3:12 – Faça crescer em amor uns para com os outros...

            P 10 – Tito 2:4 – A amarem seus maridos...

            A 11 – Efésios 5:28 – Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres...

            A 12 – 1  Pedro 2:17 – Amai a fraternidade...

            P 13 – Hebreus 13:1 – Permaneça o amor fraternal...

            P 14 – Tito 3:4 – Amor de Deus nosso Salvador...

            A15 – João 2:5 – O amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado...

 

 

 

Apêndice 2

 

Glossário de Nomes dos Textos.

 

Antioquia

Texto Antioquiano

Texto Bizantino

Texto Siríaco

Texto Majoritário

Texto Universal

Texto da Reforma

Texto Imperial

Texto Tradicional

Textus Receptus

 

 

Alexandria

Texto Alexandrino

Texto Egípcio

Texto Local

Texto Ezequiano

Texto Minoritário

 

Citações da Bíblia Sagrada,

Versão Almeida Corrigida Fiel.

Mary Schultze – tradutora/revisora

Marly Pacheco – digitadora/revisora

 

Telefax – (021) - 643-3904

E-mail – maryschultze@uol.com.br