O livro das respostas
(The Answer Book)
Este livro é dedicado:
Primeiro, à crença de que “a Bíblia
é nossa Autoridade Final em todas as regras de fé e prática”.
Segundo, ao homem comum, que tem sido
coagido e intimidado a crer que a Bíblia contém erros.
Terceiro, a Tom, um jovem que eu
conheci alguns anos atrás, o qual tivera a sua fé depositada na Bíblia
infalível, destruída pela educação do seu seminário bíblico. Somente para ser
substituída pelo desprezo por aqueles que ainda nela crêem.
Toda referência feita a “A Bíblia”, “A Bíblia Sagrada”, “A Bíblia
Perfeita de Deus”, “A Sagrada Escritura”, etc., é feita somente à Versão
Autorizada de 1611, também conhecida como a Bíblia King James, a não ser que
seja definida de outro modo pelo
imediato contexto imediato de uma
passagem.
Também: embora
cada pergunta seja manuseada individualmente, algumas das ulteriores perguntas repousam
sobre a resposta da pergunta anterior. Por essa razão é aconselhável ler este
livro do princípio até o fim, em vez de limitar-se às perguntas que mais lhe
interessam.
Obrigado.
Dr.
Samuel C. Gipp
Prefácio
A razão deste livro é
dupla.
Primeiro, foi escrito para responder
ao grande número de perguntas feitas pelos críticos da Bíblia King James, a fim
de destruir a fé dos que crêem realmente
na infalibilidade da Bíblia. O estilo é tal que os seus argumentos podem ser
compreendidos e transmitidos por quem não
tem a bênção ou (maldição) de uma educação num seminário bíblico.
Isso nos leva à
segunda razão. Algum tempo atrás um líder de um grande movimento
fundamentalista fez esta declaração: “o que me choca realmente é... esses caras
do segundo grau querendo debater crítica textual”.
Esse é o segundo
propósito deste livro. Durante anos, esse pessoal fiel que não freqüentou
seminários tem sido humilhado pela sua falta de educação formal por uma turma
de sujeitos carregando diploma de DD
(Doutor em Divindades) de debaixo do braço, que procuram deixá-los “nas
trevas”. Muitas dessas pessoas têm feito estudos mais sérios do conteúdo da
Bíblia, na privacidade dos seus lares, do que honoráveis críticos doutorados os
têm feito em suas classes de seminário. Contudo, o homem comum fica sempre
intimidado pelas perguntas “traiçoeiras” feitas pelos seus adversários
“eruditos”. O crítico se apresenta invencível em sua armadura de educação.
Este livro foi escrito para que os
cristãos comuns fiquem devidamente equipados a fim de se defenderem dos dardos inflamados dos seus pomposos
adversários. De fato, eles podem até mesmo fazer alguns orifícios na armadura
deles.
Capítulo
1
Pergunta-
Não deveríamos permanecer leais aos “manuscritos originais” em vez de a meras
traduções?
Resposta – Deveríamos dar tanto valor aos
originais como Deus dá.
Explanação – É impossível sermos
fiéis aos originais porque eles há muito se perderam. Este fato bem estabelecido deveria bastar para fazer o estudioso sincero da Escritura verificar
que uma resposta afirmativa a essa
pergunta seria impossível.
Contudo
ela não explica a pergunta acima. Qual o valor exato, dado por Deus, aos originais?
Para ter a resposta, devemos
explorar vários capítulos do Livro de Jeremias, a começar da famosa passagem no
capítulo 36 referente ao rolo que Jeremias havia escrito.
No verso 21 o rolo é levado ao Rei
Jeoaquim e lido pelo seu servo Jeudi.
Conforme o verso 23, Jeudi leu 3 ou
4 folhas e o rei Jeoaquim, cortou o rolo em pedaços e atirou-o ao fogo, até que
fosse consumido (verso 23).
Assim termina o ORIGINAL nº 1.
Então o SENHOR levou Jeremias a
reescrever o rolo, acrescentando ao mesmo algumas palavras (Jeremias 36:32).
Assim nasce o ORIGINAL nº 2.
Esse texto do segundo original é
mostrado em Jeremias nos capítulos 45 a 51, quando é reproduzido para o nosso
benefício. Jeremias mandou que Seraías lesse este rolo quando ele chegasse à
Babilônia (Jeremias 51:59-61). Então Jeremias instruiu Seraías, depois que ele
leu o rolo, a atá-lo a uma pedra e
atirá-lo no rio Eufrates (Jeremias 51:63)
Assim termina o ORIGINAL nº 2.
Mas, espere! Temos uma cópia do texto do rolo nos capítulo
45 a 51. De onde ela veio? Ela veio de uma cópia do original nº2, a qual só podemos chamar de ORIGINAL nº 3!
Então, temos
dois grandes problemas para os que enfatizam os “originais”.
1)
Cada Bíblia já impressa com uma cópia de
Jeremias tem um texto nos capítulos 45 a 51, traduzido de uma cópia do
“segundo” original, ou seja o ORIGINAL
nº 3.
2) NINGUÉM pode desprezar o fato de que
Deus não teve o menor resquício de
interesse em preservar o “original”,
visto como ele havia sido copiado e sua mensagem entregue. Então, POR QUE
deveríamos colocar mais ênfase nos originais do que o próprio Deus? Essa ênfase é claramente
anti-escriturística.
Desse
modo, se temos os textos dos originais
preservados na Bíblia King James, não temos necessidade alguma dos “originais”,
mesmo que estivessem disponíveis.
Capítulo 2
Pergunta – A
palavra “Easter” (Páscoa) em Atos
12:4, não é uma tradução errada da palavra
“Pascha”, a qual deveria ser traduzida como “Passover”?
Resposta - Não.
“Pascha” é traduzida propriamente como “Easter” em Atos 12:4, conforme
explicação a seguir:
Explanação – A palavra grega traduzida como “Easter” em
Atos 12:4 é a palavra “Pascha”. Esta palavra aparece 29 vezes no Novo
Testamento. Ela é entregue vinte e oito vezes significando “Passover” com
referência à noite em que o SENHOR passou sobre o Egito e matou os primogênitos
egípcios (Êxodo 12:12), livrando, assim, Israel de 400 anos de escravidão ali.
Os
muitos oponentes ao conceito da existência de uma Bíblia perfeita têm traduzido
essa palavra como “Pascha”.
Chegando à palavra “Easter” na
Bíblia Autorizada de Deus eles a violentam, imaginando ter encontrado uma prova
de que a Bíblia não é perfeita. Felizmente, para os amantes da Palavra de Deus
eles estão errados. “Easter”, conforme sabemos, equivale ao festival pagão da
deusa Astarte, também conhecida como Ishtar, cuja pronúncia é semelhante a
“Easter”. Esse festival sempre acontecia no final do mês de abril. Ele era, em
sua forma original, uma celebração da terra se “regenerando”, após a estação do
inverno. O festival envolvia a celebração da reprodução. Por essa razão os símbolos comuns das atividades de
“Easter” (páscoa pagã) eram o coelho
(o mesmo da revista Play Boy) e o ovo,
ambos conhecidos por suas habilidades reprodutoras. No centro da atenção estava
Astarte, a divindade feminina. Na Bíblia ela é conhecida como “rainha dos céus”
(Jeremias 7:18 e 44:17-25). Ela é a mãe
de Tamuz (Ezequiel 8:14), que também era o seu marido. Esses rituais pervertidos aconteciam ao nascer do sol na
páscoa (Easter), conforme Ezequiel 8:13-16. A partir das referências nos livros
de Jeremias e Ezequiel podemos ver que realmente a palavra (Easter) jamais teve algo a ver com a páscoa de Jesus Cristo.
Problema: muito embora a páscoa dos
judeus (Passover) acontecesse no mês de abril (dia 14), e a festa pagã Easter
acontecesse mais tarde no mesmo mês, como
sabemos que Herodes estava se referindo à “Easter” (páscoa pagã – Atos 12:4) e não à Passover (páscoa judaica)? Se ele estava se referindo a Passover, a
tradução da palavra pascha como
“Easter” é incorreta. Contudo se de fato ele se referia ao festival pagão
“Easter”, então a Bíblia King James (1611) deve ser realmente a exata Palavra
de Deus pois é a única impressa no mundo, atualmente com a palavra correta.
Para desfazer a confusão referente à
palavra “Easter”, em Atos 12 no verso 4, devemos consultar nossa Autoridade Final, a Bíblia. A chave do
problema não está no verso 4, porém no verso 3 (então eram os dias dos pães
asmos). Para obter a resposta desejada devemos encontrar a relação da Páscoa
com os dias dos pães asmos. Lembremo-nos que Pedro foi preso durante os dias dos pães asmos (Atos
12:3).
Nossa investigação deve começar
primeiramente com a palavra “Passover” (páscoa do judeus). Foi a noite em que o SENHOR matou todos os
primogênitos do Egito. Os israelitas foram instruídos a matar um cordeiro e
aspergir com o sangue destes as ombreiras e a verga da porta nas casas em que o
comessem (Êxodo 12:4,5). Vejamos agora o que a Bíblia diz a respeito da
primeira páscoa e do dia dos pães ázimos. (Êxodo 12:13-18)
13. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que
estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós
praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.
14. E este dia vos será por memória e celebrá-lo-eis por
festa ao SENHOR; nas vossas gerações os celebrareis por estatuto perpétuo.
15. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis
o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o
primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.
16. E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao
sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que
cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.
17. Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele
mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este
dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.
18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde,
comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.
Aqui em Êxodo 12:13-18, vemos como a
Páscoa (Passover) recebeu o seu nome. O SENHOR disse que passaria (pass) sobre
(over) todas as casas que tivessem suas
portas aspergidas com o sangue do cordeiro.
Depois
da Páscoa (Êxodo 12: 13,14), vemos que sete dias devem ser cumpridos,
durante os quais os judeus deviam comer os pães ázimos. Estes são os dias dos pães ázimos.
No verso 18, vemos que os dias dessa
observância iam de catorze a vinte um de abril. Essa observância religiosa está
mais claramente expressa em Números 28:16-8:
16. Porém no mês primeiro, aos catorze dias do
mês, é a Páscoa do SENHOR.
17. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; sete dias
se comerão pães ázimos.
18. No primeiro dia haverá santa convocação;
nenhum trabalho servil fareis.
No verso 16 vemos que a Páscoa é
considerada como acontecendo no décimo quarto dia do mês. Na manhã seguinte,
dia 15, começam os “dias do pães ázimos”. Leiamos Deuteronômio 16:1-8:
1.
Guarda o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao SENHOR teu Deus; porque no mês de
Abibe o SENHOR teu Deus te tirou do Egito, de noite.
2.
Então sacrificarás a páscoa ao SENHOR teu Deus, das ovelhas e das vacas, no
lugar que o SENHOR escolher para ali fazer habitar o seu nome.
3.
Nela não comerás levedado; sete dias nela comerás pães ázimos, pão de aflição
(porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia
da tua saída da terra do Egito, todos os dias
da tua vida.
4.
Levedado não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da
carne que matares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até à manhã.
5.
Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o SENHOR
teu Deus;
6.
Senão no lugar que escolher o SENHOR teu Deus, para fazer habitar o seu nome,
ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao por do sol, ao tempo determinado da tua
saída do Egito.
7.
Então a cozerás, e comerás no lugar que escolher o SENHOR teu Deus; depois
sairás pela manhã e irás às tuas tendas.
8.
Seis dias comerás pães ázimos e no sétimo dia é solenidade ao SENHOR teu Deus;
nenhum trabalho farás.
Aqui
em Deuteronômio podemos ver novamente que a Páscoa é sacrificada na primeira noite (16:1). Deve-se notar
que a páscoa devia ser celebrada na noite (verso 6) e não ao nascer do sol (Ezequiel 8:13-16).
No
II Crônicas 8:13 vemos que a festa dos pães ázimos era uma das três festas
judaicas que deviam ser observadas durante o ano:
13.
E isto segundo a ordem de cada dia, fazendo ofertas conforme o mandamento de
Moisés, nos sábados e nas luas novas, e nas solenidades, três vezes no ano; na
festa dos pães ázimos, e na festa das semanas, e na festa das tendas.
Sempre
que a Páscoa era guardada ela precedia à festa dos pães ázimos. No 2 Crônicas
30:15, 21 alguns judeus que eram incapazes de guardar a Páscoa no primeiro mês recebiam permissão de
guardá-la no segundo. Mas as datas permaneciam
as mesmas:
15. Então
sacrificaram a páscoa no dia décimo quarto do segundo mês; e os sacerdotes e
levitas se envergonharam e se santificaram e trouxeram holocaustos à casa do
SENHOR.
21. E os filhos
de Israel, que se acharam em Jerusalém celebraram a festa dos pães ázimos sete
dias com grande alegria; e os levitas e os sacerdotes louvaram ao SENHOR, de
dia em dia com estrondosos instrumentos ao SENHOR.
Em Esdras 6:19, 22 lemos o seguinte:
19. E os filhos
do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês.
22. E
celebraram a festa dos pães ázimos por
sete dias com alegria; porque o SENHOR os tinha alegrado, e tinha mudado o
coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra
da casa de Deus, o Deus de Israel.
Vemos, então, ao estudar o que a Bíblia tem a dizer sobre
este assunto que a ordem dos eventos era a seguinte:
1)
No dia 14 de abril o cordeiro
era morto. Esta é a Páscoa. Nenhum
evento depois do dia 14 pode ser referido como páscoa.
2) Na manhã do dia 15 de abril começavam os dias dos pães
ázimos, festa conhecida com este nome.
Deve-se notar ainda que sempre que a páscoa é mencionada no
Novo Testamento a referência é sempre feita à refeição a ser tomada na
noite do dia 14 de abril e não a
semana toda. Os dias dos pães ázimos jamais
se referem à páscoa (deve-se lembrar que o anjo do SENHOR passou sobre o
Egito apenas numa noite e não durante sete noites seguidas).
Agora vejamos Atos 12:3,4:
3.
E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a
Pedro. E eram os dias dos ázimos.
4.
E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de
soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da
páscoa.
O verso 3 mostra que Pedro foi preso durante os dias dos
pães ázimos (de quinze a 21 de abril). A Bíblia diz: “E eram os dias dos ázimos”.
A páscoa (14 de abril) já havia chegado
e passado. Herodes não poderia estar
se referindo à páscoa (Passover) em sua declaração referente à “Easter”. A
próxima Páscoa (Passover) ainda estava um ano
distante. Mas para o festival pagão
faltavam ainda alguns dias.
Lembrem-se! Herodes era um romano pagão que adorava a (rainha dos céus). Ele NÃO era judeu. Desse modo não teria
motivo para celebrar a páscoa dos judeus. Alguém pode argumentar que ele
desejava esperar que a Páscoa passasse com medo de transtornar os judeus.
Existe duas faltas graves nessa linha de raciocínio: primeira, Pedro já não era
considerado um judeu. Ele havia repudiado o judaísmo. Então os judeus não
teriam razão alguma para ficar transtornados com os atos de Herodes. Segunda,
ele não poderia estar esperando até que a Páscoa terminasse achando que os
judeus não matariam um homem durante a sua festa religiosa. Contudo eles haviam
matado Jesus durante a páscoa
(Mateus 26:17-19 e 47). Também haviam ficado excitados com o degolamento de
Tiago a mando de Herodes.
Todos sabemos que o populacho se enche de coragem para
praticar atos violentos durante as festividades religiosas e não depois
destas.
Além disso, tendo em vista a posição de Herodes como cidadão
romano, sabemos que era famoso pelas celebrações (Mateus 14:6-11). De fato em
Mateus 14 vemos Herodes até querendo matar um homem de Deus durante uma de suas
celebrações.
É elementar concluir que Herodes, em Atos 12, havia mandado
prender Pedro durante os dias do pães ázimos, isto é, após a páscoa. Os dias dos pães ázimos terminavam em 21 de abril. Logo em seguida Herodes fazia a
celebração da festa pagã Easter. Herodes não havia matado Pedro durante os dias
dos pães ázimos simplesmente porque desejava esperar até à páscoa pagã
(Easter). Visto como está claro, tanto para os judeus (Mateus 26:17-47), como
para os romanos (Mateus 14:6-11) que eles matavam durante uma celebração
religiosa, a opinião de Herodes parece denotar que ele queria deixar que os
judeus “se divertissem à grande”. Ele esperaria até à sua festa pagã para que
Pedro fosse morto com a excitação da mesma. Vemos assim que pela Providência de
Deus os tradutores da nossa Bíblia King James, cheios do Espírito Santo,
traduziram CORRETAMENTE a palavra
“Pascha” como “Easter”. Mas que provavelmente ela não se referia à páscoa dos
judeus. De fato mudar a palavra para Passover iria confundir o leitor
encobrindo a verdade da situação.
Capítulo 3
Pergunta – Disseram-me que o Rei Tiago era um homossexual. Isso é
verdade?
Resposta – Não.
Explanação – O Rei Tiago I da
Inglaterra, que autorizou a tradução da agora famosa Bíblia King James, era
considerado por muitos, um dos maiores, senão o maior dos monarcas da
Inglaterra.
Através de sua sabedoria e determinação
ele uniu as beligerantes tribos da Escócia numa nação unificada e em seguida
juntou a Inglaterra e a Escócia para estabelecer o fundamento do que ficou
conhecido como Império Britânico.
Numa
época em que apenas as igrejas da Inglaterra possuíam a Bíblia em inglês, o desejo
do Rei Tiago era que o povo comum possuísse a Bíblia em sua língua nativa.
Desse modo, em 1603, o Rei Tiago chamou os 54 homens mais sábios do país e os
reuniu para realizarem esta grande tarefa. Numa época em que os líderes do
mundo desejavam manter os seus súditos na ignorância espiritual, o Rei Tiago
ofereceu-lhes o melhor presente que poderia lhes dar – a sua própria cópia da
Palavra de Deus.
Tiago,
que era fluente em Latim, Grego e Francês, e conhecia também o Italiano e o
Espanhol, chegou até a escrever um folheto intitulado “Argumentação contra o Tabaco”, que foi escrito para ajudar a
erradicar o uso do tabaco na Inglaterra.
Um
homem assim, certamente possuía inimigos. Certo homem chamado Anthony
Weldon teve de ser excluído da corte.
Weldon jurou vingar-se do Rei. E não foi senão em 1650, 25 anos após a morte do Rei Tiago que Weldon encontrou uma chance.
Escreveu um panfleto no qual dizia que Tiago era homossexual. Obviamente, como
Tiago já estava morto, não pôde se defender.
O panfleto foi amplamente
ignorado, até que ainda houvesse bastante gente viva para contestá-lo. E assim
permaneceu por muitos anos, até que, recentemente, certos cristãos que
esperavam denegrir a memória do Rei Tiago, iriam enodoar a Bíblia que tem seu
nome para que os cristãos abandonassem o Livro de Deus e corressem para uma
tradução “moderna”.
Parece,
contudo, que a história falsa de Weldon está sendo novamente ignorada pela
maior parte do Cristianismo, exceto pelos que têm motivos ulteriores como teve
o autor da mesma.
Deveria
ser também mencionado aqui que a Igreja Católica Romana (Jesuítas) estava tão
desesperada para conservar a verdadeira Bíblia fora do alcance do povo inglês,
que até tentou matar o Rei Tiago e todo o Parlamento, em 1605.
Nesse ano, um católico romano chamado Guy
Fawkes, sob a direção do padre jesuíta Henry Garnet, foi encontrado no porão do
Parlamento com trinta e seis barris de pólvora, que seriam usados para explodir
o Rei Tiago e todo o Parlamento. Depois de matar o Rei, os católicos pretendiam
aprisionar os seus filhos, restabelecer na Inglaterra o domínio papal e matar
todos os dissidentes. Nem é preciso dizer que a Bíblia Inglesa teria sido uma
das vítimas dessa conspiração. Fawkes e Garnet e mais oito conspiradores foram
apanhados e enforcados.
Parece
que todos os que laboram tão ardentemente para desacreditar o caráter do Rei
Tiago formam fileira ao lado dessa turma profana.
Capítulo 4
Pergunta – Será
que não existem palavras arcaicas na
Bíblia, daí precisarmos de uma tradução moderna para eliminá-las?
Resposta – Sim e não. Sim, há palavras arcaicas na Bíblia,
mas não precisamos de tradução moderna para eliminá-las.
Comei de tudo o que se
vende no açougue, sem perguntar nada por motivo de consciência.
A palavra “shambles” (açougues) é arcaica. Ela foi substituída na linguagem comum pela palavra
“market place” (mercado). De fato, podemos ter certeza de que a palavra
shambles era muito mais exata para descrever os mercados de antigamente (e
muitos por esse mundo afora, hoje em dia).
Ela não tem nada de obsoleta no uso comum.
Então, por que não fazer uma tradução nova para remover
shambles e inserir em seu lugar market place?
Não. O que devemos
é consultar a Bíblia, nossa Autoridade Final em todas as regras de fé
e prática e ver em que a prática da Bíblia diz a respeito das
palavras arcaicas. Pois certamente nós que cremos numa Bíblia perfeita
desejamos seguir a prática da Bíblia
referente às palavras arcaicas.
Ao pesquisar a Escritura encontramos a prática bíblica
manuseando palavras arcaicas no 1 Samuel 9:1-11:
1. E havia um homem de Benjamim, cujo nome era
Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho
de um homem de Benjamim; homem
poderoso.
2. Esta tinha um filho, cujo nome era Saul,
moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo
do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo.
3. E perderam-se as jumentas de Quis, pai de
Saul; por isso disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, e
levanta-te e vai procurar as jumentas.
4. Passara, pois, pela montanha de Efraim, e
dali passaram à terra de Salisa, porém não as sacharam; depois passaram à terra
de Saalim; porém tampouco estavam ali; também passaram à terra de Benjamim;
porém tampouco as acharam.
5. Vindo eles, então, à terra de Zufe, Saul
disse para o seu moço, com quem ele ia: Vem, e voltemos; para que porventura
meu pai não deixe de inquietar-se pelas
jumentas e se aflija por causa de nós.
6. Porém ele lhe disse: Eis que há nesta
cidade um homem de Deus, e homem
honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente; vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir.
7. Então Saul disse ao seu moço: Eis, porém, se
lá formos, que levaremos então àquele homem? Porque o pão de nossos alforges se
acabou, e presente nenhum temos para levar ao homem de Deus; que temos?
8. O moço tornou a responder a Saul, e disse:
Eis que ainda se acha na minha mão um quarto de um ciclo de prata, o qual darei
ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho.
9. (Antigamente em Israel, indo alguém consultar
a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente).
10. Então disse Saul ao moço: Bem dizes; vem,
pois, vamos. E foram-se à cidade onde
estava o homem de Deus.
11. E, subindo eles à cidade, acharam umas moças
que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente?
Aqui os primeiros 11 versos do 1 Samuel 9 foram não
apenas confrontados com uma palavra arcaica, mas com a prática da Bíblia em manuseá-la. Encontramos Saul e um dos servos
do seu pai procurando as jumentas que haviam fugido (1 Samuel 9:1-5). Eles
resolveram ir procurar Samuel, o vidente a fim de pedir o seu auxílio para
encontrar as jumentas (6-8).
No verso 11 discorreremos sobre a palavra arcaica. Mas,
antes disso Deus coloca um parêntese na narrativa (verso 9) para nos falar da
mesma. Notem que o verso 9 declara que:
“porque ao profeta de hoje,
antigamente, se chamava vidente.
Então, vemos que, entre o tempo em que esse evento aconteceu e o tempo em que
esse incidente foi divinamente revelado, a palavra “vidente” havia passado do
uso comum para dar lugar a palavra “profeta”. “Vidente”, agora, era uma palavra arcaica. Mas, vejam
cuidadosamente o verso 11 onde aparecia a palavra arcaica.
11. E, subindo eles à cidade, acharam umas moças
que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente?
Por favor, notem que o verso11 retém a palavra arcaica “vidente”. Ele não diz: “está aqui o
profeta?
Vemos assim que o próprio
Deus, (Espírito Santo) usou o verso 9 para explicar a próxima palavra arcaica, porém não mudou o texto sagrado.
Então podemos ver que a prática da
Bíblia para manusear situações tais
como encontramos na 1Coríntios10:25, quando pregamos é dizer à congregação algo
assim como: “o que antes era conhecido como shambles agora é chamado de mercado”. Mas deveríamos
deixar a palavra arcaica no texto. Isso foi o que Deus fez. Certamente nós,
pecadores, não vamos apresentar um método melhor que o de Deus para manusear
palavras arcaicas.
Então, a resposta à pergunta é: “sim, há palavras
arcaicas na Bíblia, mas não precisamos de uma tradução moderna para
eliminá-las. Deus não mudou o seu
livro e certamente não vai querer que nós
o façamos.
Capítulo 5
Pergunta – Não tem havido várias revisões da Bíblia King
James, desde 1611?
Resposta – Não. Tem havido várias edições, mas não revisões.
Infelizmente,
ao entrarem em seu castelo e fechar a porta atrás deles, descobrem que a sua
fortaleza foi destruída, tijolo por tijolo, por um homem com o título de Dr.
David F. Reagen.
Dr.
Reagen pastoreia o Trinity Baptist Temple, (Templo Batista da Trindade) em
Knoxville, Tenessee. Ele escreveu uma tese devastadora sobre as primeiras
edições da Bíblia King James intitulada “A Versão King James de 1611. O mito das Revisões Primitivas”:
O Dr. Reagen fez um excelente
trabalho de destruição da última fortaleza dos críticos da Bíblia. Não vejo
maneira ou razão alguma para tentar melhorar sua descoberta. Desse modo,
garantimos permissão para reproduzir o
seu panfleto por inteiro:
O Mito das Revisões
Primitivas
Introdução:
Os
homens têm “manejado a palavra de Deus de maneira enganosa” (2 Coríntios 4:2),
desde que o diabo enganou Eva pela primeira vez. De Caim a Balaão, de Jeudi aos
escribas e fariseus, dos teólogos da Idade Média até os eruditos de hoje, as
palavras vivas do Deus Todo Poderoso têm sido os alvos principais das corruptas
mãos humanas. Os ataques contra a Palavra de Deus têm sido triplos: adição,
subtração e substituição. Dos dias de Adão até a era do computador, as
estratégias têm sido as mesmas. Nada há novo sob o sol.
Um ataque que tem atraído muita
atenção nestes dias é o ataque direto à Palavra de Deus conforme preservada na
língua inglesa: a Versão King James de
1611. O ataque mencionado é o mito que afirma que desde então a Versão King
James já foi revisada quatro vezes, não deveria ser nem pode ser objeção válida
para outras revisões. Este mito foi usado pelos revisores ingleses de 1881 e
tem sido revivido nos últimos anos pelos eruditos fundamentalistas, na
esperança de vender suas últimas traduções. Este livrete é apresentado como
resposta a esse ataque. O propósito do material não é convencer os que negariam
a sua preservação, mas para fortalecer a fé dos que já crêem numa Bíblia
Inglesa preservada.
Uma questão importante sempre se
levanta em qualquer desses ataques. Até onde poderíamos ir em resposta aos
críticos? Se tentássemos responder cada objeção trivial contra a infalibilidade
da Bíblia Inglesa jamais seríamos poderíamos conseguir coisa alguma. A sanidade
deve prevalecer em toda a parte. Como sempre a resposta se encontra na Palavra
de Deus conforme Provérbios 26:4,5 “Não
respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças
semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não sejas
sábio aso seus próprios olhos”.
Obviamente
existe momentos em que uma querela tola deve ser ignorada e momentos em que
deve ser confrontada com uma resposta. Se responder ao ataque vai fazer com que
você pareça tão tolo quanto o atacante, então a melhor resposta é ignorar a
pergunta. Por exemplo: se você ouve dizer que a Bíblia não pode ser infalível,
porque fulano assim crê e ele é divorciado, então você pode assumir seguramente
que o silêncio é a melhor resposta. Por outro lado, muitas vezes há questões e
problemas que se realmente verdadeiros, tornam-se sérios. Ignorar tais itens
seria deixar o atacante da Bíblia prevalecer em seu conceito. Creio que a
questão das revisões da Versão King James de 1611 é uma questão secundária. Se
a Versão King James sofreu quatro
revisões importantes em seu texto, então opor-se a mais revisões na base do
texto inglês estabelecido seria realmente uma falta. Por essa razão este ataque
precisa e deve ser respondido. Será que este argumento pode ser contestado?
Certamente! Este é o propósito deste livrete.
I
- AS CONDIÇÕES DE IMPRESSÃO EM 1611
Se
Deus preservou sua palavra na língua inglesa, através da Versão Autorizada de
1611(e Ele o fez), então onde está a nossa autoridade sobre a Palavra infalível? Será que está nas notas
dos tradutores? Ou será que deve ser encontrada nas provas enviadas aos
tipógrafos? Se é assim, então a nossa autoridade se perdeu porque esses papéis
já se perderam. Mas você diz, a autoridade está na primeira cópia que saiu da
imprensa. Ora essa cópia também já desapareceu. De fato, se a impressão da
Bíblia Inglesa seguiu o modelo dos primeiros serviços de impressão, a primeira
cópia provavelmente foi descartada em razão de sua má qualidade. Isso nos deixa
com as cópias existentes da primeira impressão. Elas são as primeiras apontadas
como o padrão pelo qual todas as demais
Bíblias King James devem ser
comparadas. Mas será que são? Podem aqueles antigos tipógrafos da primeira
edição estarem isentos de erros de impressão? Precisamos estabelecer algo a
partir do princípio. A autoridade do nosso texto inglês preservado não depende
de qualquer obra humana. A autoridade para o nosso preservado e infalível texto
inglês está em Deus! Os tipógrafos poderiam cometer erros, às vezes, e os
humanos sempre cometem muitos erros ainda, mas Deus em seu poder e misericórdia preservará o seu texto,
apesar da fraqueza do homem falível. Agora, vamos olhar para as dificuldades de
um tipógrafo no ano de 1611.
Embora
a imprensa tivesse sido inventada em 1450 por Johann Gutenberg na Alemanha,
(161 anos da impressão de 1611), o equipamento usado pelo tipógrafo quase não
havia mudado. A impressão ainda era muito vagarosa e difícil. Cada tipo era
colocado à mão, uma peça de cada vez, (uma peça de cada vez para toda a
Bíblia), e os erros faziam parte de qualquer livro concluído. Por causa dessa
dificuldade e também por causa dos tipógrafos de 1611 não possuírem edições
anteriores em que se nortear, a primeira edição da Bíblia King
James saiu com muitos erros de
tipografia. Conforme seria mais
tarde demonstrado, esses erros não significavam alterações nos textos como são
feitos livremente nas bíblias modernas. Eram simples, óbvios erros de impressão
do tipo encontrado algumas vezes em edições recentes, mesmo com todas as
vantagens da moderna impressão. Esses erros não inutilizaram as Bíblias,
contudo deveriam ser corrigidos nas edições posteriores.
As
duas impressões originais da Versão Autorizada mostraram a dificuldade da
impressão de 1611, de não cometer erros. Ambas as edições foram impressas em Oxford.
Ambas, no mesmo ano de 1611. Os mesmos tipógrafos fizeram os dois
trabalhos. Provavelmente, as duas
edições foram feitas na mesma máquina tipográfica. Contudo numa estrita comparação das duas edições, podem ser
encontradas cerca de cem diferenças textuais. Na mesma linha, os críticos da
Bíblia King James podem encontrar aproximadamente apenas 400 das supostas
alterações textuais na Versão King James , após 375 anos de impressão e de
quatro assim chamadas revisões! Alguma coisa está errada em “Scholarville”! É
hora de examinar estas “revisões”.
II
- AS QUATRO ASSIM CHAMADAS REVISÕES DA
BÍBLIA
KING JAMES DE 1611
Muitas
das informações contidas nessa seção
são colhidas em um livro de F.H.A Scrivener intitulado “A Edição Autorizada da
Bíblia Inglesa (1611), Suas Subsequentes Reimpressões e Representações
Modernas”. O livro é tão pedante como o
título. O interessante é que Scrivener, que publicou este livro em 1884, era
membro do comitê de revisão de 1881. Ele não era um crente da Bíblia King
James e, portanto o seu material não
vai ao encontro da Versão Autorizada.
Na
seção do livro de Scrivener que trata das “Revisões” da Bíblia King James, um
detalhe inicial salta á vista. As primeiras duas assim chamadas importantes
revisões da Bíblia King James aconteceram dentro de 27 anos depois da impressão original (a linguagem deve ter estado em
mudança muito rápida naquele tempo). A
edição de 1629 da Bíblia impressa em Cambridge é considerada a primeira
revisão. Não foi uma revisão, mas simplesmente uma cuidadosa correção dos
antigos erros de tipografia. Não apenas essa edição já havia completado 18 anos
após sua tradução, como dois dos homens que haviam participado da impressão,
Dr. Samuel Word e John Bois, haviam trabalhado na edição original da Versão King
James. Quem melhor para corrigir antigos erros do que estes dois homens que
haviam trabalhado na tradução original! Somente nove anos mais tarde e
novamente em Cambridge, saiu outra edição que supõe-se ter sido a segunda revisão importante. Tanto Word como Bois ainda viviam, mas não se
sabe se tomaram parte dessa vez. Contudo, até mesmo Scrivener, o qual, como nos
lembramos, trabalhou num comitê de revisão de 1881, admitiu que os tipógrafos
de Cambridge haviam simplesmente reestabelecido palavra se cláusulas
despercebidas pelos tipógrafos de 1611 e corrigido erros manifestos. Conforme
um estudo que será detalhado mais tarde, 72% de aproximadamente 400 correções
textuais na versão King James foram
concluídas na edição de Cambridge, por volta de 1638, apenas 27 depois da
impressão original!
Exatamente
como as duas assim chamadas revisões anteriores, elas eram realmente dois
estágios do processo: a purificação de antigos erros de impressão, assim como
as últimas duas assim chamadas revisões eram dois estágios de um outro
processo: a padronização da fonética. Estas duas edições aconteceram dentro de
apenas sete anos (1762-1769), com a segunda completando o que a primeira havia
começado. Mas quando os eruditos estão numerando as revisões, dois soam melhor do
que um. Muito poucas correções textuais foram necessárias dessa vez. As
milhares de supostas mudanças são de fonética, feitas para combinar com as
formas corretas estabelecidas. Essas mudanças de fonética serão discutidas
depois. Basta dizer agora que a história dessas revisões principais não passa
realmente de uma fraude e um mito. Mas, você dirá, ainda há mudanças, embora
sejam poucas? O que se pode fazer se as mudanças ainda lá
estão? Examinemos o caráter dessas mudanças.
III
– AS CHAMADAS MILHARES DE MUDANÇAS
Suponhamos
que alguém o levasse a um museu para ver uma cópia original da Versão King
James. Você vai à caixa de vidro onde a Bíblia está exposta e olha para o livro
aberto, através do vidro. Embora não lhe permitam folhear as páginas, você pode
dizer prontamente que existem muitas coisas diferentes entre esta Bíblia e a
sua King James. Você mal pode ler as palavras e quando o consegue a pronúncia é
feita de maneira exótica e estranha. Tanto como as outras pessoas que estiveram
antes ali, você sai com a impressão de que a King James sofreu uma multidão de
mudanças, desde a sua impressão original em 1611. Mas, cuidado, você acaba de
cair vítima de uma estratégia muito astuta. As diferenças que você viu não são
as que aparentam ser. Vamos examinar a evidência.
Mudanças de Impressão
Para
um exame apropriado as mudanças podem ser divididas em três tipos: mudanças de
impressão, mudanças de fonética e mudanças de
texto. Vamos considerar as
mudanças de impressão em primeiro lugar. O estilo de tipo usado em 1611 pelos
tradutores da Bíblia King James foi o
gótico. O estilo de tipo que você está lendo agora e que lhe é tão familiar é o tipo romano. O tipo gótico é chamado
às vezes de germânico por ter se originado na Alemanha. Lembre-se de que aí que
a imprensa foi inventada. As letras góticas eram formadas para lembrar o
manuscrito rebuscado da Idade Média. No princípio era o único estilo usado. O
estilo do tipo romano foi inventado relativamente cedo, mas muitos anos se
passaram antes que se tornasse o estilo predominante na maior parte dos países
europeus. O gótico continuou a ser usado na Alemanha até poucos anos. Em 1611,
na Inglaterra, o tipo romano já era muito popular e logo sobrepujaria o gótico.
Contudo, os tipógrafos originais escolheram o estilo gótico para a Bíblia King
James por ser considerado mais bonito e eloqüente do que o romano. Mas a
mudança para o estilo romano não iria demorar. Em 1612, a primeira versão da
Bíblia King James usando o tipo romano
foi impressa. Dentro de poucos anos todas as Bíblias impressas usavam o estilo
romano.
Por
favor, verifique que uma mudança no estilo do tipo não altera o texto da Bíblia
mais do que uma mudança do formato ou tamanho do tipo o faz. Contudo, o leitor
moderno que não está familiarizado com o gótico pode achá-lo muito difícil
de ser entendido. Além de algumas
grandes mudanças na forma, várias mudanças em letras específicas precisam ser
observadas. Por exemplo o “S” gótico se assemelha ao “S” romano quando usado
como letra maiúscula ou no final da palavra. Mas quando usado com “S” minúsculo
no princípio ou no meio da palavra essa letra assemelha-se ao nosso “f”.
Desse modo, “also” (também) se
torna “alfo” e “Set” (colocar) parece “fet”. Outra variação é encontrada no “V”
e “u” alemães. O “V” gótico se assemelha ao “u” romano, enquanto o “u” gótico
se assemelha ao “V” romano. Isto explica porque o nosso “W” é chamado “duplo u”
e não duplo “V”. Parece confuso? Só até que você comece a usá-lo. Na edição de
1611, “love” (amor) é “loue”; “us” (nos) é “vs” e “ever” (sempre) é “euer”. Mas
lembre-se, estas nem sequer são mudanças fonéticas. São simplesmente mudanças
no estilo dos tipos. Em outro exemplo o “j” gótico parece o nosso “i”. Assim Jesus se torna “Iefus”
(note o “s” do meio mudado para “f”) e “joy” se torna “ioy”. Até mesmo o “d”
gótico, com o suporte passando por sobre o círculo lembra figura parecida com o
“delta” grego. Estas mudanças são contadas entre grande porcentagem das
“milhares” de mudanças da Bíblia King James, contudo não prejudicam de modo
algum o texto. Elas não passam de uma cortina de fumaça armada pelos atacantes
de nossa Bíblia Inglesa.
Mudanças Fonéticas
Outro
tipo de mudança na história da Versão Autorizada é o das mudanças de ortografia
e fonética. A maior parte das histórias
datam do princípio do inglês moderno, aproximadamente de 1.500. Desse modo em
1611, a estrutura gramática e o vocábulo básico do inglês contemporâneo haviam
sido há muito estabelecidos. Contudo, a fonética não se estabilizou ao mesmo
tempo. Nos anos 1600 a fonética dependia do capricho. Não havia essa coisa de
pronúncia correta. Nenhum padrão havia sido ainda estabelecido. Um autor
pronunciava a mesma palavra de várias maneiras diferentes, às vezes no mesmo
livro, e às vezes na mesma página. Essas eram as pessoas educadas. Alguns de
vocês, ao ler isto hoje, iriam achar a fonética de 1600 um paraíso. Não foi
senão até o século 18 que a fonética tomou sua forma estável. Portanto, na
segunda metade do século 18 a fonética da
Versão King James de 1611 foi padronizada.
Que
tipos de variações fonéticas você pode esperar encontrar entre a edição de 1611
e a sua edição atual? Embora não se possa categorizar cada diferença fonética,
várias características são muito comuns. Os adicionais “e’s” eram encontrados
freqüentemente no final das palavras como “feare” (medo); “darke” (escuro)
“beare” (nascer). Também as vogais duplas eram muito mais comuns do que hoje.
Você encontraria “ee” “bee” e “mooued”
em vez de “me” , “be” e “moved”. Consoantes dobradas também eram mais comuns. O
que seria “ranne” “euill” “ftarres”,
conforme os padrões atuais? Veja se pode distingui-los? Hoje seriam “ran”,
“evil” e “stars” (correu, mau e estrelas).
Estas
mudanças tipográficas e fonéticas são compiladas como quase todas assim
chamadas na Bíblia King James. Nenhuma delas altera o texto, de modo algum.
Desse modo, elas não podem honestamente ser comparadas aos milhares de
verdadeiras mudanças textuais que têm sido ostensivamente feitas nas versões modernas.
Mudanças Textuais
Quase
todas as supostas mudanças têm sido computadas. Agora chegamos à questão das
reais diferenças textuais entre nossas edições atuais e a edição de 1611. Estas
são algumas diferenças entre ambas. Porém não são mudanças de uma revisão. Elas
são em vez disso a correção de antigos erros tipográficos. Que isto é um fato
pode ser visto em três itens:
1. O caráter das mudanças.
2. A freqüência das mudanças através da Bíblia.
3. O tempo em que as mudanças foram feitas.
Primeiro, vamos dar uma olhada no caráter das mudanças feitas a partir do tempo da primeira impressão
da Bíblia Inglesa Autorizada.
As mudanças feitas a
partir da edição de 1611, que são concretamente textuais são obviamente erros
tipográficos por causa da natureza destas mudanças. Elas não são mudanças
textuais feitas para alterar a leitura. Na primeira impressão, as palavras eram
às vezes invertidas. Algumas vezes, o plural era escrito no singular ou vice
versa. Algumas vezes uma palavra era indevidamente escrita em lugar de uma
semelhante. Algumas vezes uma palavra ou até mesmo uma frase eram omitidas. As
omissões eram óbvias e não tinham as implicações doutrinárias daquelas hoje
encontradas nas traduções modernas. De fato não há comparação entre as
correções feitas no texto da Bíblia King James com aquela propostas pelos
eruditos de hoje.
F.H.A Scrivener, no
apêndice de seu livro dá uma lista das variações entre a edição de 1611 da
Bíblia King James e as últimas
impressões. Uma exemplificação dessas correções é dada abaixo. A fim de ser
objetivo os exemplos dão a primeira
correção textual nas páginas consecutivas ao lado esquerdo do livro de
Scrivener. A leitura de 1611 é dada primeiro; em seguida a leitura atual; e
finalmente a data em que foi feita a correção.
1. This thing – this thing also (1638)
2. Shalt have remained – ye shall have remaneid
(1762)
3. Achzib nor Helbath nor Aphik – of Achzib nor
of Helbath nor Aphik (1762)
4. Requit goods – requit me good (1629)
5. This book of the Covenant – The book of this covenant
(1629)
6. Chief Rullers – Chief Ruller (1629)
7. And parbar – At parbar (1638)
8. For this cause – And for this cause (1638)
9. For the king had appointed – For so the king
had appointed (1629)
10. Seek good – seek God (1617)
11. The cormorant – but the cormorant (1629)
12. Returned – tourned (1769)
13. A fiery furnace – a burning fiery furnace
(1638)
14. The crowned – thy crowned (1629)
15. Thy right doth – thy right hand doth (1613)
16. The wayes side – The way side (1743)
17. Which was a Jew – Which was a Jewess (1629)
18. The city – the city of damascenes (1629)
19. Now and ever – both now and ever (1638)
20. Wich was of our father’s – Wich was of our
father (1616)
Diante dos seus olhos
estão 5% das mudanças textuais feitas na Versão King James em 375 anos. Mesmo
que não fossem correções de erros anteriores elas nãos poderiam se comparar às alterações modernas.
Mas elas são correções de erros tipográficos, e portanto, não é possível haver
comparação. Veja a lista por você mesmo e encontrará apenas uma com sérias
implicações doutrinárias. De fato, num exame de todo o apêndice de Scrivener,
esta é a única variação encontrada por este autor, que poderia ser acusada de
doutrinária. Estou me referindo ao
Salmo 69:32 onde a edição de 1611 contém “seek good” quando a Bíblia deveríamos
ler “Seek God”. Contudo, mesmo com este
erro, dois pontos demonstram que este foi de fato um erro tipográfico.
Primeiro, a semelhança das palavras “good” e “God” na fonética mostra quão
facilmente a colocação errada do tipo poderia danificar a prova e colocar a
palavra errada no texto. Segundo, este erro era tão óbvio que foi detectado e
corrigido no ano de 1617, apenas seis anos depois da impressão original e muito
antes da primeira assim chamada revisão. O mito de que há várias revisões
importantes na Versão King James de
1611 já deveria estar sendo esclarecido. Contudo, ainda há mais.
Não apenas o caráter
das mudanças mostra serem elas erros tipográficos como demonstra também a sua
freqüência. Os eruditos fundamentalistas referem-se a milhares de revisões
feitas em 1611 como se fossem as mesmas das versões bíblicas recentes. Contudo
não é assim. A devastadora maioria delas são do estilo do tipo ou mudanças de
fonética. As poucas que permanecem são claramente correções de erros
tipográficos cometidos em razão do tédio que envolvia o antigo processo de
impressão. A relação acima apresentada
irá demonstrar como Scrivener teve o cuidado de alistar todas as suas
variações, contudo mesmo com muito cuidado, apenas cerca de 400 variações são nomeadas, entre as edições de 1611 e
as cópias modernas. Lembrem-se que havia cem variações entre as primeiras duas
edições de Oxford, ambas impressas em 1611. Visto como há quase 1.200 capítulos
na Bíblia, a variação média por capítulo (após 375 anos) é um terço, isto é,
uma correção para cada três capítulos. Essas são mudanças tais como “Chief
rullers” para Chief ruller” e “and Pabar” para “at Pabar”. Mas ainda há outra
evidência de que essas variações são simplesmente erros tipográficos
corrigidos: a antiga data em que foram corrigidos.
O caráter e a
freqüência das correções textuais claramente as separam das alterações
modernas. Mas o tempo em que as mudanças foram feitas estabelece
definitivamente o assunto. A maior parte das 400 correções foi feita dentro de
alguns anos após a impressão original. Tome por exemplo a nossa primeira
amostragem. Das 20 correções alistadas, uma foi feita em 1613; uma, em 1616;
uma, em 1617; oito, em 1629; cinco, em 1638; uma, em 1743; duas, em 1762 e uma,
em 1769. Isso quer dizer que 16 das 20 correções, ou seja 80% foram feitas no
espaço de 27 anos após a impressão de 1611. Essa é dificilmente a longa lista
apresentada da série de revisões em que os eruditos gostariam que você acreditasse.
Em outro estudo feito no exame uma ou outra página do apêndice de Scrivener em
detalhe, 72% das correções textuais foram feitas em 1638. “Não há edição alguma
de revisão”.
O caráter das mudanças
textuais é de erros óbvios. A freqüência das mudanças textuais é esparsa,
ocorrendo apenas uma vez em cada três capítulos. A cronologia das mudanças textuais é antiga, com cerca de 3/4 das mesmas ocorrendo dentro de 27 anos desde
a primeira impressão. Todos esses detalhes estabelecem o fato de que não houve
reais revisões no sentido de atualizar a linguagem ou corrigir erros de
tradução. Houve apenas edições para corrigir erros tipográficos anteriores.
Nossa fonte de autoridade para a exata
linguagem de nossa Versão Autorizada de 1611não está nas cópias existentes da
primeira impressão. Nossa fonte de autoridade para a exata linguagem de nossa
Bíblia Inglesa está no poder do Deus Todo poderoso. Exatamente como Deus não
nos deixou os originais manuscritos para que não entrássemos em disputas em
torno deles, também não achou conveniente deixar-nos cópia da prova da
tradução. Nossa autoridade está nas mãos de Deus, como sempre. Vamos louvar o
SENHOR por isso.
IV
- MUDANÇAS NO LIVRO DE ECLESIASTES
Um estudo em
profundidade das mudanças feitas no livro de Eclesiastes ajudará a ilustrar os
princípios acima declarados. O autor é grato ao Dr. David Reese Milbrook,
Alabama, pela sua obra nesta área. Ao comparar uma reimpressão da edição
original de 1611 editada por Thomas Nelson & Sons com a impressão recente
da Versão King James, o Dr. Reese pôde localizar quatro variações no livro de
Eclesiastes. A referência é dada primeiro; em seguida, o texto da reimpressão
de 1611 de Thomas Nelson. Esta é seguida pela leitura das edições atuais da
Bíblia King James de 1611, e a data em
que a mudança foi efetuada.
1. Ecl.
1:5 – The place – His place (1638)
2. Ecl.
2:16 – Shall be – Shall all be (1629)
3. Ecl.
8:17 – Out, yea, further – Out, yet he shall not findeet; yea farther (1629)
4. Ecl.
11:17 – Thing is it – thing it is ( ?)
Várias coisas deveriam
ser notadas com respeito a estas mudanças. A última variação (de “thing is it”
para “thing it is”) não é mencionada por Scrivener, que era um erudito muito
cuidadoso e acurado. Portanto, esta mudança pode ser um erro tipográfico na
reimpressão de Thomas Nelson. Isso seria interessante. A correta omissão no
capítulo 8 é uma das mais longas correções da impressão original. Mas note-se
que ela foi corrigida em 1629. A freqüência dos erros tipográficos é em média
de 4 erros em 12 capítulos. Mas o mais importante é que todo o livro de
Eclesiastes é lido exatamente como nossas edições atuais, sem ter sequer erros
tipográficos, no ano de 1638 . Isso foi aproximadamente há 350 anos atrás.
Naquele tempo a Bíblia estava sendo impressa em tipo romano. Por conseguinte,
tudo (e quero dizer tudo) que foi mudado em 350 anos no livro de Eclesiastes
deveu-se à padronização da fonética. Conforme declarado antes, o principal
propósito das edições de Cambridge de 1629 e 1638 foi o de corrigir os
primitivos erros tipográficos. E o propósito principal das edições de 1762 e
1769 foi a padronização da fonética.
V - A SUPOSTA JUSTIFICAÇÃO PARA OUTRAS REVISÕES
Pode ser que agora
você veja que a Versão King James de 1611 não tem sido revisada, mas apenas
corrigida. Mas por que isso faz tanta diferença? Embora haja várias razões para
este item ser importante o mais contundente é que os eruditos fundamentalistas
estão usando este mito de revisões passadas para justificar suas próprias
corrupções no texto. Os editores da Nova Versão King James têm sido
provavelmente os piores nos últimos anos a usar esta propaganda enganosa. No
prefácio da Nova Versão King James eles têm declarado: “por quase 400 anos e
através de várias revisões de sua forma inglesa, a Bíblia King James tem sido
venerada entre os povos de língua inglesa, em todo o mundo”. Em meio a esta
florida retórica eles deixam fortemente implícito que sua revisão é apenas uma
continuação das revisões que já têm acontecido durante os últimos 375 anos. Tal
implicação, que tem sido diretamente declarada por outros, não poderia ser mais
falsa. Para provar esse ponto, voltemos ao livro de Eclesiastes.
Um exame do primeiro
capítulo de Eclesiastes na Nova Versão King James revela aproximadamente 50
mudanças a partir de nossa presente edição. A fim de se tornarem agradáveis mudanças fonéticas (“cometh” para
“comes”, “labour” para “labor”, etc.) não foram incluídas. Isto significa a
existência de pelo menos 600 alterações no livro de Eclesiastes e
aproximadamente 60.000 mudanças em toda a Bíblia.
Se me acusarem de
incluir cada mudança detectável, estarão certos. Mas estou contando apenas o
tipo de mudanças identificadas na análise
da King James de 1611 é apenas imparcial. Contudo, o número de mudanças
é extremamente confuso para uma versão que afirma estar se atualizando na mesma
linha das revisões primitivas. De acordo com o erudito fundamentalista, a Nova
King James é apenas a quinta numa série de revisões. Então, por favor me digam
como “quatro revisões” em 375 anos apresentaram apenas 400 mudanças, enquanto a
quinta revisão apresenta cerca de
60.000 mudanças adicionais? Isso quer dizer que a quinta revisão fez 150 vezes mais mudanças do que o
número total de mudanças nas quatro primeiras revisões. Isso é totalmente
absurdo!
Não apenas é
inacreditável a freqüência das mudanças, mas também o caráter das alterações é
muito grave. Mesmo que muitas das alterações pareçam bastante inócuas à
primeira vista, muitas delas são bastante graves. Os editores da Nova Versão
King James foram bastante hipócritas para alterar os erros mais graves das
bíblias modernas. Contudo não tiveram receio de mudar a leitura naquelas partes
que não são familiares à média dos fundamentalistas. Nestas áreas a Nova Versão
King James se apresenta perigosa. Abaixo estão algumas das alterações mais
prejudiciais feitas no livro de Eclesiastes. Primeiro é dada a referência;
depois a leitura encontrada na Versão King James e em seguida a leitura
encontrada na Nova Versão King James.
1:13 – Sore travail; grievous task
1:14 – Vexation of Spirit; grasping for the wind
1:16 – My heart had
great experience of wisdom; my heart has under stood great wisdom
2:3 – To give my self unto – to gratfy my flash
with
2:3 –
Acqueianting; guinding
2:21 – Equity – skill
3:10 – The travail, wich God hata given; the
God-given task
3:11 – The world;
eternity
3:18 – That God might manifest – Them; God tests
tehm
3:18 – They them selves ar beasts – They tehm
selves a like beasts
3:22 – Portion; heritage
4:4 – Hight work; skillful work
5:1 – Keep thy foot; Walk prudently
5:6 – The angel; The messanger of God
5:6 – Thy voice; Your excuse
5:8 – He that is higher tham the highest – Hight
official
5:20 – God answereth him; God keeps him busy
6:3 – Untimely birth – stillborne child
7:29 – Inventions;
schemes
8:1 – Boldness;
sterness
8:10 – The place of
the holly; The place of holiness
10:1 – Dead flies
cause the ointment of the apothecary to send forth a stinking saviour – Dead flies putrefy the perfumer’s
ointment.
10:10 – If the iron be
bulnt; If the ax id dull
10:10 – Wisdom is
profitable to the direct – wisdom brings success
12:9 – Have good heed
– Pondered
12:11 – The master of
assemblies – Scholars
Esta é apenas uma
amostra das mudanças no Livro de Eclesiastes, mas notem o que é feito.
Equidade, que é um atributo de
santidade, torna-se astúcia (2:21), o mundo torna-se eternidade (3:11). O homem
sem Deus já não é um animal, mas apenas como um animal (3:18). A clara
referência à divindade em Eclesiastes 5:8 (Aquele que está acima do mais alto)
é substituída com sucesso por oficial mais graduado (“higher official”). Mas
uma vez que o sucesso é o que a sabedoria supostamente pode trazer-nos (10:10)
esta deve ser progresso. Pelo menos Deus mantém os eruditos ocupados (5:20).
Provavelmente a mais reveladora das mudanças acima mencionadas é a última da
lista. “Os mestres de assembléias” se tornam eruditos. Conforme a Nova Versão
King James, as palavras dos eruditos são como garras bem afiadas dadas por um Pastor. Os mestres de
assembléias são substituídos por eruditos que se tornaram fonte das palavras do
Pastor. Isso é o que os eruditos gostariam que pensássemos, mas não é
verdade.
Concluindo,
a Nova Versão King James não é uma revisão na linha das primitivas revisões da
Versão King James. É em vez disso, uma tradução inteiramente nova. Como foi
declarado na introdução, o propósito
deste livro não é convencer os que usam outras versões. Seu propósito é expor o
argumento falacioso que tem sido propalado nos
círculos fundamentalistas para o que não passa de um mito de bolhas de
sabão. Isto é, o mito de que a Nova
Versão King James e outras semelhantes a ela não passam de uma continuação das
revisões que têm sido feitas periodicamente na Versão King James de 1611.
Existe um problema com relação a esta teoria. Não existem tais revisões.
A
Bíblia King James de 1611 não sofreu
quatro (ou quaisquer) revisões importantes. Nesse caso, a Nova Versão
Internacional King James não é uma
continuação do que aconteceu antes. Ela deveria de fato ser chamada a Versão
Thomas Nelson. Eles têm os direitos autorais. A Versão King James que temos hoje nunca foi revisada, foi purificada. Ainda não temos razão alguma
para duvidar que a Bíblia que temos em mãos é a legítima Palavra de Deus
preservada para nós na língua inglesa. A autoridade para a sua veracidade não
repousa na primeira impressão da Versão King James de 1611, nem no caráter do rei Tiago I, ou na erudição dos
tradutores de 1611, nem nas realizações literárias da Inglaterra elizabetana
nem mesmo do Textus Receptus Grego. Nossa autoridade para as palavras
infalíveis da Bíblia inglesa repousa no poder e na promessa de Deus de
preservar Sua Palavra! Deus tem o poder. Nós temos Sua Palavra.
Cópias
individuais deste excelente panfleto do Dr. Reagan podem ser obtidas mediante a
remessa de U$ 1,00 para
Trinity
Baptist Temple Bookstore
5709 N. Brodway
Knoxville,
Tenessee 37918
(615)
6880780 – USA.