[Batistas Regulares:] Não Proíbam o [saudável] Debate Sobre [a sumamente importante questão de] as Versões da Bíblia

 


Carta de um Crente [batista regular]  na Bíblia [ao missionário organizador de sua igreja]






Meu mui querido Pastor 1111,


É com muito carinho e respeito que lhe dirijo as palavras abaixo.

Estou certo que os acontecimentos que prevíamos acontecer com a sua saída da direção da nossa igreja estão se concretizando.
Quando conversei com o Senhor
[anos atrás] para colocarmos em nossos Estatutos qual Bíblia adotaríamos na nossa IBR do bairro 1234, estávamos tentando poupar nossa igreja local das batalhas ocorridas nas demais e que cedo ou tarde chegariam na nossa porta. Afinal, havíamos presenciado em Fortaleza (no 1º congresso nacional da UBF, União Bíblica Fundamentalista, 7-9 de Novembro de 1998) os posicionamentos diferentes de líderes Batistas Regulares. [O senhor lembra que,] por ocasião da votação dos Estatutos da UBF (União Bíblica Fundamentalista), que estava se formando, o Pr. 2222 [Professor do Seminário Batista Regular do 3333] se levantou, foi até o microfone, e exaltadamente defendeu o absurdo: que não fosse colocado nos Estatutos que a Palavra de Deus foi PRESERVADA [ele alegou que, se assim crêssemos isto seria uma PONTE que inevitavelmente terminaria levando alguns a crer que um texto grego era perfeito e os outro deviam ser rejeitados, como também as Bíblias nestes baseadas], e continuou assim até que Pr. 4444 (que estava dirigindo a assembleia) humildemente lhe advertiu: “Desculpe-me, pastor 2222, mas [não estamos tratando do problema das versões, mas somente que] quem não crê na PRESERVAÇÃO da Palavra de Deus não pode ser considerado fundamentalista!” A assembleia aprovou por maioria que se colocasse nos Estatutos que críamos na perfeita PRESERVAÇÃO da Bíblia pela providência de Deus, mas misteriosamente essa decisão tomada em plenária não foi incluída na impressão do Estatuto, pelo menos até 3 reuniões bianuais da UBF, quando desistimos de participar delas. Pr. 2222 foi o professor de quase todos os pastores que hoje estão trabalhando nas IBR’s desta nossa cidade de 9999, e a semente da dúvida [contra a perfeita preservação] foi plantada e germinou no coração deles.

E essa continua sendo a questão... Inspiração e
Preservação da Palavra de Deus.

Infelizmente, a liderança do movimento Batista Regular insiste em menosprezar o assunto.
Pastores e professores de seminários podem ensinar que têm muitas dúvidas sobre a perfeita inspiração, autenticidade e preservação de todas as palavras da Bíblia, e são aceitos e eleitos para cargos de direção (por exemplo, Pr. 5555, Pr. 6666, Pr. 7777, etc.). Mas os irmãos que mais denodada e intransigentemente defenderem as perfeitas, verbais
[palavra por palavra, til por til, jota por jota] inspiração + autenticidade +preservação da Bíblia, serão pressionados, serão ameaçados de retirada de apoio, serão menosprezados, e serão boicotados (Pr. 8888, Pr. 9999, Pr. 9998, irmão 9987, etc.).

[Sim,] divisões e contendas [ambas sem base bíblicas, mas por carnalidade] devem ser evitadas, mas o movimento Batista Regular nasceu de divisão [com plena base bíblica, contra o modernismo e liberalismo teológicos que entravam entre os batistas]. Devemos ser unidos pelas causas certas e devemos nos separar pelas causas certas, e isso é bíblico.


Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. 1 Coríntios 1:10

E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Romanos 16:17


Não quero promover discórdia, ao contrário quero união em torno da verdade. Precisamos debater qual é a verdade bíblica. Se for preciso trazer pessoas dos dois lados, especializadas no assunto – façamos isto!! E depois, com a orientação do Espírito Santo, decidamos o que vamos seguir, isso é bíblico. Dar brecha para o inimigo é dizer que duas coisas
[profundamente] discordantes [em centenas ou milhares de palavras] estão [ambas, perfeitamente] certas, ainda mais quando se trata da Palavra de Deus. Não dá para aceitar negligência nesse assunto, e cada um dará contas a Deus disso.

Comentarei cada item das resoluções abaixo:

Resolução da APIBRE [Associação Paraibana de Igrejas Batistas Regulares] em Santana de Mangueira, no ano 2000.


“... nossas Igrejas não aceitam qualquer um que venha pôr em dúvida a autenticidade das versões bíblicas tradicionais, tais como: Atualizada, Corrigida e Trinitariana. Só não devem ser aceitas as paráfrases” A proposta foi aceita unanimemente pela plenária. Grifo nosso.

Esse texto começa com um erro grande e grave. Uma resolução da Associação não pode impor às igrejas nada, conforme seus estatutos. Então, o texto deveria começar assim: “nossa associação recomenda às nossas igrejas que...”. A autoridade é de cada igreja local, soberana e independente. Só nos submetemos à nossa amada igreja local, que escolhemos porque não conhecemos nela nada em frontal desrespeito à Bíblia.

Também é estranho que uma decisão tão séria seja tomada em uma assembleia tão distante das nossas igrejas da capital (onde existe a maior concentração de igrejas)
[onde muitos irmãos não puderam comparecer]. É estranho que uma decisão tão séria seja tomada sem ter sido especificado na pauta que tão importante assunto seria tratado. É estranho que uma decisão tão séria seja tomada sem que tivesse havido, preliminarmente, profundos estudos + reflexões + debates + etc., sobre inspiração + preservação + versões, em cada igreja local e na assembleia. É estranho que isto aconteceu há 10 anos mas, quando as assembleia anuais caem aqui na nossa cidade de 9999, não se discute nada em plenária e se faz tudo às escondidas em uma “comissão de pareceres” com a pauta desconhecida dos demais delegados das igrejas, como foi agora em 2010, e simplesmente se “reforce” decisões anteriores, como se estas fossem “sagradas”.

 

Resolução da AIBREB (Associação de Igrejas Batistas Regulares do Brasil) realizada em Natal (RN) no ano de 2009.

O parecer da comissão foi: “Rejeitar a tentativa de estabelecer uma única versão e evitar difamar aos que utilizam outras versões”. Houve apoio e todos, unanimemente concordaram.” Grifo nosso.

A redação dessa resolução é extremamente duvidosa. A um exame superficial, "
Rejeitar a tentativa de estabelecer uma única versão" pode parecer que apenas condena uma pessoa querer impor uma só versão sem nenhuma razão bíblica, histórica ou textual, somente porque ela prefere; e "evitar difamar aos que utilizam outras versões" pode parecer que apenas condena uma pessoa querer caluniar (inventar mentiras) e injuriar (insultar-provocar) quem usa qualquer outra versão. MAS,
a) Que terrível problema haveria em uma igreja, em doce comunhão interna, usar somente uma versão, a melhor em impressão? Que terrível problema haveria em uma igreja advertir contra, expor os perigos, falar mal de todas versões semelhantes às católicas e a dos Testemunhas de Jeová? Ou de uma paráfrase como a Bíblia Viva e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje? Ou de uma Bíblia traduzida totalmente por Equivalência Dinâmica, por quem acredita que Deus não inspirou palavras, mas somente os pensamentos centrais, de modo que se pode mudar as palavras gregas “saudações aos crentes da igreja Tal” para “alô, galera da gang Tal”?
b) Para quem conhece o contexto que envolve esse assunto (inspiração e preservação da Palavra de Deus), o que fica claro é que: por trás dessa resolução, o que existe é a tentativa de se evitar, por todos os meios, que se estude, se discuta e se alerte aos irmãos para checarem se as Bíblias são todas igualmente boas e fiéis. E na verdade ela tenta amordaçar, isolar ou silenciar os que querem ver essa questão
[a preservação da Bíblia é perfeita? É concretamente, na terra, em uso concreto? Ou é “virtual”, somente no céu?] debatida, amplamente estudada e colocada como estatuto de fé, afinal estamos falando do fundamento de toda a nossa fé (a Escritura Sagrada). Como podemos concordar que se fique calado sobre esse tão importante assunto? Se não fizermos isso agora, como estarão as gerações futuras se a cada dia surgem versões para todos os gostos e não tiverem o nosso exemplo para seguir?


Resolução da APIBRE EM 2009/2010.

O parecer desta Comissão reforça os pareceres anteriores da APIBRE em 2000 e da AIBREB em 2009, dizendo que as versões tradicionais: Trinitariana, Corrigida e Atualizada são de igual autoridade; todas expressando o evangelho com clareza e poder suficientes para salvar pecadores e guiar a Igreja; portanto, cada Igreja, obreiro e irmão podem ter suas preferências particulares por qualquer dessas três versões; desde que não façam divulgações de uma versão em detrimento das outras. E recomendamos que nos eventos comuns às Igrejas, não sejam divulgadas estas preferências.” Grifo nosso.

Qual é o problema de se adotar uma sã e única versão? Não seria mais sensato ver todas as igrejas usando um mesmo texto, decorando as mesmas palavras, lendo-as em uníssono??
Qual é o melhor texto? Qual foi o mais utilizado historicamente? Quem os utilizou? Que pessoas, quando e como introduziram as modificações? Quem apóia essas modificações? Quais doutrinas essas modificações anulam, enfraquecem ou diminuem? Para onde estão apontadas essas setas inflamadas?
[o Diabo não atira contra si mesmo. Para sabermos qual é o Texto (grego e hebraico) perfeitamente preservado, basta observarmos quais textos reforçam todas as doutrinas, e quais textos (em alguns versículos) as amputam fora ou enfraquecem ou pervertem...] Essas são perguntas que todo crente sincero e preparado deveria responder antes de adotar qualquer versão bíblica, e não ficar em cima do muro com a expressão [adotemos] qualquer uma [Bíblia], pois [todas] “são de igual autoridade” !!??


Há direitos que são inalienáveis aos crentes e que não podem ser abdicados. Um desses é o de se abrir os olhos e se ver que há Bíblias e há Bíblias... Devemos ter em mente que isso é um tema de estudo contínuo e que o Espírito Santo alertou que existem falsificadores da Palavra de Deus e que são muitos (2Co 2:17).

“Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus.” (2Co 2:17 ACF)


Devemos lutar para que nossas igrejas não saiam dos trilhos bíblicos. Mas, quando vemos a tendência frouxa demonstrada pelas decisões de se afastarem deles em prol de uma chamada “unidade” que não dá o menor valor à questão de qual texto da Bíblia deve ser adotado, coisa em que nem os assembleístas falham; e quando vemos a perseguição, os esforços para isolar e silenciar os que tentam defender uma posição mais firme, então fica difícil fazer parte de uma associação dessas. Estão jogando a sujeira para debaixo do tapete – empurrando com a barriga. Não é assim que se resolve
[as coisas de Deus, as coisas da sã doutrina]. Isso está minando o respeito às lideranças. Como aceitar que um pastor duvide da autoridade bíblica? Como aceitar que um pastor diga [por exemplo] que a parte da história do tanque de Betesda que diz que o anjo descia a certo tempo e agitava a água e o primeiro que descia sarava de qualquer enfermidade que tivesse (João 5:3-4) é [mera] superstição comum entre as nações pagãs que tinham seus “poços milagreiros”? [Superstição pagã que foi indevidamente inserida na Bíblia, talvez para explicar o verso 7, que pareceria esquisito e solto? Uma mentira (v.7) sempre acaba exigindo outra mentira (vs. 3-4)?] Então tudo é questionável, tudo é relativo, e tudo pode sofrer crítica textual.

“Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.” Romanos 14:23


Oremos que Deus nos conceda coragem e serenidade, e que mude os corações dos líderes tão endurecidos pelo orgulho intelectual.

(Sim, o problema básico é este ORGULHO INTELECTUAL:
Os fundadores dos batistas regulares (em torno de 1932) eram todos só-KJB [pois todos eles criam na perfeita preservação, em uso aqui na terra, de cada palavra da Bíblia; e nenhum deles jamais adotou nenhuma bíblia do TC, mas só a KJB]. Só depois é que as sucessivas gerações de batista regulares foram decaindo pouco a pouco. Na década de 50, no Brasil, começaram a dar suspiros por uma Bíblia diferente da KJB (que ainda fingiam usar nos USA); na década de 60 deram o maior apoio à primeira Bíblia alexandrina [isto é, com o espírito de Alexandria e baseadas nos manuscritos de Alexandria] que vingou no Brasil (a Almeida Revista e Atualizada); e, agora, a liderança batista regular não tem coragem de reconhecer que foi feita a escolha pela Bíblia errada, não tem coragem de dar plena liberdade a seus pastores e membros de igrejas para examinarem e falarem sobre o assunto; não tem sequer coragem de convidar líderes nacionais e internacionais das duas posições opostas (só-TR e só-TC), para sucessivos, profundos, repetidos debates, dentro de igrejas (com a presença de todas as suas ovelhas) e nas associações. Querem de todo modo amordaçar todos que não rezem pela cartilha deles, querem por todos os meios evitar o assunto.)

Mas confio em Deus que há centenas de sinceros homens de Deus (entre os pastores e maduros crentes batistas regulares) que não estão suficientemente informados a respeito do assunto que lhes foi escondido, e que tais sinceros, uma vez amorosamente instruídos, abandonarão o erro, e se humilharão, e saberão escolher a Bíblia inspirada e preservada por Deus de forma absolutamente perfeita (quanto inspiração e preservação).

Oremos intensamente, que caiam as vendas dos olhos de muitos crentes desinformados, que nem de longe suspeitam daquilo que os vendedores das Bíblias alexandrinas não lhe informam: que o Texto Crítico, deles, omite ou acrescenta ou adultera cerca de 10.000 palavras, somente se contando no Novo Testamento.  



Abraço afetuoso,

Seu irmão em Cristo,

5432,


Carta elaborada por mim, Hélio de Menezes Silva, baseada em fatos reais presenciados e relatados por irmãos muitíssimos chegados e de toda confiança, e parcialmente baseada em pedaços de cópias de suas cartas- súplicas enviadas aos pastores de suas igrejas, em diversos locais e ocasiões. Apenas considere que não existem de fato o destinatário 1111 nem o remetente 5432. Os demais fatos são todos reais. Mas faço a importante observação de que respeito e amo minha igreja local (a Igreja Batista Regular Emanuel, de João Pessoa, PB, não afiliada a nenhuma associação) e seu pastor (João Pereira de Oliveira), por não terem caído em nada que esta carta denunciou.


Escrito no início de jan. 2011, mesmo que somente postado em fev. 2011.




 





Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em BibliaLTT.org, com ou sem notas).



(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)

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