Centenas de lançamentos usam nomes falsos e escondem que há dois tipos de Bíblias: alexandrinas vs. da Reforma, com milhares de graves diferenças de conteúdo! Preliminares. Colchetes e notas de rodapé que só semeiam descrença e dúvidas.

Há dois tipos de Bíblias,
com milhares de graves diferenças de conteúdo!
(Qual o tipo de sua Bíblia?)





-1) Preliminares


Em 1979, quando ainda éramos recém-salvos, começamos a nos perguntar por que haviam tantos tipos de Bíblias, tão diferentes. Sem contar as dezenas de milhares de tentativas de tradução por superconfiantes professores de grego e pastores supervalorizadores da erudição e buscadores da fama (Bíblias no máximo materializadas em pequeníssima escala), sem contar as diferenças de sinônimos, sem contar as diferenças não de palavras (mas sim de formatação, de encadernação, de empacotamento mercadológico junto a concordâncias, notas, comentários, mapas e similares), observamos que mais de uma centena de traduções independentes e com palavras distintas chegaram ao amplo mercado da língua inglesa somente no século XX, e dezenas ao amplo mercado da língua portuguesa! Ultimamente, parece que, a cada ano, vários e diferentes novos textos são lançados, juntamente com dezenas ou centenas de alternativas de formatação - encadernação - empacotamento mercadológico! Começamos a nos perguntar o que realmente está por trás desse incessante frenesi de atividades de traduzir, vender, revisar, vender, atualizar, vender, modificar, vender - faturar - lucrar. Em inglês já chegaram ao ponto de ter Bíblias condensadas (o volume de palavras é 1/4 das tradicionais), Bíblias com textos unisex, Bíblias rimadas, Bíblia rap, Bíblias funk, Bíblias para gays, Bíblias com novas epístolas (como uma de Martin Luther King), Bíblias para todos os gostos! Esgotados os nomes "atualizada, moderna, para hoje, nova", etc., terão que partir para nomes e descrições tais como "novíssima, super-nova, ultra-hiper-moderna", etc. A milionária propaganda de lançamento de cada uma dessas Bíblias dá a entender que só com tais maravilhas compreenderemos plenamente a Palavra de Deus e evangelizaremos. Perguntamo-nos: neste torvelinho, será que há uma firme tendência invisível e má (além das visíveis e carnais conseqüências previsíveis da cobiça por dinheiro, poder, fama e reconhecimento)? Começamos a comparar, perguntar, ler (por exemplo, os livros de D.O. Fuller, Dean Burgon, Edward Hills, W. Pickering, D.A. Waite, etc.), pesquisar e estudar, sempre orando e pedindo que fosse somente o Espírito Santo de Deus que nos ensinasse e iluminasse nosso discernimento. As duas primeiras coisas que percebemos (e que aqui queremos compartilhar) são algo que muitos já têm percebido muito melhor que nós, mas que a propaganda e a pressão dos grandes grupos cuidadosamente esconde de nós, as "massas":

1) Basicamente, há apenas dois tipos de Bíblias. E
2) As Bíblias de cada um desses dois tipos têm milhares de graves diferenças em relação às Bíblias do outro tipo.

Isto é:

- De um lado, temos aquelas que chamaremos de "Bíblias do tipo daquelas da Reforma", ou, mais brevemente, "Bíblias da Reforma", Bíblias fiéis usadas incessantemente, através de todos os séculos, por salvos fiéis (isto exclui os reais romanistas, desde Constantino). Elas foram traduzidos o mais fiel - literal - formalmente possível, e isto a partir do texto básico encontrado em cerca de 95% dos milhares de manuscritos nas línguas originais (que sobreviveram ao tempo e chegaram até o advento da Imprensa e da Reforma, e a nós); manuscritos que basicamente concordam maravilhosamente entre si. Tais Bíblias incluem, entre muitas outras, as:

·                    Peshita (em Siríaco, traduzida ao redor do ano 150 d.C.);

·                    Latina Antiga, dos Valdenses (do Vale de Vaudois, Norte da Itália, aos pés dos Alpes, traduzida ao redor do ano 157 d.C.);

·                    Todas as Bíblias traduzidas com base e a partir da edição consolidada [terceira] da primeira impressão [em tipos móveis] jamais feita do Novo Testamento grego (por Erasmo, em 1522), elas foram as Bíblias usadas por Deus para trazer a Reforma (séculos XVI e XVII) e trazer as grandes expansão, purificação e reavivamento do verdadeiro evangelho (séculos XVIII e XIX). Estas Bíblias incluem as de:

o        Tyndale 1526 (consultamos cópia na Internet, sem data);

o        Genebra 1588 (consultamos cópia na Internet, sem data);

o        King James Bible (Authorized Version) de 1611 (consultamos edição de 1769);

o        Valera 1569, 1602 TR, 1999 (consultamos);

o        Lutero 1545 (o irmão Waldemar Janzen consultou por nós a edição 1912, revisada em 1998, na Suíça, pela TBS - Trinitarian Bible Society);

o        Almeida 1681/1753 (consultamos cópia de 1819) e suas legítimas herdeiras:

§     "Almeida Revista e Reformada" (1847);

§     "Almeida Revista e Correcta" (1875);

§     "Almeida Revista e Corrigida". A edição 1894 (para Portugal) foi 100% TR, mas as revisões de 1898 (para o Brasil), 1948, 1956, 1995 talvez já introduziram 0.1%, 1.5%, 1.8% e 2% do TC, respectivamente.

§     "ACF - Almeida Corrigida e revisada, Fiel ao texto original" (1995). Entre as Bíblias atualmente sendo impressas, a ACF é a única 100% legítima herdeira da Almeida original, pois se baseia nos mesmos textos em hebraico e  grego, e usa o mesmo fiel método de tradução formal - literal.

- De outro lado, temos aquelas que chamaremos de "Bíblias do tipo alexandrino", ou, mais brevemente, "Bíblias alexandrinas", que só recentemente se introduziram sorrateiramente entre os "protestantes", e que basicamente são baseadas somente em dois dos pouquíssimos manuscritos alexandrinos (estes dois manuscritos, Aleph (Sinaiticus) e B (Vaticanus), são os mais corrompidos de todos os milhares de manuscritos da Bíblia nas línguas originais; os demais manuscritos alexandrinos diferem bastante entre si e não totalizam sequer 0.5% dos manuscritos que chegaram aos nossos dias):

·                   ARA - Almeida Revista e Atualizada - 1976;

·                   AR - Almeida Revisada ... Melhores Textos - 1995;

·                   NIV - New International Version - 1986;

·                   NVI - Nova Versão Internacional - 1994, 2001;

·                   BLH - Bíblia na Linguagem de Hoje - 1988;

·                   BBN - Bíblia Boa Nova - 1993 (foi o irmão (Nome de autor omitido a seu pedido) infalibilidade de toda a Bíblia, etc.!!! Aviso de Hélio) que a consultou por nós);

·                   BV - Bíblia Viva - 1993 (O Mais Importante é o Amor);

·                   Bíblia Alfalit - 1996;

·                   CEV = Contemporary English Version;

·                   NASB - New American Standard Bible - 1977;

·                   TNM - Tradução Novo Mundo - 1967 [dos Testemunhas de Jeová];

·                   e todas as Bíblias romanistas-ecumênicas: Bíblia de Jerusalém-1992; Vulgata de Jerônimo, traduções do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, Padre Matos Soares, Padre Humberto Rhoden, Padres Capuchinhos, Monges Beneditinos, Vozes, Pastoral, TEB - Tradução Ecumênica da Bíblia, TOB - Traduction Oecuménique de la Bible, etc.


Notemos que, em todo o mundo, até 1881 (e, no Brasil, até 1956), não havia uma, sequer uma Bíblia impressa que fosse significativamente diferente e concorrente das Bíblias da Reforma, e fosse usada por  igrejas "protestantes" em número mais que desprezível. Só a partir de 1881 é que Bíblias alexandrinas sorrateiramente realmente começaram a se infiltrar nas igrejas "protestantes".

Também notemos que algumas Bíblias usam o nome Almeida enganosamente (como feio golpe de marketing?...): "Almeida Revisada de acordo com os Melhores textos" (1967, sempre baseada em texto e método de tradução diferentes daqueles de Almeida), "Almeida Revista e Atualizada" (1956, idem) e "Almeida Edição Contemporânea" (1992, que algumas vezes usa texto nas línguas originais diferente daquele de Almeida ).




Com a percepção de que há estes dois tão diferentes tipos de Bíblia, ficamos inquietos com as seguintes perguntas:

Por que as propagandas e as capas das Bíblias alexandrinas não são honestas? Por que as propagandas e capas não nos esclarecem mais ou menos assim:

"Esta Bíblia, mesmo que digamos que é herdeira daquela de Almeida, realmente não se identifica com a Bíblia que ele traduziu. A nossa é uma tradução de Texto Crítico (em grego e hebraico) que, comparado com o Texto Tradicional usado por Almeida:
- dele difere em torno de 10.000 das cerca de 140.000 palavras do NT (7 porcento do NT! 1 em cada 14 palavras!);
- extirpa ou de outra forma (através de colchetes, notas de rodapé, etc.) destrói ou enfraquece a fé perfeita em 45 versos inteiros e 147 versos quase inteiros; 
- muitas, muitas vezes omite / destrói / enfraquece: a ênfase no sangue de Cristo; que Ele morreu vicariamente (sofrendo a pena em nosso lugar); que nasceu de uma virgem; que é 100% o Deus Altíssimo;
- muitas, muitas vezes omite / destrói / enfraquece as doutrinas da Trindade, da inspiração da Bíblia, da salvação segura e só pela fé no Cristo da Bíblia, da necessidade e poder do jejum bíblico, introduz gravíssimas contradições e outros erros, etc
."

Por que as propagandas e capas das Bíblias alexandrinas escondem isto?!?!?!... Sim, por que?



Nossos propósitos, querido irmão leitor desta página, provêm do amor a Deus, à Sua verdade e aos seus filhos, e é tão somente objetiva + fidedigna + amorosamente abrir os olhos, alertar os crentes (que tal permitam) para fatos não muito divulgados, assim ajudando-os a não serem iludidos, antes decidirem esclarecida e responsavelmente, como o quiserem. (Mas lembrando que prestarão contas a Deus).

Se alguém conscientemente preferir aquilo contra o que alertamos, se alguém não quiser ler / aceitar nosso alerta, a solução é extremamente simples, basta que não o leia! Basta usar o botão "delete" e apagar este texto, talvez até mesmo antes de o ler todo! Siga em frente com suas preferências! 

Obviamente, se alguém provar que o conteúdo do que dissemos é frontalmente contra toda a Bíblia (tomada o mais literalmente possível, no seu contexto, para crentes do NT) ou é incontroversamente falso, retiraremos o que dissemos e pediremos perdão.

Procuraremos responder a todas as sinceras dúvidas e a todas as sinceras e fundamentadas objeções baseadas no princípio de "Sola Scriptura", mas não costumamos responder eventuais ataques pessoais ou expressões de mera opinião do tipo "não tenho argumentos da Bíblia e dos fatos históricos, mas simplesmente idolatro os tradutores da minha Bíblia, meus pastores, denominação, professores e seminário, e não aceito sequer examinar nenhum desses alertas".

Se o que dissemos (alerta sincero, amoroso e defendendo Deus e Sua Palavra) contrariar frontalmente e for proibido por algum dos artigos de fé oficiais bem explicitados e pelas regras oficiais bem explicitadas deste grupo de cristãos debate e edificação doutrinária pela Interne t... Bem, não nos apercebemos disto, portanto não nos levem a mal.


Colchetes: Antes de passarmos à exposição dos tipos de problemas das Bíblias alexandrinas, queremos alertar para aquilo que os colchetes "[" e "]" das Bíblias alexandrinas realmente significam e acarretam, em termos práticos. Podem os eruditos dizer o que quiserem, mas, na prática, a mensagem de cada colchete é: "Olhem, incluímos entre colchetes '[' e ']' este trecho aqui nesta Bíblia, mas fizemos esta inclusão ardilosamente, somente por questões de marketing, isto é, para podermos faturar vendendo nossas Bíblias sem chocar aos que consideramos fanáticos-xiitas ou simplórios-ingênuos. Se tivéssemos a integridade e hombridade de simples e radicalmente omitir tais palavras da Bíblia que vendemos, poderíamos sofrer alguma reação, e isto seria ruim para nossos negócios... Mas fique bem claro, para todos nós os sabichões e iluminados que entendemos o significado dos colchetes, que nós não cremos definitiva e piamente nestas palavras entre colchetes. Sim, sabemos que tais palavras estão no texto grego impresso a partir de 1522 e usado na Reforma como base para TODAS as traduções para TODAS as igrejas 'protestantes' de TODOS os países e línguas. Sim, sabemos que, em português, a Bíblia da Reforma foi aquela traduzida por Almeida e primeiro publicada em 1681 e 1753. Sim, sabemos que ela e suas fiéis filhas legítimas (suas fiéis atualizações para as mudanças ortográficas e de uso de algumas poucas palavras da nossa língua), também sempre tiveram estas palavras. Sim, sabemos que estas Bíblias da Reforma têm salvo e abençoado inúmeras vidas... Mas, mesmo assim, escolhemos não seguramente crer que estas palavras foram escritas pela mão de quem escreveu o manuscrito original, escolhemos não seguramente crer que são inspiradas, não seguramente são palavras de Deus. Por isso, adotamos como base da nossa Bíblia um texto grego direta ou indiretamente herdeiro daquele que foi pela primeira vez impresso por Westcott e Hort em 1881, e que omite as palavras em questão. Cremos que Deus não quis ou não teve o poder para preservar bem a sua Palavra, e que, por excesso de piedade, crentes falsários introduziram as palavras que pusemos entre colchetes, portanto cremos que elas são falsificações".

    Josias Macedo Baraúna Jr., Bacharel em Teologia, Diretor do Instituto Teológico-Filosófico Latino-Americano, bem disse, em justo tom irônico: "Colocar um texto entre colchetes na Bíblia significa: 'Eu não acredito que isto faça parte do texto original, embora pertença ao texto que foi usado durante 18-19 séculos. Trata-se de um acréscimo, segundo minha mente ultraprivilegiada e meus conceitos acadêmicos de divindade e de sociologia, já que um texto bíblico é produto do desenvolvimento de um povo e de uma sociedade, que a gente chama de <inspirado> pra facilitar os nossos irmãozinhos fracos que ainda crêem nisso. E é por causa deles que deixamos em colchetes, pois não queremos escandalizar, mas o nosso desejo era retirar da Bíblia esses acréscimos, pois no texto que os Drs. Westcott e Hort elaboraram, não existem, e quem vai contrariar estas sumidades, nossos deuses da crítica textual!' " (os grifos são nossos).

Passemos à exposição dos principais tipos de graves problemas das Bíblias alexandrinas.

(este é parte dos estudos -1, 0, ... , 10 em http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traduções/Ha2TiposBibGravDiferenc.htm)


[Por que os "altos escalões" dos seminários, da AIBREB - Associação das Igrejas Batistas Regulares do Brasil, e associações estaduais (APIBRE, AIBRECE, etc.) das Igrejas Batistas Regulares, ao invés de estudarem + agradecerem + aprofundarem + divulgarem alertas como este, os temem tanto e tentam a todo custo proibir que se os façam ante todos os membros de suas igrejas batistas regulares?!?! Hélio, 2011]


 

(retorne a http://solascriptura-tt.org/ Bibliologia-Traducoes/
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