Entrevista De Dois Crentes Sobre O Texto Original Da Bíblia




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O CRENTE NO TEXTO CRÍTICO (base das traduções NVI, BLH, NTLH, Revista e Atualizada, “Melhores Textos” (SIC!!!!!), Bíblias Católicas Romanas, e dos Testemunhas de Jeová, etc.).

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O CRENTE NO TEXTO RECEBIDO (base das traduções ACF e Gideões, ACR até 1948) (Almeidas Corrigidas a partir de 1964 e a versão Alfalit são mistas)



1 – A Bíblia é infalível?

 

(CRENTE NO) TEXTO CRÍTICO – “Bem, tem pelo menos um erro. Em Marcos 1:2, o evangelista diz que vai citar Isaías, e acaba citando um trecho de Malaquias…

Como está escrito NO PROFETA ISAÍAS: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o meu caminho diante de ti.  Marcos 1:2”

 

(CRENTE NO) TEXTO RECEBIDO – “Claro que é infalível. Não tem erro nenhum em Mc 1:2!

Como está escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. – Marcos 1:2”

 

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2 – O Senhor Jesus nunca pecou?

 

TEXTO CRÍTICO – “Bom, pelo menos uma vez ele falou uma mentirinha. Foi nesse episódio: 

Subi vós para a festa. Quanto a mim, EU NÃO IREI, porque ainda não chegou o meu tempo. Dito isto, permaneceu na Galiléia. Mas quando os seus irmãos tinham subido, ENTÃO SUBIU TAMBÉM ELE À FESTA, não em público, mas despercebidamente. Jo 7:8-10”

 

 

TEXTO RECEBIDO – “Nunca pecou! Nesse trecho na verdade Ele disse:

Subi vós a esta festa; eu não subo AINDA a esta festa, porque ainda o meu tempo não está cumprido. E, havendo-lhes dito isto, ficou na Galiléia. Mas, quando seus irmãos já tinham subido à festa, então subiu ele também, não manifestamente, mas como em oculto. Jo 7:8-10”

 

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3 – A doutrina da Trindade é formulada explicitamente na Bíblia?

 

TEXTO CRÍTICO – “Não…”

 

TEXTO RECEBIDO – “Sim! Aqui:

Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. 1Jo 5:7”

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4 – Onde Deus preservou o texto original da Bíblia desde os tempos dos apóstolos até  hoje?

TEXTO CRÍTICO – Nos manuscritos em grego chamados agora de “Sinaítico” e “Vaticano” que ficaram ambos ocultos guardados num mosteiro e no Vaticano, sem uso por ninguém, do século IV até serem encontrados no século XIX. É um texto muito diferente do que foi conhecido e usado por todos os cristãos durante esses 1500 anos.

 

TEXTO RECEBIDO – Segundo Tertuliano, até o século II ainda se tinham os documentos originais dos apóstolos. Após isso, o texto original grego ficou continuamente disponível a crentes na Bíblia, passado de cópia em cópia, especialmente nas antigas igrejas gregas e valdenses, desde o século II até o século XV quando foi impresso por Stephanus e daí divulgado ao mundo inteiro em milhares de traduções. Mesmo a Vulgata, tradução para o latima da Igreja Católica, é substancialmente semelhante a esse texto, e a tradução Velha Latina, também do século II, é mais semelhante ainda.

 

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5 – Como as pessoas que cuidaram desse texto original o trataram?

TEXTO CRÍTICO – No caso do Vaticano, ele ficou esquecido num canto obscuro da Biblioteca Católica desde o século IV até o século XIX. No caso do Sinaítico, É um códice que foi raspado para se escrever outras coisas em cima, e mesmo o texto bíblico nele foi reescrito 70 vezes. Ele estava numa pilha de lixo para ser queimado, quando Tichendorf o tirou do mosteiro de Santa Catarina. Nenhum dos dois foi usado liturgicamente como Bíblia, ou usado para tradução da Bíblia durante 1500 anos.

 

TEXTO RECEBIDO – O usaram continuamente desde o século II, e deram a vida para preservá-lo em diversos martírios e perseguições que caíram sobre igrejas independentes dos gregos, galeses, visigodos e valdenses (igrejas independentes da Igreja Católica, que sempre foram perseguidas por ela), até que os valdenses entregaram ao Cardeal Cisneros na Espanha para ele compor a sua Poliglota Complutensia e este passou os manuscritos dos valdenses para Stephanus que finalmente o editou para publicação do Textus Receptus em 1550.

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6 – Se o seu texto é o original, como se explica as diferenças do texto rival?

TEXTO CRÍTICO – A doutrina original do Cristianismo não cria nem na divindade de Cristo, nem na Trindade, essas doutrinas foram inseridas na Bíblia pela Igreja Católica, após a formulação dos credos de Nicéia, Calcedônia e Atanasiano, acrescentando os vários versos e palavras sobre divindade de Cristo e Trindade, que estão no Texto Recebido, mas não existem no Texto Crítico.

 

TEXTO RECEBIDO – O movimento ariano do século IV, que descrê na divindade de Cristo e na Trindade, produziu algumas cópias adulteradas da Bíblia, onde retiravam de propósito os versículos e palavras com provas mais fortes dessas doutrinas.

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7 – Quem se interessou em publicar o seu texto?

 

TEXTO CRÍTICO – Dois espíritas e unitarianos chamados Westcott e Hort, do século XIX.

 

TEXTO RECEBIDO –  Os reformadores europeus do século XV.

 

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8 – Qual foi o fruto da tradução desse seu texto para outras linguas?

 

TEXTO CRÍTICO – O fortalecimento do secularismo, da apostasia, do unitarianismo, da teologia liberal, o reforço da tradição entre os católicos como fonte de verdade acima da Bíblia, e o surgimento da seita ariana dos Testemunhas de Jeová.

 

TEXTO RECEBIDO –  A expansão da Reforma Protestante, o avivamento huguenote, o avivamento puritano, o avivamento morávio, o avivamento pietista e o Movimento Moderno de Missões Mundiais.



 

9 – Como você descreve a tensão entre os dois textos rivais, e a desde o século XIX até hoje?

TEXTO CRÍTICO – Após a divulgação mundial do verdadeiro texto bíblico por Westcott e Hort em 1881, o mundo religioso tremeu! Afinal séculos das mentiras sobre Trindade e Divindade de Cristo, inseridas na Bíblia pela Igreja Romana viriam à tona. É óbvio que isso teria alguma resistência. Mas depois que nossa teoria chegou ao topo da pirâmide academica, nossa perspectiva é de nunca mais sair, e daqui de cima manter a nossa estabilidade. Você sabe como é: os doutores em teologia que crêem em nós sabotam as dissertações de mestrado dos discordantes, os mestres em teologia que crêem em nós sabotam as monografias dos seminaristas discordantes. Os bacharéis em teologia vão pastorear as igrejas já convencidos, pois foram assim formatados no Seminário, pelo poder da nota do professor, que pode reprovar os discordantes. Eles portanto do pulpito usam nossas Bíblias e nas escolas bíblicas ainda repetem que esses são os “melhores textos”, reprovando o texto antigo que de vez em quando um crente antigo, de mais de 70 anos nota, quando tenta ler em público aquela Revista e Corrigida de 1948, amarelada e caindo de velha. “Pois é”, pensa o crente antigo, “se esses são os melhores textos, vou me recolher à minha insignificância, ou comprar uma Bíblia nova igual à essa do pastor”. E por que são esses os “melhores textos”? Ora, porque o pastor disse que são! E por que o pastor disse que são? Porque o professor do seminário disse que são! E por que o professor do seminário disse que são? Porque Westcott e Hort, em 1881, disseram que são!

 

TEXTO RECEBIDO – No século XIX, com a descoberta arqueologica de dois exemplares das bíblias adulteradas por arianos do século IV, os espíritas e unitários Westcott e Hort viram a oportunidade de atacar o Texto Recebido e divulgar suas crenças anti-trinitárias e anti-divindade de Cristo, publicando o Texto Crítico e dizendo que se baseava nos “melhores textos”. Tal pretensão foi duramente criticada no séc XIX, mas no séc XX acabou suplantando a crença no Texto Recebido, e dominando o pensamento dos seminários, a ponto se tornar o ensino majoritário desses, e a partir da década de 1960, se multiplicarem as edições de bíblias baseadas no Texto Crítico e não mais no Texto Recebido, que foi o padrão durante 1960 anos. Os professores de teologia das décadas de 1960 em diante receberam e repassaram nos seminários a teoria do Texto Critico como se fosse assunto encerrado academicamente e reprimiram iniciativas e teses a favor do Texto Recebido, ocultando também a existencia de uma sólida linhagem de eruditos, começando com BURGON, passando por SCRIVENER, HILLS, MAYNARD, FULLER, VAN BRUGGEN, LEWIS, CLARK, RUSHDOONY, SANDLIN, PICKERING, RUCKMAN, HUNT, CLOUD, PIPER, GIPP, GRAHAM, SMITH, LOGSDON, e muitos outros, que nunca creram no Texto Crítico e formularam inúmeros argumentos e milhares de páginas contra ele, conteúdos os quais só estão sendo mundialmente conhecidos agora, a partir dos anos 2000, pelo advento da Internet.



 

10 – Quais são as suas expectativas quanto ao futuro da aceitação do seu texto diante do povo cristão em geral?

TEXTO CRÍTICO – Meu texto tem como maiores entusiastas os Testemunhas de Jeová, pois reforça as suas doutrinas. E também dos católicos, pois com nossa afirmação de que o texto original ficou perdido durante 1500 anos, reforçamos imensamente a doutrina católica da Tradição e do Magistério como essencial à fé cristã, pois Deus preservou a sucessão romana, mas não preservou a Escritura! Dado o poderio político e religioso dos católicos e a crescente apostasia evangélica, não tem com nosso texto não prevalecer, como tem prevalecido, da década de 1990 para cá, ao ponto que  maioria das Biblias que os evangélicos possuem agora são segundo o TEXTO CRÍTICO e não mais segundo o TEXTO RECEBIDO. Só quem resiste a nós são um punhado de evangélicos fundamentalistas, mas ninguém liga para esses fanáticos…

 

TEXTO RECEBIDO –  Dos católicos não esperamos nada, pois o Texto Crítico é conveniente a eles. A maior decepção é em relação aos pastores evangélicos, que por puro orgulho, ou medo de ser ridicularizado por seus colegas, não têm coragem de assumir uma posição ao nosso lado, deixando o rebanho das suas igrejas beber água contaminada. Isto é, se é que tais pastores ainda crêem na Bíblia, e não perderam a fé, por terem sido ensinados no Seminário que Deus não preservou Sua Palavra! Nesse ponto, um crente sem instrução acadêmica, mas com o mínimo de intuição espiritual reconhece prontamente a impossibilidade de Deus ter deixado de preservar Sua Palavra, e portanto o texto verdadeiro não poder ser o Texto Crítico, que não foi usado por NINGUÉM durante 1500 anos. Graças a Deus, a farsa do Texto Crítico está a cair com a divulgação mundial, pela internet, das verdades antes ocultadas pelos eruditos da apostasia, nos seminários teológicos. É aos crentes comuns, com discernimento espiritual, que convocamos para lutarem pela retomada da posição que é de direito do Texto Recebido de ser plenamente crido como PURA PALAVRA DE DEUS. E é em Deus, que pomos toda nossa esperança nessa restauração, uma vez que o Seu poder e fidelidade, preservou fielmente tal texto até aqui, tendo Ele cumprido Suas promessas e sabendo nós que continuará cumprindo:

Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o Senhor: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o Senhor, desde agora e para todo o sempre.
Isaías 59:21

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.
Mateus 24:35

A palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.
1 Pedro 1:25

 





Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em http://BibliaLTT.org, com ou sem notas.



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