Equivalência Dinâmica

(http://www.wayoflife.org/database/dynamic_equivalency.html)


autor:
David Cloud
tradutora:
Mary Schultze, 2014



Conteúdo

Equivalência Dinâmica.. 1

[0] A POPULARIDADE E INFLUÊNCIA DA EQUIVALÊNCIA DINÂMICA.. 4

[1] OS PRINCÍPIOS E ERROS DA EQUIVALÊNCIA DINÂMICA.. 6

EQUIVALÊNCIA DINÂMICA TEM O OBJETIVO DE TRADUZIR PENSAMENTOS MUITO MAIS QUE PALAVRAS. 7

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA TEM COMO OBJETIVO O USO DE LINGUAGEM E ESTILO SIMPLES, DE CAPA A CAPA.. 8

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA OBJETIVA TORNAR A BÍBLIA INTEIRAMENTE COMPREENSÍVEL AOS NÃO CRISTÃOS. 10

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA EVITA OS TERMOS ECLESIÁSTICOS TRADICIONAIS. 11

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ADAPTA A TRADUÇÃO À CULTURA DO POVO RECEPTOR   14

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ASSUME QUE A BÍBLIA FOI ESCRITA NUMA LÍNGUA FACILMENTE COMPREENSÍVEL ÀS PESSOAS QUE ENTÃO VIVIAM.. 18

[2] POR QUE REJEITAMOS A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA.. 22

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA FOI CRIADA POR UM FALSO MESTRE. 22

A EQUIVALENCIA DINÂMICA NEGA A NATUREZA DA BÍBLIA.. 24

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA SUBSTITUI A PALAVRA DE DEUS PELOS PENSAMENTOS DO HOMENS   25

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA IGNORA AS ADMOESTAÇÕES DE DEUS SOBRE ACRESCENTAR OU DIMINUIR A PALAVRA DE DEUS. 27

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ROUBA DOS HOMENS AS PALAVRAS DE DEUS. 28

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA CONFUNDE A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL COM O ENTENDIMENTO NATURAL. 30

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA CONFUNDE TRADUÇÃO  COM EVANGELISMO E ENSINO    32

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA REBAIXA A BÍBLIA AO NÍVEL DAS PESSOAS, EM VEZ DE ELEVAR AS PESSOAS AO NÍVEL DA BÍBLIA.. 33

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA CONFUNDE INSPIRAÇÂO COM TRADUÇÃO.. 34

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA TENTA O IMPOSSÍVEL. 35

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ESTÁ EMBASADA EM MEIAS VERDADES. 38

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA É UMA RESPOSTA IMPRÓPRIA PARA CADA PROBLEMA REAL   42

A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA NÃO TEM UM FIRME CONTROLE SOBRE O PROCESSO DE TRADUÇÃO    44

[3] PARA ONDE A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA VAI LEVAR?. 45

NÃO MAIS [TEREMOS] BÍBLIAS EXATAS. 45

NÃO MAIS [TEREMOS] BÍBLIAS MAJESTOSAS. 48

NÃO MAIS [TEREMOS] CONFIANÇA NAS BÍBLIAS. 51

NÃO MAIS [TEREMOS] MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA.. 52

NÃO MAIS [TEREMOS] BÍBLIAS COMPLETAS. 53

[4]  CONCLUSÃO.. 55

[5] A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ESTÁ INFLUENCIANDO OS TRADUTORES FUNDAMENTALISTAS   55

[6] REVISÃO DE "A PALAVRA DE DEUS EM INGLÊS", DE LELAND RYKEN.. 61

 



“Quando eu uso uma palavra”, disse Humpty Dumpty, em um tom de escárnio, “ela significa exatamente o que eu quis dizer - nem mais, nem menos”

A questão é,” disse Alice, “se você pode fazer com que as palavras signifiquem coisas diferentes”. “A questão é”, disse Humpty Dumpty, ”o que deve prevalecer – Isso é tudo” . (excerto de  Alice no País das Maravilhas).


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Existem duas coisas fundamentais exigidas numa sã tradução da Bíblia (Sem falar da qualificação do tradutor). A primeira é que ela deve ser traduzida dos exatos textos grego e hebraico. A segunda é que deve ser usado o correto método  de tradução.  Exatamente por que existem hoje dois textos gregos competitivos  (o Texto Recebido compondo as Bíblias da Reforma, tais como a Bíblia alemão de Lutero e a King James em inglês,  versus a linha de textos gregos de  Westcott-Hort, compondo a maioria das versões modernas da Bíblia, a partir da segunda metade do Século 19), existem duas metodologias em competição.   Uma é o método literal, o tipo usado para criar as Bíblias da Reforma, tais como a BKJ, e a outra é o método da equivalência dinâmica.  
As modernas Bíblias em inglês, tais como a NIV (New International Version) (em português, NVI - Nova Versão Internacional), a TEV (Today's English Version) (em português, BLH - Bíblia na Linguagem de Hoje),  A Mensagem, e a Versão Em inglês Contemporâneo fracassam em ambos os casos. Elas são traduções deficientes, na equivalência dinâmica, do errôneo texto grego.
As modernas Bíblias em inglês, tais como  a New American Standard Bible e a English Standard Version falham apenas no primeiro caso. Elas são traduções literais do errôneo texto grego!


O método de traduzir a Bíblia na equivalência dinâmica é relativamente novo.   Ele foi desenvolvido há algumas décadas atrás, tendo se espalhado rapidamente dentro dos círculos de tradução. Enquanto eu trabalhava no Sul da Ásia, nos anos 1980, estive envolvidos em estabelecer princípios e diretrizes para uma tradução da Bíblia. Também tive contato com homens trabalhando em traduções, em várias outras línguas.   Através destas experiências, tornei-me familiarizado  com a equivalência dinâmica e, quanto mais tenho aprendido sobre este método e sua crescente influência, mais alarmado tenho ficado.

O novo método de tradução da Bíblia é conhecido por vários nomes: Equivalência Dinâmica, significando que a tradução é apenas “dinamicamente” (ativa, energeticamente) equivalente (menos autoritativa e precisa do que traduzir com exatidão) ao original e significando que a equivalência literal não é o objetivo; Linguagem Comum, significando que o tradutor tem como objetivo  traduzir o texto ao nível da aptidão linguística comum do receptor, e se a língua do receptor é a de um povo amplamente iletrado, o “nível comum” deveria ser o do terceiro ou quarto grau [das crianças de 8 ou 9 anos de idade]; Tradução Idiomática, significando que o tradutor é livre para mudar expressões idiomáticas [Nota da Tradutora: expressão idiomática é uma expressão que não pode ser entendida a partir do significado de suas palavras isoladas: a expressão tem um significado diferente da composição das palavras que a compõem. Por exemplo, "um coração quebrantado", em Lc 4:18 (KJB), deve ser traduzido assim mesmo e todos maduros entenderão que significa "um coração humilde e submisso", mas não pode ser mudado para a expressão idiomática "um coração sofredor e mole como purê de batatas"], para outras expressões idiomáticas que sejam facilmente compreensíveis às pessoas, na língua do receptor (Se elas não entendem prontamente a palavra ”neve”, por exemplo,  esta pode ser mudada para alguma outra substância de cor branca); Tradução de Impacto, significando que o tradutor tenta produzir o mesmo impacto sobre os leitores modernos, que, em sua opinião, a versão original teria sobre os leitores do original; Tradução de Transferência Indireta, significando que o tradutor não precisa traduzir literal e diretamente na língua do receptor, sendo livre para ser indireto; Equivalência Funcional, significando que o tradutor não deve ter como objetivo a exata equivalência, mas uma equivalência geral, funcional;  Tradução do Pensamento, significando que o tradutor deve traduzir os pensamentos globais, em vez de traduzir as palavras realmente usadas [inspiradas por Deus].




[0] A POPULARIDADE E INFLUÊNCIA DA EQUIVALÊNCIA DINÂMICA  

Alguns ficarão surpresos ao saber que o método da equivalência dinâmica da tradução da Bíblia tem tido total ascendência entre os grupos mais influentes do mundo em tradução.

A UNITED BIBLE SOCIETIES (UBS), composta de 142 sociedades nacionais e locais para impressão da Bíblia, trabalhando em 200 países, distribui uma grande porcentagem  de Bíblias no mundo.  Atualmente, elas estão envolvidas na tradução em 600 idiomas. Em 2003, as sociedades membros da UBS distribuíram mais de 430 milhões de Bíblias, Novos Testamentos e porções das Escrituras inclusive  21,4 milhões de Bíblias e 14,4 milhões de Novos Testamentos. A UBS tem-se dedicado à equivalência dinâmica, desde  os anos 1970. A American Bible Society, a qual paga uma grande porcentagem da receita da United Bible Societies, possui os direitos autorais da Versão em inglês na Linguagem de Hoje  e da Versão Contemporânea

A United Bible Societies  tem se ocupado em produzir traduções idênticas à Versão em inglês da Linguagem de Hoje, no mundo inteiro.  Na publicação da  United Bible Societies - Bible Translator, #23 para 1972, Paul Ellingworth observou, “Visto como as Sociedades Bíblicas nunca têm dinheiro suficiente para coisa alguma, isto significa que parece incerto que elas possam manter traduções na linguagem ‘eclesiástica tradicional’”  (p. 223). Em Agosto de 1987, recebi uma carta do líder da British and Foreigner Bible Society [BFBS: Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira], Geoff Horner. Ele escreveu, “...virtualmente, todas as traduções que estão sendo executadas pela UBS são CLT’s [common language translations].”


Na Assembleia Mundial de 1996, a United Bible Societies estabeleceu um objetivo de que em 2010 uma Bíblia na equivalência dinâmica deveria estar disponível em cada língua falada por mais de 500.000 pessoas, um Novo Testamento em linguagem dinâmica para cada língua falada por mais de 250.000 pessoas, e uma porção da Bíblia na  equivalência dinâmica para cada língua falada por mais de 100.000 pessoas.

A distribuição no mundo inteiro da BÍBLIA VIVA em inglês, e em outras línguas, ilustra também a influência da equivalência dinâmica.  Em 1997, mais de 40 milhões de cópias da BÍBLIA VIVA  haviam, sido vendidas somente nos Estados Unidos e no Canadá. Com os seus cofres repletos pela venda da Bíblias Vivas em inglês e da Living Bibles International, eles dedicaram seus vastos recursos à produção de Bíblias em línguas não em inglês. Em 1990, a Living Bibles International havia produzido o equivalente da Bíblia Viva, nas línguas mais importantes do mundo.


Os grandes recursos dos tradutores da BÍBLIA WYCLIFFE são também dedicados à produção de versões na equivalência dinâmica. Este é o método que eles ensinam em suas escolas e os seus obreiros  estão usando-o nos campos. A Wycliffe mantém a  Versão na Linguagem de Hoje, com os métodos da equivalência dinâmica em sua composição.  

Quão influente é a Wycliffe? No final de 2002, a Wycliffe  esteve envolvida em uns 1,500 projetos de tradução, em 70 países. Isso representa uma maciça influência, mas a influência da Wycliffe é mais difundida do que indica a sua própria obra de tradução. Ela é responsável por grande parte do treinamento de tradutores profissionais da Bíblia pertencentes a outros grupos,  inclusive os da United Bible Society dos Estados Unidos, e com os projetos tradicionais de tradução, até mesmo inclusive de alguns fundamentalistas.  Esta vasta influência é obtida através da sua escola de treinamento em o Summer Institute of Linguistics, no Texas, e dos vários programas a ele associados.


Além disso, algumas pessoas do Wycliffe têm escrito materiais de treinamento  usados amplamente pelos tradutores profissionais.  Por exemplo, John Beekman e John Callow, ambos da Wycliffe, têm sido autores de materiais,  que apresentam os métodos da equivalência dinâmica, os quais têm sido amplamente usados pelos tradutores em todas as linhas denominacionais e doutrinárias.

Através destes materiais, o Summer Institute of Linguistics, e as obras de tradução dos seus obreiros, a influência da Wycliffe é maciça,   dedicada à promoção da equivalência dinâmica.

Em inglês, as versões mais populares usando equivalência dinâmica incluem a NVI, a Versão na Linguagem de Hoje, e a Boas Novas Para o Homem Moderno, a Bíblia Viva, e a  Nova Bíblia Viva, a Bíblia Em Inglês Simples, a Versão em Inglês Contemporâneo, e A Mensagem.

Assim, desde a sua ascensão, nos anos 1960, a equivalência dinâmica tem se tornado o principal método de tradução da Bíblia, no mundo inteiro.




[1] OS PRINCÍPIOS E ERROS DA EQUIVALÊNCIA DINÂMICA

Alguns dos principais erros da equivalência dinâmica são os seguintes. Estes foram copiados diretamente dos escritos de alguns dos seus promotores.


EQUIVALÊNCIA DINÂMICA TEM O OBJETIVO DE TRADUZIR PENSAMENTOS MUITO MAIS QUE PALAVRAS

 


A pedra de esquina da equivalência dinâmica é o seu objetivo de traduzir ideias em vez de palavras. Eugene Nida disse que “as palavras são apenas veículos de ideias” (Nida,Bible Translation, 1947, p. 12).

Kenneth Taylor disse a mesma coisa, quando descreveu o seu método de tradução:

“Pegamos O PENSAMENTO ORIGINAL  e o convertemos na linguagem de hoje. a. ... Podemos ser mais exatos do que a tradução verbal” (Entrevista com J.L. Fear, Evangelism Today, Dezembro, 1972).

Considerem esta descrição da Versão em Inglês Contemporâneo:
“A Versão em Inglês Contemporâneo difere de outras traduções em que ela não é uma tradução palavra-por-palavra, nem de sequência-por-sequência, que reproduza os textos originais”, explicou o Dr. Burke. “Em vez disso, ela é UMA TRADUÇÃO DE IDEIA-POR-IDEIA no arranjo do texto bíblico de maneiras compreensíveis   ao leitor atual do inglês”  (American Bible Society Record, Junho-Julho 1991, pp. 3-6).

Os que usam a equivalência dinâmica afirmam objetivar uma transferência da mesma SIGNIFICAÇÃO DO ORIGINAL à língua do receptor.  Eles dizem que as palavras originais são importantes, mas somente como veículo  à significação; portanto, somente a significação é verdadeiramente importante na tradução.


A verdade é que a significação da Escritura original é importante, mas não é verdade que se possa traduzir apenas a “significação” sem a preocupação com as palavras e a forma do original.

Além disso, quando examinamos as versões em equivalência dinâmica ou em linguagem comum, invariavelmente, vemos que a  significação foi mudada, bem como a forma das palavras. É impossível traduzir a exata significação sem o esforço de traduzir as exatas palavras e forma.

Um estudo das versões nessa  tão popular equivalência dinâmica em inglês, como a Good News Bible e a Bíblia Viva  o comprova. Os tradutores destas versões não apenas se afastaram das palavras e da forma dos textos originais,  como, também, se afastaram da exata significação. Por favor, guardem isto na mente, quando lerem declarações desses tradutores. Em geral, eles professam continuar fieis à exata significação do texto original, na obra de tradução, mas é impossível permanecer verdadeiramente fiel à Palavra de Deus, quando se usa a equivalência dinâmica. [realce pela tradutora]


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA TEM COMO OBJETIVO O USO DE LINGUAGEM E ESTILO SIMPLES, DE CAPA A CAPA


Em 1970, a Sociedade Bíblica da Índia (um membro da United Bible Societies) começou a produzir uma versão na equivalência dinâmica (também conhecida como “versão na linguagem comum”) da Bíblia Punjabi. Este projeto foi completado em 1984. Uma listagem dos princípios de tradução foi dada no registro editado sobre a liberação da Nova Bíblia, em 2 de Março de 1985. Um desses princípios era este: “Do ponto de vista da linguagem, NÃO DEVERIA HAVER UM MODELO LITERÁRIO MUITO ELEVADO. A linguagem deveria ser usada ao alcance, tanto das pessoas mais letradas como das menos letradas”. (The North India Churchman, The Church of North India, Junho 1985, p. 10).

By the Word é um registro da missionária Lynn A. Silvernale sobre a Bíblia na Língua Comum Bengali. Este foi um projeto da Association of Baptists for World Evangelism [metade dos missionários Batistas Regulares do Brasil são da ABWE], e Silvernale foi encarregada da obra, iniciada em 1966. Em seu registro, Silvernale dá um dos princípios seguidos nesta tradução:

“Visto como a taxa de alfabetizados em Bangladesh era de apenas  21%, iniciamos a tradução e visto como esse número incluía muitas pessoas escassamente alfabetizadas,  e muitos leitores novos,  NÓS ACHAMOS QUE O NOSSO NÍVEL DE LINGUAGEM DEVERIA SER AQUELE PRONTAMENTE ENTENDIDO POR ADULTOS QUE TIVESSEM CURSADO [apenas até] O QUARTO OU QUINTO GRAU [das crianças de 9 ou 10 anos].  Este nível seria compreensível às pessoas iletradas, quando escutassem a leitura, bem como às pessoas que conseguem ler, mas com uma educação limitada.” (Lynn A. Silvernale, By the Word, pp. 25,26).

Uma olhada prática em como exatamente as versões na equivalência dinâmica são feitas ao estilo das pessoas pode mostrar o que acontece com a Bíblia Viva Holandesa.


“Encontramo-nos com o nosso coordenador holandês, Berno Ramaker, e sua esposa Ruth. Atualmente, eles estão testando as porções da nossa Dutch Living Bible, a ser brevemente liberada.  Grupos escolares estão sendo indagados sobre quatro diferentes traduções da Bíblia, incluindo a Bíblia Viva, para dar a certeza do que a nossa edição comunica efetivamente. ... O Livro de  Gênesis foi produzido num formato atraente, no ano passado,  como uma ferramenta de promoção  à Bíblia completa.  A aceitação foi entusiástica. Antes mesmo de Gênesis ser liberado, um garoto de 13 anos de idade, filho de um revisor do projeto,   encontrou o manuscrito sobre a mesa de trabalho do pai. Depois de ler um pouco, ele foi até o seu pai e disse:  “Oi, papai! Eu li o Livro de Gênesis, do primeiro até o último verso!” (Thought for Thought, Living Bibles International, Vol. 4, No. 1, 1985, p. 3).

Observem que os tradutores desta versão holandesa da equivalência dinâmica testaram o seu valor pela atitude de leitores jovens. Ela é objetivada ao nível de crianças de oito a doze anos e foi testada em grupos escolares. Nada é dito sobre se essas pessoas jovens [já] eram salvas ou se tinham algum discernimento espiritual. Quão sem razão é testar a confiabilidade de uma versão Bíblia pela reação de um jovem espiritualmente sem discernimento!

Deveria ser maravilhoso se um garoto de 13 anos de idade pudesse ler todo o Gênesis e o entendesse, mas considerem o que isto significa.  A Bíblia está repleta de coisas de difícil entendimento, até para o pastor mais amadurecido. Como, então,  é possível  que um garoto de 13 anos possa entendê-la perfeitamente? Só foi possível porque a Bíblia Viva holandesa foi simplificada além da forma e significação do texto original.



Sim, as versões na equivalência dinâmica são fáceis de se ler, tão fáceis como o jornal da manhã. Mas, quantas vezes  um indivíduo lê o seu jornal da manhã? Quão intimamente ele pondera cada palavra do seu jornal da manhã?  O fato é que a Bíblia NÃO É um jornal! A simplicidade é maravilhosa; porém não é este o objetivo da tradução da Bíblia. O primeiro e mais importante objetivo é a fidelidade às santas e eternas Palavras de Deus. O objetivo da missionária da ABWE [metade dos missionários Batistas regulares do Brasil são da ABWE], Lynn Silvernale, de produzir  uma Bíblia numa linguagem ao nível de pessoas escassamente alfabetizadas, de Bangladesh, parece um objetivo louvável.   Visto como nós, também, fomos missionários no Sul da Ásia, entre pessoas até menos letradas do que as de  Bangladesh, simpatizamos prontamente com o desejo de Silvernale de produzir  uma Bíblia que a média dos leitores possa ler e entender. O problema é que  a Bíblia é a Palavra de Deus escrita em palavras escolhidas por Deus, numa forma literária escolhida por Deus.   E, de longe, as palavras originais e a forma da Bíblia simplesmente não estão em um nível de grau 4 [da criança 9 anos de um grupo escolar]! No caso de um tradutor produzir tal Bíblia ele necessita, drasticamente, mudar a Palavra de Deus, distanciando-a do original.




A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA OBJETIVA TORNAR A BÍBLIA INTEIRAMENTE COMPREENSÍVEL AOS NÃO CRISTÃOS

Novamente, citamos os princípios  usados pela Bible Society da India na New Punjabi Bible: “Ela deveria ser tal que os leitores não cristãos também pudessem entende-la sem dificuldade alguma”. (The North India Churchman, June 1985, p. 10).

Nossa resposta a isto é simples. Deus não nos deu autoridade para mudar a Sua Palavra, não importa a motivação. “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;   E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Apocalipse 22:18,19).

“Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.   Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” (Provérbios 30:5,6).

A equivalência dinâmica confunde o trabalho do tradutor com o de um mestre. O trabalho do tradutor é produzir a obra de tradução mais exata possível na língua receptora. Depois disso,  o trabalho do mestre é explicar as Escrituras. [realce pela tradutora]

O trabalho do evangelista é explicar a Bíblia através da pregação, do testemunho pessoal, da literatura evangélica, etc., e não diluir a Escritura para ser lida como o jornal da manhã, uma novela popular ou um livro de estória infantil.



A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA EVITA OS TERMOS ECLESIÁSTICOS TRADICIONAIS

Novamente, os princípios usados pela Bible Society da Índia ao produzir a New Punjabi Bible: “Nesta tradução, a linguagem tradicional deveria ser evitada” (The North India Churchman, Junho 1985, p. 10).
É este o princípio que tem resultado na obliteração [completo desaparecimento] de termos, tais como “igreja”, “justificação,” “santificação,” “santo”, “redenção,” “propiciação,” “ancião,” “diácono” e “bispo”, na Today’s English Version. Estes termos têm sido mudados para os que pessoas não salvas possam entender,  mesmo quando isto signifique, seriamente, mudança ou enfraquecimento na significação.


A Versão em Inglês Contemporâneo é uma das versões  mais recentemente completadas na equivalência dinâmica e sua tradução das palavras acima ilustra  esta tendência. Considerem o seguintes exemplos desta versão:

Rev. 22:21— A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém” -  Se torna em Oro para que o Senhor Jesus seja generoso com todos vocês.”

O termo “graça” significa "gratuitos e imerecidos favor e bênção”, e contém uma grande porção de significação teológica, quando é estudado em vários contextos. Mudar esta bendita Palavra da Bíblia  em “generosidade” é diluir a Palavra de Deus e mudar a sua significação) Efésios. 2:8—“For by grace are ye saved through faith” (KJV) [Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2:8)] becomes “You were saved by faith in God’s kindness” (CEV) [sois salvos pela fé na bondade de Deus]. (Novamente, “graça” é mudada para “bondade.” Os tradutores da equivalência dinâmica mudaram também quase tudo neste verso importante).

Filipenses 1:1—“com os bispos e diáconos” (KJV) torna-se “a todos os oficiais e agentes da sua igreja” (CEV). (Os termos “bispo” e “diácono” são termos técnicos e importantes, consistentemente usados na Escritura. Diluir estes termos para um vago “oficiais e agentes da sua igreja” é inescusável.)

Filipenses 1:1—“
os santos em Cristo Jesus (KJV) torna-se todo o povo de Deus que pertence a Cristo Jesus” (CEV). (O termo “santo” significa alguém separado para Deus, alguém que é santo. Provém das palavras gregas  “santo” e ”santificar”.  O termo tem grande profundidade de significação, quando é estudado em vários contextos,  mas os tradutores da equivalência dinâmica escolheram tipicamente uma das mais fracas definições e substituíram a palavra teológica escolhida por essa definição).

 Rom. 3:10—“não há um justo” (KJV) torna-se ninguém é aceitável a Deus” (CEV). (O termo “justo” significa vida reta, piedade; com a mudança para “aceitável”, a significação é diluída e mudada. ´

A verdade é que os pecadores não são aceitáveis a Deus, mas não é isso que o verso diz. Os tradutores da equivalência dinâmica  interpretaram o verso e deram aos leitores a sua interpretação, em vez de uma tradução exata.) [realce pela tradutora]

Romanos 3:24 – sendo justificados gratuitamente” (KJV) torna-se “ele nos aceita livremente” (CEV). (O termo  “justificação” significa declarado justo”).

1 Cor. 6:11 - E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus. -” (KJV) torna-se “Mas agora o nome de nosso Senhor Jesus Cristo e o poder do Espírito de Deus o têm lavado e tornado aceitável a Deus”.   (CEV). (Neste verso além de muitas outras mudanças, os gloriosos termos bíblicos “santificado” e “justificado” foram diluídos para “feitos aceitáveis a Deus”.

Considerem alguns outros exemplos que são dados nas Traduções da Bíblia Para Uso Popular, por    William L. Wonderly. Este livro foi publicado nos Estados Unidos pela United Bible Societies e é uma obra padrão sobre os métodos da equivalência dinâmica.
Em João. 1:14
cheio de graça e de verdade torna-se cheio de amor e verdade”, na versão CL espanhola.  (Você precisa esclarecer que amor não é o mesmo que graça?

The superabundou a graça de  Romanos 5:20 torna-se “a bondade de Deus foi muito maior” , na versão espanhola CL. (Novamente, “graça” significa mais do que mera “bondade de Deus”.)

Em Romanos 1:5,  
pelo qual recebemos a graça e o apostoladotorna-se “Deus nos deu o privilégio de ser santos” na versão espanhola CL. (Esta “tradução” é tão diferente do original  que se torna quase irreconhecível.)

Na 2 Cor. 8:6 “esta graça entre vós” torna-se “esta generosa oferta na versão espanhola CL.

 Em Gal. 2:9 “conhecendo … a graça que me havia sido dada ” torna-se  “reconhecido que Deus me havia dado esta tarefa especial na TEV.

Em Atos 13:39 “
por ele é justificado todo aquele que crê ” torna-se “por meio dele é que todos os que crêem são perdoados de tudo”  na versão espanhola CL. (O termo “justificado” significa muito mais do que meramente “sendo perdoados”)

Aqui o problema é duplo: Primeiro, os termos escolhidos para substituir as palavras originais da Bíblia não comunicam suficientemente a exata significação do original.  "E é o que alguns têm sido; mas “haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus. - Santos significa mais do que aqueles que pertencem a Deus. Graça significa mais do que bondade ou favor, o privilégio. Justificação significa mais do que perdão.

Segundo, a completa ideia de que estes termos são eclesiásticos, ou [de uso exclusivo dentro da] igreja, é errônea.  São termos pelos quais Deus escolheu comunicar a Sua verdade. São termos celestiais e somente tornaram-se termos eclesiásticos, porque foram dados às igrejas e são mantidos como preciosos pelo povo de Deus.  Mudá-los e diluí-los  é um grande mal.  



A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ADAPTA A TRADUÇÃO À CULTURA DO POVO RECEPTOR

Ao descrever as teorias da equivalência dinâmica, de  Eugene Nida, Jakob Van Bruggen observa a ênfase  em adaptar a mensagem da Escritura à cultura do povo:

“Conforme os defensores da equivalência dinâmica, a comunicação real é quebrada , quando a diferença entre a cultura bíblica e a cultura moderna  é considerada. Nida escreve, ‘Igualmente, na narrativa bíblica, o beijo santo, o uso de véus, mulheres falando na igreja e a luta com anjos têm todas significações diferentes da nossa cultura’    (E. Nida, Message and Missions, p. 41). Conforme Nida, a luta de Jacó com o anjo está sendo interpretada psicanalítica ou mitologicamente (E. Nida, Message and Mission, pp. 41-42). “Ele considera a cultura modelo tão determinante que a tradução jamais deveria ser um mero transmissor das palavras da mensagem. Não existe equivalência formal entre a mensagem original e a mensagem traduzida. Do que se precisa  não é da equivalência estática, mas de uma equivalência dinâmica”.  (Jakob Van Bruggen, The Future of the Bible, Thomas Nelson, 1978, p. 70).

Este pensamento tem conduzido a toda sorte de mudanças na Palavra de Deus. Os que promovem a equivalência dinâmica quase sempre enfatizam o seu objetivo de serem perfeitamente fieis à significação do texto original. Mas isto simplesmente não pode ser feito quando a metodologia da equivalência dinâmica é usada.  MESMO QUE OS PROPONENTES DA EQUIVALÊNCIA DINÂMICA AFIRMEM HONRAR   A SIGNIFICAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO, NA PRÁTICA ELES NÃO O FAZEM. NA PRÁTICA, ELES MUDAM, TORCEM E PERVERTEM A ESCRITURA.  Gente, eu sei que esta é uma linguagem áspera, mas é verdadeira e precisa ser dita. A Bíblia é um assunto muito sério!
Um homem trabalhando na tradução de uma versão na equivalência dinâmica  da Bíblia numa língua tribal falada no nordeste da Índia assim arrazoou: Esta tribo nunca sacrificou cordeiros, mas  sacrificaram galos aos seus deuses, no passado. Portanto, devemos traduzir o testemunho de João como segue:
“Eis o galo de Deus, que tira os pecados do mundo”. O evangelista  Maken Sanglir, de Nagaland, nos deu esta ilustração da obra de tradução da Bíblia no nordeste da Índia.

Outro exemplo  de adaptação da linguagem da Bíblia na Linguagem de Hoje  a situações culturais foi-me relatado  pelo líder da Bible Society no Nepal. Ele me contou que um dos projetos da United Bible Societies que foi feito em uma parte do mundo, no qual as pessoas nunca tinham visto neve.   Os tradutores decidiram assim traduzir Isaías  1:18 -Ainda que os vossos pecados, sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve, eles se tornarão brancos como sejam como o miolo do coco...” O miolo de um coco é igual à neve? Ambos são brancos, mas a semelhança termina aí. A neve é como perdão de Deus, não apenas na cor branca, mas também na maneira de cobrir  amorosamente  e, provavelmente, em muitos outros aspectos. Até mesmo pequenas mudanças na Palavra de Deus podem significar sérias consequências na perda da significação ou até mesmo compartilha uma errônea significação.

Numa tradução da United Bible Societies na língua  ulithiana do Sul do Pacífico, a “pomba” foi mudada para um pássaro local chamado gigi (“Mog Mog and the Fig Tree,”Record, Nov. 1987, pp. 6-7).
Exemplos adicionais disto são dados em  Translating the Word of God de John Beekman and John Callow, dos tradutores da Bíblia Wycliffe:
Em Mateus 8:20—“
raposas” foi traduzido como “coiotes” na língua   Mazahua do  México.

Marcos 4:21 - no velador foi traduzido “sobre o alto silo de cereais” na língua kirku da Índia.

Lucas  9:62 - arado  foi traduzido como foice na língua caribenha da América Central.

Lucas 12:24 - celeiro foi traduzida como  cesta na língua zapoteca  da Villa Alta do México.

Mateus 20:22 - o cálice foi traduzido como  dor na língua Copainala Zoque do México.

Mateus  10:34 - uma espada foi traduzida como haverá dissensão entre o povo, na língua Mazahua do México.

Na tradução Zapoteca do México mudou a criancinha saltou no seu ventre”, de Lucas 1:41 para  o bebê brincou”.


Considerem alguns outros exemplos da maneira como estas versões mudam a Palavra de Deus para ser conformada à sua cultura. As ilustrações seguintes nos foram dadas por Ross Hodsdon, da  Bibles International, antes com a Wycliffe:

Numa tradução para os esquimós do Alaska cordeiro  foi substituído por filhote de foca.”

Numa tradução na língua Makusi do Brasil, filho do homem foi substituído irmão mais velho”.

Em outra tradução  Wycliffe, figueira  foi substituída por “bananeira.”

[ Acréscimo por Hélio:
Na década de 80, prof. M., do Instituto Bíblico Macedônia, em Paudalho, PE, pessoalmente me disse, com orgulho, que um seu colega da Missão Novas Tribos, considerando que os índios mais velhos de uma tribo não sabiam muito bem o que era pão e como era feito, e considerando que a principal fonte de calorias deles era a mandioca, mudou "Eu sou o pão da vida" (Jo 6:35,48) para "Eu sou a mandioca da vida." Isto me chocou, não porque eu tenha nada contra aipim bem cozido, mas porque Deus não fez João escrever aipim, e eu comecei a argumentar e cheguei a perguntar-lhe se, para a tribo onde a mais preferida fonte de proteínas era porco do mato, já tinham mudado "... Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29) para "... Óia ali u pôico du mato di Deus, e qui, si comermus, passa a fome e tira a urucubaca di nóis". Perguntei também "E se o prato preferido do dia a dia for fritada do besouro Rola-Bosta?" (O escaravelho rola-bosta alimenta-se de excrementos que encontra, rolando para a sua toca bolinhas de fezes do tamanho dele, e lá a comendo ou depositando ovos nela, para alimento das larvas que nascerem.) M. afastou-se muito irritado e fazendo-me sinal de desprezo e que eu era louco. O que me doeu mais foi, um ano depois, G., um membro de minha igreja batista fundamentalista (o qual Deus havia convertido numa noite em que preguei, e que depois tornou-se aluno de Macedônia) passar a defender as mesmas coisas de M., dizer que não via nada demais nas traduções de que falei, e passar a me atacar e também me desprezar. Que cega idolatria das pessoas pelos seus professores e seminários e organizações em que se abrigam!]

Acreditamos  que este tipo de coisa é errado. Quando o tradutor se afasta do princípio de uma tradução literal, então a mente do tradutor, a cultura e a compreensão do povo tornam-se a autoridade, em vez das verdadeiras palavras das Escrituras. (realce pela tradutora)

É importante enfatizar que não estamos falando sobre uma literalidade esculpida em madeira [rígida como um computador, sem um bilionésimo de flexibilidade], mas sobre um firme compromisso com o legítimo texto da Bíblia.

Destes poucos exemplos, vocês podem ver quanto a tradução por equivalência dinâmica fica longe do texto original. A equivalência dinâmica  permite aos tradutores esta estranha liberdade de mudar, subtrair e acrescentar na Palavra de Deusa, a tal extensão que ela nem mesmo pode ser chamada a Palavra de Deus. (realce pela tradutora)

É fácil ver as não razoáveis finalidades deste princípio da equivalência dinâmica.  Os que usam a equivalência dinâmica  não temem mudar as Palavras de Deus, a fim de se relacionarem com as culturas modernas. (realce pela tradutora)

Devemos nos lembrar que Deus é o Autor da História.
“E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os termos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; (Atos 17:26). O profeta Daniel sabia disso, quando testificou:  “Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos”.  (Daniel 2:20-21).

Deus não foi apanhado de surpresa,
quando as Escrituras foram dadas a um povo,  em um certo período da história, dentro de uma certa cultura.

Deus havia preordenado que Sua Palavra fosse traduzida em cada situação cultural e histórica, na qual ela fosse dada.   Deus criou as línguas hebraica e grega como veículos para a transmissão da Sua Palavra eterna ao homem.  Além disso, Deus criou a nação de Israel, para, através dela, Ele entregar as Escrituras do Antigo Testamento. E Deus criou o Império Romano, durante o qual Jesus Cristo veio, para ser a expiação e propiciação do pecado do homem,  e Deus criou a igreja para, através da mesma, comunicar os mistérios das Escrituras do Novo Testamento.   Portanto, a terminologia cultural da Bíblia não é incidental à comunicação da Palavra de Deus; ela é essencial para essa comunicação. (realce pela tradutora)

A terminologia cultural da Bíblia, tal como aquela relativa à agricultura e à escravidão, deve ser cuidadosamente  traduzida do original e, depois, ser explicada por evangelistas e pregadores. (realce pela tradutora) Não é obra do tradutor da Bíblia assumir a obra de um evangelista e pregador. Sem dúvida, o tradutor pode acrescentar notas explanatórias de rodapé, se ele assim o desejar, e, desse modo, dar definições das palavras usadas em uma nova versão. Ele também pode fazer dicionários e comentários a serem usados em conjunção com a tradução da Bíblia. Isto é, certamente, mais sábio do que tomar a liberdade de mudar a Palavra de Deus, e era este o método seguido pelos tradutores piedosos da antiguidade. 



A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ASSUME QUE A BÍBLIA FOI ESCRITA NUMA LÍNGUA FACILMENTE COMPREENSÍVEL ÀS PESSOAS QUE ENTÃO VIVIAM

Este princípio é uma importante admissão básica compondo a teoria da equivalência dinâmica.  Eugene Nida diz:  “Os escritores dos livros da Bíblia esperavam ser entendidos”  (Nida, Theory and Practice, p. 7).
Considerem o que foi declarado pela missionária da ABWE, Lynn Silvernale [missionária Batista Regular em Bangladesh, autora do horrível The New Testament in Bengali Common Language]: 
:
“A verdade espiritual da Escritura foi originalmente escrita em língua clara e natural, inteligível a todos os leitores. Sua linguagem se conformava com o uso idiomático dos faladores nativos do tempo em que ela foi escrita.   Contudo, a obra iluminadora do Espírito Santo  foi necessária, a fim de capacitar leitores originais a captar a verdade espiritual, porque a verdade espiritual deve ser discernida espiritualmente. Quando, hoje em dia, as pessoas leem  uma tradução da Bíblia, a única barreira que devem encontrar é a espiritual, não é a linguística, que procede do uso de uma linguagem não natural e difícil” (Silvernale, pp. 36,37).

Silvernale está apenas declarando novamente o que ela aprendeu de um dos principais promotores da equivalência dinâmica -  John Beekman, coordenador dos tradutores da Bíblia Wycliffe. No livro Ao Traduzir a Palavra de Deus, co-autorado por Beekman e John Callow, lemos esta básica admissão: “A naturalidade da tradução e a facilidade com a qual ela é entendida, deveria ser comparada   à naturalidade do original e à facilidade com a qual os recebedores dos documentos originais os entendiam”  (p. 34).


Jakob Van Bruggen nos conta que “Beekman e Callow simplesmente  pressupõem que a forma linguística do original era natural e não difícil. Eles escrevem que Paulo, Pedro, João, Tiago, Lucas e os outros [escritores da Bíblia] escreveram claramente e eram entendidos, prontamente, pelos seus leitores do Século 1” (Jakob Van Bruggen - The Future of the Bible, p. 111).

Vamos ler a declaração de Silvernale e, após íntima investigação, veremos que ela é uma sutil mistura de verdade e erro. Não é totalmente verdade que  a “Escritura foi originalmente escrita em linguagem clara e natural, a qual era inteligível aos seus leitores”; nem que a “sua linguagem se conformava ao uso dos faladores nativos do tempo em que ela foi escrita”.

Até os próprios escritores da Bíblia nem sempre entendiam o que estavam falando, conforme a declaração da 1 Pedro 1:10-11. 10 Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que  profetizaram da graça que vos foi dada, 11  Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que  estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que  a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir.” (1Pe 1:10-11)

O Apóstolo Pedro reconhecia que alguns escritos de Paulo eram “difíceis de entender” (2 Pedro 3:16).

Até a suposição amplamente mantida de que Jesus falava em parábolas, a fim de tornar os seus ensinos mais simples e claros para os incrédulos, não é verdadeira. As parábolas do Senhor Jesus Cristo tinham um duplo propósito - revelar a verdade aos crentes e esconder as verdades dos incrédulos! “E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem”. (Mateus 13:10-13).

Simplesmente não é verdade que a Escritura original fosse [sempre e totalmente] clara aos faladores nativos do seu tempo.

Também não é verdade que todas as expressões idiomáticas dos escritos originais fossem as dos faladores nativos, no tempo da escrita. A Lei de Moisés (com o seu tabernáculo, sacerdócio e sacrifícios) foi dada por revelação de Deus, no Monte Sinai, e grande parte da mesma era totalmente estranha aos israelitas, no tempo da sua recepção. Estas eram figuras das coisas que estão no Céu” (Hebreus 9:23). Os detalhes relacionados à Lei, ao sacerdócio, ao tabernáculo e ao seu serviço NÃO foram adaptados à cultura de Israel. A cultura de Israel é que foi modelada e criada pela Revelação! (realce pela tradutora)

A mesma verdade se aplica a outras partes da Escritura. O ensino sobre a igreja do Novo Testamento é descrito como “mistérios,” o que significa uma nova revelação do Céu. As pessoas do Século I não sabiam mais sobre salvação, propiciação, justificação, santificação, batismo e serviço do Novo Testamento ou qualquer outro termo da igreja do que as pessoas do mundo, hoje em dia.  Elas precisaram aprender a significação destas coisas  estranhas, as coisas celestiais, após terem sido salvas, exatamente como os homens fazem, agora. Até mesmo às palavras comuns usadas pelos apóstolos sob a inspiração do Espírito Santo são constantemente dadas novas significações na Escritura em vez das que eles tinham, na sua vida diária. (realce pela tradutora)

Estas coisas bíblicas são estranhas às culturas terrenas, porque as culturas terrenas foram formadas por homens rebeldes, que se afastaram da Verdade e do Deus Vivo. A Verdade se perdeu desde o início das culturas humanas e só existe imperceptivelmente, na forma de sombras permanecendo nos escuros nevoeiros das religiões feitas pelo homem.  Não é surpresa que grande parte da Bíblia permaneça obscura às pessoas deste mundo, pois “a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. (Filipenses 3:20).
E, também,
“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno”. (1 João 5:19). Novamente, Jesus disse aos cristãos, "Não são do mundo, como eu do mundo não sou "  (João 17:14, 16).

A Bíblia tem grande variedade de estilo e doutrina - alguns bastante simples para até uma criança entender, e alguns tão difíceis até para o adulto mais letrado; alguns bastante simples para um não salvo captar e alguns difíceis até para o santo mais amadurecido. Os alunos do primeiro ano de Grego logo aprendem que o estilo da linguagem do Novo Testamento apresenta grande variedade.  Muitos alunos do primeiro ano de Grego podem traduzir porções do Evangelho de João com uma considerável exatidão, enquanto aos mesmos alunos as epístolas de Paulo permanecem, na maioria, obscuras por causa da grande dificuldade na linguagem, no estilo e no conteúdo.  

O homem não é livre para simplificar o que
Deus não simplificou! O tradutor que produz uma versão da Bíblia, na qual as epístolas paulinas se tornam tão fáceis de ler, como o Evangelho de João, corrompeu a Palavra de Deus. Sei que esta ideia pode parecer uma heresia para um seguidor da equivalência dinâmica. Muitos perguntam: “Não é sempre bom tornar a Bíblia bastante simples para as pessoas entenderem?”  Respondo: “Não, se, fazendo isso, tivermos mudado a Santa Palavra de Deus!”.  Quem é o homem para tornar simples o que Deus não fez simples?  A Bíblia é o Livro de Deus. Será que o homem decaído sabe melhor do que Deus o que o homem precisa ouvir? (realce pela tradutora)

Contrastem o pensamento dos tradutores de hoje com o do fiel William Tyndale, da antiguidade, o primeiro a traduzir a Bíblia Em inglês a partir do Grego e Hebraico: “Apelo a Deus para registrar, para o dia em que aparecermos diante de nosso Senhor Jesus para dar conta do registro  de nossos feitos, de como eu jamais alterei uma sílaba da Palavra de Deus contra a minha consciência, nem [a alterei] até este dia, mesmo que tudo que existe na terra, quer seja prazer, honra ou riquezas  possam me ser dados”.      




[2] POR QUE REJEITAMOS A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA


Além do que já vimos, os erros principais do método da equivalência dinâmica nas traduções da Bíblia são os seguintes:


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA FOI CRIADA POR UM FALSO MESTRE

Seria impossível as teorias da equivalência dinâmica serem corretas e escriturais,  pelo simples fato de que foram criadas por um falso mestre. Seu nome é Eugene Nida. Ray Van Leeuwen observa:  “... Se você ler a Bíblia traduzida na segunda metade do último século [o XX], provavelmente vai ler uma Bíblia influenciada por Nida”  (“We Really Do Need Another Bible Translation,” Christianity Today, Outubro 22, 2001, p. 29). Em 1947, ele [Nida] publicou o devastador livro “Bible Translating: An Analysis of Principles and Procedures, with Special Reference to Aboriginal Languages “ (Londres: United Bible Societies). Desde então, ele tem publicado muitos outros livros influentes, promovendo aequivalência dinâmica, tais como:  
Customs and Cultures: Anthropology for Christian Missions (New York: Harper & Row, 1954);
God’s Word in Man’s Language (New York: Harper & Row, 1952);
Message and Mission: The Communication of the Christian Faith (New York: Harper & Brothers, 1960);
Religion Across Cultures: A Study in the Communication of the Christian Faith (Passadena, CA: William Carey Library, 1979);
Nida with William Reyburn -- Meaning Across Cultures: a Study on Bible Translating (Maryknoll, NY: Orbis, c. 1981);
Nida with Charles Taber -- The Theory and Practice of Translation (Leiden: Published for the United Bible Societies by E.J. Brill, 1974);
Nida with Jan de Waard -- From One Language to Another: Functional Equivalence in Bible Translating (Nashville: Thomas Nelson, 1986).

Nida foi o Secretário Executivo do Departamento de Traduções da American Bible Society, de 1946 até 1980. Desde a sua aposentadoria, ele é mantido como um Consultor Especial  Para Traduções. Ele viajou por mais de 85 países e conferiu a obra de tradução em mais de 200 línguas diferentes. Ele tem influenciado incontáveis tradutores da Bíblia com os seus escritos. Nida acredita que as Escrituras eram imperfeitas e que a revelação de Deus não  foi a verdade absoluta, nem mesmo nos originais  (Nida, Message and Mission, 1960 pp. 221-222, 224-228). Ele diz que as palavras da Escritura “são, em certo sentido, nada em e de si mesmas”  (Nida, Message and Mission, p. 225). Ele nega a visão de que as Escrituras foram escritas “numa espécie de linguagem do Espírito Santo” . (Nida, Language Structure and Translation, 1975, p. 259). Nida afirma que  “A Bíblia é limitada e relativa”  (Nida, Customs and Cultures, 1954, p. 282, f. 22). Nida concorda em que os modernistas, os quais afirmam que o sangue de Cristo não é a verdadeira oferta pelo pecado, mas uma mera “figura do custo”  (Nida, Theory and Practice, 1969, p. 53, n. 19). Nida afirma também que o sangue de Cristo foi meramente simbólico da “morte violenta” e que ele não foi uma oferta propiciatória a Deus pelo pecado (Nida and Newman, A Translator’s Handbook on Paul’s Letter to Romans, on Rom. 3:25). Nida tem trabalhado intimamente com Robert Bratcher, o qual mudou, malignamente a palavra ”sangue” para “morte”,  na Versão na Linguagem de Hoje. (realce pela tradutora)

Além disso, os maiores promotores da equivalência dinâmica são a apóstata United Bible Societies, a qual está repleta de modernistas teológicos e também trabalha intimamente com a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). (Para a evidência da apostasia da UBS, peça o livro do autor  Unholy Hands on God’s Holy Book: A Report on the United Bible Societies”, disponível na Way of Life Literature.)

Deus nos deu claramente mandamentos sobre o relacionamento com a heresia.  Vejam, por exemplo, Romanos 16:17; Tito 3:9-10; 2 Timóteo 2:16-21; e 2 Timóteo 3:5.

    “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” (Rm 16:17)
    “9 ... 10  Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o,” (Tt 3:9-10)
    “... 19 ¶  Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece  os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da  iniqüidade. ....” (2Tm 2:16-21)
    “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2Tm 3:5)



Amigos, Deus não nos daria a verdade importante através de hereges! Se vocês desejam saber como se traduz a Bíblia, apropriadamente,  não vão aos escritos de homens tais como Eugene Nida e Robert Bratcher! Deus ordena que o Seu povo marque e evite a heresia da equivalência dinâmica e dos que a promovem!


A EQUIVALENCIA DINÂMICA NEGA A NATUREZA DA BÍBLIA

Primeiro, a Bíblia é a revelação do céu! Ver  Gálatas 1:11-12; 2 Pedro 1:21. Exemplos: Moisés (Números 16:28), Davi (2 Samuel 23:2), Neemias  9:30), e os profetas (Jeremias 1:9; 30:2; 36:2; Ezequiel 1:3; Atos 3:21). Deus entregou à Bíblia a mensagem do céu e ela deve ser tratada assim. Ela é o Livro de Deus, não menos.  Até em cada cultura à qual a Bíblia foi dada, ela foi a escolhida Palavra de Deus e uma parte integral da Sua revelação.

Segundo, a Bíblia é verbalmente inspirada.   Ver a  1 Coríntios 2:12-13; Mateus 5:18; Atos 1:16. Isto significa que as palavras e detalhes da Escritura são  tão importantes como a sua significação. (realce pela tradutora)

Aos escritores da Bíblia não foram dadas simplesmente ideias gerais e, em seguida, recursos para a sua composição. As palavras e formas pelas quais a mensagem foi comunicada foram estabelecidas no Céu, desde toda a eternidade, e purificadas sete vezes. Embora ninguém possa negar que ao se traduzir a Bíblia deva haver alguma liberdade de mudar a forma do original, a fim de comunicar apropriadamente a mensagem do original,  essa liberdade definitivamente não se estende às liberdades tomadas pelas traduções na equivalência dinâmica. (realce pela tradutora)

Terceiro, a Bíblia contém as profundas coisas  de Deus. A linguagem bíblica é suficiente para comunicar   a Verdade eterna e divina. “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” (1 Cor. 2:10). A linguagem da Bíblia não pode ser comparada com nenhum dos escritos inspirados do homem. Esta é a Revelação Divina e contém a exata Verdade, sem mistura alguma.
Há os que usam a equivalência dinâmica e, mesmo assim,  professam crer na doutrina das Escrituras, conforme descrevemos, resumidamente, no estudo  acima.  Acho isso estranho.  A teoria da equivalência dinâmica foi construída por homens que não mantinham uma elevada visão da Escritura. Quando se considera a exata natureza da Escritura,  é impossível fazer o tipo de mudanças exigidas pela equivalência dinâmica.
(realce pela tradutora)

“Quando a Bíblia está sendo traduzida, sua própria doutrina quanto à sua inspiração verbal  impõe limites à função do tradutor. A Escritura nos ensina que, sendo a Palavra de Deus escrita, sua forma, bem como o seu pensamento são inspirados. Portanto, o tradutor da Escritura deve, acima de tudo,  seguir o exato texto: Não é sua tarefa interpretá-lo ou explicá-lo”  (Ian Murray, “Which Version? A Continuing Debate,” in The New Testament Student and Bible Translation, ed. John H. Skilton, 1978, p. 132). (realce pela tradutora)



A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA SUBSTITUI A PALAVRA DE DEUS PELOS PENSAMENTOS DO HOMENS

O tradutor da equivalência dinâmica faz muitas mudanças nas Escrituras.   Ele simplifica as palavras, remove a “terminologia teológica”,  transforma imagens concretas em abstrações, remove e interpreta imagens e figuras da linguagem, acrescenta material explanatório    muda os verbos, abrevia sentenças, etc.

Vamos repetir alguns dos exemplos  disto:

Romanos 3:25 - “sangue” (KJV) torna-se “morte” (TEV).
Isaías 1:18—“
neve” (KJV) torna-se ”miolo de coco” (United Bible Societies translation).

Tiago 1:17 – “o Pai das luzes” (KJV) torna-se “Deus, o Criador das luzes celestiais” (TEV).

Efésios 1:17- “o Pai da Glória” (KJV) torna-se “o glorioso Pai (TEV).

Cordeiro” torna-se “filhote de foca” (tradução da Wycliffe em Esquimó).

Figueira” torna-se “bananeira” (tradução da Wycliffe).

Este
tipo de coisa é errado. Quando alguém se afasta do princípio da tradução literal, a mente do tradutor e a cultura e compreensão das pessoas tornam-se a autoridade, em vez das palavras das Escrituras.

É importante enfatizar que não estamos argumentando em favor de uma literalidade esculpida em madeira [rígida como um computador, sem um bilionésimo de flexibilidade], mas por um firme compromisso  com o  legitimo texto da Palavra de Deus.


Destes poucos exemplos vemos quão distanciada a tradução por equivalência dinâmica  tem ficado do texto original.

Em terceiro lugar, a Bíblia contém as profundas coisas de Deus. A linguagem da Bíblia é suficiente para comunicar a Verdade divina.Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. (1 Coríntios 2:10). A linguagem da Bíblia não pode ser comparada com a de nenhum outro dos outros escritos não inspirados do homem. Ela é a revelação divina e contém a exata Verdade, sem mistura alguma.

Existem aqueles que usam a equivalência dinâmica e, contudo, professam crer na doutrina das Escrituras, conforme temos descrito resumidamente no estudo acima. Acho isso muito estranho. A teoria da equivalência dinâmica foi construída  por homens que não mantêm uma elevada visão da Escritura.  Quando se considera a verdadeira natureza da Escritura, torna-se impossível fazer o tipo de mudanças que a equivalência dinâmica exige. 

“Quando a Bíblia está sendo traduzida, a sua própria doutrina sobre a inspiração verbal impõe limitações à função dos tradutores.  A Escritura nos ensina que, na Palavra de Deus escrita,  sua forma, tanto quanto o seu pensamento, são inspirados. Portanto, o tradutor da Escritura, acima de tudo, deve seguir o texto: não é o seu negócio interpretá-lo ou explicá-lo.(Ian Murray, “Which Version?
A Continuing Debate,” in The New Testament Student and Bible Translation, ed. John H. Skilton, 1978, p. 132). [realce pela tradutora]


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA IGNORA AS ADMOESTAÇÕES DE DEUS SOBRE ACRESCENTAR OU DIMINUIR A PALAVRA DE DEUS

A equivalência dinâmica  ignora as admoestações de Deus sobre acrescentar ou diminuir algo da Palavra de Deus sendo esta admoestação repetida na Lei (Deuteronômio 4:2), nos livros poéticos (Provérbios 30:5-6), nos profetas (Jeremias 26:2), e no final da Bíblia, (Apocalipse 22:18-19).

    “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando.” (Dt 4:2)
    “
5  Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. 6  Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas  achado mentiroso.” (Pv 30:5-6)
    “Assim diz o SENHOR: Põe-te no átrio da casa do SENHOR e dize a todas as cidades de Judá, que vêm adorar na casa do SENHOR, todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra.”
(Jr 26:2)
    “
18  Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste  livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre  ele as pragas que estão escritas neste livro; 19  E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará  a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão  escritas neste livro.” (Ap 22:18-19)


Os que seguem a equivalência dinâmica  reconhecem estas admoestações e, muitas vezes, arranjam espertas maneiras de explicar como as desobedecem, em suas paráfrases. Mas, ao final [das contas], é claro que as advertências são simplesmente ignoradas.
[realce pela tradutora]



A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ROUBA DOS HOMENS AS PALAVRAS DE DEUS

Considerem as seguintes Escrituras, as quais mostram a importância de cada palavra da Bíblia Deuteronômio 8:3; Mateus 4:4; Lucas 4:4; Gálatas 3:16; João 10:35.

E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.” (Dt 8:3)
  
 “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4:4)
  
 “E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.” (Lc 4:4)
  
 “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendênciA. Não diz: E àS descendênciaS, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendênciA, que é Cristo.” (Gl 3:16)
  
 “Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada),” (Jo 10:35)


Mesmo assim, os proponentes da equivalência dinâmica deixam o leitor sem acesso às exatas palavras de Deus. Eles têm os pensamentos gerais do original, em alguns casos,  mas as exatas palavras e a exata e total significação foram roubadas! O leitor das versões na equivalência dinâmica não pode meditar em cada palavra e detalhe da Escritura, porque não tem uma tradução exata.

Temos visto muitos exemplos de como as traduções da equivalência dinâmica roubam das pessoas a Palavra de Deus.  Considerem mais um. A Bíblia contém ambiguidade, significando frases e expressões que podem ter mais de uma significação. A equivalência dinâmica  geralmente interpreta estas frases ou figuras de linguagem, de modo que ao leitor seja dada somente uma possível significação [das duas possíveis]. Considerem uma porção de exemplos:

A Bíblia fala do “evangelho de Jesus Cristo” (Marcos 1:1). No mesmo instante, "o evangelho de Jesus Cristo" pode significar que o evangelho é de propriedade de Jesus Cristo, como que é proveniente-de Jesus Cristo, como que é sobre Jesus Cristo.  As Bíblias de equivalência dinâmica, como a  NIV e a  TEV e a  NLT mudam isso, dando uma [só] possível interpretação  -  “o evangelho sobre Jesus Cristo” e, assim, substituindo a ampla interpretação original por uma estreita interpretação.

Jesus prometeu  bênção a todos os que são ”pobres de espírito”! (Mateus 5:3). Esta expressão tem uma riqueza de interpretação. Ela se refere à humildade, um reconhecimento e aceitação da pecaminosidade e indignidade de alguém, sob a completa dependência de Deus, e outras coisas. A equivalência dinâmica enfraquece isto, escolhendo uma estreita significação e substituindo a Palavra de Deus pela interpretação do tradutor. A NLT lê, “Deus abençoa os que verificam a sua necessidade dele”.  A CEV escolhe outra significação estreita:“Deus abençoa os que dependem somente dele.” A Mensagem a enfraquece, ainda mais, com “você é abençoado, no final da sua corda”. Uma pessoa pode estar no “final da corda”, sem depender  de Deus, ou sem reconhecer a sua verdadeira destituição espiritual, etc.

O termo “Senhor das hostes” é rico em significação.  Ele descreve Deus, o Senhor das multidões, referindo-se ao Seu poder, Sua soberania, Sua realeza, Sua grandeza, Sua riqueza, Seu conhecimento, Seu zelo contra os inimigos, e muitas outras coisas.  A NVI  muda isto para “Senhor Todo-Poderoso”, o que limita a sua significação.

 O autor do livro Cânticos de Salomão compara os olhos de sua amada com “olhos de ‘pombas’” (Cântico de Salomão 4:1). Esta metáfora é rica em significação. As pombas são belas, gentis, pacíficas, macias e ternas. Elas andam em pares; batem as asas como uma mulher mexendo as sobrancelhas, etc. A NLT escolhe apenas uma destas significações, a da maciez, e substitui o original com esta significação  - “teus olhos são macios como os das pombas”. A  TEV acaba com toda a metáfora e a substitui por  uma significação totalmente diferente: “Como os teus olhos brilham com amor”.

Isto se torna mais assustador, quando consideramos o fato de que   a equivalência dinâmica não é apenas uma técnica usada em traduções de porções da Bíblia, para distribuição entre os não salvos, na obra evangelística. Este método de corrupção está realmente  (e com rapidez) substituindo o conceito mais antigo da tradução literal,  com  as novas versões na equivalência dinâmica sendo produzidas  pelas United Bible Societies e outras sendo geralmente destinadas a SUBSTITUIR as antigas versões literais.

Muitos dos que usam a equivalência dinâmica imaginam estar ajudando as pessoas, ao trazer a Palavra de Deus ao seu nível.  Realmente, estes são ladrões, que estão condenando as pessoas a nunca possuírem as verdadeiras Palavras de Deus.
[realce pela tradutora]

“Os leitores de uma Bíblia em inglês não deveriam ficar à mercê da interpretação de uma passagem feita pelo comitê de tradução. Eles têm o direito de tomarem [eles mesmos] a responsabilidade de entender o que a passagem significa. Além disso, uma tradução deveria preservar todo o potencial energético do texto original....   As Bíblias da equivalência dinâmica nos dão repetidamente,  uma Bíblia unidimensional,  quando  o original é multidimensional. O resultado é uma perda da riqueza de significação que o original incorpora,   e de um movimento organizado que mantém os leitores (de fala inglesa) longe do que o original realmente diz.” (Ryken, The Word of God in English, pp. 194, 195, 209).


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA CONFUNDE A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL COM O ENTENDIMENTO NATURAL

Considerem  as seguintes Escrituras, as quais ensinam que o homem não é capaz de entender  a Palavra de Deus à parte da assistência divina: 1Coríntios 2:14-16; João 16:8-13; Mateus 13:9-16; Lucas 24:44-45; Atos 11:21; 16:14; Provérbios 1:23.

    “14  Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque  lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem  espiritualmente. 15  Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 16  Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas  nós temos a mente de Cristo.” (1Co 2:14-16)
    “
8  E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. 9  Do pecado, porque não crêem em mim; 10  Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; 11  E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. 12  Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13  Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a  verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido,  e vos anunciará o que há de vir.” (Jo 16:8-13)
    “9  Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 10  E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por  parábolas? 11  Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios  do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; 12  Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não  tem, até aquilo que tem lhe será tirado. 13  Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo,  não ouvem nem compreendem. 14  E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas  não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. 15  Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com  seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos,  E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E  eu os cure. 16  Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos,  porque ouvem.” (Mt 13:9-16)
    “44  E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco:  Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei  de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. 45  Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.” (Lc 24:44-45)
    “E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor.” (At 11:21)
    “E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.” (At 16:14)
    “Atentai para a minha repreensão; pois eis que
vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.” (Pv 1:23)  


A equivalência dinâmica falha em reconhecer a raiz do problema relativo à incapacidade do homem de entender a Palavra de Deus, o que é cegueira espiritual e não ignorância cultural ou falta de escolaridade.
[realce pela tradutora]
Vemos um exemplo disso em Atos 13:44-48.

44  E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra  de Deus. 45  Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando,  contradiziam o que Paulo falava. 46  Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós  se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais,  e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os  gentios; 47  Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, A  fim de que sejas para salvação até os confins da terra. 48  E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do  Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.” (At 13:44-48)


Aqui, os judeus, em cujo estabelecimento cultural a Bíblia foi primeiramente escrita,  rejeitaram as Escrituras, que os idólatras gentios aceitaram. Cultura e língua não eram o problema e isto continua sendo verdade, ainda hoje. 


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA CONFUNDE TRADUÇÃO  COM EVANGELISMO E ENSINO

O tradutor precisa traduzir fielmente  as palavras e a mensagem do original à língua do receptor, tão literalmente como possível. Ao fazer assim, obviamente ele deveria tentar fazer a tradução tão clara COMO POSSÍVEL aos leitores, sem causar dano às palavras originais e à forma. O tradutor não é livre para simplificar o que Deus não simplificou. Uma absoluta fidelidade ao original deveria ser a preocupação maior do tradutor da Bíblia. [realce pela tradutora]

Portanto, é  trabalho do mestre e do evangelista explicar essa mensagem às pessoas. O tradutor da Bíblia, cujo objetivo predominante mudar para ser tornar a Bíblia clara aos não salvos, torna-se um corruptor da Bíblia.
[realce pela tradutora]

O eunuco etíope estava lendo as Escrituras  e não conseguia entender o que lia. O trabalho do evangelista Felipe foi explicar as Escrituras a este homem  (Atos 8:26-33). Se Felipe tivesse acreditado nas teorias da equivalência dinâmica, ele poderia ter voltado para casa após esta experiência, e reescrito e simplificado o Livro de Isaías, que o eunuco etíope estava lendo! Não é óbvio que o etíope sincero, mas não salvo, não fora capaz de entender a Bíblia? Não é óbvio que muitos outros homens devem estar na mesma condição deste etíope?  Não é óbvio que não existe um número suficiente de evangelistas para falarem pessoalmente a cada pessoa perdida, a fim de explicar-lhes a Bíblia?  Então, devemos reescrever a Bíblia e mudar as suas palavras difíceis e antiquadas (o Livro de Isaías tinha já uns 800 anos de idade, quando o eunuco o estava lendo), a fim de que os não cristãos possam captá-la e “entende-la sem dificuldade?”   “Certamente isso iria agradar a Deus”. É este o pensamento mantido comumente entre os que promovem a equivalência dinâmica.

Mas, Felipe e os antigos líderes cristãos teriam preferido cortar as mãos, em vez de rasurar as santas Palavras de Deus.  Este Livro é Sagrado!  Será mesmo?  É correto escrever “Bíblia Sagrada”, na capa deste livro?   Sim, o nome de Deus é santo e reverendo, conforme nos ensinam as Escrituras  (Salmo 111:9), mas também lemos
engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome“ (Salmo 138:2)! Se o nome de Deus é santo e reverendo e Ele tem reverenciado a Sua Palavra acima do Seu nome, então a Sua Palavra é até mais santa e reverenda do que o Seu nome! Admirável, mas verdadeiro! Lamentamos sobre os que estão mudando este Livro absolutamente santo! [realce pela tradutora]


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA REBAIXA A BÍBLIA AO NÍVEL DAS PESSOAS, EM VEZ DE ELEVAR AS PESSOAS AO NÍVEL DA BÍBLIA

A equivalência dinâmica é uma metodologia de cabeça para baixo [invertida, ao contrário da vontade de Deus]. Em vez de elevar as pessoas ao nível da Bíblia, através da educação, ela procura rebaixar a Bíblia ao nível natural da ignorância espiritual das pessoas.   “Em vez de rebaixar a Bíblia ao mais baixo denominador comum,    por que não educar as pessoas, a fim de que elas alcancem o nível exigido para experimentarem a Bíblia em toda a sua riqueza  e exaltação? Em vez de esperar o mínimo dos leitores da Bíblia, deveríamos esperar deles o máximo!  A grandeza da Bíblia exige o máximo, não o mínimo. ... A Bíblia mais difícil nas modernas traduções em inglês - a King James - é usada na maior parte por segmentos  da nossa sociedade, os quais têm uma cultura relativamente baixa, conforme definido pela educação formal. ... a pesquisa tem mostrado, repetidamente, que as pessoas são capazes de se surpreenderem e até de atingir admiráveis habilidades no sentido de ler e dominar um assunto que é muito importante para elas. ... Se os leitores modernos são menos adeptos da teologia do que deveriam ser,  a tarefa da igreja é educá-los, em vez de entregar-lhes traduções da Bíblia, as quais os privem, permanentemente,  do conteúdo teológico   que, de fato, está presente na Bíblia. (Leland Ryken, The Word of God in English, pp. 107, 109). [realce pela tradutora]

Isso é exatamente o que dizemos aos que criticam a BKJ,  como sendo difícil demais para os modernos leitores ingleses.  A BKJ contém um certo número de palavras [e construções] "fora de moda", mas o problema não é difícil de se contornar. O seu vocabulário é até muito menor do que o das versões modernas. A maior parte das palavras consta de uma ou duas sílabas. Suas frases são curtas e pequenas. Não é difícil aprender o que “thee, thou, and thine” [tu, ti, e teu] significam. Não é difícil aprender o que umas 100 palavras antiquadas significam, que  “quick” significa “vivo,” etc. O que se exige? Estudo!  E é exatamente isso que Deus exige dos que
manejam bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15).

Em vez de traduzir a Bíblia, de modo que ela pareça dirigida a um leitor do sexto ano escolar [11 anos de idade], ou ao nível do jornal da manhã, precisamos traduzi-la exata e majestosamente, e, depois educar as pessoas, a fim de que elas possam entende-la. [N.T.
– Dificilmente, uma pessoa que lê, regularmente, uma BKJ continua falando errado!]

Nós fazemos isso promovendo ferramentas de estudos bíblicos, tais como dicionários, comentários e  concordâncias.   Nada existe de novo neste processo. É um processo que ainda funciona bem, e falo com a minha experiência de missionário.

“E quanto aos não salvos?”, você pergunta.  A Bíblia, como um todo, não foi escrita para os não salvos.  O seu evangelho é que foi escrito para os não salvos (Romanos 1:16:
Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”) e podemos tornar o evangelho tão simples como for necessário aos perdidos (através do evangelismo pessoal, de folhetos, de áudios e vídeos evangelísticos, de programas de rádio,  etc.), sem tentar rebaixar o nível da Bíblia.  Conforme foi visto, traduzir a Bíblia de modo que os não salvos possam entende-la sem ajuda, é sempre uma impossibilidade, porque eles não podem entende-la, se não tiverem nascido de novo. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.(1 Coríntios 2:14).


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA CONFUNDE INSPIRAÇÂO COM TRADUÇÃO

A teoria da equivalência dinâmica é que o tradutor deveria indagar:  “Como Moisés e Paulo iriam escrever, se vivessem hoje? Beekman and Callow desenvolvem este pensamento ao traduzir a Palavra de Deus.  Os escritos originais era tanto naturais na estrutura como significativos no conteúdo. Quando dizemos que as Escrituras são naturais na forma,  estamos dizendo apenas que, tendo sido escritas por narradores nativos,  elas ficaram entre as fronteiras do natural, no Hebraico, Aramaico, ou Grego Koiné. O uso de palavras e suas combinações; a sintaxe; a morfologia – tudo foi natural.  Esta característica do original deveria ser também encontrada em uma tradução”  (Beekman and Callow, Translating the Word of God, p. 40).

A equivalência dinâmica ensina que os tradutores devem fazer esta pergunta:  “O que diriam os escritores da Bíblia, se estivessem falando hoje?”Este pensamento é falho. Ele confunde inspiração e autoria com tradução.  Um autor tem autoridade para escrever o que lhe agrada. No caso da Bíblia, o Autor foi Deus e os secretários foram os vários escritores humanos. Os escritores humanos da Bíblia receberam as palavras através do processo de inspiração. O tradutor não é outro autor, nem está um tradutor recebendo a Escritura através da inspiração divina; ele está apenas traduzindo algo para uma outra línguaO trabalho do tradutor da Bíblia  é traduzir exatamente o que Deus escreveu. Seu trabalho não é adaptar as imagens da Bíblia à cultura moderna.
[realce pela tradutora]

Além disso, o tradutor, além de não ter autoridade para modificar a Escritura, não tem a menor possibilidade de saber o que os escritores da Bíblia iriam dizer, hoje em dia.  A exata ideia de que poderíamos executar esta tarefa é pura ficção.
[realce pela tradutora]

Os escritores bíblicos não estão escrevendo hoje. Eles escreveram há milênios! Imaginá-los como escrevendo numa era em que não o estão fazendo, é engajar-se numa ficção, o que distorce  os fatos da situação.... Não queremos uma Bíblia especulativa. Precisamos de uma Bíblia embasada na certeza. O que é certo é o que os escritores bíblicos realmente disseram e escreveram.
(Leland Ryken, The Word of God in English, pp. 98, 99). [realce pela tradutora]


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA TENTA O IMPOSSÍVEL

Temos visto que a equivalência dinâmica  tenta reescrever a Bíblia para hoje, o que é uma tarefa impossível. De várias maneiras, a equivalência dinâmica tenta coisas impossíveis. Consideremos algumas destas:

A primeira coisa é que a equivalência dinâmica tenta reter a exata significação do original, conquanto permitindo grandes mudanças ao adaptar a mensagem bíblica à linguagem e cultura do povo receptor. Considerem a seguinte declaração feita pelo tradutor da United Bible Societies, Thomas Headland:

“O objetivo na tradução da Bíblia é fazer uma tradução comunicar-se com a cultura em vista, sem que ela precise aprender sobre a cultura greco-judaica, embora, ao mesmo tempo, permanecendo fiel à exclusividade do conteúdo histórico e teológico das Escrituras.   
Tarefa não simples!” (Thomas N. Headland, “Some Communication Problems in Translation,” Notes on Translation, No. 88, April 1982, p. 28).

Headland diz que isso não é uma tarefa simples. Ele está errado, pois é uma tarefa impossível! Deus escolheu revelar a Sua Palavra dentro de um contexto da cultura judaico-grega, e quem muda a Bíblia a tal ponto que os leitores possam entende-la, sem nada conhecer a respeito dessa cultura, corrompe a Escritura.

Neste ponto, precisamos observar que os proponentes da equivalência dinâmica inevitavelmente afirmam que suas traduções são fieis  ao texto original. Todos os gurus da equivalência dinâmica afirmam isto. Na publicação da United Bible Societies -  Bible Translations for Popular Use, William Wonderly afirma que as versões na equivalência dinâmica são fieis ao original:

“Nas traduções supra mencionadas, [a TEV, Living Bible, Spanish Popular Version, French Common Version, e a Today’s Dutch Version, etc.] várias técnicas têm sido usadas, a fim de produzir uma versão mais significativa  para os leitores a quem são destinadas, PERMANCEDNDO DENTRO DOS LIMITES DA FIDELIDADADE  AO ORIGINAL, DE UM LADO,  e com o uso de um estilo aceitável, do outro.” (p. 75).

A publicação do tradutor da Wycliffe - Translating the Word of God de John Beekman e John Callow – também afirma que o objetivo da equivalência dinâmica é sempre a fidelidade ao texto original:

“O objetivo seria uma tradução que fosse tão rica no vocabulário, tão idiomática no fraseado, tão correta na construção, tão fluente no pensamento, tão clara na significação e tão elegante no estilo e que não pareça, de modo algum,  com uma tradução e, contudo, AO MESMO TEMPO, TRANSMITA FIELMENTE A MENSAGEM DO  ORIGINAL”(p. 32).

A Versão no Inglês de Hoje [TEV] afirma o seguinte: 

“A Bíblia na Versão no Inglês de Hoje é uma nova tradução  QUE ESTABELECE CLARA E EXATAMENTE A SIGNIFICAÇÃO DOS TEXTOS ORIGINAIS, em palavras e formas amplamente aceitas por todas as pessoas que usam  o inglês  como meio de comunicação” (Foreword, Holy Bible Today’s English Version with Deuterocanonicals/Apocrypha, American Bible Society, 1978).

A Contemporary English Version [Versão em Inglês Contemporâneo] afirma o seguinte:

“Toda tentativa foi feita para produzir um texto QUE SEJA FIEL À SIGNIFICAÇÃO DO ORIGINAL e que possa ser lido e entendido com facilidade pelos leitores de todas as idades”.(“Translating the Contemporary English Version,”Bible for Today’s Family New Testament, American Bible Society, 1991).

“Apanhamos o pensamento original e o convertemos à linguagem de hoje. NESTE CASO, PODEMOS SER MAIS EXATOS DO QUE A TRADUÇÃO VERBAL” (Evangelism Today, Dec. 1972).

Deveria ser óbvio que tais afirmações nada significam! Temos visto exemplos destas versões, mostrando que elas são tudo, menos fieis.  Até a significação geral do original é mudada.  Não me importo com o que o tradutor diz. Se a sua tradução é uma perversão da Palavra de Deus, não permito que ele se esconda por trás de sua afirmação de ser fiel à Bíblia!

Vamos considerar uma segunda impossibilidade  da equivalência dinâmica. Ela diz que os tradutores podem saber o que impressionou os ouvintes da Bíblia, séculos atrás. Um dos objetivos da equivalência dinâmica é tentar reproduzir a mesma reação nos modernos leitores de suas versões. Isto se chama tradução impactante.

Quanto isto é absolutamente impossível! Não podemos saber como os homens, séculos atrás, ficaram impressionados com a Palavra de Deus, quando esta lhes foi falada.

Além disso, tem havido reações diferentes à mesma Palavra em ouvintes diferentes. Um lampejo disto é visto em Atos 17, conforme a mensagem de Paulo aos atenienses. Todos escutaram a mesma mensagem de Deus, naquele dia, mas alguns zombaram, alguns resolveram protelar a decisão e alguns creram.  (Atos 17:32-33).
  
32 E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e  outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez. 33  E assim Paulo saiu do meio deles.” (At 17:32-33)

O trabalho dos tradutores da Bíblia não é tentar criar uma certa reação no ouvinte, mas concentrar-se numa tradução fiel das sagradas e eternas Palavras de Deus. A mente do tradutor  deve estar mais especialmente conectada à fidelidade da linguagem e não aos indivíduos que irão recebê-la. Quando a tradução é completada e a pregação tem início, os homens vão corresponder de várias maneiras, como têm sempre correspondido  à Palavra de Deus -  alguns zombando, alguns ignorando, alguns protelando a sua decisão e outros crendo.


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ESTÁ EMBASADA EM MEIAS VERDADES

Como todo erro, a equivalência dinâmica está embasada em muitas meias verdades. Os escritos dos proponentes da equivalência dinâmica contêm muitas coisas com as quais concordamos; contudo, eles ultrapassam a verdade. Considerem algumas das meias verdades da  equivalência dinâmica:


Primeira, a equivalência dinâmica diz que uma tradução totalmente literal não é correta.

Os que promovem a equivalência dinâmica começam, inevitavelmente, dando exemplos de traduções amplamente impróprias e usando estas como justificativas à sua metodologia da paráfrase.  Eugene Nida faz isso na obra - Every Man in His Own Language:

“Traduções literais – as mais fáceis e mais perigosas -  são a fonte de muitos erros. ... Uma coisa é falar de ‘brasas vivas sobre a cabeça’ de alguém, quando nos encontramos  numa reunião da congregação, e outra é dizer isso numa parte da África, onde as pessoas poderão entender erroneamente como sendo um ‘método de tortura e morte’”.
(Eugene A. Nida, God’s Word in Man’s Language, Harper and Brothers, 1952, p. 17).

[N.T. - Em um bairro de Duque de Caxias (RJ), uma mulher escutou isso numa igreja pentecostal. Quando o marido chegou em casa, embriagado, e quis agredi-la, ela foi até a cozinha, apanhou brasas no fogão à lenha e as entornou sobre a cabeça do marido].

Este é um tipo de argumentação conhecida como "argumento por degolar um espantalho." [Nota da Tradutora: seu adversário defende uma afirmativa ou posição correta, X, mas você a distorce para Y, depois destrói Y a golpes de espada, por fim canta vitória com se tivesse destruído X.] Vamos chamar a atenção para as impróprias liberdades da equivalência dinâmica, que os proponentes usam com relação à Palavra de Deus.  A solução para uma tradução com literalidade esculpida em madeira [rígida como um computador, sem um bilionésimo de flexibilidade] não se encontra na equivalência dinâmica, mas numa razoável e espiritual tradução, que se esforce ao máximo para ser fiel às palavras e formas originais; sem tomar as liberdades da equivalência dinâmica, antes permitindo que a Palavra de Deus diga  o que ela realmente diz, em vez de mudá-la -  mesmo que seja por amor à simplificação.  A metodologia apropriada à tradução da Bíblia tem sido chamada  “uma tradução essencialmente literal” e “uma tradução na equivalência formal”, como opostas à tradução na equivalência dinâmica.


Segunda,  a equivalência dinâmica  diz que o tradutor deve interpretar.

É verdade! Um exemplo se encontra em Isaías 7:14, onde é possível traduzir a palavra hebraica  “almah” tanto como “mulher jovem” ou como  “virgem.” O tradutor crente na Bíblia, que honra Cristo,  sempre vai escolher “virgem”, porque sabe que o verso é uma profecia messiânica sobre o nascimento virginal de Cristo. Este é o resultado da interpretação. 

Temos aqui outro exemplo.  Na língua do Nepal, não existe qualquer termo genérico para “vinho”, como existe no Grego e no Hebraico [Nota da Tradutora: no inglês antigo, a palavra "wine" aplicava-se mais frequentemente ao líquido fermentado, mas também se aplicava ao não fermentado:
Benjamin Marin’s Lingua Britannica Reformata or A New English Dictionary, publicado em 1748, define "wine" como "1. the juice of the grape. 2. a liquor extracted from other fruits besides the grape. 3. the vapours of wine, as wine disturbs his reason." Note que o primeiro significado aqui dado a "wine" é "o suco da uva," sem qualquer referência a fermentação.] Portanto, o tradutor deve interpretar a mensagem de João 2, quando está selecionando uma palavra na língua do Nepal para “vinho”. Ele deve traduzir como “suco de uva” ou “bebida forte”, etc., dependendo do contexto.

Todos os tradutores encaram isso, mas o fato de que o tradutor tem que interpretar [entender o significado de] as coisas na Escritura, antes de que elas sejam traduzidas, não justifica as liberdades extremas que estão sendo tomadas pelas versões na equivalência dinâmica.

Além disso, existe uma vasta diferença entre a necessidade de interpretar palavras e a de interpretar passagens. Considerem o seguinte, de Leland Ryken, professor de inglês, no Wheaton College: [realce pela tradutora]

“Sempre que um tradutor decidir que uma determinada palavra inglesa capta melhor a significação de uma palavra, no texto original, a decisão implica numa interpretação. Mas, existe uma crucial diferença entre a interpretação linguística (decisões sobre qual a palavra em inglês que melhor expressem as palavras gregas e hebraicas) e a interpretação temática da significação de um texto. Deixar de distinguir entre estes dois tipos  de interpretação pode conduzir,  tanto à confusão como ao abuso,  numa tradução.... Chegou a hora de convocar uma moratória  sobre a mal dirigida e principalmente falsa afirmação de que toda tradução é interpretação.  [realce pela tradutora]

Para as traduções essencialmente literais, tradução é tradução, e a tarefa do tradutor é expressar o que diz o original.  Somente para as traduções em equivalência dinâmica, toda tradução é, potencialmente, interpretação – algo acrescentado ou mudado no original, a fim de produzir o que os tradutores acham que a passagem significa.”
(Ryken, The Word of God in English: Criteria for Excellence in Bible Translation, 2002, pp. 85, 89). [realce pela tradutora]


Terceira, a equivalência dinâmica  diz que as pessoas para quem a tradução está sendo feita devem ser consideradas.

Novamente, é verdade! Cada tradutor deve ter em mente as pessoas para quem ele está traduzindo,  mas isto não significa que ele deva mudar ”figueira” por “bananeira”, “sangue” por “morte” ou “graça” por “bondade”, ou “santos” por “povo de Deus”, ou ”pastores” por “oficiais da igreja”!


Quarta, a equivalência dinâmica diz que algumas coisas implícitas devem ser transformadas em explícitas

Isso é verdade!  Por exemplo, algumas vezes, palavras devem ser acrescentadas à tradução, a fim de tornar a passagem mais inteligível   e/ou para trazer as palavras implícitas no original. Um exemplo disto é o das palavras que aparecem em itálico, na Versão BKJ. Estas palavras foram acrescentadas pelos tradutores, mas não se encontram explicitamente nos textos originais.  Esse tipo de coisa é essencial numa obra de tradução da Bíblia e tem sido feita.  Mas, ao contrário deste importante princípio de tradução, temos a perversão da  equivalência dinâmica no seguinte exemplo de Isaías 53:1, na Versão  na Linguagem de Hoje, em inglês:

BKJ -
Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?[realce pela tradutora]

TEV – “O povo replicou, ‘Quem teria acreditado em nosso relatório? Quem poderia ter visto a mão de Deus nisto?’” [realce pela tradutora]

[NTLH, em português:
<<O povo diz: “Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir? Quem diria que o SENHOR estava agindo?>> [realce pela tradutora]
]
As coisas acrescentadas e mudadas nesta passagem ilustram que a equivalência dinâmica ultrapassa quaisquer limites de uma tradução fiel. Contra a autoridade da Palavra, os tradutores da TEV acrescentaram “povo replicou” a esta  passagem. Com que autoridades eles mudaram os tempos dos verbos?  Com que autoridade eles mudaram “o braço do Senhor” para “mão do Senhor”? Tradutores que fazem este tipo de coisa querem afirmar que estão apenas  tornando explícito o que já está implícito [no texto original]. Mas, na realidade, eles estão corrompendo a Palavra de Deus. Nenhuma destas mudanças está realmente implícita neste verso. [realce pela tradutora]

Considerem outro exemplo. Agora, vamos comparar Efésios 3:-2-4 na BKJ, com a Versão em Inglês Contemporâneo CEV):

BKJ -
Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; Como me foi este mistério manifestado pela revelação, como antes um pouco vos escrevi; Por isso, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo.”

CEV - " Você certamente ouviu falar sobre a bondade de Deus em escolher-me para ajudá-lo. Na verdade, esta carta diz-lhe um pouco sobre como Deus me mostrou os Seus caminhos misteriosos. Ao ler a carta, você também vai descobrir o quão bem eu realmente compreendo o mistério a respeito de Cristo."
“You have surely heard about God’s kindness in choosing me to help you. In fact, this letter tells you a little about how God has shown me his mysterious ways. As you read the letter, you will also find out how well I really do understand the mystery about Christ.”

Vemos que as liberdades tomadas pelos tradutores da equivalência dinâmica ultrapassam quaisquer fronteiras da tradução bíblica. Isso acontece com praticamente qualquer exemplo que poderia ser dado  destas versões. Simplesmente elas não são fieis. Os proponentes da equivalência dinâmica não o admitiriam; mas, amigos,  é a pura verdade!  A equivalência dinâmica (sob qualquer nome) é uma arrogante metodologia, que os homens de Deus da antiguidade, como  William Tyndale e  Adoniram Judson iriam rejeitar, com tremendo desgosto.

A equivalência dinâmica  é especialmente perigosa por ser uma sutil mistura de  verdade e erro. Muitos dos que estão seguindo este método de tradução têm aceitado um bolo amargo  da equivalência dinâmica, por causa da mistura adocicada nele colocada. Seus princípios podem soar tão razoáveis!  Mas a verdade é que a equivalência dinâmica é uma perversão da Escritura.


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA É UMA RESPOSTA IMPRÓPRIA PARA CADA PROBLEMA REAL

Os promotores da equivalência dinâmica  usam exemplos da obra de tradução nas nações em desenvolvimento entre povos iletrados, para justificar a sua metodologia. Vejam o que diz a tradutora Lynn Silvernale [missionária Batista Regular (ABWE) em Bangladesh, autora do horrível The New Testament in Bengali Common Language]:

“Como falar de ovelha para um povo que nunca escutou uma palavra sobre este animal?  O que usar para ‘vinho’ numa linguagem de um povo que só conhece ‘suco de uva’ e bebida forte?  Como expressar termos e conceitos teológicos, como ‘justiça’,‘justificação’, ‘propiciação,’ que são um grande desafio para a maioria dos tradutores? Em muitos povos tribais,  tais conceitos são estranhos e não existem termos disponíveis para expressá-los. É preciso gastar meses e anos, a fim de encontrar um termo adaptável à sua língua, para ideias abstratas, como ‘amor’ e ‘santidade’. Para se ter uma ideia do que está envolvido, tente expressar “propiciação” da maneira mais breve e com a maior clareza possível para um tradutor colocar na língua que não tenha estes termos”
(Silvernale, By the Word).

Assim declarado, o problema pode fazer com que a equivalência dinâmica pareça correta e razoável. São estes os problemas que os tradutores e missionários têm encarado [através de todos os séculos, mas sempre traduzindo com máxima literalidade e fidelidade, e superando as dificuldades com notas de rodapé, comentários, explicações, etc.]; mas, somente nos últimos anos, o arrogante conceito da equivalência dinâmica, com a sua forma de mudar a Palavra de Deus, tem sido apresentado  por homens sem Deus, como uma solução para adaptar a Palavra de Deus à cultura moderna. Culturas estranhas não representam o único problema usado para ilustrar a suposta necessidade da tradução em equivalência dinâmica. As publicações da  United Bible Societies estão repletas de problemas sobre crianças abandonadas e os sem teto, para entenderem as Escrituras.

É verdade que existem tremendos problemas envolvidos na tradução da Bíblia, para culturas estranhas e pessoas iletradas. Mas, nunca é correto mudar a Palavra de Deus, a fim de adaptá-la a uma cultura.   A solução correta é traduzir literalmente a Bíblia, e explicá-la em notas de rodapé, dicionários e comentários. 
[realce pela tradutora]

E quando a língua for primitiva demais [estamos falando hipoteticamente. Não acreditamos que haja língua tão primitiva] para comportar as Escrituras? Eu digo: então, não se traduza a Bíblia nessa língua! Posso escutar agora os gemidos dos que têm a [louvável] atitude mental de Wycliffe. Mas, quem deu ao homem permissão para mudar a Palavra de Deus? Deus diz:
Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso. (Provérbios 30:5-6). É isso que Deus diz e  eu admito que seja esta a Sua palavra final neste assunto!

À luz da admoestação  de Deus para não se modificar [em nada] a Sua Palavra, eu poderia sugerir que o método apropriado para traduzí-la seria este: Primeiro, simples porções das Escrituras podem ser traduzidas e usadas na evangelização.  À medida em que o número de convertidos aumentar, dentro de um grupo da mesma língua, porções da Escritura podem ser traduzidas e usadas para ensinar os novos cristãos a respeito das coisas de Deus.  Em seguida, uma nova tradução das Escrituras, na linguagem simplificada 'pidgin' local que usam para fazer negócio [com os "civilizados"], para treinar os líderes da tribo, os quais, por sua vez,  podem ensinar ao seu próprio povo e melhorar o processo.  Através destes meios, depois de um certo tempo, a língua de um grupo pode ser desenvolvida, de modo que, eventualmente, ela possa ser usada para ensinar toda a Palavra de Deus. Devemos nos lembrar que a Bíblia precisou de 230 anos para ser aperfeiçoada no inglês, desde a primeira tradução de Wycliffe, do Latim, em 1380, até a BKJ, em 1611.   Durante esse período, a própria língua inglesa estava sendo aperfeiçoada e amadurecida, a partir das suas raízes: anglo-saxônica, latina, francesa e outras línguas.

O método acima é o que tem sido usado, sucessivamente,  durante séculos, pelos fieis missionários, que jamais usariam a equivalência dinâmica. A Bíblia deveria elevar as pessoas em direção ao céu e não abaixar o céu em direção às pessoas. A equivalência dinâmica é um retrocesso, um modo distorcido de pensamento. A Bíblia não diz que as Escrituras devem ser traduzidas  em cada língua. Ela diz que o Evangelho deve ser pregado a toda criatura (Marcos 16:15). Embora o Evangelho possa ser traduzido em cada língua, o mesmo não tem que necessariamente ser verdade com relação a toda a Bíblia.

Muitos fazem pouco da ideia de se tomar uma linguagem simplificada 'pidgin' local nascida para as tribos primitivas poderem fazer negócio [com os "civilizados"] para ensinar as pessoas sobre as coisas de Deus.   Eles falam da necessidade de usar uma “linguagem do coração.” [aquela que o evangelizado mais conhece e usa mais frequentemente e quando está a sós com as pessoas que mais ama.] Eles dizem que a língua simplificada para negócios jamais pode alcançar o coração.  Acho isso errado. Os que entendem uma língua, mesmo não sendo a língua materna, podem entender as verdades de Deus nessa língua. Sim, seguramente é sempre melhor se ouvir ensinamentos na nossa língua materna [e que mais dominamos]. Isto vai bem e é bom. Mas digo: se necessário, seria melhor ensinar todas as pessoas  numa língua simplificada para negócios, a fim de que elas possam ter uma Palavra de Deus não corrompida, em vez de uma Palavra de Deus corrompida pela equivalência dinâmica.


A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA NÃO TEM UM FIRME CONTROLE SOBRE O PROCESSO DE TRADUÇÃO

Visto como a equivalência dinâmica permite que o tradutor tome tantas liberdades com as palavras   e a forma da Escritura, não existe um firme controle no processo de tradução. Considerem o seguinte exemplo da primeira parte da  1  Tessalonicense 1:3. Vamos dar a tradução pela fiel BKJ  e mais duas traduções literais e, em seguida, de três versões na equivalência dinâmica. Veremos que as traduções literais concordam palavra por palavra, visto como não há nesta passagem nenhum conflito entre  T. Receptus e T. Crítico; mas a [tradução] das equivalências dinâmicas são dramaticamente diferentes não apenas das versões literais como também uma da outra:

BKJ “...da obra da vossa fé, do trabalho do amor...”
NASV (New American Standard Version) “... your work of faith and labor of love...”

ESV (English Standard Version) “... your work of faith and labor of love...”
NLB (New Living Bible) “... your work produced by faith, your labor prompted by love...”
TEV (Today’s English Version) “... how you put your faith into practice, how your love made you work so hard...”
CEV (Contemporary English Version) “... your faith and loving work...”
AMPLIFIED: “your work energized by faith and service motivated by love”

“A enorme faixa  de variabilidade nas traduções deste verso na equivalência dinâmica  mostra que uma vez que a fidelidade à língua original é abandonada, não existe um controle firme sobre a interpretação. O resultado é um texto desestabilizado.

Encarando a faixa de traduções por equivalência dinâmica,  como um leitor pode confiar numa tradução deste verso para o inglês?  E se é possível traduzir mais exatamente abandonando as palavras do original em favor de suas ideias, por que as traduções por equivalência dinâmica sempre terminam em tanta discordância uma com a outra? Em vez de fortalecer a exatidão, a equivalência dinâmica subverte a nossa confiança na exatidão da tradução.”(Leland Ryken, The Word of God in English, 2002, p. 82).




[3] PARA ONDE A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA VAI LEVAR?

Seria bom considerar, exatamente, para onde se encaminham as coisas, agora, quando o método da equivalência dinâmica tem ganhado tal ascendência.


NÃO MAIS [TEREMOS] BÍBLIAS EXATAS

Primeiro, onde prevalece a equivalência dinâmica, já não serão produzidas Bíblias exatas.  Haverá somente paráfrases corrompidas e independentes.

O fato de que a United Bible Societies está incentivando, agressivamente, a substituição das versões (em equivalência formal)  pelas novas versões na equivalência dinâmica(“linguagem comum”)  é amplamente admitido, pelos menos em suas publicações mais técnicas. Um artigo apareceu no The Bible Distributor, Número 27, Outubro-Novembro de 1986, intitulado “Promoting a Common Language Translation” por Daniel C. Arichea, Consultor de Tradução da UBS para a região  Ásia Pacifico, e M.K. Sembiring, Oficial de Informação da Sociedade Bíblica da Indonésia. Prestem muita atenção a este registro:

Como uma Sociedade Bíblica promove uma linguagem comum (c.l.) , também chamada tradução em equivalência dinâmica? (d.e.) -- Quais são as maneiras  de vencer a resistência do povo das igrejas, tanto dos líderes como dos membros, às traduções dinâmicas?

Em 1985, a Indonesian Bible Society embarcou em um programa para promover na linguagem comum -- a Bíblia da Indonésia, que saiu do prelo em maio daquele ano.   Vários meses antes disso, o pessoal da  IBS começou a considerar um viável programa, A FIM DE GARANTIR  QUE ESTA NOVA TRADUÇÃO FOSSE USADA PELAS IGREJAS, EM TODO O ARQUIPÉLAGO INDONÉSIO.  Nas sessões de planejamento, para este programa promocional,  os seguintes assuntos vieram à tona:

A maioria dos cristãos indonésios gosta muito das tradução standard de 1974, na correspondência formal (f.c.), semelhante em sua natureza à English Revised Standard Version. A atitude positiva em relação a esta tradução, em  geral resulta numa possível suspeita e atitude negativa a qualquer outra tradução....

Uma proposta básica  empregada foi promover a tradução  c.l. não em lugar de, mas em adição à tradução  standard, que já é amada e usada,  A FIM DE CONSEGUIR ACEITAÇÃO PARA A MESMA.
A tendência do pessoal da tradução é propalar as traduções dinâmicas, às vezes ao extremo, ridicularizando as traduções  em correspondência formal. EXISTE, É CLARO, UMA JUSTIFICATIVA  PARA ESSE ENTUSIÁSMO. A IDEIA DE QUE AS TRADUÇÕES EM  EQUIVALÊNCIA DINÂMICA OU FUNCIONAL SÃO COMO A PÉROLA DE GRANDE PREÇO DA BÍBLIA: QUANDO UMA PESSOA A ENCONTRA, ELA É TÃO PRECIOSA QUE A PESSOA TENDE A ABANDONAR TODAS AS OUTRAS TRADUÇÕES, EM FAVOR DO NOVO TESOURO ENCONTRADO.

Contudo, esta proposta cria problemas para as pessoas que já usavam outras traduções.   Muitas pessoas têm a ideia de que  as traduções que elas acalentam, já não mais serão publicadas e, por causa disso, começam a resistir à nova tradução, mesmo antes de lerem a mesma.

POR CAUSA DISSO, NOS DECIDIMOS POR UMA NOVA PROPOSTA: promovemos todos os tipos de tradução. [Passamos a dizer que] Tanto as traduções f.c. como as traduções d.e. são traduções válidas. O problema é que uma seja melhor do que a outra, mas que ela nem sempre é reconhecida como sendo traduzida na base de princípios diferentes. ... Ambas as traduções são válidas e ambas se esforçam em ser fieis ao texto bíblico. Mas, conquanto a  tradução f.c.  retenha as várias formas e  termos bíblicos,  a  tradução d.e. traduz estes termos à luz do contexto; além disso,  ela usa uma linguagem que expressa  a  significação do texto bíblico, tão naturalmente como possível,   e a um nível próprio para ser entendido pelos leitores”.

ESTA PROPOSTA DE PROMOVER AMBAS AS TRADUÇÕES  TEM DIMINUÍDO A RESISTÊNCIA À NOVA TRADUÇÃO CL. MUITOS AGORA A LEEM JUNTO COM A TRADUÇÃO F.C. MUITOS TÊM SE ADAPTADO Á TRADUÇÃO C.L., ESPECIALMENTE  APÓS TEREM VERIFICADO QUE A  C.L É MAIS FÁCIL DE SE LER E ENTENDEER.



A partir deste registro de como a versão na linguagem comum está sendo promovida, na Indonésia, o plano de metodologia da United Bible Societies se torna claro. Seu objetivo principal é substituir a mais antiga “equivalência formal”  pelas versões em paráfrase da “equivalência dinâmica”.  Eles comparam este novo método à “pérola de grande preço”  e reconhecem que quando um indivíduo  reconhece o suposto valor deste método,  ele “tende a abandonar todas as outras traduções pelo novo tesouro encontrado”.  Mas isto apenas demonstra que grande número de cristãos ainda ama as versões mais antigas e literais e que eles tendem a se tornar cépticos em relação  às versões em linguagem comum. Portanto, a fim de  “vencer a resistência do povo eclesiástico, às traduções em equivalência dinâmica,” eles concebem  várias propostas, pelas quais, durante um período de tempo,  a resistência das pessoas às novas paráfrases seja espertamente quebrada.   Primeiro eles elevam tanto as versões antigas como as novas, como sendo válidas e boas, mas o seu objetivo principal é  substituir as versões formais [pelas versões da equivalência dinâmica]. Assim, os autores do registro acima proclamam com muito entusiasmo:  “Esta proposta de promover ambas as traduções tem quebrado a resistência à nova tradução c.l.  Muitos agora a leem junto com a tradução f.c.  Muitos têm escorregado, totalmente,  para a tradução c.l.”

Em vista disso, recordamos a  seguinte citação do livro de Jakob Van Bruggen - The Future of the Bible:

“As traduções em linguagem coloquial-e-gíria (equivalência dinâmica)  têm a maior prioridade. Seu custo total está pago e este pagamento tem prioridade.  No nível mais baixo da lista estão as traduções numa tradicional linguagem eclesiástica;  fundos nenhuns têm sido formados para estas, exceto os que são alimentados em campanhas especiais. Ver ‘Table of Priorities,’ Bible Translator 23 (1972): p. 220. Paul Ellingworth escreveu na mesma edição  (p. 223): ‘Visto como a Bible Societies nunca  tem dinheiro suficiente para tudo, isto significa ser improvável que ela dê apoio futuro para traduções na língua eclesiástica tradicional “ (Jakob Van Bruggen, The Future of the Bible, p. 67).

Vemos que não haverá novos fundos para as versões “eclesiásticas tradicionais” pela United Bible Societies. Esta é uma situação já existente durante uma porção de anos. Em Agosto de 1987, recebi uma carta de  Geoff Horner, da British and Foreign Bible Society, o qual reconhecia que “virtualmente, todas as traduções em execução, atual, feitas diretamente pela UBS são da CLT [ traduções em linguagem comum].”  Esta mesma mentalidade existe nos tradutores da Bíblia Wycliffe, TODAS as suas traduções sendo versões em equivalência dinâmica  O mundo está sendo inundado  com “Bíblias” que são, na melhor das hipóteses, paráfrases.

Além disso, o prevalecimento das versões em equivalência dinâmica rebaixa o modelo da leitura bíblica nas igrejas e conduz a um progressivo analfabetismo bíblico.
[N.T. – Na igreja batista que eu frequento, a esposa do pastor e algumas mulheres jovens já andam de colo e costas seminus, o que posso atribuir ao uso da Bíblia NVI e da Contemporânea, no púlpito].

“Finalmente, após um quarto de século de traduções da Bíblia de fácil leitura, com o objetivo de tornar a Bíblia acessível às massas, a  ignorância bíblica continua em espiral.  Em vez de resolver o problema, as traduções modernas, com a suposição de uma leitura teologicamente inepta,  pode se tornar numa auto-profecia cumprida” (Ryken, The Word of God in English, p. 110).


NÃO MAIS [TEREMOS] BÍBLIAS MAJESTOSAS

A Bíblia é mais do que uma coleção de palavras que devem ser corretamente entendidas. Ela é a majestosa e poderosa Palavra do Deus Vivo. De todos os livros do mundo, somente a Bíblia tem autoria divina. Então, uma boa tradução da Bíblia deve ser absolutamente exata  e será mais do que isso. Ela será majestosa.  Ela não deve ser lida como um jornal ou novela ou discurso político, mas como a eterna Palavra de Deus!

Considerem as seguintes declarações, ao longo desta linha,  feitas por um professor de literatura em uma faculdade cristã (seminário):

“O que se perde, enquanto nos movemos descendo, continuamente, do exaltado para o coloquial-e-gíria? A primeira coisa que se perde é a dignidade  da Palavra de Deus. Quando descemos na escala das linhas estabelecidas [de beleza e elegância/, e quando apropriadas, a eloquência, da Bíblia em favor de um formato simplório e prosaico, a Bíblia deixa  de ser algo especial. Um crítico das modernas traduções coloquiais-e-gíria disse, acertadamente, que esta espécie de ‘gentil familiaridade, também pode alimentar desprezo’  ... Um segundo efeito do rebaixamento da linguagem é a perda   do poder ativo, do qual a BKJ  já foi a pedra de toque. O revisor de uma tradução moderna comenta uma passagem, usando esta declaração:  ‘Quase tudo se perdeu [da BKJ]: não apenas o ritmo, mas o senso de autoridade que o acompanha – aquele senso de abraçamento, que não estamos apelando às ideias ou vagas esperanças para nós mesmos, mas a firmes promessas e fatos.
Ela [linguagem] tornou-se fraca.’” (Leland Ryken, The Word of God in English, pp. 205, 206).

“O ritmo de Deus para a Bíblia é como um exame de qualificação:  “Se uma tradução não pode ser medida neste assunto,  ela não vai se tornar uma Bíblia superior para uso público  e leitura oral, na maior parte das situações particulares. ... O melhor teste do ritmo é simplesmente ler a passagem em voz alta. ... Se uma leitura oral da passagem flui naturalmente  ela evita paradas abruptas entre as palavras e as frases, onde é possível,   e provê  um senso de continuidade, ritmicamente excelente. Se uma tradução interrompe a fluência da linguagem e é, consistentemente,  abreviada no efeito, ela é ritmicamente inferior. ... Todas estas considerações fazem do ritmo um item essencial na tradução, não  algo periférico. Para um livro que é lido em voz alta, como sempre acontece com a Bíblia,   e para um livro cujas leituras são tão frequentemente  acrescidas de fortes sentimentos e ideias sublimes um ritmo excelente deveria ser observado como um dom” (Ryken, pp. 257, 259).

“‘Tornar a Bíblia legível, no sentido moderno, significa nivelar o tom  e convertê-lo em uma tépida prosa explanatória, aquilo que, na BKJ, é indomável, repleto de exclamações, poético e apaixonado. Isto significa diminuir a voltagem da BKJ , de modo que ela não sopre qualquer centelha de ignição’”  (Ryken, citando Dwight Macdonald, “The Bible in Modern Undress,”  em Literary Style of the Old Bible and the New, ed. D.G. Kehl, 1970, p. 40).

“‘Corremos sério  perigo de perder, numa era de prosa nivelada [em tom de bate-papo informal], uma capacidade essencial e sem preço da linguagem, totalmente verificada na Bíblia Em inglês..., a capacidade de expressar em tom e sobretom, pelo ritmo e pela beleza e força do vocabulário, os desejos espirituais religiosos e éticos do homem’”
(Ryken, quoting Henry Canby, “A Sermon on Style,” in Literary Style of the Old Bible and the New, ed. D.G. Kehl, 1970, p. 427).

“Tom é o termo literário que se refere a tais coisas como a atitude do escritor em relação ao (dele ou dela) assunto em pauta, a adequação do estilo ao conteúdo,  e correição [ou corretude] do efeito sobre um leitor.. ... De tempos em tempos,  descubro os sentimentos dos defensores da equivalência dinâmica de que a  Bíblia ”não deveria parecer como sendo a Bíblia’.  Billy Graham endossou The Living Letters, ao dizer que  ‘é emocionante ler a Palavra ... [em] um estilo que mais parece o jornal de hojeDiscordo deste veredicto. Um livro sagrado deveria parecer como um livro sagrado, não com [o tolo cronista social ou policial] do jornal diário. Ele deveria ordenar atenção e respeito,  e fazer com que não seja expressado no idioma de uma parada de caminhoneiros [quando conversando bobagens, o que se aplica a qualquer grupo de profissionais conversando bobagens para passar o tempo]. O fracasso das modernas traduções coloquiais-e-gíria é, frequentemente, um fracasso no tom”  (Ryken, The Word of God in English, pp. 278, 279, 280).

“O que um erudito literário disse sobre uma tradução moderna é geralmente verdade no que se refere a toda a tradução dinâmica equivalente e coloquial-e-gíria: ‘ela desliza mais suavemente para dentro do ouvido moderno‘, mas também desliza mais suavemente para fora;  a cerimônia diferente e antiga das formas antigas fazia com que elas permanecessem por mais tempo na mente’. Não é somente a proliferação das traduções que tem tornado difícil a memorização da Bíblia, quando não, uma causa perdida. Estas traduções são inerentemente deficientes nas qualidades que facilitam a memorização (Ryken, The Word of God in English, p. 284).
[realce pela tradutora]

...
[N.T. Nos três primeiros anos após a sua conversão, a  tradutora memorizou a Bíblia e até hoje isso tem-lhe ajudado, quando precisa encontrar, às pressas, uma citação bíblica”.

“‘Creio que a igreja cristã tem uma profunda responsabilidade  em relação a [o nível de] a linguagem do povo ... Em vez de  usar, ou explorar a flácida e vazia linguagem do nosso tempo, a Bíblia deveria ser constantemente mostrada lançando uma luz sobre a mesma, cauterizando suas impurezas.’”
(Ryken, citando Martin Jarrett-Kerr, “Old Wine: New Bottles,” in The New English Bible Reviewed, p. 128).

As Escrituras em Hebraico e Grego são belas, majestosas e dignificadas; quando elas são traduzidas,  exata e literalmente,  por pessoas qualificadas literária e espiritualmente, sua inerente majestade vai brilhar através da tradução.  A equivalência dinâmica não pode produzir uma tradução verdadeiramente majestosa   porque toma excesso de liberdades com a Palavra de Deus; De fato, a equivalência dinâmica desdenha a  majestade e grandeza  da Bíblia e rebaixa, voluntariamente, o mais nobre dos livros  ao nível de um jornal inferior, o qual tem  valor tão baixo que é lido hoje e jogado fora, amanhã. [realce pela tradutora]


NÃO MAIS [TEREMOS] CONFIANÇA NAS BÍBLIAS

Não há mais confiança porque as equivalências dinâmicas  estão em conflito, umas com as outras, e não existe um modelo estabelecido.   Já demos exemplos disto.

Não haverá confiança por causa da multiplicidade das traduções. O método de tradução da  equivalência dinâmica exige que a Bíblia seja continuamente retraduzida, porque a linguagem está sempre mudando ao nível comum de cada dia. A “linguagem de hoje” é sempre nova, de modo que uma Bíblia que supõe estar na  “linguagem de hoje” deve ser sempre nova. Uma multiplicidade de Bíblias  cria confusão, porque  o indivíduo é confrontado com uma feroz variedade de versões,  cada uma delas afirmando ser melhor do que as outras. Será que todas estas Bíblias podem ser, realmente, a Palavra de Deus?

“O efeito [da proliferação de traduções da Bíblia]  tem sido desestabilizar o texto bíblico  -- para torná-lo sempre em mudança, em vez de permanente. Com esta sucessão de novas traduções  (e de sua constante revisão),  as pessoas têm perdido  a certeza na confiabilidade das traduções em inglês.  Se cada uma traz uma nova tradução, aparentemente as existentes não devem ser suficientemente boas. E se as prévias eram inadequadas, que razão existe para se acreditar que as atuais sejam melhores?
(Leland Ryken, The Word of God in English, p. 187). [realce pela tradutora]


NÃO MAIS [TEREMOS] MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA

A multiplicação de Bíblias em inglês tem diminuído seriamente  o hábito de memorização da Bíblia. E as deturpadas versões na  equivalência dinâmica têm desencorajado quase totalmente esta prática. 

Perdemos uma Bíblia comum aos cristãos de língua inglesa.  A comunidade cristã já não fala a ‘língua’ universal.  E com a perda de uma Bíblia comum, temos perdido  a facilidade na memorização da Bíblia. Além disso, quando existe uma Bíblia comum, as pessoas a escutam, sempre e sempre, e a memorizam, virtualmente, sem perceber, isso, conscientemente; mas esta facilidade tem-se perdido, depois das múltiplas traduções. Também, com a proliferação das traduções, as igrejas e organizações encontram dificuldade em saber qual tradução deve ser escolhida para o propósito da memorização; e mesmo depois que a escolhem, existe uma variedade, de forma que uma pessoa encara a perspectiva de precisar memorizar traduções de conteúdo diferentes” (Ryken, The Word of God in English, p. 62).
[realce pela tradutora]

Tenho visto muitos exemplos disto.

Em agosto de 2003, visitei a Saddleback Community Church, no sul da Califórnia, pastoreada pelo por Rick Warren, o homem famoso da Igreja com Propósito. Observei que, no auditório, poucas pessoas carregavam Bíblias, e a razão ficou clara, quando vi a multiplicidade de versões  ali usadas na pregação. Um resumo do sermão foi entregue no boletim, no qual foram citadas seis ou sete versões, a maior parte delas parafraseada, como a Bíblia Viva,  a Nova Bíblia Viva, a Mensagem,  e a Versão na Linguagem de Hoje. Teria sido impossível seguir a leitura em uma Bíblia, sem considerar a que você teria levado. O resultado é que muitas pessoas não trazem as suas próprias Bíblias e, portanto, não podem conferir, cuidadosamente [
as heresias] da pregação.

Acontece que já não existe a mínima chance de memorização dentro desse contexto, como existe quando as pessoas usam uma [única] versão [que nunca muda durante décadas e séculos, e ela está] na equivalência formal.
[realce pela tradutora]


NÃO MAIS [TEREMOS] BÍBLIAS COMPLETAS

Onde prevalece a equivalência dinâmica, pode não haver mais Bíblias completas. Existe um estranho movimento da United Bible Societies no sentido de produzir seleções da Bíblia, ou até mesmo do Novo Testamento, em vez de Bíblias completas. Jacob Van Bruggen escreve sobre este desenvolvimento:

“Até mesmo uma tradução na linguagem comum, como a TEV, ainda é um livro volumoso.  Ele não ‘é fácil de ler’  para todas as pessoas.  Portanto, o objetivo da Bible Societies, é prover traduções para concretos grupos visados,  tais como os  ‘Leitores Principiantes; Crianças e Jovens; Estudantes e Juventude; Mulheres; Os Cegos e de Deficientes Visuais; Grupos Especiais (exemplo,  pessoas em férias); vítimas de desastres naturais;  trabalhadores migrantes; prisioneiros; pessoas hospitalizadas; membros de serviços armados; Audiências da Mídia de Massa; Pessoas que escutam as Escrituras [“Libere a Palavra para o Homem Moderno”! O Programa de Avanço para os anos 70 adotado pelo UBS Council at Addis Ababa,” Sec.
I: Main Target Groups, Bulletin of the UBS 93, 1973, p. 5ff.].

Traduções separadas da Bíblia, para todos esses grupos e situações, não seriam possíveis. Para alcançar tal variedade de grupos e situações, passagens selecionadas da Bíblia devem ser usadas.  A tabela abaixo indica que a produção de seleções está crescendo mais rapidamente  do que a de Bíblias completas:


Proporção de Bíblia [completas] para Seleções [somente partes] distribuídas em escala mundial pela UBS:

1962: 1 Bíblia [completa] para cada 3,5 seleções [somente partes da Bíblia]
1969 1 Bíblia [completa] para cada 18.5 seleções [somente partes da Bíblia]
1974 1 Bíblia [completa] para cada 33 seleções [somente partes da Bíblia] (Van Bruggen, The Future of the Bible, p. 30).


Os que se encontram por trás do desenvolvimento deste fenômeno argumentam que estão de volta às condições que existiam antes da invenção da imprensa ter feito possível a disseminação da Bíblia.    De fato, eles professam que esta movimentação de já não se produzirem Bíblias completas,  em favor da publicação de seleções da Bíblia, eles estão voltando às puras condições da igreja primitiva.

Conforme Eugene Nida, uma Bíblia completa não alcança um efeito nem de longe equivalente ao de apenas uma seleção:

“Algumas pessoas ainda têm medo das consequências desses desenvolvimentos [focalizando a produção de porções da Bíblia em vez de Bíblias completas], mas em um sentido a Bible Societies está reproduzindo hoje o equivalente cultural que aconteceu na primeira geração da igreja cristã, quando as palavras de Jesus  e as narrativas do Seus maravilhosos feitos foram amplamente circulados, quer em panfletos ou, evidentemente, conforme muitos eruditos acreditam, como séries de amarradinhos de seleções” (E. Nida, “A New Epoch in the Bible Societies,” Bulletin of the UBS, #96, 1974, pp. 7-8).

Temos aqui um erro sério.  A tentativa de voltar ao primeiro século, neste assunto em particular, é um regresso, não um progresso.  As igrejas primitivas ainda não possuíam todo o Novo Testamento compilado em um volume, embora reconhecessem, pela direção do Espírito Santo, quais epístolas e escritos eram Escritura Sagrada   e quais os que eram espúrios. Se aos cristãos do primeiro século tivesse sido dada a oportunidade  de ter toda a Bíblia lindamente reunida em um volume, conforme temos hoje, podemos ter certeza de que eles a possuiriam  e tê-la-iam adquirido e guardado como um tesouro [sem preço], guardando-o com as suas próprias vidas.  Não foi essa a vontade de Deus; eles estavam vivendo num período de transição, durante o qual a Bíblia Sagrada estava sendo completada,  com os seus capítulos finais ainda sendo escritos. Devemos louvar a Deus que esse tempo tenha passado.  O Livro está completo  e o Deus da História tem dado ao homem a imprensa, a fim de que o bendito Livro  possa ser impresso e disseminado, economicamente,  no mundo inteiro,  de modo que a pessoa mais humilde possa ter a sua própria cópia  da exata Palavra de Deus...  Um desejo de voltar a um período mais antigo da história, durante o qual esta bênção não era possível, é uma estranha tolice. Mas é exatamente isso que está sendo proposto – e seriamente proposto – pelos desorientados gurus que estão dirigindo as influentes United Bible Societies.

“Então, o que vai ser do futuro da Bíblia?  Ela vai continuar sendo um livro completo, ou vai se tornar em um molho de seleções?  A Bíblia vai continuar sendo um livro [isto é, um texto] para todos, ou cada indivíduo no futuro escolherá suas seleções e montará o seu próprio molho de seleções?” (Van Bruggen, pp. 30-32).




[4]  CONCLUSÃO

Por falta de espaço não podemos continuar [a mostrar] os exatos princípios ou erros da equivalência dinâmica.    Nosso objetivo tem sido informar o povo de Deus como ela tem se tornado popular, nos últimos anos, e admoestá-lo, sucintamente, sobre o seu perigo.  Estamos lidando com algo que tem uma enorme  e crescente influência em todo o mundo  - e não apenas entre os modernistas e novos evangélicos, mas agora, também, entre alguns fundamentalistas.

É crucial entender que a "mentalidade da linguagem comum" tem aberto enormes portões de corrupção.  É impossível produzir uma Bíblia pura, seguindo tais princípios.  Tendo eles e os seus seguidores  se perdido dos princípios da tradução literal, os gurus da equivalência dinâmica  estão fazendo com que o mundo fique repleto de paráfrases. Essas pessoas não têm uma âncora.   Elas se perderam da indobrável autoridade do texto original.  Então,  não existirá um limite nem fim para o pensamento herético que este movimento vai mostrar.
[realce pela tradutora]

Caros irmãos, fiquem em alerta e permaneçam firmes.




[5] A EQUIVALÊNCIA DINÂMICA ESTÁ INFLUENCIANDO OS TRADUTORES FUNDAMENTALISTAS

Tendo visto algo  sobre a imensa influência que a equivalência dinâmica exerce na obra de tradução da Bíblia, hoje em dia, vamos voltar a um triste assunto final. Quando estávamos estudando os livros sobre os princípios da equivalência dinâmica, com o objetivo de expor os seus erros, ficamos chocados ao saber que uma organização fundamentalista  - Association of Baptists for World Evangelism (ABWE) [metade dos missionários Batistas Regulares do Brasil são da ABWE] - tem adotado estes princípios para a tradução na língua bengalense  de Bangladesh e da  Índia. Por causa da difundida promoção da equivalência dinâmica, acreditamos que  ela será amplamente adotada pelos missionários fundamentalistas,  e desejamos propagar uma nota de admoestação.

O envolvimento da ABWE com a equivalência dinâmica está documentado em um livrete escrito pela missionária [Batista Regular] Lynn Silvernale e publicado pela ABWE em 1983.  O livrete - By the Word  - é uma revisão da tradução do projeto e princípios usados pela AB Bengalense.   Silvernale  foi encarregada do projeto, o qual teve início em 1966, e, conforme ela explica através do livro os princípios a tradução que seguiu, continuamente e sem reserva ela cita tradutores modernistas, tais como Eugene Nida, da United Bible Societies  e tradutores neo-evangélicos, como John Beekman and John Callow,  da Wycliffe.

Como já vimos, Nida é o principal guru da equivalência dinâmica  e é um liberal. Ele nega a reparação pelo sangue e a perfeita inspiração e preservação da Escritura.

Quando Silvernale estabeleceu os princípios do projeto da tradução bengalense,  ela se voltou para os escritos de homens como esses,  apesar da Bíblia exigir que nos afastemos de tais homens e dos seus ensinos. De fato, isso é estranho, num suposto projeto  missionário fundamentalista; porém,  ainda mais estranho é o fato de que esses princípios não escriturais tenham sido submetidos à ABWE no conselho do campo em  Bangladesh, E APROVADOS. (Silvernale, By the Word, p. 34).

As citações seguintes do livro de Silvernale mostram a razão porque estamos tão preocupados  a respeito disso. O livrete inicia com uma cena da vida da missionária  Silvernale, anos atrás, na qual ela tenta ler uma Bíblia para os moradores de uma vila bengalense e fica frustrada diante da incapacidade deles entenderem. A solução proposta para este problema é uma tradução em equivalência dinâmica.

“Que oportunidade para um novo missionário.   Ela havia preparado bem a sua lição e os seus ouvintes balançavam suas cabeças concordando com interesse. Para enfatizar a sua estória e atingir o ponto, ela abriu a sua grande Bíblia vermelha bengalense  e disse: “Escutem o que Deus diz: ‘Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus ... Somos todos trapos de imundícia.’

“Gradualmente o desinteresse cresceu novamente e o interesse se desfez.  Olhares evasivos a saudaram, enquanto ela lia verso após verso da Bíblia. Em seguida, uma senhora levantou-se e falou:   ‘O que a senhora está tentando nos dizer? Não entendemos essas palavras’”.
“Esta foi exatamente a situação em que eu me encontrei, in 1963, na remota pequena vila do Paquistão oriental (agora  Bangladesh). Alguns dos meus confrades missionários  na cidade estavam tendo  a mesma experiência, ao mesmo tempo. Os ouvintes eram bengalenses - alguns budistas, alguns hindus, alguns muçulmanos e alguns cristãos [católicos]. Sua língua era a rica e expressiva - língua bengalense do ganhador do Prêmio Nobel, Rabindranath Tagore. A Bíblia usada foi a versão bengalense,  muitas vezes referida como a Bíblia  Carey [William Carey (17 de agosto de 1761 - 9 de Junho de 1834), conhecido como o "pai das missões modernas", foi um ministro evangelista batista missionário inglês para a Índia,  e traduziu a Bíblia para o Bengalense, o Sânscrito e vários idiomas e dialetos da Índia.] .

“Parecia que nada poderia ser feito, mas apenas dar uma espúria paráfrase de verso, no momento em que desejávamos ensinar, mas, de algum modo, isso não é a mesma coisa,     ‘escutem, isto é o que Deus diz. Estas são palavras de Deus’. Lembrei-me de uma repetida questão que li, certa vez, em algum material de tradução da Bíblia: ‘Se Deus tinha uma mensagem para mim, não seria esta em minha língua?’

“Foi isto que fez o East Pakistan Field Council of the Association of Baptists for World Evangelism embarcar em um projeto de tradução do Novo Testamento, em 1966, e prosseguir,  com o projeto do Antigo Testamento, em 1978”
(Lynn Silvernale, By the Word).

O que Silvernale descreve é um problema comum. A cena poderia ser vista nos Estados Unidos, tão facilmente como em Bangladesh.Tenho visto os mesmos olhares evasivos durante estudos bíblicos de homens,  numa prisão do  Condado, em Coupeville, Washington, do mesmo modo como Silvernale os viu, na  vila, em Bangladesh. Uma tradução fiel da Bíblia não é um livro fácil de ser entendido. Para entendê-la [com suficiente profundidade] são necessários uma considerável [atenção, abertura de coração,] diligência e estudo [antes de tudo a ação do Espírito Santo no ouvinte e em quem prega]; isso exige um mestre. Isto é especialmente verdade para os que não são salvos. Quando Felipe indagou ao eunuco se ele estava entendendo o que estava lendo, o eunuco respondeu:
“Como poderei entender, se alguém não me ensinar?” (Atos 8:26-31). Podemos argumentar, à vontade, a respeito disso, mas o fato é que é esta a maneira  pela qual Deus ordenou essas coisas. A Bíblia NÃO foi escrita de modo a ser entendida com facilidade pelos não salvos, nem mesmo pelos salvos, a não ser que estes se apliquem, diligentemente,  ao estudo,ou tenham mestres apropriados. É a natureza da sabedoria que deve ser buscada como a tesouros escondidos(Provérbios 2:1-5).
Contudo, Silvernale e outros proponentes da equivalência dinâmica, não estão satisfeitos com isso. Sua resposta ao problema do entendimento da Bíblia é produzir uma paráfrase. Vocês podem imaginar Felipe,o evangelista, propondo tal coisa a Pedro e a Tiago, em seu regresso a Jerusalém? “Companheiros, encontrei um homem [Etíope] no deserto que estava lendo Isaías, mas não podia entendê-lo. Era obscuro para ele. Creio que precisamos fazer uma versão na equivalência dinâmica, a fim de que este pessoal  possa entender as Escrituras, eles mesmos [sozinhos e sem precisar de nenhuma ajuda]”. Tal pensamento jamais penetrou nas mentes dos homens de Deus da antiguidade. Contudo, hoje existe uma nova geração que não teme fazer mudanças na Palavra de Deus, a fim de que esta se conforme, “dinamicamente” à situação do homem. [realce pela tradutora]

Infelizmente, Silvernale e a ABWE de Bangladesh se encontram entre esses [da geração que não teme torcer a Bíblia poder ser facilmente entendida por todo homem natural, sem nenhuma ajuda]. Podemos ver isso nas declarações, no livro de Silvernale. Embora ela afirma acreditar na necessidade de iluminação dos mestres e do Espírito Santo, não está satisfeita com uma tradução literal.

Devemos entender que a Bíblia bengalense padrão [traduzida por William Carey no século 19] bem segue a metodologia de tradução que prevaleceu na obra da Bíblia, até alguns anos atrás. É o mesmo tipo de tradução da Bíblia Alemã e da BKJ.   Contudo,  Silvernale e a  ABWE em Bangladesh estão seguindo a multidão de hoje, a qual está dizendo que esse tipo de Bíblia é aborrecida e literal demais e não pode fazer o serviço.

Deixem-me esclarecer que não estou colocando um selo de aprovação na Bíblia Bengalense de Carey. Não sei se ela é ou não é uma boa tradução. Ela poderia necessitar de uma atualização e revisão. Não sei.  Mas, se ela é literal e exata, é melhor do que qualquer tipo de equivalência dinâmica.

Mas, considerem como a solução da ABWE para o “problema” da  literal Bíblia Carey Bible é uma equivalência dinâmica.

“Apesar de algum treinamento linguístico e de uma breve exposição à obra de tradução, antes de vir para  Bangladesh, fui muito ingênua sobre o que estava envolvido na tradução da Bíblia e como é feita.Se eu tivesse verificado o que estava nisso envolvido, jamais teria embarcado no projeto de tradução do Novo Testamento Bengalense! ...
“Comecei a ler tudo que encontrava sobre tradução e aprendi que existem três tipos de tradução. Vários autores os classificam diferentemente, mas a classificação de Beekman ao traduzir a Palavra de Deus  [uma publicação da Wycliffe Bible Translators] fez bastante sentido.

Ele se refere a duas propostas básicas de tradução:  a literal e a idiomática. Estas conduzem a quatro tipos de traduções: a altamente literal,  literal modificada, a idiomática, e a indevidamente livre.  “... PARA OS CRENTES AMPLAMENTE SEMI-ILETRADOSOU NOVOS LEITORES, COMO EM BANGLADESH, E PARA O USO NO EVANGELISMO COM PESSOAS NÃO CRISTÃS, QUE TENHAM TIDO UMA BREVE EXPOSIÇÃO PRÉVIA AO ENSINO CRISTÃO,  O TIPO IDIOMÁTICO DE TRADUÇÃO É DEFINITIVAMENTE PREFERÍVEL. OBVIAMENTE, FOI ESTE O CASO  EM BANGLADESH, ONDE JÁ HOUVE UMA MUITO AMADA, MAS POUCO ENTENDIDA, TRADUÇÃO LITERAL BENGALENSE....
[realce pela tradutora]

Aqui, nada existe de especial ou ‘sagrado’ sobre a linguagem da Bíblia. O Grego e o Hebraico estão sujeitos às mesmas limitações de todas as línguas naturais. ...

“A forma linguística do original é importante, porque devemos estudá-la cuidadosamente a fim de encontrar a significação da Escritura. MAS, NÃO EXISTE BASE PARA CRER QUE O PROPÓSITO DA INSPIRAÇÃO FOI TAMBÉM DAR UMA ESTRUTURA BÁSICA DE SUPERFÍCIE A SER SEGUIDA POR TODAS AS TRADUÇÕES”.(Silvernale, By the Word).
[realce pela tradutora]

É óbvio que Silvernale e a ABWE em Bangladesh adotaram a moderna metodologia da equivalência dinâmica como solução ao problema de que os bengalenses não podiam entender facilmente as Escrituras. Os bengalenses já possuíam o que  ela chamou “uma tradução literal modificada“, com a qual não estavam satisfeitos.

Este, acreditamos, é o grande erro. A Bíblia deve ser traduzida exata e literalmente. Este-e-somente-este é o papel do tradutor da Bíblia. Em seguida, o papel do evangelista e do mestre é explicá-la e produzir ferramentas e comentários, para ajudar as pessoas a entendê-la. A ABWE em Bangladesh confundiu o papel do tradutor com o do mestre. Ela nega que isso tenha sido feito, mas creio que os fatos se explicam por si mesmos.  Isso é exatamente o que eles [os da ABWE]  fizeram.
E observem esta perigosa declaração de Lynn Silvernale, Nada existe de especial ou ‘sagrado’ sobre a linguagem da Bíblia. O Greco e o  Hebraico estão sujeitos às mesmas limitações de todas as línguas naturais”.
[realce pela tradutora]
É óbvio que esta missionária fundamentalista foi profundamente influenciada pelos gurus da equivalência dinâmica, tais como  Eugene Nida. Dizer que nada existe de especial na língua da Bíblia é negar a soberania de Deus e a inspiração divina da Escritura. As próprias línguas - o Grego e o Hebraico -são sujeitas a limitações na vida diária, quando usadas por homens falíveis, mas não quando usadas na Escritura, sob inspiração divina! [realce pela tradutora]

Para melhor ilustrar como  Silvernale se enamorou   da equivalência dinâmica e dos seus promotores, observamos a sua desqualificada recomendação dos tradutores a Bíblia  Wycliffe: “...nada que se compare com os cursos oferecidos pelo Summer Institute of Linguistics durante o verão ... ou durante o normal ano escolar, no International Linguistics Center in Dallas, Texas” (Silvernale, p. 44).

Nada que se compare, de fato! Conquanto fosse possível ver o SIL como uma fonte auxiliar da linguística,  ela está errada de tal modo a falhar em dar uma clara admoestação sobre as teorias de tradução radicalmente ecumênicas e apóstatas promovidas pela Wycliffe. Para mais informações sobre Wycliffe, chamaríamos a sua atenção para o nosso artigo “Wycliffe Bible Translators: Whither Bound?”. Este se encontra na Fundamental Baptist CD-ROM Library, o qual está disponível na Way of Life Literature.

Seríamos cuidadosos ao ponto de mostrar que Silvernale  e a ABWE, sem dúvida, não iriam tomar o exato tipo de liberdades na tradução que liberais como Eugene Nida e Robert Bratcher têm tomado. Contudo, não é possível produzir numa tradução verdadeiramente pura das Escrituras, usando os princípios da equivalência dinâmica, os quais compõem a tradução bengalense da ABWE, na versão em linguagem comum. Existem liberdades tomadas que ultrapassam a licença que nos foi dada por Deus. Acreditamos que alguém não esteja contente com uma versão “literal modificada”, a qual se afastou  da apropriada obra de tradução da Bíblia. Nós mencionaríamos mais uma coisa, a versão em linguagem comum bengalense publicada pela United Bible Societies (UBS). Esta seria uma admoestação suficiente para os que estão cientes do ecumenismo e apostasia da UBS. Os fundamentalistas absolutamente nada deveriam ter com estes corruptores da Bíblia. Existem publicadores fieis à Bíblia, tais como a  Trinitarian Bible Society e a  Bearing Precious Seed. Não há desculpa para comunhão alguma com os que têm produzido tais perversões como a Versão na Linguagem de Hoje e a Nova Bíblia Em inglês. Novamente, eu chamaria a atenção para o nosso livro  -Unholy Hands on God’s Holy Book: A Report on the United Bible Societies. Este se encontra disponível na Way of Life Literature. Veja o catálogo online, em
http://www.wayoflife.org  ou chame 866-291-4143.




[6] REVISÃO DE "A PALAVRA DE DEUS EM INGLÊS", DE LELAND RYKEN



The Word of God in English: Criteria for Excellence in Bible Translation foi publicada em  2002 (Wheaton: Crossway books).
O autor, Dr. Leland Ryken, um professor de inglês no  Wheaton College, escreve em defesa da tradução literal ou formal da Bíblia, oposta à  equivalência dinâmica.

Embora Ryken não defenda a BKJ, como sendo embasada no Texto Massorético Hebraico e no Texto Recebido em Grego, ele defende o seu estilo literal  de tradução e elevado estilo de tradução. Ele aplaude continuamente a BKJ,  louvando a sua beleza, dignidade e poder. Ele a usa, repetidamente, como exemplo de tudo que seja  uma boa tradução da Bíblia. Ele sugere que a obra de tradução seja feita conforme “a tradução da BKJ” (pp. 282, 284). O livro contém muitas citações exaltando a BKJ. Ela é “inigualável entre as obras primas literárias” (p. 270), “inquestionavelmente, o livro  mais bonito do mundo” (p. 267), “o monumento mais nobre da prosa inglesa”  (p. 258), “incomparavelmente, a melhor tradução em inglês, quanto ao ritmo” (p. 259), “quando se chega ao ramo estilístico e à flexibilidade, a BKJ é incomparável” (p. 227), “a pedra de toque do poder afetivo” (p. 206), “sem igual nas suas qualidades literárias entre todas as traduções em inglês” (p. 188), “a tradução em inglês supremamente literária” (p. 163), “imensuravelmente superior” (p. 163), “a pedra de toque da excelência literária”(p. 62), “estilisticamente, a maior tradução em inglês da Bíblia já produzida” (p. 51).
[N.T. A tradução exata da BKJ em Português é a Bíblia Corrigida e Revisada Fiel da Trinitariana, a qual recomendamos aos nossos leitores].

Ryken serviu como estilista literário para a English Standard Version, de modo que ele não se opõe às versões modernas per se, mas somente às versões na equivalência dinâmica. Ele também defende as versões modernas produzidas conforme o texto grego de Westcott-Hort. Não sei até que ponto ele realmente conhece o assunto textual, pois ele toma a posição standard, que rejeitamos, a de que a BKJ “não é embasada  nos melhores manuscritos”.(p. 284). Poderíamos desafiar  o professor a ler a obra do Dr. Edward F. Hills -The King James Bible Defended, uma edição preliminar do que foi escrito nos anos 1950, depois que o Dr. Hills obteve o doutorado em crítica textual, em Harvard. Também recomendaríamos que ele lesse  - The Revision Revised, do grande erudito textual, o Deão John Burgon, a fim de ver o outro lado da história do Novo Testamento Grego de Westcott-Hort.

O Dr. Ryken é um evangélico, no que se refere a crer que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus, mas é um neo-evangélico (como se pode assumir, pela sua associação com a  Wheaton). Isso é ilustrado pela sua citação crítica de liberais como  Bruce Metzger e Krister Stendahl, os que mantêm doutrinas e métodos que ele rotula como sendo não escriturais. Por exemplo, após condenar a equivalência dinâmica, porque esta contraria a elevada visão sobre a inspiração e autoridade da Bíblia, o que é verdade,  Ryken se apressa em amaciar o sopro, dizendo:“Quero registrar em público o meu respeito pelos tradutores e publicadores, cuja teoria e prática da tradução creio ser teológica e eticamente deficiente” (Ryken, The Word of God in English, p. 123).

O neo-evangélico se esforça em ser “tanto isto como aquilo” em vez de ser “ou isto ou aquilo, mas não ambos”. Ele deseja manter a verdade, mas não condena, nem se separa dos que laboram em erro. Isto é contrário à Palavra de Deus, conforme o Salmo 119:128:
Por isso estimo todos os teus preceitos acerca de tudo, como retos, e odeio toda falsa vereda.O salmista recusa a filosofia neo-evangélica, contrária ao que se refere a amar somente a verdade e odiar o erro; esses homens estão corrompendo a Palavra de Deus, através de métodos não escriturais,  como a equivalência dinâmica, - e eles estão! - deveriam ser clara e inequivocamente condenados e não respeitados ou tolerados! Deus admoestou que  os que acrescentam ou subtraem a Sua Revelação vão perecer (Apocalipse  22:18-19). Estas são palavras duras.  Quem somos nós para abençoar aqueles que o Senhor amaldiçoou?
Mesmo assim, os argumentos Dr. Ryken contra a equivalência dinâmica são poderosos e dignos de estudo pelos defensores da BKJ.  Recomendamos que vocês obtenham uma cópia deste livro para a sua biblioteca.

A seguir, temos alguns excertos deste livro de 336 páginas:

“As palavras do próprio autor do livro têm importância. Aos publicadores e editores não é normalmente permitido mudar as palavras dos textos literários. Os leitores esperam receber as legítimas palavras do autor. As mudanças na linguagem tornam os textos das eras passadas difíceis, arcaicos e até obsoletos aos leitores que são educados nas significações das palavras. ... Não deveríamos tratar as palavras e textos da Bíblia  com o mesmo respeito que demonstramos por Shakespeare e Milton?  As exatas palavras dos autores bíblicos  não merecem a mesma proteção contra a alteração que os autores comuns recebem? Não deveríamos esperar que os leitores usassem o mesmo nível de rigor para a Bíblia  que eles esperam aprender na escola secundária e nos colégios de cursos literários?  ... Minha resposta é que isso não acontece.  A tradução não poderia ser uma ocasião de licenciosidade. As regras comuns da exatidão, integridade e confiabilidade  textuais ainda prevalecem. De fato, deveríamos achar que a Bíblia seria o último livro com o qual as pessoas tomassem liberdades.”(Leland Ryken, TheWord of God in English, pp. 30, 31).
[realce pela tradutora]

As traduções modernas têm participado no espírito dos tempos  - um espírito incansável de mudança, iconoclástico em sua desrespeitosa atitude em direção contrária ao que foi venerado no passado, permitindo automática preferência ao que é novo e original” (Ryken, TheWord of God in English, p. 62).
[realce pela tradutora]

“Perdemos a Bíblia comum aos cristãos de língua inglesa. A comunidade crista já não fala a ‘linguagem’  bíblica universal. E com a perda de uma Bíblia comum, perdemos a facilidade de uma fácil memorização da Bíblia. Além de tudo, quando existe uma Bíblia comum, as pessoas a escutam, sempre e sempre, e a memorizam virtualmente sem se conscientizar do que estão fazendo; mas esta facilidade se perdeu   com as múltiplas traduções. Além disso, com a proliferação de traduções, as igrejas e organizações, acham difícil  saber qual a tradução mais adequada à memorização; e mesmo depois que escolhem, existe uma tal variedade que uma pessoa encara, que a perspectiva de precisar memorizar as traduções diferentes, em diferentes escritas” (Ryken, TheWord of God in English, p. 62).
[realce pela tradutora]

A tarefa dos tradutores é simplesmente reproduzir em inglês tudo que encontram no original” (Ryken, TheWord of God in English, p. 71)
“O simples fato do assunto é que a Bíblia é um livro antigo, não um livro moderno.  Traduzi-la para o inglês, de modo que ela pareça um livro moderno, é distorce-la”  (Ryken, The Word of God in English, p. 74)
[realce pela tradutora]
Os mesmíssimos tradutores que se esforçam tanto pela necessidade de traduzir a Bíblia em termos imediatamente compreensíveis, com todos os problemas de interpretação removidos dos leitores, têm se tornado coparticipantes dos padres católicos romanos. Por meios de vazios vislumbres interpretativos, estes tradutores se acham no poder de  fabricar leitores para eles, escolhendo os ‘leitores ignorantes’,  aos quais o texto interessa, e, em seguida, liberando somente as interpretações que eles acham corretas. O leitor é exata e certamente privado das palavras do texto original, do mesmo modo como foi o cristão medieval.(Ryken, TheWord of God in English, p. 78).
[realce pela tradutora]

Quando mudamos as palavras, mudamos a significação. ... Todo o projeto da equivalência dinâmica está embasado numa impossibilidade  e falsa concepção sobre o relacionamento entre as palavras e a significação.
[realce pela tradutora]

Alguém disse, acertadamente, que ‘a palavra pode ser observada como o corpo do pensamento’ acrescentando que ‘se as palavras nos são tiradas, a exata significação é por si mesma perdida.’  ... Quando as palavras diferem, a significação difere.  Afirmar que podemos traduzir ideias em vez de palavras é uma impossibilidade.” (Ryken, TheWord of God in English, pp. 80, 81).
[realce pela tradutora]

“Algo mais que precisa ser dito é que as traduções na equivalência dinâmica   ordinariamente mostram uma maior quantidade de variabilidade do que as traduções essencialmente literais mostram. Este é um modo de dizer que à equivalência dinâmica falta um interno estabelecimento dos controles sobre o processo de tradução(Ryken, TheWord of God in English, p. 81).
[realce pela tradutora]

“E se é possível traduzir mais exatamente abandonando as palavras do original pelas suas ideias, por que as traduções em equivalência dinâmica  terminam em tal discordância umas com as outras?  Em vez de fortalecer a exatidão, a equivalência dinâmica subverte a nossa confiança na exatidão das traduções.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 82).
[realce pela tradutora]

“Os que endossam a equivalência dinâmica como uma teoria precisam ‘possuir’ a tradição que tem fluído da teoria.... A NVI se ergueu do princípio da experiência da equivalência dinâmica e foi uma tenra versão da teoria da equivalência dinâmica. A trajetória desse antigo ponto tem sido na direção de uma maior e maior remoção do texto original.... Se é a própria teoria que os proponentes desejam endossar, eles precisam oferecer uma defesa da variabilidade da qual provém a sua teoria, ou formular controles sobre as traduções da ampla variabilidade, que caracterizam a tradição da equivalência dinâmica”  (Ryken, TheWord of God in English, p. 84).
[realce pela tradutora]

“Sempre que um tradutor decide que uma determinada palavra inglesa  capta melhor a significação de uma palavra, no texto original, a decisão implica numa interpretação.  Mas existe uma crucial diferença entre a interpretação linguística  (decisões relativas a quais palavras inglesas expressam melhor as palavras hebraicas e gregas) e a interpretação temática da significação do texto. Deixar de distinguir entre estes dois tipos de interpretação tem conduzido tanto à confusão como a licenciosidade,  na tradução. ... É tempo de convocar uma moratória sobre a má condução e principalmente falsa afirmação de que toda tradução é interpretação.  Para os tradutores  essencialmente literais, tradução é tradução,  e sua tarefa é expressar o que diz o original. Somente nas traduções equivalentes-dinâmicas a tradução é potencialmente interpretação - algo acrescentado ao original ou mudado do original, a fim de produzir o que os tradutores pensam que a passagem significa.
(Ryken, The Word of God in English, pp. 85, 89). [realce pela tradutora]

“Para os tradutores essencialmente literais, o tradutor é um mensageiro que se mantém dentro da mensagem, e ‘um entregador da obra de outro’, cuja função é ‘ser fiel ao que está diante dele’ e ‘não mudar o texto”’. (Ryken, TheWord of God in English, p. 91).
[realce pela tradutora]

Por isso estimo todos os teus preceitos acerca de tudo, como retos, e odeio toda falsa vereda. (Ryken, TheWord of God in English, pp. 91, 92, 93).

Os escritores bíblicos não estão escrevendo hoje. Eles escreveram milênios atrás. Retratá-los como escrevendo numa era em que eles não escreveram é se engajar em ficção, a qual distorce os fatos da situação. ... Não queremos uma Bíblia especulativa.  Precisamos de uma Bíblia embasada na certeza. O que é certo é  o que os escritores bíblicos realmente disseram e escreveram.”  (Ryken, The Word of God in English, pp. 98, 99).
[realce pela tradutora]

“Conforme Tony Naden observou corretamente, o uso do processo de tradução, como ocasião [pretexto, desculpa] para traduzir o texto bíblico da forma [mais] facilmente compreensível, realmente viola o princípio de fidelidade na tradução do original. ... Em outras palavras, existem partes da Bíblia para as quais podemos dizer, inequivocamente, que a tradução mais fácil de ler é a que mais inexatamente tenha traduzido do texto original.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 100).
[realce pela tradutora]

“Uma tradução da Bíblia em inglês deveria se esforçar por uma literalidade máxima, apenas dentro dos parâmetros da exatidão expressando fielmente o que o original realmente diz, incluindo a dificuldade inerente ao texto original. A questão crucial que deveria governar a tradução é o que os autores do original realmente escreveram, não as nossas especulações sobre como deveriam eles se expressar hoje, ou como nós expressaríamos o conteúdo da Bíblia. O fato de que o Novo Testamento foi escrito em Grego  koiné  não deveria levar os tradutores a traduzir a Bíblia num estilo uniformemente coloquial-e-gíria. Finalmente,  uma boa tradução não tenta tornar a Bíblia mais simples do que ela foi para a audiência original.(Ryken, TheWord of God in English, pp. 100, 101).
[realce pela tradutora]

Em vez de rebaixar a Bíblia a um nível de denominador comum,  por que não educar as pessoas a alcançarem o nível exigido, a fim de experimentarem  a Bíblia em toda a sua riqueza e exatidão? Em vez de esperar o mínimo dos leitores da Bíblia, por que não esperar deles o máximo?  A grandeza da Bíblia exige o melhor, não o mínimo. ... A mais difícil das modernas traduções em inglês -- a King James – é usada, na maioria, por segmentos da sociedade relativamente não escolarizados, conforme definido pela educação formal.. ... a pesquisa tem mostrado, repetidamente, que as pessoas são capazes  de crescer para surpreender e até de possuir habilidades admiráveis para ler e dominar um assunto  que seja importante  para elas.
” (Ryken, (The Word of God in English, p. 107)

“As gerações anteriores não achavam que a Bíblia  King James fosse teologicamente pesada, além da sua compreensão.  Nem os leitores e a congregação que continuam a usar a tradução King James acham-na  incompreensível. Meus pais concluíram a escola secundária e aprenderam a entender a Bíblia King James, lendo-a e escutando a pregação embasada na mesma. Não precisamos admitir uma leitura teologicamente inepta para a Bíblia. Além do mais, se os leitores modernos são menos adeptos da teologia do que deveriam ser, a tarefa de uma igreja é educá-los, não dar a eles traduções da Bíblia que os prive, permanentemente,  do conteúdo teológico que realmente se encontra na Bíblia. (Ryken, TheWord of God in English, p. 109).

“Finalmente, após um quarto de século das traduções da  Bíblia de fácil leitura, destinadas a torná-la mais acessível às massas, a falta de leitura da mesma continua em espiral.  Em vez de resolver o problema, as traduções modernas, com a pressuposição  de uma leitura teologicamente inepta, podem ter-se tornado uma profecia auto-cumprida.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 110).

“Quando os tradutores fixam um nível de tradução dentro dos parâmetros acima observados [nível escolar secundário, vocabulário limitado, etc.], aparentemente eles acreditam que os leitores da Bíblia vão permanecer, para sempre, em seu atual nível inferior de capacidade.  Aparentemente, mesmo que os leitores possam ir além de um nível inferior de capacidade, o seu novo domínio não lhes fará  bem, quando forem ler a Bíblia, porque a tradução foi fixada no  mais baixo nível do denominador comum.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 113).

“A exata proliferação de traduções inglesas alimenta a síndrome de leitores  como sendo os que determinam o tipo de tradução. O resultado é que a multidão de traduções tem sido uma proposta negativa,no sentido de se escolher uma tradução da Bíblia. A pressuposição é que já não existe um objetivo ou modelos confiáveis para se escolher uma tradução da Bíblia;desse modo, os leitores podem, simplesmente ficar confusos. Levada ao extremo, esta mentalidade produz a Bíblia Amplificada, que multiplica sinônimos ingleses por palavras, no texto bíblico, deixando os leitores apanhar, apenas, a palavra que mais os agrade, na tentativa de conseguirem uma preferência à qual o texto original realmente se refira.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 117).

“De fato, eu não me sentiria confortável fazendo os tipos de mudanças das traduções que a equivalência dinâmica faz no texto original, em qualquer livro pelo qual eu tivesse uma alta estima.  Por exemplo, se distribuíssem excertos de uma obra de literatura,  do  Gettysburg Address, ou mesmo um artigo da Newsweek de uma classe de estudantes,  eu nunca pensaria em mudar uma palavra. Tenho consideração muito elevada pela autoria, até mesmo de textos seculares, para fazer isso.  O mesmo princípio é ainda mais importante na tradução da Bíblia, na qual as palavras são exatamente as de Deus. Cada nuance possível de significação que reside nas palavras do original deve ser executada dentro das palavras de uma tradução. E imaginem os tradutores da equivalência dinâmica dizendo que eles não se consideram como mudando o texto. Minha resposta é que eles precisam começar a ver isso naqueles termos.  Se isto parece uma amplificação, eles precisam ponderar nas implicações do fato de que eles mesmos objetariam se um editor ou tradutor ou narrador os citando fizessem com a suas declarações o que eles fazem com a Bíblia, durante o processo de tradução. Eu me refiro a tais costumes como os de usar metáforas, mudar palavras, acrescentar comentários explanatórios e mudar as referências, de modo a concordar com o que o editor ou tradutor ou narrador prefere. Certamente, eu acharia que isto se constitui em desrespeito pela nossa autoridade como autor.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 128).

“Os escritores da Bíblia expressaram a verdade nas exatas formas que Deus desejava que nós as recebêssemos? E se uma doutrina bíblica da inspiração da Escritura pelo Espírito Santo   prontifica a resposta ‘sim’, a conclusão lógica é que as exatas imagens e metáforas em termos técnicos que encontramos na Bíblia são inspirados. Não somos livres para corrigir ou adaptar o texto às receptíveis capacidades ou aos gostos de uma leitura contemporânea.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 130).

Nós mesmos não gostamos de ter  o que temos dito e escrito, amaciado por alguém que presume saber o que nós ‘pretendíamos dizer’. O que pretendemos dizer é o que dizemos.  Se isto é verdade na comunicação ordinária verbal, quanto mais deveríamos admitir que os escritores da Bíblia, conduzidos pelo Espírito Santo (2 Peter 1:21), disseram o que pretendiam dizer. ... O que os autores bíblicos principalmente pretendiam dizer, eles disseram, isto é, em suas palavras. Pular destas palavras  para uma inferida  significação, durante o processo de tradução, é mudar a certeza pela inferência. Como leitores da Bíblia em inglês, precisamos de um texto verdadeiro, não de um texto inferido ou hipotético.  Numa tradução da Bíblia precisamos de realidade, não de algo que se aproxime da  ‘realidade virtual.’” (Ryken, TheWord of God in English, p. 147)

“Se, como alguns afirmam, a forma e estilo literário não têm importância na Bíblia, por que Deus nos deu uma Bíblia literária? E se a Bíblia é, predominantemente, um livro literário,  por que  fazem algumas traduções e teorias de tradução tão negligentes, no sentido de  negligenciar os aspectos literários da Bíblia? ... Um notório não cristão do século XX
[H. L. Mencken] chamou a BKJ de ‘inquestionavelmente o mais belo livro do mundo’. É lamentável que tenhamos muitas vezes concluído que a beleza da Bíblia significa mais para este pagão do que para os modernos tradutores da Bíblia.” (Ryken, TheWord of God in English, pp. 159, 161).

“Autores e eruditos literários consideram eminentemente a BKJ como sendo a tradução em inglês supremamente literária, e outros como sendo superior em sua tradução das Bíblias da equivalência dinâmica. Allen Tate chamou as traduções modernas de ‘ásperas e vulgares’;  W.H. Auden considerou a BKJ ‘imensuravelmente superior’ ; Thornton Wilder disse que nunca foi capaz de ler ...  até o final qualquer uma outra versão, além da BKJ; e   T.S. Eliot considerava as traduções modernas  como sendo ‘um ativo agente de decadência’ ... O veredicto de eruditos literários não cobre tudo que é importante numa tradução da Bíblia; por exemplo, ele não fala diretamente à exatidão e  fidelidade ao original. Por outro lado, autores e críticos literários  são pessoas cujas instituições literárias são confiáveis e, quando eles já desgostam, uniformemente, das modernas traduções coloquiais-e-gírias, isto é, certamente, um índice de uma deficiência literária destas traduções.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 163)

“Uma boa tradução do Novo Testamento preservará um senso de distância histórica e cultural. Ela levará o leitor de volta ao ambiente do Judaísmo do primeiro século, vivendo entre estrangeiros, onde começou o movimento cristão.” (Ryken, TheWord of God in English, p. 175).

“Creio ser correto que uma tradução em inglês preserve um apropriado sabor arcaico, como meio de preservar a distância entre  nós  e o mundo bíblico. Joseph Wood Krutch usou uma fórmula  evocativa em conexão com a BKJ,quando falou de um ‘apropriado sabor de um tempo passado.’” (Ryken, The Word of God in English, p. 182).

O efeito [da proliferação das traduções da Bíblia]  tem sido desestabilizar o texto bíblico – traduzir o que é eternamente permanente de modo não permanente. Com esta sucessão de novas traduções  (e de suas constantes revisões), as pessoas perderam a certeza da confiabilidade das traduções em inglês. Se cada ano traz uma nova tradução, aparentemente as existentes não devem ser suficientemente confiáveis. E se as anteriores eram inadequadas,  que razão existe para se acreditar que as atuais sejam melhores? Podemos contrastar isso com a situação que prevaleceu durante mais de três séculos, quando a versão King James foi a predominante Bíblia em inglês. ... Durante esses séculos, o povo de língua inglesa podia falar exatamente  sobre ‘a Bíblia’. A Versão King James  era a Bíblia – a propriedade comum dos leitores da Bíblia na Inglaterra e na América.... Não existe, obviamente, maneira alguma de atrasar o relógio, mas deveríamos reconhecer, francamente, a decadência causada pelo declínio da BKJ e a perda da Bíblia em inglês comum.”(Ryken, TheWord of God in English, pp. 187, 188).

“Como todos nós sabemos, os intérpretes do texto bíblico não concordam entre eles. Introduzir a resultante ampla faixa de variabilidade na própria tradução tem produzido um  texto bíblico sucessivamente instável. As pessoas  certamente têm se tornado cépticas na confiabilidade  da Bíblia em inglês. A equivalência dinâmica objetivada à clareza  tem produzido confusão.” (p. 195).

“Um dos mais óbvios desenvolvimentos na tradução da Bíblia, nos últimos 50 anos,  refere-se às reduzidas expectativas assumidas pelos leitores.  A versão BKJ, que dominou a cena durante mais de três séculos e meio, recusou-se enfaticamente a padronizar os seus leitores. Embora o prefácio da BKJ afirme que a tradução ‘possa ser entendida até pela pessoa mais vulgar [pessoa comum],’ é obvio, a partir do livro que os tradutores produziram, que as suas estimativas de capacidades ‘do vulgar’ era, de fato, ‘muito elevada’.  A BKJ é, nas palavras de um erudito literário, uma obra de “elevada arte, a qual sempre exigirá mais do  leitor, pois ela faz o seu apelo sobre tantos planos.’”(p. 200).

“Claro que é irônico  que o leitor comum através dos séculos seja considerado capaz de se elevar até atingir às exigências da versão BKJ, enquanto os leitores modernos com uma educação mais formal do que a dos antepassados,  sejam admitidos como tendo uma capacidade de leitura sempre decrescente”(p. 200).

“‘Creio que a igreja cristã tenha uma profunda responsabilidade com relação à linguagem das pessoas. ... Longe de canonizar ou explorar a flácida e vazia linguagem do nosso tempo, a Bíblia deveria, constantemente, estar projetando uma arqui-luz sobre a mesma,  cauterizando as suas impurezas.’ (Ryken, citando Martin Jarrett-Kerr, “Old Wine: New Bottles,” in The New English Bible Reviewed, p. 128)

“Uma vez que a tradução da Bíblia foi colocada na direção de abandonar as exatas palavras bíblicas em favor do que [os tradutores imaginarem que foram] os pensamentos dela,   um espírito de licenciosidade foi colocado numa ação, que tem-se acentuado progressivamente.”(p. 205).

“A poesia não tem-se adaptado bem às modernas traduções da equivalência dinâmica. A razão é simples: Os princípios que sublinham a poesia estão em curso de colisão com a teoria da equivalência dinâmica. A poesia não é imediatamente compreensível. Ela atinge o seu efeito ao desviar-se, do discurso diário.   Pela sua exata natureza, a poesia exige que um leitor pondere uma expressão. Além disso, pela sua exata natureza, a poesia  delicia em múltiplas significações, e as traduções em equivalência dinâmica desejam se equiparar a uma única significação.”

“O bom ritmo para uma Bíblia se assemelha a um exame de qualificação: se uma tradução não pode ser medida conforme este assunto, ela não tende a ser uma Bíblia superior para uso púbico e leitura oral, nas situações mais particulares. ... O melhor teste de ritmo é simplesmente ler a passagem em voz alta. ... Se numa leitura oral a passagem flui suavemente, evitando, quando possível,  paradas abruptas entre palavras e frases, e provê um senso de continuidade , ela é ritmicamente excelente. Se uma tradução interrompe a fluência da linguagem e é, consistentemente, interrompida no efeito, ela é ritmicamente inferior. ... Todas essas considerações tornam o ritmo um item  essencial da tradução, não um item periférico.  Para um livro que  é lido em alta voz, como a Bíblia geralmente é, e em um livro, cujas declarações são frequentemente carregadas de fortes sentimentos e ideias, um ritmo excelente deveria ser tanto observado como um dom.”
(Ryken, pp. 257, 259).
[realce pela tradutora]

“‘Tornar a Bíblia legível no sentido moderno significa nivelar, baixar o tom e converte-la em tépida  prosa  explanatória, aquilo que,  na BKJ,  é  selvagem, repleto de admiração e maravilhamento, poético e apaixonado.  Isto significa baixar a voltagem da BKJ, a fim de que ela não sopre quaisquer faíscas.’”
(Ryken, p. 270, quoting Dwight Macdonald, “The Bible in Modern Undress,” in Literary Style of the Old Bible and the New, ed. D.G. Kehl, 1970, p. 40).

“‘Corremos um perigo real de perder, numa era de prosa em tom monótono, uma capacidade essencial e valiosa da linguagem, totalmente verificada na Bíblia em inglês. ... a capacidade de se expressar, em tons e sobretons,  pelo ritmo e pela beleza e força do vocabulário, os anseios religiosos, espirituais e éticos do homem’” (Ryken, p. 270, citando Henry Canby, “A Sermon on Style,” in Literary Style of the Old Bible and the New, ed. D.G. Kehl, 1970, p. 427).

“Tom é o termo literário que se refere a tais coisas como a atitude do escritor em relação ao (dele ou dela) assunto em pauta, a adequação do estilo ao conteúdo,  e correição [ou corretude] do efeito sobre um leitor.. ... De tempos em tempos,  descubro os sentimentos dos defensores da equivalência dinâmica de que a  Bíblia ”não deveria parecer como sendo a Bíblia’.  Billy Graham endossou The Living Letters, ao dizer que  ‘é emocionante ler a Palavra ... [em] um estilo que mais parece o jornal de hojeDiscordo deste veredicto. Um livro sagrado deveria parecer como um livro sagrado, não com [o tolo cronista social ou policial] do jornal diário. Ele deveria ordenar atenção e respeito,  e fazer com que não seja expressado no idioma de uma parada de caminhoneiros [quando conversando bobagens, o que se aplica a qualquer grupo de profissionais conversando bobagens para passar o tempo]. O fracasso das modernas traduções coloquiais-e-gíria é, frequentemente, um fracasso no tom”  (Ryken, The Word of God in English, pp. 278, 279, 280).

“O que um erudito literário disse sobre uma tradução moderna é geralmente verdade no que se refere a toda a tradução dinâmica equivalente e coloquial-e-gíria: ‘ela desliza mais suavemente para dentro do ouvido moderno‘, mas também desliza mais suavemente para fora;  a cerimônia diferente e antiga das formas antigas fazia com que elas permanecessem por mais tempo na mente’. Não é somente a proliferação das traduções que tem tornado difícil a memorização da Bíblia, quando não, uma causa perdida. Estas traduções são inerentemente deficientes nas qualidades que facilitam a memorização (Ryken, The Word of God in English, p. 284). [realce pela tradutora]

“Os tradutores não têm o direito de assumir o papel de sacerdotes, negando o direito de interpretação às massas. Aos leitores que conhecem as línguas originais da Bíblia devem ser dados materiais, com os quais possam fazer a obra de interpretação que eles fazem em outras situações verbais da vida.” (p. 288).

“Creio ser desonesto passar à frente, como sendo uma exata versão do que a Bíblia diz, algo que sabemos não ser o que a Bíblia diz”. 
[realce pela tradutora]

[
Nota final da Tradutora: estou convicta de que a igreja e o crente que começam a escorregar descendo no primeiro metro, o primeiro centímetro no tobogã ensaboado da Equivalência Dinâmica, descobrirão que é muito difícil se parar no meio dele, sendo quase impossível retroceder, subir de volta e sair dele. Arriscam-se a ter seus filhos ou netos chegando bem mais em baixo nessa filosofia e objetivos, já a meio caminho do extremo final que, neste ano de 2014, me parece ser representado pela Bíblia Freestyle. Comparem o Textus Receptus grego, contra duas traduções literais por equivalência formal, a saber, a King James Bible e a ACF - Almeida Corrigida Fiel, e contra duas traduções por equivalência dinâmica, a saber, O Livro, e a Free Style. Para não ser extensa demais, reduzo a comparação a apenas os 2 versos iniciais do capítulo mais conhecido do Novo Testamento, João 3:


Textus Receptus

King James

ACF

O Livro

Freestyle

1  ην <2258> (5713) δε <1161> {MAS HAVIA } ανθρωπος <444> {UM HOMEM} εκ <1537> {DE } των <3588> {OS } φαρισαιων <5330> {FARISEUS, } νικοδημος <3530> {NICODEMUS } ονομα <3686> {NOME } αυτω <846> {SEU, } αρχων <758> {UM PRÍNCIPE } των <3588> {DOS } ιουδαιων <2453> {JUDEUS; }

 

1 ¶  There was a man of the Pharisees, named Nicodemus, a ruler of the Jews:

 

1 ¶ E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.

1 Certa noite, um chefe religioso chamado Nicodemos, um fariseu, procurou Jesus:

1 Numa noite, na espreita, um entendido de teologia (Nicodemos) que era conhecido na parada como o “cara” do conhecimento de Antigo Testamento foi fazer uma visita pra Jesus.

2  ουτος <3778> {ELE } ηλθεν <2064> (5627) {VEIO } προς <4314> τον <3588> {A } ιησουν <2424> {JESUS } νυκτος <3571> {PELA NOITE, } και <2532> {E } ειπεν <2036> (5627) {DISSE } αυτω <846> {A ELE, } ραββι <4461> {RABÍ, } οιδαμεν <1492> (5758) {SABEMOS οτι <3754> {QUE } απο <575> {DESDE } θεου <2316> {DEUS } εληλυθας <2064> (5754) {TENS VINDO } διδασκαλος <1320> {UM MESTRE, } ουδεις <3762> γαρ <1063> {PORQUE NENHUM } ταυτα <5023> τα <3588> {DESSES } σημεια <4592> {SINAIS } δυναται <1410> (5736) {PODE } ποιειν <4160> (5721) {FAZER } α <3739> {QUE } συ <4771> {TU } ποιεις <4160> (5719) εαν <1437> {FAZES } μη <3361> {A NÃO SER QUE } η <5600> (5753) ο <3588> {SEJA } θεος <2316> {DEUS } μετ <3326> {COM } αυτου <846> {ELE. }

2  The same came to Jesus by night, and said unto him, Rabbi, we know that thou art a teacher come from God: for no man can do these miracles that thou doest, except God be with him.

2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.

1 “Mestre, todos sabemos que Deus te enviou para nos ensinares, e bastam os teus milagres para o provar.”

2 Ele disse: “Aí Nazareno, tô manjando a sua, segundo os meu entendimento o Senhor foi enviado pelo Pai para ensinar a galera e o que prova são os seus milagres”

[realces pela tradutora]
]



By David W. Cloud – DINAMIC EQUIVALENCE

Traduzido por Mary Schultze, em 04/07/2014.


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Pr. Claymilton Malaquias escreveu:
Não deveria haver nem debates sobre esse assunto, por ser notório que a equivalência dinâmica é um tremendo equívoco dos que a praticam. 




Hélio respondeu:
Tem toda razão, irmão Claymilton!
Não consigo nem nunca conseguirei entender como é que as denominações que mais se vangloriam de erudição e estudo, que mais têm Mestres e Doutores e PhD's e Pós-Phd's, são justamente as mais cegas na questão da Bíblia (questão do texto hebraico e grego, e questão do método de tradução). Nem tenho palavras para descrever o impacto que isto me tem feito desde a década de 80. Eu poderia dizer que fico perplexo, boquiaberto, atônito, indignado, tristíssimo, mas tudo isso é pouco. Não sei como um multi-pós-graduado fica tão engabolado com seus títulos, tem tanto amor à sua denominação, tanta idolatria pelos seus antigos mestres, que não vê o absurdo de escolher Bíblias baseadas em manuscritos que diminuem a divindade de Cristo, diminuem o valor e preciosidade do sangue de Cristo, diminuem tantas e tantas doutrinas essenciais. Além disso, cada década trocam de bíblia para uma que traduz ainda mais por Equivalência Dinâmica. Mas, quando vão comprar um alimento, de jeito nenhum querem um que tenha 0,001% de contaminação bacteriana; quando vão comprar um remédio, de modo nenhum aceitam um que só tenha 95% do teor necessário. Quando vão ler um livro (de Shakespeare, Cervantes, Camões, etc.) de modo nenhum aceitam um que tenha sido 1% mudado por outra pessoa. Quando vão ouvir uma música, de modo nenhum aceitam que alguém tenha mudado 1% das notas; etc. Exigir tudo isso e tolerar (e até defender) adulterações da Palavra de Deus me parece a mais louca das mais loucas atitudes no mundo inteiro.






Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em http://BibliaLTT.org, com ou sem notas.



(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)




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