O Nome Filho Unigênito de Deus

[omitido corrompido em muitas versões moderninhas]

Rev. Ronald Hanko




Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1



O Filho unigênito de Deus! Que riqueza de verdade gloriosa está neste nome de Jesus! Tudo o mais que cremos sobre ele depende da verdade desse nome. Se ele não fosse o unigênito Filho de Deus, não seria nada para nós.

Esse nome é parte da verdade bíblica de que Jesus Cristo é Deus, igual em todas as coisas ao Pai. Embora muitos hoje neguem isso, mesmo os judeus incrédulos dos dias de Jesus entenderam o que ele estava alegando. Quando ele se chamou de o Filho de Deus, eles pegaram pedras para matá-lo por blasfêmia (João 8:59; 10:30-42). Eles entendiam muito mais que a maioria hoje. As seitas, a doutrina da unicidade, e outros ensinos anti-trinitariamos leem o nome o Filho unigênito de Deus e nem mesmo reconhecem o que ele significa. Ele deveria ser a verdade para eles, ou a mais horrível blasfêmia, pois o nome o Filho unigênito de Deus ensina sua divindade ainda mais poderosamente que o nome Filho de Deus. Ele mostra que entre todos os filhos de Deus, Jesus é único, o Filho eterno e natural de Deus
[NOTA HÉLIO].

A verdade expressa em seu nome Filho unigênito de Deus é frequentemente comprometida pelas versões modernas da Bíblia. Não somente eles retraduzem muitos versículos importantes tais como I Timóteo 3:16, não fazendo nenhuma referência à divindade de Cristo, mas também retraduzem esse nome, geralmente como o "único filho" (Revised Version, Revised Standard Version, English Standard Version) ou "um e único Filho" (New Internacional Version),2 algo que nem mesmo é verdade. Jesus não é o filho único de Deus; ele é o "filho unigênito de Deus" (João 3:16, 18). Nós também somos filhos de Deus, mas não "unigênitos."3 Somos filhos "adotados" pela graça por causa de Cristo.

Devemos entender que não somente esse nome é uma tradução exata e literal do grego, mas é o nome com o qual a igreja de Cristo tem defendido a verdade de sua divindade contra todos os inimigos. Ele não deveria, portanto, ser tocado por aqueles que alegam estar retraduzindo a Palavra de Deus, mesmo que seus esforços sejam legítimos—embora não creiamos que o sejam.

Outro aspecto da grande verdade que Jesus é o Filho unigênito de Deus é que sua filiação é a base e a razão para a nossa. Por essa razão, ele é chamado também de o "primogênito" (Hb. 1:6; 12:23). Na Escritura o primogênito é aquele que abre o ventre (Ex. 13:2). Como primogênito na família de Deus, Jesus é aquele que abre o caminho do "ventre" da morte e da sepultura para todos os seus irmãos, quando eles nascem de novo para a família de Deus como filhos e filhas. Sem ele seríamos como filhos que na hora do parto não podem nascer. Antecipando a sua obra como primogênito, todo primogênito era especialmente dedicado a Deus no Antigo Testamento.

Como os outros nomes de Cristo, esse não é um nome que pode ser confessado de maneira abstrata. A única forma de eu confessar esse nome é dizer que o Filho unigênito de Deus é meu Deus. E dizer que ele é meu Deus é achar em sua divindade, como ela é expressa de maneira única nesse nome, um fundamento seguro para crer nele e esperar em sua misericórdia.




Fonte (original)Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 124-125.




1 E-mail para contato: felipe@monergismo.com. Traduzido em abril/2007.

2 Nota do tradutor: A Nova Versão Internacional traduz João 3:16 como "Filho Unigênito," mas na sua nota de rodapé lemos: "Ou Único; também no versículo 18."

3 Nota do tradutor: O dicionário Aurélio descreve o adjetivo unigênito como "único gerado por seus pais." Não somos filhos gerados por Deus, mas adotados.




[NOTA HÉLIO: o autor está correto ao afirmar que, quando se diz unigênito fica implícito que Cristo é filho de Deus de um modo diferente do modo que nós somos, Ele é O Filho de Deus (por ter Sua exata natureza e atributos), nós somos apenas os filhos de Deus (por graciosa adoção). Fica implícito que Ele tem a mesma natureza e os mesmos do Pai e que são exclusivos da divindade: é o Deus único (na Triunidade de Deus), é eterno (sem princípio nem fim), etc. Mas devemos notar que

a) nunca, jamais a segunda pessoa da Trindade é chamada de o Filho de Deus, até chegar o dia específico em que foi encarnado no ventre de Maria;

b) antes disso, infinitamente antes disso, Ele é chamado de VERBO (Palavra)], João 1:1, nunca de Filho;

c) Salmo 2:7 se refere a um dia específico em que Deus gerou o Filho, e este dia não precisa ser uma coisa diferente de um dia literal (uma rotação da terra sobre si mesma) e a geração não precisa ser diferente da geração literal (a partir do nada ou a partir de matéria existente), portanto entendemos que a geração se refere à Palavra, a 2a pessoa da Trindade (que é o Deus eterno), João 1:1; mas recebeu corpo humano perfeito e incapaz de pecar, ao ser gerado pelo Espírito Santo dentro de Maria num dia específico, instante a partir do qual a Palavra eterna passou a ser o Filho unigênito de Deus. É muito lamentável que os Reformadores herdaram mais um erro do catolicismo romano, que ensina que, em o "eu hoje te gerei", o "hoje" não é um dia literal, mas algo esquisito, na eternidade passada, é tão confuso que não lembro bem, nem entendo bem. O pior é que uns 95% dos pastores batistas pensam assim, porque foram assim ensinados nos seus seminários.]

 





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