Por David W. Cloud
(traduzido
e adaptado por Hélio de Menezes Silva)
*
Nada é mais importante na vida do crente e da igreja
do que a Bíblia. Ademais, uma vez que não temos os escritos originais dos
profetas e dos apóstolos, e já que muito poucos de nós somos fluentes em
hebraico e grego, então dependemos de traduções. Destas, um biógrafo dos
tradutores da Versão do Rei Tiago disse: "Por enquanto [isto é, enquanto não nos reunirmos a Cristo], uma boa tradução é o melhor comentário
sobre as Escrituras originais; e os originais, eles próprios, são o melhor
comentário de uma tradução". (Alexander McClure, "Translators Revived", página 65). As informações que se
seguirão, a respeito das versões da Bíblia, devem ser bem entendidas por cada
crente. Se um homem não confiar absolutamente em [todas] as palavras da sua
Bíblia, ele não tem nenhuma autoridade infalível para sua vida.
Eu gostaria de ardentemente implorar aos nossos
leitores para que estejam sempre precavidos ["de orelhas em pé e pé atrás"],
porque há muitas mentiras promovidas como verdades no lado dos [que advogam] o
Texto Crítico. Os difamadores acusam os defensores da Versão do Rei Tiago
(VRTiago) [e das Almeidas-TR, isto é, a "Almeida Revista e Corrigida"
(ARCorr) e a "Almeida Corrigida, Fiel" (ACFiel)] de falta de cuidado
e de erros [nas suas argumentações e defesas]. Admitidamente, tem havido alguma
falta de cuidado do nosso lado, mas tenho encontrado muitas mentiras absolutas
e completas no lado do Texto Crítico. Fiquei um tanto perplexo com isso quando,
primeiramente, comecei meus estudos no assunto, mas este é um fato, e eu tenho
desde então aprendido que este [problema das grandes inverdades] tem sido o
caso desde o princípio do fenômeno da crítica textual.
Como um exemplo da questão, citamos o Dr. Alex
Roberts, um estudioso presbiteriano que defendeu os textos de Westcott-Hort no
final dos anos 1800s. Com respeito à palavra "Deus" em 1 Tm 3:16, a qual é
removida dos textos modernos, Dr. Roberts escreve defendendo a nota marginal na
English Revised Version (ERV). Esta nota diz:" A palavra DEUS ['Theos'], em
lugar de 'aquele que', não repousa em NENHUMA evidência antiga suficiente".
Roberts clama: "NENHUM dos primitivos
Pais [da 'Igreja'] [1] pode ser citado com certeza [usando
'Deus']. NENHUMA das versões muito
antigas suportam [a palavra 'Theos']. NENHUM
uncial [isto é, manuscrito com todas as letras maiúsculas] dá testemunho dela, com a duvidosa exceção
de 'A' ... muito mais evidências podem ser produzidas em suporte de 'aquele
que'". (Burgon, Revision
Revised, p. 98).
O erudito John Burgon (de cujas qualificações
falaremos mais adiante neste estudo), contemporâneo de Roberts, produziu sete
páginas de testemunhos de textos que ABSOLUTAMENTE e sem questionamento põe o
letreiro de mentira sobre as orgulhosas pontificações [opiniões dogmáticas] do
Dr. Roberts. Burgon nota que o fato que a palavra 'Theos' (Deus) "é o que está escrito em TODAS as cópias
unciais existentes, exceto duas, prova que Theos tem sido lido em todas as
assembléias dos fiéis desde o século IV ou V da nossa era" ( Ibid., p.
101). Burgon, então, cita 24 muito antigos Pais ["da Igreja"] os quais
citaram 'DEUS' em 1 Tm 3:16, e conclui, "Contra
este exército de testemunhos, a única evidência que o incansável esforço de 150
anos [de teorização de crítica textual] tem
conseguido trazer à tona é o que se segue..." Ele então apresentou a lista
de meramente 6 citações duvidosas dos antigos "Pais da Igreja" que poderiam
suportar a leitura encontrada do texto crítico. Você entende o que eu estou
dizendo? Era o Dr. Roberts ignorante dos fatos dos textos bíblicos que Burgon
apresentou? Ou esteve ele mentindo? Ele foi um dos homens que produziram a
English Revised Version, e pensaríamos que ele tivesse sido familiarizado com
os fatos. Somente o Senhor conhece o coração do homem, mas o efeito [se Roberts
foi ignorante ou se foi um desonesto mentiroso] é o mesmo.
Quando alguém está pesquisando sobre questões a
respeito da Bíblia, ele tem que nunca perder de vista o FATO de que existe o
Diabo e que este Diabo tem estado ativamente resistindo contra a pura Palavra
de Deus, desde o princípio. Ele é o adversário de Deus e da verdade de Deus.
Não fazemos estes estudos num clima de "neutralidade espiritual". [Ninguém
o poderia fazer]. Foi o Doutor Diabo quem primeiro cochichou a dúvida "É assim que Deus disse?" ao ouvido de
Eva e a induziu a torcer, adicionar, negar e mudar as palavras de Deus.
Dizemos, então: seja cuidadoso, e seja sábio. "Examinai tudo. Retende o bem" (1 Ts
5:21). Temos que seguir o padrão dos bereanos os quais "foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom
grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas
eram assim" (Atos 17:11).
Antes que mergulhemos no fascinante estudo de que estamos nos aproximando, eu quero fazer mais uma coisa: quero render um tributo ao Dr. David Otis Fuller (1903-1988). Muitos têm vilificado seu nome [com calúnias], mas eu louvo a Deus por este homem. Foi nos seus trabalhos de seleção e edição que pela primeira vez eu li muitos dos fatos que serão a seguir abordados [2]. Todos estes fatos apresentam, sem nenhuma incerteza de termos, a posição de que o Texto Recebido é a Palavra de Deus preservada, santa e pura. O Dr. Fuller obteve o seu título de Bacharel de Artes na Faculdade Wheaton, em Literatura Inglesa. Ele obteve o seu grau de Mestre em Divindade no Seminário Teológico de Princeton, estudando com professores tais como Robert Dick Wilson, que foi um mestre no domínio de 45 línguas antigas e poderia repetir de memória uma tradução em hebraico de todo o Novo Testamento, sem faltar uma única sílaba. O Seminário Teológico de Dallas concedeu a Fuller o grau de Doutor em Divindade. Ele pastoreou a Igreja Batista de Wealthy Street, em Grand Rapids, Michigan, por 40 anos. Enquanto estava lá, ele fundou o Instituto Batista de Grand Rapids, que depois se tornou a Faculdade Bíblica Batista de Grand Rapids. Fuller foi o co-fundador do programa de rádio "A Hora da Bíblia para Crianças", em 1942, e por 33 anos foi o seu diretor. "A Hora da Bíblia para Crianças" está em cerca de 600 estações de rádio. Durante 52 anos Fuller foi membro do quadro da Associação de Batistas para Evangelismo do Mundo [ABWE – Association of Baptists for World Evangelism]. Ele foi um dos curadores da Faculdade de Wheaton por 40 anos. Os livros publicados de Fuller totalizam de 15 a 20. O livro de Fuller "Which Bible?", com 350 páginas, primeiramente publicado em 1970, foi impresso mais de 12 vezes, e mais de 100.000 cópias deste título têm sido distribuídas, juntamente com as dos outros dois [livros] que ele editou sobre o assunto. Incontáveis crentes de hoje, que têm confiança nas suas Bíblias e que têm sido libertos das brumas da teorização da crítica textual, têm que agradecer a David Otis Fuller.
O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO. O que se segue é do livro "Modern Bibles – The Dark Secret", de Jack Moorman, publicado em 1992 pela Associação Evangelística Fundamentalista. Moorman foi missionário na África do Sul durante muitos anos; hoje ele trabalha na Inglaterra e tem escrito muitos livros em defesa dos Textos Recebidos e da VRTiago. Seu livro "Forever Settled" é usado como livro texto em algumas faculdades bíblicas.
"Faria alguma diferença se você soubesse que o
Novo Testamento da sua
Bíblia moderna não tem a Primeira nem a Segunda Epístola de Pedro? Todavia, se
o número total de palavras que faltam fosse somado, isto seria o quanto as
traduções modernas ficariam mais curtas do que a VRTiago [e do que as
Almeidas 1753,
RCorr e CFiel]. É motivo de preocupação
se os nomes de Cristo estão faltando 175 vezes? Ou se a palavra inferno não é
encontrada no Velho Testamento? Ou se passagens doutrinárias chaves têm sido
diminuídas? E (o maior choque de todos): É possível que a mais básica e
clamorosa de todas as heresias iniciais com respeito à pessoa de Cristo [isto
é, o arianismo que Lhe negava a real divindade] ressurgiu através das versões modernas [baseadas no Texto Crítico]? Muitos têm se passado para as novas
Bíblias sem compreender que mais, muito mais está envolvido do que a questão do
inglês [e português] moderno. Todo o
tecido tem sido afetado! O texto subjacente está substancialmente diferente. A
filosofia e metodologia dos tradutores está em contraste acentuado [quando
comparadas] com aquelas da Versão
Autorizada [e das Almeidas 1753, RCorr e CFiel]" (Moorman, pp. 1,2).
O PROBLEMA DA AUTORIDADE. Outro dos principais problemas com as versões modernas [isto é, baseadas no Texto Crítico] é o enfraquecimento da autoridade das Escrituras. Dr. Charles Turner, diretor do Instituto dos Tradutores dos Batistas Bíblicos, em Bowie, no Texas, nota este problema:
"Alguém tem sabiamente dito, 'Um homem que só possui um
relógio sabe que horas são, mas o homem que tem dois relógios nunca está
bastante seguro.' De uma maneira análoga, este é o problema com as muitas
versões diferentes do Novo Testamento. Uma vez que existem muitas traduções da
Escritura, todas alegando serem a Palavra de Deus, as pessoas não estão seguras
de 'que horas são'. Isto quer dizer, as pessoas não estão seguras de qual
tradução é verdadeiramente a Palavra de Deus.
"No passado, havia uma tradução na língua inglesa que era a Bíblia.
Esta era a Versão do Rei Tiago [e, em português, havia uma Bíblia, a Almeida
1753,
depois da adequação à ortografia e gramática atuais, tornando-se a ARCorr e a
ACFiel de hoje, basicamente idênticas].
...Quando nós queríamos saber o que Deus tinha dito nós íamos para a nossa
VRTiago [e para as nossas Almeidas ainda baseadas puramente no Texto
Recebido] e líamos lá as palavras de
Deus. Mas agora existem muitas 'Bíblias,' todas clamando ser a Palavra de Deus.
...
"A autoridade da Palavra de Deus na língua inglesa [bem como na portuguesa]
está sendo erodida [corroída] por estas muitas traduções. Quando existem
muitas traduções, todas alegando ser a Palavra de Deus, quem decide se esta
tradução ou aquela tradução é a Palavra de Deus? A resposta é: 'Você decide.
[Para
cada verso,] você escolhe qual é a
tradução que você vai crer que traz as palavras de Deus.' ... A Palavra de Deus
não é mais a autoridade sobre você. Uma vez que agora, [para cada verso], é você quem pega e escolhe as traduções,
você tem se tornado a autoridade sobre a Palavra de Deus! Quando há duas
autoridades,
então não há nenhuma autoridade, de modo algum. O homem está fazendo o que lhe
parece certo a seus próprios olhos [Jz 21:25]. Onde há mais do que uma autoridade, não há nenhuma autoridade, de modo
algum. ... Uma casa com mais de uma autoridade está dividida contra si mesma.
Mais que uma autoridade no governo é anarquia. Mais que uma autoridade numa igreja é divisão e caos" (Turner, "Why the King James
Version: The Preservation of the Word of God Through the Faithful
Churches", pp. 1-3).
Continuamos com as considerações de Moorman a respeito do problema das versões baseadas no Texto Crítico:
"De 1611 até recentemente havia somente uma
Bíblia no mundo de fala
inglesa
[Também, desde a publicação da Almeida, em 1676 e 1753, até recentemente, só
havia uma Bíblia dos 'protestantes' de fala portuguesa]. A Versão Autorizada [ou seja, a Versão do Rei Tiago] se tornou o padrão naquele império [das
colônias da Inglaterra] sobre o qual o
sol nunca se punha, e naquela linguagem que é o veículo primário do discurso
internacional. Ela penetrou nos continentes do mundo e trouxe multidões para a
fé salvadora em Cristo. Ela se tornou o ímpeto dos grandes movimentos
missionários. Através dela homens e mulheres ouviram o chamado para evangelização
do mundo. Ela foi a fonte dos maiores reavivamentos desde os dias dos
apóstolos. Pregadores ao ar livre, colportores [3], fundadores de igrejas, professores de
escola dominical e distribuidores de folhetos levaram a Bíblia do Rei Tiago até
cidades populosas e além das veredas do campo. Ela foi [e é] a mais alta marca de maré na história da
divulgação do Evangelho.
"Tristemente,
no entanto, nós todos temos uma tendência de por de lado o bom e substituí-lo
por algo de menor qualidade. E assim, durante o último século começou-se a
ouvir uma reclamação pedindo por uma revisão da Bíblia. Na sua maior parte -
pelo menos no princípio - o desejo não veio de fervorosos crentes na Bíblia
mas, ao contrário, daqueles que estavam se inclinando para o liberalismo
teológico.
Estes foram aqueles homens que frequentemente se sentiam confortáveis com o
racionalismo alemão, com Darwin, e com o movimento de volta a Roma [isto é, ao
Catolicismo Romano].
"A primeira revisão de grande porte
[ERV = English Revised
Version] foi publicada em 1881. Após a agitação inicial só houve um pequeno apoio
público. A mesma resposta saudou a edição americana [ASV =
American Standard Version] em 1901. [O
mesmo ocorreu com a Tradução Brasileira, de 1917]. Outras se seguiram: Weymouth, Williams, Moffat, Beck, Goodspeed,
Twentieth Century, mas ainda com pequeno impacto. Então, em 1952 surgiu a
Revised Standard Version [RSV], produzida
nos Estados Unidos com o apoio do liberal Conselho Nacional de Igrejas. [No
Brasil, a ARAtlz foi lançada em 1959 e a ARMelh em 1967]. O ritmo agora se acelerou, e a aceitação pública começou a subir. Outras [traduções] se seguiram: as New
English, Amplified, Berkeley, Phillips, Wuest, Living, New American, Good News,
Jerusalem, New International, New King James. Cada uma veio
com a promessa de que estava baseada nos manuscritos mais antigos e na mais
recente erudição, e de que a Palavra de Deus seria agora mais facilmente
entendida.
"Tomando este último ponto, é
interessante vermos os nomes dados
ao [grande]
número de versões do século XX - O
Autêntico Novo Testamento, o Novo Testamento em Inglês Claro, o Novo Testamento
em Inglês Básico, o Novo Testamento Simplificado em Inglês Claro para o Leitor
de Hoje, Cartas Inspiradas do Novo Testamento no mais Claro Inglês! Desde
então, um [bom] número das revisões
têm sido [elas próprias] revisadas: a
Nova Versão Padrão Revisada, a Nova Versão de Berkley, a Nova Bíblia de
Jerusalém. Há pelo menos setenta modernas Bíblias [em inglês] publicadas neste século." (Moorman,
Ibid.).
Dr. Turner descreve o simples processo que Deus tem usado na preservação das Escrituras:
"2 Pd 3:15-16, ` ... como
também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi
dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos
difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes TORCEM, e igualmente AS
OUTRAS ESCRITURAS, para sua própria perdição.' Nestes versos, Pedro
claramente diz que as palavras de Paulo
eram igualadas às das 'outras Escrituras'. Ele cria que as palavras de Paulo
eram a inspirada Palavra de Deus, e escreveu isto em um tempo quando havia
aqueles que 'torcem' as Escrituras. ... [note o tempo presente em 'os indoutos e inconstantes TORCEM, e igualmente as outras Escrituras,
para sua própria perdição']. Isto
claramente mostra que as igrejas primitivas [já] estavam vigilantes contra aqueles que perverteriam suas Escrituras.
Estas igrejas estavam atentas a este problema e tomavam grandes cuidados para
evitar que suas Escrituras fossem torcidas por falsos mestres. ...
"Que estas Escrituras foram passadas de uma igreja para outra é
claramente indicado em Cl 4:16, que diz, 'E, quando
esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos
laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também.' Este verso
mostra que havia um
compartilhamento de cópias da Palavra de Deus de igreja para igreja. Uma vez
que um líder tão proeminente quanto Pedro considerava as palavras de Paulo como
Escrituras e disse que estava ciente de que havia aqueles que haviam de
torcê-las, não é provável que as igrejas tomariam grandes cuidados para
vigilantemente protegerem estas Escrituras? Obviamente, este é o caso, porque
as igrejas primitivas, guiadas pelo Espírito Santo, acertadamente concluíram
que as palavras de Paulo eram as inspiradas palavras de Deus. Eles tomaram
todas as precauções para salvaguardarem estas Escrituras através [do método]
de compará-las com cópias feitas por outras
igrejas. Muito embora falsos mestres tenham deliberadamente mudado o texto em
um esforço para apoiarem seus falsos ensinos, corrigir um texto e trazê-lo de
volta à leitura original foi sempre uma questão simples. As igrejas só tinham
que checar com várias outras igrejas e determinar o que diziam as cópias
destas. Fazendo isto, as igrejas descobriam qual escrita concordava com a
maioria das cópias das outras igrejas. A escrita que concordasse com as cópias
possuídas pelas outras igrejas era aceita como válida. Desta maneira, o texto
foi preservado na sua forma original.
"Naturalmente, quando o primeiro Novo Testamento em grego foi impresso,
as leituras que divergiam da maioria dos outros textos foram recusadas e as que
estavam na maioria dos textos foi aceita. Por este método simples mas
completamente acurado [preciso e livre de erros], o
Espírito Santo vigilantemente protegeu a Palavra de Deus. O Espírito Santo usou as igrejas, aquelas
que eram fiéis guardiãs das Santas Escrituras que reverenciavam, para impedir
que a Palavra de Deus fosse poluída por homens mau." (Turner, pp.
6,7).
Como na maioria dos assuntos, há exceções à regra
da
leitura majoritária determinar qual é o texto original, mas em geral este é
claramente o método que Deus usou na preservação [da Sua Palavra]. A
importância do esboço acima irá se tornar clara ao leitor à medida que
prosseguimos
com nosso tema.
As diferenças mais significantes entre as versões modernas e a VRTiago [e, no Brasil, as diferenças entre as versões baseadas no Texto Crítico, de um lado, e as Almeidas 1753, RCorr e CFiel, do outro lado] derivam do fato de que as novas versões são baseadas em um diferente texto em grego. O histórico que se segue, das mudanças que têm sido feitas no texto em grego, encontra-se na publicação "The Divine Original", da Trinitarian Bible Society:
"Por muitos séculos antes da Reforma,
estudiosos do grego eram
virtualmente inexistentes na Europa Ocidental. Em 1453 Constantinopla, que era
a antiga capital da parte oriental do Império e o centro da Igreja Ortodoxa
Oriental, caiu ante os invasores muçulmanos. Um resultado de longo alcance
desta calamidade foi que eruditos 'cristãos' que conheciam o grego e tinham em
sua possessão cópias das Escrituras [na língua dos originais], fugiram para a Europa Ocidental, onde suas influências deram um novo
ímpeto ao estudo da língua grega. Tem sido dito que 'A Grécia se ergueu da
sepultura com o Novo Testamento em suas mãos.'
"Entre a geração de eruditos em grego,
que se sucedeu, estava
Erasmus, de Rotterdam, que preparou uma edição do Novo Testamento em grego a
partir de cinco manuscritos que eram altamente reputados". [Editor:
Mesmo que Erasmus
tenha usado apenas uns poucos manuscritos [como base] para sua obra, ele conhecia
um considerável número de textos em grego e de versões antigas, inclusive o
códice Vaticanus. Ver [livros sobre] Erasmus]. "A edição foi impressa em 1516 e foi seguida por quatro edições
posteriores. Em 1502, na Universidade de Alcala (Complutum) [na Espanha], o Cardeal Ximenes tinha reunido manuscritos
e homens sob a direção de Stunica, que publicou o Poliglota Complutensiano em
1522 ... Robert Stephens, apoiando-se largamente sobre Erasmus e Stunica, e com
pelo menos quinze manuscritos ao seu dispor, produziu edições do texto (em
grego) em 1546, 1549, 1550, e 1551. Em 1552 ele retirou-se para Genebra e
juntou-se à causa protestante. Theodore Beza produziu nove edições do
[texto em] grego entre 1565 e 1604. Estas
seguiram as de Stephens de forma admiravelmente aproximada, embora Beza tivesse
alguns antigos manuscritos não disponíveis a Stephens. As edições que os
Elzevir imprimiram em Leyden tinham muito em comum com as de Stephens e Beza. A
edição dos Elzevir se anunciou a si mesma como o "Textus Receptus"
(TR), e desde então a edição de Stephens no ano 1550 [(a 3a.)] tem sido conhecida como o "Texto
Recebido" na Inglaterra, enquanto a edição dos Elzevir no ano 1633 tem
tido este título no Continente."
*** Outros
nomes para o Texto Recebido: O TR é chamado "Texto Tradicional", referindo-se ao fato de que foi o texto
comumente usado pelos crentes do Novo Testamento através dos séculos, e também
para contrastá-lo com o Texto Crítico da era moderna. O TR é chamado "Texto Bizantino" porque é o texto
representado nos manuscritos de todo o antigo mundo que falava o grego.
'Bizantino' aponta para a cidade de Bizâncio, que tinha sido tomada em
possessão por Constantino, o Grande, em 330 DC. O nome [desta capital] foi
mudado para Constantinopla.
As versões protestantes na Inglaterra e no
Continente, nos séculos XVI e XVII, basearam-se nestas edições do texto em
grego. Enquanto estas versões em grego que foram primeiramente impressas eram
elas próprias baseadas em comparativamente poucos manuscritos, têm no entanto
provado serem representativas do texto que prevalecia, muitos séculos antes, em
todo o mundo grego.
As versões inglesas de Tyndale, Coverdale, Matthews
(ou Rogers), a Grande Bíblia, a Bíblia de Genebra, a Bíblia dos Bispos, e a
Versão Autorizada [= VRTiago], todas elas basearam-se neste grupo de documentos
em grego, nos quais foi preservado o texto que foi em regra recebido [e aceito]
por todas as igrejas gregas desde os dias apostólicos. [As Almeidas 1753, RCorr
e CFiel tiveram por base o mesmo texto].
Na Conferência da Corte de Hampton, em 1604, o
líder
puritano Reynolds fez a sugestão (que foi primeiramente oposta mas depois
adotada pela Conferência, com entusiástica aprovação do Rei Tiago I) de que
deveria haver uma nova tradução das Santas Escrituras para o idioma inglês,
para substituir as diferentes versões então comumente em uso. Cinqüenta e
quatro homens (incluindo puritanos, membros do alto clero da igreja
[anglicana], e os maiores eruditos da época, em grego e em hebraico) formaram
seis grupos para se devotarem à tarefa. Usando suas fontes [isto é, manuscritos
da Bíblia] em grego e os melhores comentários dos eruditos europeus, e referindo-
se
[em consultas] a Bíblias em espanhol, italiano, francês, e em alemão [todas
elas baseadas no Texto Recebido], expressaram o sentido do grego [com toda a
precisão] em um [inigualável] inglês idiomático, vigoroso, e claro. Esta Bíblia
ganhou a batalha contra os preconceitos e críticas que saudaram sua primeira
aparição, e tornou-se a Bíblia do mundo de fala inglesa.
A VRTiago foi publicada em 1611, após quase quatro
anos de intensa revisão. Temos também que entender que a Bíblia do Rei Tiago
não é o produto meramente daquele letrado grupo de homens do início dos anos
1600s, mas é o fruto de aproximadamente 100 anos de tradução e revisão
trabalhadas
por piedosos homens na forja das perseguições, começando com os labores de
William Tyndale. Este processo é único na história da tradução da Bíblia.
Alexander McClure, por volta de 1860, ao dar uma
biografia dos tradutores do Rei Tiago, faz esta observação:
"... todas as faculdades da Grã Bretanha
e América, mesmo neste
arrogante dia de bravatas, não puderam reunir o mesmo número de teólogos
igualmente qualificados (pelo aprendizado e pela piedade) para o grande
empreendimento [de tradução da Bíblia]
... este
abençoado livro [a VRTiago] [e as
Almeidas RCorr e CFiel] é tão
completo e exato que o leitor inculto, sendo de inteligência normal, pode gozar
a deliciosa segurança de que, se ele estudá-lo com fé e em oração, e se
entregar a si mesmo aos seus ensinos, não será confundido ou mal guiado com
respeito a nenhum assunto essencial à sua salvação e seu bem espiritual. Este
[livro]
irá tão seguramente guiá-lo a todas as
coisas necessárias à fé e à prática, quanto o fariam as Escrituras originais,
se ele as pudesse ler, ou elas pudessem lhes falar como outrora falaram aos
hebreus
em Jerusalém ou aos gregos em Corinto." (McClure, Translators
Revived, pp. 64-65).
É também crucial que você entenda que o inglês da Bíblia do Rei Tiago não é meramente aquele do século XVII. Não é a linguagem de Shakespeare, mas a linguagem do hebraico e do grego.
"O bispo Lightfoot afirmou que esta versão foi o repositório da mais elevada verdade e mais pura fonte do nosso inglês nativo. 'Na verdade', ele escreveu, 'podemos tomar coragem no fato de que a linguagem da nossa Bíblia inglesa não é a dos dias em que seus tradutores viveram, mas, em sua grande simplicidade, destaca-se em contraste com o estilo ornado e frequentemente afetado da literatura da época' " ("The Divine Original").
Da linguagem usada na VRTiago, George Marsh, em uma palestra de 1870, observa:
"Ela foi um agregamento das melhores formas de expressão aplicáveis à comunicação de verdade religiosa que então existiu ou tinha existido, em qualquer e em todos os sucessivos estágios através dos quais a Inglaterra tinha passado em toda a sua história. ... Quanto à formação de frases, mesmo agora [em 1870, a Bíblia do Rei Tiago só] está pouquíssimo mais afastada da vida real e dos livros do que há duzentos anos atrás. A direção tomada pela fala inglesa depois [da Versão Autorizada], não tem sido em uma linha reta se afastando do dialeto das Escrituras. Ao contrário, tem sido uma curva de circunvolução ao redor dele" (Edwin Bissell, “The Historic Origin of the Bible”, 1873, p. 353).
Quando a Imprensa da Universidade de Harvard publicou "The Literary Guide to the Bible" em 1987, ela selecionou a VRTiago para análise literária de cada um dos livros da Bíblia.
"...nossas razões para fazer isto têm que
ser óbvias: ela é a
versão que mais leitores do inglês associam com as qualidades literárias da
Bíblia, e é ainda, sustentavelmente, a versão que melhor preserva os efeitos
literários das línguas originais." (Theodore
Letis, "Foreword to Tyndale's
Triumph", em John Rogers "Monument:
The New Testament of the Matthew's Bible 1537", 1989, p. ii).
Temos que ter isto em mente quando ouvimos reclamações sobre o "velho e antiquado inglês do Rei Tiago": A Bíblia do Rei Tiago é escrita em inglês belo e preciso, perfeitamente amoldado às Escrituras em hebraico e grego, e não é difícil aprender os poucos termos antiquados necessários para lê-la com entendimento. [Poderíamos dizer o equivalente das Almeidas 1753, RCorr e CFiel]. Se alguém não estiver disposto a estudar diligentemente a Bíblia, ele não a entenderá, não importa qual a tradução que use. E se sua Bíblia é tão fácil de ler quanto o jornal da manhã, caro amigo, você não tem a Palavra de Deus, porque as Escrituras em hebraico e grego não são [sempre] lidas tão simplesmente e tão contemporaneamente como o jornal da manhã! Enquanto algumas porções do Novo Testamento em grego (porções do Evangelho de João, por exemplo) são tão simples que uma criança poderia entendê-las, outras porções são muito complexas.
"Quanto ao nível geral de
legibilidade, a VRTiago está ao alcance de qualquer pessoa com uma educação
mediana. É escrita a um nível variando da 8a. à 10a.
série [12 a
14 anos de idade]. Isto tem sido provado
por análise assistida por computador, feita pelo Dr. Donald Waite, de quem
falaremos posteriormente, no nosso relatório. Ele fez passar vários livros da
VRTiago através do programa 'Right Writer', e descobriu que Gen 1, Exo 1, e Rom
8 estavam [totalmente] ao alcance da
8a. série; Rom 1 e Judas ao da 10a. série; e Rom 3:1-23
ao da 6a. série. Ademais, notamos que, enquanto Shakespeare usou um
vocabulário de cerca de 37.000 palavras inglesas, a Bíblia do Rei Tiago emprega
somente 8.000." (John Wesley Sawyer, "The Newe Testament by William Tyndale",
p. 10, citando o programa, "The Story of English", da TV BBC, copyright
1986).
Dr. Waite diz,
" Eu conheço centenas de pessoas cuja
inteligência e níveis
educacionais não são tão elevados quanto os de algumas daquelas ... pessoas
[intelectuais] que dizem que não podem entender a Bíblia do
Rei Tiago [e as Almeidas RCorr e CFiel],
no entanto estas pessoas [comuns, de fato] a entendem. Como podemos compreender isto? Relembremos 1Co 2:14 que
diz 'Ora, o homem natural não compreende as coisas do
Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque
elas se discernem espiritualmente.'
Este verso ainda é verdadeiro, não importa qual tradução seja
usada" ("Defending the King
James Bible", pp.
50,51).
Dr. Waite continua:
"Alguns dizem que gostam
de uma versão em particular porque a acham mais fácil de ler [e entender]. Bem,
legibilidade é uma coisa, mas será que
ela se conforma com o que está no grego e hebraico dos originais? Você pode ter
um montão de legibilidade, mas se ela não casar com o que Deus disse, ela não
adianta de nada. Na Bíblia do Rei Tiago [e nas
Almeidas RCorr e CFiel], as palavras casam com o que Deus disse. Você
pode dizer que ela é difícil de ler, mas [eu digo]:
estude-a [intensamente]. Ela
é difícil no hebraico e no grego e, talvez, mesmo no inglês da VRTiago [e no
português das Almeidas RCorr e CFiel]. Mas
mudar a Bíblia por toda parte, somente para fazê-la 'fácil', ou interpretá-la
ao invés de traduzí-la, é errado. Você comprou montes de interpretação, mas não
queremos isto em uma tradução. Queremos que o que for trazido para o inglês [e
português] seja exatamente aquilo que
Deus disse em hebraico e grego". (Ibid.,
pp. 241,242).
O que se segue foi tirado do manual de instruções da "Online Bible" [4] versão 5.0:
"Temos, agora, adquirido bastante experiência para determinar qual tradução é mais adequada para pesquisa por palavra e [para pesquisa] por frase, no computador. Se tivéssemos que classificar a NIV [New International Bible], a NKJ [New King James] e a AV [Authorized Version = VRTiago] quanto a este ponto, [diríamos]:
A AV é a melhor
A NKJV é boa
A NIV está entre regular e boa
"Para nossa grande surpresa, o vocabulário tem
aumentado, não
diminuído, com as modernas traduções. Daí a maior inconsistência na tradução, e
a maior dificuldade em encontrar o que você necessita, através de uma pesquisa
por palavra. Parece que consistência e legibilidade são bastante difíceis de
ser alcançadas usando o 'moderno inglês' [e usando o português das Bíblias
'no mais
contemporâneo português']. A tabela nesta
página mostra os resultados. Sua Majestade, Príncipe Charles, o Príncipe de
Gales, enfocou o problema quando disse:
"A nossa época é um tempo
de milagrosas máquinas que escrevem, mas não uma era de miraculoso escrever.
Nossas banalidades não são nenhuma melhoria sobre o passado; são meramente um
insulto a ele e uma fonte de confusão no presente. No caso de um reverenciado
escrito religioso, deveríamos deixá-lo intocado, especialmente quando ele é
melhor do que bom: quando ele é grandioso. Do contrário, deixaremos a nós
mesmos abertos à terrível acusação que uma vez foi levantada ao verdadeiro
mestre do banal, Samuel Goldwyn: 'Você melhorou em direção a ser pior! '
"
Citamos nota da "Bíblia de Referência Thompson", Editora Vida, 1992, p. 1378 (a tradução que adota é a A.E.Contemporânea, parcialmente baseada no Texto Crítico):
"Coube a João Ferreira de Almeida a
grandiosa tarefa
de traduzir pela primeira vez para o português o Antigo e o Novo Testamentos.
Nascido [de família católica] em 1628 em Torre de Tavares,
nas proximidades de Lisboa, João Ferreira de Almeida [que, após o falecimento prematuro dos
pais, foi criado por um clérigo católico], quando tinha doze anos de
idade, mudou-se para o sudeste
da Ásia. Após viver dois anos na Batávia (atual Jacarta), na ilha de Java,
Indonésia, Almeida partiu para Málaca, na Malásia, e lá, através da leitura de
um folheto em espanhol acerca das diferenças da cristandade, converteu-se do
catolicismo
à fé evangélica [e fez sua pública confissão de fé logo depois,
ainda com 14 anos de idade]. No ano seguinte [1653, aos quinze anos
de idade] começou a pregar o evangelho no
Ceilão e em muitos pontos da costa de Malabar [nas Igrejas Reformadas
Holandesas. Ministrava em português, a língua que muitos falavam, pois só fazia
um ano que Portugal havia perdido o controle da região] [Também em 1653
traduziu do espanhol para o português um resumo dos Evangelhos e das Epístolas.]
"Não tinha ainda dezessete anos de idade quando
iniciou o trabalho de tradução da Bíblia para o português [baseou-se em versões
em francês, italiano, espanhol e latim; começou em 1644 e terminou em 1645], mas
lamentavelmente
ele perdeu o seu manuscrito e teve de reiniciar a tradução em
1648 [aos vinte anos
de idade].
"[Dedicou-se ao estudo das línguas
originais com grande empenho e, depois,]
Por conhecer o hebraico e o grego,
Almeida pode se
utilizar dos manuscritos dessas línguas, calcando sua tradução no chamado TEXTUS
RECEPTUS, do grupo
bizantino. Durante esse exaustivo e criterioso trabalho, ele também se serviu
das traduções holandesa, francesa (tradução de Beza), italiana, espanhola [todas elas
baseadas no TR] e latina (Vulgata).
[Em 1656, aos 28 anos de
idade, já depois de tanto trabalhar como frutífero "auxiliar",
finalmente foi ordenado como pastor da Igreja Reformada da Holanda. Casou-se com a filha de um pastor.
Deu início ao seu trabalho como missionário no Sri Lanka (então Ceilão) e na
Índia.] [Bem mais tarde, regressou à Batavia (hoje Jakarta) e lá continuou o seu ministério sagrado em uma igreja portuguesa
local.]
"Em 1676 [aos 48 anos de idade], João Ferreira de Almeida concluiu a
tradução do Novo Testamento, e naquele mesmo ano remeteu o manuscrito para ser
impresso na Batávia; todavia, o lento trabalho de revisão a que a tradução foi
submetida levou Almeida a retomá-la e enviá-la para ser impressa em Amsterdã,
Holanda. Finalmente, EM 1681 SURGIU O PRIMEIRO NOVO TESTAMENTO EM PORTUGUÊS,
...
"Logo após a publicação do Novo Testamento, Almeida
iniciou a tradução do Antigo, e ao falecer, em 6 de agosto de 1691
[aos 53 anos de idade], ele havia
traduzido até Ezequiel 41:21. Em 1748, o pastor Jacobus op den Akker, de Batávia
[Jakarta], (que, juntamente com Cristovão Teodósio Walther, reiniciara o trabalho interrompido por
Almeida),
publicou o primeiro dos dois tomos da Bíblia e, cinco anos depois, EM 1753,
PUBLICOU A PRIMEIRA BÍBLIA COMPLETA EM PORTUGUÊS, EM DOIS VOLUMES. ..."
-
Em 1819 a
Bíblia de Almeida
foi pela 1a. vez publicada em um só volume. Foi impressa na gráfica de R. E. A.
Taylor, Londres, mas nossa cópia
não diz quem a distribuiu. Revisa muito pouco o texto original de Almeida (basicamente
apenas quanto erros tipográficos e de ortografia e quanto colocar alguns versos em ordem
mais direta, sem influência do TC de W-H, que ainda não existia).
- Em 1840 / 1848, a Bíblia de Almeida sofreu sua 1a. revisão um pouco
mais significativa (ainda basicamente apenas quanto erros tipográficos),
pela Sociedade Bíblica Americana, copiando o nome "Revista e Emendada" da 4a impressão do NT de Almeida em
1773.
- Em 1847 a Bíblia de Almeida sofreu uma revisão independente (ainda basicamente
apenas quanto erros tipográficos e de ortografia e quanto colocar alguns versos em ordem
mais direta, sem influência do TC de W-H, que ainda não existia),
pela
Trinitarian Bible Society (fundada em 1831, em reação ao ecumenismo e
heresias toleradas pela British and Foreign Bible Society), passando a ser conhecida como
"Almeida Revista e
Reformada".
- Em 1872 foi publicada, em Londres, a "Almeida Revisada e
Reformada".
- Em
1874 / 1875 foi publicada a "Almeida Revista e
Correcta".
- Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou
"A Primeira Edição Brasileira do Novo Testamento de
Almeida".
- Em 1894 foi publicada na Inglaterra, para uso em Portugal, a
"Almeida Revista e
Corrigida".
Até aqui, todas as Bíblias "protestantes"
em português são
basicamente fiéis ao TR.
- Em 1898
/ 1899 foi publicada na Inglaterra, pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira,
para uso no Brasil, a
"Almeida Revista e
Corrigida", talvez já introduzindo 0,1% do TC de WH, publicado
em 1881.
- Em 1917 as influências de Westcott-Hort, do criticismo textual e do
revisionismo já havendo alcançado o Brasil, a corrompida United Bible Societies
publicou a
"Tradução
Brasileira", 100% baseada no
TC e equivalente à "English Revised Version" de 1881. Teve como consultores ilustres eruditos, mesmo que descrentes: Rui Barbosa, José Veríssimo, Heráclito Graça,
etc. Foi rejeitada pela maioria
dos crentes.
- Em 1902 foi publicado em Lisboa, por Janellas Verdes,
o NT da "Almeida Revista e Correcta".
- Em 1929
a Trinitarian Bible Society publicou a "Almeida
Correcta".
- Em 1931 a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira publicou a
"Tradução dos Originaes Hebraico e
Grego",
7%TC, rejeitada pela maioria dos crentes.
- Em 1948 a Trinitarian Bible Society publicou a
"Almeida Revista e Reformada", 100% fiel ao TR;
- Em 1943 / 1944 (só NT) a
Bíblia foi pela primeira vez impressa e publicada no Brasil, pela Imprensa Bíblica do Brasil
(fundada
em 1940, filha da Convenção Batista Brasileira; tornou-se pessoa jurídica em
1942) Já continha talvez 0,5% do TC.
- Em 1948, 1951 a "Almeida Revista e
Corrigida" foi revisada pela Imprensa Bíblica do Brasil
talvez já introduzindo 1,5% do TC. Bastante grave,
mesmo que ainda longe das Bíblias 7% TC.
- Em 1955 a "Almeida Revista e
Corrigida" (alegam que basicamente igual à ARC de 1898 /1899) foi impressa na Grã-Bretanha, por William Clowes and Sons
Ltd., para distribuição através da SBB- Sociedade Bíblica Brasileira, da SBBE-
Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, e da SBA- Sociedade Bíblica
Americana. Em 1968/1969 e 1995 a ARC foi revisada pela Sociedade Bíblica
Brasileira (fundada
em 10.6.1948), talvez terminando por ter 2% do TC. Bastante grave,
mesmo
que ainda longe das Bíblias 7% TC.
- Em 1955/1956, 1958/1959, 1975 e 1993/1995 a Sociedade Bíblica do Brasil publicou a "Almeida
Revista e
Atualizada", totalmente baseada no
TC (por isso, foi desleal e vergonhoso golpe publicitário que tenha usurpado o
nome Almeida: a Atualizada se desviou inaceitavelmente de Almeida e do seu texto
grego e da sua tradução
original!). A Atualizada
equivale à "Revised Standard Version", de 1952. Lamentavelmente, pela primeira
vez, uma Bíblia
7% TC
começou a também ser aceita entre os "protestantes" brasileiros; ademais,
embora não confessando isto, demasiadas vezes se afasta da tradução formal e
dá os primeiros grandes passos rumo ao pleno (e muito condenável) método de tradução
por equivalência dinâmica) .
- Em 1967 e 1986 a Imprensa Bíblica do Brasil publicou o que ficou conhecida como
"Almeida Revisada de Acordo com os Melhores
Textos",
na realidade baseada nos piores textos, sendo 7% TC (por isso, também não deveria
ter usado o nome Almeida), e com extensivo uso de variantes e de destrutivos
colchetes e notas de rodapé.
- Em 1973 (NT, adotado
por romanistas e ecumênicos)
e 1988 (VT+NT) a Sociedade Bíblica do Brasil (já formalmente casada com a UBS - United Bible
Societies, de quem sempre foi namorada) lançou a "BLH - Bíblia na
Linguagem de
Hoje",
7% TC, não é tradução mas sim abjeta paráfrase. A edição de 2000
passou a ser chamada "NBLH - Nova Bíblia na Linguagem de Hoje"
ou "NTLH - Nova Tradução na Linguagem de Hoje".
- Em 1981 a Editora Mundo Cristão lançou "A Bíblia
Viva" (seu Novo Testamento é vendido como "O Mais Importante é o Amor"),
7% TC, não é tradução mas sim abjeta paráfrase. Este texto está sob o copyright da International Bible Society.
- Em 1990 a Editora Vida publicou a "Almeida Edição
Contemporânea". Apesar da alegação de que partiu da Almeida Revista e
Corrigida e, basicamente, apenas a "limpou de arcaísmos", na realidade
talvez seja na ordem de mais de 3% TC.
- Em 1992/1993, a Sociedade Bíblica Internacional editou e a Editora Vida imprimiu e publicou o NT da "NVI - Nova
Versão
Internacional", totalmente TC, traduzida pelo condenável método de
equivalência dinâmica.
A Bíblia completa será publicada em 2001.
- Em 1994 e 1995, depois de um trabalho tanto longo (o Novo Testamento já havia sido
lançado em 1974) quanto de extremos cuidados, a Sociedade Bíblica Trinitariana do
Brasil lançou a
"Almeida Corrigida e Revisada, Fiel ao Texto
Original", também conhecida simplesmente como
"ACF
- ALMEIDA CORRIGIDA, FIEL", 100%
TR, traduzida com suprema competência pelo mais rigoroso método de equivalência
formal-literal, e, ao mesmo tempo, escrita em português natural, fluente e sem
arcaísmos.
Pequena revisão foi feita em 1995.
- Crentes alertados e fiéis não usam as Bíblias Jerusalém (1981, 1992 -
romanista-ecumênica),
Vozes (romanista),
Novo Mundo (distorção pelos Testemunhas de Jeová), traduções do Padre
Antônio Pereira de
Figueiredo, Padre
Matos
Soares, Padre Humberto
Rhoden, Padres
Capuchinhos, Monges
Beneditinos,
Pastoral,
TEB - Tradução Ecumênica da Bíblia,
TOB - Traduction Oecuménique de la Bible, etc.., todas elas 7% TC e
favorecendo heresias de seitas.
Como vimos, a Bíblia do Rei Tiago e suas
predecessoras imediatas [na Inglaterra] tiveram por base o Texto Recebido. De
fato [em todo o mundo], praticamente todos os trabalhos de tradução e impressão
da Bíblia feitos por não católicos, desde os anos 1500s até os últimos anos
1800s, basearam-se no Texto Recebido. Durante estes séculos, centenas de
traduções foram produzidas a partir deste texto, incluindo as Bíblias: sueca de
Uppsala (1514), alemã de Lutero (1534), sueca (1541), dinamarquesa de Cristiano
III (1550), espanhola de Reyna (1569), islandesa (1584), eslovena (1584),
irlandesa (1685), francesa em Genebra (1588), francesa Ostervald (1744), galesa (1588), húngara (1590),
holandesa de Statenvertaling (1637), italiana de Diodati (1602, 1641), finlandesa
(1642), síria (1645), armeniana (1666), romena (1688), lataviana (1689),
lituana (1735), estoniana (1739), georgiana (1743), PORTUGUESA [DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA] (1751) [realmente
publicada em 1753], gaélica (1801), servo-croata (1804), albanesa (1827),
eslovaca (1832), norueguesa (1834), russa (1865), yiddish (1821), turca (1827)
e búlgara (1864).
Piedosos missionários da Europa [Continental],
Inglaterra e América [Canadá e, principalmente, Estados Unidos] levaram o Texto
Recebido até aos confins da terra, ao traduzí-los para os idiomas dos povos.
Começando com John Eliot, que produziu a Bíblia na linguagem [dos índios]
Pequot em 1663, missionários se ocuparam em traduzir as Escrituras para as
línguas dos índios norte-americanos, incluindo as versões Mohawk (1787),
Esquimó (1810), Delaware (1818), Seneca (1829), Cherokee (1829), Ojibway
(1833), Dakota (1839), Ottawa (1841), Shawnee (1842), Pottawotomi (1844),
Abenaqui (1844), Nez Perce (1845), Choctaw (1848), Yupik (1848), Micmac (1853),
Plains Cree (1861)e Muskogee (1886).
Missionários da Igreja Protestante Holandesa
traduziram o Texto Recebido para a linguagem malaia em 1734. Nos anos 1800s, as
traduções foram surgindo num ritmo muito acelerado. Martin Henry traduziu o
Texto Recebido para os idiomas persa e árabe; Adoniram Judson para o burmês
(1835); William Carey e seus cooperadores para os idiomas bengali (1809), oriya
(1815), marathi (1821), kashmiri (1821), nepalês (1821), sânscrito (1822),
gujarati (1823), panjabi (1826), bihari (1826), kannada (1831), assamese
(1833), hindi (1835), urdu (1843), telugu (1854) e 35 outras línguas da
Índia.
Durante este período [1800s], outros missionários,
baseados no Texto Recebido, produziram Bíblias e porções da Bíblia nos idiomas
bullom de Serra Leoa (1816), saraiki do Paquistão (1819), faroe das Ilhas Faroe
(1823), sranan do Suriname (1829), javanês da Indonésia (1829), aymara da
Bolívia (1829), malaio da Indonésia (1835), manchu da China (1835), malaguês de
Madagascar (1835), mandinca de Gâmbia (1837), havaiano do Havaí (1838), mongol
(1840), karaite das Montanhas da Criméia (1842), azerbaijani da antiga União
Soviética (1842), subu do Camarão (1843), mon de Burma (1843), maltês (1847),
udmurt da União Soviética (1847), garifuna da Belízia-Nicarágua (1847), ossete
da União Soviética. (1848), bube da Guiné Equatorial (1849), arawak da Guiana
(1850), maori das ilhas Cook (1851), tontemboan da Indonésia (1852), somoan
(1855), sesotho da África (1855), setswana da África do Sul (1857), basco da
Espanha (1857), hausa da Nigéria (1857), nama da África (1866), maori da Nova
Zelândia (1858), dayak da Indonésia (1858), isixhosa da África do Sul (1859),
karan de Burma (1860), núbio do Egito (1860), igbo da Nigéria (1860), efik e
yoruba da Nigéria (1862), tibetano (1862), ga de Gana (1866), tongan da África
(1862), twi de Gana (1863), isizulu da África (1865), niueano de Tonga (1866),
dehu da Nova Caledônia (1868), benga da África (1871), ewe da África (1877),
batak da Indonésia (1878) e thai (1883). (As informações prévias sobre as
versões da Bíblia foram grandemente derivadas de "Scriptures of the
World",
United Bible Societies, 1988, e de "The Bible in America",
1936).
Gostaríamos de enfatizar o fato de que esta lista
de
versões [acima] é somente uma lista parcial. Embora não possamos dar os
particulares exatos da base textual de todas estas traduções, sabemos que a
vasta maioria delas foi composta de Escrituras baseadas no Texto Recebido [6].
Algumas foram traduzidas [diretamente] do grego do Texto Recebido; outras, da
Versão Autorizada Inglesa [= VRTiago]; algumas outras, de traduções do Texto
Recebido
feitas na Europa, tais como a versão espanhola e a versão alemã.
Quando dizemos que essas são Bíblias-TR, queremos
com isto dizer que elas incluem as palavras e os versos contestados pelos
modernos textos: elas contêm "Deus" em 1 Tm 3:16, contêm Mt 17:21 e Mc 9:44,46
e Mc 16:9-20 e João 7:53-8:11 e Atos 8:37 -- e as dúzias de outros versos que
são omitidos ou questionados nas novas Bíblias.
Por favor, note também que, neste século XX, em
muitos casos as antigas versões originais nas linguagens acima mencionadas têm
caído em desuso e têm sido substituídas por versões Westcott-Hort [7].
De 1804 até 1907, contando somente a British and
Foreign Bible Society, foram impressas 203.931.768 Bíblias, Testamentos e
porções das Escrituras. Com poucas exceções, elas foram derivadas da VRTiago,
do Texto Recebido, ou de uma das versões européias baseadas no Texto Recebido ("Lion's History of
Christianity",
p. 558). De 1816 a 1903 a American Bible Society distribuiu 72.670.783 volumes
e porções das Escrituras, enquanto o Canstein Bible Institute editou mais de
7.000.000 de cópias (Edwin Rice, "Our Sixty-six Sacred Books", p.
192). Ao final do século XIX, a Bíblia (ou porções dela) tinha sido propagada
em quase 900 idiomas (P. Marion Simms, "The Bible in America", p.
177).
A estes números devem ser adicionadas as Escrituras
impressas por outras Sociedades Bíblicas (da Escócia, Alemanha, Canadá, etc.);
por organizações e sociedades missionárias (tais como Religious Tract Society,
Society for Promoting Christian Knowledge, American Sunday-School Union e
American Tract Society); por grandes firmas publicadoras tanto denominacionais
como outras, na Grã Bretanha, América e Europa; pelas imprensas de missões em
outros países; por indivíduos e grupos independentes. A Trinitarian Bible
Society, por exemplo, desde 1831 tem publicado [em vários idiomas] traduções
baseadas no Texto Recebido.
A American Sunday-School Union relatou que "a circulação total de Escrituras durante o
século XIX chegou a centenas de milhões de cópias ... o total excedeu 520
milhões de cópias da Palavra de Deus largamente espalhadas para sarar as
nações" (Rice, p. 191).
Todas estas Escrituras foram basicamente o mesmo
texto e o mesmo tipo de versão. A maioria das diferenças tiveram a ver com as
dificuldades de tradução, não com o texto adotado para lhes servir de base. Até
o início do século XX, as duas maiores Sociedades Bíblicas (a Britânica e a
Americana), quando publicavam em inglês, usavam exclusivamente escrituras na
VRTiago; quando publicavam em grego, usavam exclusivamente o Texto
Recebido.
Algumas pessoas contra-argumentariam dizendo que a
Bíblia em versões baseadas no Texto Crítico também tem ido até aos confins da
terra, neste século [note: NESTE século, o vigésimo]. Este, no entanto, não é o
ponto [isto é: não é a questão que estamos abordando]. A questão é que um certo
tipo de Bíblia, isto é, a Bíblia baseada no Texto Recebido, foi até as
extremidades da terra durante o maior período de reavivamento mundial e
atividade missionária que a História tem testemunhado. [Só] a seguir é que
chegaram os editores do Texto Crítico do final do século XIX, clamando que o
Texto Recebido é corrompido e insuficiente, e que o texto verdadeiramente puro
só recentemente foi recuperado do seu esconderijo. Nós dizemos que isto é
impossível à luz das promessas de Deus de preservar o puro texto das Escrituras
[8].
Para colocar as coisas sucintamente: rejeitar o
Texto Recebido, como os editores criticantes do texto e os tradutores modernos
têm feito, é rejeitar o Texto que tem sido reconhecido através dos séculos como
a Palavra de Deus pelos santos do Novo Testamento, e que foi exaltada por Deus
como sendo A Bíblia, durante a maior era de reavivamento e
atividade missionária desde o primeiro século.
À medida que o século XIX foi avançando, vozes
criticantes do Texto Recebido e da VRTiago cresceram em intensidade. Na Europa
e Grã Bretanha, os pensamentos do racionalismo alemão, do evolucionismo
darwinista, e de outras filosofias heréticas, começaram a se alastrar através
da maioria das principais denominações. A doutrina da perfeita inspiração da
Bíblia estava sendo questionada e contestada em muitos locais. Muitos
professores e líderes das igrejas pensavam que a Bíblia era cheia de erros,
mitos e inexatidões; que, ao invés de nos dar o registro da revelação infalível
de Deus ao homem, ela [coitada, meramente] continha a imperfeita história da
evolução do pensamento religioso do homem. Estas influências receberam o reforço
de poderosos simpatizantes do Catolicismo Romano existentes na Igreja Anglicana
e que formavam o chamado "Movimento de Oxford" ou "Tractarian Movement". Por
todos os lados, era evidente o declínio e deterioração do formidável mover de
reavivamento espiritual que tinha varrido o mundo desde a Reforma Protestante.
Foi dentro deste doente clima espiritual que a filosofia do moderno criticismo
textual se desenvolveu.
Enquanto as Bíblias da Reforma tinham nascido em um
clima de reavivamento espiritual e de fé, as modernas Bíblias nasceram em um
clima de apostasia e incredulidade.
Os principais editores que, nos anos 1800s,
produziram os novos textos (em grego) que diferiam do Texto Recebido, foram
Griesbach, Hug, Lachmann, Tregelles, Tischendorf, e Westcott & Hort. Estes
foram os pais do moderno criticismo textual.
a) J.J. GRIESBACH (1745-1812) foi
um
professor da disciplina "Novo Testamento", com uma paixão pelo criticismo
textual. É importante notar que Griesbach, "[que]
desde seus dias de estudante de graduação
[foi] influenciado pela maré enchente
do racionalismo que varria seu país, era um inimigo do cristianismo ortodoxo"
(D. A. Thompson, "The Controversy
Concerning the Last Twelve Verses of
the Gospel According to Mark", p. 40). Ele abandonou o Texto Recebido e teceu um novo texto
contendo muitas das novidades posteriormente popularizadas por Westcott e Hort.
Griesbach mantinha o assombroso ponto de vista de que "Entre as várias variantes para uma passagem [do Novo Testamento em
grego], tem que merecidamente ser
considerada como suspeita aquela que, mais do que as outras [variantes], manifestadamente favorece os dogmas da
ortodoxia" (Scrivener, citado por D. A. Thompson, p. 40). Em outras
palavras, de acordo com este princípio, "se
houver uma passagem no Texto Recebido que evidente e fortemente implica ou
ensina a divindade de Cristo em [natureza e] essência, ou [ensina] alguma
outra doutrina fundamental da Fé, e em alguns outros velhos manuscritos houver
uma variante que diminua aquela ênfase, ou que, por omissão, de todo a joga no
lixo, então esta última variante deve tomar precedência sobre aquela
primeira"
(Ibid.). Isto, meus amigos, é pensar caoticamente, de cabeça para baixo! A
edição do texto (em grego) de Griesbach removeu o final de Marcos 16 (vv.
9-20), baseado em relatos de que o manuscrito Vaticanus, que ele considerava o
mais antigo e melhor, não continha estes versos. Griesbach não tinha visto o
Vaticanus, mas tinha recebido relatos sobre o fato de que Marcos 16:9-20 era
omitido neste códice. [9]
b) J.L. HUG (1765-1846) "em 1808 introduziu a teoria de que, no
século II, o texto do Novo Testamento tinha se tornado profundamente degenerado
e corrupto, e que todos os textos hoje sobreviventes são meramente revisões
editoriais deste texto corrompido" (Hills, p.65). Esta inacreditável teoria
totalmente contradiz a promessa que Deus fez de preservar as Escrituras. [Ver
nota de rodapé anterior].
c) KARL LACHMANN (1793-1851), que
tem sido
descrito como um racionalista alemão (Turner, p.7), publicou edições do Novo
Testamento em Berlim, na Alemanha, em 1842 e 1850. Ele foi um professor de
"Filologia Clássica e Alemã", em Berlim. Ele "começou a aplicar ao texto do Novo Testamento em grego as mesmas regras
que tinha usado para editar textos dos clássicos gregos, os quais têm sido
radicalmente alterados ao longo dos anos. ... Lachmann tinha estabelecido uma
série de diversas pressuposições e regras que usou para chegar aos [que
cria serem os] textos originais dos
clássicos gregos. ... Ele agora começou a usar estas mesmas pressuposições e
regras para corrigir o Novo Testamento que ele também pressupunha ter sido
irrecuperavelmente corrompido. [Mas]
ele cometeu um erro por demais evidente. O cuidado reverente e amoroso prestado
pelas igrejas fiéis ao copiar e preservar as Escrituras não foi igualado por um
processo similar no copiar dos clássicos gregos" (Turner, pp. 7-8).
Lachmann descartou a escrita do Texto Recebido em favor daquilo que ele
considerava o mais antigo e melhor texto, representado pelo Vaticanus e uns
poucos outros manuscritos similarmente corrompidos. Burgon observa que "o texto de Lachmann raramente se apoia em
mais que quatro códices em grego, muito frequentemente em três, não
infrequentemente em dois, algumas vezes em somente um". ("Revision Revised", p. 21). Na sua arrogância de
erudito, Lachmann estava querendo erradicar séculos de piedoso discernimento
(purificado na fornalha da perseguição), em favor de modernas
novidades.
d) SAMUEL
TREGELLES
(1813-1875) aceitou os pontos de vista de Lachmann. Tregelles disse "Tem que ser concedido a Lachmann o
reconhecimento disto, que ele tomou a frente no caminho de jogar fora os assim
chamados Textus Receptus, e corajosamente colocar o Novo Testamento completa e
inteiramente, sobre uma base de real autoridade". (Edward
Miller, "A Guide to the Textual
Criticism of the New Testament",
1886, p. 22). O
que Lachmann supunha ser "real autoridade" era o manuscrito Vaticanus (que, por
séculos, tinha repousado em desuso no castelo do Papa) e alguns outros poucos
manuscritos similarmente não merecedores de respeito.
e) CONSTANTIN TISCHENDORF (1815-
1874) foi um editor
alemão de textos [bíblicos] que viajou extensivamente em procura de antigos
documentos. Ele foi instrumental em trazer à luz os dois manuscritos
[lamentavelmente]
mais influentes no moderno trabalho da tradução da Bíblia – Códice Sinaiticus e
Códice Vaticanus.
"No ano de 1844, enquanto viajava sob o
patrocínio de Frederick
Augustus, Rei da Saxônia, em busca de manuscritos, Tischendorf chegou ao
Convento de Santa Catarina, [ao pé do]
Monte Sinai. Aqui, observando alguns
documentos de antiga aparência e que estavam em uma cesta [de lixo] cheia de papéis prontos para acender o
fogão, ele os escolheu e retirou, e descobriu que eram quarenta e três folhas
de pergaminho da Versão Septuaginta. Foi permitido que ele os tomasse: mas, no
desejo de salvar as outras partes do manuscrito do qual ele ouvira falar, ele
explanou seu valor aos monges os quais, sendo agora informados, lhe permitiriam
apenas copiar uma página e recusaram lhe vender o resto. Quando retornou, ele
publicou
em 1846 o que tinha conseguido obter [10],
com o título `Codex Frederico-Augustanus' estampado em honra do seu
patrocinador"
(Miller, p. 24).
O manuscrito Sinaiticus completo continha porções
do
Velho Testamento e dos livros apócrifos, continha o Novo Testamento completo,
como também a espúria [forjada] "Epístola de Barnabé", e um fragmento da
espúria "Pastor de Hermas". Naquela primeira visita Tischendorf não teve
permissão
para tomar o manuscrito completo, mas ele retornou ao monastério em 1853 e
novamente em 1856. Na noite final da sua última visita, o códice lhe foi
mostrado e ele ficou acordado toda a noite copiando uma parte dele. Qual foi a
porção com a qual ele perdeu uma noite de sono a copiando, você pode perguntar?
Assombrosamente (e indicativo da condição espiritual do homem, cremos), foi a
Epístola de Barnabé, que nem [sequer] é canônica! A respeito desta epístola, o
estudioso textual do século XIX, Friedrich Bleek, disse "[ela] é provavelmente forjada [11]
e seu conteúdo é insignificante e frívolo, de modo que é bastante indigna de
ser colocada lado ao lado com os escritos do Novo Testamento"! Ganhando um
ouvinte simpatizante no abade superior do monastério, Tischendorf manobrou de
modo a ter o manuscrito trazido ao Cairo, onde, naquele mesmo ano, lhe foi
permitido copiá-lo. Depois de consideráveis lutas políticas e religiosas, e da
promessa de uma soma de dinheiro e de honras para a ordem monástica, foi
permitido a Tischendorf tomar o manuscrito para São Petersburgo na Rússia, em
1862. Pouco depois, em Leipzig, Alemanha, ele publicou 300 cópias [do
manuscrito], em quatro volumes.
Tischendorf era tão enamorado com o manuscrito
Sinaiticus que ele alterou a oitava edição do seu texto em grego (1869-72) em
3.369 casos, largamente em conformidade com o Sinaiticus.
Note que este manuscrito, que tão poderosamente
influenciou os homens que desenvolveram as teorias do moderno criticismo
textual, foi descoberto em uma cesta de lixo em um monastério da Igreja
Católica Greco-Ortodoxa. Mesmo os monges espiritualmente cegos que viviam neste
local demoniacamente oprimido o consideraram digno apenas de queimar! Dr. James
Qurollo observa, "Eu não sei qual
deles tinha a verdadeira avaliação do seu valor – Tischendorf, que queria
comprá-lo, ou os monges, que estavam se aprontando para queimá- lo!"
A pura palavra de Deus, meus amigos, não tem sido
preservada em um obscuro monastério da Igreja Católica Greco-Ortodoxa ou nas
prateleiras empoeiradas da biblioteca do Papa, mas nos manuscritos e nas
Bíblias e que têm sido altamente honradas e usadas pelos crentes comuns através
dos séculos.
***As corrupções do Códice
Sinaiticus:é importante notar que o
Sinaiticus mostra clara evidência de corrupção. Dr. F. H. A. Scrivener, que em
1864 publicou "A Full Collation of
the Codex Sinaiticus", testificou:
"O Códice é coberto com alterações de um caráter obviamente corretivo –
devidas a pelo menos dez diferentes revisores, alguns deles [os revisores] sistematicamente se espalhando sobre CADA
página, outros ocasionalmente, ou limitados a porções separadas do manuscrito,
muitos destes sendo contemporâneos ao primeiro escritor, mas a maior parte
[dos revisores] vivendo no sexto ou
sétimo século".
***A condição amedrontadoramente sacrílega do Monastério de Santa Catarina:É apropriado darmos uma descrição do monastério que abrigava o Códice Sinaiticus. A descrição seguinte foi escrita pelo Dr. R. L. Hymers:
"Eu me tornei convicto da superioridade do
Texto Recebido durante uma
viagem à Península do Sinai, no verão de 1987. Minha esposa e eu éramos parte
de uma expedição que escalou o Monte Sinai. Depois que descemos, visitamos o
Monastério Santa Catarina, que se localiza ao pé da montanha. Eu fiquei chocado
com as características estranhas e mesmo satânicas deste monastério. As
caveiras de monges de todos os séculos estavam amontoadas em um grande
aposento. Esta montanha de caveiras tinha entre uns 2,10 a 2,40m de altura. O
esqueleto de um dos monges estava acorrentado a uma porta adjacente a esta
pilha de caveiras, deixado lá como um guarda de idade indeterminável. Dentro do
próprio santuário do monastério, ovos de avestruzes pendiam do forro, lâmpadas
tenuamente iluminavam a atmosfera tenebrosa, e estranhos desenhos e pinturas
contrárias às Escrituras decoravam o edifício inteiro.
"Fomos guiados através deste fantasmagórico
convento para o local onde
os rolos Sinaiticus tinham sido guardados através dos séculos, por estes
monges, até serem descobertos por Tischendorf, levados à [Rússia, publicados
na] Alemanha, e finalmente vendidos à Grã
Bretanha. Enquanto eu estava de pé em frente à caixa onde o manuscrito
Sinaiticus tinha sido guardado antes de ser roubado por Tischendorf, eu tive a
distinta impressão de que nenhuma luz espiritual poderia vir deste
local.
"Esta impressão me levou a reexaminar os fatos
concernentes ao texto de
Westcott e Hort, e a chegar à conclusão de que o uso que [estes homens] fizeram dos manuscritos Sinaiticus e
Vaticanus como a base para o novo texto em grego foi ilegítimo e enganador. Eu tenho chegado à conclusão de que o texto
de Westcott e Hort é uma mutilação, e de que o Texto Masorético e o Texto
Recebido, que são a base para a Bíblia do Rei Tiago [e para as Almeidas
1753, RCorr e CFiel], lhe são
incomparavelmente superiores. Portanto, eu fortemente defendo a Bíblia do Rei
Tiago como a mais
confiável tradução que hoje temos das Escrituras para o idioma inglês."
[O mesmo dizemos das Almeidas RCorr e CFiel, para o português].
Tischendorf também contribuiu para trazer à luz o manuscrito Vaticanus. Os detalhes envolvidos neste empreendimento são quase tão fascinantes quanto aqueles da sua busca pelos Sinaiticus:
"Como o nome diz, [o Vaticanus] está na Grande Biblioteca
do Vaticano, em Roma, que tem sido seu domicílio desde alguma data antes de
1481 [Editor: isto deve ser bem entendido por aqueles que conhecem o
espírito pervertido de Roma]. As
autoridades da Biblioteca do Vaticano punham contínuos obstáculos no caminho de
todos aqueles que desejavam estudá-lo em detalhes. Um correspondente de
Erasmus, em 1533, enviou àquele estudioso um número de selecionadas
transcrições do manuscrito, como prova da sua [suposta] superioridade em relação ao Texto Recebido. [Editor: Erasmus
subseqüentemente rejeitou estas transcrições]. ... Como um troféu de vitória, Napoleão levou o Vaticanus para Paris,
onde ele permaneceu até 1815, quando os muitos tesouros que ele tinha saqueado
das bibliotecas do Continente foram devolvidas aos seus respectivos donos. ...
Em 1845, foi permitido ao grande estudioso inglês Tregelles vê-lo por seis
horas, mas não lhe copiar uma [só]
palavra. Seus bolsos foram revistados antes que ele pudesse abrí-lo e todos os
materiais de escrever lhe foram tomados. Dois membros do clero ficaram ao seu
lado e arrebatavam o volume se ele olhasse por demasiado tempo para qualquer
passagem!... Em 1866 Tischendorf uma vez mais submeteu um pedido de permissão
para editar o manuscrito, mas com dificuldade ele [somente] obteve permissão para examiná-lo durante
quatorze dias, todos eles de três horas cada um, com o propósito de colatar [12]
passagens difíceis. E, fazendo o máximo [proveito] do seu tempo, em 1867 Tischendorf pode publicar a mais perfeita edição
do manuscrito que já tinha aparecido.
Uma versão [Católica] Romana melhorada apareceu em 1868-81..."
(Frederic Kenyon, "Our Bible
and the Ancient Manuscripts", New York: Harper & Brothers, 4a. edição, 1939, pp.
138-139).
A atitude que Roma exibiu com relação àqueles que procuraram examinar o manuscrito Vaticanus é indicativa da atitude histórica de Roma com relação à Palavra de Deus. Enquanto os batistas e os reformadores estavam diligentemente trazendo as Escrituras à luz, "de modo que o condutor de arados possa entendê-las" [13], de modo igualmente diligente Roma estava tentando esconder a Palavra de Deus do homem comum. Este é um fato histórico, amigos.
---*---*---*---
JOHN WILLIAM BURGON (1813-1888)
foi um
brilhante lingüista e editor de textos [bíblicos]. Ele publicou acima de 50
trabalhos, além dos numerosos artigos com que ele contribuiu para periódicos. Ele
contribuiu consideravelmente para "A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament", de
Scrivener. Burgon
viajou largamente em busca de fatos sobre os textos [bíblicos]. Ele
pessoalmente examinou o manuscrito Vaticanus em 1860, quando esteve em Roma, e
em 1862 ele visitou o Monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai, para examinar
o conteúdo da sua biblioteca. Ele fez várias visitas às bibliotecas da Europa,
e colatou mais que cento e cinqüenta manuscritos em grego. Sua pesquisa sobre
os escritos dos antigos "Pais da Igreja" não tem rival. Abrigada no Museu
Britânico, ela consiste de dezesseis grossos volumes de manuscritos e contém
86.489 citações.
Embora o anglicano Burgon tenha sido um
contemporâneo dos [anglicanos] Westcott e Hort, ele claramente rejeitou o
racionalismo alemão e o movimento de [volta ao] catolicismo romano com os quais
a dupla simpatizava. Edward Hills observa "os dias de Burgon em Oxford foram parte do período quando a
controvérsia tractariana [14]
estava flamejante. O ataque contra as escrituras como a inerrante Palavra de
Deus o incitou a estudar o campo dos textos [bíblicos]. Ele foi um profundo e laborioso estudante, e um competidor
apaixonadamente corajoso". (Hills, "The
Magnificent Burgon", em Fuller, "Which
Bible?", p. 86). Burgon, que nunca
casou e
que se dedicou exclusivamente às suas pesquisas, testificou que a motivação do
seu labor era a defesa da Bíblia. Referindo-se a si próprio como "um vizinho",
no Prefácio de "Revision Revised",
ele escreve: "Eu confio que não há nada
irracional na sugestão de que alguém que não tem feito isto [referindo-se a
se dar individidamente ao estudo dos textos bíblicos] deve ser muito prudente e ajuízado quando se senta julgando um seu
vizinho que, por muitos anos passados, tem [dedicado e] dado ao criticismo
textual a totalidade do seu tempo; tem voluntariamente sacrificado saúde,
bem-estar, recreação, e mesmo o necessário repouso, a este único objetivo; tem
feito seu único negócio e ocupação o adquirir uma tal autoridade pericial
independente, neste assunto, que o qualifique a batalhar vitoriosamente em
defesa da ameaçada letra da Palavra de Deus" (p. xvii). Uma tal nobre
consagração
de vida não pode ser desconsiderada. Sobre o Vaticanus, Burgon tinha isto a
dizer:
"A impureza do texto exibido por estes códices [Sinaiticus e Vaticanus] não é uma questão de opinião mas sim de fato. ... [Contando-se] SOMENTE NOS EVANGELHOS, o códice B (Vaticanus) deixa de fora palavras ou inteiras cláusulas não menos que 1491 vezes. Em cada página, ele tem traços de transcrição sem cuidados. ... eles [os manuscritos A, B e C] são três das mais escandalosamente corrompidas cópias existentes ... [exibindo] os mais vergonhosamente mutilados textos que podemos encontrar em todo a terra" ("True Or False?" pp. 77- 78).
***A atmosfera pagã do Vaticano.
Já tecemos notas sobre a
estranha atmosfera demoníaca do Monastério de Santa Catarina, que hospedava o
Códice Sinaiticus. O lar do Códice Vaticanus não é menos pagão. O editor deste
pequeno livro visitou o Vaticano em 1992 e ficou chocado com quão pagão o local
é. [O lugar] me lembrou os muitos templos que visitamos durante nossos anos de
trabalho missionário na Ásia. De modo apropriado ao lar do homem que clama [e
usurpa] os títulos e a posição de Jesus Cristo, e que aceita adoração, o
Vaticano é um monumento à idolatria e à blasfêmia e à desavergonhada rebelião
do homem contra a revelação de Deus. Há estátuas de todos os tipos de deuses e
deusas pagãs; há estátuas a Maria, e aos papas, e aos "santos" e anjos, e à
criancinha
Jesus, e há crucifixos. De fato, o Vaticano é um gigantesco ídolo. O grande
altar sobre a suposta tumba de São Pedro é dominado por imensas colunas douradas
em espiral, que parecem a todo o mundo como serpentes se enrolando. Pode-se
quase ouvir o sinistro silvo. O Vaticano é também um cemitério. Sob a catedral
de "São Pedro" há fileiras e fileiras de caixões funerários de mármore – que
parecem ser hectares de papas mortos! Uma estátua em tamanho real de cada papa
é esculpida em mármore e repousa na tampa de cada caixão. Velas e incenso estão
[sempre] queimando profusamente. O local é tão fantasmagórico e pagão quanto
qualquer templo no mais tenebroso Nepal. Católicos, enganados de um modo digno
das nossas lágrimas, acendem suas velas pagãs na vã tentativa de merecer a
bênção de Deus, de modo exatamente igual aos pobres Hindus em trevas.
As casas de "Santa" Catarina e do "Papa" proveram
lares bem apropriados a dois dos mais profundamente corrompidos manuscritos
hoje postos à disposição dos tradutores da Bíblia.
Do Sinaiticus, do Vaticanus, e das teorias textuais
que exaltam estes manuscritos, o brilhante John Burgon, depois de décadas de
vigilante e solitário labor nos pálidos cantos das bibliotecas da Grã Bretanha,
Europa e Egito, testificou:
"Quando nos aplicamos inicialmente a estes
estudos, muitos anos atrás,
... em qualquer direção para a qual nos voltássemos, éramos deparados com a
mesma terminologia confiante: 'os melhores documentos', 'os manuscritos
primários', 'as autoridades de primeira classe', 'a evidência primitiva' [15],
'a antiga palavra escrita', e assim por diante: descobrimos que, invariável e
exclusivamente, esta terminologia referia-se aos códices A [Sinaiticus] ou B [Vaticanus], códices C ou D [dois manuscritos similares]. Não foi até que laboriosamente fizéssemos a colação [16]
destes documentos para nós mesmos que nos tornamos conscientes do verdadeiro
caráter deles. Muito antes de chegarmos ao final da nossa tarefa (e ela nos
ocupou, mesmo que não ininterruptamente, por oito anos) nos tornamos convictos
de que os supostos 'melhores documentos' e 'autoridades de primeira classe'
estavam na realidade entre os piores [de todos os manuscritos do mundo].
"Uma diligente inspeção de um vasto número de
textos mais recentes,
espalhados através das principais bibliotecas da Europa, e a colação exata de
alguns deles, nos convenceram ainda mais de que: [a] a veneração geralmente exigida e prestada a B [Vaticanus], A [Sinaiticus], C e D não é nada mais senão uma fraca superstição e um erro vulgar;
[b] a data de um manuscrito nada diz da sua
essência mas é sim um mero acidente do problema; [c] os textos mais recentes ... em incontáveis ocasiões, e como uma regra,
preservam aqueles delicados contornos e minúsculos refinamentos [17]
que observamos constantemente que os 'antigos unciais' aniquilaram. E daí,
ascendendo a uma inspeção sistemática do inteiro campo da Evidência,
encontramos razões para suspeitar mais e mais da sanidade das conclusões às
quais Lachmann, Tregelles e Tischendorf tinham chegado. Em paralelo, parecemos
ter sido levados (como se pela mão) a discernir claras indicações da existência
de 'um caminho mais excelente' [18]
para nós [trilharmos]" ("Revision
Revised", pp. 337,338).
Suspeitamos que estes dois manuscritos
[Sinaiticus e Vaticanus] devem sua preservação exclusivamente ao seu
comprovado mal caráter; esta [comprovada má qualidade] fez com que o segundo deles eventualmente encontrasse seu caminho até
uma esquecida prateleira da biblioteca do Vaticano, enquanto o outro, depois de
exercitar a engenhosidade de diversas gerações de corretores criticistas,
eventualmente foi jogado na cesta de lixo de papel, no convento aos pés do
Monte Sinai. Tivessem estas cópias [Vaticanus e Sinaiticus] sido de mediana pureza, elas teriam há muito
compartilhado o inevitável destino dos livros que são intensamente usados e
altamente apreciados: a saber, eles teriam caído em desintegração [física,
devida ao uso] e teriam desaparecido de
vista." ("Revison
Revised", p.
319).
Assim, vimos que durante os anos 1800s (uma das
maiores eras missionárias na História), enquanto homens piedosos estavam
levando a preservada Bíblia aos confins da terra, cépticos críticos textuais,
enamorados pelo racionalismo alemão, iam ao redor esquadrinhando as empoeiradas
bibliotecas das instituições apóstatas, [ávidos] para 'redescobrirem' a Palavra
de Deus, que nunca havia sido perdida. Homens confundidos, todos
eles!
Neste ponto, citamos Dr. Edward F. Hills (1912-1981), um respeitado estudioso presbiteriano que tinha graduações pela Yale University, Westminster Theological Seminary, Harvard, e Columbia Seminary, e que prosseguiu em mais estudos de pós-graduação na Chicago University e no Calvin Seminary. Dr. Hills encorajou a muitos pela sua defesa do Texto Recebido e por desmascarar e expor a incredulidade do moderno criticismo textual.
"Nos anos 1860, os manuscritos Aleph
[Sinaiticus] e B [Vaticanus] tornaram-se
disponíveis aos estudiosos, através dos trabalhos de Tregelles e Tischendorf.
Em 1881 B. F. Westcott (1825-1901) e F. J. A. Hort (1828-1892) [ambos foram
professores anglicanos na Cambridge University; Westcott tornou-se Bispo de
Durham] publicaram sua celebrada
"Introdução", em que se esforçaram para determinar o texto do Novo Testamento
com base nesta nova informação. Eles propuseram a teoria de que o texto
original do Novo Testamento sobreviveu (em condições quase que perfeitas)
nestes dois manuscritos, especialmente no Vaticanus. Esta teoria alcançou quase
que imediatamente uma tremenda popularidade, sendo aceita em todos os
quadrantes tanto pelos liberais quanto pelos conservadores. Os liberais
gostaram dela porque representava a coisa mais recente na ciência do criticismo
do texto do Novo Testamento. Os conservadores dela gostaram porque [a isca
nas palavras 'em condições quase que perfeitas'] parecia lhes dar a segurança que eles estavam
procurando.
"... no desenvolvimento de suas teorias,
Westcott e Hort seguiram um
método essencialmente naturalístico. Na verdade, eles se orgulhavam de tratar o
texto do Novo Testamento como tratariam o de qualquer outro livro, fazendo
pouco ou nenhum caso da inspiração e providência. ... [Eles partiram da
axiomática pressuposição de que, num excesso de defesa doutrinária e falta de
honestidade, 'piedosos' copistas] tinham
alterado os manuscritos do Novo Testamento nos interesses da ortodoxia.
Porisso, como Griesbach, desde o início eles descartaram qualquer possibilidade
de preservação providencial do texto do Novo Testamento através do seu uso
pelos crentes" (Edward F. Hills,
"The King
James Version Defended", pp.
65,66).
Dr. Donald A. Waite é um estudioso batista que tem escrito em defesa do Texto Recebido. Ele ganhou o grau de Bacharel de Artes em "grego e latim clássicos"; o de Mestre de Teologia (com altas honras) em "literatura e exegese do Novo Testamento em grego"; um de Mestre de Artes e um de Doutor em Filosofia, ambos em "oratória"; um de Doutor em Teologia (com honras) em "exposição bíblica"; e ele tem certificados tanto do estado de New Jersey como do estado da Pennsylvania, credenciando-o como professor de "grego" e de "arte da linguagem". Ele ensinou grego, hebraico, Bíblia, oratória e inglês, por mais que 35 anos, em nove escolas. Ele produziu mais que 700 estudos a respeito da Bíblia e outros assuntos. Sumariando o problema com o texto Westcott-Hort, Dr. Waite nota:
"Westcott e Hort formularam um novo texto
em grego e mudaram o
Texto Recebido que tinha sido usado na igreja desde o início da escrita do Novo
Testamento" ("Defending the King James Bible",
1992, p. 41).
A Trinitarian Bible Society, em "The Divine Original", provê o resto da triste história:
"A descoberta destes
manuscritos (MSS) seduziu muitos estudantes da Bíblia levando-os a uma
lamentável enfermidade de julgamento crítico [e]
exerceu uma similar influência hipnótica nas mentes de muitos dos estudiosos dos
séculos XIX e XX. O texto em grego revisado em que se baseiam as versões
modernas [baseadas no Texto Crítico] têm
o suporte somente de uma muito pequena minoria dos MSS disponíveis que, em
alguns aspectos, estão em concordância com os inconfiáveis textos dos códices
do Sinai e do Vaticano.
"Westcott e Hort maquinaram uma elaborada
teoria baseada mais
sobre imaginação e intuição do que sobre evidência, elevando este pequeno grupo
de MSS às alturas de autoridade quase infalível. O tratado que escreveram sobre
o assunto [isto
é, sobre seus princípios de crítica textual] e o Novo Testamento em grego que editaram, exerceram uma influência
poderosa e de longo alcance, não apenas sobre a próxima geração de estudantes e
eruditos, mas também, indiretamente, sobre as mentes de milhões que não têm tido
nem a habilidade, nem o tempo, nem a inclinação para submeter a teoria ao
bisturi de um exame investigativo.
"Os manuscritos do Sinai e do Vaticano
representam uma pequena
família de documentos que contêm muitas variantes e que as igrejas rejeitaram
antes do final dos anos 300s. Sob o singular cuidado e providência de Deus, MSS
mais confiáveis foram multiplicados e copiados de geração em geração, e a
grande maioria dos MSS ainda existentes oferece uma reprodução fiel do
verdadeiro texto que tem sido reconhecido por toda a 'Igreja' Grega no período
bizantino de 312 a 1453 DC. Este texto foi também representado por um pequeno
grupo de documentos disponíveis a Erasmus, Stephens, os compiladores da edição
complutensiana, e a outros editores do século XVI. Este texto é representado
pela Versão Autorizada [= VRTiago], [ pelas Almeidas 1753, RCorr e CFiel] e por [virtualmente TODAS as]
outras traduções protestantes até a última parte do século
XIX".
Os revisores de 1881 fizeram 36.000 mudanças em inglês sobre a VRTiago, como também quase 6000 no texto em grego. [Os revisores que produziram a impopular Tradução Brasileira (1917), a ARAtlz (1959), e as demais Bíblias-TC, fizeram aproximadamente o mesmo número de mudanças em português]. Os manuscritos do Sinai e do Vaticano são responsáveis pela maioria das mudanças significantes. Como F. C. Cook, capelão da Rainha da Inglaterra no final do século XIX e autor de uma revisão crítica da ERV [=English Revised Version], diz:
"De longe, o maior número de inovações, inclusive aquelas que dão os
mais severos choques nas nossas mentes, são adotados sob a autoridade de dois
manuscritos, ou mesmo de um manuscrito, contra o distinto testemunho de todos
os outros manuscritos, unciais e cursivos. ... O códice do Vaticano ... algumas
vezes sozinho, [mas] geralmente em
acordo com o do Sinai, é responsável por nove décimos das mais chocantes
inovações da Versão Revisada" (Cook, "The Revised Version of the First Three
Gospels: Considered in its Bearings Upon the Record of Our Lord's Words and of
Incidents in His Life", 1882, p. 250).
Philip Mauro, um membro do tribunal da Suprema Corte dos Estados Unidos e um dos mais reputados advogados de patentes dos seus dias, notou as diferenças entre o Texto Recebido e os textos do Sinai e do Vaticano:
"Como uma ilustração suficiente das
muitas diferenças entre estes
dois códices
[Sinaiticus e Vaticanus] e o grande corpo
dos outros MSS, notamos que, SOMENTE NOS EVANGELHOS, o Códice Vaticanus difere
do Texto Recebido nos seguintes particulares: Ele omite pelo menos 2877
palavras [19]; adiciona
536 palavras; substitui 935 palavras; transpõe [a ordem de] 2098 palavras; e modifica 1132 palavras;
fazendo um total de 7578 divergências verbais" (Mauro, "Which Version? Authorized Or
Revised?", em Fuller,
"True
or False?", p 78).
A maioria dos modernos tradutores da Bíblia
permanece seduzida pelos manuscritos Sinaiticus e Vaticanus. Os editores da New
International Version, por exemplo, admitem que eles preferem estes manuscritos:
"em muitos casos as palavras escritas
encontradas nos manuscritos mais velhos, particularmente nos grandiosos unciais
em grego Vaticanus e Sinaiticus, do século IV DC, devem ser preferidos sobre
aquelas encontrados em manuscritos posteriores, tais como aqueles refletidos no
TR (Texto Recebido)" (Ronald Youngblood, "The Making of a Contemporary Translation", p. 152). Poderíamos fornecer dúzias
de páginas de citações similares, devidas aos modernos tradutores e críticos do
texto bíblico. Quando as novas versões dizem que uma certa palavra ou verso não
é encontrada nos "mais velhos e melhores manuscritos", eles estão se referindo
primariamente ao Códice Sinaiticus e ao Códice Vaticanus, juntamente com um
punhado de manuscritos que apresentam leituras similares.
Concluímos esta seção com as palavras de John
William Burgon:
"Eu estou completamente contrário a crer (tão
grosseiramente improvável
isto parece) que, ao final de 1800 anos, 995 de cada 1000 cópias, suponhamos,
irão ser provadas como inconfiáveis, e que a uma, duas, três, quatro, ou cinco
[cópias] restantes, cujos conteúdos foram até ontem
nada mais que desconhecidas, ocorrerão terem mantido o segredo do que o
Espírito Santo originalmente inspirou. Em resumo, eu sou completamente incapaz
de crer que a promessa de Deus tenha tão inteiramente falhado que, ao fim de
1800 anos, muito do texto do Evangelho tenha de fato de ser tirado de dentro de
uma cesta de lixo cheia de papéis, por um crítico alemão, no convento de Santa
Catarina; e que todo o texto [do Novo Testamento] tenha de ser remodelado segundo o padrão estabelecido por um par de
cópias que tinha permanecido em desprezo durante quinze séculos (provavelmente
devendo suas sobrevivências a este desprezo), enquanto centenas de outros
[manuscritos]
tinham sido tão folheadas [pelo uso] a ponto de serem [fisicamente] desintegradas, e tinham conferido seus
testemunhos a cópias delas feitas.
"Afortunadamente, a cristandade ocidental tem
estado contente em
empregar um e o mesmo texto por mais de trezentos anos. Se a objeção for feita,
como provavelmente será, 'Então você quer dizer que repousa [tão somente] sobre os cinco manuscritos usados por
Erasmus?' eu responderei que as cópias empregadas foram selecionadas porque se
sabia que representam a acurácia [isto é, a absoluta exatidão] da Palavra Sagrada; que a linhagem do texto
bíblico foi evidentemente guardada com zeloso cuidado, exatamente como a
genealogia humana do nosso Senhor foi preservada; que ele [o texto
produzido por Erasmus] repousa
essencialmente
sobre muito do mais amplo testemunho [de vários milhares de manuscritos
basicamente idênticos]; e que [só] onde qualquer parte dele [porventura] conflite com a mais completa [portanto
indiscutível] evidência [real] obtenível, ali eu creio que ele pede por
correção" ("True or False?", p. 13).
Enquanto não cremos, de nenhum modo, que o Texto Recebido necessite de correção alguma, e nisto tomamos uma posição diferente da de Burgon, nós realmente louvamos sua fé na preservação da Palavra de Deus, esta fé está em total contraste com o ceptismo dos nossos dias. Rememorando o testemunho que os séculos dão à Bíblia preservada e revisando a posição incrédula dos críticos textuais do século XIX, Burgon teve isto a dizer:
"Chame este texto Erasmiano ou
Complutensiano, ou o texto de Stephans, ou de Beza, ou dos Elzevir, chame-o
Texto Recebido ou Texto Tradicional, ou por qualquer outro nome que lhe agrade
– o fato permanece que um texto tem sido transmitido até nós, o qual é atestado
por um consenso geral de antigas cópias, dos antigos Pais [da 'Igreja'], e de antigas versões [como a antiga
Siríaca, a Peshitta (de cerca do ano 150, e da qual mais de 300 manuscritos
ainda existem), a Antiga Latina (de cerca do ano 157), etc.].
"Obtida de uma variedade de fontes, este Texto
prova ser essencialmente
o mesmo, em tudo. ... Em notável contraste com este Texto está aquele contido
em um pequeno punhado de documentos dos quais os mais famosos são os Códices
Vaticanus e Sinaiticus. Os editores da Versão Revisada têm sistematicamente
magnificado os méritos destes manuscritos depravadamente corrompidos, enquanto
eles têm, ao mesmo tempo, ardentemente ignorado suas muitas imperfeições e
defeitos faiscantes e escandalosos, estando manifestadamente determinados a
estabelecerem, por bem ou por mal, a suprema autoridade dos dois manuscritos,
sempre que houver a menor possibilidade de fazê-lo. ... Tal, pelos últimos
cinqüenta anos, tem sido a prática, entre nós, da escola dominante do
criticismo textual" ("True or
False?", p. 115).
Tristemente, o enfoque crítico à Bíblia que foi tão
evidente entre muitos dos estudiosos do século XIX, tem continuado a ser a
filosofia dominante do século XX. À luz da profecia bíblica com respeito à
apostasia dos últimos dias, não achamos este fenômeno surpreendente. É sobre o
lastimável fundamento do Westcott-Hortismo que repousa o inteiro edifício das
versões modernas [baseadas no Texto Crítico].
Em 1904 a British
and Foreign Bible Society publicou uma edição do texto em grego, com aparato
crítico
preparado pelo Professor Eberhard Nestlé. O texto de Nestlé foi baseado
na 8a. edição (1869-72) de Tischendorf, na edição 1881 de Westcott e
Hort, e na edição 1902 de D. Bernhard Weiss (Artigo número 56 da Trinitarian
Bible Society). O texto de Nestlé tem sido editado cerca de 26 vezes e amplamente
usado em salas de aula e em trabalhos de tradução. Versões posteriores do texto
de Nestlé adicionaram Kurt Alland como co-editor, sendo chamadas Texto de Nestlé-
Aland.
Este popular texto em
grego, publicado em Münster, Alemanha, é aproximadamente idêntico à
26a.
edição do texto de Nestlé-Aland. A 1a. edição foi publicada em 1965;
a 3a, em 1983. Ele é editado por Kurt Aland, Matthew Black, Carlo M.
Martini, Bruce Metzger, Allen Wikgren e Eugene Nida. Nenhum destes homens é um
verdadeiro crente na Bíblia; todos são ou comprometidos com o Modernismo, ou
seus simpatizantes. Carlo Martini é um bispo católico romano e professor de
"Criticismo do Novo Testamento", no Pontifício Instituto Bíblico em Roma.
Eugene Nida é um dos principais pais da filosofia da equivalência dinâmica, que
clama que a Bíblia não precisa ser traduzida literalmente, mas pode ser
'adaptada à cultura do homem' [20].
Ele nega a expiação pelo sangue de Jesus Cristo e diz que o sangue não foi uma
propiciação para nossa salvação. Também não acredita que a Bíblia é a absoluta,
perfeita Palavra de Deus. Bruce Metzger é o modernista
editor da Revised Standard Version, do National Council of Churches. Ele editou a
New Oxford
Annotated Bible RSV e a Reader's Digest Condensed Bible, ambas cheias de
comentários heréticos sobre as Escrituras. Em suas notas editoriais nestes
volumes, Metzger questiona a autoria, a data tradicional e a inspiração
supernatural dos livros escritos pelas mãos de Moisés, Daniel, João, Paulo, e
Pedro; ensina que algumas histórias do Velho Testamento são mitos; chama Jó de
uma fábula folclórica e Jonas de uma lenda.
É evidente que os editores do texto da UBS não são
crentes na Bíblia. Nisto, como temos visto, eles seguem as pegadas dos seus
famosos pais textuais [isto é, Westcott e Hort]. O texto em grego da UBS é uma
revisão do texto de W-H e contém a maioria das corrupções do Texto [bíblico]
que são listadas no estudo que se segue.
Uma apavorante conseqüência da exaltação do Texto
Crítico em grego tem sido o enfraquecimento da autoridade das Escrituras
através das nações. Dr. Charles Turner sintetiza isto:
"O ponto crítico para abandonar
[o texto
recebido e adotado pela Reforma] tinha
sido alcançado [com a ascendência do texto de Westcott-Hort]. O conjunto formado pela maioria dos manuscritos em grego, preservados
pelas igrejas, não era mais a base para o reconhecimento da escrita origina. De
agora em diante, os eruditos professores livrariam o mundo da sua 'cegueira e
ignorância'. Pela sua perícia erudita eles entregariam às igrejas um texto mais
puro do Novo Testamento. Dr. Machen chamou este tipo de erudição 'a tirania dos
peritos.' Agora os 'peritos' presidiriam sobre as igrejas e [a cada verso] decidiriam por elas qual escrito variante
era o aceitável. Depois de Westcott e Hort, a caixa de Pandora tinha ficado
aberta [21].
Como um resultado, todos os males do racionalismo alemão começaram a despedaçar
o fundamento da Fé, [isto é,] as
Santas Escrituras. Estes 'golpes fortemente torcedores' das Escrituras têm
continuado até hoje em ambas as formas do criticismo (alto e baixo). A situação
envolve, hoje, quase tantos diferentes textos do Novo Testamento em grego
quantos estudiosos há. Cada 'estudioso' decide por si mesmo [a cada verso] o que ele irá ou não irá aceitar como a
Palavra de Deus.
"Tudo se resume a duas escolhas. Podemos
aceitar o texto transmitido
pelas igrejas [fiéis] por aproximadamente dois mil anos, ou
aceitar os conclusões dos eruditos modernos, dos quais nenhum concorda com
nenhum outro. Se seguirmos os eruditos, não há nenhum texto que seja aceito por
todos eles. Confusão reina entre os eruditos. Não há padrão". ("Why the King James Version?", p.
9).
São vastas as diferenças entre o texto em que se
baseia a VRTiago [como também as Almeidas 1753, RCorr e CFiel] e os textos em
que se baseiam as versões modernas. Somente no Novo Testamento há mais que 8000
diferenças de palavras entre o Texto Recebido e o texto de Westcott-Hort (e
suas revisões tais como a do texto de Nestlé e a do texto da UBS). É verdade
que muitas destas mudanças não são tão significantes quanto as demais – mas
TODAS são diferenças REAIS. [Contando somente nos 4 Evangelhos:] mais que 2800
das palavras do Texto Recebido são omitidas no texto de W-H em que se baseiam
as versões modernas; este é um vasto número de palavras; é aproximadamente o
número de palavras em 1 e 2 Pedro combinados. [22]
O Senhor Jesus Cristo disse "... Nem só de
pão viverá o homem, mas de TODA a PALAVRA que
sai da boca de Deus." (Mt 4:4). As
palavras da Bíblia são palavras cruciais! [Cada uma delas!].
***Versos e
frases completamente omitidos das novas versões. Há 17 versos completamente
omitidos na New International Version -- Mt 17:21; 18:11; 23:14; Mc 7:16; 9:44;
9:46; 11:26; 15:28; 17:36; 23:17; João 5:4; At 8:37; 15:34; 24:7; 28:29; Rm
16:24; e 1 João. 5:7. Ademais, a NIV separa Mc 16:9-20 do resto do capítulo com
uma nota que diz "Os dois mais antigos e confiáveis manuscritos não têm Mc
16:9-20", assim destruindo, nas mentes dos leitores, a autoridade desta vital
passagem, e efetivamente removendo mais outros 10 versos. João 7:53-8:11 é
também separado do restante do texto pela nota de rodapé: "Os mais antigos e
mais confiáveis manuscritos não têm João 7:53-8:11." Deste modo, outros 24
versos são efetivamente removidos da Bíblia. A NIV questiona quatro outros
versos com notas de rodapé -- Mt 12:47; 21:44; Lc 22:43; 22:44. Isto faz um
total de 55 versos que são completamente removidos ou gravemente questionados.
Adicionalmente, há 147 outros versos com significantes porções omitidas. [Você
deve checar a AECont, ARAtlz, ARMelh, NVI, BViva, BLHoje, e outras Bíblias-TC,
e chocar-se ao ver que fazem praticamente o mesmo, seja por omissão direta, ou
por notas de rodapé destruidoras da fé, ou por pares de colchetes também
destruidores da fé, que significam '[tudo indica que isto foi adicionado bem
depois, por falsificadores]' ].
Os promotores das versões modernas [baseadas no Texto Crítico] clamam que as diferenças entre suas versões e a VRTiago [ou, em português, as diferenças entre as Bíblias-TC e as Almeidas RCorr ou CFiel] são relativamente insignificantes e não têm conexão com doutrina. Isto não é verdade. As diferenças são grandes, e muitas das mudanças nas versões-TC realmente afetam doutrinas. Até mesmo muitos dos promotores das versões modernas admitem que as diferenças são vastas e graves. O prefácio da Revised Standard Ver