O  LUGAR  DA  MULHER

 

 

NA  OBRA  DE  DEUS

 

 

 

 
CONTEÚDO

 

A  ORDEM  DIVINA  DOS  SEXOS  –  página  2
Por:  C.  D.  Cole

 

 

SERÁ  QUE  AS  MULHERES  DEVEM  PREGAR?  –  página  7

Por:  Wayne  Camp

 

 

UMA  IGREJA  BATISTA  DEVE  ORDENAR  DIACONISAS?  –  página  13

Por:  Laurance  A. Justice

 

 

VÉU  DA  MULHER  –  página  17

Por:  H.  B.  Taylor

 

 

MULHERES  BATISTAS  “EXALTADAS”  –  página  19

Por:  Mark W. Fenison

 

 

 

 

 

 

 

 

A  ORDEM  DIVINA  DOS  SEXOS

Por: C.  D.  Cole

 

INTRODUÇÃO

            A Igreja Batista de Bryan Station de Lexington, Kentucky, tomou sobre si a responsabilidade de imprimir os escritos do Dr. C. D. Cole de Mortons Gap, Kentucky. O Dr. Cole é o autor do livro Definição de Doutrina. É um homem de grande mente doutrinária e o Senhor o abençoou ao fazê-lo colocar estas doutrinas por escrito. O material escrito pelo Dr. Cole tem sido uma bênção e grande ajuda para mim, como pastor e tenho certeza que todos quantos o lerem serão também fortalecidos e ajudados. Todas as obras impressas fazem parte da obra missionária de nossa igreja.

 

Pastor Alfred M. Gormley  -  Igreja Batista de Bryan Station

 

A  ORDEM  DIVINA  DOS  SEXOS

            Há uma ordem divina dos sexos. Negar esta ordem é negar a Bíblia. Negar a Bíblia é mergulhar no mar da experiência humana sem a mínima chance de sobreviver. Porém, muitos estão dispostos a se arriscar, só para ser popular para com o mundo. Muito da Bíblia é letra morta para o membro da igreja em geral. Ele faz tanto uso dela como regra de fé e prática quanto um porco tem por calças. Que conta muitos terão que prestar a Deus por terem, em arrogância, deixado Sua Santa Palavra de lado como se fosse impraticável e fora de moda!

            De acordo com a ordem divina, a mulher é submissa ao homem. Isto pode ser estabelecido por muitas passagens das Escrituras. “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” ( Efésios 5:23-24). “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, casta, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tito 2:4-5). Ver também: Gênesis 3:16, I Coríntios 11:3, 14:34-35, I Timóteo 2:11-12, I Pedro 3:1-6.

 

A  NATUREZA  DESTA  SUBMISSÃO

            Esta submissão não envolve caráter pessoal. Não implica na inferioridade pessoal da mulher ao homem. O autor não hesita em dizer que em muitas coisas ela é superior: nas qualidades nobres que formam o caráter, na paciência e perseverança, na gentileza, no altruísmo, em ministrar aos que sofrem, no amor – ela é superior ao homem.

            Esta submissão também não toca o que diz respeito à salvação, pois: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). Citar este versículo num esforço de destruir a doutrina da submissão da mulher ao homem é ignorar o contexto e opor Escritura com Escritura. Este versículo ensina que todos são salvos do mesmo jeito, isto é, pela fé em Cristo Jesus (Gálatas 3:26).

            Não é uma questão de capacidade. Geralmente há mulheres que dizem que são hábeis oradoras. Não negamos isto, mas capacidade não é critério para o que é certo. Pode-se ser exímio jogador, mas esta não é uma razão porque deve ter licença para jogar. O sucesso que as mulheres têm no púlpito engana e afasta a muitos da fé. Por tal analogia de raciocínio, pode-se provar que Moisés fez bem em ferir a rocha (Números 20:11). Ele conseguiu a água, mas desobedeceu a Deus, perdendo assim, o privilégio de entrar na terra prometida. Será através de um sucesso maravilhoso que o anti-cristo ordenará a adoração dos homens. Leia II Tessalonicenses 2:1-11 e Apocalipse 13.

            Esta submissão da mulher ao homem é uma questão de posição. É inferioridade de posição e não de pessoa. O presidente de um país é superior a qualquer outro homem em posição e autoridade, mas isto não significa necessariamente que ele seja superior a todos os outros em caráter e capacidade. A mulher é submissa ao homem em relação à autoridade e sua obrigação correspondente. Perdemos o alvo completamente quando falamos sobre os direitos da mulher. Não é uma questão de direitos iguais, mas de tarefas idênticas. Quer seja no estado, no lar ou na igreja, a mulher tem que ocupar um lugar de submissão. Isto significa que o homem tem uma medida maior de responsabilidade diante de Deus. Esta é a parte da questão da responsabilidade e menos dos tão-chamados direitos da mulher, e seria melhor para todos se fosse entendido e obedecido.

            Na adoração pública a responsabilidade de falar e ensinar não é colocada sobre a mulher, mas sim sobre o homem. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (I Coríntios 14:34-35). “A mulher aprenda em silêncio, com toda sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (I Timóteo 2:11-12). Que responsabilidade há para os homens de nossas igrejas perceberem que a responsabilidade principal pela condição das igrejas estão sobre os ombros deles! E não podem escapar desta responsabilidade! O se entregar o trabalho da igreja às mulheres e crianças, como geralmente muitos fazem, é contrário à Palavra de Deus. Deixe-me fazer algumas observações. Deus nunca fez provisão para que uma mulher ocupasse o trono de Israel. Elas não tinham parte no ministério sacerdotal do tabernáculo nem do templo. Deus nunca fez uma aliança com uma mulher. Quando o governo de Israel se desfez, Deus descreveu as condições de maneira figurada dizendo: “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele” (Isaías 312). O mesmo princípio se aplica às mulheres na nova dispensação. Cristo nunca chamou uma única mulher para ser apóstolo. Ele nunca chamou mulher nenhuma para pregar Seu evangelho. Todos os diáconos da igreja em Jerusalém eram homens. Se Cristo chamasse mulheres para exercerem um ministério público, como explicaríamos sua espera de 2000 anos antes de fazê-lo? Até há pouco tempo, nenhuma mulher reivindicava tal chamado. A prática de mulheres falando em assembléia mistas, nas Igrejas Batistas, é uma inovação vituperada por homens tais como Broadus, Eaton, Carroll, Lorimer, Harvey e Hawthorne e muitos outros a serem mencionados. O ensinamento dos batistas, de Paulo a Boyce Taylor, é praticamente unânime em sua oposição e esta inovação.

            No lar, o lugar de autoridade é dado ao homem. Dizer que há uma mesma autoridade entre marido e esposa é tolice total. Autoridade igual é o mesmo que não haver autoridade. Ela deve ser colocada ou no homem ou na mulher. Onde Deus a colocou? Com o marido ou com a mulher? A Bíblia diz que foi com o marido. O pai é mais responsável pela conduta dos filhos do que a mãe. “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). No hino de gratidão, após receber mais 15 anos de vida, Ezequias disse: “O pai aos filhos fará notório a tua verdade”. Isaías 38:19. O Senhor disse sobre Abraão: “ Porque eu tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele”. Gênesis 18:19. O pai, não a mãe, é o principal responsável pelo vestir, para onde vai, pelas pessoas com quem anda, da filha. A responsabilidade do marido e pai, à luz da Palavra de Deus é um assunto tremendamente solene. E esta responsabilidade é o resultado da autoridade divinamente ordenada.

 

A  RAZÃO  PARA  ESTA  SUBMISSÃO

            A submissão da mulher ao homem tem sua origem e base na criação. “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva”. II Timóteo 2:13. O homem e a mulher não foram criados simultaneamente. O homem foi criado primeiro, e a mulher foi criada para o homem. (I Coríntios 11:9). Outra razão dada está no fato da mulher ter sido enganada na transgressão. (I Timóteo 2:14). Estas são as únicas razões encontradas na Bíblia sobre o assunto da sujeição da mulher ao homem. Falar sobre condições locais em Corinto ou qualquer outro lugar como base para a ordem que as mulheres fiquem caladas nas igrejas é aumentar o que está escrito na Palavra de Deus. É caso do sábio ser pai do pensamento.

            Já se usou muita habilidade hoje, num esforço para se deixar de lado os ensinamentos claros da Bíblia. Quem defende com convicção este assunto sofre zombaria e intimidação. São chamados de machistas e taxados de não cooperarem por não apoiarem o que se opõe de maneira tão óbvia à Palavra de Deus. As ordens encontradas na Bíblia podem ser classificadas como morais e positivas. Uma ordem moral é aquela em que se pode ver uma razão moral, tal como: “Não matarás” e “Não furtarás”, etc. Uma ordem positiva é aquela onde não há razão moral aparente. Ela se baseia no prazer soberano de Deus. A ordem que Deus deu a Moisés de falar à rocha, em vez de ferí-la, é uma ordem positiva. A proibição de tocar na arca, que Uzá fez perdendo a vida, é uma ordem positiva. A ordem para batizar é positiva. E a ordem para as mulheres ficarem caladas nas igrejas também é positiva. A única razão que pode se dar em se obedecer a ordens positivas é que Deus as deu. A maior prova de espiritualidade não é a obediência a ordens morais, pois até os que não são salvos podem cumprí-las. Mas cumprir as ordens positivas de Deus é andar pela fé.

 

O  SÍMBOLO  DA  SUBMISSÃO

            A verdade da sujeição da mulher ao homem tem um símbolo divinamente designado, o qual é a mulher usar cabelo cumprido e, quando na igreja, cobrir a cabeça, que é sinal de liderança. Liderança significa autoridade. O cabelo cumprido é o sinal pelo qual a esposa reconhece a autoridade do marido, que é seu cabeça natural; um véu ou chapéu, usado na igreja, tornam reconhecida a autoridade do homem em questões religiosas. Vamos examinar I Coríntios 11:3: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”. Este versículo nos diz que ordem e submissão permeiam o universo inteiro. A mulher é submissa a e sob a autoridade do homem; o homem é submisso a e sob a autoridade de Cristo e Cristo, em Seu caráter de Mediador, é submisso a e sob a autoridade de Deus.

            “Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada”. I Coríntios 11:4-5. O quinto versículo, às vezes é dado como autorização para que as mulheres façam oração em público e falem na igreja. Replicamos a isto dizendo que, quando o Espírito Santo inspirou Paulo a escrever estas palavras, Ele sabia o que ia fazer para movê-lo a escrever o que lemos no capítulo 14, versículo 34. Paulo se refere aqui a orar e profetizar sem aprovar nem condenar. O objetivo aqui é condenar a falha em se simbolizar a verdade da autoridade. É minha crença pessoal, contudo, que a adoração pública neste caso é expressa através da oração e profecia. Os homens devem adorar com a cabeça descoberta, ao passo que as mulheres devem cobrí-la. Deixar que a mulher não use véu ou chapéu é o mesmo como se estivesse rapada. “Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”. I Coríntios 11:6. A palavra “se” aqui não expressa dúvida. Não abre brechas para debate. Apenas tem o significado com o qual frequentemente é usado no Novo Testamento. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima”. Colossenses 3:1. O mesmo se aplica ao versículo 6. Assim significa: “Já que é uma coisa indecente para a mulher tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”. Paulo, nos versículos 14-15, declara que é uma desonra para o homem usar cabelo comprido, mas para a mulher é honroso. “Ou não ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar do véu”. Observa que Paulo não apelou ao costume, mas à natureza. A lei de Deus sobre a questão está em harmonia com a lei da natureza. A fim de que o leitor não o descubra por se mesmo, deixa-me dizer, que nesta passagem diante de nós, há dois tipos de véu em vista. Isto se torna claro no versículo 6. No original a palavra traduzida véu no versículo 15 é diferente da que foi traduzida véu nos outros versículos. No versículo 15 é o véu natural (o cabelo) que é usado dia a dia, nos outros versículos é o véu que a mulher mesma põe na cabeça em cima do cabelo.

             “O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem”. I Coríntios 11:7. Eis a exatidão das Escrituras! Não diz aqui que o homem é a semelhança de Deus, mas sim a imagem de Deus. Há diferença entre imagem e semalhança. Imagem é representação, semelhança significa aparência. O homem foi originalmente criado à imagem e semelhança de Deus. (Gênesis 3:26). Na queda, o homem perdeu esta semelhança, mas ainda é à imagem ou representação de Deus – ele ocupa o lugar de autoridade como representante de Deus. Este significado da palavra “imagem” é reforçado no que diz em Mateus 22:20: “E ele diz-lhes: De quem é esta efígie (imagem) e esta inscrição”? Os judeus haviam perguntado a Cristo se era lícito pagar tributo a César. Jesus respondeu pedindo uma moeda. Ao recebê-la, pergunta que imagem ou autoridade ela representa. Os judeus responderam que a moeda representa César. Já que uma cabeça coberta era sinal de submissão, o homem, por estar em posição de autoridade, não deve ter tal sinal sobre a cabeça. A mulher, contudo, por estar em lugar de submissão, deve ter este sinal; cabelo longo, que é o sinal permanente – mostrando a liderança do homem e o véu ou chapéu, quando na igreja – mostrando a liderança do homem na adoração pública.

            “Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos”. I Coríntios 11:10. Isto abre um campo de estudo, no qual não podemos entrar por falta de espaço. É uma conclusão clara de que os anjos assistem os cultos nas igrejas, na esperança de aprenderem os mistérios da redenção do homem.  Leia I Pedro1:12 e Efésios 3:10.

            O que Deus designa é o melhor. A obediência à ordem divina em relação aos sexos, resultará em bênção, tanto para os homens como para as mulheres. À medida que o espírito de deixar a verdade bíblica aumenta, a palavra submissão se torna mais e mais desprezada. Muitos a associam com a idéia de degradação. Diz-se que a mulher é inferiorizada pela posição que Paulo lhe dá. O ateísmo, a esta altura, faz um lance de apoio à mulher, buscando fazer com que ela crie preconceitos contra o cristianismo.

Cito agora da “Bíblia na Balança”, por Charles Smith, Presidente da Associação Americana para o Avanço do Ateísmo: “Elizabeth Cady Stantor: Não conheço nenhum outro livro que ensine de modo tão completo, a submissão e inferiorização da mulher“.

Helen Gardner: As mulheres devem sua emancipação hoje de uma posição de inferiorização sem esperança, não à religião nem a Jeová, mas à justiça e honra de homens que rejeitaram ousadamente as ordens de Deus. Se não se rebaixa hoje ao lugar onde Paulo tentou prendê-la, deve-o a homens grandes e corajosos que ignoraram o que Paulo diz e se erguem acima de Deus”. (Homens, Mulheres e Deuses, página 30).

            Que coisa horrível é se tornar aliado do ateísmo!  Mas é exatamente isto o que os Batistas estão fazendo ao tentarem deixar de lado os ensinamentos claros da Bíblia Sagrada em relação à posição das mulheres em nossas igrejas e assembléias religiosas.

A mulher recebeu este lugar de submissão, não para ser inferiorizada, mas como honra e proteção. Uma segurança e felicidade estão no fato de aceitar este lugar. Em Romanos 13, todos os crentes recebem a ordem de se submeterem às autoridades civis. São, então, inferiorizados por isto? Quem, a não os anarquistas dirão sim? Em Efésios 5:24 lemos que a igreja deve se submeter a Cristo. A igreja é assim inferiorizada? Mil vezes não! A relação entre marido e esposa é ilustrada no relacionamento que existe entre Cristo e a igreja. “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”. Efésios 5:25. Uma mulher é inferiorizada ao se sujeitar ao homem que a ama tanto a ponto de morrer por ela? E a mulher que prometeu se submeter a outro homem qualquer como seu marido deve ser digna de lástima. Nenhuma mulher deve se casar com um homem a quem não possa prometer obedecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SERÁ  QUE  AS  MULHERES  DEVEM  PREGAR?

Por:  Wayne  Camp

 

“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. I Timóteo 2:11-12.

 

INTRODUÇÃO

            Por favor, leia o texto outra vez. Não creio que se precise ter uma faculdade ou seminário, a fim de se entender a importância deste texto. Em relação à oração pública na igreja e em outros lugares públicos, “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda”. I Timóteo 2:8. A palavra grega para homens neste versículo é “aner”, a qual, de acordo com os lexicógrafos (os autores ou compiladores de dicionários bíblicos), denota um adulto do sexo masculino, em contraste a mulheres e crianças. Naturalmente, minha mensagem não tem nada a ver com a oração pública do povo de Deus. Pelo contrário, tem a ver com a pergunta: SERÁ QUE AS MULHERS DEVEM PREGAR? Contudo, alguns textos bíblicos a serem citados nesta mensagem proibem a oração audível e o falar de mulheres na assembléia da igreja e devem ser obedecidos por aqueles que dizem ser tementes a Deus.

            A pergunta mencionada : SERÁ QUE AS MULHERS DEVEM PREGAR?, não tem nada a ver com mulheres falando a outras mulheres sobre Cristo. Isto é correto. Não tem nada a ver com uma mulher ensinando a outras como se devem comportar. “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinarem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada”. Tito 2:3-5. É evidente que isto também é perfeitamente correto.

            A pergunta não é: “Era correto Áquila e a esposa Priscila levarem Apolo para a casa deles e lhe exporem a Palavra de Deus?” “E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquênte e poderoso nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áquila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus”. Atos 18:24-26.

            Nossa pergunta é: SERÁ QUE AS MULHERES DEVEM PREGAR? A palavra pregar tem idéia de proclamar publicamente a Palavra de Deus. É isso o que diz a palavra no grego. Strong define a palavra “khrussw”, traduzida como se segue: pregar, publicar, proclamar e pregador. De acordo com Strong, a palavra significa “ser um arauto, ter a função de arauto, proclamar como se fosse um arauto, sempre com a sugestão de formalidade, gravidade e autoridade, que deve ser ouvida e obedecida; publicar, proclamar abertamente; algo que fora feito; usado na proclamação pública do evangelho e assuntos a ele pertencentes, feitos por João o Batista, por Jesus, pelos Apóstolos e outros professores cristãos”.

            Já que pregar é a declaração pública de uma exposição pública sobre a Palavra de Deus, vamos considerar a pergunta: SERÁ QUE AS MULHERES DEVEM PREGAR? Não peço desculpas por responder na negativa. De fato, digo sem nenhum equívoco: “Não! As mulheres não devem pregar”!

            Porque?

A  ANALOGIA  TOTAL  DA  FÉ  DAS  ESCRITURAS 

SÃO  CONTRA  UMA  MULHER   PREGANDO

            Entre o povo de Deus, os homens sempre estiveram, com raríssimas excepções, à frente da batalha. Os profetas de Deus eram homens. Os líderes de Israel eram homens. Os Apóstolos de Cristo, também. Cada exemplo de pregação no Novo Testamento foi feito por homens. Jesus Cristo, homem, pregou: “Desde então começou Jesus a pregar, e dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino de Deus”. Mateus 4:17. Ele enviou doze apóstolos, todos homens, a pregar. “E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar”. Marcos 3:14. João o Batista, outro homem, pregou. “Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados”. Marcos 1:14.

            Jesus chamou outros homens a pregarem. Ele disse a um: “Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus”. Lucas 9:59-60. Barnabé e Paulo foram enviados a pregar. “Nós também somos homens como vós, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo”. Atos 14:15. Paulo exortou o jovem Timóteo a pregar. “Que pregues a palavra”. II Timóteo 4:2.

            Asseguro-lhe, querido leitor, que não encontrará a palavra pregar, usada para descrever a ação de uma mulher nas Escrituras. Digo ainda que o teor completo das Escrituras é contra mulheres pastoras ou que pregam.

 

NOSSO  TEXTO  SERIA  DEFINITAMENTE  VIOLADO  POR  QUALQUER  MULHER  QUE TOMASSE  SOBRE  SI  O  ATO  DE  PREGAR

Vamos ler o texto outra vez. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”.  I Timóteo 2:11-12.

            Paulo ordenou às mulheres que aprendam em silêncio; com toda a sujeição ou em obediência e submissão. Paulo não permitiria que uma mulher pregasse publicamente. A palavra ensine usada aqui é muito parecida com a palavra pregar no significado. Quer dizer fazer discurso com outros, a fim de instruí-los, fazer discursos didáticos, discursar, ser professor, desenhar o ofício de professor, conduzir-se como professor, comunicar instrução, instilar doutrina em alguém, explicar ou expor certa coisa.

            Através de Paulo, o Espírito Santo proibiu que uma mulher alguma vez se colocasse em uma posição onde usurpasse a autoridade de um homem. Já que pregar significa proclamar a Palavra de Deus de maneira autoritária, nenhuma mulher podia pregar ou ensinar homens publicamente nos cultos da igreja sem violar esta restrição. Já que pregar tem idéia de proclamar com voz forte, clamar, não existe meio para que uma mulher que teme a Deus seja pregadora. Mais uma vez Paulo exige silêncio por parte das mulheres, reforçando a ordem ao repetí-la.

            Não importa a maneira como tantos raciocinem hoje, não há retorno para o fato de que uma mulher não pode conformar-se pelo ensinamento deste e de outros textos, e ainda ser obediente a Deus e a Sua Palavra.

 

HÁ  OUTROS  VERSÍCULOS  QUE  FALAM  SOBRE  O  MESMO  ASSUNTO

DO   NOSSO  TEXTO,  AOS  QUAIS  EXAMINAREMOS  DE  MANEIRA  BREVE

            Há quem diga que o problema em Corinto seja uma situação isolada.  Uma destas pessoas escreveu: “Num incidente isolado algumas mulheres em Corinto começaram a fazer perguntas e pertubar os cultos. Paulo instruiu que se calassem e perguntassem aos maridos, em casa, se quisessem saber as respostas”. O estudo da passagem na mente desta pessoa, mostra coisa diferente. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”. I Coríntios 14:34-35.

            Considere o que é ensinado nestes dois versículos e que afeta nosso assunto: SERÁ QUE AS MULHERES DEVEM PREGAR? Não era um incidente isolado em Corinto que estava sob consideração, porque Paulo exigiu silêncio às mulheres nas igrejas (plural), não só na igreja em Corinto. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas”. I Coríntios 14:34. De acordo com esta ordem inspirada por Deus e pregada por Paulo, as mulheres não tinham permissão de falar nas igrejas. “Porque lhes não é permitido falar”. Disse que esta era uma ordem divina entregue pelo Apóstolo Paulo e apoiada pelas Escrituras. “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. I Coríntios 14:37. A mesma regra que prevalecia sob a lei neste assunto é válida nas igrejas hoje. “Mas estejam sujeitas, como também ordena a lei”. I Coríntios 14:34. Se as mulheres têm perguntas que façam em casa aos maridos. “E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos”. I Coríntios 14:35.

            É uma vergonha para uma mulher falar na igreja. “Porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”. I Coríntios 14:35. A palavra traduzida vergonhoso aqui significa  degradante e desonroso. É degradante e desonroso para uma mulher falar na igreja, e assim seria degradante e desonroso para ela pregar também. A fim de se ter uma perspectiva melhor sobre o significado desta palavra, considere seu uso em outro lugar. “E não comuniceis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe”. Efésios 5:11-12. A palavra torpe é a mesma de vergonha. À luz destes versículos, é difícil compreender porque qualquer crente professo apoiaria a idéia de mulheres pregando. Não existe nenhuma maneira pela qual uma mulher possa ser odediente a Deus, a Jesus Cristo e às Escrituras e ainda pregar. Não existe nenhuma maneira pela qual uma igreja possa ser obediente à Trindade (Deus o pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo) e à Palavra e ainda apoiar mulheres que pregam.

            Estes são os mandamentos do Senhor e aqueles que são espirituais reconhecerão isso: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. I Coríntios 14:37. Paulo também explica porque há quem insista de outro modo, apesar do que Deus diz em Sua Palavra. “Mas, se alguém ignora isto, que ignore”. I Coríntios 14:38. Quem não transgredir estas ordens bíblicas por ignorância, o faz só por rebelião contra a Palavra de Deus.

 

A  LIDERANÇA  DOS  HOMENS  É  OUTRA  RAZÃO

PELA  QUAL  AS  MULHERES NÃO  DEVEM  PREGAR

            Uma mulher submissa ao marido não pode ser sua pastora. “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos seus próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra”. I Pedro 3:1. Um pastor (pregador) deve pregar com autoridade e mulher nenhuma pode fazer isso e ser uma esposa obediente e quieta que deve ser, se quiser agradar ao Senhor. “Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”. Tito 2:15.

            A maioria dos pregadores que conheci em minha vida, tanto homens quanto mulheres, querem ser pastores, mas mulher nenhuma pode ser pastora de acordo com a Bíblia. Só o homem pode preencher o ofício de bispo, de presbítero. “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. I Timóteo 3:1. Não há um só caso no Novo Testamento de uma mulher sendo consagrada pastora (bispo, presbítero e pastor são o mesmo ofício, o de pastor) de uma igreja. O bispo tem que ser marido de uma só mulher e mulher nenhuma poderia se qualificar biblicamente para isto. “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”. I Timóteo 3:2.

 

ALGUMAS  OBJEÇÕES  E  ARGUMENTOS  RSPONDIDOS

Débora foi profetiza em Israel. (Juízes 4–5). Primeiramente, isto aconteceu em Israel e não numa Igreja Neo-Testamentária. Também não muda, de maneira nenhuma, a proibição clara feita contra mulheres que falavam na igreja. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”. I Coríntios 14:34-35. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. I Timóteo 2:11-12. Nada se diz sobre as ações e palavras de Débora, que pode mudar as qualificações estabelecidas por Deus para o pastor de uma de Suas igrejas. A Bíblia é clara e certa ao exigir que os pastores sejam homens. “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito, para que, ensoberbendo-se, não caia na condenação do diabo”. I Timóreo 3:1-6.

Note, agora, os seguintes fatos estabelecidos nestes versículos. A palavra “bispo” é masculina e portanto exige um adulto do sexo masculino. “Marido de uma mulher” exige um adulto do sexo masculino e não mulheres nem crianças. O fato do pastor ter que governar bem sua própria casa, com certeza proibiria uma mulher casada de se tornar pastor. Porque ela deve estar em submissão ao marido. Até a palavra “neófito” é masculino, mostrando assim que quem é qualificado para o ofício de pastor não deve ser um neófito do sexo masculino.

Os que jogam Escritura contra Escritura num esforço de justificar o fato de violarem tais ensinamentos, o fazem para sua própria condenação. São culpados de deturparem o sentido das Escrituras. “Falando disto, em todas as epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras escrituras, para sua própria perdição”. II Pedro 3:16. Quem deturpa a Palavra de Deus, a fim de encaixá-la ao seu próprio modo de pensar dá evidência da atitude real em relação a Deus e a Sua Palavra inspirada. “Todos os dias torcem as minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra mim para o mal”. Salmo 56:5. São como alguns no tempo de Jeremias que torciam “as palavras do Deus vivo, do Senhor dos Exércitos, o nosso Deus”. Jeremias 23:36.

Seria bom notar também que esta foi uma época de iniquidade terrível em Israel e Deus escolheu uma mulher, a fim de envergonhar os homens por causa de sua pecaminosidade e hesitação ao enfrentar os inimigos. “Porém os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, depois de falecer Eúde”. Juízes 4:1. Até mesmo Baraque se recusou a enfrentar o inimigo se Débora não o acompanhou. “Então lhe disse Baraque: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei. E disse ela: certamente irei contigo, porém não será tua a honra da jornada que empreenderes; pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera. E Débora se levantou, e partiu com Baraque para Quedes”. Juízes 4:8-9.

Miriã foi profetiza e líder em Israel durante a jornada até a Terra Prometida. O que se diz sobre Débora, deve ser aplicado aqui também. É bom lembrar que quando Miriã e Arão repreenderam Moisés por causa da esposa cusita, Deus lembrou a eles que só havia um profeta em Israel e esse era Moisés. “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com que casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita. E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu. E era o homem Moisés muito manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. E logo o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Vós tres saí à tenda da congregação. E saíram eles tres. Então o Senhor desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã e ambos saíram. E disse: Ouvi agora minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tiveres temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? Assim a ira do Senhor contra eles ascendeu-se; e retirou-se”. Números 12:1-9.

É verdade que Deus enviara Moisés, Arão e Miriã diante de Israel e que Miriã é chamada profetiza, mas isto não muda nem minimiza as declarações do Novo Testamento em relação às mulheres na igreja. Elas devem manter silêncio e ficar quietas. Quem tenta usar Miriã como desculpa ou licença para deturpar as instruções do Novo Testamento, fazem isto a seu próprio risco.

Ana era profetiza. Isto realmente é verdade. Lucas a chama assim. “E estava alí a profetiza Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade; e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os quantos que esperavam a redenção em Jerusalém”. Lucas 2:36-38. Mas não era pregadora numa igreja do Novo Testamento. Ana servia ao Senhor jejuando e orando, não pregando nem pastoreando. Ela falava aos outros que esperavam a vinda de Cristo para a redenção de Israel. Não há nenhum registro de que estivesse fazendo alguma coisa que qualquer mulher temente a Deus não possa fazer.

Qualquer mulher temente a Deus pode jejuar e orar. Qualquer mulher temente a Deus pode falar a outra pessoa sobre o Senhor Jesus Cristo. Ana jamais pregou num culto de uma igreja do Novo Testamento. Nem nunca procurou pastorear nenhuma delas. Até onde a Bíblia registra, Ana jamais falou nem orou publicamente em qualquer culto de uma igreja neo-testamentária. Quem a usa como desculpa para pastorear ou pregar, violando as proibições do Novo Testamento, está realmente distorcendo a Palavra de Deus, a fim de satisfazer suas próprias ambições pecaminosas. Quem tenta usar esta mulher piedosa como licença para distorcer os ensinamentos claros e inequívocos da Palavra de Deus, não deve estar em qualquer púlpito ou outra posição que a faça falar perante uma igreja.

E se Deus a chamar para pregar ou pastorear? Há mulheres que proclamam que Deus as chamou para pregar. Martha Philips, da Igreja Batista da Convenção, que serve como pastora interina da Igreja Batista Monte Vernon em Arligton, Virgínia (EUA), onde o ex Vice Presidente Al Gore é membro, demonstrou sua desobediência declarada às Escriruras ao fazer este comentário à imprensa: “Não quero ser ministra de jovens nem da música. Quero liderar a congregação. Acho que fui chamada para fazer isto. E quando Deus chama, chama mesmo. Não vejo como podem dizer que por você ser mulher, não pode ser chamada por Deus”. (Falou isso em referência ao Voto dos Batistas da Convenção, a fim de proibir pastoras, Jornal Washington Post, 15 de junho de 2000). Por favor, note que esta mulher arrogante desafia a Palavra de Deus e deixa que o que acha e sente a guiem. Não lhe importa estar desafiando diretamente à Palavra inspirada de Deus.

Julie Pennington-Russell, pastora da Igreja Batista do Calvário em Waco, Texas (EUA), é outra. Comentando sobre a mundança na Convenção Batista em sua declaração de Fé e Messagem, declarou: “Se você é batista, enquanto houver congregações que tenham a coragem de seguir a vontade de Deus, haverá lugar para pastoras”. (Falou isso em referência do Grupo Batista Excluindo pastoras, Associated Press, 15 de junho de 2000).

Note que esta mulher não citou nenhum versículo que revela a vontade de Deus para que seja pastora. Ela está enganada se acredita que Deus a quer como pastora e misturou a vontade de Satanás e a dela própria com a vontade de Deus. A vontade de Deus é que as mulheres fiquem em silêncio. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. I Timóteo 2:11-12. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei”. I Coríntios 14:34. Esta é a vontade de Deus para as mulheres na igreja. Phillips e Pennington-Russell, juntamente com mais umas 100 outras pastoras da Convenção Batista se atrevem a desafiar a Palavra de Deus. Elas enfraquecem o que a própria convenção crê, e continuam fazendo o que querem, sem se importarem com a convenção ou com as Escrituras.

Esta desaforo, insolência e insubordinação à autoridade da Palavra de Deus se reflete em outras mulheres também.  Por exemplo: Margaret Davis, a esposa de um pastor na Virgínia, era uma voz rara de dissenção entre os que assistiram uma reunião de esposas de pastor da Convenção Batista. Ela disse: “Acredito que se Deus chama alguém a pregar, não importa ser homem ou mulher. Meu marido discorda”. (De um artigo 14 de junho de 2000).

Esta senhora de modo arrogante e desaforado, desafia a Palavra de Deus e a liderança do marido. A verdade é que ela pode até desqualificá-lo como pastor, desde que o pastor deve ser o cabeça da mulher e ela estando sob submissão a ele.

Deus proibe que as mulheres façam qualquer coisa que as faça usurpar a autoridade dos homens. Nenhuma mulher pode pregar ou pastorear e obedecer à Palavra de Deus. Como ela pode estar em silêncio e pastorear ou pregar? Como pode pastorear sem usurpar a autoridade do homem?

CONCLUSÃO

            Não esgotei este assunto. Poderia escrever ainda muito mais. Há quem não goste do que leu, mas quero fazer só uma pergunta: “Apoiei o que escrevi com a Palavra de Deus?”

            Enfrentamos dias cheios de desafio a este respeito. As invasões do feminismo são bem reais e ameaçadoras. Não é politicamente correto tomar partido desta opinião bíblica. Vamos continuar firmes e fiéis aos ensinamentos claros da Palavra de Deus, mantendo o padrão bíblico de homens, e nunca de mulheres, como pregadores da Palavra e pastores das igrejas de Deus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UMA  IGREJA  BATISTA  DEVE  ORDENAR  DIACONISAS?

Por: Laurence A. Justice

 

            Algumas igrejas famosas, no sul dos Estados Unidos fizeram votação para que se ordenassem (consagrassem) mulheres como diaconisas. Entre estes Batistas, alguns anos atrás, um pastor designou uma comissão, a fim de examinar o que a Bíblia diz sobre este assunto e levar o resultado diante da igreja. Após receber o relatório desta comissão e a pedidos insistentes do pastor, a igreja votou que se ordenassem as diaconisas. O povo da associação ficou tão injuriado que na reunião annual feita a seguir, os representantes votaram não dar lugar na reunião aos representantes dessa referida igreja. Outras igrejas grandes do nosso estado agora começaram a pensar na idéia de se ordenarem diaconisas.

            A palavra grega para ordenar é “kathistemi” e é usada 21 vezes no Novo Testamento. Significa, geralmente, separar para certo ofício ou serviço especial. A palavra ordenar é usada em referência aos oficiais da igreja local neo-testamentária em Atos 16:13, onde se refere aos diáconos e em Tito 1:5, onde se refere aos presbíteros (anciãos) ou pastores das igrejas. Os aspectos centrais de um culto de ordenação no Novo Testamento era a imposição das mãos e oração. Podemos ver isto em Atos 6:1-7 e Atos 13:1-3. A pergunta sobre a qual trataremos neste livro pequenino é: Uma Igreja Batista Deve Ordenar Diaconisas?

 

O  QUE  DIZ  AS  ESCRITURAS?

            Romanos 16:1-2. “Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmão, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo”.

            Febe era uma senhora, membra da igreja em Cencréia e Paulo a chama aqui de serva, que é traduzida da palavra grega “diakonos”. É a mesma palavra traduzida como diácono em Filipenses 1:1. A palavra diácono significa servo. Paulo chama Febe de serva, da igreja em Cencréia, nestes versículos. Os que são a favor de que se ordenem diaconisas quase sempre citam Romanos 16:1-2 e dizem que Febe era diaconisa e portanto, a Bíblia defende que elas podem ser ordenadas para este ofício.

            Mas a palavra “diakonos”, usada por Paulo em referência a Febe, não é um termo técnico e significa simplesmente uma serva. Paulo, ao aplicar este termo a Febe não diz que ela era uma oficial ordenada na igreja, mas sim que era uma serva. O Senhor Jesus usa o termo servo (diakonos) neste mesmo sentido não-técnico em Marcos 10:43, ao dizer: “qualquer que dentre vós quiser ser grande, será vosso serviçal”, ou servo (diakonos). O Senhor não disse, nem quis dizer aqui: “Qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso diácono”. Este termo é um substantivo comum e não próprio, referindo-se a um ofício na igreja.

            Febe era uma serva na igreja, do mesmo modo que tantas outras senhoras o foram em suas igrejas durante os séculos. Isto não significa que tinha um cargo (ofício ordenado) na igreja. Febe era serva, por causa de seus atos de caridade e hospitalidade, pois em Romanos 16:1-2 Paulo se refere a ela como hospedeira (literalmente uma ajudante), “porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo”. Febe ajudava muita gente em necessidade e era boa para com quem precisasse de bondade. Ela servia à igreja ao hospedar e socorrer os irmãos em Cristo.

            Lucas 8:3 fala de algumas mulheres que “serviam” ao Senhor com seus bens e a mesma palavra usada em Lucas 8:3 é traduzida “hospedado” em Romanos 16:2. Febe era serva da igreja em Cencréia num sentido não-técnico como fica óbvio ao se comparar Romanos 16:1-2 com outros versículos na Bíblia. Além de Romanos 16:1 não há nenhuma alusão no Novo Testamento de mulheres jamais servindo como diaconisa.

            Gálatas 3:28. “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.

            Quem defende a ordenação de mulheres como diaconisas sugere que este versículo ensina que cada membro da igreja é igual e assim não se deve fazer diferença entre homens e mulheres na ordenação de diáconos. Gálatas 3:28 ensina o sacerdócio de todos os crentes e que mulheres têm o mesmo acesso a Deus que os homens, através de Jesus Cristo. As mulheres crentes são igualmente eleitas com os homens que pertencem ao Senhor. As mulheres que crêem em Cristo são igualmente justificadas e têm todos os privilégios da justificação e santificação que os homens crentes têm. Gálatas 3:28 ensina que a mulher em Cristo é espiritualmente igual ao homem em Cristo.

            Embora seja verdade que as mulheres são iguais aos homens em termos de redenção, também é verdade que não são iguais a eles em suas funções na igreja. Paulo, o mesmo apóstolo que escreveu Gálatas 3:28 diz em outros versículos da Bíblia que ainda há divisões e variedades de funções na igreja.

            Por exemplo: I Coríntios 11:3 afirma claramente que as mulheres não têm funções iguais aos dos homens na igreja. “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem é a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”.

            I Coríntios 11:34-35 instrui as mulheres a que fiquem em silêncio nos cultos de adoração da igreja. Isto certamente não será soa como se as mulheres fossem iguais aos homens, em função, na igreja. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”.

            Paulo diz em Efésios 5:22-24: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, em tudo sujeitas a seus maridos”. Isto, com certeza, não parece mostrar que as mulheres são iguais aos homens, em função, na igreja.

            Em I Timóteo 2:11-12 Paulo diz: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. Estes versículos também não parecem mostrar que as mulheres têm as mesmas funções que os homens na igreja.

            I Coríntios 12 indica que nem todos têm a mesma função na igreja. O versículo 14 diz: “Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos”. O versículo 15 diz: “Se o pé disser: Porque não sou do corpo; não será por isso do corpo”? Versículo 20 diz: “Assim , pois, há muitos membros, mas um corpo”. E no versículo 23 está escrito: “E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra”. É óbvio aqui que Paulo não considera todos na igreja como iguais em funções. Pelo contrário, ele diz que cada membro tem uma função diferente e diversificada.

            Vamos voltar à Gálatas 3:28. Aqueles que querem ordenar diaconisas colocam a palavra “igreja” no lugar da palavra “Cristo” neste versículo, fazendo com que se leia assim: “Não há macho nem fêmea ….na igreja”. Note, cuidadosamente, que é em Cristo que não há macho nem fêmea. Mas, Cristo e a igreja não são a mesma coisa.

            Deus fez uma distinção bem clara entre homem e mulher e o papel que cada um tem em Sua igreja. A diferença de sexo é irrelevante na redenção, mas a diferença existe se nos referimos à adoração e normas da igreja. A igualdade sobre a qual Gálatas fala tem a ver com a vida espiritual e posição em Cristo diante de Deus. Isto não entra em conflito no que diz respeito a diversidade de cargos (ofícios), responsabilidades e dons na igreja e no mundo, ensinadas em outras passagens no Novo Testamento. Gálatas 3:28 não ensina que homens e mulheres são iguais em tudo na igreja. Ele não permite que as mulheres sirvam nos ofícios ordenados (consagrados como pastora ou diaconisa) na igreja. Gálatas 3:28 não tem nada a ver com o assunto de se ordenar diaconisas.

            Atos 6:1-7. Esta passagem conta sobre a escolha dos primeiros diáconos da igreja primitiva em Jerusalém. Os apóstolos ao instruirem a igreja para escolher estes diáconos apresentam uma lista com algumas qualificações que devem ter, e uma delas requeria especificamente que fossem homens. Versículo 3: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio”.

            A palavra grega traduzida como homens, neste versículo é “aner”, a qual nunca é usada para o sexo feminino no Novo Testamento. Ela sempre se refere a uma pessoa do sexo masculino. E até possui em seu significado a conotação de marido. Nenhuma mulher foi escolhida nesta primeira eleição e isto não aconteceu porque os apóstolos disseram à igreja para escolher sete homens a serem ordenados diáconos.

            1 Timóteo 3:11-12. Aqui, Paulo apresenta uma lista das qualificações para quem quer servir como diácono numa igreja. “Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas”. O versículo 12 afirma claramente que os diáconos devem ser “…maridos…” e a palavra grega aqui, mais uma vez, é aner, a qual vimos traduzida como homens em Atos 6:3. Obviamente, só poderia se referir a pessoas do sexo masculino. Os diáconos devem ser maridos de uma só mulher. E as mulheres não podem qualificar fazer isto. Portanto os diáconos têm que ser homens. I Timóteo 3:12, por si só, é bastante para nos fazer saber que uma mulher não pode ser diaconisa.

 

ALGUMAS  RAZÕES  GERALMENTE  DADAS

PARA  SE  ORDENAREM  AS  DIACONISAS

            Há quem diga que os ensinamentos bíblicos, em relação às mulheres foram escritos para as pessoas nos tempos bíblicos. Quando os tempos mudaram, mudando também os costumes sociais, os ensinamentos de Paulo sobre as mulheres não são mais relevantes. Estas pessoas argumentam que os ensinamentos do Novo Testamento em relação às mulheres refletem simplesmente os costumes sociais e culturais daquela época e que Paulo, ou por ser um machista ou porque temia ser considerado um revolucionário, acomodava seus ensinamentos a estes costumes.

            Mas não há razão para se crer que os ensinamentos de Paulo sobre as mulheres sejam condicionados à cultura. Ao ensinar sobre as mulheres na igreja, Paulo não se curvava ao costume social, mas expunha princípios que são ligados e relevantes para todo mundo, em todas as épocas.

            A responsabilidade das mulheres de ficarem em silêncio na igreja não é uma exigência cultural do mundo greco-romano da época de Paulo. É antes uma questão da lei de Deus. Examine I Coríntios 14:34: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei”. Paulo fala sobre a mesma lei em I Timóteo 2:12-14: “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão”.

            Outra razão dada, às vezes, pelos que defendem a ordenação de mulheres como diaconisas é que isto já foi feito em algumas igrejas com resultados muito bons. Mas as bênçãos de Deus não podem ser determinadas por resultados visíveis. O pensamento de que resultados visíveis provam a retidão das mulheres servindo como diaconisas significaria que cada pastor que não apresenta resultados visíveis é falso. Noé foi um pregador da justiça, mas ninguém acreditou nele. Os resultados de Isaías foram tão ínfimos que ele perguntou em Isaías 53:1: “Quem deu crédito à nossa pregação”?

            O trabalho de Deus deve ser feito da maneira de Deus, a fim de receber as bênçãos de Deus. Não importa quão engenhosos, quão bem planejados e quão bem executados sejam os projetos humanos, no fim eles fracassarão e causarão um grande prejuízo, se não estiverem, em harmonia com a verdade revelada de Deus.

            O rei Davi estava levando a Arca da Aliança para Jerusalém, certo dia. Em vez de fazer com que os levitas a levassem aos ombros, com as varas, como Deus instruira através de Moisés, ele fez com que fosse levada num carro novo de bois. Quando o carro deu uma sacudidela e a arca ameaçava cair, um homem chamado Uzá estendeu a mão para equilibrá-la, e quando a mão tocou a arca Deus fez com que ele morresse imediatamente..

            Uzá queria fazer uma coisa boa. Estava cuidando dos interesses de Deus, mas Davi não fez a obra de Deus, à maneira de Deus e o resultado foi uma tragédia. Davi devia saber o método como Deus ordenara que a levasse e cuidasse da arca, mas ou não era sabia ou esquecera, ou talvez achasse que não era tão importante.

            I Crônicas 15:15 nos diz o segredo do sucesso de Davi quando finalmente levou a arca para Jerusalém. Diz que a arca foi levada “como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor”. Se quisermos realizar o propósito de Deus, devemos fazer a obra de Deus, à maneira de Deus.

            Em I Coríntios 14:40 Paulo diz que a ordem divina deve ser seguida nas igrejas. “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”. Os problemas surgem na igreja, quando deixarmos de seguir a ordem de Deus. Nada honra o Senhor exceto aquilo que é feito em obediência à Sua vontade revelada. Cristo Jesus nunca designou uma mulher para o cargo de diácono ou pastor. Sua ordem na igreja é que os homens preencham estes cargos – mulheres não.

 

A  QUESTÃO  REAL

            A questão real não é se devemos ou não ordenar as diaconisas. A questão real é nossa opinião sobre as Escrituras. Vamos interpretá-la comparando Escritura com Escritura, ou a luz da nossa própria época cultural?

            Há que se sinta livre hoje para interpretar as Escrituras que não aceitam, como sendo “condicionadas culturalmente”. Se um ensino que é tão claro e simples como estes versículos relacionados à necessidade de diáconos sendo homens, pode ser reinterpretado de acordo com os costumes sociais de hoje, então todos os ensinamentos dos escritos de Paulo podem ser reinterpretados do mesmo modo. Se rejeitarmos os ensinamentos do Novo Testamento em relação às mulheres por causa das mudanças em nossa cultura, então por que não rejeitamos o sétimo mandamento por nossa cultura em sua atitude em relação ao sexo?

            E. Y. Mullies, um antigo professor do Seminário Teológico Batista da Convenção em Louisville, Kentucky, escreveu o que é chamado a Regra Áurea da Interpretação de Escritura. A regra áurea começa assim: “Quando o sentido claro da Escritura fizer sentido, não se busque outro sentido…”

            Devemos ter cuidado para não sermos influenciados a interpretar a Bíblia pelas tendências sociais e movimentos de nossos dias. Não é coincidência que este assunto de se ordenar ou não diaconisas apareceu numa época quando o feminismo é um assunto apoiado nas áreas seculares.  E quando nossas igrejas não estiverem solidamente ancoradas na Palavra de Deus, frequentemente serão levadas pelas correntes das tendências sociais deste mundo. Uma igreja com opinião fraca sobre a autoridade das Escrituras vai achar fácil reinterpretar a Bíblia, a fim de manter o passo com estas mesmas correntes de tendências sociais.

            A Bíblia é nossa autoridade final em todos os assuntos de fé e prática. Onde existe na Bíblia um versículo que defende a ordenação de diaconisas ou pastoras? Não existe registro no Novo Testamento de mulher nenhuma sendo ordenada para algum ofício.

VÉU  DA  MULHER

Por: H.  B.  Taylor

 

I Coríntios 11:1-16

            A passagem acima é a Palavra de Deus sobre as mulheres usarem chapéus ou véu quando vão à casa de Deus ou lugar de adoração. Se a mulher quiser saber a vontade de Deus, ela pode sabê-la. A Bíblia não foi escrita para esconder, mas sim para revelar a vontade de Deus àqueles que a buscam com honestidade. O Mestre disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo”. João 7:17.

            Se é a vontade de Deus que as mulheres vão à igreja de cabeça descoberta, as mulheres devem fazê-lo. Se porém, não é a vontade de Deus, as mulheres que amam o Senhor e querem obedece-lO não o farão. O que dizem as Escrituras? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles”. Isaías 8:20.

            É importante notar que a igreja, à qual o Espírito Santo deu instruções específicas sobre as mulheres usando a cabeça coberta durante a adoração, fosse aquela com a qual Paulo teve muitos problemas. A igreja em Corinto tinha problemas com a sabedoria do mundo e com mulheres falando nas assembléias mistas. Mulheres que acham que sabem mais do que os pastores e que consideram a Bíblia ultrapassada, darão muito problema à igreja de Deus.

            Nesta passagem das Escrituras três coisas se tornam claras e simples.

1. O cabelo não é o véu que Deus manda a mulher usar “em sinal de poderio” do homem que é seu cabeça. Isto se torna simples por três ou quatro razões.

a. Por que Paulo tocaria no assunto, se o cabelo fosse a exigência de Deus?

Supor ou argumentar que o cabelo era ao que Paulo se referia faz dele culpado de escrever a maior de todas as tolices, pois ele usa dezesseis versículos numa carta à uma igreja problemática e difícil, a fim de exortar e reforçar a exortação com argumentos para provar que as mulheres devem usar o cabelo na casa de Deus, quando não existe a possibilidade de não usá-lo onde quer que fossem. O argumento de Paulo não era sobre o cabelo, mas sim sobre ter a cabeça coberta com algo além do cabelo.

b. Mais uma vez, o “também” no versículo 6 é a prova indisputável de que Paulo se referia sobre outra coisa, além do cabelo, para cobrir a cabeça.

Note a linguagem: “Se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também”. Suponha que ele estivesse falando sobre o cabelo. E então? Então Paulo se torna culpado de fazer um comentário tolo de que se uma mulher não tivesse cabelo, que também se tosquiasse ou rapasse. Como poderia ser tosquiada ou rapada, se nem cabelo tinha?

O que Paulo realmente dizia, e que faz sentido, era: “Se uma mulher não cobre a cabeça, então que seu cabelo seja cortado ou raspe-se-lhe a cabeça como sinal de sua vergonha”.

c. Mas há alguns que dizem: “Será que Paulo não afirma no versículo 15 que o cabelo foi-lhe dado como véu?

De maneira nenhuma! A palavra usada para cobrir, nos versículos 6 e 7, é “katakatuptetai”. No versículo 15 a palavra usada para cobrir é “peribolaion”. Esta última palavra só é usada em outro lugar no Novo Testamento – Hebreus 1:12. Neste versículo ela se refere aos céus e é traduzida “manto”. No versículo 15 e em Hebreus 1:12 a palavra está falando sobre algo que só o próprio Deus pode colocar, tal como o cabelo. Não é algo que não se possa botar e tirar.

O véu mencionado no versículo 6 é literalmente um véu ou chapéu ou outra qualquer coisa que a mulher possa colocar sobre a cabeça. Fica claro que o cabelo não é o véu mencioando por Deus.  A fraze no versículo 6 “que ponha o véu” mostra esta verdade. O véu é uma coisa que a mulher coloca sobre a cabeça. O véu não pode ser, então, o cabelo. O véu que Ele prescreveu é aquele que podem e voluntariamente colocam como sinal de que estão sob autoridade.

2. Paulo não estava escrevendo só para as mulheres em Corinto.

a. A razão pela qual ordena o uso do véu se aplica a todas as mulheres.

b. Ele torna isto conhecido no versículo 16. O Apóstolo afirma claramente que as igrejas de Deus não têm tal costume, como o das mulheres de Corinto, de ir à igreja com a cabeça descoberta. Paulo diz: “nem as igrejas de Deus”.

3. Deus nem sempre se digna em dar razões para Suas ordens. Às vezes, Ele soberanamente ordena e espera que O obedeçamos cegamente. Não é este o caso do véu. Há pelo menos quatro razões pelas quais as mulheres tementes a Deus e que amam o Senhor devem usar um véu, chapéu ou outra coisa para cobrir a cabeça quando estão na casa do Senhor ou em lugar de adoração.

a. O homem é o cabeça da mulher e aquela que não cobre a cabeça “desonra” a seu próprio cabeça.

Por exemplo: o marido ou o pai. Em Números 5:18, se um marido ficava com ciúme da esposa, ela era levada diante do sacerdote, o qual a colocava “perante o Senhor”, descobrindo-lhe a cabeça enquanto se fazia a prova sobre sua pureza. Uma mulher descoberta diante de Deus era aquela cuja fidelidade ao marido estava sendo questionada.

b. A mulher foi criada como ajudadora do homem e para o homem.

Como sinal de submissão, devia usar o véu na cabeça. Aqui está o ponto X de toda questão. As mulheres se rebelam contra a maldição de Deus que ordenou que ficassem sujeitas aos maridos. O movimento feminista moderno claramente se proclama um movimento contra Deus e contra a Bíblia. Ficar com a cabeça descoberta é uma prova incontestável da rebelião da mulher.

c. O versículo 10 diz que as mulheres devem cobrir a cabeça como sinal de que estão sob a autoridade do marido e também por causa dos “anjos”.

d. As igrejas locais daquele tempo não tinham tal costume de mulheres irem ao lugar de adoração com a cabeça descoberta. (versículo 16).

Estas são as razões que Deus deu ao ordenar que as mulheres cobrissem a cabeça quando fossem a Sua casa. Assim cremos e assim ensinamos esta grande verdade. Assim devem todos os outros fazer e ensinar, se crêem que I Coríntios 11:1-16 é a Palavra de Deus e que a compreendem e obedecem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MULHERES  BATISTAS  “EXALTADAS”

Por:  Mark W. Fenison

 

DEDICATÓRIA

            À Kathy, minha esposa maravihosa, que tem sido uma ajudadora de Deus para mim.

 

PREFÁCIO

            O assunto explanado neste livrinho, geralmente, é evitado em nossos dias, até mesmo em muitas igrejas fiéis aos ensinamentos da Palavra de Deus, naquilo que consideram assuntos mais importantes. Mas nenhuma parte da verdade divinamente revelada pode ser negligenciada nem tratada de maneira leviana. Parece-me que um leitor honesto deste livro ficará impressionado, tendo uma consideração da importância das posições relativas de homens e mulheres, como divinamente designadas nas igrejas de Cristo.

            Sem dúvida, este livro apresenta um estudo completo e cuidoso deste assunto, que há tempos não lia. Merece, portanto, uma consideração séria de cada homem e mulher que desejarem honestamente, agradar a nosso Senhor em tudo. Veja Mateus 5:19.

 

ROSCO BRONG, Deão

Lexington Baptist College

(Seminário Batista em Lexington, KY, EUA)

 

PREFÁCIO DO AUTOR

            Este autor sente-se em dívida para com o irmão C. D. Cole, por seu livro: “A Ordem Divina dos Sexos”, o qual foi-me muito útil. Portanto, acho mais do que apropriado, apresentar este livreto com uma citação de C. D. Cole:

            “À medida que o espírito da ilegalidade aumenta, a palavra “submissão” se torna mais e mais desprezada. Muitos associam a palavra “submissão” ao pensamento de degradação. Reivindica-se que uma mulher é rebaixada pela posição que lhe dá o Apóstolo Paulo. A esta altura o ateísmo aposta na proteção da mulher, buscando fazer com que se torne preconceituosa em relação ao Cristianismo. Faço agora uma citação do livro “A Bíblia na Balança” (The Bible in the Balance), por Charles Smith, Presidente da Associação Americana para o Avanço do Ateísmo.

            Elizabeth Cady Stanton: “Não conheço nenhum outro livro que ensine de modo tão completo a submissão e degradação da mulher”.

            Helen Gardner: “As mulheres estão em dívida hoje para com a emancipação de uma posição de degradação sem esperança, não à religião nem a Jeová, mas à justiça e honra de homens que desafiaram Suas ordens. Se não se curva hoje ao lugar onde Paulo tentou prendê-la, ela o deve a homens grandes e corajosos o bastante para ignorarem o Apóstolo Paulo e se erguerem acima do seu Deus. (Homens, Mulheres e Deuses, página 30). (Men, Women and Gods).

            Que coisa horrível é se tornar aliado do ateísmo. Mas é exatamente isto o que muitos batistas estão fazendo, quando deixam de lado os ensinamentos claros das Santas Escrituras, no que diz respeito à posição das mulheres em nossas igrejas e cultos.

            A mulher recebeu um lugar de submissão, não para ser degradada, mas para ser protegida e honrada. E sua segurança e felicidade estão no fato de sua aceitação deste lugar. Em Romanos 13, todos os crentes recebem ordem de se submeterem às autoridades civis. São por isso degradados? Quem, a não ser os anarquistas, diz isto? Em Efésios 5:24 a igreja recebe a ordem de se sujeitar a Cristo. A igreja assim é degradada? Não! Mil vezes não! O relacionamento marido-esposa é ilustrado pelo relacionamento que existe entre Cristo e a igreja. “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”. Efésios 5:25. Uma mulher é degradada ao se submeter ao homem que a ama tanto, a ponto de morrer por ela? E a mulher que prometeu se submeter a outro é digna de pena. E nenhuma mulher deve se casar com um homem a quem não possa prometer se submeter.

            Com estas palavras do irmão C. D. Cole, tentarei agora apresentar os ensinamentos de Deus em relação às Mulheres Batistas “Exalatadas”.

 

Mark W. Fenisen

 

ÍNDICE

Natureza desta Submissão

Fato desta Submissão

Propósito desta Submissão

Ensinamento desta Submissão

O Símbolo desta Submissão

Mandamentos Baseados numa Posição

O Que Dizem Outras Autoridades

Posição da Insubmissão

Comentários sobre I Coríntios 11:1-16

Objeções Respondidas

Arqueologia em relação a Corinto

Mulheres Batistas Exaltadas

 

A  NATUREZA  DESTA  SUBMISSÃO

            “Esta submissão não envolve o caráter pessoal. Não implica em inferioridade de pessoa da mulher ao homem. Este autor não hesita em dizer que em muitas coisas a mulher é superior ao homem: nas qualidades nobres que lhe formam o caráter, na paciência e perseverança, na gentileza, no altruísmo, no ministério aos que sofrem, no amor – a mulher é superior ao homem.

            Esta submissão também não tem nada a ver com salvação: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. Gálatas 3:28. Citar este versículo numa tentativa de derrubar a doutrina da submissão da mulher ao homem é ignorar o contexto e colocar Escrituta contra Escritura. Este versículo ensina que todos são salvos do mesmo jeito, isto é; pela fé em Cristo Jesus (Gálatas 3:26). Não é ainda uma questão de capacidade. Diz-se, frequentemente, que algumas mulheres são oradoras hábeis. Não o negamos, mas ter capacidade não é critério para o que é certo. Um homem pode ser hábil em jogar a dinheiro, mas isto não é razão para que viva jogando. O sucesso de uma mulher no púlpito já enganou e afastou a muitos que antes aceitavam a Fé uma vez entregue aos santos. Por causa de tal analogia de raciocínio, pode-se provar que Moisés fez bem ao bater na rocha (Números 20:11). Ele conseguiu água, mas desobedeceu a Deus e por isso não teve o privilégio de entrar na Terra Prometida. Será através de sucesso assim que o anti-cristo ordenará a adoração dos homens. Leia II Tessalonicenses 2:1-11 e Apocalipse 13.

            A submissão da mulher ao homem é uma questão de POSIÇÃO. É inferioridade de posição e não de pessoa”. C. D. Cole.

 

O  FATO  DESTA  SUBMISSÃO

            A Escritura afirma claramente: “Porque PRIMEIRO foi formado Adão, depois Eva”. I Timóteo 2:13. O homem e a mulher não foram criados ao mesmo tempo! “Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão”. II Coríntios 11:9. Em relação ao homem, Davi diz: “fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés”. Salmo 8:6.

            Foi este o propósito de Deus para o homem – governar toda a criação de Deus! Somente o homem é mencionado nas Escrituras como sendo feito à “IMAGEM” de Deus. Por outro lado, a mesma Escritura diz que a mulher foi feita do homem.

            “O homem, pois não deve cobrir a cabeça, porque é a IMAGEM e GLÓRIA de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem”. I Coríntios 11:7-9.

            Assim é o homem que tem POSIÇÃO de autoridade. Por outro lado, o propósito de Deus ao criar a mulher foi completamente diferente: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o HOMEM esteja só; far-lhe-ei uma AJUDADORA que esteja idônea para ele”. Gênesis 2:18.

            Deus não deu a mulher uma POSIÇÃO sobre o homem nem de igual a ele. Mas sua posição, na criação de Deus, foi inferior ao do homem. Falamos de POSIÇÃO não de PESSOA! Ela é tão humana quanto ele e igual a ele como um ser humano. Este mesmo princípio é visto na Trindade. O Pai tem uma posição superior ao Filho. Só porque o Filho tem uma POSIÇÃO INFERIOR, isto não O torna menos Deus. Em I Coríntios 11:3 vemos esta comparação entre o homem e a mulher, o Filho e o Pai: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”.

            Não havia problema no fato da mulher ser submissa ao homem antes da queda, pois Deus a fizera para esta posição como um mecânico faz uma peça bem trabalhada para uma máquina, a qual se encaixa perfeitamente. Mas quando o pecado chegou, trouxe o caos ao “design” e ordem da criação. Tanto a mulher quanto o homem compartilharam de uma natureza rebelde, a qual não quer ser submissa a ninguém! Mas, como Deus ordenara que ele fosse submissa ao homem antes da Queda: “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”. Gênesis 3:16.

            Os decretos de Deus encontrados em Gênesis 3:14-19 ainda valem para cada homem, mulher, menino ou menina, tanto SALVOS quanto perdidos. Quero conhecer qualquer mulher, salva ou perdida, que diga que nunca sentiu dor ao dar à luz! Os homens ainda trabalharam, para comprarem o pão de cada dia, com o suor do rosto. As cobras ainda se arrastam pelo chão. PORTANTO, A MULHER AINDA ESTÁ SUJEITA AO HOMEM! Enquanto vivemos nesta carne pecaminosa, todas as consequências de Gênesis 3:16 valerão para cada mulher. Este mandamento foi dado há mais de 2000 anos antes que a lei foi dada no Monte Sinai. Os mesmos decretos justos antes da Queda, antes do pecado, não foram deixados de lado por causa da rebelião do homem contra eles! Nem foram desprezados por causa da graça de Deus em salvar os que crerão. Somos salvos para obedecer aos mandamentos de Deus, não para quebrá-los.

            “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos”. João 14:15. “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. I Timóteo 2:12. “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. I Coríntios 14:37.

            A Bíblia ensina claramente o FATO desta submissão.

 

O  PROPÓSITO  DESTA  SUBMISSÃO

            Já falamos sobre o FATO desta submissão. Agora falaremos sobre o PROPÓSITO de Deus em relação a esta submissão. Como alguém já disse: “Deus faz tudo para Sua própria glória”. Com certeza, Deus teve um propósito em mente ao criar a mulher numa POSIÇÃO de submissão e o homem numa POSIÇÃO de autoridade. Vamos examinar duas passagens das Escrituras. A primeira mostra um FATO da criação e um PROPÓSITO NATURAL. Já na segunda que vamos ler, Paulo se identifica, de propósito, com a primeira a fim de nos dar o FATO ESPIRITUAL e o PROPÓSITO DIVINO.

1. “E disse Adão: esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Gênesis 2:23-24.

            Há algumas coisas a serem notadas nesta PRIMEIRA passagem.

a. Adão foi a FONTE da qual Deus trouxe Eva à existência.

b. Por causa disto, o PROPÓSITO NATURAL de cada homem e mulher é serem reunidos no relacionamento de casamente.

            c. O relacionamento do casamento faz dos dois, mais uma vez, UMA só carne.

            Mantendo esta PRIMEIRA passagem em mente, vamos examinar a segunda.

            2. “Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. POR ISSO deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne”. Efésios 5:30-31.

            Você deve ter notado que a SEGUNDA passagem é idêntica à PRIMEIRA, exceto pelos personagens. Cristo e Sua igreja são os personagens nestes versículos, ao passo que Adão e Eva foram os personagens na PRIMEIRA passagem. Paulo se refere, de propósito, ao FATO e PROPÓSITO da criação, de modo a se identificá-los com Cristo e Sua igreja. Vamos notar algumas coisas nesta SEGUNDA passagem.

a. Cristo foi a FONTE da qual Deus fez a igreja existir.

b. Por isso, o PROPÓSITO ESPIRITUAL da igreja é entrar num relacionamento matrimonial com Cristo. Efésios 5:27.

            c. Este relacionamento matrimonial fará com que os dois se tornem UM.

            É preciso lembrar que os efésios só possuíam o Velho Testamento, e este jogo de palavras em relação a esta pasagem bem conhecida, torna-se-ia confusa para eles, se Paulo não continuasse a explicar.

            “GRANDE É ESTE MINISTÉRIO”. Efésios 5:32.

            Esta fraze explica a razão para usar esta passagem do Velho Testamento como o faz. A POSIÇÃO do homem e da mulher e a instituição do casamento “É um grande mistério”.

            Em outras palavras, houve um PROPÓSITO para Deus o fazer da maneira que fez. Um grande mistério é uma verdade escondida. A POSIÇÃO de submissão da mulher e seu relacionamento matrimonial é um ensinamento escondido. Mas Paulo não o deixa mais assim!

            “DIGO-O, PORÉM, A RESPEITO DE CRISTO E DA IGREJA”. Efésios 5:32.

            Desde a criação, Deus teve o propósito de que o homem e a mulher e a instituição do casamento retratassem Cristo e Sua igreja e as bodas que acontecerão no fim.

            Vamos ler toda a passagem agora e ver se o contexto exige que Paulo se refira à posição de submissão da mulher e seu relacioanmento ao marido em comparação a Cristo e Sua igreja.

            “Vós, mulheres, SUJEITAI-VOS a vossos maridos, COMO AO SENHOR; porque o marido é a cabeça da mulher, COMO TAMBÉM Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim COMO a igreja está SUJEITA a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo SUJEITAS a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, COMO também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para A APRESENTAR A SI MESMO igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, COMO TAMBÉM o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. POR ISSO deixará o homem seu pai e sua mãe, e se reunirá a sua mulher; e serão dois numa carne. GRANDE É ESTE MISTÉRIO; DIGO-O, PORÉM, A RESPEITO DE CRISTO E DA IGREJA”. Efésios 5:22-32.

            Cada vez que um rapais e uma moça se apaixonam e deixam tudo um pelo outro, casando-se, temos um retrato de Cristo deixando Sua glória, a fim de tomar para Si uma NOIVA, Sua igreja.

            Deus propôs que o homem e a mulher, na POSIÇÃO dada por Ele, fossem um lindo retrato disto, desde o princípio. A submissão natural da mulher ao homem retrata a submissão divina da igreja a Cristo.

            Nas igrejas do Senhor, onde o governo e mandamento de Deus devem se manifestar no sentido mais completo, o Senhor ordenou que certas coisas fossem reconhecidas e obedecidas, a fim de que esta Submissão Divina e Natural fosse manifesta.

            Cristo disse que Sua igreja é: “A casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a COLUNA e FIRMEZA DA VERDADE”. I Timóteo 3:15.

            Do mesmo modo que Deus ordenara aos que serviam no Tabernáculo se vestirem e fazerem coisas de uma certa maneira, a fim de ensinar-lhes verdades eternas, assim também o Senhor Jesus usa os membros de Suas igrejas, a fim de ensinarem verdades preciosas, não só aos membros, mas aos visitantes, tanto terrestres quanto celestiais.

            “Para que agora, PELA IGREJA, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus”. Efésios 3:10.

            Em Suas igrejas, este GRANDE MISTÉRIO deve ser ensinado através da obediência a certos mandamentos.

 

O  ENSINAMENTO  DESTA  SUMBMISSÃO

            Já vimos que o PROPÓSITO de Deus para esta submissão era que o homem e a mulher tipificassem Cristo e Sua NOIVA, que é a igreja. É nas igrejas do Senhor que este propósito divino deve ser manifesto a todos. Deus ordenou que as próprias funções de homens e mulheres em suas igrejas retratassem Cristo e Sua Noiva. Nas igrejas, o homem representa Cristo no ofício de PROFETA, SACERDOTE e REI.

            Como PROFETA, ele deve cumprir as responsabilidades de Pastor. Evangelista, Pregador, Professor e Diácono.

            Como SACERDOTE, deve liderar a igreja em oração.

            Como REI, executa toda a autoridade de liderar a igreja sob as ordens de Cristo.

            Por outro lado, a mulher na igreja representa a Noiva de Cristo e EM COMPLETA SUBMISSÃO a Ele.

            “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, COMO AO SENHOR”. Efésios 5:22.

            “De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos”. Efésios 5:24.

            É para a mulher aprender “em silêncio, com toda a sujeição”, I Timóteo 2:11, pois os pastores, professores e diáconos são os representantes de Cristo. Não é isto o que a igreja deve fazer quando Cristo fala? Portanto a mulher, como tipo da igreja, ensina isto, através de seu silêncio na igreja.

            Quando um representante de Cristo lidera em oração, a favor da igreja, silenciosamente a mulher se submete a esta obra sacerdotal. Não deve a igreja se submeter à obra intercessória de Cristo a seu favor?

            “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo HOMEM”. I Timóteo 2:5.

            “Quero pois que OS HOMENS orem em todo lugar”. I Timóteo 2:8.

            A palavra grega para “HOMENS” no versículo acima é a mesma que faz distinção entre o homem e mulheres e crianças.

            Portanto, a mulher ensina esta verdade ficando em silêncio na igreja. Quando o representante de Cristo lidera a igreja nos ofícios acima discritos, por causa de sua AUTORIDADE real, a mulher cobre a cabeça com chapéu ou véu, a fim de reconhecer de maneira visível a AUTORIDADE dele completa na igreja e a submissão completa dela a ele.

            Será que a igreja não deve reconhecer abertamente a autoridade de seu Senhor? Portanto, a mulher ensina esta verdade ao cobrir a cabeça na igreja.

 

OS  SÍMBOLOS  DESTA  SUBMISSÃO

            Até aqui, mostrei claramente que: (1) de acordo com o relato da criação, há uma submissão NATURAL retratada: (2) de acordo com o propósito de Deus, há uma submissão DIVINA retratada.

            A submissão NATURAL tem a ver com o fato da criação. É um fato bíblico que a mulher foi criada numa posição submissa e o homem numa posição autoritária.

            A submissão DIVINA tem a ver com o propósito de Deus de ensinar ao mundo o relacionamento que existe entre Cristo e Sua Noiva, que é a igreja. Os instrumentos de ensino que Deus escolheu para revelar este relacionamento são o homem e a mulher.

            Portanto, vemos no homem e na mulher um retrato DUPLO de submissão. Uma NATURAL e outra DIVINA.

            Naturalmente, a submissão NATURAL foi designada por Deus com o propósito de ser um testemunho à submissão Divina, que é mais gloriosa.

            A natureza deu tanto ao homem quanto à mulher SÍMBOLOS NATURAIS, a fim de ensinar e lembrar a eles da posição dada a ambos por Deus na criação (o cabelo curto num homem é o símbolo NATURAL de autoridade, ao passo que o cabelo cumprido numa mulher é o símbolo NATURAL de submissão). Estes símbolos NATURAIS só retratam a submissão NATURAL.

            Deus ordenou que em Suas igrejas, onde a ordem divina deve ser manifesta no sentido mais completo sobre a terra, que o homem e a mulher retratassem a submissão DIVINA. Por isto Deus deu símbolos DIVINOS, a fim de ensinar isto (a cabeça descoberta do homem nos cultos que é o símbolo DIVINO de autoridade, ao passo que a cabeça coberta da mulher nos cultos que é o símbolo DIVINO de submissão).

            Portanto, temos uma submissão NATURAL e outra DIVINA com símbolos correspondentes a cada uma. O símbolo NATURAL foi dado à mulher como testemunho para o símbolo DIVINO que é o véu. Por isso Paulo pergunta: “Ou não vos ensina a mesma NATUREZA”? Quando uma mulher se recusa a cobrir a cabeça no culto, ela se rebela contra o próprio testemunho da NATUREZA. Se se recusa a usar o símbolo DIVINO, deve também cortar o cabelo, pois ele é um testemunho do símbolo DIVINO. I Coríntios 11:5-6.

 

MANDAMENTOS  BASEADOS  NUMA  POSIÇÃO

            Nas igrejas do Senhor, onde os mandamentos e ordem de Deus se manifestam ao mundo, o Senhor ordenou que certas coisas fossem reconhecidas e obedecidas, para que a submissão DIVINA fosse manifesta. Da mesma maneira que há um símbolo DIVINO que ensina esta submissão, há também responsabilidades DIVINAS, as quais também a ensinam. Um destes mandamentos que o povo de Deus ignora em nossos dias, é que as mulheres não devem agir nem falar de modo a parecer que USURPAM a autoridade do homem.

            “A mulher aprenda em silêncio, com toda a SUJEIÇÃO. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem USE DE AUTORIDADE sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. I Timóteo 2:11-12.

            A base de Paulo para esta ordem não é porque odeia as mulheres, nem por causa de um costume local, mas, como o próximo versículo prova, esta foi a POSIÇÃO da mulher na criação.

            “Porque PRIMEIRO foi formado Adão, depois Eva”. I Timóteo 2:13.

            Mulheres que pregam e ensinam na PRESENÇA de homens, nos cultos não podem reivindicar autoridade divina para fazê-lo.

            Elas receberam a ordem de cobrirem a cabeça nos cultos, como sinal da autoridade do homem.

            “Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se TANBÉM. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, QUE PONHA O VÉU”. I Coríntios 11:6.

            Deus tem um símbolo divino que deve ser usado por CADA MULHER SALVA NOS CULTOS! Contrário ao que muitos falsamente supõem, Paulo não baseia esta ordem em condições locais nem costumes de Corinto, mas no FATO DA CRIAÇÃO.

            “O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos”. I Coríntios 11:7-10.

            A ordem de Paulo para a mulher usar a cabeça coberta como sinal do poder ou autoridade de que o homem tem sobre ela se baseia unicamente na POSIÇÃO dela NA CRIAÇÃO. E Paulo baseia estas ordens em FATOS, não em circumstâncias nem costumes. Mas uma vez, lemos em I Coríntios 14:34-35: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”. I Coríntios 14:34-35.

            O assunto novamente é “silêncio e obediência”. Não estamos sob a lei para a salvação, mas sob a graça. Mesmo assim, Paulo diz que a ordem que lhes dá tanto está sob a graça como sob a lei – “COMO TAMBÉM ORDENA”. Há uma referência aqui ao Velho Testamento como a “Lei”. Foi Moisés que escreveu Gênesis, e só em Gênesis 2-3 achamos esta lei em relação à mulher. Paulo afirma que a Lei de Deus, no que diz respeito às mulheres, em Gênesis ainda vale em Cristo. Paulo viu que haveria aqueles que se consideram “espirituais” e que questionariam se esta ordem de Paulo era mandamento de Deus aos que estavam SOB A GRAÇA.

“Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. I Coríntios 14:37.

O Senhor de Paulo era o Senhor Jesus Cristo. Este é um mandamento de Jesus Cristo. Em relação à palavra “espiritual”, ela vem da mesma palavra grega traduzida como “homem espiritual” em I Coríntios 2:15!

Paulo tem o cuidado de basear todas estas ordens (silêncio, cabeça coberta, proibição de ensinar aos homens) na POSIÇÃO da mulher de acordo com o relato de criação. Ele conhecia bem os “Falsos Apóstolos” em Corinto e sabia que ririam dele, se lhes mandasse fazer estas coisas baseanado-se que Cristo revelara este “Grande Mistério” a ele. Efésios 5:30-32. Mas eles não poderiam argumentar contra o relato de Gênesis, pois era o relato escrito de Deus para todos verem. Mesmo que não se creia no PROPÓSITO de Deus (ver “Propósito desta Submissão) ao criar o homem e a mulher nas POSIÇÕES dadas por Deus, como tentei mostrar, não se pode negar o FATO desta submissão escrita nas páginas da Palavra de Deus, nem o FATO de que Paulo baseia todas estas ordens na POSIÇÃO da mulher na criação.

Negar a ordem da cabeça coberta ou a de que a mulher deve ficar em silêncio, é negar a inspiração da Bíblia. Praticar uma sem a outra é ignorância!

Todas as ordens foram baseadas no mesmo alicerce, por isso FICAM FIRMES JUNTAS ou CAEM JUNTAS! Enquanto existir o FATO DA CRIAÇÃO, as duas continuam firmes, quer o povo de Deus as pratique ou não!

 

QUE  OUTROS  TEÓLOGOS  E  ERUDITOS  DIZEM

            Já que estamos tratando com símbolos e tipos e eles podem ser facilmente deturpados a fim de se encaixarem onde não devem, e já que não é a vontade do autor distorcer as Escrituras, mas sim apenas sentar a verdade, note os seguintes comentários feitos por teólogos eminentes e autoridades em tipologia.

1. I. M. Haldeman, D.D., autor de “O Tabernáculo, Sacerdócio e Ofertas”. (“The Tabernacle, Priesthood and Offerings”).

            “No Novo Testamento as mulheres cristãs recebiam a ordem de cobrir a cabeça nas assembéias públicas; isto porque sendo Cristo o cabeça do homem, NA ASSEMBLÉIA PÚBLICA o homem como REPRESENTANTE de Cristo em levar a responsabilidade de autoridade e de ensinar está acima da mulher e é ali considerado como o cabeça dela. A cabeça coberta é o sinal da obediência da mulher a este mandamento do Senhor. A mulher também é o SÍMBOLO DA IGREJA como um corpo e ao cobrir a cabeça ela simboliza a igreja se rendendo à liderança de Cristo. É o símbolo de SUBMISSÃO e OBEDIÊNCIA ABSOLUTAS”.

            2. Henry W. Soltau, autor de “O Tabernáculo, O Sacerdócio e Ofertas”. (“The Tabernacle, the Priesthood and Offerings”).

            “No Novo Testamento, manda-se que a mulher cubra a cabeça, I Coríntios 11:3-10, porque “e o varão é a cabeça da Mulher”. Já o homem mantém a cabeça descoberta, porque ele é a imagem e glória de Deus. Nos cultos do povo de Deus, a mulher agindo como REPRESENTANTE DA IGREJA em SUBMISSÃO A CRISTO, cobre a cabeça. O homem, sendo um SÍMBOLO do próprio CRISTO como o cabeça da igreja, descobre a cabeça”.

            3. W. E. Vine, autor de “Dicionário Expositório de Palavras do Novo Testamento”. (“An Expository Dictionary of New Testament Words”).

            “Em I Coríntios 11:10 (exousia) é usada como sendo o véu com o qual se requer que uma mulher cubra a cabeça numa assembléia ou igreja, como sinal da autoridade do Senhor sobre a igreja”.

            “Seja qual for o tipo do objeto com que se cobre, deve estar na cabeça como “sinal de Autoridade” (v.10), cujo significado se encontra no v.3, em ralação à liderança, e cujas razões são dadas nos vv.7-9 e na fraze “por causa dos anjos” indicando que testemunham e se interessam em que é o sinal da liderança de Cristo. As regras acerca destas ordens não são judaicas, que exigiam que os homens cobrissem a cabeça ao orar, nem gregas, pelas quais tanto homens quanto mulheres ficam com a cabeça descoberta. As instruções do Apóstolo eram “Os mandamentos do Senhor” (14:37) e eram para todas as igrejas (vv.33-40)”.

            4. C. D. Cole, autor de “Ordem Divina dos Sexos”. (“The Divine Order of the Sexes”).

            A verdade sobre a submissão da mulher ao homem tem um símbolo divinamente designado. Esta verdade deve ser simbolizada pela mulher usando cabelo cumprido e, quando na igreja, um véu (ou chapéu) adicional. Este véu é sinal de liderança. Liderança significa autoridade. O cabelo cumprido é o sinal pelo qual a esposa reconhece a autoridade do marido, que é seu cabeça NATURAL; e um véu quando estiver na igreja, a fim de reconhecer a AUTORIDADE do homem em assuntos bíblicos”.

 

POSIÇÃO DA  INSUBMISSÃO

            Mulheres tementes a Deus, que amam o Senhor Jesus também devem amar Sua Palavra. O único modo de se achegar ao Senhor a quem amamos é ser obedientes a Sua Palavra preciosa.

            Muitas vezes, por todo o Novo Testamento se lê:  “Esposas, obedecei a vossos maridos”.

            Já debatemos o relacionamento natural e sobrenatural da mulher ao homem. Há mais uma coisa que devo enfatizar, que é a posição de uma mulher rebelde diante de Deus.

            Na época de Paulo, uma esposa desobediente era levada pelo marido e sua cabeça era rapada ou tosquiada. Deste modo, sua desobediência ficava sendo conhecida por todos. A cabeça rapada a tornava totalmente envergonhada diante das amigas, porque a colocavam no mesmo nível das meretrizes, cuja cabeça era rapada ou tosquiada.

            Paulo pega esta consequência terrível e a aplica a mulheres que se rebelam contra o mandamento do Senhor, que ordena que a mulher cubra a cabeça na igreja!

            “Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada”. I Coríntios 11:5.

            CADA MULHER SALVA que entra numa igreja batista com a cabeça descoberta traz desonra sobre o Senhor Jesus Cristo que é representado pelo homem na igreja, pois Paulo diz: "Porque é COMO SE estivesse rapada”.

            Ela desonra o Senhor Jesus ao identificar Sua igreja como a Grande Meretriz ou uma de suas filhas (Apocalipse 17). A igreja que Cristo amou e pela qual morreu, proclama a todos, por sua desobediência, que é uma MERETRIZ! Que vergonha traz a seu Salvador e a sua igreja! Portanto Paulo instruiu a tal mulher que se propositalmente se recusa a usar a cabeça coberta, que tosquie o cabelo e agüente a vergonha que retrata!

            “Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que PONHA O VÉU”. I Coríntios 11:6.

            Paulo não se refere diretamente ao costume grego do homem cortar o cabelo da mulher. Paulo apela à mulher a que, de boa vontade, corte seu próprio cabelo! Mas ele sabia que nenhuma mulher faria isto, pois traria vergonha sobre si! E este é exatamente o ponto!! Sem se cobrir, ela envergonha publicamente a Cristo ao retratar uma noiva infiel; portanto corte o cabelo e sinta sua posição vergonhosa diante de Deus.

            “Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, QUE PONHA O VÉU”. I Corítios 11:6.

Paulo diz: “Se não gostar disso, cubra a cabeça. Porque se ficar de cabeça descoberta, Cristo não a aceitará como símbolo de Sua Noiva e já a pegou e tosquiou!!

            “Porque é COMO SE estivesse rapada”.

            Mulheres de cabeça descoberta retratam uma NOIVA meretriz que Cristo pegou e tosquiou, por cometer adultério espiritual. Muitas das igrejas de nosso Senhor já fizeram isto mesmo e ainda estão fazendo, quando pregam e ensinam doutrina falsa. Nenhuma mulher temente a Deus, que ama mesmo seu Salvador vai querer ser o símbolo de tal igreja. Mas é isto exatamente o que ensina quando entra numa igreja (assembéia) batista com a cabeça descoberta.

 

COMENTÁRIOS  SOBRE  I  CORÍNTIOS  11:1-16

            Alguns comentários sobre os versículos 1, 2 e 4 talvez o ajudem a entender esta passagem difícil.

Versículo 1: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”. 1 Coríntios 11:1.

            Note como começa este discurso. Ele diz: siga-me, pois sigo a Cristo. Seria vão para Paulo fazer tal afirmação e depois, na linha seguinte, tentar persuadir as pessoas a seguirem uma tradição de homens. Fora isto exatamente o que haviam feito e agora se encontravam numa enrascada! Seguir a Cristo significa cumprir Seus mandamentos, à medida que o servo do Senhor os dá conforme a Sua Palavra. O versículo 2 fala sobre estes mandamentos. Paulo acabara de apresentar no capítulo dez a importância dos “Exemplos”, como as pessoas no Velho Testamento eram “tipos”, dos quais deviam aprender. E como são “exemplos” para outros devem ter cuidado em como agem e no que fazem, porque a vida deles ensina. Paulo explica que as mulheres devem cobrir a cabeça “Por causa dos anjos”, que estão na igreja para aprender. Efésios 3:10.

Versículo 2: “E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei”. I Coríntios 11:2.

            Depois de mostrar Cristo no versículo 1 como exemplo a seguir, Paulo IRONICAMENTE os louva por cumprirem as “ordenanças” do Senhor, que lhes apresentara. Concluo que isto é uma ironia por causa do seguinte:

            (1) Desde o início da carta, os corintos haviam embaralhado tudo. (1:10; 3:1-4; 5:1-2, 9; 6:1-8; 11:28-34; 12:1; 15:12-19; 16:22-23).

            Mesmo assim Paulo os louva por lembrarem dele em “TUDO”.

            (2) Paulo usa de ironia na carta inteira. (4:8-15; 9:1-2; 10:1; 12:1).

            (3) Não há menção na carta inteira de que estivessem fazendo uma só coisa certa.

            A palavra “preceitos” no grego é “Paradsis” que significa “entregar mandamentos aos outros”. Há somente dois usos desta palavra no Novo Testamento.

            (1) Tradições falsas ensinadas pelos fariseus. (Mateus 15:2-3, 6; Marcos 7:3-5, 8-9, 13; Gálatas 1:14; Colossenses 2:8).

            (2) Ensinamentos dados por Cristo aos Apóstolos. I Coríntios 11:2, 23: 15:3;  II Tessalonicenses 2:15; 3:6).

            Torna-se evidente no versículo 1 que o uso da palavra (preceitos) aqui se refere aos mandamentos de Cristo entregues a Paulo e através dele foram entregues à igreja em Corinto. A palavra “preceitos” está no plural, referindo-se assim ao mandamento de se cobrir a cabeça e a Ceia do Senhor que vem logo depois no mesmo capítulo 11. Os dois são mandamentos do Senhor dados à igreja.

            Embora tivessem misturado tudo, no versículo 3 Paulo quer que saibam, pelo menos, uma coisa. Há uma ordem divina!!

Versículo 4: “Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça”.

            A frase “desonra a sua própria cabeça” se refere à Cabeça de autoridade no versículo 3.

            No Velho Testamento, Deus usou o tabernáculo e os que serviam nele como tipos  (símbolos), para ensinar Israel verdades da salvação e do que Cristo faria na Sua PRIMEIRA VINDA. O Sumo Sacerdote tipificava (simbolizava) Cristo. No dia da Expiação ele tirava suas vestes gloriosas e se vestia de linho branco, antes de fazer sua obra de expiação. Isto tipificava Cristo deixando de lado Sua glória e Se encarnando. Uma das peças desta roupa especial era uma mitra de linho, a qual retratava a obediência perfeita de Cristo ao Pai em Sua obra de expiação que viera fazer! Mas a palavra em hebreu para esta mitra significa “exaltar”. Assim, a mitra ensinava que através da obediência se é exaltado.

            “E achado na forma de homem… sendo OBEDIENTE até à morte… Pelo que também Deus o EXALTOU sobrenaturalmente… “Filipenses 2:8-9.

            Jesus ensinou este mesmo princípio durante todo o Seu ministério.

            Do mesmo modo que Deus usou o Tabernáculo e o sacerdócio para ensinar Seu povo sobre a salvação e Sua Primeira vinda, Deus usa a igreja e seus membros individualmente, a fim de ensinar verdades em relação a Sua Segunda vinda. Cristo é o Rei EXALTADO que vem pela SEGUNDA vez para buscar Sua noiva OBEDIENTE. Assim, o homem com a cabeça “descoberta” simboliza o Cristo EXALTADO. A igreja é enviada ao mundo como um servo OBEDIENTE, do mesmo modo como Cristo veio pela primeira vez ao mundo. A mulher simboliza a igreja e sua cabeça coberta ensina a noiva ODEDIENTE a Cristo, a igreja será EXALTADA a Sua mão direita e reinará com Ele para sempre.

 

OBJEÇÕES  RESPONDIDAS

Objeção nº 1: Será que Paulo não está tratando somente com algumas mulheres que haviam desobedecido ao costume local, que também era o costume de todos os países naquela época?

Resposta: Sabemos, com certeza, que o véu era um costume importante no oriente médio nessa época. Mas era mais importante em certos lugares do que em outros. Cada país tinha diferenças distintas no modo de vestir. O véu variava de tamanho, forma, cor, tecido e como era usado. Como Paulo está escrevendo a gregos, e não deu nenhuma instrução em relação ao tamanho, à cor, ao comprimento, devia ser determinado pelo costume dos gregos. Mas não devemos deixar de notar que, em lugar nenhum, Paulo menciona o véu como costume. Os que recorrem ao uso dessa teoria têm pouca evidência a apoiá-los.

            (1) “Os gregos (tanto homens quanto mulheres) ficavam de cabeça descoberta na oração em público”. (Palavras Figuradas no Novo Testamento, por A. T. Robertson, Vol. IV, pág. 159).

            (2) “Nas cidades gregas andava-se, quase sempre, de cabeça descoberta”. (A Vida dos Gregos e Romanos, por Guhl e Koner, pág. 171).

            (3) “Em geral, ambos os sexos usavam as cabeças descobertas, a não ser quando os gregos (homens) viajaram”. (Moda de Chapéus e Véus, por Wilcox).

            (4) “Era regra que os gregos, tanto homens quanto mulheres, ficassem de cabeça descoberta”. (A Grécia e os Gregos, por Walter Miller, pág. 126).

            (5) “A maioria das pessoas não usava a cabeça coberta”. (A Grécia Antiga e o Oriente Médio, pág. 398).

            (6) “Os gregos tinham muito orgulho em como cuidavam do cabelo e era difícil cobrirem a cabeça, a não ser quando viajavam ou se expunham ao calor do sol”. (Conhecendo os Gregos Antigos, por Xenophon Leon Messinesi, pág. 229).

            (7) “Os gregos ficavam de cabeça descoberta durante a oração ou sacrifício, como era sem dúvida, o costume normal da vida ao ar livre. (Estudo das Palavras no Novo Testamento, por Vincent, Vol. 3, pág.246).

            (8) “As regras de proceder nunca foram judaicas, as quais exigiam que os homens cobrissem a cabeça quando orassem, nem gregas, nos quais homens e mulheres não usavam véu. As instruções do Apóstolo eram “mandamentos do Senhor” (14:37) e também para todas as igrejas (14:33-34). (Dicionário Expositório das Palavras do Novo Testamento, por W. E. Vine).

            O véu não era TOTALMENTE ausente na vida dos gregos, mas não era um hábito nem costume na Grécia usá-lo. De fato, pode-se dizer que era tão costumeiro quanto o é aqui hoje em dia. Com certeza ninguém dirá que usar véu é um costume brasileiro. Mesmo assim, muitas mulheres dependendo da ocasião, usam vários tipos de chapéus ou véus durante o ano.

 

Objeção nº 2: Paulo não está falando de véu nem de chapéu, mas simplesmente do cabelo que foi dado à mulher como véu, de acordo com 1 Coríntios 11:15.

Resposta: Estou ciente que esta é a interpretação mais comum entre muitos batistas hoje em dia. Mas há coisas nesta passagem que tornam esta objeção impossível! Vamos notar algumas delas.

(1) Primeiro vamos definir algumas palavras: “RAPADA” no versículo 5 vem da palavra grega “xurao” que significa “rapar inteiramente com lâmina; rapar como se faz no rosto do homem”. Esta palavra é usada só mais uma vez no Novo Testamento. Encontra-se em Atos 21:24 onde Paulo se identifica com outros homens que faziam o voto de Nazireu. Eles haviam “rapado” a cabeça; isto é, haviam rapado todo o cabelo, a fim de oferecê-lo!

            “TOSQUIE” no versículo 6 vem da palavra grega “keirasthai”, que significa “cortar o cabelo bem curto, ou tosado ou aparado”. Esta palavra só é encontrado em mais dois outros lugares no Novo Testamento. Um é Atos 8:32 que fala sobre uma ovelha cuja lã será tosquiada. Os tosquiadores não arrancaram a lã da pele da ovelha, simplesmente deixam a lã bem curtinho. O outro lugar é Atos 18:18. Em relação a esta passagem, A. T. Robertson diz: “Não era um voto nazireu que só podia ser feito (absolvido) em Jerusalém. É possível que o cabelo fosse só tosado ou aparado, cortado mais curto, porém NÃO ERA RAPADO (xurao como em Atos 21:24). Há uma distinção entre os dois versículos, do mesmo modo como há o contraste em I Coríntios 11:6”. (Word Pictures in the New Testament (Retratos de Palavras no Novo Testamento), Vol. III, Atos).

            Em relação a I Coríntios 11:6, M. R. Vincent diz em seu livro “Estudos de Palavras no Novo Testamento” (Word Studies in the New Testament), Vol. 2: “Tosquiar ou rapar (keirasthai e xurasthai) siginifica cortar o cabelo curto ou rapá-lo totalmente com lâmina”.

(2) H. B. Taylor diz em seu folheto sobre o uso do véu: “O cabelo não é o véu que Deus manda a mulher usar como sinal de autoridade ao homem que é seu cabeça. Isto fica bem claro por três ou quatro razões”.

Mais uma vez, o “também” no versículo 6, é uma prova incontestável que Paulo falava sobre algo com que se cobriu, além do cabelo. Note a linguagem: “Se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se TAMBÉM”. I Coríntios 11:6.

Suponha que o véu seja o cabelo. E então? Paulo é culpado de fazer uma afirmativa tola de que se uma mulher não tem cabelo, então se tosquie TAMBÉM. Como poderia fazer isto, se não tem cabelo?

Por outro lado nosso objetor diz que “não se cobrir” simplesmente significa “cabelo curto”. Perguntamos: quão curto? Deve ser tão curto quanto o do homem, porque a mesma terminologia é usada referindo-se ao homem: “O varão pois NÃO DEVE COBRIR a cabeça”. I Corínios 11:7.

Pela simples lógica, a fim de uma mulher estar “descoberta”, o cabelo dela tem que tornar-se tão curto a ponto de ser chamado assim. Portanto, a interpretação do versículo seria assim: “Porque se a mulher tem CABELO CURTO, tosquie-se TAMBÉM”.

Isto seria demais, pois a palavra “TOSQUIAR” significa “aparar o cabelo ou cortá-lo bem curto”. Se nossos objetores fossem consistentes o versículo diria: “Porque se a mulher tem CABELO CURTO, corte o cabelo curto TAMBÉM”.

O que Paulo disse realmente, e que faz um bom sentido foi: “Se a mulher não usar um véu além do cabelo, corte o cabelo bem curto ou o rape completamente como sinal de sua vergonha”.

O versículo 5 nos diz que uma mulher que entra na igreja sem o véu, além do cabelo, é COMO SE estivesse rapada, isto é careca.

(3) Outra boa razão de que esta passagem não está se referindo só ao cabelo, é o testemunho das igrejas primitivas!

Os testemunhos de Tertuliano e Crisóstomo mostram que estas regras de proceder de Paulo prevaleciam nas igrejas”. (M. R. Vincent, Word Studies in the New Testament, Vol. 2, pág, 787).

Crisóstomo viveu entre 347-407 D. C, ao passo que Tertuliano viveu no ano 200 D. C, só 150 anos após a morte de Paulo. E eles testificaram que as igrejas primitivas que existiam poucos anos após o Apóstolo, entendiam que Paulo se referia a algo para cobrir a cabeça, tal como chapéu ou véu. Mas os crentes que vivem 2000 anos depois, acham que não!!!

(4) Outra razão muito boa de que esta passagem não se refere só ao cabelo é o testemunho das igrejas primitivas que se reuniam nas catacumbas ao serem perseguidas: “Nas esculturas das catacumbas, as mulheres usam uma cobertura na cabeça que cabe bem justinho, ao passo que os homens têm cabelo curto”. (A. T. Robertson, Word Studies in the N. T, Vol. IV, päg. 162).

Os batistas primitivos perseguidos, os quais morreram por sua fé, entenderam que Paulo se referia a algo para cobrir a cabeça, além do cabelo, mas isto não acontece com muitos batistas nestes tempos modernos!!!

(5) Outra prova de que Paulo estava falando sobre um véu e não só sobre o cabelo, é o fato de que as mulheres gregas tinham grande orgulho do cabelo comprido que usavam. Era vergonhoso para elas cortarem o cabelo. Paulo, sabendo disto, baseia-se neste fato, pois lhes diz que se não usarem o véu na assembléia: “É COMO SE estivesse rapada”. I Corínios 11:5.

(6) Por que  Paulo mencionaria o assunto, se o cabelo fosse a única coisa exigida por Deus para a mulher cobrir a cabeça? Supor ou argumentar que era sobre o cabelo que Paulo estava falando, o faz culpado de escrever uma tolice sem tamanho; pois ele usa dezesseis versículos em uma carta, a fim de exortar uma igreja em crise e reforça esta exortação com argumentos, a fim de provar que as mulheres devem usar o cabelo na casa de Deus, quando não havia outro jeito, senão usá-lo onde quer que fossem. O argumento de Paulo não era sobre o cabelo, mas sim sobre algo a ser usado para cobrir a cabeça, além do cabelo.

(7) E o versículo 15, dizem alguns? Será que ele não prova que o cabelo é o véu sobre o qual Paulo está falando? Não. Este versículo prova exatamente o contrário. A. T. Robertson em seu livro “Retratos de Palavras no Novo Testamento”, diz em relação à palavra grega “anti” que é traduzida “em lugar” no versículo 15: “Não é em lugar do véu, mas em RESPOSTA A (anti, no sentido de anti em João 1:16, “graça por graça”) como um dote permanente”. (Vol. IV, pág. 162).

Paulo pergunta no versículo 14: “Ou não vos ensina a mesma natureza?” Na criação Deus naturalmente dotou a mulher com cabelo comprido, como símbolo de sua posição na criação! Este dote natural deve ensinar-lhes a necessidade de algo adicional na igreja! (Veja “Símbolos desta Submissão).

(8) Outra razão boa que Paulo não se refere só ao cabelo é o fato que a palavra para cobre/cobrir nos versículos 6 e 7 é “katakalupterai”. No versículo 15 a palavra para véu é “peribolaion”. Esta última é usada em só outro lugar no Novo Testamento, que é Hebreus 1:12. Aqui foi traduzida como “um manto” referindo-se ao céu. No versículo 15 e em Hebreus 1:12 a palavra se refere ao que o próprio Deus coloca, tal como o cabelo no versículo 15 e o manto em Hebreus 1:12. É algo que NÃO PODE ser colocado ou tirado a seu bel prazer.

O objeto usado para se cobrir no versículo 6 é um véu ou chapéu, algo que a mulher pode colocar ou tirar na hora em que quiser. Por isso diz, “ponha o véu”. A palavra usada para cobrir no versículo 6 refere-se a algo artificial ou incomum. Já no versículo 15 a palavra usada fala sobre algo natural, que Deus coloca.

 

            Objeção nº 3: “Em I Coríntios 11:5-6, Paulo ordena que mulheres com a cabeça descoberta não orem nem profetizem (preguem) na igreja! Portanto, se ela se cobre, pode então orar e profetizar?

            Resposta: Há algumas coisas a considerar ao responder esta pergunta. Seja qual for a resposta dada, ela deve se harmonizar com o seguinte:

(1)   O véu (chapéu) é o símbolo divino da autoridade do homem sobre a mulher na assembléia. I Coríntios 11:10.

            (2) Os que realizam estes atos devem se vestir corretamente, a fim de dar exemplo destes atos.

a. Uma mulher com a cabeça descoberta não pode fazer um nem outro. I Coríntios 11:5-6.

b. Um homem com a cabeça coberta não pode fazer um nem outro. I Coríntios 11:4.

(3) A oração em voz alta e o profetizar na assembléia são atos de AUTORIDADE.

a. A oração é o ato pelo qual a assembléia é representada DIANTE DE DEUS.

b. Profetizar é o ato pelo qual Deus é representado DIANTE DA ASSEMBLÉIA.

(4) I Coríntios 14:33-37 ordena que as mulheres, na assembléia, fiquem em silêncio, quer tenham a cabeça coberta ou não.

(5) Não importa se a mulher está coberta ou não, é o homem quem possui a POSIÇÃO DE AUTORIDADE. I Coríntios 11:3,7-10.

(6) O Espírito Santo nunca Se contradiz, portanto as Escrituras têm que se harmonizar.

A mulher com a cabeça “descoberta” se rebela contra sua posição de “SUBMISSÃO”. I Coríntios 11:3,7-9. A mulher com a cabeça “coberta” reconhece sua posição de “SUBMISSÃO”. “Cobrindo-se” ela reconhece que é submissa aos homens na assembléia, quando eles dirigem em oração, pregam, ensinam, etc. Portanto, reconhecendo que deve ficar em silêncio, a fim de não parecer que usurpa a autoridade de homem de nenhum modo.

“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva”. I Timóteo 2:11-13.

Com certeza não há contradição entre I Coríntios 11:5-6 e I Coríntios 14:33-37. As duas passagens estão em completa harmonia. A mulher deve ficar em silêncio, pois o véu assim o exige, a fim de não parecer que usurpa a autoridade do homem.

É bom lembrar que Paulo não está acusando a mulher de orar ou profetizar com a cabeça descoberta, nem que os homens fazem isto com a cabeça coberta. Também não está apoiando o fato das mulheres falarem na assembléia. Simplesmente, Paulo está usando estas funções por ilustrarem melhor o Propósito Divino, que o Apóstolo tenta ensinar. (Veja: “O Propósito desta Submissão”). O homem representa Cristo no ofício de profeta, Sacerdote e Rei. Se prestar atenção, verá que o contexto trata principalmente das funções destes ofícios.

Versículo 3: Autoridade – Ofício do Rei.

Versículos 4-6: Profecia – Ofício do Profeta.

Versículos 4-6: Oração – Ofício do Sacerdote.

Paulo ensina, de modo singular, aos coríntios as posições corretas do homem e da mulher na assembléia e, ao mesmo tempo coloca a mulher num dilema. Se tenta ser igual ao homem tirando o véu e assumindo funções de liderança, ela está em rebelião direta contra Deus e Sua Ordem Divina. Após informar-lhes isto, Paulo pergunta: “Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?” Uma mulher deve atrever-se a se dirigir a Deus como representante da igreja, em oração, estando em rebelião declarada contra Ele?

Mas ao cobrir a cabeça, ela reconhece sua posição de SUBMISSÃO nos assuntos divinos e, portanto, deve ficar em silêncio na igreja, submissa à liderança dos homens, pois é isto o que exige o próprio véu.

Irmãos e Irmãs, este é o único meio pelo qual a Escritura se harmonizará. Qualquer outro modo diferente do que apresentei, será cheio de contradições. Examine suas teorias à luz dos primeiros cinco fatos que apresentei e veja se pode harmonizar sua teoria a eles.

 

Objeção nº 4: “Não há indicação de que Paulo esteja se referindo só à igreja. Será que ele não está ordenando que elas usem o véu onde quer que forem? Se for assim, então as mulheres devem usar véu todo o tempo, a fim de obedecerem a esta ordem!

Resposta: Penso que posso provar que o uso do véu se limita à igreja. Mas, suponho que não seja! Se Deus ordenasse que ela o usasse todo o tempo, não deveria obedecer? Abaixo estão algumas razões porque creio que Paulo se refere somente à assembléia:

(1) Paulo fala de profetizar e orar em público em conexão com o véu. A assembléia sempre foi o lugar de oração e profecia.

(2) No versículo 13, Paulo diz: “Julgai entre vós mesmos; é decente que a mulher ora a Deus descoberta?” O único lugar onde todos os olhos da igreja estariam sobre uma mulher, para julgá-la, seria na assembléia.

            (3) Paulo dá uma razão porque uma mulher deve cobrir a cabeça: “por causa dos anjos”. Efésios 3:10 nos ensina que os anjos estão presentes aos cultos, a fim de aprenderem a “multiforme sabedoria de Deus”. Se se pensar que isto significa o anjo da guarda, que sempre está com você, então a mulher não poderia tomar banho nem ir dormir sem usar o véu por causa da presença constante dos anjos.

            (4) Nenhum erudito de reputação apoiaria o ponto de vista desta objeção. De fato, nunca em tudo que já li, e já li tudo o que havia disponível para se ler em três bibliotecas bem supridas de três seminários e institutos religiosos, ninguém apoia tal coisa.

            (5) No versículo dois Paulo também se refere a “preceitos” e em conexão a este versículo o contexto imediato fala do véu e da “Ceia do Senhor”. Sabemos que a Ceia do Senhor é uma ordenança da igreja. A palavra “preceitos”, se notar, está no plural, incluindo portanto o véu e a Ceia do Senhor como o contexto exige.

 

            Objeção nº 5: “Uma mulher que não é fiel ao marido deve zombar do símbolo, usando-o de qualquer modo, só porque existe a ordem?”

            Resposta: Quem argumenta desta maneira, tenta com tal argumento acabar com o uso do véu, baseando na condição do suposto coração de alguém. A Ceia do Senhor é uma ordenança simbólica. Uma pessoa que não está qualificada a participar do que a Ceia simboliza, não deve fazê-lo, até que possa preencher as qualificações estabelecidas pelo Senhor. Mas isto NÃO significa que todos os outros, inclusive essa pessoa, deva excluir a Ceia do Senhor, porque o coração dela não está certo. Significa que essa pessoa deve resolver as coisas com Deus e então, obedientemente, observar o mandamento do Senhor em relação à Ceia.

            Do mesmo modo, uma mulher insubmissa ao marido, também é insubmissa ao Senhor. Ela deve resolver as coisas com o marido e com Deus e então, obedientemente, observar a ordem do Senhor no que diz respeito ao véu.

            A mulher insubmissa não deve usar o veú! Mas, quando ela não o usa na assembleía, é reconhecida por todos como estando numa condição de desobediência, a qual é muito vergonhosa. O mesmo acontece quando todos notam que um membro não participa da Ceia do Senhor, dizendo com isso que há algo errado. Os homens que descobriam que a esposa era infiel, raspavam-lhe a cabeça e a expulsavam para que todos a vissem. Quando uma mulher vem à igreja de cabeça descoberta, sua infidelidade é reconhecida imediatamente: “Porque é COMO SE estivesse rapada”. I Coríntios 11:5.

            Há quem considere estas últimas declarações uma tolice, pois muitas igrejas não usam o véu, de modo que o resto dos membros não olhariam para uma mulher com a cabeça descoberta como sianl de vergonha. Muitas igrejas se recusam a observar as ordens dadas por Deus ou as observam de modo errado não aceitando-as como tais. Mas, no entanto Deus o faz e também aqueles que amam a verdade!

 

            Objeção nº 6: “Se fôssemos usar o véu hoje, devia ser igual ao que as mulheres de Corinto usavam, senão estaríamos zombando das instruções de Paulo”.

            Resposta: Concordo. Mas Paulo não deixou escrito, de modo nenhum, o tamanho deste véu, nem a cor, cumprimento, tecido, etc. Portanto, devemos ver o que as mulheres gregas usavam quando se cobriam ocasionalmente. Lembre-se, já mostramos que não era costume que elas usavam véu, embora o fizessem às vezes, tal como numa época quando o clima não estava bom, etc.

(1) “As mulheres cobriam a cabeça com uma VARIEDADE de veús; eram feitos de lã ou linho, as versões mais antigas eram PEQUENAS, simplesmente colocado na cabeça”. (A Moda na História, por Marybelle S. Bigelow, pág. 36, “As Gregas”).

            (2) “Estes véus brancos PEQUENOS eram feitos de linho, muito fino e transparente. Tão finos mesmo que às vezes pareciam TEIAS DE ARANHA”.

            (3) “O véu usado pelas mulheres gregas consistia de redes, rede de cabelo ou lenços, que, ÀS VEZES cobria-lhes a cabeça toda”. (Estudo de palavras no N. T., por Vincent, Vol. 3, pág. 246).

            Paulo não estava preocupado com os detalhes, mas sim com o fato da mulher ser obediente à ordem de Senhor, e que ele lhes transmitia, que é: a mulher deve usar véu. Paulo não apelou aos homens para obrigarem as mulheres a o usraem, mas apelou às mulheres, como crentes, a obedecerem à ordem do Senhor. A verdadeira obediência vem do coração, e não importa o tamanho de véu; se o coração dela não estivesse certo, o véu seria em vão! Um véu do tamanho de uma teia de aranha ou mesmo bem grande são ambos preciosos ao Senhor, se são usados por um coração obediente. Se Paulo não fez um estardalhaço em relação ao tamanho, por que você deve fazer? Se está convencida em seu coração que o véu deve cobrir a cabeça toda, então o use assim. Se está convencida que não precisa ser grande, e que apenas é para ser reconhecido como sinal de submissão, então o use, obedientemente, assim.

            É óbvio que esta objeção deixa de não provar que os véus usados de hoje em dia são insuficientes em relação aos véus gregos.

            Quem quer chegar ao extremo e dizer: “Bem, isto significa que posso usar uma fita no cabelo”, obviamente possui um coração rebelde e a fita não vai adiantar para nada também!!

 

            Objeção nº 7: “Se devemos obedecer esta ordem, então devemos obedecer a Paulo quando ele diz: “Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo”. Romanos 16:16.

            Resposta: Este argumento é obviamente muito tolo, pois tal ordem não tem nada a ver com o véu.

            Primeiramente, estabelecemos que o véu não era um costume geral dos gregos, ao passo que esta ordem, juntamente com a idéia do lava-pés era COSTUMEIRA.

            “Entre indivíduos do mesmo sexo, e em grau limitado, entre os de sexo diferente, o beijo no rosto como sinal de respeito ou cumprimento era TODO O TEMPO um COSTUME no Oriente, e dificilmente pode ser chamado de extinto, mesmo na EUROPA”.  (Enciclopédia de Literatura Eclesiástica, Teológica e Bíblica, por McClintock, Strong. Vol. V-K-MC, pág. 112).

            Deve observar que ainda é um costume no Brazil entre muitos. Isso não quer dizer é um costume em todo lugar do mundo.

            (1) O véu é epecificamente chamado de preceito! I Coríntios 11:2.

            EM LUGAR NENHUM da Bíblia, o “ósculo santo” é designado como tal.

            (2) Paulo apoiou o uso do véu com a Bíblia. I Coríntios 11:9-10.

            EM LUGAR NENHUM da Bíblia o “ósculo santo” recebe tal apoio!

            (3) Paulo dá a natureza como apoio para o uso do véu. I Coríntios 11:14-15.

            EM LUGAR NENHUM da Bíblia o “ósculo sano” recebe um apoio assim!

            (4) Paulo deu o testemunho das igrejas, a fim de apoiar e estabelecer o uso do véu. I Coríntios 11:16.

            EM LUGAR NENHUM da Bíblia o “ósculo santo” recebe tal apoio!

            Os argumentos acima também podem ser aplicados ao “lava-pés” ou qualquer outro COSTUME comumente praticado. O “ósculo santo” não foi uma “ordem”, mas sim uma exortação amiga, tal como, “saudai os irmãos” ou cumprimente Fulando e Beltrano!

 

            Objeção nº 8: “Paulo não está reforçando este costume local, somente para estabelecer o princípio de que o homem é o cabeça da mulher?”

            Resposta: Este é um argumento encantador, pois nossos opositores afirmam que: “O uso do véu não torna uma mulher obediente ao marido, portanto não praticamos o costume deles, mas praticamos o princípio”.

            Podemos fazer a mesma pergunta a nossos opositores: “Usar um véu faz do homem a cabeça da esposa?” Se não faz, então a objeção acima não tem fundamento! De acordo com a lógica deles, Paulo estaria reforçando o uso do véu, a fim de provar um princípio. Ao mesmo, porém, o apóstolo diria que a prática do uso do véu não prova o princípio.

            A verdade é que o véu e o princípio vão juntos e os dois são ordens. Considere também o seguinte, à luz da afirmação acima, feita pelo opositor: O costume e a lei gregos ensinaram o PRINCÍPIO de que o homem é o cabeça da esposa, séculos antes de Paulo aparecer.

            “Casamentos felizes, naturalmente, não eram impossíveis. Mesmo assim, como REGRA, prevalecia a opinião de que a mulher era por NATUREZA inferior ao marido e tinha uma posição inferior em relação aos direitos civis. Este PRINCÍPIO, sem dúvida, foi pronunciado REPETIDAMENTE por filósofos e governadores antigos”. (A Vida de Gregos e Romanos, por Guhl e Koner, pág. 187).

            “O chamado dela, portanto, era para ser dona de casa, HONRANDO E OBEDECENDO a seu senhor, dando-lhe filhos, fazendo as tarefas domésticas”. (A Grécia e os Gregos, As Responsabilidades das Mulheres, pág. 73, por Walter Miller).

            Os gregos, como muitos dos países orientais eram tão arrogantes em relação a este PRINCÍPIO, que, com certeza, I Coríntios 11:11-12 foi escrito por Paulo em defesa das mulheres!

            Esta objeção não é consistente com as Escrituras, nem com a cultura grega, nem com o caráter de Paulo, de modo que ele obrigasse uma prática incomum sobre um povo, a fim de obrigar um princípio bem conhecido. Torna-se evidente que não é só um “princípio” que está sendo ensinado, mas uma “ordem” de Cristo, que as mulheres deviam obedecer.

 

            Objeção nº 9: “Será que os anjos não são mencionados por se sentirem tristes com a contenda na igreja, causada por mulheres que rejeitaram o símbolo nacional ou local de pureza, identificando-se, assim, com as meretrizes da cidade?”

            Resposta: Primeiro, já provamos totalmente que o véu não era um costume nacional. Em segundo lugar, mostramos que, já que a maioria das mulheres não usava véu; não havia o perigo de serem confundidas com meretrizes. (No Velho Testamento, as meretrizes também cobriam a cabeça, Gênesis 38:14-15). Em terceiro lugar, esta objeção não faz sentido nenhum à luz do que Paulo diz à igreja de Corinto, em relação à fornicação real na igreja.

            “Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai”. I Coíntios 5:1.

            Com certeza, se alguma coisa estava pertubando e causando divisão, era o PRÓPRIO ATO DA FORNICAÇÃO, e não o deixar de usar o véu, que apenas o simbolizava!

            “Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido entre vós tirado quem cometeu tal ação.” I Coríntios 5:2.

            Nosso opositor faz com que a igreja em Corinto se pertube e divida por causa de mulheres que podiam ser identificadas com prostitutas, mas Paulo nos diz que eles estavam ORGULHOSOS pelo fato de tal ato estar sendo cometido entre eles! Esta objeção deixa muito a desejar!

 

            Objeção nº 10: “Será que não está tentando pacificar a assembléia, cuja paz fora destruída por mulheres gregas que não aderiam ao costume judaico do uso do véu?”

            Resposta: Primeiro de tudo, não há apoio na Bíblia para esta teoria. Os únicos, que Paulo menciona, que talvez estivessem ofendidos, são os anjos. versículo 10. Em segundo lugar, Paulo não tentou converter os gentios fazendo-os judeus, que seria o costume judaico. Por último, a ordem de Paulo, no versículo 4, é diretamente oposta ao costume judaico.

(1) “Esta decisão do Apóstolo foi diretamente contra às leis dos judeus; pois não aceitariam que um HOMEM orasse se não cobrisse a cabeça, para o qual davam a seguinte razão: “ELE deve usar o véu, a fim de mostrar que está envergonhado diante de Deus, e que é indigno de contemplá-lO de rosto descoberto.” (Comentário de Volume I – Adam Clarke).

            (2) “A respeito de cobrir a cabeça, era considerado como sinal de desrespeito andar ao ar livre, ou passar por uma pessoa com a cabeça descoberta.” (A Vida e Época de Jesus, o Messias – por Alfred Edersheim, Pág. 623).

            Não é preciso raciocinar muito para ver que Paulo já havia quebrado um costume judeu em relação ao homem. (Versículo 4). ANTES de falar sobre o uso do véu da mulher! Fica bem óbvio que Paulo não está preocupado com costumes, mas sim com a obediência às ordens que transmitira a eles.

 

            Objeção nº 11: Cada Batista sabe que só existem duas ordenanças na igreja: A Ceia do Senhor e O Batismo, portanto o véu não é uma ordenança da igreja.

            Resposta: O que é uma ordenança? O que significa esta palavra? Há seis palavras gregas traduzidas como “ordenança” no Novo Testamento. A Concordância Analítica de Young as lista assim:

            (1) “diatage” que significa “através de ordem”.

            (2) “dikaioma”que significa “mandato judicial”.

            (3) “dogma” que significa “dogma, decreto”.

            (4) “ktisis” que significa “qualquer coisa feita”.

            (5) “paradosis”que significa “entregar”.

            (6) “dogmatizomai” que significa “estar sob decreto”.

            O dicionário de Webster diz que a palavra “ordenança” significa “um decreto ou ordem, uma lei dada por uma autoridade governamental, arte de fazer uma ordem, colocar em ordem”.

            Tanto a Ceia do Senhor quanto o véu são considerados como sob a palavra “paradosis”, mandamentos dados ou entregues aos Apóstolos pelo próprio Senhor.

            A palavra “ordenança” significa simplesmente “mandamento”.

            “Se me amais, guardai os meus mandamentos”. João 14:15.

            Em nenhum lugar da Bíblia está escrito que só há dois mandamentos na igreja! É verdade que a Bíblia ensina que há só duas ordenanças simbólicas que retratam a salvação, a saber: a Ceia do Senhor e o Batismo. Mas dizer que a igreja só tem duas ordenanças (no sentido de dois mandamentos só) é um erro! Porque Jesus Cristo entregou à Sua igreja muitos mandamentos para guardar. Isto seria o mesmo que ensinar que a igreja só é responsável por dois mandamentos do Senhor e pronto. Sabemos através da Grande Comissão que a igreja é responsável em guardar mais do que dois mandamentos!

 

            Objeção nº 12: “Devíamos dar tanta ênfase a uma doutrina tão insignificante?”

            Resposta: Já mostramos que uma mulher que chega de cabeça descoberta à igreja ensina que a Noiva de Cristo é uma meretriz que Ele pegou e tosquiou por lhe ser infiel. Publicamente ela renunciou à Sua autoridade! Publicamente ela desonra Seus representantes (os homens), ensinando aos anjos que a igreja zomba do Senhor Jesus Cristo. Eu não diria que retratar a Noiva de Cristo como uma meretriz seja considerado insignificante por nosso Senhor!

            Deus deu símbolos que não devem ser considerados insignificantes. Moisés pode testemunhar sobre a importância do ensinamento simbólico. Ele recebeu a ordem de falar à rocha, mas ele a feriu, ensinando assim que o Senhor Jesus Cristo devia morrer outra vez! Por causa disto, Moisés não teve permissão de entrar na Terra Prometida!

            Há quem até chegue a dizer que ensinar sobre o lugar da mulher na igreja seja uma “doutrina secundária”. Este tipo de atitude leva os outros a verem esta doutrina como desnecessária ou não tão séria como parece.

            Mas, deixando de lado o que os homens possam dizer ou pensar, a Bíblia dá algum exemplo quando esta doutrina foi ignorada? Se deu, as consequências foram sérias?

            “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore…” Gênesis 3:17.

            Vamos considerar as primeiras coisas primeiro! Deus disse em PRIMEIRO lugar: “PORQUANTO DESTE OUVIDOS À VOZ DE TUA MULHER.” Depois Deus falou: “E COMESTE  DA ÁRVORE.”

            Sim, houve um dia quando a mulher guiou o homem. E ele, de boa vontade, a seguiu, mesmo conhecendo sua posição e responsabilidade, mas as negligenciou! Adão ouviu a sua esposa e não a Deus. A primeira vez que uma mulher guiou um homem na história deste mundo foi no Jardim do Éden. Deus fez o homem para ser o líder, não a mulher. Quais foram as consequências?

            “Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Gênesis 2:17.

            Adão não foi enganado pelo serpente, mas seguiu a mulher neste pecado sabendo melhor. A mulher foi enganada. I Timóteo 2:14. Se Adão não tivesse seguido a mulher em rebelião declarada contra Deus, a raça humana não estaria no estado em que está hoje. Ignoraram os mandamentos de Deus em relação à posição da mulher, rebelando-se assim contra Deus.

            “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu na transgressão”. I Timóteo 2:12-14.

            Do mesmo jeito que Adão, os homens batistas (pelo menos aqueles que sabem a verdade sobre este assunto, e não aceitam) entram nessa de olhos abertos, só para não ofenderem as mulheres pregando estas doutrinas bíblicas desagradáveis. Têm mais medo delas do que de Deus. O que não vêem é que as mulheres verdadeiramente salvas vão querer estar no lugar que Deus quer! E se apresentada num espírito de amor, elas a amarão, porque é a verdade! Mas, se os homens de Deus têm medo das mulheres da multidão, elas nunca saberão o lugar onde Deus quer que estejam.

            O opositor é imprudente! Ele diz que o que aconteceu no Jardim do Éden foi simplesmente a quebra de uma doutrina secundária, que a seu ver, não é importante assim. Quão importante foi a mordida no fruto? Mesmo assim aquela mordida foi só a evidência de colocar a mulher acima de Deus. O pecado é algo contrário à vontade revelada de Deus! Paulo diz a uma igreja batista rebelde em Corinto: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”. I Coríntios 11:3.

            Adão preferiu dar essa posição à Eva e não a Deus. Por isso, a raça humana foi condenada por desobedecer a lei de Deus. Foi após Adão ter dado ouvidos a sua esposa e comido do fruto, que o Salvador foi prometido. Gênesis 3:15.

            Tratar qualquer doutrina ou ensinamento de Deus sem a devida consideração manifesta uma atitude de rebeldia em relação a Deus e a Sua Palavra. Note o que Deus diz: “Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher…” Gênesis 3:17.

            Jesus avisa a Seus discípulos em Mateus 5:19 sobre o perigo de se tomar a atitude que nosso opositor tomou!

            “Qualquer, pois que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”. Mateus 5:19.

 

            Objeção nº 13: “Se uma mulher deve usar véu, então deve ser só a casada, pois é a única que pode estar sujeita ao marido!

            Resposta: Há várias razões que fazem desta uma objeção inválida.

            (1) A mulher é símbolo da igreja. A igreja ainda NÃO CASOU e só se casará quando Cristo voltar. Mesmo não sendo casada, a igreja ainda é SUBMISSA a Cristo. Do mesmo modo, as mulheres solteiras salvas devem estar em submissão aos homens na assembléia (igreja).

            (2) A palavra grega para “mulher” é “gune”, usada tanto para as casadas, quanto para as solteiras e viúvas no Novo Testamento. É esta a palavra usada em nosso texto.

            (3) Gênesis 2:24 fala sobre o propósito natural de Deus para todos os homens e mulheres: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e ambos serão uma carne”.

            Todos os verbos estão no futuro do presente. Sendo assim, desde o NASCIMENTO está proposto que a mulher se case. A solteira é simbólica da igreja atual.

            Quando uma moça não casada é CONVERTIDA (salva e membra da igreja) ela simboliza a igreja que ainda não casou, mas que está desposada a se casar, e que um dia casará com Ele. Quando esta moça finalmente se casa, ela simboliza a igreja como noiva de Cristo. Portanto, quer casada ou solteira, a mulher SALVA deve cobrir a cabeça.

 

ARQUIOLOGIA  CONCERNENTE  A  CORINTO

            A arquiologia derruba as teorias vãs que apoiam a idéia de que o uso do véu era costume em Corinto. No livro entitulado: “Corinto, Resultados da Escavação feita pela Escola Americana de Pesquisas Clássicas, em Atenas”, Vol. VI e IX, não encontramos nada, nem em moedas, esculturas ou arte com inúmeras figuras de cabeça de mulheres, tanto quanto da vestimenta completa para a mulher (bem vestidas, devo acrescentar), que apoia esta teoria. Os teólogos podem diferir e dizer que o véu era um costume local, mas não têm base onde firmar tal declaração! A única base que têm é que apenas não querem aceitar o que a Bíblia diz. Os teólogos podem errar e interpretar erronneamente a verdade, mas a arquiologia verdadeiramente representada (interpretada) NÃO MENTE.

 

MULHERES  BATISTAS  EXALTADAS

            Deus ordenou que a mulher fosse um símbolo da igreja que Ele amou, e pela qual deu a vida e que um dia virá buscar para estar com Ele para sempre. Que honra e privilégio têm nossas mulheres batistas nas Verdadeiras Igrejas Neo-Testamentárias ao ensinar ao mundo o caráter verdadeiro da Noiva de Cristo. Ela ensina aos anjos, através de seu trajar modesto e obediência, a beleza desta Noiva.

            Se os homens batistas ensinassem e pregassem estas verdades com o mesmo espírito de Paulo (Efésios 5:21-33) haveria menos contenda em nossas igrejas, em relação ao lugar que a mulher ocupa.

            Estar no lugar que Deus designou é ser exaltada à mais alta posição que poderá chegar. Rebelar-se contra esta posição e lugar designados por Deus é rebaixar-se o mais possível. Tal é a comparação em I Coríntios 11:5-6, em relação à obediência ao uso de um véu! A obediência à ordem eleva a mulher diante dos anjos e das igrejas de Deus ao lugar e posição de uma verdadeira dama, a Noiva do Senhor Jesus. A desobediência a esta ordem rebaixa-a ao nível de uma meretriz ou prostituta de acordo com o ensinamento simbólico.

 

“Se me amais, guardai os meus mandamentos”. João 14:15.

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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