O PRAZER DE ESTARMOS JUNTOS



Valdenira Nunes de Menezes Silva



”As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo...” (Cantares de Salomão 8:7).




Quando lemos Cantares de Salomão, podemos ver, por todo o poema, que a esposa está totalmente voltada para o seu amado. Ela faz planos, é a parceira amada por seu marido e não mede esforços para expressar seu desejo. Ela é uma mulher que ardentemente ama seu esposo e é amada por ele.

Assim como a mulher de Cantares, eu devo amar meu marido porque é isto que o Senhor quer de mim.
Devo amar meu marido com um amor sincero e amigo.
Depois de Deus, é a ele que devo mais amar nesta terra. É a ele que devo amar “até que a morte nos separe”.
Devo amá-lo ...
1- mais do que amo nossos filhos;
2- mais do que amo meus pais;
3- mais do que amo qualquer pessoa desta terra.

Amada irmã, veja o que dois psicólogos disseram sobre o casamento: “O ponto em que muitos casamentos estremecem é o SUPERinvestimento nos filhos e o SUBinvestimento no próprio casamento.”
Muitas esposas investem tanto nos filhos que se pode notar, claramente, que o cordão umbilical ainda não foi cortado.
Sei que devo amar meus filhos, cuidar deles, importar-me com eles MAS, primeiramente, tenho que amar meu marido, cuidar dele e me importar com ele. É isto que o Senhor quer de mim e meu esposo espera de mim.

Há uma frase de Gary Smalley que me chamou muito a atenção. Ele disse que “um aspecto indispensável do romance é sermos os ‘melhores amigos’ de nosso cônjuge.”
Quando vejo um marido conversando com sua esposa e, no meio da conversa, ele comenta com ela sobre flores, música, passeios... (tudo que ela gosta!), e ela se interessa pelo último jogo de futebol que ele assistiu, por seu jornal favorito... (tudo que ele gosta!), então posso ver um casal que se ama, que se interessa pelo o que o outro gosta e não somente pelo que ele mesmo gosta e (e isto é o mais importante) que quer ser amigo um do outro. Isto é decidir amar. Isto é querer ser amigo do seu cônjuge e querer ser feliz.

QUERER FAZÊ-LO FELIZ E DECIDIR
EM MEU CORAÇÃO AMÁ-LO É...

1- Orar sempre por ele.

Em minha lista de oração ele é o primeiro. Nela, procuro colocar as áreas de sua vida que devo orar...
a) Por sua vida espiritual.
Que o Senhor coloque em seu coração o desejo de ler a Sua Palavra.
Que o Senhor coloque em seu coração o desejo de orar e depositar toda a sua vida em Seu altar.
Que o Senhor coloque em seu coração o desejo de servi-Lo.
Se ele está caminhando lado a lado com o Senhor, certamente, Ele o abençoará tanto física como espiritualmente.

b) Por sua fidelidade no casamento.
Que o Senhor tire de diante dele as tentações que o mundo oferece a cada momento.

c) Por seu crescimento espiritual.
Que o Senhor mostre a ele cada passo a ser seguido para o seu crescimento nos  Seus caminhos.

d) Por seu trabalho.
Que ele possa dar o melhor de si, testemunhando, através de sua vida,  àqueles que ainda não aceitaram Jesus em suas vidas.

e) Por seus projetos.

Quando estou orando por meu marido, percebo que Deus vai, pouco a pouco, mudando o meu coração e eu juntamente com ele (meu esposo) vamos nos tornando, cada vez mais, amigos.

2- Querer agradá-lo e deixá-lo sempre feliz.

A cada manhã, quando estiver orando, devo perguntar ao Senhor:
. Pai, que posso fazer por meu marido, hoje?
. Em que posso ajudá-lo?
. Que posso fazer para agradá-lo?
Posso, por exemplo, fazer seus pratos favoritos.
Quando ele estiver trabalhando, levar um lanche bem saboroso.
Fazer aquele cafezinho que ele tanto gosta ...

Quando eu era sua noiva, o que eu fazia para agradá-lo?
Que tipo de comida ele mais gostava?
Por que, hoje, eu não mais me esforço para agradá-lo como eu fazia antigamente?

Meu marido é a pessoa mais importante para mim por isso devo, de vez em quando, planejar um jantar especial para ele. Por que não? É para ele que vou preparar a comida que ele mais gosta. É para ele que vou colocar a toalha de mesa mais bonita que eu tenho, a melhor louça que possuo e... cuidar de mim tomando um bom banho, colocando a lavanda que ele gosta, um pouquinho de blush, um pouquinho de batom e... no meu coração poder dizer: “Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. Qual o lírio entre os espinhos, tal é o meu amor...” (Cantares 2:1-2).

3- Estar sempre pronta para recebê-lo.

Devo expressar o meu amor por meu marido cuidando de minha aparência, da aparência de nossos filhos e, mesmo, da aparência de nossa casa.

a) Minha aparência
Jamais devo esperar meu marido com a mesma roupa que eu estava usando pela manhã. Tenho que me esforçar para sempre estar bonita para ele. Ah se todas nós pudéssemos sempre ouvir estas palavras exprimidas pelo esposo de Cantares à sua esposa: “Eis que és formosa, meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade” (Cantares de Salomão 4:1).

b) A aparência de nossos filhos
Meus filhos têm que estar bem limpos para receber o pai. Nunca devo deixá-los sem ter já tomado banho, trocado de roupa, cabelos penteados ...

c) A aparência da nossa casa
Minha casa deve estar sempre limpinha para receber aquele que eu tanto ama – meu marido. Devo me esforçar para agradá-lo. Devo me esforçar para que, todos os dias, ele sinta prazer em voltar para casa onde sempre encontra um ambiente onde existe um aroma de amor e amizade.
Quando meu marido percebe o meu esforço para agradá-lo, para provar que o amo, então ele entra neste mesmo clima e procura corresponder a este amor que está em meu coração.
A sua casa deve ser o “lar doce lar” que todo marido gostaria de ter.

4- Usar com sabedoria as palavras certas quando ele chegar do trabalho.

a) Não devo recebê-lo perguntando o porquê dele ter chegado tarde em casa.

b) Não devo recebê-lo contando-lhe as brigas e problemas com as crianças.

Mas devo recebê-lo...

a) com um abraço dizendo-lhe que o amo.

b) com um beijo.

Devo me lembrar de uma coisa: o modo como eu vou receber meu marido, vai determinar como vai ser o resto da nossa noite. Por isso, é melhor eu recebê-lo com muito carinho, não é verdade?

5- Procurar dar atenção e agradar aquele que eu amo.

Se meu marido sai bem cedinho de casa para o trabalho, eu, então, como uma esposa que o ama e quer agradá-lo, devo me levantar junto com ele e preparar um bem quentinho e delicioso café da manhã. Por que não?
Se eu quero ser feliz no casamento devo procurar fazer o que agrada a meu marido porque eu o amo ou porque eu decidi amá-lo.

6- Procurar aproveitar o tempo junto a ele.

Muitas mulheres preferem sair de casa para resolver algo, exatamente, quando seu marido está em casa. Esta decisão não é muito sábia, pois devemos aproveitar o nosso tempo junto com ele.
Devo colocá-lo como prioridade em minha vida.

7- Amá-lo fisicamente.

Há mulheres que não correspondem ao carinho do marido. É fria, desinteressada, fazendo apenas a sua “obrigação” (é assim que elas encaram o ato sexual). Se conhecemos a Palavra de Deus e queremos ser obedientes a ela, com certeza vamos ter um casamento cheio de amor correspondido.
Provérbios 5:19 nos ensina a sermos amorosas, graciosas ... “Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.”  Ter estes atributos, certamente, farão o meu marido feliz e o nosso casamento firme e seguro.
Como é gratificante poder sempre dizer: “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu” (Cantares de Salomão 6:3).

Então, amada irmã, se queremos ser felizes no casamento, temos que seguir os conselhos do Senhor. Nós nunca erramos quando estamos no centro da vontade dEle.
O nosso casamento deve ser encarado como a relação mais importante de nossa vida. Portanto, cuidemos dele orando por nosso marido, agradando-o, elogiando-o e amando-o de todo o nosso coração.
Diga a cada dia que o ama e que ele é a pessoa mais importante de sua vida.

Que o Senhor nosso Deus nos abençoe, nos dê sabedoria e dirija o nosso coração em direção a Ele a fim de que eu e meu marido possamos sempre ter prazer em estarmos juntos.
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Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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