Cuidado com os Pastores Abusivos!





            Nos últimos anos, tenho ficado cada vez mais chocado com o abuso amplamente propagado da autoridade pastoral, o qual é encontrado no movimento batista fundamentalista.

            Vou dar a seguir o excerto de um e-mail descrevendo esse excesso de abuso. Contudo, permitam-me, em primeiro lugar,  esclarecer que o pastor aqui mencionado é um seguidor de Peter Ruckman e que existem homens que apreciam o Ruckman em alguns pontos, porém não são abusivos (Para mais informações sobre Peter Ruckman, leiam o livrete “What About Peter Ruckman?” da Way of Life Literature, o qual também é encontrado no website, na seção de dados da Bible Version of the End Times Apostasy) Vamos agora à carta que descreve a situação de uma igreja abusiva.

            “Oi! Gosto muitíssimo dos seus e-mails do O Timothy! Obrigada! Meu marido e eu acabamos de sair (melhor dizendo, fugir) de uma igreja ruckmaníaca. O pastor da mesma apontou-me o dedo diante da congregação, para me “disciplinar”, ou seja, me dizer o que fazer em certo caso, que foi o seguinte:

            Meus pais residem a ... milhas de distância de mim. Meu pai está muito doente, com problemas cardíacos, e o Senhor poderia levá-lo amanhã ou mesmo deixá-lo por alguns anos mais. Seja o que for. O caso é que só posso estar com meus pais no máximo durante um mês cada ano. Eu havia pregado para eles e graças ao Senhor eles foram salvos no ano passado. Acontece que eles vieram me visitar em ... Meu marido e eu íamos à igreja 04 vezes por semana e estávamos no ministério de música. Quando meus pais chegaram, houve um reavivamento e não pude comparecer a todas as reuniões. Fui apenas 03 vezes naquela semana. Primeiro o pastor me dizia tudo que devo fazer pelo Senhor! Fiquei tranqüila e faltei a algumas das reuniões do reavivamento, pois meus pais me absorveram todo o tempo e eu queria estar com eles. Meu marido compareceu a todas as reuniões.

            No primeiro domingo, após o regresso de meus pais, fui à igreja. O pastor vociferou, diante de todos:
‘Dessa vez, tudo bem que você não tenha assistido a todos os cultos, mas da próxima vez, para mostrar aos seus pais a sua fé em Deus, você TERÁ DE VIR O TEMPO INTEIRO’. BANDEIRA VERMELHA! SEITA Á VISTA! Perdão, mas acho que ‘Não deixando a nossa congregação...’ não significa IR DIARIAMENTE à igreja! Especialmente tendo em vista que não posso ver meus pais com freqüência e eles gastaram 3.000 dólares, voando até aqui, para me visitar, mesmo estando doentes. O pastor disse ainda que meu marido havia feito bem em não seguir a esposa, seguindo Deus, indo às reuniões. O que? Onde a Bíblia diz que nossa fé demonstrada pela constante ida à igreja local? Enquanto isso, esse homem (divorciado, ex-presidiário, ex-viciado em drogas, o qual, em minha modesta opinião, nem deveria ser pastor) vem dizer isso a quem vai 04 vezes por semana à igreja? Será que ele é o Espírito Santo? Como posso explicar que meu marido concordou comigo, quando fiquei com meus pais e depois buscou o Senhor para me deixar tranqüila ao lado deles, dando-me oportunidade de pregar para eles naquela ocasião?

            Isso cheira a seita... Seita Ruckman! Não é de admirar que me sentisse MAL quando estava na igreja e meu marido se sentisse desconfortável. As mulheres ali pareciam sem vida e oprimidas. Nenhum negro (não é curioso? Você já leu como o Ruckman se refere à estupidez das mulheres e como os negros são os seres mais ínfimos da terra?) Se vocês lerem “Arts & Artistas” de Ruckman, ficarão chocados com a sua agenda de supremacia do macho branco! Isso não reflete piedade, é quase nazismo!

            Por isso não é de admirar que o tal pastor ruckmaníaco ache que pode me dizer o que devo ou não devo fazer, corrigindo-me publicamente de modo tão impróprio. (Será que não deveria fazê-lo primeiro em particular?) Falei com ele, dizendo que iríamos procurar outra igreja, visto como desde que ele havia feito aquele comentário, minha vida espiritual ficara prejudicada e eu achava aquilo muito sectário. Também lhe disse que a correção deveria ter sido mais apropriada, se feita em particular, e que ele havia se comportado como se fosse o Espírito Santo. Continuei dizendo que o Ruckman havia escrito alguma coisa boa, mas parece meio nazista (Eu deveria saber disso, pois nasci na Argentina!).

            Foi então que esse homem me enviou uma carta, por cuja causa meu marido, meus melhores amigos cristãos, meus pais e eu ficamos doentes. Ele usou 60% da carta falando de minha mãe, dizendo que sou igual a ela (ele a conheceu por 5 segundos apenas). Ele nos comparou a Jezabel e comparou meu pai e meu maravilhoso esposo com Acabe. Isso foi, sem dúvida, um exemplo barato de manipulação psicológica. Ele me chamou de orgulhosa, rebelde e independente, PORQUE ABANDONEI A IGREJA, RECUSANDO SUBMETER-ME À DISCIPLINA E OBEDECER AO PASTOR, DIZENDO COMO EU DEVERIA ME COMPORTAR DA PRÓXIMA VEZ EM QUE MEUS PAIS ME VISITASSEM.

            Li seu artigo sobre os pastores que dizem às pessoas o que elas devem fazer e que, se não concordam com eles, que saiam. Não é brincadeira. Um membro da igreja perguntou ao pastor se podia me telefonar e ele disse que não...

            Estamos agora tentando freqüentar uma igreja não ruckmaníaca. Mesmo assim, sinto-me (psicológica, emocional, espiritual, e até mesmo fisicamente) MAL por causa dos horrendos comentários feitos na carta desse pastor. Acho que estou tentando pedir SOCORRO! Por favor, mande uma resposta correta sobre o que está errado neste quadro e se há algo errado comigo.

Deus o abençoe”.


           

Eis a resposta do irmão David Cloud:


            Olá, agradeço o seu bilhete. Lamento saber de suas experiência numa  igreja com um pastor tão abusivo. Nunca é fácil entender as coisas de longe, mas pela sua descrição não preciso hesitar em chamar esse pastor de abusivo.
Já declarei minha visão sobre isso no artigo “Unquestioning Loyalty to Pastoral Leadership is the Sign of a Cult”  (Disponível no website “wayoflife”, na seção Church of the End Times of  Apostasy (http://wayoflife.org). Um pastor verdadeiramente vocacionado por Deus e biblicamente qualificado tem grande autoridade na igreja, mas essa não é uma autoridade secular e governamental. É uma autoridade graciosa, humilde e compassiva no sentido de apascentar. A 1 Pedro 5:2-3 é clara sobre o assunto: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”. O Movimento Batista Fundamentalista infelizmente tem produzido um grande número de igrejas pastoreadas por homens ímpios, os quais exercem autoridade secular e agem mais na carne do que no Espírito.

            Pastores ímpios têm prejudicado muitas pessoas. É extremamente perigoso ficar numa igreja com um pastor abusivo que não segue o padrão bíblico de liderança pastoral. O problema é que eles em geral são espertos e manipuladores, podendo levar as pessoas a continuarem em situações que sabem não serem corretas. A solução é se firmar no claro ensino da Palavra de Deus (1 Pedro 5:2), afastando-se deles, sem se sentir culpado por não acatar a sua autoridade não escritural e procurar uma boa igreja, a qual seja pastoreada por um compassivo homem de Deus.

            Não somente é importante abandonar esse tipo de igreja por amor a você a o seu marido, como também por amor aos seus filhos. Duas coisas sempre acontecem quando as crianças são educadas num ambiente eclesiástico controlado por um pastor não espiritual: a primeira é que elas rejeitem a Palavra de Deus por causa da carnalidade testemunhada; e segunda é que elas caem sob a autoridade de uma autoridade abusiva, tornando-se dependentes do controle humano, em vez de desenvolverem um relacionamento próprio com o Senhor Jesus Cristo. Algumas pessoas gostam de ser maltratadas e abusadas. Por isso é que as seitas sempre têm sucesso. Um piedoso amigo pastor contou-me recentemente sobre uma família que abandonou a sua igreja para freqüentar outra igreja batista fundamentalista em sua cidade. Essa outra igreja é pastoreada por um homem que governa o rebanho como um senhor feudal governava o seu território. A mãe dessa família contou ao meu amigo pastor que gosta dessa outra igreja “porque o pastor nos diz o que devemos fazer”. Ora, esse amigo pastor é um vigoroso líder e segue destemidamente a Palavra de Deus em todas as  áreas, só que não acredita que deva assumir o lugar do Senhor Jesus Cristo na vida do seu povo, desejando que o Senhor seja o chefe da igreja e o Pastor Principal do rebanho, em vez dele mesmo. Ele sabe que ao permitir que o Senhor opere nas vidas dessas pessoas, ele precisa ter paciência, humildade e compaixão e se as pessoas fizerem as coisas simplesmente porque elea as ordena, não haverá fruto eterno que agrade ao Senhor, pois Ele “vê o coração”.  A diferença entre estes dois pastores é essencialmente a diferença entre a sua atitude PERANTE o Senhor e as pessoas. Um Diótrefes é orgulhoso, carnal, exigente, dominador, impaciente, não compassivo, amando somente aqueles que a ele se submetem, tendo má vontade contra os que não concordam com ele. Um pastor vocacionado por Deus e espiritualmente qualificado é o oposto deste.

            Também é importante entender que quando um pastor tenta se tornar o cabeça do lar [outro que a sua própria família], ele excede a sua autoridade, tornando-se um pastor inferior numa igreja e embora tenha obrigação e autoridade de supervisionar  cada alma na Igreja, ele não é o cabeça do lar das outras pessoas. O pai é a única e absoluta autoridade terrena em seu lar, abaixo do  Senhor. Ele, como sacerdote do lar, toma as decisões referentes ao lar, em harmonia com a esposa (Efésios 5:22-31; 1 Pedro 3:7). O pai e a mãe de família devem se colocar diretamente diante do Senhor, unidos em todos os assuntos relativos à família, não necessitando de um “clérigo” ou sacerdote para dirigi-los (Isso não anula a importância de se obter o conselho de um pastor piedoso; conselho é uma coisa e domínio é outra). Tenho visto pastores que intervêm diretamente nos assuntos das famílias da igreja, EXIGINDO, por exemplo, que as famílias coloquem seus filhos nos colégios da igreja, forçando-os a abandonarem os ensinos do lar e outros assuntos que não contrariam a Palavra de Deus. Nenhum pastor pode exigir que as pessoas façam isso porque a única autoridade é a Bíblia. Pode ser que o ensino do lar seja até mais bíblico que o da igreja (embora eu duvide). Tenho visto situações nas quais os pastores têm levado mães a deixarem o lar em busca de um emprego, a fim de poderem arcar com as despesas do colégio da igreja, mesmo quando estão fazendo um bom trabalho na educação dos filhos, sob a supervisão de um pai piedoso. Isso é errado [Conheci uma senhora que, a conselho do pastor,  educou suas duas filhas em um caríssimo colégio batista, apenas porque sabia que se estas se distinguissem nos estudos poderiam ir estudar nos EUA, o que, de fato, aconteceu. Mas não me consta que essas moças tenham se tornado mais piedosas do que as que estudaram em colégios públicos, aqui no Brasil - MS]. As decisões do lar devem ser tomadas pelo pai e a mãe e não pelo pastor. O pai é responsável diante de Deus pela educação dos filhos, na doutrina e admoestação do Senhor (Efésios 6:4). As mães têm a responsabilidade administrar o lar (Tito 2:4-5). As decisões sobre esses assuntos, obviamente, devem cair sobre os ombros da mãe e do pai. E o pastor não tem autoridade para usurpá-las. Quando ele tenta fazê-lo, acontece o erro e a confusão. Sem dúvida, no caso de uma esposa ou pessoa jovem estar na situação de um lar descrente, pode acontecer que ele ou ela deva obedecer ao Senhor e seguir o conselho de um pastor piedoso, em vez do conselho do cônjuge não salvo.   Mas isso difere da situação em que um pastor tenta se tornar Deus nos lares sob a sua observação.

            Escutei um pastor batista independente dizer: “É melhor consultar um homem de Deus para tomar decisões do que orar sobre o assunto”. Estas palavras são típicas de um homem de seita e não de um pastor embasado no Novo Testamento. Um pastor realmente piedoso deseja que o seu povo dependa do Senhor e não de um frágil ser humano igual a si mesmo.

            Seu comentário sobre como o pastor trata as mulheres foi muito interessante, porém lamentável. Tenho visto isso em outras situações.  Conheço um pastor que sempre se refere às mulheres como “tão estúpidas quanto pedras”. Em que isso está baseado? Que tipo de imagem esse pastor está transmitindo não somente às mulheres, mas aos homens e às crianças? Ao rebaixar as mulheres desse modo, ridicularizando-as, ele também está desencorajando as mesmas, rebaixando-as aos olhos dos homens, das crianças e dos jovens. Claro que este é de fato o seu objetivo!  Esse mesmo pastor sempre chama as mães da igreja, que não aceitam literalmente cada jota ou til da sua autoridade, não enxergando as coisas a seu modo, de “covardes”. Ele acha que uma mulher não passa de uma covarde. Deus fez as mulheres femininas, diferentes dos homens e louvado seja o Senhor por isso. A Bíblia diz que a mulher é o “vaso mais fraco”. Um dos propósitos do Senhor em relação à mulher foi o de gerar filhos e para essa tarefa ela tem uma compleição diferente do homem. Um homem às vezes tem a obrigação de educar os filhos sem uma esposa ao seu lado, porém ele fica sempre em grande desvantagem, mesmo dando-lhes muito amor, pois ele simplesmente não é a mãe deles. O amor materno, esse toque dado por Deus de ternura feminina, de gentileza e bondade é tão freqüentemente glorificado, até mesmo neste mundo amaldiçoado pelo pecado.

            Contudo, em certos casos, as mulheres piedosas são mais fortes do que os homens. Tenho estado casado durante 27 anos e sempre me admiro da força de minha esposa no Senhor, apesar de sua fragilidade física. A Igreja do Senhor precisa tanto de mulheres como de homens piedosos; eles não são iguais e não esperamos que o sejam; e um pastor que ridiculariza as mulheres é um tolo.

            O importante é que o Senhor jamais deu ao homem autoridade para usurpar a Sua própria posição nas vidas das pessoas. Os pastores são cooperadores do povo de Deus; são pastores, mas nunca devem tentar tomar o lugar de Deus em suas vidas, como se fossem o próprio Deus, e quando ele faz isso não se mostra melhor do que o papa de Roma, o grande pai de todos os usurpadores espirituais e abusadores da autoridade pastoral. O bispo tem autoridade de apascentar as ovelhas do Senhor, mas não de abusar delas ou de exigir sua inquestionável lealdade, a qual é devida exclusivamente ao Senhor Jesus Cristo. Nem mesmo o apóstolo Paulo viu-se como tendo domínio sobre a fé das pessoas: Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé (2 Coríntios 1:24). O Senhor Jesus Cristo ensinou a mesma coisa: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; e qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos (Marcos 10:42-44).

            Deixem-me terminar com uma palavra de conselho pessoal:

Primeiro e mais importante, fique próxima do Senhor, como Maria o fez (Lucas 20:39). Coloque o Senhor na exata prioridade e, desse modo,  os homens deste mundo serão encaixados em sua correta prioridade.  Até mesmo os melhores entre os homens (e mulheres) algumas vezes irão ofender e decepcionar você, pois nada somos, além de pecadores salvos pela graça.

            Provavelmente existem coisas boas na vida de cada pastor Diótrefes (embora isso não possa desculpar o seu grave  e prejudicial erro de exceder-se na autoridade sob Deus).

Segundo, acho que teria sido melhor você ter ido às reuniões da igreja em questão. Creio que Hebreus 10:25 é um mandamento do Senhor, no sentido de que os membros da igreja não faltem às reuniões. A igreja é um corpo e não pode funcionar devidamente, a não ser que os membros sejam fiéis. Obviamente, existem ocasiões em que se deve faltar a um culto, por motivo de doença ou outro motivo, mas não, quando se pode assistir ao mesmo. Se as reuniões são bíblicas e piedosas, seus pais deveriam ter ido também, a não ser que a saúde deles os impedisse. Você diz que eles são novos cristãos. Eles precisam da pregação da Palavra de Deus e da comunhão dos santos, a fim de crescerem em Cristo. Quando as pessoas ficam em casa, faltando às reuniões programadas da igreja, a fim de visitar membros da família (a não ser que haja circunstâncias atenuantes, como houve no seu caso), elas mostram aos membros da família que as reuniões da igreja não são tão importantes e que o Senhor não tem a primazia em seu lar. Não conheço toda a história, é claro, então não posso dizer se você está certa ou errada. Você diz que o seu marido concordou com a decisão de você ficar em casa com os pais. Essa foi certamente uma decisão que deveria ter sido tomada em conjunto. Se os seus pais não podiam ir por causa da saúde e se você decidiu diante do Senhor ficar em casa, em tal circunstância isso de fato foi razoável. Contudo, você pergunta: “Onde a Bíblia diz que a fé é demonstrada pela freqüência com que se vai à igreja?”  Conquanto seja óbvio que a nossa fé é demonstrada de centenas de maneiras, a Bíblia enfatiza a importância da igreja na vida dos crentes. Ela a chama  “casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade (1 Timóteo 3:15). Os exemplos dos cristãos na igreja primitiva em Jerusalém e em Antioquia não dão uma idéia de que devamos tratar a igreja com indiferença, quando se deseja agradar ao Senhor (Atos 2:13). Eu me apressaria em dizer que você está escrevendo dentro do contexto da situação abusiva de uma igreja e sei que em tais circunstâncias os pastores são insensíveis às famílias da igreja, procurando controlar cada ângulo de suas vidas. Um pastor piedoso não vai castigar o seu povo como se ele fosse o condutor de um rebanho bovino. É claro que não estou aconselhando pessoa alguma a submeter-se ao abuso e você fez bem em resistir. Estou me referindo ao fato de se estar compromissado e submisso a uma igreja do Novo Testamento, a qual esteja operando biblicamente, e quero dar uma palavra de alerta no sentido de que este conselho seja bem examinado.  Como eu disse, em última análise, estes são itens que você e seu marido devem decidir diante do Senhor.

Finalmente, eu também acentuaria que a sua ira diante de tudo isso não glorifica o Senhor mais do que os erros do pastor. Seu espírito irado pode arruinar a sua família com a mesma rapidez do abuso pastoral: Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”. (1 Pedro 3:4). Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz(1 Tiago 3:17-18).

            Deixe-me a par de como andam as coisas. Particularmente, eu adoraria saber que você encontrou uma boa igreja, que está submissa a um pastor piedoso, o qual esteja exercendo autoridade espiritual num ambiente espiritualmente saudável: Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil (Hebreus 13:17).
 




David Cloud, fbns@wayoflife.org

Traduzido por Mary Schultze, em 10/01/2007.



 



Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em BibliaLTT.org, com ou sem notas).




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