QUEM É O 12º APÓSTOLO?

David Cloud, julho 2013


 

Atos 1:26 - “E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos.”

 

Apocalipse 21:14 cita os doze apóstolos, cujos nomes são os fundamentos da eterna cidade de Deus, a Nova Jerusalém. Também, Mateus 19:28 diz que são os apóstolos que se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.


Quem é o 12º apóstolo que toma o lugar de Judas? Matias ou Paulo?

 

Dezesseis vezes Paulo afirmou que era um apóstolo. Ele foi pessoalmente vocacionado [chamado] por Deus para isso. (2 Coríntios. 1:1; Gálatas. 1:1).

O argumento de que Paulo tomou o lugar de Judas como o 12o apóstolo é feito, conforme a seguir, pelo Bispo George Sayles:

"Quem toma o lugar vago de Judas é Paulo, não Matias. Matias foi sugerido por Pedro e Pedro cometeu erros. Ele cometeu um erro, quando disse: "Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei" (Mateus 26:33-b. Ele cometeu um erro, quando negou o seu Mestre. Ele [também] cometeu um erro em Antioquia, quando reverteu o Evangelho e ensinou a circuncisão.: ‘Reconstruindo as coisas que ele havia destruído.’ ‘Lhe resisti na cara, porque era repreensível” (Gálatas 2:11),’ diz Paulo. O impetuoso Pedro adianta-se para [tomar a dianteira de Deus e] fazer um apóstolo.  Ele dá ao Senhor, por assim dizer, a escolha entre dois: Matias e Justo. A sorte recai em Matias, o qual é nomeado com os doze, sendo esta a última vez em que se ouve falar dele. O Senhor fica em silêncio. Depois, Ele mesmo [o Cristo] desce do Céu e acrescenta aos onze originais outro apóstolo (o décimo segundo), ‘um nascido fora do tempo’. O décimo segundo nome dos fundamentos da Nova Jerusalém não será o de Matias mas, [sim,] o de Paulo: 'não apenas um apóstolo, mas o maior apóstolo', embora nada sendo em si mesmo" (The Doctrines of Grace, New York: Gospel Publishing House, 1910, p. 373).



Discordamos disto pelas seguintes razões:

Primeira: a Bíblia diz, especificamente, que: “Matias foi contado com os onze apóstolos” (Atos 1:26). Doze versos são devotados a esta cena. Conquanto seja verdade que Pedro cometeu erros, a Bíblia claramente identifica os erros. A situação em Atos 1 é diferente. Não se trata de Pedro agindo isoladamente por conta própria, mas de todos os onze apóstolos agindo de comum acordo e juntamente com todos os irmãos reunidos. Doze versos da Escritura são devotados a esta cena e não existe um simples lampejo de que estejam agindo contra a vontade de Deus. De fato, eles estão agindo conforme a profecia (Atos 1:20); Salmo 10-9:8). E estavam agindo imersos em oração. (Atos 1:24-25).

Segunda: conquanto seja verdade que Matias não é posteriormente mencionado pelo seu nome, na Escritura, também é verdade que a maioria dos apóstolos também não é mais mencionada pelo nome. Depois disso, quando os apóstolos são mencionados [são mencionados como um grupo completo, mencionados conjuntamente, sem discriminar seus nomes] em Atos 2:37, 42, 43; 4:33, 35, 36, 37; 5:12, 18; 11:1; 15:2, etc., Matias era, sem dúvida, um deles, porque havia sido eleito para aquela posição [e nunca foi destituído dela].

Terceira, Paulo não obedeceu aos modelos especificados Atos 1:21-22.

"É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição."

Quarta, Paul se distinguia dos outros apóstolos na própria Escritura. Ele foi o apóstolo aos gentios (Romanos 11:13; Gálatas 1:16; 2:7-8; Efésios 3:8; 1 Timóteo 2:7). Conquanto Paulo [também] tenha pregado aos judeus, sua vocação especial foi estabelecer igrejas gentias, através do Império Romano.

Acreditamos, portanto, que o lugar de Paulo como autoridade no reino terreno de Cristo estará associado particularmente aos santos gentios.





David Cloud, julho 2013

Traduzido por Mary Schultze, julho 2013


Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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