Rock Suave: a Área Cinza da Ignorância em Igrejas Batistas Independentes


30 de julho de 2014
 
David Cloud

(traduzido por Valdenira N.M.S.)


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Muitas Igrejas Batistas Independentes estão se adaptando à MCC (Música Cristã Contemporânea) (em inglês, CCM: Contemporary Christian Music). Elas estão tentando tirar o "rock" para fora do rock cristão, e suavizá-lo para torná-lo aceitável por uma igreja do tipo fundamentalista.
 
Normalmente, o que fazem, no entanto, é trocar o rock pesado por um rock suave. Eles acabam brincando com o rock suave. Desde que a música não seja alta e não tenha uma pancada forte tocada pelo contrabaixo, todo mundo está convencido de que a igreja não está indo para a [música] contemporânea.
 
Mas o rock ainda está lá. É apenas mais sutil.
 
É por isso que é importante que as igrejas ouçam alguém como o Pastor Graham West, que tem um background, um passado de escrever e produzir música pop e que entende da essência do rock, tanto quanto qualquer um [roqueiro] que eu conheço. Suas séries sobre "The Rhythm of Rock" [“O Ritmo do Rock”] está disponível como um download do catálogo do Way of Life web site.
 
Aprecio muito a sabedoria que Deus tem dado ao Pastor West sobre música, e ele pode ajudar às igrejas IBFs (Batistas Fundamentalistas Independentes) se elas lhe concederem ouvi-lo.
 
Graham West adverte sobre a antecipação da batida, que é amplamente utilizada em igrejas IBFs que estão "adaptando" o MCC. É uma forma sutil de síncope, que produz um efeito de balanço sensual, e está no coração da música pop moderna.
 
(Pastor West explica que a síncope em si não é necessariamente errada, se usada com moderação, mas como um outro especialista em música, disse, a síncope na música pop é "uma presença constante e fundamental.")
 
Há muitos aspectos da síncope do rock que criam a vontade de dançar e capacidade dele ser dançado. A música pop usa a síncope para criar sentimentos de convulsão, de dança. A música salta, explode ritmicamente, pulsa. John Makujina, em
 Measuring the Music(Medindo e Avaliando a Música), diz: "o apelo para dançar, presente no rock, é predominantemente devido aos seus ritmos sincopados enfatizados, que convidam o ouvinte a suprir as batidas desaparecidas mentalmente ou através de uma série de gestos físicos."
 
A essência do rock é muito mais do que uma pesada contrabatida [ou retrobatida, ou batida sincopada]. Na série de vídeos da
 Music for Good and Evil, eu lidei com seis tipos de síncope pop: a retrobatida, a batida silenciosa, a batida staccato, o oitavo balanço, a batida do break e a batida antecipada. The Rhythm Bible lista mais de 1.000 tipos de estilos rítmicos que são usados na música pop. 
{* Nota da Tradutora: o staccato ou "destacado" - é um tipo de fraseio ou de articulação no qual as notas e os motivos das frases musicais são executadas com suspensões entre elas, ficando as notas com curta duração. A música fica "picadinha", o som dando "pulinhos"}
 
Pastor West adverte que, quando a batida antecipada (e outras formas de ritmo que induzem o corpo ao balanceio), ou a síncope pop, são introduzidas em uma igreja, mesmo nas formas mais suaves, então as pessoas tornam-se viciadas nelas e imploram por mais, como um viciado em drogas.
 
A música sensual é tão poderosa! Como Steven Tyler da Aerosmith diz: "Amúsica rock é adroga
 mais forte do mundo". [ênfase da tradutora]
 
Pastor West diz:
 
"Uma vez que você começa a ouvir rock suave, você começa a deslizar para baixo, naquela escorregadia descida ladeira a baixo, para as formas mais agressivas do rock. O rock suave começa a orientar toda a forma de perceber a música em torno do ritmo e longe da melodia. Seu interesse musical vai mudar. Hinos parecerão monótonos em comparação com os seus gostos recém-adquiridos. É uma progressão que eu tenho visto muitas e muitas vezes na vida dos cristãos. É uma espiral descendente. Isso acontece na vida dos indivíduos; isso acontece na vida das famílias; isso acontece na vida das igrejas.”
 
"HÁ UMA ÁREA CINZENTA DE IGNORÂNCIA SOBRE O PODER DA SÍNCOPE POP. E o diabo, tomando vantagem disso, sendo ele não somente o músico mestre, mas também o mestre da sutileza, vem ficar de lado de uma igreja fundamentalista forte ou de Faculdade ou Seminário Bíblico oferecer suas guerras de baladas de rock do MCC.
 
"Parece ótimo! Não há bateria, nem guitarras elétricas desenfreadas, nenhuma óbvia retrobatida, apenas há o piano ou guitarra, e o cantor. E são QUASE as mesmas músicas que eles costumavam cantar, a não ser o ritmo que parece como se estivessem viajando um pouco. Mas isso é O.K. porque é emocionante, e os jovens adoram isso.”

"O problema é que, quando o ritmo faz esta pequena viagem, isto significa que a música contém uma característica rítmica que é básica e distintiva do rock & roll desde a sua criação em 1950.
 
"Desta forma, antes mesmo de você saber isso, você foi enganado pela sutil estratégia de Satanás. Este é o seu ponto cego que Satanás está usando a favor dele. Ele sabe que uma vez que uma igreja aceita [suaves] baladas de rock, completa capitulação
 [ a todos os tipos de rock] é quase inevitável [dentro de algum tempo, às vezes em 20 anos, às vezes em 10 anos, às vezes bem antes] .
 
"No caso [de uma igreja] de crentes vigilante e de espírito sérios de espírito, Satanás tem que começar a trabalhar neles bem algo, no topo da encosta, introduzindo-os a um rock muito suave, para que a consciência deles não grite: ‘Esta música é errada!’ Contanto que ele possa conseguir fazer você começar
 [a descer no ponto mais alto do tobogã, de descida tão suave que quase não se nota no início], ele já ganhou, porque, tal como um traficante de drogas, ele sabe que seus usuários vão querer mais e mais deste ritmo sensual "(Graham West, The Rhythm of Rock).
 
Dan Lucarini, um ex-líder de adoração contemporânea, também explica como aquele contínuo escorregamento para baixo, com respeito à MCC, começa com rock suave. No excelente livro
 Why I Left the Contemporary Christian Music Movement [Por Que eu Deixei o Movimento de Música Cristã Contemporânea], ele explica como que ele liderou as igrejas desde uma posição de música [realmente] sacra [pouco a pouco] levando-as a uma posição contemporânea, e a chave [para ele levá-las a tão triste derrota] foi o incrementalismo. Ele fez isso em etapas graduais, sendo a primeira delas a adoção do rock [muito] suavizado.
 
Ele diz:
 
"O Rock era mais suave, mas ainda continha o ritmo do rock que inegavelmente agrada à nossa carne."
 
Estou convencido de que as Igrejas Batistas Independentes que se comprometeram decidindo começar a deslizar no declive do rock suave acabarão por ser levados à MCC plena, talvez não nos próprios serviços da igreja, mas, pelo menos na vida privada das pessoas, se não sob os olhos da atual administração, mas, pelo menos, no âmbito da próxima geração.



David Cloud

(traduzido por Valdenira N.M.S.)