Viajando, Alucinando, Ficando Doidão Com a Música Cristã Contemporânea


(Friday Church News Notes, August 31, 2012, www.wayoflife.org, fbns@wayoflife.org, 866-295-4143)





- Um estudo de 2012 da Universidade de Washington conclui que mega-igrejas "fornecem as mesmas ‘viagens’ biológicas e a mesma euforia, como as produzidas por mega-eventos esportivos e mega-concertos [de rock & roll, como Rock In Rio]" (Ecumenical News International, 21 de agosto de 2012). O estudo, intitulado “God Is Like a Drug: Explaining Interaction Ritual Chains in American Megachurches,” ("Deus é Como uma Droga: Explicando as Cadeias de Interação Ritual em Mega-Igrejas Americanas"), foi co-escrito por Katie Corcoran e Wellman James. Eles atribuem o “transe” causado pela Música Cristã Contemporânea [MCC] às “contrabatidas” dos ritmos modernos; às câmeras de vídeo que fazem a varredura da audiência e projetam em gigantescas telas as imagens de adoradores sorridentes dançando, cantando, ou chorando; e ao líder extremamente carismático, cujos sermões tocam as pessoas em um nível emocional. Os autores acreditam que essas coisas "disparam produtos químicos para dentro do cérebro, os quais dão ao indivíduo uma ‘viagem’ emocional e uma sensação de transcendência [ou imanência: alcançar a categoria de Deus, no sentido de ficar completamente acima, superior, de fora, distanciado além da realidade terrena, dos limites cosmológicos], bem como ao vício, à irresistível necessidade de se voltar, e voltar, e voltar para outro 'pico' ".

Há muito venho dizendo que os adoradores da MCC estão simplesmente “ficando doidões”, “viajando”, “alucinando” ... ... com a música! Esta [minha] convicção nasceu em uma visita de pesquisa que fiz à City Church Harvest, a maior igreja em Cingapura, em 8 de fevereiro de 2003. A música era rock & roll de arrebentar as cavilhas, com dois bateristas, guitarras, um teclado e uma poderosa seção de metais. Vários líderes de louvor, de ambos os sexos, [frenética e sensualmente] requebravam-balançavam e pulavam na frente do palco. Quase todas as pessoas juntaram-se [a eles] com todo entusiasmo e energia, durante todo o tempo de adoração cantando [a plenos pulmões], batendo palmas [com todas suas forças], pulando [o mais alto e rapidamente que podiam], requebrando-balançando ao potente som da música. A revista da igreja para Julho-Dezembro de 2002 continha uma seção de perguntas/ respostas, e uma pergunta foi muito instrutiva. Uma nova membro da igreja disse que ela "SE SENTIU ATRAÍDA PARA A PRESENÇA DE DEUS, ESPECIALMENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS DE LOUVOR E ADORAÇÃO." Mas, quando ela tentou se encontrar com Deus naquele mesmo nível, durante o seu tempo diário de adoração em privado, em sua casa, procurando "SENTIR A MESMA PRESENÇA TANGÍVEL," ela [tentou, e tentou, e tentou, e] sempre falhou. Ela não conseguia descobrir o que estava acontecendo, mas é muito simples: É a música sensual que está produzindo os sentimentos de uma "presença tangível" [doidas viagem, euforia, êxtase], mas a verdadeira adoração não tem nada a ver com tais coisas.

Sentimentos são facilmente falsificados pela carne e pelo Diabo. A verdadeira adoração é dar graças a Deus e servi-lO obedientemente PELA FÉ, NÃO IMPORTA COMO EU ME SINTO, E NÃO IMPORTA QUAL SEJA A SITUAÇÃO. Você acha que Abraão teve uma sensação de euforia com formigamento de todo seu corpo pela percepção de uma presença tangível, à medida que ele foi subindo o Monte Moriá com Isaque, para sacrificá-lo? Ou que Jó teve sentimentos de chamejante e nebulosa euforia, quando ele estava sentado no monte de cinzas raspando suas feridas com pedaços de um vaso de barro e contemplando a perda de seus filhos e de sua riqueza, e rebatendo as amargas queixas de sua esposa? Não! Mas esses são dois dos principais atos de pura adoração registrados na Bíblia, e eles não foram criados pela música!


David Cloud


Tradução (livre): Valdenira N.M. Silva, ago.2012.



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Comentário:

David Cloud apresentas nesta sua nota, verdades incontestáveis sobre os mega-eventos gospel que estão acontecendo a todo momento. Peço licença ao Irmão Hélio de Menezes Silva, para fazer uma analogia do que ocorre nesses eventos com o cérebro da pessoa por ficar "doidão como disse Cloud. O caso análogo é o seguinte: Se um pinto, frango, papagaio ou mesmo uma galinha vier a ser pisoteada por alguém e mostrar impossibilidade para continuar andando, coloque o animal debaixo de uma bacia de metal virada de cabeça, e bata com uma peça de metal na bacia por apenas UM OU DOIS minutos. Resultado: O bicho sai CORRENDO muito doidão e não sente mais impossibilidade para caminhar. O que aconteceu? O barulho COM TEMPO DE APENAS UM OU DOIS MINUTOS, causou tanto mal ao cérebro do animal que ele já não sente nem mais a dor. Dá pra se ter uma ideia do que pode acontecer ao cérebro do irmão quando usual frequentador daqueles eventos.



Claymilton Malaquias,                                1.Set.12