Advinhação (hidromancia, rabdomancia, astrologia, cartomancia, quiromancia ou leitura das mãos, etc.)



É um processo través do qual é possível ler o futuro, seja por meio de inspirações obtidas sob o efeito de um transe ou através de artifícios mecânicos como a utilização da água, moedas, pauzinhos e até mesmo entranhas de animais. A adivinhação pretende trazer à luz os acontecimentos futuro, e portanto distantes do tempo e/ou espaço de forma que não possam ser conhecidos pelas vias normais. Existem muitas formas de adivinhação : a hidromancia, onde a água dentro de um vaso provoca formas que são interpretadas, a necromancia que é a descoberta de acontecimentos futuros através da consulta aos mortos, a rabdomancia, prática que se utilizava de pauzinhos que eram atirados ao ar para depois ser interpretada a forma como que se depositavam ao solo, a astrologia ou o exame do sol da lua e das estrelas, a cartomancia, que se utiliza das cartas e a quiromancia , que interpreta os sinais e linhas das mãos, entre outras.

Durante toda a evolução de sua espécie, o homem procurou diminuir a ansiedade resultante do desconhecimento a respeito daquilo que o cerca. Por isso, ao longo da História, há registros de uma grande variedade de personagens cujo atributo era o de proceder adivinhações. Os Profetas do Velho Testamento eram considerados homens eleitos e ungidos por Deus para revelarem sua palavra, embora para isso fosse necessário que fizessem predições sobre o futuro no sentido de conclamar o povo hebreu ao arrependimento. Os profetas dos hebreus podiam receber a mensagem divina através de sonhos, visões ou da dádiva que o Senhor lhes oferecia, colocando em sua boca as palavras necessárias para que realizasse sua tarefa. A Bíblia distingue entre profetas falsos e verdadeiros, sendo que os falsos eram os considerados pagãos que buscaram a possessão demoníaca, e os verdadeiros, os servos de Deus. Ainda o mesmo livro menciona que os sacerdotes, ministros com autoridade para oficiar perante uma divindade em benefício de um povo ou de uma nação tinham dentre suas atribuições transmitir a vontade de Deus em relação a uma questão. O sumo sacerdote se utilizava do Urim e do Tumim, dois objetos achatados usados para lançar a sorte a fim de receber respostas afirmativas ou negativas para as questões consultadas. Ficavam guardados numa espécie de estola, em cuja dobra se formava uma bolsa.

Uma das características mais marcantes da mitologia grega é a presença de diversos personagens com a capacidade de conhecer o pensamento dos deuses e por isso, de revelar fatos futuros. Dentre eles destacam-se Calcante, que recebeu o do deus Apolo o dom da profecia, Melampo, Cassandra e Heleno, filhos de Príamo o rei de Troia e Tirésias, o célebre e sábio adivinho cego. Existiam também as pítias ou pitonisas, que, se inicialmente se constituíam apenas nas sacerdotisas de Apolo em Delfos, com o tempo passaram a designar todas as mulheres com poderes de revelar a vontade dos deuses e de adivinhar o futuro.

No Brasil, o pajé, chefe espiritual dos indígenas, é um misto de sacerdote e profeta, médico e curandeiro. Sua palavra tinha grande peso, inspirando total confiança aos índios da tribo. Dotado de poderes mágicos era capaz de interpretar os sons dos animais, sendo o intermediário da vontade dos ídolos indígenas. Ele é, por assim dizer, o oráculo da tribo.


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