A-E (“Amor-Exigente”):
A Intolerante Tolerância Ecumênica




O alerta do Pastor André de Oliveira em sua canção “Ecumenismo? Tô fora!” deveria ser um dos hinos prediletos dos evangélicos. Mas, por quê? Porque o Evangelho de Jesus Cristo e Sua Palavra são INEGOCIÁVEIS. “Fé e paganismo não combinam, não adianta tentar, pois não rimam. No final podemos ter desagradável supresa, pois ele é o caçador e você a presa!”, diz uma das estrofes da música. Contudo, o Ecumenismo, muito elegantemente vestido e bem falante, trajando a roupagem do “amor”, da “aceitação”, da “ajuda mútua” da “cooperação”, e de outros incontáveis predicados, vem entrando sorrateiramente pela porta dos fundos de muitas igrejas. Até as mais conservadoras já foram seduzidas pelo canto da sereia, mesmo dispondo de estatutos que proíbem expressamente qualquer tipo de associação que venha a comproter o seu corpo de ensinos doutrinários, estritamente bíblicos e zelosos de andar segundo a Palavra, e não segundo o curso deste mundo.

Ecumenismo não rima com Cristianismo Bíblico, mas sim, e tragicamente, com Ocultismo. Quando todas as religiões estevirem devidamente aconhegadas nos braços de Roma, a rodovia principal já estará completamente pavimentada para o desfile em carro aberto do Homem do Pecado, rumo ao seu trono em Jerusalém, no qual se assentará para governar o mundo, pretendendo ser o próprio Deus. As estradas que se interligam, conduzindo as religiões à aceitação calorosa e ecumênica do Anticristo, são indulgentes, amorosas, compreensivas, agradáveis, lindas e cheias de flores perfumadas, porém são também caminhos de morte.

O plano dos jesuítas de conquistar o mundo para a instituição romana nunca mudou, e baseia-se em dois objetivos:
1) Poder político universal e
2) Uma igreja universal, no cumprimento das profecias de Apocalípse 6:13-17 e 18, conforme escreveu o Dr. Alberto Rivera, ex-padre jesuíta, na introdução do livro de Edmond Paris sobre a história da Ordem, fundada por Ignácio de Loyola em 1534.

O coroamento do plano de infiltração jesuítica no meio evangélico aconteceu em 1964, data do Concílio Vaticano II. Pacientemente, desde sua fundação, a Companhia de Jesus vem influenciando, direta ou indiretamente, na adulteração da Bíblia preservada por Deus e os jesuítas, na prática, já destruíram a Reforma Protestante, que nesta Palavra se baseou. Na década de 60, o Ecumenismo foi instituído como prática obrigatória, a ser obedecida por todo governo e fiéis católicos.

O Compêndio do Vaticano II, impresso pela Editora Vozes, em 1978, contendo as constituições, decretos e declarações da Igreja Católica, em sua 12a Edição, nas páginas 309 a 332, explica, traça diretrizes e decreta o Ecumenismo a ser promovido entre os evangélicos, sejam estes incautos ou não sobre o seu objetivo de abarcar novamente os “irmãos separados”. Logo no Prefácio, o decreto “Unitatis Redintegratio” mostra a que veio:

“A REINTEGRAÇÃO DA UNIDADE entre todos os cristãos é um dos objetivos principais do Sagrando Sínodo Ecumênico Vaticano Segundo. O Cristo Senhor fundou uma só e uma Igreja [a Católica Romana] … E também, por obra do Espírito Santo, surgiu, entre nossos irmãos separados [os evangélicos, antigamente chamados de ”hereges”] um movimento sempre mais amplo para restaurar a unidade de todos os Cristãos. Este movimento de unidade é chamado movimento ecumênico.”

Esforços não podem ser poupados pelos fiés da Igreja de Roma, na propagação do ecumenismo: “Assim, este Sagrado Sínodo, alegrando-se com tudo isso, e tendo já declarado a DOUTRINA SOBRE A IGREJA, movido pelo desejo de restaurar a unidade entre todos os discípulos de Cristo, quer propor a todos os católicos os meios, os caminhos e todos os modos que lhes permitam corresponder a esta divina vocação e graça”, diz o documento, na página 310.

Mas, o que o Ecumenismo tem a ver com o Amor-Exigente (AE), se este alega não ter discurso religioso ou qualquer fundamento psicoterapêutico de grupo, para ajudar os famíliares de dependentes químicos?

O fundador do AE no Brasil, que é uma versão adaptada do ToughLove International, é o padre jesuíta Haroldo J. Rahm, nascido no Texas, Estados Unidos. Já brasileiro, morando no Brasil desde 1964, mantinha, em Campinas-SP, uma Comunidade Terapêutica para recuperação de dependentes de álcool e outras drogas. No começo dos anos 80, ao tomar conhecimento da proposta do ToughLove, imediatamente adotou-a.

Em 1987, Mara Silvia Carvalho de Menezes, à frente do movimento, adaptou o Amor-Exigente ao contexto brasileiro e apresentou o novo programa durante a "Primeira Conferência Latino Americana de Comunidades Terapêuticas para Farmacodependentes e Alcoolistas, Prevenção e Terapia".

Os grupos de AE funcionam nas dependências de igrejas católicas e evangélicas, aconselhando e apresentando soluções para os problemas enfrentados por familiares e amigos de dependentes químicos. O discurso é bonito, produzindo até efeitos práticos. O problema do AE é o seu total descomprometimento com a única esperança real para recuperar dependentes e ajudar seus famíliares a lidar com eles. Ou seja, a trágica indulgência ecumênica não permite o uso de termos como “pecado”, “culpa”, “perdição eterna”, “Céu” ou “Inferno”, nem muito menos que se pregue Jesus Cristo como único Deus, Salvador e a única esperança para os familiares dos dependentes.

A trágica indulgência ecumênica tolera que todos participem de suas reuniões, mas é intolerante com a pregação do Evangelho. Pior: Tais fatos vêm acontecendo dentro de igrejas batistas, com a anuencia de seus pastores, totalmente despreocupados com a falta de prioridade evangelística de suas congregações e o descumprimento dos seus respectivos estatutos. É muito caro o preço a se pagar para aprender a lidar com seus familiares depentes: Em troca da “boa convivência”  com eles nesta vida ganha-se o inferno por toda eternidade, porque ninguém, nem sequer os membros das igrejas, podem pregar nas reuniões do AE sobre a condição do homem e a salvação oferecida gratuitamente por Jesus Cristo.

O Compêndio do Vaticano II ensina como o Ecumenismo deve ser introduzido nas igrejas evangélicas. Criador do AE, o padre jesuíta Haroldo J. Rahm conseguiu cumprir tal infiltração meticulosamente planejada e anunciada em igrejas batistas, em obediência às diretrizes da Igreja Católica: “Essas comunhões conseguem também uma colaboração mais ampla em certos serviços que toda consciência cristã exige em vista do bem comum, e, onde é permitido, reúnem-se em oração unânime […] Desde que os fiéis da Igreja Católica PRUDENTE E PACIENTEMENTE TRABALHEM SOB A VIGILÂNCIA DOS PASTORES, tudo isso contribuirá para promover a eqüidade e a verdade, a concórdia e a colaboração, o espírito fraterno e a união. ASSIM, PALMILHANDO ESTE CAMINHO, SUPERANDO PAULATINAMENTE OS OBSTÁCULOS QUE IMPEDEM A PERFEITA COMUNHÃO ECLESIÁSTICA, TODOS OS CRISTÃOS SE CONGREGEM NA CELEBRAÇÃO DE UMA SÓ EUCARISTIA E NA UNIDADE DE UMA ÚNICA IGREJA” (ênfase adicionada), atesta o documento do Vaticano II.

Portanto, a tal alegada “tolerância” do AE tem seus limites e é um fato de real intolerância ao evangelho! Em sua tese de doutorado (PhD) sobre os variados grupos de 12 passos implantados na The Willow Creek Community Church of South Barrington, o pesquisador americano Pritchard, que nem critão é, conseguiu enxergar a patente verdade, concluindo:

“Mesmo cristãos da própria igreja não podem falar sobre a verdade cristã em tais encontros na Willow Creek Church. Embora nos programas profiram-se palavras, orações e ensinamentos a um “Poder Superior”, estes funcionam como ateísmo prático, ensinando variadas categorias contemporâneas e seculares de visões psico-sociológicas em grupo. Mesmo essa tamanha ausência de conteúdo teológico não impede a igreja de promover e divulgar tais programas, que funcionam durante a semana. O fato da Willow Creek Church patrocinar e divulgar esses programas ilustra o vazio da prioridade da igreja em pregar a verdade cristã.”





Mário Sérgio



Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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