Como Alcançar
os Muçulmanos – Parte 2
Nos últimos dois meses, recebi muitas cartas
perguntando como podemos alcançar os muçulmanos. No mês passado, começamos a
tratar deste assunto ao qual vamos dar continuidade nesta edição. Estamos ainda
tratando do principal ponto que uma pessoa precisa saber para poder efetivamente
alcançar os muçulmanos: "Não discuta com os muçulmanos" porque eles acreditam
que o Alcorão é perfeito. É muito importante saber o que eles crêem a respeito
do Alcorão para poder se comunicar com eles (você pode saber quais são os três
primeiros pontos na edição do mês passado). Nas conversas com muçulmanos eles
normalmente mencionam um ou mais destes pontos. No prefácio ao Alcorão do Rei
Fahd (rei da Arábia Saudita), o escritor faz as seguintes declarações sobre o
Alcorão:
- "[O] Alcorão é o eterno milagre de Alá revelado ao
profeta Maomé para todas as gerações que estavam por vir. Em resposta aos que
duvidam da autoria do Alcorão, Alá todo-poderoso desafiou os mais bem
preparados articulistas árabes a produzirem um livro completo, dez capítulos,
ou mesmo um capítulo solitário que pudesse ao menos de longe ser comparado ao
Alcorão. Mas, até hoje, ninguém conseguiu cumprir o desafio do Todo-Poderoso.
Os críticos do Alcorão ficaram sem fala diante da sua inefável eloqüência e
incomparável beleza".
Se o Alcorão foi revelado ao profeta Maomé,
como podemos resolver o dilema bastante conhecido de que o islamismo já
existia antes de Maomé? Alá já era adorado como ídolo pagão, e certos dogmas
do Islã – como o jejum durante o Ramadã e o culto da Al Kaaba (a pedra negra
da Arábia Saudita) – eram praticados antes de Maomé ter nascido (Para mais
informações, veja a edição de dezembro de 1997).
Segundo, não é correto afirmar que ninguém
conseguiu atingir o desafio de Alá. Está muito claro que o Alcorão recebeu a
maior parte do seu texto do Novo e do Velho Testamento da Bíblia, dos escritos
de árabes que existiram antes Maomé e de poemas escritos nos dias de Maomé. Um
exemplo disto é de Imru’al-Qais, poeta pré-islâmico que morreu em 540 AD (30
anos antes do nascimento de Maomé). Ele compôs um famoso poema do qual o
Alcorão cita diversas linhas. Isto quer dizer que há muitos outros que não
somente atingiram o desafio de Alá, mas que o próprio Alá teve de citar dos
seus escritos.
- Os muçulmanos acreditam que o Alcorão foi revelado para
restabelecer o culto sincero a Alá somente, sem associação de qualquer
parceiro com ele. "E eles foram ordenados não mais que isto para cultuar a
Alá, oferecendo-lhe sincera devoção, sendo verdadeiros na fé, para estabelecer
oração regular e dar o Zakat, e esta é a religião justa e correta" (Sura
98:5). Então, porque Maomé permitiu que no início os seus seguidores buscassem
a intercessão dos ídolos pagãos e das deusas Allat, Al Oza e Mannat, a quem os
árabes antes do islamismo reconheciam como filhas de Alá, o altíssimo?
- Os muçulmanos acreditam que o Alcorão contém um código
inteiro que provê para todas as áreas da vida, seja espiritual, intelectual,
política, social ou econômica. É um código que não tem fronteiras de tempo,
lugar, ou nação. Sura 17:9 diz: "Verdadeiramente este Alcorão provê direção
àquilo que é mais justo." Se esta afirmação é correta, por que alguns países
muçulmanos que não aplicam as leis islâmicas (Shari’a) dizem que estas leis
não são mais aplicáveis hoje em dia? E se o Alcorão provê para todas as áreas
da vida, por que todas as nações que aplicam as leis islâmicas têm problemas
econômicos, sociais, políticos e até religiosos que não conseguem resolver? Os
melhores exemplos são o Sudão e o Irã.
- Finalmente, os muçulmanos acreditam que Alá tomou sobre
si mesmo a obrigação de preservar o Alcorão para sempre em toda a sua
inteireza: "Sem dúvida, nós enviamos para baixo a Mensagem e certamente vamos
protegê-la [da corrupção]" (Sura 15:9). O escritor do prefácio ao Alcorão do
Rei Fahd também afirma: "O texto árabe que temos hoje é idêntico ao texto como
foi originalmente revelado ao profeta. Nem mesmo uma letra foi vencida pela
corrupção durante a passagem dos séculos..."
A palavra "Mensagem", usada na Sura acima,
aplica-se também à Torá, aos Salmos e ao Enjil (o Novo Testamento), porções e
concordâncias dos quais aparecem no Alcorão. Se Alá tomou sobre si mesmo a
tarefa de preservar a mensagem, por que os muçulmanos incluem as porções
bíblicas e ainda chamam a Bíblia de corrupta? Por que há tantas cópias de
diferentes Alcorões, que o Califa Uthman Ebn Afan recolheu e queimou, guardando
somente a sua cópia?
Até o mês que vem. Ao despedir-me, digo a
vocês que se alegrem – vocês têm a única verdade, a incorruptível e verdadeira
Palavra de Deus Todo-Poderoso : a Bíblia.
Dr
Salim Almahdy
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