"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra." - Êxodo 20:8-9
Quando o apóstolo Paulo falou especificamente à
seita dos judaizantes em Gálatas expressou sua surpresa quando mencionou: "Maravilho-me
de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para
outro evangelho."
Gal1:6.
É interessante notar que o "outro evangelho",
predominante em todas as seitas que procuram mesclar ensinos não bíblicos com
revelações pessoais de profetas próprios e que nada tem a ver com a Graça de
Cristo, tentando realizar a salvação pela manifestação de obras pessoais, sejam
em seu âmago tão contraditório com a Bíblia tanto quanto com a própria Lei que
tenta guardar. Paulo assegura isso após confirmar os passos de sua conversão e
quando menciona "Porque, se torno a edificar
aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor."
Gal 2:18
Paulo afirma que se tentasse voltar atrás e aceitar
a condição da obrigatoriedade da Lei, como noutros tempos antes de sua
conversão, tornaria a si mesmo um transgressor, culpando-se a si mesmo, e
fazendo de imediato aquilo que a seita pretendia evitar. Ou seja, o simples fato
de aceitar a obrigatoriedade da Lei o tornaria um transgressor.
Que solução então para os que pretendem guardar a
Lei ? Somente o simples fato de assim tentar proceder, já condena o pecador no
seu intento antes de qualquer coisa.
Ora, vejamos um exemplo claro da contradição dos
legalistas sabatistas com relação à guarda do "sabath" judaico. Em Êxodo 20,
onde veementemente vemos os sabatistas defenderem o quarto mandamento com unhas
e dentes, lemos na segunda linha do mandamento: "Seis dias trabalharás, e farás
toda a tua obra. Ex. 20:9". Ora, em sua ânsia de guardar o sábado, os legalistas
nem ao menos percebem que é parte integrante e inextirpável do mandamento da Lei
mosaica a obrigatoriedade de se trabalhar seis (06) dias. Mas se você perguntar
(ou observar, ou viver como) a um legalista sabatista eles só trabalham cinco
(05) dias, de segunda a sexta. Enquanto no "sábado" estão infurnados com toda
sua arrogância nos "templos" lendo os escritos de Ellen White, no Domingo se
unem em passeios, recreios, visitas a shoppings, praias, cinemas, descansos em
seus lares, descumprindo de imediato a Lei que tão presunçosamente impõem a si
mesmo e orgulhosamente julgam observar. Determinassem os sabatistas a
obrigatoriedade de se trabalhar regularmente no domingo e verificar-se-ia o
esvaziamento dos "templos" sabatistas. Têm eles portanto dois (02) "sabaths",
dois dias de descanso. Um para reuniões religiosas (sábado) e outro para
reuniões familiares, descanso físico, recreios e diversões pessoais o (domingo).
Ora, isso só bastaria para confirmar a contradição da sua absurda tentativa de
justificar-se pela Lei.
"Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça
provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde." (Gal 2:21) Sois vós tão
insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? (Gal
3:3) E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o
justo viverá da fé. (Gal 3:11) Cristo nos resgatou da maldição da lei,
fazendo-se maldição por nós;(Gal 3:13) Separados estais de Cristo, vós os que
vos justificais pela lei; da graça tendes caído.(Gal 4:4)
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Miguel Ângelo Luiz Maciel
Analista de Projetos - Engenharia
Sociedade Fogás Ltda
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Tel.: (92) 616-9087
Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).
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