Aldo Menezes
Qual é a única Igreja verdadeira? Onde encontrá-la? Quem são os verdadeiros
cristãos nos dias de hoje? E que dizer do discipulado bíblico? Ainda existe da
mesma forma como ocorria na Igreja Primitiva? Estas são perguntas interessantes,
que revelam o desejo sincero de muitos em conhecer a verdadeira Igreja de Cristo
e o genuíno discipulado bíblico. Contudo, por meio deste desejo legítimo, muitos
acabam tornando-se vítimas de grupos anticristãos.
Estes estão enganando a muitos discípulos de Cristo, ensinando ser a restauração
da Igreja Primitiva, partindo do princípio de que a Igreja que Jesus fundou no
primeiro século apostatou (isto é, desviou-se) da verdadeira fé, dos
ensinamentos de Cristo, por volta do ano 100 d.C. Assim, a fim de salvar o mundo
por meio da pregação do Evangelho, da Boa Notícia, esses grupos afirmam serem,
individualmente, aqueles a quem Deus escolheu para restaurar o verdadeiro
Cristianismo, a verdadeira Igreja de Cristo.
Para convencer as pessoas de que são os escolhidos de Deus, muitos desses grupos
não hesitam em atacar as igrejas cristãs. Fazem questão de apontar suas falhas,
seus problemas internos etc. Afirmam que aqueles que não pertencem ao seu grupo
são apenas "religiosos", ou seja, têm uma religião, que pouco ou nada influi na
vida diária; enquanto que eles são cristãos verdadeiros, pois praticam o
verdadeiro cristianismo. Costumam tomar os maus exemplos entre os cristãos, e
generalizam afirmando que todos são iguais: frios na fé (não evangelizam, não
lêem a Bíblia), confusos (uns batizam por aspersão, outro por imersão etc.),
desunidos (cada um tem sua própria denominação: batistas, presbiterianos,
anglicanos, luteranos), sem vida cristã (indecentes, devassos, mais amantes do
mundo que amantes de Deus) etc.
Assim, após apresentar esse quadro desanimador das igrejas cristãs (dos
"religiosos"), alguns propõem uma vida radical, baseada nos ensinamentos de
Cristo, que foram expostos no Novo Testamento e vividos pela Igreja Primitiva.
De modo que, juntar-se a eles, é juntar-se à fileira dos verdadeiros cristãos.
Em seu meio, as pessoas tornarão sua vida a melhor possível, por meio de um
relacionamento com Deus. Infelizmente, com esse discurso sedutor, muitos –
sobretudo os jovens – têm abandonado suas igrejas e ingressado nesses grupos
sectários.
Talvez você esteja se perguntando: Quais são alguns desses grupos que afirmam
ser a única igreja verdadeira? A maioria surgiu no século passado. É
interessante observar que cada grupo afirmou restaurar alguma coisa que
caracterizava a Igreja Primitiva. Veja alguns exemplos:
· 1830 – um jovem norte-americano, Joseph Smith, membro de uma Igreja Metodista,
afirmou que numa aparição o Pai e o Filho lhe disseram que não se unisse a
nenhuma igreja cristã, pois todos os seus credos eram abominações. Assim, por
seu intermédio, a verdadeira Igreja seria restaurada; surgiu assim a Igreja de
Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou Igreja Mórmon. Declarou ter
restaurado o sacerdócio bíblico (de Arão e de Melquisedeque, que tornaria seu
batismo o único válido) e a autoridade na Igreja (restituindo o primitivo
arranjo cristão: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres).
· 1857 – o francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, bacharel em Letras e
Ciências, doutor em Medicina, poliglota e professor de Fisiologia, Astronomia,
Química e Física, mais tarde conhecido como Allan Kardec, afirmou que o
Espiritismo era o "outro Consolador" que Jesus havia prometido em João 14:26.
Assim, segundo os kardecistas, o Espiritismo é o "Cristianismo Redivivo", ou
seja, restaurado.
· 1863 – uma jovem senhora norte-americana, Ellen White, membro da Igreja
Metodista, junta-se a alguns grupos de decepcionados com uma falsa profecia que
pregara a volta de Jesus para 22 de outubro de 1844. Surge a Associação Geral
dos Adventistas do Sétimo Dia. Os adventistas consideram-se os possuidores das
quatro características próprias de uma igreja verdadeira: unidade, santidade,
universalidade e apostolicidade. Disse ter restaurado a guarda do sábado, que
teria sido substituída pela observância do domingo.
· 1870 – outro jovem norte-americano, Charles Russell, ex-presbiteriano,
congregacional e Igreja Cristã do Advento, passou a desacreditar a doutrina da
Trindade, da imortalidade da alma e do Inferno como lugar de castigo eterno para
os ímpios. Estas seriam doutrinas da Igreja Primitiva. Por seu intermédio Deus
(Jeová) estaria dando continuidade ao seu rol de fiéis testemunhas. Através
deste grupo, tanto o nome de Deus, quanto a pregação de casa em casa foram
restaurados.
· 1875 – Mary Baker Eddy (ex-congregacional), na cidade de Boston, EUA, fundou a
Igreja de Cristo Cientista, mais conhecida como Ciência Cristã. Afirmou que seu
grupo, a única igreja verdadeira, restaurou o dom de curas, perdido com a
apostasia da Igreja Primitiva.
· 1968 – David Brent Berg, filho de missionários cristãos, aos 49 anos, fundou a
seitas "Meninos de Deus". Considerava-se o profeta que foi indicado pelas
Escrituras a fim de pastorear o povo de Deus, conduzindo-o ao "Verdadeiro
Pastor" e à vida eterna. Aos 26 anos pastoreou uma igreja evangélica. Trabalhou
com "hippies", fundando os "Revolucionários por Jesus". O nome "Meninos de Deus"
foi mudado para “A Família do Amor”, em 1978 (hoje, A Família). Acreditam ter
restaurado a vida em comunidade e o genuíno amor fraternal.
Em 1 de junho de 1979 surgiu um dos mais recentes candidatos a restaurador da
Igreja Primitiva: a Igreja de Cristo Internacional (ICI), fundada pelo
norte-americano Kip McKean. A ICI tem suas raízes nos "Discípulos de Cristo",
grupo formado em 1809 por Alexander Campbell, nos EUA, que, vendo a desunião dos
cristãos, decidiu uni-los. Sua proposta era acabar com o denominacionalismo e
resgatar o Cristianismo primitivo. Ironicamente, o grupo converteu-se numa
denominação, e também se dividiu em 1909, dando origem às Igrejas de Cristo.
Kip McKean tornou-se membro de uma das Igrejas de Cristo, a de Crossroads, na
Flórida, EUA, em 1973. Quem o levou para essa igreja foi Charles (Chuck) Lucas,
que, em 1967, na Flórida, iniciou um programa denominado Multiplying Ministries
(Multiplicando Ministérios ou Ministérios Multiplicativos).
Devido a ter se destacado como um evangelista fervoroso, seguindo fielmente ao
programa criado por Lucas, Kip McKean foi enviado para a Igreja de Cristo de
Lexington, Massachusetts, em 1979, onde sua atuação promoveu um crescimento
fenomenal. Este acontecimento marcou — segundo a própria ICI — o início de seu
movimento religioso.
Iniciando com 30 membros, McKean foi-se isolando das demais Igrejas de Cristo,
afirmando que por meio daquele grupo estaria restaurando a Igreja que Jesus
formou no Novo Testamento, o Cristianismo da Bíblia. Em 1981 foi introduzido um
plano de evangelização mundial, que consistia em plantar igrejas em
metrópoles-chave ao redor do mundo. Dessas "igrejas pilares" outras regiões
geográficas ao redor dessas cidades seriam alcançadas. As três primeiras
implantadas foram Chicago e Londres, em 1982, e Nova Iorque, em 1983.
Ainda em 1983 o nome da igreja foi mudado para Igreja de Cristo de Boston, daí o
nome "Movimento de Boston", surgido em 1984, que passou a designar todas as
outras igrejas implantadas sob a orientação da Igreja de Boston. O caráter
separatista crescia a cada dia. Muitos membros das outras Igrejas de Cristo, bem
como de outras igrejas cristãs, passaram a deixar seus grupos de origem,
aliando-se a Kip McKean. Isso foi causando discussões e intrigas no Movimento.
Outro incidente também causou distúrbios no Movimento: em 1985 a Igreja de
Cristo de Crossroads expulsou Chuck Lucas, o "pai na fé" de Kip McKean, por
conduta sexual indevida. Ninguém mais seguraria Kip McKean. Muitos líderes se
recusaram a obedecer sua liderança, que queria centralizar tudo em Boston,
contrariando o sistema congregacional das Igrejas de Cristo, ou seja, cada
igreja local, com sua liderança própria, era responsável por si mesma.
A fim de salvaguardar sua liderança, McKean empreendeu entre 1986 a 1989 uma
série de mudanças no Movimento, que foi denominada de "A Grande Restauração".
Para começar, separou-se definitivamente das Igrejas de Cristo tradicionais,
considerando-as uma "denominação morta". A partir daí começou a rebatizar todos
os que faziam parte do Movimento, incluindo os líderes, que agora seriam
escolhidos e treinados pessoalmente por ele.
Kip McKean
Quem não quisesse se submeter, deveria sair do Movimento, não sendo mais
considerado um cristão. Segundo McKean, seria preciso abandonar a "doutrina da
autonomia", substituindo-a pela "doutrina da irmandade e unidade!".
Em 1988 McKean criou um sistema piramidal, sendo ele o topo dessa pirâmide. Ele
se tornou o Evangelista Mundial de Missões. Sua esposa, Elena Garcia McKean,
passou a ser conhecida como a Líder Mundial do Ministério de Mulheres. Dividiu
as nações do mundo em setores, designando um casal de líderes por setor. Em
1990, McKean se muda de Boston para Los Angeles, de onde passa a dirigir o
Movimento. A igreja de Los Angeles é considerada a "Mega-igreja", com uma
assistência de 12.000 pessoas. Em 1993, a fim de substituir o nome "Movimento de
Boston", McKean, juntamente com outros líderes do movimento, numa conferência
realizada no Los Angeles Sports Arena, adotaram o nome Igreja de Cristo
Internacional, que, dependendo da cidade onde se encontrar, receberá o nome da
mesma: se estiver em São Paulo será chamada de Igreja de Cristo Internacional de
São Paulo; se estiver no Rio de Janeiro será designada Igreja de Cristo
Internacional do Rio de Janeiro etc.
O alvo de Kip McKean é implantar igrejas nas 216 nações do mundo. Atualmente
estão presentes em 140 nações, com 329 igrejas implantadas, e uma assistência
aproximada de 150.000 pessoas aos domingos.
No Brasil, a ICI iniciou oficialmente suas atividades de proselitismo em maio de
1987, quando um grupo de 15 pessoas, liderado por Miguel e Anne-Brigitte
Taliaferro, de Nova Iorque, desembarcou em São Paulo. No ano seguinte os
Taliaferro vão para a África, e John e Barbara Porter assumem a liderança de São
Paulo. Em 1991 é formada a ICI do Rio de Janeiro. Em 1993 os Porter voltam para
os Estados Unidos, assumindo a liderança em São Paulo Othon e Gabriela Neves
(atuais líderes do Setor Geográfico do Brasil). A ICI expandiu-se para outras
cidades brasileiras, incluindo Belo Horizonte (1994) e Salvador (1997), atraindo
principalmente jovens desiludidos com a religião de modo geral. Muitos são
universitários.
Em agosto de 1996, utilizando-se da H.O.P.E. Worldwide (Ajudando as Pessoas ao
Redor do Mundo), uma organização não governamental com sede em São Paulo, criada
pela ICI em 1987 para ser seu "braço benevolente", a ICI promoveu uma campanha
de doação de sangue, reunindo cerca de 32.000 pessoas na cidade de São Paulo.
Para esse evento, contratou o grupo musical baiano, Olodum — com raízes no
Candomblé — para fazer um show, a fim de atrair pessoas para evangelizá-las.
Seus adeptos juntaram-se aos participantes, evangelizando-os. Com sua atividade
diária de proselitismo, a ICI já conta com 5 igrejas implantadas no Brasil, uma
total de cerca de 2.600 membros, e uma assistência de 4.000 aos domingos.
Mas, para quem se espanta com tal crescimento, há um dado interessante: segundo
informou John Porter, numa palestra realizada em São Paulo, em novembro de 1997,
dos 800 novos convertidos naquele ano, o movimento perdeu 500! Uma perda de
quase 65%. A ICI tem como desafio principal trazê-los de volta ao rebanho de
McKean.
A Igreja Internacional de Cristo julga ser a única e verdadeira igreja de
Cristo, formada por verdadeiros discípulos, pois afirma ter restaurado o
discipulado bíblico. Somente a ICI possuiria as características da verdadeira
igreja: ensino bíblico, amizades, união, disposição financeira, alegria e
crescimento diário. Declarou Kip McKean: “Com essa convicção das Escrituras,
veio a característica principal, só encontrada em nosso movimento – a igreja
verdadeira e composta só de discípulos. (...) Não conheço nenhuma outra Igreja,
grupo ou movimento que ensine e pratique o que ensinamos.”
Diante dessa pretensão da Igreja de Cristo Internacional e dos demais grupos
citados, entre tantos outros, podemos afirmar o seguinte: Se ficar provado à luz
da Bíblia que a Igreja que Jesus fundou no primeiro século subsiste até hoje, ou
seja, que ela não desapareceu da face da terra, que nunca deixou de existir, e
que nunca houve uma apostasia geral que pudesse afastá-la de Jesus Cristo, cairá
por terra a presunção desses grupos, pois, se não houve a necessidade de
restaurar a Igreja de Cristo, tampouco houve necessidade de um restaurador
humano que recebeu de Deus tal tarefa. Dessa forma concluiremos que os que
ensinam tal coisa mentem e tentam perverter as Escrituras que atestam a
indestrutibilidade da Igreja de Jesus Cristo. Abordaremos essa questão à luz da
Bíblia sob quatro aspectos:
1. A indestrutibilidade da Igreja
2. As credenciais do construtor da Igreja
3. A apostasia na Igreja
4. A Igreja primitiva tinha seus problemas
Antes disso tudo, porém, cabe aqui uma definição: Que é Igreja? O termo vem do
grego clássico ekklhsia (ekklesia), que significa assembléia, ajuntamento do
povo. Corresponde à palavra kve (qahal), do Antigo Testamento (compare Atos 7:38
com Deuteronômio 4:10). Assim, no contexto do Novo Testamento, Igreja designa:
a) A coletividade dos cristãos, ou seja, os cristãos reunidos (Atos 5:11; Mateus
18:17 – compare com Atos 8:11 e 11:22; 20:28; 1ª Coríntios 14:19, 23).
b) Reunião, ajuntamento (1ª Coríntios 14:34). c), o lugar de reunião (1ª
Coríntios 11:17). Paulo fala da Ceia que é ministrada na Igreja (lugar); quanto
aos que não querem esperar, que comam noutro lugar: em suas casas (11:20-22).
Assim, a oposição igreja/casa parece indicar que Paulo usou ekklesia no sentido
de espaço geográfico, e não necessariamente no sentido de ajuntamento (veja
também 14:35).
Há outro ponto que também merece destaque: o que a Igreja não é. A ICI afirma
que a Igreja é o Reino de Deus proclamado na Bíblia. E isso é muito importante
para o movimento, pois costumam fazer com que os novos membros busquem em
primeiro lugar os interesses da igreja, pois a Bíblia diz: Busquem, pois, em
primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça... (Mateus 6:33).
· Mateus 16:18 – A indestrutibilidade da Igreja foi garantida pelo próprio
Jesus, seu fundador, que declarou que nem mesmo as portas do Hades (inferno ou
morte) poderiam vencê-la. Ora, se houve um tempo em que a Igreja deixou de
existir, as palavras de Cristo perdem sua razão de ser.
· Mateus 28:20 – Após ordenar aos discípulos que preguem em todas as nações,
Jesus lhes garantiu: "E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do
século". Se ele prometeu estar com seus discípulos (sua Igreja) "até a
consumação do século", seria evidente que sua Igreja subsistiria intacta até
esse período; logo, como a "consumação" ainda não ocorreu, temos a certeza de
que Jesus desde que fez tal promessa continua a assistir sua Igreja, pois se ele
estaria "todos os dias" é porque sua Igreja também existiria "todos os dias".
· Mateus 13:24-30, 36-43 – A parábola do trigo e do joio é a maior prova
escriturística de que a Igreja é indestrutível. Jesus disse que plantaria no
mundo a boa semente, ou seja, os filhos do reino, que representam a Igreja; por
outro lado, o Diabo plantaria o joio (os filhos do maligno) no meio do trigo.
Segundo Jesus ambos deveriam crescer juntos até o fim dos tempos, que ainda não
ocorreu. Em outras palavras, se sempre haveria joio, sempre haveria trigo;
contudo, se alguém disser que o trigo (os filhos do reino) desviou-se da fé,
caindo em apostasia, estará fazendo de Jesus um mentiroso. Além do mais, ele
disse que os anjos (os ceifeiros) fariam a separação do trigo e do joio, mas
somente no fim dos tempos; até lá, ambos cresceriam juntos. Sendo assim, é
possível aceitar a posição assumida pelos grupos de afirmarem ser a restauração
da Igreja primitiva.
· Efésios 3:21 – Paulo disse que Deus é glorificado na Igreja através de Jesus
Cristo em todas as gerações. A crença de que a Igreja caiu por séculos em
apostasia faz com que essa passagem perca sua força, pois haveria gerações que
não puderam glorificá-lo.
Outro detalhe a ser observado é o seguinte: se determinarmos as credenciais e o
caráter daquele que é o alicerce da Igreja, saberemos então se ela é ou não
indestrutível. Assim, quais são as credenciais de Jesus, o construtor da Igreja?
Ele é...
· Deus Forte (Isaías 9:6)
· Deus Todo-poderoso (Apocalipse 1:8)
· Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19:6)
· Sustentador de todas as coisas pela palavra de seu poder (Hebreus 1:3)
· Detentor de todo o poder no céu e na terra (Mateus 28:18)
Medite nessas perguntas:
a) Com todas essas credenciais, quem ousaria derrubar a Igreja, que tem como
construtor o próprio Cristo? (Romanos 8:31-39).
b) Seria Cristo um péssimo construtor? Se a Bíblia diz que ele veio para
"destruir as obras do
Diabo", como poderia o Diabo destruir a Igreja, obra-prima de Jesus Cristo? (1ª
João 3:8).
c) Se a Igreja é o corpo de Cristo, como poderia o Diabo, por meio duma
apostasia, separar Cristo de seu corpo durante séculos? (1ª Coríntios 12:12-20;
Efésios 5:23) É preciso muita imaginação para se acreditar nisso! Finalizando,
citamos Apocalipse 17:14: "Pelejarão eles [agentes de Satã] contra o Cordeiro, e
o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão
também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele”.
Não se pode negar que houve, de fato, apostasia no seio da Igreja; negamos,
contudo, que essa apostasia tenha sido geral, pois todos os textos apresentados
como prova escriturística sobre a apostasia no meio da Igreja, apontam para uma
apostasia parcial, nunca geral. Veja:
· 2ª Tessalonicenses 2:3-17 – O autor menciona dois grupos, a saber, os que
"perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos" e
"deleitaram-se com a injustiça" etc; esses serão os enganados por Satanás com
todo o engano de injustiça. O outro grupo é formado pelos "irmãos, amados no
Senhor", que foram escolhidos por Deus "desde o princípio para a salvação, pela
santificação do Espírito e fé na verdade"; deveriam permanecer firmes e guardar
o depósito da fé que receberam dos apóstolos. Assim, evidencia-se que aqueles
que são de Cristo, por ele permanecem firmes, perpetuando sua mensagem,
exaltando seu nome por todas as gerações. Os que não amaram a verdade, esses
sim, foram seduzidos por Satanás.
· 1ª Timóteo 4:1 – Este texto diz que "alguns" (e não todos) apostarão da fé.
· 2ª Pedro 2:1 – Apesar de dizer que haverá falsos profetas no meio da Igreja, o
texto não está apontando para uma apostasia geral, pois o versículo 2 diz que
"muitos (e não todos) seguirão as suas práticas libertinas"; além disso, diz que
o caminho da verdade seria "infamado", mas não diz nada de ser destruído ou
interrompido por séculos.
Judas 17-24 – Assim como em 2ª Tessalonicenses 2:3-17, o autor menciona dois
grupos: "os que não têm o Espírito", briguentos escarnecedores; e os "amados",
aqueles que foram "edificados na santíssima fé, orando no Espírito Santo". Sobre
estes, Judas glorifica a Deus, que é poderoso para guardá-los de "tropeços" e
para apresentá-los "imaculados diante de sua glória". Mais uma vez vemos o
testemunho da Bíblia de que Deus preserva na santíssima fé aqueles que são seus,
para que possam propagar sua vontade num mundo antideus.
Normalmente, os grupos que dizem ser a restauração da Igreja primitiva apontam
as falhas das igrejas modernas, dizendo que estas se afastaram do cristianismo,
pois andam confusas, sem amor ao próximo, sem vontade de evangelizar etc. Dizem
que na sua organização as características da Igreja verdadeira estão presentes,
de acordo com Atos 2:42-47, que são...
a) Perseverança na doutrina dos apóstolos
b) Comunhão, amizades genuínas, sem acepção de pessoas
c) Partilhar ajuda aos necessitados
d) Alegria constante
e) Crescimento numérico espantoso, etc.
Uma viagem pela Bíblia, porém, nos levará a encarar uma dura realidade: a Igreja
é composta por pessoas imperfeitas, que revelam suas imperfeições no seu trato
com Deus e com o próximo. Nenhuma Igreja de Cristo, no tempo e no espaço, foi
exemplo fiel em todas as áreas da vida cristã. Atos, capítulo 2, fala do início
da história da Igreja, e não da concretização dessa história. Tudo começou ali,
mas a história continua até hoje. Mesmo na Igreja primitiva era visível que nem
tudo o que está em Atos 2 era de fato praticado por todas as igrejas. Os
problemas surgiram quando a Igreja começou a crescer (Atos 6:1ss). Veja:
1. Apostasia – alguns se afastaram da "doutrina dos apóstolos", ensinando que...
o Não havia ressurreição dos mortos (1ª Coríntios 15:12);
o A segunda vinda de Jesus já ocorrera (2ª Tessalonicenses 2:2, 3);
o A cruz não substituiu a guarda obrigatória da lei (Gálatas 1:6-9; 3:1-3).
2. Inimizades – por vezes os membros das igrejas eram advertidos quanto às
contendas e facções que havia entre eles; infelizmente a comunhão estava
comprometida, havia acepção de pessoas e amizades corrompedoras. Leia: 1ª
Coríntios 1:10-12; 3:1-4; Tiago 4:11, 12 e 3ª João 9, 10.
3. Acepção de pessoas e falta de ajuda as necessitados – era incrível a falta de
solidariedade da parte de muitos cristãos, que chegou a irritar profundamente a
Tiago, além de que os ricos eram preferidos aos pobres (Tiago 2:1-9, 14-17).
4. Tristeza – a Igreja de Cristo Internacional tentam vender uma imagem de
eterna alegria, como se não houvesse lugar para a tristeza na vida dos membros
da Igreja, ao contrário do que diz 2ª Coríntios 2:1-8; até Jesus se entristeceu
(Marcos 14:34).
5. Crescimento – o crescimento numérico não é sinal de que a igreja é
verdadeira, pois, segundo Jesus, o joio cresceria junto com o trigo, na mesma
proporção ou mais (Mateus 13:24-30). Em 2ª Pedro 2:1, 2, segundo a Bíblia, os
falsos profetas seriam seguidos por "muitos". Assim, o crescimento diário
desejável diz respeito à qualidade, não à quantidade (2ª Pedro 3:18). Além do
mais, se é esse o critério, então a ICI foi desclassificada, pois, como dissemos
anteriormente, citando as palavras de John Porter (um dos líderes da ICI), dos
800 membros conquistas em 1997, perderam 500.
Vale a pena ler as cartas destinas às sete igrejas relatadas no Apocalipse, que
retratam a fragilidade da parte humana da Igreja de Cristo (capítulos 2 e 3).
Apesar de todos os problemas, de toda a mesquinhez espiritual, da falta de amor,
da falta de firmeza doutrinária que levava a igreja em Pérgamo a permitir que os
nicolaítas tivessem livre acesso às suas dependências, ainda assim, diz a
Bíblia, que Jesus estava "no meio dos candeeiros" ou das "igrejas" (Apocalipse
1:12, 13 e 20).
Outro ponto igualmente importante é o fato de a ICI afirmar que no Cristianismo
atual muitos não têm vida cristã. Contudo, é bom lembrar que a atitude de
rebeldia ou de desobediência de alguns cristãos não invalida o Cristianismo. Por
outro lado, o fato de muitas pessoas possuírem um padrão elevadíssimo de moral,
não determina que seu sistema religioso seja o correto. Por exemplo: as
Testemunhas de Jeová têm um alto padrão de moral cristã. Procuram viver de
acordo com a moral e ética bíblicas. Condenam o sexo antes do casamento, o
adultério, o homossexualismo, o roubo, a mentira etc. Nem por isso se pode dizer
que a sua religião é a única verdadeira. Contudo, viver estes comportamentos é
obrigação de todos nós. Cumpri-los ou não cumpri-los não fará de minha igreja
falsa ou verdadeira.
E mais: a vida de alguns cristãos não é nem de longe recomendável; contudo,
aquilo que ele diz ou prega pode estar de acordo com a palavra de Deus, mesmo
que ele não a cumpra (Leia Mateus 23:1-3). Assim, os critérios para se
determinar se uma igreja é verdadeira ou falsa vai muito além disso. É claro que
a vida cristã é importante. Importantíssima! Porém, ser fiel à sã doutrina,
também é. Que adianta viver como cristão, e ensinar doutrinas falsas acerca da
Igreja, pondo em xeque a credibilidade de seu construtor?
Diante de tudo o que foi colocado, surge a pergunta inevitável: qual das igrejas
existentes hoje é a verdadeira Igreja de Cristo? Levando em conta que a ekklesia
é de Cristo, e que ela existe desde a sua fundação, afirmamos que a Igreja
Verdadeira é o conjunto de todos os cristãos, em todos os tempos, os "filhos do
Reino", que estão espalhados no mundo, por todas as denominações que abraçam a
Jesus Cristo e sua mensagem, que pregam-no como o único Dono, Senhor, Salvador e
Mestre (Judas 4; Tito 2:13). Assim, os cristãos são identificados por sua
relação com Cristo. Espera-se que haja entre esses cristãos amor, cooperação,
disposição para o serviço a Deus etc. Mas não se pode pedir uniformidade, como
se todos devessem pensar em todos os aspectos de maneira igual. Jesus nunca
fundou uma "Igreja McDonald’s", isto é, igual em todas as partes do mundo.
Na Igreja Primitiva nem todos estavam de acordo em relação a algumas questões.
Para alguns o vegetarianismo devia ser o ideal; para outros, não (Romanos 14);
alguns comiam carne sacrificada aos ídolos, outros achavam isso um absurdo (1ª
Coríntios 8). Embora o apóstolo Paulo tivesse opinião formada sobre os assuntos
em questão, nunca quis que todos pensassem como ele; antes, pediu que cada um
respeitasse o ponto de vista uns dos outros. Quando pediu aos coríntios (1ª
Coríntios 1:10) que não houvesse divisões entre eles, mas que fossem unidos num
só pensamento e num só propósito, tencionava acabar com as divisões do tipo: "Eu
sou de Paulo", "Eu sou de Pedro" etc. Estas brigas faziam com que perdessem de
vista o fato de que todos pertencem a Cristo, pois não foi Paulo nem Pedro que
morreram crucificados por eles, mas o próprio Jesus Cristo. Sendo assim, a
unidade deve girar em torno de Cristo, e não na quantidade de água para se
ministrar o batismo; não na forma de governo, se congregacional ou episcopal,
mas no fato de que Cristo é o nosso Rei e Senhor, sendo seu domínio, o
teocrático, o que de fato deve prevalecer.
A Igreja de Cristo Internacional ensina que, assim como Jesus "controlava" a
vida dos apóstolos em todos os aspectos, da mesma forma deve ocorrer com alguém
que se torna membro da ICI. O novo adepto ficará aos cuidados de um discipulador,
a quem deverá prestar contas de tudo o que fizer ou desejar fazer; deverá até
mesmo confessar seus pecados diariamente, baseando-se em Tiago 5:16, que diz:
"Confessem os seus pecados uns aos outros". Uma vez discípulo, discípulo para
sempre. É Deus no céu e o discipulador na terra. O discípulo deve obedecer em
tudo: deve estar disposto a ir a qualquer lugar, deixando qualquer coisa,
incluindo emprego, familiares, faculdade, enfim, tudo o que o discipulador
determinar. Deve prestar contas de seu dízimo, de suas atividades de
proselitismo: "Quantos você convidou? Por que não convidou? Quando vai convidar?
Você deve fazer isso..." etc. Enfim, adeus, liberdade!
Esse proceder causou muita polêmica no início do movimento. Em 1992 Kip McKean
reconheceu que havia exagerado na sua visão do discipulado. Ele declarou:
“Estava errado em alguns dos meus pensamentos sobre a autoridade bíblica. Eu
achava que os líderes poderiam chamar as pessoas para lhes obedecerem e
seguirem-nos em todas as áreas. Isto estava incorreto. Sinto-me muito mal pelas
pessoas que foram prejudicadas por esse erro”. O reconhecimento da parte de
McKean de que prejudicou muita gente poderia ser uma atitude elogiável, caso tal
prática tivesse sido eliminada da ICI. Todavia, isso não ocorreu. Portanto, não
se engane com a aparente retratação de McKean, pois essa dependência do
discipulando em relação ao discipulador que deve acompanhá-lo em todas as áreas
de sua vida ainda existe e continua a prejudicar psicologicamente as pessoas na
Igreja de Cristo Internacional.
Para início de conversa, convém lembrar que em nenhuma parte do Novo Testamento
encontra-se o tipo de discipulado exposto pela Igreja Internacional de Cristo.
Segundo a Sagrada Escritura, o cristão é um discípulo (mathetes), sim, mas
exclusivamente de Cristo. A Bíblia apresenta diversas relações que existem entre
Cristo e seus seguidores:
· Ele é o Senhor e nós somos seus servos (Mateus 10:24,25)
· Ele é o Pastor e nós suas ovelhas (João 10:14-16)
· Ele é a Videira e nós somos os galhos (João 15:5)
· Ele é a Cabeça e nós somos o seu corpo (Efésios 5:23; 1ª Coríntios 12:12-17)
· Ele é o Mestre (didaskalos) e nós somos seus discípulos (Mateus 8:23; 9:10;
10:43; 15:32; 16:13, 21, 24; 19:23; 24:1). Assim, a relação sempre é a de Mestre
e discípulo, nunca de discipulador com discípulo (Mateus 9:11; 10:24). Aliás, a
palavra "discípulo" aparece cerca de 300 vezes na Bíblia (18 no singular e 295
no plural); contudo, nunca aparece o termo "discipulador".
Vale a pena lembrar que há, em sentido estrito, somente um Mestre, com o qual
partilhamos a relação de discípulo (Mateus 28:8), que é Jesus Cristo. Quantos
aos "mestres" dos quais a Bíblia fala (Atos 13:1; Efésios 4:11), trata-se de
homens qualificados para ensinar os discípulos de Cristo, a Igreja como um todo.
Mas não está em jogo o que se pratica na Igreja de Cristo Internacional, pois
todos devem ser "mestres" (discipuladores), uma vez que todos têm discípulos. E
mais: segundo a Bíblia, o ensinar é um dom concedido a poucos, e não a todos
(Romanos 12:4-8 – compare com Atos 13;1; 1ª Coríntios 12:28 e Efésios 4:11).
Além disso, de acordo com a Escritura, nenhum crente deve ter domínio sobre a fé
do outro (2ª Coríntios 1:24 ; 1ª Pedro 3:5; Romanos 14), pois os discípulos são
de Cristo (João 8:31). Este é o verdadeiro discipulado bíblico. O que for além
disso é distorção do verdadeiro discipulado.
Quanto à confissão de pecados, que o discípulo na Igreja de Cristo Internacional
é obrigado a efetuar (baseando-se em Tiago 5;16, que diz "confessem os seus
pecados uns aos outros"), convém lembrar que este é um ato recíproco, nunca
unilateral. Nessa igreja o discipulador ouve o discípulo confessar seus pecados,
mas não confessa os seus próprios ao discípulo, uma vez que o discipulador tem,
também, seu próprio discipulador. Ora, o "confessem os seus pecados uns aos
outros" indica reciprocidade, ou seja, é toma-lá-dá-cá, do mesmo modo que
encontramos na Bíblia:
· "Amai-vos uns aos outros" (João 13:34; 15:12, 17; Romanos 12:10; 1ª
Tessalonicenses 4:9; 1ª Pedro 1:22; 1ª João 3:11, 23; 4:7, 12; 2ªJoão 1:5)
· "Perdoai-vos uns aos outros" (Efésios 4:32; Colossenses 3:13)
· "Suportai-vos uns aos outros" (Efésios 4:2; Colossenses 3:13)
· "Aconselhai-vos uns aos outros" (Romanos 15:14; Colossenses 3:16)
Além disso, encontramos na Bíblia que a confissão deve ser feita sobretudo a
Deus, que, por meio de Jesus Cristo, nosso Advogado junto ao Pai, nos perdoará
de nossos pecados (1ª João 1:7 a 2:2).
Escrituras: Afirmam usar somente a Bíblia, sua única regra de fé e prática. Seus
membros, todavia, não podem interpretá-la diferentemente de McKean (mesmo que
esteja errado). Aliás, para eles, seu fundador nunca está equivocado. Suas
palavras são inquestionáveis. É considerado o "ungido" de Deus. A Bíblia é
usada, sem dúvida; contudo, é comum usar seus versículos fora de contexto para
dar confiabilidade aos ensinamentos do movimento. Sua tradução predileta é a
Bíblia na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil.
Deus: Defendem o conceito bíblico sobre a doutrina da Trindade.
Jesus: Crêem em sua humanidade e divindade, tal como ensinam as Escrituras
cristãs; todavia, a ênfase não está em Jesus como objeto de nossa fé, mas sim,
como um exemplo a ser seguido.
Espírito Santo: Advogam o conceito bíblico, ou seja, o Espírito Santo é um ser
pessoal, sendo em sua essência um só Deus com o Pai e o Filho.
Salvação: Crêem que somente na ICI há verdadeiros discípulos de Cristo, os
únicos que fazem parte do Reino de Deus na terra. Assim, sua salvação está
ligada ao fato de fazerem parte do movimento, que exige obediência irrestrita.
Qualquer dúvida ou questionamento deve ser evitado, pois conduzirá o indivíduo à
perda de sua alma.
Vida após a morte: Dividem a humanidade em dois grupos: os justos (membros da
ICI) que vão para o céu e os ímpios que vão para o inferno. "Impios" designam
todos os que não fazem parte da ICI, mesmo que afirmem serem cristãos ou
discípulos de Cristo.
Informações adicionais: Segundo McKean, não há pecado original. Ele diz que tal
conceito foi inventado no séc. VII d.C. para apoiar o batismo infantil. Cada
pessoa é responsável pela sua própria vida; portanto, a culpa pelo pecado de
Adão não foi transmitida. A natureza humana é capaz, por si só, sem nenhum
auxilio sobrenatural, de evitar o pecado e praticar a vontade de Deus. Assim,
quando alguém entra na ICI pode arrepender-se de seus pecados e mudar seu padrão
de vida sem a intervenção direta do Espírito Santo. (Esse ensino é conhecido na
Teologia como pelagianismo.) Demonstrando a mudança, então é batizada para
receber o Espírito Santo e ser salva.
Não se pode negar a sinceridade dos adeptos da Igreja de Cristo Internacional.
Seguem fielmente as ordenanças de sua organização religiosa; contudo, precisam
aprender que somente a sinceridade não basta. Certa vez, Jesus disse: "Vem a
hora em que qualquer que vos matar julgará prestar serviço a Deus" (João 16:2).
Tais homens matadores de cristãos, em sua sinceridade, talvez achassem que
estivessem servindo fielmente a Deus; todavia, agiam de modo contrário à Sua
vontade. É como diz Provérbios 14;12: "Há um caminho que ao homem parece
direito, mas o fim dele conduz à morte".
Nenhuma organização religiosa, por melhor que pareça ser, nem nada do que
venhamos a praticar, mesmo nos atendo aos usos e costumes impostos por certas
igrejas ou religiões e por tradições puramente humanas, não nos darão em troca a
vida eterna. Somos salvos pela fé no Filho de Deus, Jesus. Nossa plenitude está
nele. (Efésios 2:8-10; Colossenses 1:13, 14; 2:10-13).
Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).