12 Passos com “Deus Como Você O Concebe”

[Religião dos Doze (12) Passos: AA - Alcoólicos Anônimos, etc.]

Tradução e adaptação do capítulo 15 do livro Occult Invasion (Invasão do Oculto)

Dave Hunt








            A influência do misticismo no Ocidente provém de mais longe do que muitos suspeitam, sendo anterior ao movimento das drogas e à invasão dos gurus do Oriente. Napoleon Hill recebeu a filosofia básica dos movimentos de sucesso/motivação de entidades espirituais, que enganosamente se apresentaram como Mestres Ascendentes, conhecidos como “A Venerável Irmandade da Índia”. Ao mesmo tempo em que Hill introduzia o ocultismo no mundo dos negócios, Agnes Sanford estava trazendo-o para a igreja. Um século antes, todavia, o ocultismo já havia estabelecido sua principal ponta-de-lança no Ocidente através da Maçonaria. Ocasionalmente, nos anos de 1930 e 40, a invasão do ocultismo foi expandida de maneira monstruosa através dos Alcoólicos Anônimos (AA).

            A influência dos 12 passos do AA tem sido avassaladora. São tantos os grupos que se formaram, a partir da filosofia do AA, que dificilmente pode-se chegar a um número exato. Em seu excelente livro intitulado 12 Steps to Destruction (12 Passos para a Destruição), o qual todo cristão deveria ler, Martin e Deidre Bobgan apontam: “Milhares de grupos através da América usam os 12 passos de Wilson e a maior parte dos grupos de recuperação/codependência pratica os 12 princípios, de um modo ou de outro […] Qualquer programa de tratamento inventado atualmente combina a filosofia, psicologia e religião dos 12 passos.”   

            Os novos termos “vício” e “recuperação” agora estão incluídos em qualquer coisa que alguém possa imaginar. Existem inclusive bíblias de “recuperação”, como a conhecida “Serenidade Para Todo Dia”. Os Alcoólicos Anônimos produziram grupos como Crianças Adultas Alcoólicas, Devedores Anônimos, Emocionais Anônimos, Jogadores Anônimos, Narcóticos Anônimos, Glutões Anônimos, Viciados-em-Sexo Anônimos, Viciados-em-Trabalho Anônimos e até Fundamentalistas Anônimos. O Centro Dallas de Vício e Abuso Religioso vê paralelos entre as famílias que criam cristãos fundamentalistas e aquelas que produzem alcoólatras e tem como principal alvo a “recuperação” de tais crentes viciados. Obviamente, os grupos anticristãos sentem-se à vontade com um “poder superior”, o qual pode ser qualquer coisa que alguém possa escolher para confiar. Tal prática, certamente, priva os pecadores e seus familiares de conhecerem o Deus da Bíblia.




Uma fachada perfeita para Satanás e os demônios


Os grupos AA (e todos os outros com 12 passos, desenvolvidos a partir dele) abrem a porta para a introdução do ocultismo, mediante a crença num “deus” genérico. O passo 2 diz: “Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade”. O passo 3 continua: “Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O [Hindu, Budista, Cristão, Mórmom, Católico, agnóstico, etc.] concebíamos”. Como na Maçonaria, qualquer falso deus serve.

            Satanás não é ateu. Ele sabe que Deus existe e quer ocupar o Seu lugar, sendo louvado pela humanidade. Para tal fim, ele encoraja a crença num “poder superior”, para desviar o homem do Deus verdadeiro, voltando-se para ele mesmo. Satanás sabe que todas as pessoas têm um senso de alienação de Deus e que o Espírito Santo está cortejando a humanidade para Ele mesmo. Qual maneira poderia ser melhor para Satanás evitar a reconciliação do homem com o Deus verdadeiro, através de Jesus Cristo, do que efetuar uma pseudo-reconciliação com um falso poder superior?


            Este foi o caso do próprio Bill Wilson, fundador dos Alcoólicos Anônimos. Embora Wilson tenha estudado aos pés de Sam Shoemaker, um pastor episcopal de Boston, e passado um ano sob a tutela do bispo Fulton J. Sheen (a coisa mais próxima de um televangelista que a Igreja Católica produziu), ele nunca recebeu o Senhor Jesus Cristo com seu Salvador.

            Na revista Christianity Today, Tim Stafford escreveu: “Os 12 passos são cristãos”. Entretanto, nenhum dos 12 passos faz qualquer menção a Jesus Cristo, muito menos ao evangelho. Como, então, poderiam eles ser cristãos? O próprio Stafford admite que Wilson “nunca prometeu lealdade a Cristo, nunca foi batizado e nunca foi membro de uma igreja, juntado-se a ela…” A igreja cristã, contudo, juntou-se ao AA.

            A adoção de qualquer forma dos 12 passos dentro da igreja implica que Deus, a Bíblia e Jesus Cristo não oferecem solução (ou, no mínimo, uma solução adequada) para os pecados de embriaguez, ou qualquer outro “vício”, e que o AA tem preenchido, finalmente, esta lacuna deixada pela igreja, pela Bíblia e por Jesus Cristo. Em seus exaustivos estudos sobre os grupos de ajuda aos “viciados” e seus familiares, para sua tese de doutorado (PhD), G.A. Pritchard concluiu:

Um dos primeiros membros da equipe [da igreja The Willow Creek Community Church of South Barrington [tida nos Estados Unidos como a “igreja padrão” para o século XXI] com quem falei, ele, orgulhosamente, dirigiu-se a mim e me disse que mais de 500 pessoas reuniam-se na igreja toda semana em vários grupos de auto-ajuda, tais como Emocionais Anônimos, Jogadores Anônimos, Narcóticos Anônimos, Glutões Anônimos, Viciados-em-Sexo Anônimos, Viciados-em-Trabalho Anônimos, etc. Nas minhas investigações, descobri que tais programas não eram realmente da própria igreja. Embora muitos membros dela estivessem envolvidos e participando ativamente dos programas, os encontros estavam sendo dirigidos sob a égide e o absoluto controle dos princípios éticos, passos e política de organizações de fora da igreja. Um dos requerimentos indispensáveis de todas essas organizações é que as pessoas não poderiam evangelizar ou ensinar aos freqüentadores sobre o Deus pregado naquela igreja.



 

Uma trágica indulgência Ecumênica


            Uma publicação oficial dos AA diz: “os Alcoólicos Anônimos não requerem que você creia em qualquer coisa […] O AA trilha inúmeros caminhos em sua busca por fé. Se você não acredita no caminho que sugerirmos, você ficará à vontade para descobrir outro caminho qualquer que sirva e convenha a você […] Você pode, se desejar, fazer do próprio AA o seu ‘PODER SUPERIOR’”. Não poderia ficar mais claro que qualquer falso deus se encaixa neste discurso satânico. O inferno por toda eternidade é o preço caríssimo que se paga pela freqüência ao AA e a outros grupos de ajuda mútua, pela sobriedade nesta vida.

                        Foi o psicólogo William James em seu livro The Varieties of Religious Experience (A Variedade das Experiências Religiosas) que encorajou Wilson na crença de que qualquer deus poderia funcionar em seu programa. Esta foi também a fonte da qual Wilson retirou a justificativa para uma ecumênica e mística experiência religiosa, a qual os alcoólatras devem procurar em busca da libertação das suas aflições:

[William] James deu a Bill [Wilson], de um modo aceitável a este, o material necessário para entender o que lhe acontecera. Wilson, o alcoólatra, agora tem a sua experiência espiritual ratificada por um professor de Harvard, chamado por alguns de O Pai da Psicologia Americana!

            Mantendo a mesma posição tolerante de Christianity Today, de aceitação dos erros da Psicologia, através do falso evangelho do catolicismo romano, mediante o ecumenismo, Stafford escreve: “Cristãos podem usar o AA ou qualquer outro grupo de 12 passos […] não há perigo em obter ajuda onde ela está disponível”. Da Yoga? Da Meditação Transcendental? Por que não da Ciência Cristã? Por que voltar-se para qualquer programa de 12 passos, a menos que Cristo e Sua Palavra não sejam suficientes?

            A questão não é se um alcoólatra recebeu ajuda. Existem testemunhos fantásticos de mudança de vidas mediante quaisquer processos, desde hipnose e psicoterapia até alegadas abduções por UFO’s (OVNI’s Objetos - Voadores Não Identificados). A trágica verdade, todavia, é que a ajuda temporal através do “poder superior” dos AA desvia os recipientes para longe de Jesus Cristo e de Sua salvação eterna. Além do mais, o AA provê uma pequeníssima ajuda real, mesmo na luta contra o alcoolismo. Grupos de cristão bíblicos, que confiam apenas em Jesus Cristo têm resultados extraordinariamente mais favoráveis.  Por outro lado, Stafford diz ainda, engodando as pessoas: “Os 12 passos são um pacote de práticas cristãs, mas sem o menor compromisso em usá-las”.  





Os Alcoólicos Anônimos e o ocultismo
 

Desviando-se do Deus verdadeiro, e voltando-se para os falsos deuses de qualquer espécie, o AA abre a porta às manifestações ocultistas, ao engano e à escravidão. Tal é o legado do AA. Bill Wilson e seu amigo íntimo, Bob Smith, estavam ambos extremamente envolvidos com o ocultismo, mesmo antes de conceberem o AA e, ainda mais, depois que o AA estava plenamente estabelecido. A biografia oficial de Wilson revela, sem qualquer reserva ou constrangimento que, por anos a fio, após a fundação do AA, eram feitas sessões na casa de Wilson, além de outras atividades psíquicas, incluindo a consulta de Ouija board (mesa branca de consulta com letras, símbolos e números). A biografia declara:

Há referências de sessões e outros eventos psíquicos nas cartas que Wilson escreveu a Lois [esposa dele], durante aquele primeiro verão em Akron, com os Smiths [Bob e Anne], em 1935.

Wilson deitava-se no sofá. Ele “obtinha” tais ensinamentos [do mundo espiritual] toda semana. A cada vez, certas pessoas [demônios personificando seres humanos mortos] poderiam “entrar e trazer longos ensinamentos, palavra por palavra…”

[Em 1938] quando Wilson começou a escrever [o manual do AA], ele clamou por direção […] As palavras começaram a pulular com velocidade espantosa. Ele completou o primeiro rascunho em meia hora […]

Numerando os novos passos, eles chegaram a 12, um número simbólico; ele pensou nos 12 apóstolos e, pouco tempo depois, estava convicto de que a Sociedade deveria ter 12 passos.

Foi através de mediunidade que Wilson recebeu o manual dos Alcoólicos Anônimos, notadamente de ensinamentos do mundo demoníaco. Não é surpresa, portanto, que o efeito do AA sobre muitos dos seus membros tem sido levá-los ao envolvimento com o ocultismo. Wilson também envolveu-se com o uso de LSD, na esperança de alcançar um elevado estado místico, com o objetivo de provar a sobrevivência do espírito após a morte. Em 1958, Wilson escreveu a Sam Shoemaker:

Através do AA, nós recebemos um tremendo volume de fenômenos psíquicos, muitos deles espontâneos. Alcoólatras após alcoólatras têm me contado sobre tais experiências […] que cobrem uma gama enorme de tudo que vemos nos livros.

Além da minha experiência mística original, eu mesmo tenho vivido incontáveis fenômenos psíquicos.




Uma tolerância intolerante
 

            Agora, chegamos ao ponto em que igrejas evangélicas estão promovendo, patrocinando, apoiando e recomendando a seus membros e pessoas de fora, programas para vencer o pecado em suas vidas, usando técnicas e um poder superior que substitui (ou, minimiza, suplementa) Deus e o poder do Espírito Santo! Stafford recomenda todos os grupos de 12 passos porque eles são “tolerantes”. Deveríamos nós recomendar tolerância sobre a identidade de Deus e a diferença entre a  Sua Verdade e a mentira de Satanás? Sobre a alegada “tolerância”, considerando as regras dos variados grupos de 12 passos implantados por grupos externos na The Willow Creek Community Church of South Barrington, considere o seguinte:



                        Um código oficial de instrução explica:

Os passos sugerem uma crença num Poder maior do que nós mesmos, “Deus, como O entendemos”. O programa não procura, nem muito menos tenta, nos dizer o que nosso Poder Superior deveria ser.


Ele pode ser qualquer coisa que nós escolhermos como, por exemplo, o amor humano, a força para o bem, o próprio grupo em si mesmo, a natureza, o universo, ou o Deus (Deidade) tradicional.


O código nos instrui: “Nós nunca discutimos religião”.
 
            Nas Escrituras, somos mandados a “… batalhar pela fé que uma vez foi dada [de uma vez por todas] aos santos.” (Judas 3). Como, portanto, podemos ser tolerantes na promoção, divulgação e apoio de poderes superiores, que tomam o lugar de Deus? Dando suporte à tolerância, Stafford diz: “Cristãos [em qualquer grupo de 12 passos] podem expressar suas convicções.” Quais convicções?  A de que Jesus Cristo é O Poder Superior? Isto não é bíblico, nem permitido pelas regras dos grupos externos às igrejas, mas que funcionam dentro delas, os quais desfrutam de  total autonomia, ficando os membros das igrejas de mãos atadas, totalmente impossibilitados de pregar o evangelho em tais encontros.


            O conceito do AA de um poder superior é pagão. Definitivamente, é um insulto a Jesus Cristo associá-lo a tal poder, seja qual for. Cristo não é um poder, mas uma Pessoa. Stafford assevera que os cristãos não podem dizer qualquer coisa que possa “minar as propostas pluralísticas dos grupos de 12 passos, sugerindo que os outros pontos de vista sobre Deus sejam errados”. Portanto, a tal alegada “tolerância” tem seus limites e é um fato de real INTOLERÂNCIA AO EVANGELHO!


            Em sua tese de doutorado sobre os variados grupos de 12 passos implantados na The Willow Creek Community Church of South Barrington, Pritchard escreve:


Mesmo cristãos da própria igreja não podem falar sobre a verdade cristã em tais encontros na Willow Creek Church. Embora nos programas profiram-se palavras, orações e ensinamentos a um “Poder Superior”, estes funcionam como ateísmo prático, ensinando variadas categorias contemporâneas e seculares de visões psico-sociológicas. Mesmo essa tamanha ausência de conteúdo teológico não impede a igreja de promover e divulgar tais programas, que funcionam durante a semana.


O fato da Willow Creek Church patrocinar e divulgar esses programas ilustra o vazio da prioridade da igreja em pregar a verdade cristão.





Tradução e adaptação por Mário Sérgio



Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).




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