BATISTAS FUNDAMENTALISTAS E A METODOLOGIA DA “ORAÇÃO RAPIDINHA”:

UM MÉTODO FALHO DE EVANGELISMO PRODUZIU MUDANÇA NA DOUTRINA DO ARREPENDIMENTO





 Atualizado em 3 de agosto de 2005 (publicado pela primeira vez em 23 de fevereiro de 2000) (David Cloud – Fundamental Baptist Information Service, P.O. Box, Port Huron, MI 48061, 866-295-4143, fbns@wayoflife.org; para instruções sobre inscrição e cancelamento ou mudança de endereço, ver o parágrafo de informação no final do artigo) -

O texto abaixo foi extraído da segunda edição do livro “Repentance Is More Than a Sinner’s Prayer” (Arrependimento é Mais que uma Oração do Pecador)”, direitos de cópia 2000, David W. Cloud, disponível na “Way of Life Literature” (http://wayoflife.org)




Falando ampla e genericamente, louvo ao Senhor pelo movimento das igrejas batistas fundamentalistas. Este movimento representa várias congregações que mantém certas coisas em comum, principalmente (novamente, falando muito genericamente) a bíblica doutrina dos batistas; independência das estruturas denominacionais; e uma militância fundamentalista pela verdade. As igrejas batistas fundamentalistas tem exibido um tremendo zelo pelo evangelismo e pelas missões mundiais. Multidões em todo o mundo têm sido salvas por causa deste zelo. As igrejas batistas fundamentalistas também têm estado na vanguarda pela defesa da verdade nesses tempos finais. George W. Dollar, um dos mais antigos historiadores do movimento fundamentalista, faz a seguinte observação:


“ Cada vez mais, batistas independentes têm dominado a cena do Fundamentalismo desde 1935. Seu evangelismo que bate pesado produziu algumas grandes igrejas; sua constante ênfase em ganhar almas para Cristo e na construção de escolas batistas independentes (com um forte empurrão por parte do inter-denominacionismo) lhes deu um lugar de comando no continente americano...Um fator adicional nesta nova situação tem sido a aprofundada apostasia entre os batistas organizados, entre os presbiterianos e entre os metodistas. Fundamentalistas entre os últimos dois grupos têm tido grande dificuldade em conseguir que muitas pessoas queiram deixar as denominações da velha linha. De fato, poucos presbiterianos e metodistas têm querido deixá-la de modo nenhum, mesmo em face de ultrajante apostasia e liberalismo. (Dollar, Uma História do Fundamentalismo na América, 3ª edição 1989, p. 213).


Deixados de lado esses fatores positivos, nas décadas mais recentes um grande erro se introduziu nos recantos do movimento batista fundamentalista. Eu o chamo de “METODOLOGIA DA ORAÇÃO RAPIDINHA”. É uma metodologia evangelística em que se diz que as pessoas são cristãs preparadas para o céu e são listadas como tal em relatórios, meramente porque fizeram a “oração do pecador”, mesmo não oferecendo nenhuma evidência de que sejam realmente nascidas de novo.

Eu chamo a isso “Metodologia da Oração Rapidinha” porque focaliza em uma oração como o meio de salvação. Eu a chamo de “Metodologia da Oração Rapidinha” porque se especializou em rápidas apresentações e rápidas decisões e uma falta geral de profundidade e porque enorme número de seus “convertidos” não demonstram nenhuma evidência de genuína salvação bíblica.

Um exemplo disto foi-me comunicado algum tempo atrás por um amigo que teve a seguinte experiência em uma proeminente igreja batista independente:

"Nós saímos juntamente com a equipe de oficiais e funcionários da igreja, na manhã de sábado, para ganhar almas. Nós imediatamente nos dividimos e eu fiquei num pequeno grupo juntamente alguns dos veteranos. Na primeira porta a que nos dirigimos, falamos a um amigável rapaz católico e, para minha surpresa, o rapaz foi salvo ante meus olhos, quando Mr. XXXX o levou tão rapidamente de umas poucas passagens das Escrituras até a “oração do pecador”, que isso me pegou com a guarda baixa [sem saber o que pensar daquilo]. Eu me recuperei e (enquanto estava tomando detalhes do contato com este homem e os escrevia numa pequena ficha-formulário), eu perguntei ao homem se (1) acreditava que era uma pessoa boa e (2) que é possível ir ao Céu sendo uma pessoa boa.  Este homem que tinha acabado de ser “salvo” disse-me ' SIM.'  Eu olhei ao redor e outros dois homens ao lado de mim não disseram nada e não fizeram nada.  Nós fomos a alguns lugares mais e eventualmente alcançamos uma casa onde uma jovem senhora católica romana veio à porta. Ela disse que era uma cristã que já tinha professado.sua fé.[ante um grupo como o nosso]. Mesmo que ela dissesse que todas as igrejas eram as mesmas, Mr. XXXX deu-lhe a garantia do salvação citando 1 John 5:13."


As igrejas que adotaram esse método de evangelização não escriturístico produziram milhões de falsas profissões de fé e têm dado uma falsa esperança à mesma multidão. Não é incomum que um por cento ou menos dos “convertidos” demonstrem genuína salvação. Há muitas igrejas que só podem mostrar um punhado de novas criaturas em Cristo para cada mil convertidos que anunciam. Longview Baptist Temple, em Longview, Texas, alega que mais que um milhão de pessoas foram salvas em 25 anos (http://www.lbtministries.com/Pastor/Meet_Our_Pastor.htm). Todavia, num culto médio de quarta-feira [para orações e/ou doutrina], o qual é a mais verdadeiro reflexo da verdadeira membresia real e ativa de qualquer igreja, você somente irá encontrar umas pouquíssimas centenas de pessoas. Literalmente, centenas de milhares daquelas almas que foram “ganhas” não estão em lugar nenhum onde possam ser encontradas.

Há algo extremamente errado sobre esse quadro. É uma grande confusão.

Por anos tenho estado observando o triste fruto dessa técnica: multidões de falsas profissões de fé, confusão sobre salvação, indiferença quanto à verdade bíblica, agnosticismo, vida reprovável e blasfêmia contra Deus. Em muitas comunidades no país, um grande percentual da população fez a “oração do pecador” e foi batizada em igrejas que praticam a “Metodologia da Oração Rapidinha”. Muitos deles jamais nasceram de novo e estão agora quase inoculados contra a salvação bíblica. Quando desafiados sobre sua condição espiritual sem vida, eles comumente replicam: “eu fiz aquilo”, significando que fizeram uma oração e receberam a garantia da vida eterna. Já que não ouviram que Deus requer que eles se arrependam dos seus pecados, estão confortáveis e seguros de terem um bilhete de passagem para o céu. Os que observam tais coisas são levados a pensar que a salvação significa pouco ou nada em relação ao modo de vida de alguém.



Minha experiência pessoal


Eu fui salvo com a idade de 23 anos, pela graça de Deus, no verão de 1973, e logo me reuni a uma igreja batista fundamentalista. Fiquei super contente por encontrar igrejas que levam a Bíblia a sério, que não querem facilmente vender os requisitos de Deus para a vida cristã, que são genuinamente zelosos pela verdade bíblica e que querem defender a verdade, CONTRA o erro. Eu devorava a Bíblia e tinha lido o Novo Testamento 3 ou 4 vezes nos primeiros meses após ter sido salvo e sabia que este era o tipo de igreja onde Deus queria que eu me congregasse. Não há igreja batista fundamentalista perfeita e aquela onde congregava como novo cristão certamente estava longe de ser perfeita. No entanto, eu era zeloso e ousado pelo Senhor, e estava entusiasmado por ter encontrado meu lar, ali.

Um ano mais tarde passei a freqüentar uma escola bíblica [um seminário] batista para melhorar minha educação, meus conhecimentos das Escrituras, e a me preparar para o serviço ao Senhor. Eu sabia o que o Senhor estava me chamando para que eu fizesse, mas sabia que o que quer que eu fizesse pela vontade de Deus, requereria uma forte fundamentação em Sua Palavra. Enquanto lá estava, trabalhava no ministério de ônibus de uma grande igreja batista fundamentalista (Igreja Batista de Highland Park, Chattanooga, Tennessee) e pregava numa pequena capela associada com aquela igreja. Fui treinado em técnicas de ganhar almas que eram desenvolvidas para produzir grande número de “profissões de fé”. Na prática, requerer e esperar por arrependimento não era parte da técnica. Ela focalizava, ao invés, na manipulação de pessoas para admitirem serem pecadores (sem usar tempo suficiente para esclarecer exatamente o que aquilo significava), para saber se gostariam de ir para o céu quando morressem, e para fazerem a oração do pecador. Os que fizessem a oração do pecador ouviam imediatamente que estavam salvos, recebiam a garantia da salvação e a eles se diziam estarem salvos, embora a grande maioria não demonstrasse nenhuma evidência bíblica de salvação.

Testemunhei várias vezes esse tipo de coisa. Um grupo de ganhadores de almas voltaria à igreja afirmando ter conseguido dez almas para Cristo, mas, como de hábito, nenhuma dessas pessoas “salvas” mostraria qualquer interesse posterior nas coisas de Deus. Se isso ocorresse uma ou duas vezes, ninguém pensaria muito sobre isso. Nenhuma igreja pode inteiramente evitar falsas profissões de fé, mas o relato de número massivo [gigantesco] de profissões vazias é o procedimento padrão para essas igrejas. Ninguém parece se perturbar com o fato de que só ínfima percentagem das várias salvações relatadas exiba alguma evidência de regeneração.

Por várias semanas em 1977, minha esposa e eu acompanhamos um programa de ganhadores de almas num Phoster Club numa igreja na Flórida. Embora as senhoras do Phoster Club relatassem muitas salvações, não encontramos [absolutamente] nenhuma pessoa que demonstrasse bíblica evidência de salvação. (Sei que algumas pessoas são salvas através desses programas, mas as amplas estatísticas não refletem a realidade).

Tenho um amigo que pastoreou uma igreja batista fundamentalista no nordeste de Indiana, perto da Primeira Igreja Batista de Hammond. Em 1980, um aluno da Hyles-Anderson obteve em sua igreja perto de 1000 cartões de decisão do ministério de visitação da Primeira Igreja Batista. As pessoas desse ministério acompanharam diligentemente esses indivíduos, mas ficaram extremamente desapontados por descobrir que [absolutamente] nenhuma das pessoas estava interessada nas coisas de Cristo. O amontoado de profissões era completamente vazio de realidade espiritual. Ele me testificou que isto lhe abriu os olhos ao perigo da abordagem de Hyles ao evangelismo e claramente demonstrou a duplicidade dos relatos publicados pela Primeira Igreja Batista. Não darei seu nome, pois não o quero submetido a vexame, mas mantenho seu nome anotado.

Durante meu primeiro ano na escola bíblica, saí para ganhar almas com vários experientes ganhadores de almas e repetidamente testemunhei esse tipo de coisa. O ganhador de alma pegaria alguém na “Estrada da Epístola aos Romanos”, embora o indivíduo muitas vezes não demonstrasse praticamente nenhum interesse no que estava sendo dito e embora parecesse estar ansioso para fugir de nós e seguir para seus interesses. A despeito da falta de qualquer convicção do Santo Espírito ou de arrependimento evidentes, o ganhador de alma manipularia a pessoa pressionando-a para que fizesse a oração, e então lhe anunciaria que estaria “salva”, e continuaria dando-lhe a certeza da “salvação”. Eu sempre duvidei dessa técnica. [Pergunto] como a pessoa poderia ser salva se, obviamente, não estava convencida ou arrependida do seu pecado contra Deus, nem mesmo muito interessada em Deus, de fato, quando, por todas as aparências, ele só fez a oração meramente esperando por um bilhete de passagem para o céu que não requereria mudança de sua parte e também esperando se livrar dos ganhadores de almas? [Como tal pessoa poderia ser salva?]

Um homem de Deus me descreveu tal cena recentemente, similar àquelas que pessoalmente presenciei muitas vezes. Visitando uma grande igreja batista fundamentalista na Califórnia, ele foi fazer visitação com um dos mais notáveis ganhadores de almas da igreja. Uma senhora respondeu à campainha em uma casa e ficou impacientemente atrás da porta de tela enquanto o ganhador de alma dissertou rapidamente o plano de salvação. Ela queria atender ao seu filho que brincava no quintal, mas ele lhe implorava que ouvisse a apresentação. Durante todo o tempo, ela olhava para o fundo da casa, bastante distraída. No final da apresentação ele enfaticamente exigiu que ela abrisse a porta parcialmente e apertasse sua mão. Ela parecia chocada por seu pedido, mas cautelosamente fez o que ele pediu. Então ele perguntou se ela queria ir para o céu depois de morrer. Quando ela respondeu afirmativamente, ele lhe pediu que fizesse a oração do pecador depois dele, o que ela fez. Ele lhe anunciou que ela estava gloriosamente salva e ela imediatamente fechou a porta e foi cuidar de seus afazeres. Isso é o que chamo de Metodologia da Oração Rapidinha ou manipulativa. Essa senhora, e milhões como ela, fizeram a “oração do pecador” sem a convicção do Espírito Santo sobre o pecado, sem claro entendimento do evangelho, sem arrependimento demonstrado ante Deus e sem fé salvadora depositada sobre Jesus Cristo.

É impossível imaginar os apóstolos e pastores nas igrejas primitivas agindo dessa forma e eu tenho que recusar seguir essa prática em meu próprio ministério. Aprendi muitas coisas bíblicas na escola bíblica e agradeço a Deus pelas boas coisas que ganhei nos meus anos lá, mas Deus me diz em Sua Palavra para “provar TODAS as coisas” (I Ts 5:21) e isso inclui as coisas que fui ensinado numa escola bíblica batista. Tenho todo o direito e a responsabilidade de rejeitar coisas que não estejam de acordo com a Bíblia, mesmo enquanto “retendo aquilo que seja bom”, em meu treinamento. Não é incomum em escolas bíblicas tentar exigir uma inquestionável lealdade de seus graduandos, e aqueles que questionam e rejeitam coisas que a escola ensina ou defende vão para a “lista negra”. Isto é absolutamente contrário às Escrituras e não é de Deus. O único Ser a quem podemos dar inquestionável lealdade é o Senhor Jesus Cristo. Cada pregador deve ser continuamente provado pelas Escrituras (I Co 14:29). A autoridade pastoral é autoridade real que requer a submissão dos membros da igreja (Hb 13:7, 17), mas a submissão ao pastor [ou à igreja ou ao seminário ou à denominação] não é inquestionável nem cega. As Escrituras limitam a autoridade do pastor. Ele não tem autoridade para conduzir a igreja de modo contrário à Palavra de Deus e é errado que os pastores (ou a liderança da escola bíblica, etc.) tratem as pessoas como inimigas, quando elas se recusam a seguir ensinos que elas acreditem não serem Escriturais.

Eu rejeitei esta metodologia evangelística não escritural [de oração rapidinha] quando me ensinaram sobre ela pela primeira vez há 30 anos atrás, e a rejeito hoje ainda mais veementemente. Ela não é o tipo de evangelismo que encontramos no Novo Testamento e eu me recuso a seguir uma teologia e prática fabricadas por homens, independentemente de quais sejam as etiquetas que portem. Batistas e fundamentalistas que ensinem e pratiquem coisas contrárias à Bíblia estão tão errados quanto protestantes e novos Evangélicos que o façam.

Essa metodologia evangelística não escritural [de oração rapidinha] permeou num grande segmento do movimento da igreja batista independente durante as últimas três décadas. Embora muitos homens sejam culpados de promovê-la, acredito que um homem que teve a mais ampla influência nisso foi o PASTOR JACK HYLES, da Primeira igreja Batista de Hammond, Indiana. Sua influência diminuiu nas décadas mais recentes devido a vários escândalos, mas ,nos anos 70 e 80, sua influência era vasta através do Colégio Hyles-Anderson , dos seus livros, e do congresso anual chamado de Escola de Pastores



O ZÊNITE DA METODOLOGIA DA ORAÇÃO RAPIDINHA


“A Metodologia da Oração Rapidinha alcançou seu ápice em 3 de maio de 1998, quando o Pastor Hyles afirmou que mais pessoas foram salvas e batizadas em sua igreja naquele [único] dia do que foram salvas e batizadas no dia de Pentecostes ou em qualquer outro dia da história da Igreja. Hyles estima que em torno de 15.000 pessoas foram salvas em seu dia especial e 5.112 foram batizadas.

Quando os eventos na igreja de Hyles são comparados com os descritos em Atos, cap. 2, no entanto, aparecem cinco discrepâncias sérias: (1) Pedro pregou a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, enquanto Hyles pregou sobre o Céu. (2) Pedro exigiu arrependimento, enquanto Hyles nem mesmo mencionou arrependimento ou mesmo enfatizou que ele pode ser necessário para a salvação. (3) Os que foram salvos no dia de Pentecostes foram acrescentados à Igreja, enquanto os que fizeram a oração com Hyles não tiveram permissão para se unirem à igreja. (4) A única “metodologia” usada em Pentecostes foi a oração, a pregação da Palavra de Deus, o testemunho pessoal, e o poder sobrenatural do Espírito Santo, enquanto Hyles usou múltiplas promoções fabricadas por homens para atrair pessoas às suas reuniões e para manipular pessoas para tomarem “decisões” e submeterem-se ao batismo. (5) Os que foram salvos em Pentecostes “continuaram firmes na doutrina, na comunhão e nas orações”, enquanto poucos dentre os contados nas estatísticas de salvação de Hyles demonstraram tais evidências claras de salvação. [Ver Cap. Cinco do livro Repentance Is More Than a Sinner’s Prayer (Arrependimento é Mais que a Oração do Pecador), o título do capítulo é “Pentecostes vs. Hylescostes”]

(Contaram-me que antes de sua morte em 2001, Jack Hyles estava pregando sobre arrependimento e mudança de vida. Disseram-me que ele estava fazendo isso na Conferência de Wally Beebe Bus em Janeiro de 2000, por exemplo. Mas se ele realmente mudou sua mental a respeito de arrependimento e decidiu definir arrependimento biblicamente e historicamente como uma mudança mental que resulta em mudança de vida, e se ele realmente acreditou ser importante procurar por genuíno arrependimento e conversão na vida de cada professante de fé, então ele deveria ter publicamente renunciado às suas afirmações anteriores sobre arrependimento, assim como à sua metodologia não baseada nas Escrituras “você- quer- ir- para- o- céu?- Então- faça- essa- oração” que encheu a terra com professantes de fé não convertidos. Ele também deveria ter renunciado à afirmação ultrajante de que foram salvas em sua igreja, em 3 de Maio de 1998, mais pessoas do que no dia de Pentecostes. Em outras palavras, se ele se arrependesse sobre o arrependimento, então nós o teríamos realmente visto [arrependimento na própria vida dele]! O arrependimento bíblico pode ser visto. É uma grande hipocrisia e incrível confusão um homem dizer que acredita no arrependimento bíblico enquanto, ao mesmo tempo, classifica milhares de orações vazias como “salvações”. Um homem que diz que 15.000 pessoas foram salvas em sua igreja em um [único] dia quando ele sabe muito bem que muitos deles não nasceram de novo, NÃO ACREDITA EM ARREPENDIMENTO, apesar de tudo que possa dizer com sua boca. MUITOS OUTROS HOMENS QUE DIZEM QUE CRÊM EM ARREPENDIMENTO NEGAM-NO NA PRÁTICA, ATRAVÉS DE SEUS NÃO ESCRITURAIS PROGRAMAS DE GANHAR ALMAS)

Acredito ser a carnalidade que permite que a metodologia da “oração rapidinha” domine um programa evangelístico de uma igreja. Por que seguir uma metodologia que produz números massivos de profissões vazias? Por que relatar as orações vazias como se fossem salvações? Por que não admitir que tais grandes números não refletem a genuína salvação? Acredito que a resposta jaz na carnalidade da liderança. O orgulho (usar números inflacionados para exaltar a si mesmos) e a exaltação do homem (seguir homens de reputação e não seguir somente a Deus e à Sua Palavra, e permitir que homens exaltem a si mesmos acima das Escrituras e da decência) são produtos da carnalidade.

A mesma carnalidade que permitiu que a não escriturística metodologia da “oração rapidinha” permeie muitas igrejas batistas independentes deu frutos não espirituais em outras áreas. Multidões de proeminentes pregadores batistas independentes (incluindo Jack Hyles e seu filho Dave e muitos dos amigos pregadores mais íntimos de Hyles) foram envolvidas em escândalos morais, muitas vezes deixando suas congregações em caos e arrasadas. Incontáveis membros da igreja se tornaram amargos por esses incidentes e são hoje firmes inimigos do fundamentalismo bíblico por causa da carnalidade e do absurdo não escriturístico que observaram nas igrejas batistas independentes. (Não estou desculpando essas pessoas, porque deveriam ter mantido seus olhos no Senhor, ao invés de mantê-los nos homens; só estou apontando um fato). Muitas das igrejas maiores entraram em colapso e fecharam suas portas ou são mera casca de sua “glória” anterior. Nada disso me espanta muito. Os homens dispostos a empregar técnicas não escriturísticas para “ganhar almas”, dispostos a usar manipulação humana para produzir profissões de fé questionáveis, dispostos a transformar a casa do Deus santo num carnaval, que relatam grande número de convertidos, apesar da vasta maioria deles não demonstrar evidência de salvação, que são auto-promotores e fanfarrões, -- são homens carnais. “Porque o que semeia para sua própria carne da carne colherá corrupção”.... (Gl 6:8). Não é surpresa que muitos desses homens se tornaram adúlteros, ladrões, mentirosos, pervertidos e charlatães. (Oro ao Senhor, por outro lado, que também haja pastores de algumas grandes igrejas batistas independentes que sejam homens de Deus, humildes, compassivos, centrados em Cristo).

Muitas outras grandes igrejas batistas independentes rapidamente se tornaram ecumênicas e adotaram filosofias não escriturísticas neo-evangélicas de crescimento de igreja (empregando uma mensagem positiva, usando música de rock, deixando que as pessoas estabeleçam os padrões de vida pregados pela igreja, associando com Mantenedores da Promessa (Promise Keepers) e outras organizações ecumênicas, usando uma miscelânea de versões modernas da Bíblia [baseadas no texto alexandrino e/ou traduzindo pelo método de Equivalência Dinâmica], etc.). Isto também não me surpreende. Demasiados pastores batistas independentes foram consumidos com uma abordagem pragmática para o crescimento da igreja. Os pragmáticos usam de qualquer método para alcançarem mais eficazmente o objetivo de formarem e manterem uma grande igreja, independentemente de o método ser ou não estritamente fiel às Escrituras ou glorificar a Jesus Cristo. Vejo pouca diferença entre o batista independente que usa recursos carnavalescos para construir grandes igrejas, de um neo-evangélico que usa um “culto contemporâneo”. Nenhuma dessas coisas está nas Escrituras nem glorifica a Jesus Cristo. À luz do pragmatismo que tem permeado a filosofia de crescimento de muitas igrejas batistas independentes nos últimos 30 anos, não surpreende que tantas estejam adotando a metodologia neo-evangélica. Há 30 anos, as maiores igrejas no país eram batistas independentes. Hoje, as maiores são neo-evangélicas e carismáticas. O pragmatismo vê isso e pula no vagão de maior sucesso sem considerar o ensino e exemplo das Escrituras do Novo Testamento. Sua primeira consideração não é a verdade, mas números e prestígio.







MUDANDO A DOUTRINA DO ARREPENDIMENTO


A ampla adoção da “oração rapidinha” resultou numa mudança na doutrina do arrependimento. Um dos erros do método de evangelização que produz grande número de profissões vazias de fé é a falha em pregar e demandar o arrependimento bíblico, ou a redefinição do arrependimento para significar uma mera mudança mental que não necessariamente resulta numa mudança de vida.

Considere os seguintes exemplos dessa mudança na definição de arrependimento:


“O que faz com que a ira de Deus caia sobre uma pessoa? Não crer! Então, de que uma pessoa deve se arrepender para ser salvo? Ele deve se arrepender daquilo que o torna perdido. Já que ‘não crer’ o torna perdido, ‘crer’ o torna salvo. O arrependimento então é a conversão a partir daquilo que o afasta de ser salvo, para aquilo que o salva. Então, sim, há um arrependimento de não crer para que se venha a crer. É simplesmente uma mudança de direção [uma conversão]. Significa dar a volta. Você está deixando a não crença e decide dar a volta e crer. Você muda sua direção. Você muda a sua mente. Com a sua vontade você crê e repousa sobre Cristo para salvá-lo. Você tem que se arrepender de não crer. Aquilo que torna perdido o homem deve ser corrigido” (Dr. Jack Hyles, Enemies of Soulwinning (Inimigos de Ganhar Almas), 1993).”.

“10.446 profissões de fé em 1995. … Arrependimento não é uma doutrina. A palavra ‘arrependimento’ nem mesmo é encontrada no livro de João. Deus assume obviamente que ‘arrependimento’ é uma parte de ‘crer’.....Arrepender não é converter-se dos seus pecados... Arrepender é mudar sua mente da não crença para a crença em Cristo”. (Bob Gray, “A Message from the Pastor,” The Soulwinner, January 1996, Longview Baptist Temple, Longview, Texas).

“A ênfase sobre arrependimento criou confusão entre pregadores jovens e idosos. Tem sido uma fonte de desencorajamento para os ganhadores de almas..... Tenho duas escolhas. Posso seguir os que usam seus alfinetes [emblemas orgulhosamente exibidos nas golas de suas roupas] de ganhadores de almas, ou posso seguir os que são críticos daqueles que levam pessoas a Cristo. Que os críticos possam se arrepender e que possam os ganhadores de almas perceber que estamos no mesmo time” (Brent Neal, “Is Repentance an Attack on Soulwinning?” The Baptist Contender, junho 1966).

“As várias condições falsas de salvação [incluem] batismo na água e arrependimento” (Dr. Fred Afman, “The Way of Salvation,” Sunday School class, Highland Park Baptist Church, Chattanooga, Tennessee, maio 1966. Citado por Chris Mc Neilly, The Great Ommission, pgs 25/26; Dr. Afman é professor no Tennessee Temple).

“Se alguém diz: arrependa-se dos seus pecados senão você não estará salvo, o que eles querem dizer com isso?.... arrependimento no verdadeiro sentido da palavra significa deixar de ser um descrente e tornar-se um crente” (Tolbert Moore, “Repentance and Lordship Salvation,” The Gospel Preacher, setembro 1996).

“O problema e a confusão não é pregar arrependimento, mas ligar a definição errada à palavra. Por exemplo, dizer que arrependimento significa converter-se do pecado, ou dizer que arrependimento é uma mudança mental que leva a uma mudança de ação é dar uma definição errada à palavra” (Curtis Hutson, Repentance: What Does the Bible Teach? Sword of the Lord, 1996 p.16).



Acredito que as afirmações acima sobre arrependimento representam um erro sério. Não acredito que isso seja um assunto simples. Dizer que o arrependimento não tem nada a ver com converter-se do pecado, negar que ele seja uma mudança de mente que LEVA A UMA MUDANÇA DE VIDA, e afirmar que arrependimento não tem que ser pregado, tudo isso é ensinamento falso. Se não precisa ser pregado, por que o Senhor Jesus Cristo e Pedro e Paulo e os outros pregadores da Bíblia o fariam?!

Estou convencido que essa mudança na doutrina do arrependimento é meramente uma justificativa para a metodologia não escriturística que se tornou proeminente durante as últimas três décadas.






O QUE OS PREGADORES BATISTAS FUNDAMENTALISTAS TÊM ACREDITADO TRADICIONALMENTE SOBRE O ARREPENDIMENTO


Como os batistas fundamentalistas chegaram a esse ponto? Afirmar que milhares estejam sendo salvos quando não há evidência de salvação na maioria das suas vidas é confusão. Não é nisso que os batistas fundamentalistas acreditavam e praticavam antes das últimas décadas.



João, o batista

Está claro que o primeiro ‘batista’, aquele chamado João, não praticava qualquer tipo de ‘oração rapidinha’. Ele pregava arrependimento e demandava a respectiva evidência.


“Naqueles dias, apareceu João batista pregando no deserto da Judéia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;” (Mt. 3:1,2, 7, 8).




Igrejas Apostólicas

Também está claro que os apóstolos do Senhor e as primeiras igrejas não desdenhavam o arrependimento. Pedro exigiu o arrependimento no dia de Pentecostes: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo. (Atos 2:38). Em sua Segunda epístola, Pedro descreveu salvação como vir ‘ao arrependimento” (II Pedro 3:9).

Também Paulo pregou o arrependimento aos pagãos não salvos doa seus dias. “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em qualquer parte, se arrependam (Atos 17: 30)”. Ele obviamente não se impressionou pelo argumento de que o termo arrependimento não deveria ser usado porque o povo não salvo não o compreendia ou o argumento que o arrependimento não deveria ser pregado porque não é mencionado no Evangelho de João! Além disso, Paulo exigiu evidência do arrependimento dos que professavam a fé em Cristo: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento”. (Atos 26: 19-20).

Não há o mais leve traço de “oração rapidinha” no evangelismo praticado pelos apóstolos e as primeiras igrejas.



Os Waldenses

Os Waldenses são um exemplo de separatistas, igrejas batistas do Novo Testamento que existiram através de toda as “Eras de Trevas” e que foram amargamente perseguidos pela Igreja Católica Romana apóstata. Fiz extensa pesquisa sobre as antigas igrejas, mesmo chegando ao ponto de visitar o Alpes no nordeste da Itália onde eles viveram, e foi muito edificante e desafiador. Minha biblioteca contém dúzias de histórias sobre os Waldenses, incluindo Algumas Notas sobre a História Eclesiástica das Antigas Igrejas do Piemonte (1821) por Pierre Allix, Detalhes Autênticos dos Waldenses (1827) por D’Henri Arnaud, Espelho dos Mártires, por Thieleman Braght, História dos Waldenses da Itália (1889) por Emilio Comba, Uma História da Igreja Medieval (1954) por Margaret Deanesly, A História dos Antigos Waldenses (1838) por George Faber, Atos e Monumentos (1641) por John Foxe, Narrativa de uma Excursão às Montanhas do Piemonte (1925) por William Gilly, A Inquisição na Idade Média (1906) por Henry Lea, História Geral das Igrejas Evangélicas dos Vales Piemonteses (1669) por Leger, História da Reforma na Itália (1856) por Thomas M’Crie, História da Igreja de Cristo (1819) por Joseph Milner, Os Waldenses (1853) por A. W.Mitchell, História das Igrejas Evangélicas dos Vales do Piemonte (1658) por Samuel Morland, Uma História Eclesiástica (1840) por Johann Mosheim, História Geral da Religião Cristã (1847) por Augustus Neander, História da Igreja Cristã (1910) por Phillip Schaff, História dos Antigos Cristãos (1846) por Jean Paul Perrin, Pesquisas Eclesiásticas (1792) por Robert Robinson, Os Waldenses (1838), por William Beattie e História do Protestantismo (1896) por James Wylie.

William Jones, um notável pastor e estudioso batista britânico no século 18 e início do século 19, publicou uma excelente história dos Waldenses em 1819. Sua História da Igreja Cristã em dois volumes, foi recentemente publicada pela Way of Life Literature via Biblioteca Eletrônica da História Batista no web site de Way of Life - http://www.wayoflife.org/articles/jones00.htm. Usando materiais raros da Igreja, Jones observou que o termo “Waldenses” descreve vários grupos de cristãos separatistas que tomaram a Bíblia como sua única autoridade de fé e prática e que rejeitaram Roma como a grande prostituta da Babilônia. Pelo menos alguns dos Waldenses sustentaram os distintivos batistas, incluindo a Bíblia como única autoridade de fé e prática, uma participação regenerada da igreja, duas ordenâncias da igreja: o batismo dos crentes e a Ceia do Senhor como refeição memorial, o sacerdócio do crente, o direito à interpretação pessoal das Escrituras e a separação da igreja e Estado. (Por volta do século 16, muitos dos Waldenses que restavam após [cerca de 15] séculos de inesgotável e feroz perseguição estavam desgastados e então corromperam suas práticas e aceitaram certos erros protestantes como o batismo infantil; mas há irrefutável evidência de que no mínimo muitos dos primeiros grupos Waldenses rejeitaram esses erros).

As antigas igrejas Waldenses da Itália e da França, como representantes das igrejas separatistas crentes na Bíblia e existentes na Idade das Trevas, pregavam arrependimento e exigiam evidência de arrependimento dos que professavam o Cristo. O texto seguinte é de uma Confissão de Fé Waldense de 1544:

 “Acreditamos que a ordenança do batismo na água é o sinal visível e externo que representa para nós o que, em virtude da operação invisível de Deus, está dentro de nós, isto é, a renovação de nossas mentes e a mortificação de nossos membros através [da fé em] Jesus Cristo. E por essa ordenança somos recebidos na santa congregação do povo de Deus, previamente professando e declarando nossa fé E MUDANÇA DE VIDA” (Jones: History of the Christian Church, vol. II, “Waldensian sentiments and practices, collected from their own writings”).

É óbvio que as antigas igrejas Waldenses teriam rejeitado com horror a idéia moderna de que o arrependimento não necessariamente resulta em mudança de vida e que as igrejas podem receber membros que não tenham outro testemunho de salvação além da mera oração que repetiram.



Roger Williams

Centenas de exemplos podem ser dados dos batistas na Inglaterra e na América durante os últimos séculos para demonstrar que eles defenderam o arrependimento bíblico. Como exemplo do que os batistas pensavam sobre arrependimento e conversão na antiga história da América, voltamos a Roger Williams. Ele formou o que é amplamente visto como a primeira igreja batista na América. Embora Williams mais tarde tenha se desvinculado dos batistas e de outras igrejas organizadas, ele mantinha uma visão sensível ao Evangelho e a muitos aspectos da doutrina bíblica. Ele foi muito enfático sobre a necessidade da genuína conversão. Em sua Resposta a George Fox (fundador dos Quakers) de 1676, Roger Williams observa que “uma Igreja do Evangelho deve ser feita de homens verdadeiramente regenerados que se possa chamá-los de crentes reais, verdadeiros discípulos e convertidos, pedras vivas, de tal modo que se possa dar conta de como a graça de Deus apareceu entre eles e PRODUZIU AQUELA MUDANÇA CELESTIAL NELES” (citado em Thomas Armitage, A History of the Baptists, 1890). Esta mudança que ele chama “aquele princípio galante, celestial e fundamental do objetivo verdadeiro de uma congregação, aprisco ou sociedade cristã.” Em seu tratado “Christenings make not Christians“ (Batizar ou Declarar Cristão não Fazem Cristãos), publicado em 1645, Williams adverte enfaticamente contra as falsas profissões de fé e uma falha em pregar e exigir a genuína conversão espiritual. Ele conta a seus leitores que ele poderia ter multiplicado milhares de “convertidos” entre os nativos de Nova Inglaterra, se tivesse desejado usar meios não encontrados nas Escrituras: “Sei que teria sido fácil para mim mesmo, longe de mim tal coisa, trazer muitos milhares desses nativos, sim, todo o país, a uma conversão anticristã muito maior do que jamais se ouviu na América”.

Depois de repetir que dessa forma ele poderia ter convertido os índios, ele faz a seguinte indagação: “Por que eu não os trouxe a tal conversão?” E ele responde:


“Respondo: “Ai de mim, se chamo luz à escuridão ou escuridão à luz, se chamo de doce ao amargo ou de amargo ao doce. Ai de mim se chamo a isso conversão a Deus, o que é, de fato, uma subversão das almas de milhões na cristandade, de uma adoração a meramente outra, e a profanação do santo nome de Deus, do Seu santo Filho e das abençoadas ordenanças.... Não é um terno de cetim carmesim que fará um homem morto viver. Tire-o e mude seu carmesim para branco e ele continuará morto. Tire-o também e coloque nele roupas de ouro e dela mude para roupas cobertas com diamantes e ele ainda será um homem morto. Pois não é uma forma nem a mudança de uma forma para outra, outra forma mais fina, mais fina e ainda mais fina, que torna um homem em convertido – QUERO DIZER UM CONVERTIDO ACEITÁVEL PARA DEUS EM JESUS CRISTO, CONFORME A REGRA VISÍVEL DE SUA ÚLTIMA VERDADE E TESTAMENTO. Não falo de hipócritas, que só tem o brilho mas sem a solidez do ouro, como Simão o Mago, Judas, etc. Mas de VERDADEIRA CONVERSÃO EXTERNALIZADA. Digo então, ai de mim! Se, com a intenção de pegar pessoas, como disse o Senhor Jesus a Pedro, eu fingir a conversão [deles] e trouxer homens, como peixes místicos, a um estado de Igreja, quer dizer, um estado de convertidos, e então edificá-los com ordenanças como se fossem um povo cristão convertido e ainda, depois disso, ainda fingir pegá-los através de uma pós-conversão.”



Nas páginas 17-18, Williams define mais completamente o que ele entende como arrependimento e conversão:


“Primeiro, deve ser por livre proclamação e PREGAÇÃO DE ARREPENDIMENTO e perdão dos pecados (Lucas 14), por mensageiros que possam provar seu envio e comissionamento legal pelo Senhor Jesus para fazer discípulos em todas as nações; para batizá-los ou lavá-los no nome ou profissão de fé na Santa Trindade. Mt 28:19; Rm 10: 14-15. Em seguida, UMA TAL CONVERSÃO (até o alcance do julgamento dos homens, que é falível) É COMO FOI O JULGAMENTO DOS PRIMEIROS MENSAGEIROS, como foi em Simão o Mago, etc., É NA MEIA-VOLTA-VOLVER DE TODO O HOMEM, PARA FORA DO PODER DE SATÃ E PARA AGORA SEGUIR NA DIREÇÃO DE DEUS. Atos 16. Essa mudança é como se o velho homem se tornasse um bebê (Jô 4); Sim, equivale à nova criatura de Deus na alma. Ef 2:10.”



Aquele sólido velho guerreiro da liberdade religiosa, Roger Williams estava atento ao grande crime de produzir e aceitar “convertidos” cristãos que não estejam verdadeiramente convertidos por regeneração espiritual. É óbvio o que Roger Williams pensaria da prática entre batistas independentes de hoje multiplicando milhares de pessoas pelo mundo afora proclamadas como “salvas” meramente porque fizeram uma oração. Muitos missionários batistas me descreveram a terrível confusão disseminada em várias partes do mundo através da prática da “oração rapidinha” por seus irmãos missionários que utilizaram esse mal não Escritural além das praias da América. Sim, eu o vi com meus próprios olhos.

Durante nossos 14 anos de trabalho missionário no Nepal, poderíamos obter números massivos de “decisões” e “orações de pecador” se estivéssemos dispostos a usar a metodologia da oração rapidinha. Que hindu ou budista não quereria “ir para o céu depois de morrer?” Ansiosamente eles fariam uma oração ou cumpririam o ritual de qualquer outra religião por esse fim desejado. Na realidade, no entanto, o que eles estão fazendo quando fazem essa oração é meramente acrescentando Jesus a seus outros deuses porque não estão prontos a se arrepender de sua idolatria. Trabalhei com alunos da universidade do Nepal na cidade de Oklahoma e, numa reunião evangélica eu estava falando com um deles. Nós o conhecíamos há um ano e meio e passamos muitas horas juntos e havia explicado o evangelho para ele. De fato ele participou de várias igrejas e ouviu o evangelho muitas vezes. Ele me contou que “aceitou Jesus Cristo como Deus e Salvador. Nesse ponto, um ganhador de almas tipo “oração rapidinha” lhe diria para fazer a oração do pecador, mas essa pressa é loucura para quem está lidando com as almas eternas dos homens. Eu disse: “Isso é ótimo”. O que você pensa agora a respeito dos deuses hindus?” Ele respondeu: “Eles também são deuses. Há um único Deus, mas Ele tem várias manifestações e modos de adoração. No meu caso, gosto do modo cristão de adoração.” Isto é típico do caminho que muitos hindus tomam quando se tornam interessados no Cristianismo. Eles aceitam Jesus Cristo como Deus, mas não como único Deus. Eles não rejeitam a idolatria. Eles adicionam Jesus a seus outros deuses. Quando um hindu (ou alguém mais, neste assunto) está pronto a ser salvo, ele está pronto a sair da idolatria e a receber SOMENTE a Jesus Cristo como Deus e Salvador (Ts 1:9-10)!

As Igrejas que dei início são muito cuidadosas sobre os que professam a Cristo e querem se juntar a elas. Eles requerem alguma evidência de que o indivíduo nasceu de novo (Atos 26:20) Se eles não fizessem assim, se eles aceitassem qualquer pessoa naquela cultura que quisesse “professar a Cristo”, as igrejas rapidamente se encheriam com “hindus cristianizados” não regenerados. E é isto precisamente o que você encontra em muitas outras igrejas. Uma igreja nos EUA, famosa por suas muitas “decisões” geradas por seu programa evangelístico, acompanhou alguns dos contatos nepaleses locais da minha esposa. Em alguns casos, eles conseguiram que os nepaleses fizessem uma oração de salvação e conseguiram levar alguns deles para a fila da piscina batismal. Mas os nepaleses ainda permaneceram não regenerados e não arrependidos de sua idolatria. Uma vez fomos a um jantar na casa de um casal nepalês em que ambos os cônjuges fizeram a oração do pecador. Exposto em destaque na parede da sala de estar estavam deuses nepaleses. A senhora contou à minha esposa que, sim, eles ainda oravam a eles. Não surpreende encontrar um hindu eu queira adicionar Jesus a seu/sua deus/a, mas o que surpreenderia seria encontrar uma igreja que afirme acreditar e seguir a Bíblia, mas que aceita profissões vazias de fé como “salvações” e contabilize-as assim, em seus relatórios e até mesmo em seu rol de membros.






Os Antigos Batistas exigiam uma Experiência de Regeneração


Os primeiros batistas na América não só levavam a sério a salvação como requeriam evidência dos que então eram batizados, mas esse era o comum entre as antigas igrejas batistas na América do Norte. O Pastor David Benedict publicou sua História Geral da Denominação Batista na América, em 1813. Ele trabalhou oito anos nessa obra monumental, durante cujo processo ele viajou perto de 7.000 milhas pelos estados do sul e do norte e no Canadá, coletando informação sobre as igrejas. Muitas dessas jornadas foram solitárias, a cavalo, em regiões inóspitas do país. Sua história frequentemente menciona o cuidado com que as igrejas batistas devidamente organizadas recebiam membros. “Eles tinham um costume chamado ouvir a experiência”, que precedia o batismo. A seguinte, por exemplo, é uma descrição de um reavivamento que ocorreu em 1807 em Argyle, Nova Escócia:


“Muitos foram feridos no coração e se lamentaram sob o peso dos seus pecados. No último culto de sábado em março, 20 pessoas vieram e foram batizados. Devo concluir também que cento e vinte foram batizados. Houve cinco batismos no inverno. Vinte e quatro CONTARAM SUAS EXPERIÊNCIAS, os quais ainda não foram batizados [porque suas experiências não foram consideradas totalmente suficientes] ainda e vários outros estão sob sentimentos de esperança. A obra [isto é, o reavivamento] ainda continua nesse lugar e está se disseminando rapidamente em diferentes partes da província” (Benedict, Uma História Geral da Denominação Batista, vol.I, cap.8).


Vemos muitas diferenças importantes entre o método de evangelismo praticado por esses antigos batistas, em relação ao método praticado por muitos batistas independentes hoje. Primeiro, eles procuravam pelas [evidências de] forte convicção de serem pecadores, [evidência dada] pelo Espírito Santo. Segundo, eles requeriam um claro testemunho de salvação daqueles que seriam batizados. Eles requeriam dos candidatos a professarem a fé que “contassem suas experiências” perante a igreja. É óbvio que eles procuravam mais que culto meramente dos lábios para fora. Terceiro, eles não computavam meras profissões de fé, mas computavam os batismos de [sim, mas isto somente se referia a] os que davam evidência de salvação. Quarto, eles não confundiam “sentimentos de esperança” com salvação genuína. Sabiam que uma pessoa pode estar interessada em Cristo e pode ser convencida do seu pecado sem estar genuinamente salva. Vemos muitos exemplos disso nos Evangelhos.



J. Frank Norris

Vamos nos aproximar mais do nosso próprio tempo. Nos anos 30, 40, 50 e 60, houve multidões de igrejas batistas fundamentalistas “agressivas” [quanto ao evangelismo] que viram milhões de almas serem salvas pela graça de Deus. J. Frank Norris, por exemplo, pastoreou duas grandes igrejas ao mesmo tempo, desde 1934 a 1947 – a Primeira Igreja Batista de Fort Worth, Texas e a Igreja Batista Templo, de Detroit, Michigan. Pelos esforços de Norris e seu assistente, Dr. Louis Entzminger, as Escolas Dominicais dessas duas congregações se tornaram as maiores do mundo naquela época (15.000 e 20.000 alunos, respectivamente). Eles descartaram livrinhos de estudo e usaram somente a Bíblia como livro texto nas Escolas Dominicais. Norris desenvolveu um programa agressivo de visitação de casa em casa. Em suas memórias, Entzminger escreveria:


“Do ponto de vista humano, o segredo do crescimento dessas igrejas pode ser resumido em uma palavra: Visitação (O Frank Norris que Conheci por 34 anos, p.255).


Os homens saíam nas noites das 2ªs feiras, indo diretamente do trabalho para a igreja às 18hs onde tomavam uma sopa preparada pelas senhoras da igreja. Às 18.30 h recebiam cartões e saíam para visitar os lares, dois a dois. Às 21hs voltavam à igreja para dar relatos. As mulheres se reuniam na igreja às 09.30 h e visitavam os lares até 12.30 h e então se encontravam novamente na igreja para almoçar e confraternizar, seguido por relatos e uma curta mensagem de Norris.

Essas duas Igrejas, por sua vez, produziram dúzias de outras igrejas. No ano da morte de Norris (1952), a Primeira Batista e a de Fort Worth tinham estabelecido mais de 20 igrejas que cresciam saudavelmente e em volta daquela única cidade. O mesmo foi verdade para o da Igreja Batista Templo, de Detroit. Uma certa vez [por ocasião de uma campanha evangelística] J. Frank Norris [todas as noites] durante uma inteira semana sobre o assunto do inferno, sem fazer um único convite. Só depois de toda a semana dessa pregação, ele fez o convite e mais de 150 pessoas foram salvas. Ele acreditava em forrar o chão dos corações dos pecadores com a lei de Deus para preparar a alma para a genuína conversão e arrependimento. Este é um dos elementos esquecidos do evangelismo de hoje. Norris nunca deu aos homens a idéia de que poderiam ser salvos e ir para o Céu sem arrependimento dos seus pecados contra Deus. Em sua mensagem “Há um Céu?” ele proclamou:


“Jesus disse: A não ser que nos arrependamos, pereceremos todos, da mesma forma. Só há uma verdade que salva o homem do inferno: arrependimento. Os homens não vão para o inferno por causa dos seus pecados, mas POR NÃO SE ARREPENDEREM DOS SEUS PECADOS.”


Norris obviamente acreditava em arrependimento do pecado. Numa série de mensagens intituladas “Em Que os Batistas Fundamentalistas Acreditam”, pregada na reunião anual da Associação Batista Americana em 1935, Norris declarou claramente que o arrependimento é a “volta para Deus com sincera contrição, confissão e súplica por misericórdia” e que a “adequada evidência” do novo nascimento “aparece nos santos frutos do arrependimento e fé e novidade e vida.” Ele pregou contra aqueles que instruíam as pessoas a tomarem meras “decisões” por Cristo e que convidavam pecadores a meramente virem à frente para oração. Ele dizia que “nesse tipo de pregação não havia evangelho suficiente para salvar uma formiga.”

Não havia “oração rapidinha” no ministério de Norris ou no ministério de outros antigos pregadores batistas fundamentalistas. Eles nunca deram a idéia que as pessoas poderiam ser salvas sem evidenciar uma mudança de vida.


J. Oswald Smith

Outro exemplo de um ministério evangelístico agressivo numa igreja fundamentalista na primeira parte do século 20 foi o de J. Oswald Smith em Toronto, Canadá. Ele construiu uma grande congregação através da pregação do evangelho e iniciativas de ganhar almas. Ele treinou ganhadores de almas, separou guerreiros de oração, usou cultos evangelísticos, fez convites e fez grande coleta de almas no Canadá e em todo o mundo. Não havia nada de raso, no entanto, em seu ministério do evangelho. Não havia “oração rapidinha”. Ele constantemente enfatizada a convicção do pecado, o genuíno renascimento espiritual, a confissão do pecado, o arrependimento e a absoluta necessidade do poder de Deus operando o milagre. A seguinte afirmação é de um sermão que ele pregou sobre evangelismo diante de 3.000 alunos universitários:


“Onde houver genuína convicção do pecado não é necessário impor, coagir ou pressionar na energia da carne; os pecadores virão sem serem forçados; eles virão porque percebem que têm que vir... Se tivermos que conseguir frutos do Espírito Santo, Deus deve preparar o terreno; o Espírito Santo deve convencer sobre o pecado antes que os homens possam verdadeiramente crer.” É certo dizer às pessoas para crerem quando Deus já fez Seu trabalho em seus corações, mas primeiro eles devem sentir a necessidade deles. ESPEREMOS ATÉ QUE O ESPÍRITO DE DEUS TENHA FEITO SUA PARTE ANTES DE DIZERMOS: ‘CREIAM NO SENHOR JESUS Cristo e vocês serão salvos. VEJAMOS PRIMEIRO OS SINAIS DE CONVICÇÃO como no caso do carcereiro filipense...

“‘Há um outro Evangelho, muito popular nos dias atuais, que parece excluir convicção do pecado e excluir arrependimento, excluir ambos do esquema da Salvação, o qual passa a demandar do pecador uma mera concordância com o fato de sua culpa e pecado, e uma espécie de concordância intelectual com o fato e a suficiência com a intermediação de Cristo; e, dada tal concordância, diz que ele vá em paz e fique feliz com a certeza de que o Senhor Jesus tornou tudo certo entre sua alma e Deus, assim gritando paz, paz, onde não há paz. Frágeis e falsas conversões desse tipo podem ser uma razão por que tantos que assumem a profissão de fé cristã desonram a deus e trazem reprovação à igreja por suas vidas inconsistentes e por suas permanentes escorregadelas e mundanismo e pecado’....

“UMA COISA É LEVANTAR A MÃO E ASSINAR UM CARTÃO DE DECISÃO, MAS OUTRA COISA É SER SALVO... Uma coisa  é ter centenas de convertidos declarados durante o excitamento de uma campanha, mas outra coisa é vir cinco anos depois e ainda encontrá-los lá”.
(Oswald J.Smith, A Paixão pelas Almas, 1950).


É óbvio que não há “oração rapidinha” no ministério de Oswald J.Smith. Ele não procurava por vazias profissões de fé. Ele buscava salvações. Ele definiu arrependimento como uma mudança mental tão radical que sempre resultaria em mudança de vida.

Centenas de outros exemplos poderiam ser dados de igrejas batistas independentes fundamentalistas e agressivamente evangelísticas, entre 1930 e 1970. O ponto onde quero chegar é que enquanto essas igrejas tinham grande zelo pelo evangelismo, elas não praticavam a metodologia da “oração rapidinha”. Norris e outros daquele tempo contavam números, mas não faziam relatórios ultrajantes sobre profissões vazias de fé. O que eles tipicamente contavam não eram “decisões” ou “profissões”, mas batismos e pessoas que se tornavam membros. Por exemplo, em 1946 foram relatadas 3.126 “adições a ambas as igrejas” (Fort Worth e Detroit). Na biografia de Norris por Entzminger não há menção de meras profissões de fé e certamente não há exemplo de profissões vazias sendo chamadas de “salvações”.







O QUE OS BATISTAS FUNDAMENTALISTAS ACREDITAVAM TRADICIONALMENTE SOBRE ARREPENDIMENTO


Em décadas passadas, os batistas mais fundamentalistas pregavam o arrependimento bíblico. Eles ensinavam que o arrependimento é uma volta para Deus, afastando-se do pecado. Eles sabiam que o arrependimento verdadeiro resulta numa mudança na vida da pessoa e ficariam admirados se um batista fundamentalista negasse isso. Eles não ensinavam que o arrependimento fosse uma obra da salvação, mas sabiam que o verdadeiro arrependimento sempre produz boas obras. Eles entendiam adequadamente sobre o arrependimento e pregavam enfaticamente sobre arrependimento. Considere os seguintes exemplos:

Coletei essas citações de muitas fontes e sou especialmente grato à biblioteca do Colégio Batista Bíblico em Springfield, Missouri, ao Dr. Chris McNeilly por seu excelente livro A Grande Omissão: O Que Aconteceu ao Arrependimento (Colégio Batista de Fairhaven, Chesterton, Indiana, 1999); ao evangelista Steve Ragland, Ministro Batista em Prisões, Sioux Falls, Dakota do Sul, que realizou extensa pesquisa sobre a doutrina do arrependimento, e ao Dr. Jack Green, pastor da Igreja Batista Landmark em Fort Worth, Texas, que gerencia a J&R Distribuidores, através da qual os escritos e fitas de antigos batistas fundamentalistas são publicados. Dr Green graciosamente me permitiu pesquisar em seus próprios arquivos sobre o arrependimento

As seguintes declarações sobre arrependimento são de batistas fundamentalistas. (As declarações feitas por muitos cristãos nos últimos 500 anos estão no meu livro Arrependimento é Mais que uma Oração do Pecador)


“A EVIDÊNCIA ADEQUADA [DO NOVO NASCIMENTO] APARECE NOS SANTOS FRUTOS DO ARREPENDIMENTO E FÉ E NOVIDADE DE VIDA... Houve um tempo em que os ministros nunca pregavam sem chamar a atenção ao arrependimento. Mas isso está fora de moda agora. Oh, pela voz de um João, o batista: ‘Arrependei-vos! Arrependei-vos! Arrependei-vos! Arrependei-vos! ’, Jesus disse: ‘A menos que vos arrependeis, todos, da mesma forma, perecerão’. Paulo pregou arrependimento a Deus e fé no Senhor Jesus Cristo. Acreditamos que o Arrependimento e a Fé são obrigações solenes e também graças inseparáveis, inseridos em nossas almas pela operação do Espírito de Deus; assim sendo, sendo profundamente convictos de nossa culpa, perigo e dependência e do caminho da salvação por Cristo, voltamos a Deus com séria contrição, confissão e suplicando por misericórdia; ao mesmo tempo recebendo ao Senhor Jesus Cristo e abertamente confessando-O como nosso único e suficiente Salvador” (J.Frank Norris, Em Que os Batistas Fundamentalistas Acreditam, uma palestra dada na reunião anual da Associação Batista Americana na Primeira Igreja Batista, Fort Worth, Texas, 1935).)

Arrepender-se significa literalmente mudar a mente ou o espírito para Deus, deixando o pecado. Significa AFASTAR-SE DOS SEUS PECADOS, sinceramente, de todo o coração, e acreditar que Jesus Cristo o salvará. Você pode ver, então, como o homem que acredita em Cristo se arrepende, e o homem que se arrepende acredita em Cristo. O carcereiro se arrependeu quando SE AFASTOU DO PECADO para acreditar no Senhor Jesus Cristo” (John R. Rice, O Que Devo Fazer para Ser Salvo? 1940).

“Os batistas pregam o evangelho do ARREPENDIMENTO DO PECADO. Eles pregam e praticam o mesmo verdadeiro evangelho do arrependimento, da salvação, do batismo, como o primeiro pregador batista de que temos registro, cujo nome era João e que veio de Deus” (J.Frank Norris, Palestras sobre Romanos, coleção 1947).

“Acreditamos que o Arrependimento e a Fé sejam obrigações solenes e também graças inseparáveis, inseridas em nossas almas pela operação do Espírito de Deus; e assim, sendo profundamente convencidos de nossa culpa, perigo e desamparo e do caminho da salvação por Cristo, voltamos a Deus com séria contrição, confissão e suplicação pela misericórdia e ao mesmo tempo recebendo o Senhor Jesus Cristo de coração e abertamente confessando-O como nosso único e suficiente Salvador” (Sociedade Bíblica Batista, Artigos de Fé, 1950).

Reconhecendo sua culpa, há um AFASTAMENTO DO PECADO. Há uma volta para Deus. A palavra real ‘arrependimento’ significa uma volta completa: uma mudança de curso, uma mudança de mente... É IMPOSSÍVEL PENSAR NUM ARREPENDIMENTO QUE NÃO FAÇA COM QUE O PECADOR SE AFASTE ALEGREMENTE DOS SEUS PECADOS.... Sei que temos um movimento religioso raso em nossos tempos que permite aos homens professarem fé em Cristo e ao mesmo tempo continuarem a viver no mundo. Essa fé religiosa rasa não é real.  Elas são meras palavras e não têm parte com Deus na salvação” (Harold Sightler, Castigo e Arrependimento, 1963).

“Arrependimento para Deus – que é AFASTAR-SE DE TODOS OS SEUS PECADOS e de tudo que você sabe estar errado e VOLTAR SUA FACE PARA A DIREITA, então acreditando em Jesus Cristo como seu completo Redentor” (B.R. Lakin, Prepare-se para Encontrar seu Deus, 1964).

“Arrependimento é [mais que uma mera] tristeza espiritual pelo pecado. ARREPENDIMENTO É O ABANDONO DO PECADO. O ARREPENDIMENTO REAL É COLOCAR SUA CONFIANÇA EM JESUS CRISTO DE FORMA QUE VOCÊ NÃO VIVERÁ MAIS DAQUELE JEITO. O Arrependimento é permanente. É uma experiência para toda a vida e para toda a eternidade. Você nunca mais amará ao demônio novamente quando você se arrepende. Depois que você foi [verdadeiramente] salvo, você nunca mais flertará com o demônio novamente como hábito de sua vida. Nunca mais você será feliz vivendo em pecado. Isso nunca mais o satisfará e as aparências do mundo nunca mais preencherão seus desejos e suas ansiedades em sua alma. Arrependimento é algo muito maior do que muita gente pensa. É absolutamente essencial se você quer ir para o céu” (Lester Roloff: Arrependa-se ou Pereça, 1965).

“O verdadeiro momento em que a alma que está morta, eliminada, alienada da verdadeira vida de Deus, se vê como sem esperança, desamparada, merecedora do inferno e pecador a caminho e já nas bordas do inferno; quando essa alma vê que Jesus Cristo é o único caminho, a única esperança e quando ela enxerga além de si, quando se ARREPENDE DO SEU PECADO e vê o trabalho finalizado do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado para a salvação – nesse mesmo momento, instantaneamente, o Espírito de Deus opera” (G.Beauchamp Vick, A Fé Bíblica dos Batistas, vol. II, Imprensa Batista Regular, 1966).

“Às vezes é útil enfatizar o Senhorio de Jesus Cristo na explicação desse assunto de uma entrega pessoal. Muitos extravios ocorrem porque o pecador não entende o que está envolvido ao SE TOMAR JESUS CRISTO COMO SEU SENHOR, mais do que por outros motivos, no meu julgamento. Um ‘ACREDITISMO’ QUE NÃO INCLUI UMA ENTREGA DE CORAÇÃO É UM ACREDITISMO MERAMENTE MENTAL; isto não pode resultar num novo nascimento para um pecador, não mais do que para os demônios!” (Robert Summer, Evangelismo Bíblico em Ação, 1966).

“O verdadeiro arrependimento é a tristeza pelo pecado cometido contra um Deus santo e não apenas tristeza pelo pecado, mas O AFASTAMENTO DO PECADO, O ESQUECIMENTO DO PECADO E A VOLTA PARA DEUS. O pecado levou o Salvador à cruz e certamente só este fato é razão suficiente por que TODOS OS QUE GENUINAMENTE SE ARREPENDERAM ODEIEM O PECADO E ESQUEÇAM OS CAMINHOS PECAMINOSOS” (Oliver B.Greene, Comentário sobre Atos dos Apóstolos, Atos 2: 37-38, 1969).

UMA ORAÇÃO DECORADA OU ALGUMA DECLARAÇÃO REPETIDA SEM O VERDADEIRO ARREPENDIMENTO E FÉ NUNCA SALVA NINGUÉM. Ele deve ser muito sério a respeito disso e realmente querer dizer isto... Considere um caso em que a pessoa com que se está lidando vai repetir uma oração, depois que o ganhador de almas chama o Senhor para salvar sua alma. Aqui está um padrão que pode ser seguido meramente como exemplo: ‘Senhor, eu percebo que sou um pecador. Estou perdido em meu pecado. EU ME VOLTO CONTRA MEU PECADO. Eu me arrependo do meu pecado. Aqui e agora eu confio no Senhor Jesus Cristo como meu Salvador pessoal... ’ (Leon F. Maurer, Ganhando Almas: O Desafio do Momento, Espada do Senhor, 1970).

“O que quero dizer com arrependimento? Quero dizer VOLTAR SEU CORAÇÃO CONTRA SEU PECADO. Voltar-se contra o pecado dentro do seu coração e começar a viver para Deus... Um coração penitente que SE VOLTA CONTRA SEU PECADO e volta para Jesus” (John R. Rice, Arrependa-se ou Pereça, Espada do Senhor, 3 de março de 1971).

“O arrependimento é uma das notas perdidas na pregação dos dias modernos. Há muito tempo está ausente dos púlpitos por toda a América e por todo o mundo. Como resultado, nossas igrejas estão cheias de pessoas que nunca conheceram arrependimento em seus corações... O arrependimento simplesmente significa uma mudança de mente sobre mim mesmo e meu estado espiritual. SOBRE PECADO e sobre Deus... O fruto do arrependimento é a VOLTA PARA DEUS, CONTRA O PECADO... O filho pródigo teve uma mudança de mente e se levantou e voltou para o pai, deixando o chiqueiro para trás. Assim é com todos que realmente se arrependeram dos seus pecados. ELES SE VOLTAM CONTRA O PECADO para servir ao Deus verdadeiro e vivo (I Ts 1:9)” (Charles Boone, A Testemunha, “A Necessidade de Arrependimento”, junho de 1971).

“Deveria haver pregação clara contra o pecado. As pessoas deveriam ser ensinadas A SE VOLTAREM CONTRA O PECADO em genuíno arrependimento” (John R.Rice, Dr Rice, Aqui Estão Mais Perguntas, vol. II p.425, 1973).

Arrependimento é dar uma ‘virada de rosto’, UMA GIRO EM TORNO DE SI MESMO. O Arrependimento envolve auto-julgamento que produz uma MUDANÇA MENTAL A RESPEITO DE SI MESMO, SOBRE O PECADO, e sobre o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Até que uma pessoa se arrependa, ela estará satisfeita vivendo em pecado e morrerá e irá para o inferno” (Gene Hooker, “O Que é Arrependimento”, Ministério nas Prisões Rock of Ages, nd.).

“As palavras gregas [para arrependimento] significam “UMA MUDANÇA MENTAL QUE RESULTA EM MUDANÇA DE AÇÃO”. Quando isso se refere ao homem, há uma tristeza pelo envolvimento no pecado. Essa definição é substanciada pelos estudos de Trench e Thayer, assim como pelo uso do Novo Testamento” (Bruce Lackey, Arrependimento é Mais que uma Mudança mental, 1980).

“Pouca pregação, poucos ganhadores de almas, folhetos evangélicos ou programas de rádio, mencionam o arrependimento casualmente. Os que o fazem normalmente o desculpam dizendo que ele não significa afastar-se do pecado ou mesmo ter a intenção de fazê-lo, mas apenas uma mudança de mente. O que é o verdadeiro arrependimento?... Aqui, em Atos 26:19-20, assim como em Jonas cap.3, o arrependimento está claramente descrito como VOLTANDO-SE CONTRA O PECADO para Deus, e isto trará uma mudança de vida. A obra que alcança o arrependimento é a prova real de salvação!” (Caçador de Erro Evangelístico, Tribuna Bíblica Batista, Arrependimento Bíblico, 3 de abril de 1984).

“[Arrependimento] é uma mudança de mente que leva a uma mudança de direção e EVIDENCIA A SI MESMO EM AÇÃO MUDADA... Não há uma verdadeira fé que salva sem arrependimento, assim como não há arrependimento sem fé salvadora. Os dois são virtualmente inseparáveis e ainda vitalmente necessários componentes do evangelho” (Ed Dobson, O Arrependimento é Parte do Evangelho?, Jornal Fundamentalista, fevereiro de 1984).

“Durante muito tempo tem sido ensinado em alguns círculos que não podemos conseguir almas salvas quando saímos para ganhar almas. Amigo, entenda claramente que nenhum homem, nenhum pregador, ninguém tem qualquer habilidade ou qualquer autoridade para salvar ninguém, ou mesmo convencer a ninguém do seu pecado... Sem convicção não pode haver conversão. Sem arrependimento não pode haver regeneração.... Se Deus Todo-Poderoso não operou em seu coração e vida, meu amigo, não faz nenhuma diferença quantas vezes você levantou sua mão numa reunião como essa. NÃO FAZ DIFERENÇA QUANTAS VEZES VOCÊ ANDOU POR UM CORREDOR OU FEZ UMA ORAÇÃO ... PODE-SE FÍSICA E VERBALMENTE FAZER UMA ORAÇÃO, MAS SE A ATITUDE DO CORAÇÃO NÃO ESTÁ CERTA COM DEUS, NÃO HÁ SALVAÇÃO. Não faz diferença quantas vezes você assinou um cartão de decisão ou mergulhou em alguma piscina batismal ou se uniu a uma igreja” (Evangelista Ken Lynch, O Perdão do Pecado, c.1985).

“A palavra arrependimento significa uma mudança mental – uma volta interna. A visão da pessoa é alterada a respeito de Deus, o pecado e em relação a si mesmo. A mudança mental produz uma CORRESPONDENTE MUDANÇA NO CORAÇÃO E AÇÃO... Embora o arrependimento tenha sido amplamente esquecido por nossa geração, não foi esquecido no paraíso. ‘E nos tempos da ignorância, Deus não teve em conta, mas agora comanda que todos os homens em todos os lugares se arrependam” (Evangelista Harold Vaughan, Vida de Cristo, março/abril, 1987).

O arrependimento é uma mudança mental que RESULTA  NUMA MUDANÇA DE AÇÃO” (Pastor Robert Sargent, Marcos da Doutruna Batista, Igreja Batista Bíblica de Willeton e Colégio Bíblico Batista Fundamentalista, Willeton (Perth), Oeste da Austrália, 1989).

“OS QUE ACREDITAM QUE O ARREPENDIMENTO É UMA MUDANÇA MENTAL da não crença para a crença estão promovendo uma saLVAÇÃO INTELECTUAL, QUE PODE SER ALCANÇADA POR UMA ORAÇÃO BARATA (Billy Graham exclui disto apenas quando os ouvintes vêm para ouvi-lo, enquanto esses vêm para serem ouvidos) que expressam a crença nos fatos mostrados, tal como Simão fez em Atos, cap. 8. Quando rejeitamos a crença de seus convertidos como Pedro fez com Simão, somos chamados de inimigos da coleta de almas. Em outras palavras, se não vemos evidência de salvação em seus convertidos e levamos o perdido ao arrependimento, somos considerados inimigos da coleta de almas. Algo não está certo quando os [auto-] declarados ganhadores de almas ficam zangados quando ouvem que seus convertidos estão sendo salvos depois de se verem perdidos ... O importante não é quantos você tem à sua conta, mas quantos nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Evangelista Steve Ragland, O Arrependimento é Somente uma Mudança Mental?, Ministério Batista em Prisões, 1996).

“Pregar arrependimento como parte da fé salvadora e uma condição necessária para todos os benefícios da salvação é um dever sagrado a que nenhum pregador deve silenciar e ainda ser visto como fiel servidor de Cristo (Lucas 24:47). É exigido de Deus em sua dispensação [, amigo,] como foi nas precedentes [dispensações] (Atos 17:30). O arrependimento de modo nenhum é meritório nem se deve descansar nele, já que ele em nada contribui para nossa salvação. O mesmo se pode dizer da fé, pois sem arrependimento o evangelho não pode ser crido de forma salvadora (Mt 21:32; Mc 1:15). O arrependimento, como dom do Espírito, é uma percepção da pecaminosidade do pecado e a tomada de posição junto a Deus contra si mesmo, acompanhada por genuína tristeza espiritual e DETERMINAÇÃO COM PROPÓSITO DE SE VOLTAR CONTRA OS ÍDOLOS para servir ao único e verdadeiro Deus vivo (I Ts 1:9)” (Mike Harding, Primeira Igreja Batista, Troy, Michigan, Conferência sobre Pregação da América Central, 1996).

“Aquele garoto perdido [o Filho Pródigo] nunca teria vindo ao Pai se não tivesse sido movido a fazê-lo pelo arrependimento. Em nossos dias de fraco e barato evangelismo, teríamos dito àquele moço para ligar para seu pai para lhe pedir mais dinheiro para vir embora para casa. Só chore um pouco no ombro de Deus, fique exatamente onde está e Deus irá ajustar tudo. Não é assim que acontece. VOCÊ SIMPLESMENTE NÃO PODE VIR PARA O PAI ENQUANTO PERMANECE ONDE ESTÁ, AMANDO SEU ESPELHO E A LAMA DO PECADO... Você pode ter a velha oração do pecador forçada, fazer toda e qualquer oração do pecador jamais escrita, mas isto não será de qualquer valia sem um coração penitente” (Pastor John Bishop, Igreja Batista do Condado de Cleborne, Heber Springs, Arkansas, O Desafio Cristão, março 1996).

“A falta de pregação contra o pecado trouxe multidões de falsas profissões de fé e falsas crenças... No Novo Testamento, a respeito de salvação, o arrependimento é sempre uma mudança para melhor e SEMPRE UM ARREPENDIMENTO POR CAUSA DE E CONTRA O PECADO. O arrependimento bíblico é a mudança de mente sobre seu pecado, sobre o Salvador e sobre as Escrituras, que produz uma grande mudança na direção de suas vidas (Atos 3:19) (Pastor John L. Graf, Valentes para a Verdade, março 1997).

“O arrependimento das Escrituras é uma mudança de mente que leva à mudança no coração, uma mudança de atitude e uma MUDANÇA DE CONDUTA; uma mudança de atitude sobre si mesmo, sobre o pecado e sobre o Senhor Jesus Cristo. É um voltar a face de uma alma que se afastou de Deus” (Pastor Roger Voegtlin, Comando de Deus ao Arrependimento”, Igreja Batista de Fairheaven, Chesterton, Indiana, 1998).

“O arrependimento faz com que uma pessoa se aborreça a si mesma, produz uma profunda tristeza pelo pecado, faz com que a pessoa se afaste dos ídolos, PRODUZ UMA DIFERENÇA NA VIDA DA PESSOA, evidencia a si mesma quando quer fazer as coisas certas e faz com que a pessoa conheça a verdade” (Pastor Houg Hammett, Elementos de Salvação Bíblica, Igreja Batista de Lehigh Valley, Emmaus, Pennsylvania, 1998).

“O arrependimento expressa o AFASTAMENTO CONSCIENTE DO PECADO, uma mudança mental e toda uma atitude interna para a vida, sem a qual a verdadeira conversão não é possível” (Dr. Chris Mc Neilly, A Grande Omissão: O Que Aconteceu ao Arrependimento?, Colégio Batista de Fairheaven, 1999).





UMA MUDANÇA NA METODOLOGIA DO EVANGELISMO LEVOU A UMA MUDANÇA NA DOUTRINA



É óbvio que os batistas fundamentalistas têm tradicionalmente definido o arrependimento como uma radical mudança de mente que resulta em mudança de vida. Eles definiram [o arrependimento] como a volta para Deus e afastamento do pecado e da idolatria.

Novamente, creio que a mudança na definição de arrependimento entre alguns batistas fundamentalistas é produto de uma mudança na metodologia evangelística que se disseminou amplamente pelos círculos batistas fundamentalistas. É uma justificativa para uma metodologia de coleta de almas não encontrados nas Escrituras, manipulativa, centrada no homem, pressurizada e orientada para números. Se um homem dissemina a idéia de que milhares estão sendo salvos quando apenas uma ínfima percentagem deles demonstra qualquer evidência de regeneração, não é surpreendente que ele desejaria redefinir o arrependimento para significar uma mera mudança mental sem qualquer necessidade de mudança de vida.

O velho Jack Hyles disse que arrependimento, conforme definido tradicionalmente (como mudança mental tão radical em relação a Deus e ao pecado que resulta numa mudança de vida) é um dos inimigos da coleta de almas. Ele redefiniu o arrependimento como uma mera mudança da não crença para a crença. O velho Curtis Hutson, que assumiu a editoração da Espada do Senhor, após a morte do seu fundador, John R.Rice, defendeu enfaticamente em 1986 que o arrependimento não é afastar-se do pecado e não é uma mudança mental que leva a uma mudança de ação.

Esses dois homens têm sido de forte influência no pensamento dos batistas fundamentalistas na questão do arrependimento. Muitos outros que mudaram a tradicional definição bíblica de arrependimento o fizeram sob a “autoridade” desses dois homens.

Como Dr. Hyles e Dr. Hutson chegaram a esse ponto do seu pensamento? Isto não é o que os batistas fundamentalistas têm tradicionalmente pensado sobre arrependimento. Seus velhos amigos John R.Rice e Lester Roloff certamente não definiram arrependimento meramente como uma mudança da não crença para a crença. Eles o definiram biblicamente como a volta a Deus e o afastamento do pecado. Citamos o que eles ensinaram sobre arrependimento. John Rice disse: O que quero dizer com arrependimento? Quero dizer afastar o seu coração do seu pecado. Afastar-se do pecado com seu coração e começar a viver para Deus”. O evangelista Lester Roloff disse: “Arrependimento é abandonar o pecado. O arrependimento real é colocar sua confiança em Jesus Cristo, assim você não viverá mais da forma que vivia.

Obviamente, John Rice e Lester Roloff não pensavam que definindo arrependimento dessa forma, eles estariam ensinando a ser senhor ou operar a salvação. Essa idéia é uma cortina de fumaça espalhada pelos que querem mudar a definição histórica de arrependimento.

Um entendimento bíblico tradicional de arrependimento não permite ao homem afirmar que milhares de pecadores estão sendo salvos quando tantos deles não mostram evidência de regeneração. Um entendimento bíblico tradicional de arrependimento não permite ao homem relatar como salvação uma simples oração do pecador. Uma coisa é dizer que 100 ou 1000 pessoas fizeram a oração do pecador. Outra coisa é dizer que essas pessoas estão salvas. Se eles estão salvos haverá uma mudança. “Portanto, se um homem está em Cristo, ele é nova criatura: as velhas coisas passaram e então, todas as coisas se tornaram novas” (II Co 5:17). “Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1Jo 2:4 ACF)

Alguns leitores podem estar pensando: “Claro, Irmão Cloud, é errado afirmar que as pessoas são salvas se simplesmente fizerem uma oração sem evidência de regeneração, mas alguém realmente faz tal afirmação?” A resposta é que absolutamente [sim], há um grande número de homens fazendo tal afirmação. Eu estava discutindo a doutrina do arrependimento com um missionário há alguns anos em outro país. Ele me contou que muitas pessoas estavam sendo salvas através do seu ministério de coleta de almas, mas quando lhe perguntei sobre seus cultos, ele me explicou que só tinha um punhado de pessoas em seus cultos e admitiu que muitas das pessoas que foram “salvas” não compareciam. Eu o desafiei sobre a afirmação de que as pessoas realmente estavam sendo salvas se não havia evidência disso em suas vidas. Ele se aborreceu muito comigo e enfaticamente contestou que eu não tinha o direito de julgar a salvação das pessoas que estavam professando fé através do seu ministério. Este homem tinha freqüentado a Escola Hyles de Pastores há apenas algumas semanas antes de me encontrar e me disse que o assunto em evidência daquele ano era arrependimento.

A idéia de que você não pode afirmar se alguém foi ou não foi salvo é um absurdo não encontrado nas Escrituras. É possível, claro, para uma pessoa mostrar falsos sinais de salvação e iludir os que a observam, como Judas fez com os outros apóstolos, mas, por outro lado, se alguém é genuinamente salvo, haverá evidência bem definida disso em sua vida. A confissão de salvação não é o mesmo que possessão. “Eles professam conhecer Deus, mas em obras eles O negam, sendo abomináveis e desobedientes e em toda boa obra, reprováveis” (Tt 1:16).



Muitos estão Rejeitando a “Oração rapidinha”

Eu louvo ao Senhor que muitos dos pregadores que foram treinados na metodologia evangelística não encontrados nas Escrituras da “oração rapidinha” a estão abandonando Quando publiquei pela primeira vez “Pentecostes vs. Hylescostes” (ver cap. 5 do livro Arrependimento é Mais que uma Oração do Pecador) em abril de 1998, recebi a maior quantidade de respostas dos pregadores que já recebera antes por qualquer outro artigo ou livro e a resposta foi mais que positiva. Centenas de pregadores batistas fundamentalistas me agradeceram por falar sobre esse erro. A resposta de um pastor de Ontário foi típica. Ele disse: “Estive muitas vezes na Escola Hyles de Pastores. Há vinte anos eu teria rejeitado as afirmações do senhor como quase blasfêmias, mas hoje sei que você está certo e que é importante que esse erro da “oração rapidinha” seja exposto. Sou grato por sua vontade de fazê-lo e louvo ao Senhor por sua revista Oh Timóteo.

“Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento”. (Atos 26: 19-20).

[Este artigo é extraído da Segunda edição do livro “Arrependimento é Mais que uma Oração do Pecador” copyright 2000, David W. Cloud, Literatura Modo de Vida, Cx.Postal 610368, Port Huron, MI 48061, 866-295-4143, fbns@wayoflife.org.]



Ver também "Arrependimento Bíblico"

Ver também "Oração Fácil ou Evangelismo Bíblico?"

Ver também "A Salvação Faz uma Diferença?"

Ver também "Pentecostes vs.Hylescostes"

Ver também "Apresentação do Evangelho Não encontrados nas Escrituras"

Ver também "Apoiadores de Hyles são Seguidores Cegos de Homens"

Ver também "Batistas Fundamentalistas e Oração rapidinha"

Ver também "Questões Respondidas sobre Arrependimento"

Ver também "Como Evitar Profissões Falsas de Fé?"

Ver também "O Rei dos Ganhadores Rasos de Almas Alerta sobre Coleta de Almas"




Autor: David Cloud
Tradutora: Jeanne Rangel, 2005.



Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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