É Fundamentalismo meramente uma crença em “os cinco fundamentos”? [1]

David W. Cloud, Way of Life Literature, 1701 Harns Rd., Oak Harbor, WA 98277. http://wayoflife.org/~dcloud/

Traduzido por Hélio M. Silva


● Alguns têm forjado uma posição de que o Fundamentalismo, historicamente, não foi guerreador nem separatista, mas foi meramente uma crença em “os cinco fundamentos”. Que esta é uma séria perversão da História fica claro pelos fatos que apresentaremos mais adiante.

● Temos que notar, logo no início destas considerações, que o Fundamentalismo nunca foi um movimento  monolítico; nunca teve uma definição única; tem tomado muitas formas diferentes; sempre têm havido alguns que têm usado o nome de Fundamentalista mas que têm fugido correndo para longe do calor da batalha, e que têm recusado obedecer a Palavra de Deus e se separar do erro; descrever o Fundamentalismo é como uma formiga tentando descrever um elefante: a descrição de uma pessoa depende, em certo grau, da sua perspectiva.      Mesmo assim, alegar que o Fundamentalismo NÃO foi caracterizado por guerrear pela verdade, alegar que guerrear e separar-se NÃO têm sido um aspecto significante do Fundamentalismo histórico, é fugir ante a face da História. É contra este erro grosseiro que estamos nos erguendo para refutar.


1. Que o Fundamentalismo histórico é mais que a afirmação de “os cinco fundamentos” é admitido pelos seus historiadores.


● George Marsden faz este sumário: “Na década de 1930, quando se tornou dolorosamente claro que reforma a partir de dentro não poderia evitar a expansão do modernismo nas principais denominações do Norte [dos Estados Unidos], mais e mais Fundamentalistas começaram a fazer da separação (da maioria das denominações da América) um artigo de fé. Embora a maioria que tinha [composto e] sustentado o Fundamentalismo nos anos de 1920 ainda permanecesse em suas denominações, muitos Batistas dispensacionalistas e alguns poucos  Presbiterianos influentes estavam exigindo separatismo. (Marsden, Reforming Fundamentalism: Fuller Seminary and the New Evangelicalism [Reformando o Fundamentalismo [para Pior]: o Seminário Fuller e o Neo Evangelicalismo], Grand Rapids: Eerdmans, 1987, p. 7).

● George Dollar, um dos poucos historiadores do movimento Fundamentalista a escrever do ponto de vista de um genuíno Fundamentalista, dá esta definição: Fundamentalismo histórico é a interpretação literal de todas as afirmações e atitudes da Bíblia e a aguerrida denúncia-exposição de todas as afirmações e atitudes não bíblicas (Dollar, A History of Fundamentalism in America [Uma História do Fundamentalismo na América], 1973).

● Dollar divide o Fundamentalismo em três períodos. (1) De 1875 a 1900, líderes conservadores levantaram a bandeira contra o Modernismo dentro das denominações. (2) De 1900 a 1935, estes combates resultaram em homens deixarem suas denominações para formarem igrejas e grupos separados. “Eles foram os arquitetos da separação eclesiástica.” (3) De 1935 a 1983, a segunda geração de Fundamentalistas continuou a batalha, de fora das principais denominações, e também teve que lutar contra o movimento Neo Evangélico.      É evidente que este historiador, que tem dedicado uma significante porção da sua vida ao exame destes assuntos, identifica o Fundamentalismo histórico com ardentes combatividade e separação bíblica.

● David O. Beale, que tem escrito uma das mais completas histórias do Fundamentalismo (e isto a partir de uma perspectiva Fundamentalista) que já foi impressa, dá esta definição: “A essência do Fundamentalismo ... é a incondicional aceitação de (e obediência a) [todas] as Escrituras. ... O presente estudo revela que, antes de 1930, o Fundamentalismo foi não conformista, enquanto que, depois de 1930, o Fundamentalismo [também] tem sido separatista” (Beale, In Pursuit of Purity: American Fundamentalism Since 1850 [Em Firme-Busca de Pureza: o Fundamentalismo Americano, Desde 1850], Bob Jones University Press, 1986, p. 5).

● Eu darei mais uma ilustração da definição dada ao Fundamentalismo pelos seus historiadores. Novamente, usaremos um autor Fundamentalista. John Ashbrook tem profundas raízes no movimento Fundamentalista. Seu pai, William, foi trazido a julgamento pela denominação Presbiteriana, por causa da sua firme posição contra o Modernismo. Depois de sua separação do Presbiterianismo, William Ashbrook estabeleceu uma igreja independente e Fundamentalista. Ele escreveu um dos mais incisivos livro sobre o Neo Evangelicalismo, com o título “Evangelicalism: The New Neutralism [“Evangelicalismo: o Novo Neutralismo” ou [“Evangelicalismo, O Novo Ficar Em Cima Do Muro”]. A primeira edição do seu trabalho apareceu em 1958.

● Seu filho, John, depois de, ainda jovem, ter flertado com o Neo Evangelicalismo, tornou-se, por seus próprios méritos, um sólido líder Fundamentalista. Seu livro New Neutralism II: Exposing the Gray of Compromise [Novo Neutralismo II: Expondo o Cinza do Acomodacionismo] é, na opinião deste autor [David Cloud], um dos melhores livros jamais impressos sobre a questão do Neo Evangelicalismo. Numa visão retrospectiva do movimento Fundamentalista desde a década de 1930, como é que John Ashbrook define o Fundamentalismo? “O Fundamentalismo é a crença, a proclamação e o guerrear pelas doutrinas básicas [2] do Cristianismo, levando a uma separação escriturística daqueles que as rejeitam” (Ashbrook, Axioms of Separation, nd., p. 10).

● Hoje, aqueles que negam o guerrear [contra o erro] e o separar-se, [característicos] do Fundamentalismo, estão tentando RE-escrever a História [falsificá-la]. Ao invés desses homens admitirem que NÃO são Fundamentalistas da antiga linha, e admitirem que têm repudiado o Fundamentalismo bíblico, eles têm feito concessões e transigências contrárias à Palavra de Deus, e têm adotado o Novo Evangelicalismo. Estes revisicionistas estão tentando redefinir o Fundamentalismo de modo tal que se ajuste à decaída condição deles.

2. Que o Fundamentalismo histórico é mais que a afirmação de “os cinco fundamentosé provado pelo fato do neo evangelicalismo.


● Se fosse verdade que o Fundamentalismo histórico foi uma mera exaltação de “os cinco fundamentos”, então o movimento do Neo Evangelicalismo, da década de 1940, não teria feito nenhum sentido, de modo algum. O Neo Evangelicalismo tem sempre apoiado “os cinco fundamentos” [3]. De fato, como já temos visto, um dos pais do Neo Evangelicalismo tem reconhecido que há pelo menos diversas dúzias de doutrinas fundamentais! A nota chave do Neo Evangelicalismo foi o repúdio ao separatismo e a outros aspectos “negativos” da antiga linha do Fundamentalismo.

● Na sua história do Seminário Teológico Fuller, “Reforming Fundamentalism” (Reformando o Fundamentalismo [para Pior]), o historiador George M. Marsden torna claro que os antigos líderes de Fuller estavam conscientemente recusando os aspectos “negativos” da linha antiga do Fundamentalismo. O próprio título do livro de Marsden é evidência do caráter do Fundamentalismo histórico, de estar em guerra. Está claro, para os historiadores honestos, que o Fundamentalismo de cinqüenta anos atrás [isto é, da década de 1940] era caracterizado por GUERREAR, caracterizado por ter a disposição de lidar com NEGATIVOS [expondo, denunciando, combatendo o erro e os errados] e caracterizado por SEPARAÇÃO. Foram estes fatos que fizeram nascer o movimento do Neo Evangelicalismo [exatamente em oposição a estas características do Fundamentalismo].

● Marion Reynolds, diretor da FEA -- Fundamental Evangelistic Association, em Los Osos, California, -- tem uma rica herança no movimento Fundamentalista. Seu pai foi um dos líderes Fundamentalistas de antigamente, e o próprio Marion tem estado na linha de frente do Fundamentalismo por pelo menos quarenta anos. Este homem sabe a verdadeira história do Fundamentalismo americano, de dentro para fora. Ao replicar à acusação de Jack van Impe, de que os líderes Fundamentalistas de hoje têm abandonado suas heranças e que o Fundamentalismo de antigamente foi, não o confrontar, o guerrear contra o erro, mas sim, muito mais, uma afirmação positiva das doutrinas mais centrais do cristianismo, Reynolds ofereceu a seguinte resenha da história do Fundamentalismo:

- "(1) A primeira geração de Fundamentalistas estava guerreando contra infidelidade em suas próprias denominações, ANTES de os liberais ganharem o controle delas. Separar-se dos irmãos [em erro] [ainda] não era a questão [o movimento necessário], como depois se tornaria.

- (2) Juntamente com o amor e a apreciação que os Fundamentalistas da primeira geração mostravam um ao outro enquanto lutavam ombro a ombro contra um inimigo comum, havia abundantes lágrimas, dores de coração, provações, mal entendidos e desapontamentos, à medida que alguns Fundamentalistas enfraqueceram no calor da batalha e optaram por ‘mais amor’ ao invés de guerra sem tréguas [ao erro e à impureza]. Fundamentalistas da primeira geração lutaram valentemente a batalha, eles não laboraram na ‘situação ideal’ que o Dr. van Impe imagina que deva haver.

- (3) Depois de alguns 30 anos do histórico combate dos Fundamentalistas de primeira geração contra o liberalismo [celeremente se introduzindo] dentro das denominações, os verdadeiros Fundamentalistas, reconhecendo que os liberais não [mais] podiam ser removidos, obedeceram à ordem do Senhor ‘... saí do meio deles, e apartai-vos ...’ (2Cor 6:14-18). Como resultado, novas igrejas e denominações foram estabelecidas, e o Fundamentalismo foi usado por Deus para preservar a pureza da Palavra e o evangelho.

- (4) Foi nos início da década de 1940 que uma maior separação ocorreu, e o movimento “Evangélico” nasceu [4]. Foi nesta época que o mesmíssimo espírito agora sendo advogado por Dr. van Impe foi a força impulsionadora da decolagem do movimento Evangélico. Daquele tempo em diante, a incessante batalha entre o Fundamentalismo e o Liberalismo tem sido complicada por este terceiro movimento, o Evangelicalismo, que tomou uma posição intermediária, de traiçoeiro acomodamento e colaboracionismo. Alegando que, doutrinariamente, apega-se à posição Fundamentalista, o Evangelicalismo advogou uma ‘posição mais positiva’ e uma ‘comunhão mais aberta’. Um ponto principal, naquele tempo, como hoje, gira em torno da questão de como tratar os irmãos que andam desordenadamente, e se constitui ‘desordem’ (ou não), para um irmão, o permanecer em comunhão com aqueles que negam os Fundamentos da Fé. Os verdadeiros Fundamentalistas crêem que todos os irmãos que têm comunhão com falsos mestres [também] são [igualmente] definidamente desobedientes, e [também] estão [igualmente] caminhando desordenadamente. Portanto, a mandamento de Deus para nos separarmos de tais irmãos desobedientes [por associação] não é menos importante para ser obedecido do que o mandamento de Deus para nos separarmos dos falsos mestres [eles próprios].”
(M.H. Reynolds, Jr., "Heart Disease in Christ’s Body: Fundamentalism ... Is It Sidetracked?" [Doença Cardíaca no Corpo de Cristo: Fundamentalismo ... Está ele Posto de Lado, Num Desvio Sem Saída?] Los Osos: Fundamental Evangelistic Association, nd.).

3. Que o Fundamentalismo histórico é mais que a afirmação de “os cinco fundamentos” é reconhecido pelas organizações (e publicações) Fundamentalistas históricas.

● Considere The Fundamentalist, publicado por J. Frank Norris, um poderoso líder Batista Fundamentalista do Texas. George Dollar, o  historiador Batista Independente, descreve assim The Fundamentalist, de Norris:

- “The Fundamentalist alarmou e alertou ... Lendo suas edições de 1920 a 1930, quase podemos ver a fumaça [de pólvora] e ouvir os gritos de batalha daqueles tempos” (Dollar, The Fight for Fundamentalism, [A Luta pelo Fundamentalismo], publicado pelo autor, 1983, p. 3).

● O jornal de Norris é representativo de toda aquela geração de Fundamentalistas, naquilo em que ela foi uma geração notada por seu valente guerrear pela verdade.

● A seguinte definição de Fundamentalismo foi dada no Congresso Mundial dos Fundamentalistas, que se reuniu em 1976, no Usher Hall, Edinburgh, Scotland:

“Um Fundamentalista é um crente nascido de novo (no Senhor Jesus Cristo) que --
“1. Mantém uma inarredável lealdade à Bíblia, como sendo inerrante, infalível e verbalmente inspirada.
“2. Crê que tudo que a Bíblia DIZ, assim é.
“3. Julga todas as coisas pela Bíblia e somente dela aceita julgamento.
“4. Afirma as verdades fundamentais da Fé Cristã histórica: a doutrina da Trindade; a encarnação, o nascimento por uma virgem, a expiação substitutória, a ressurreição corporal em glória, a ascensão, e a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo; o novo nascimento através da regeneração pelo Espírito Santo; a ressurreição dos santos para a vida eterna; a ressurreição dos perdidos para o julgamento final e a condenação eterna e consciente; a comunhão dos santos, os quais são o corpo de Cristo.
“5. Pratica fidelidade àquela Fé [toda a doutrina bíblica] e empenha-se por pregá-la a toda criatura.
“6. Expõe e se separa de: toda negação eclesiástica [isto é, por denominações, igrejas, pastores, missionários, missões, imprensas bíblicas, etc.] àquela Fé; acomodação com o erro, e apostasia da Verdade.
“7. Ardentemente guerreia pela Fé [o conjunto de ensinos Bíblicos] que, de uma vez para sempre, foi entregue aos santos.”

● O Congresso Mundial dos Fundamentalistas sumarizou sua definição assim:
- “Fundamentalismo é ortodoxia levantada em guerra [contra o erro], juntamente com zelo por ganhar almas.”

● Como notamos no início deste estudo, muitas definições do Fundamentalismo têm sido dadas através dos anos, e a verdade é que o Fundamentalismo tem tomado uma grande variedade de formas. Como um movimento, tem sido largamente interdenominacional [5], mas muitas igrejas separatistas e independentes, tais como as igrejas conhecidas como Batistas Independentes e como igrejas Bíblicas Independentes, têm aceito o nome Fundamentalista. Apesar desta variedade, no entanto, uma das principais marcas características do Fundamentalismo -- sua própria essência, se você me permitir dizer – sempre tem sido o GUERREAR pela Fé [o corpo de doutrinas] da Palavra de Deus. Qualquer crente que não seja verdadeiramente guerreador no seu posicionar-se pela Verdade não tem nenhum direito de herdar nem usar o nome Fundamentalista Bíblico.

● Concluímos com as palavras de G. Archer Weniger, que mostrou a falácia da visão de que Fundamentalismo se preocupa meramente com “os cinco fundamentos” --

“Com o afluente Presbiteriano da luta contra o modernismo, o Fundamentalismo [talvez] tenha a ver somente. os ‘cinco fundamentos’ ... [Mas] a corrente principal do Fundamentalismo, mais especificamente os Batistas de todas as faixas, os quais de longe representam a grande maioria [dos Fundamentalistas], nunca aceitou somente os cinco fundamentos. A World’s Christian Fundamentals Association (Associação Fundamentalista Cristã Mundial), fundada em 1919, tinha pelo menos uma dúzia de doutrinas cristãs ressaltadas. O mesmo é verdade quanto à Fundamental Baptist Fellowship (Comunhão dos Batistas Fundamentalistas), originada em 1920. Um verdadeiro Fundamentalista sob nenhuma circunstância restringiria sua posição doutrinária aos “cinco fundamentos”. Mesmo Dr. Carl F. H. Henry, um teólogo Neo Evangélico, listou pelo menos várias dúzias de doutrinas essenciais à fé. A única vantagem de reduzir a Fé a cinco [fundamentos] é fazer possível uma mais larga inclusão de religionistas, que podem estar muitíssimo afastados em heresias em outras doutrinas específicas. É muito mais fácil ter um grande número de adeptos [quando nos contentamos] com o mais baixo denominador comum em doutrina.” (G. Archer Weniger, citado em Calvary  Contender, 15.abril.1994).

Batistas Fundamentalistas são mais que “Evangélicos”

● Embora o acomodamento [doutrinário] e o mundanismo estejam [traiçoeiramente] devorando algumas Igrejas Batistas Fundamentalistas, pelas suas beiradas (sim, concessões e mundanismo têm devorado o real coração de algumas igrejas que alegam ser Batistas Fundamentalistas), louvo a Deus pelo Movimento Fundamentalista. Louvo a Deus que por 26 anos, no meio da apostasia destas últimas horas, tenho encontrado comunhão com igrejas que são comprometidas com todo o conselho de Deus. Posso ficar de pé no púlpito de centenas de Igrejas Batistas Fundamentalistas e pregar qualquer coisa da Bíblia e ser completamente franco ao falar sobre apostasia e pecado, e receber um Amém. Louvo ao Senhor por isto. Batistas crentes na Bíblia são mais que Protestantes ou Evangélicos. Eles não crêem que o Catolicismo Romano necessitava ser reformado: crêem que ele foi a mais completa apostasia já desde sua incepção, no século IV. Em tudo procuram encontrar a si próprios em acordo com a autoridade do Novo Testamento, inclusive quanto às ordenança e a Eclesiologia  [Doutrina da Igreja]. Rasteiam sua herança não através da Igreja Católica Romana via Reforma, mas através das igrejas Neo Testamentárias que foram perseguidas por Roma através da Idade das Trevas. Não dão a mínima importância às tradições, exceto aquelas deixadas pelos apóstolos [no Novo Testamento]. Que Deus possa aumentar o número e fortalecer os poder e convicção espirituais deles. E, como disse um velho pastor da zona rural: “Suspenda-os e ponha-lhes um bom calço, no lado em que estão arriando dos quartos.”



[1] Nota do Tradutor: Originalmente, “os cinco fundamentos” eram geralmente entendidos como crer em:

 1) A perfeita (isto é, plenária, verbal, inerrante e infalível) inspiração da Bíblia por Deus, de modo que É (não apenas “foi”) A Palavra de Deus.

A Confissão Batista de Londres, de 1689, diz, resumidamente: “8. O Velho Testamento em hebraico (que foi a língua nativa do povo de Deus de antigamente) e o Novo Testamento em grego, (que, no tempo da sua escrita, era a língua mais geralmente conhecida por todas as nações), sendo imediatamente [isto é, diretamente] inspirados por Deus, e, pelo Seu singular cuidado e providência, conservados puros em todas as épocas, são, por esta razão, autênticos; portanto, em todas as controvérsias religiosas, a igreja tem que recorrer a eles [como a autoridade final e absoluta]. ...13 Mas, uma vez que estas línguas originais não são conhecidas por todo o povo de Deus, que tem o direito e interesse nas Escrituras e são ordenados a, no temor de Deus, lê-las ...16 ... e procurá-las, 17  elas devem ser traduzidas para a língua usual de todas as nações às quais chegarem, 18 para que, a Palavra de Deus habitando abundantemente em todos, eles possam adorá-Lo de uma maneira aceitável e, através da paciência e do conforto das Escrituras, possam ter esperança” (Capítulo 1, "Das Sagradas Escrituras" "g," pp. 9-10 de "As Coisas Mais Seguramente Cridas Entre Nós -- A Confissão de Fé dos Batistas", Evangelical Press, Rosendale Road, London, S.E.21.)

2) A plena e incessante divindade de Cristo;

3) A milaculosa concepção do Seu corpo, humano, sem intervenção de elemento de nenhum homem, e Seu nascimento de Maria, ainda virgem;

5) Sua morte expiatória e vicária (em nossa substituição, tomando sobre si a nossa justa condenação, comprando segura salvação para os eleitos, através do derramamento do seu precioso sangue sem pecado, único do mundo).

4) Sua ressurreição literal em corpo glorioso, e Sua ascensão ao céu.

5) Sua iminente segunda vinda corporal, para arrebatar os eleitos, e, depois, governar o mundo gloriosamente.

[2] Nota do Tradutor: “doutrinas básicas, fundamentais, essenciais, inegociáveis” são todos aqueles milhares de ensinos claros e explícitos em (ou conseqüência inescapável de) pelo menos 1 verso das Escrituras (interpretado literal-dispensacional-contextualmente); portanto, temos que tomar o que a Bíblia DIZ, em contraste com aquilo que o homem diz que ela quis dizer. Obviamente, este literalismo deixa margem para o legítimo entendimento em raro caso de linguagem figurada-poética, que sempre tem óbvio o seu significado principal (não deixa margem para alegorismo). “Vos aparteis de todo  o irmão que ...” significa exatamente o que está dito! “Porta”, em “Eu sou a porta”, indiscutivelmente significa “modo de acesso a Deus e à salvação eterna.” Etc.

[3] Nota do Tradutor: Até mesmo os romanistas e os sabatistas, perdidos, clamam concordar com os “cinco fundamentos”!!! [Boa parte dos exércitos dos demônios, também?] Mas qual o verdadeiro filho de Deus que não odeia e se afasta ao extremo dos erros romanistas e sabatistas??? Os “cinco fundamentos” são indispensáveis, mas estão extremamente longe de serem suficientes. Daríamos nossas vidas por cada um de todos os milhares de outros pontos explicitamente ensinados em pelo menos 1 verso da Bíblia.

[4] Nota do Tradutor: Os termos ‘Evangélico’ e ‘Fundamentalista’ tornaram-se opostos e irreconciliáveis inimigos. Devemos ter nenhuma identificação com o primeiro, e toda identificação com o segundo. No atual contexto,  (uma vez que Hinn, Hagin, Milhomens, Rodovalho, Macedo, Crivela, Caio Fábio, Armando Bispo, Marien, Róbson Cavalcanti, Carvalhares, Marcelinho Carioca, Monique Evans, Mara Maravilha, Baby do Brasil, Gretchen, etc) são os “Evangélicos”, fujamos do menor átomo da menor sombra de identificação com este nome. Se você não quiser usar o nome Fundamentalista, então responda: “Não, não sou Evangélico, quanto eles me envergonham! Sou salvo do inferno, sou servo de Cristo, tremo em temor a Deus, creio em cada palavra da Bíblia e esforço-me para obedecer ao extremo tudo o que ela DIZ. Sou um batista dos primeiros séculos: bíblico, independente, regular, fundamentalista [com iniciais minúsculas, nada parecido com uma denominação].”

[5] Nota do Tradutor: O autor deve estar se referindo a “interdenominacionalismo” somente entre as “denominações” basicamente batistas em doutrina (mesmo que não no nome), uma vez que foram estas que compuseram praticamente todo o Fundamentalismo. (Registramos a presença de alguns presbiterianos, embora o Pr. MacEntire, o maior líder deles, talvez procurasse dar demasiada importância política ao movimento).



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