Freudianismo: Solução Ou Parte Do Problema?

Pr Miguel Ângelo L Maciel

 

“Maldito aquele que remover os limites do seu próximo. E todo o povo dirá: Amém.” – Deuteronômio 27.17 (ACF)

 

Desde que a sociedade abraçou a psiquiatria e a psicanálise como ferramentas para o tratamento das chamadas “doenças mentais” o mundo, já em crescente confusão, teve seus problemas agravados em velocidade acelerada. Este assustador resultado se deve à crescente multiplicação de inumeráveis pacientes que, gastando milhares de suas finanças, enfrentaram centenas de horas fazendo “tratamentos” durante vários anos a fio sem alcançarem nenhum resultado prático. Na verdade, a psicoterapia tem feito com que alguns sejam tão prejudicados e piorem tanto que em alguns casos fica evidente que teria sido muito melhor para eles se jamais tivessem entrado em “tratamento médico”. Isto também se aplica à sociedade como um todo. E esta evidência se traduz em uma crescente desorganização e desestruturação emocional, familiar e de padrões morais em nossa atual sociedade pós-moderna. E atualmente estamos, inegavelmente, à beira de um colapso generalizado!

 

O grande problema da psiquiatria, e também da psicanálise, é o de assumir um modelo médico. Ou seja, abraçam a doutrina freudiana que diz que os problemas são alógenos (gerados de outrem) e não autógenos (gerados em si mesmo) e isso acaba, por fim, causando problemas iatrogênicos (induzidos pelo próprio tratamento). Este modelo tem apenas ajudado a viciar cada vez mais as noções de responsabilidades pessoais e sociais, ao sugerir a ideia de que a causa dos problemas são supostas “doenças mentais”. Antes de Freud, porém, as pessoas que eram supostamente “enfermas mentalmente” eram examinadas não como “pacientes”, mas como pessoas que se fingiam de doentes a fim de escaparem de seus deveres, absterem-se de suas responsabilidades em sua teatralidade e evadirem-se de adequação moral e social.

 

Com a sistemática freudiana, a psicanálise tem sido nada mais que apenas uma expedição ao passado, buscando alvos sobre os quais poderão ser lançadas a culpa. Essa transferência da culpa torna-se uma extensão do problema que supostamente a psiquiatria está procurando resolver. O resultado natural disso será a irresponsabilidade pessoal, o aprofundamento dos sentimentos de desamparo, uma sociedade afundada na destruição emocional. O modelo médico freudiano está afundando o mundo inteiro em maior e mais intenso desespero e angústia. Por fim, o freudianismo acaba enveredando-se por estradas pagãs antigas (hipnoterapia, regressões e consulta de vidas passadas, junguianismo, auras, seres superiores como guias, entre outros).

 

A expressão “doença mental” é ambígua. E, muitas vezes se torna linguagem imprópria, na maioria dos casos. Já de largo tempo está comprovado cientificamente que apenas disfunções orgânicas nocivas ao cérebro, causadas por lesões cerebrais, tumores, herança genética, desordens glandulares e químicas, são válidas para receberem o título de doenças mentais. Mas quando numerosos outros problemas comportamentais humanos recebem este título, sem nenhuma evidência que tenham sido causados por enfermidades ou doenças, estabelece-se a base para a irresponsabilidade de toda uma geração. E quantos, e quão grandes danos, isto tem causado ao nosso tempo e à nossa geração!

 

Se Freud estivesse certo, viveríamos um tempo que seria caracterizado por suposta excelente “saúde mental”. Infelizmente, os fatos mostram que o oposto é o que esta acontecendo. Basta ligar a tevê e assistir aos noticiários locais ou nacionais e se vê às claras a exposição dos resultados trágicos das doutrinas freudianas, tanto na violência diária social e familiar, quanto nas tragédias abrangentes. O modelo médico é, na verdade, o modelo da irresponsabilidade. E, embora Freud não seja o causador do problema, ele tem sido seu incentivador e potencializador, motivando a irresponsabilidade para com os homens e para com Deus. O que Freud fez foi abranger a remoção dos limites estabelecidos pelos padrões morais fazendo-os aparentemente “científicos” e socialmente aceitáveis, tornando a sociedade que abraça sua doutrina maldita em si mesma ao assumir a irresponsabilidade como ética, estética e como ferramenta para a cura de supostas “doenças mentais”. E tristemente tem-se fechado os olhos para as desastrosas consequências.

 

Já na década de 60, no campo da medicina médica científica, muitos pesquisadores se levantaram para pôr em dúvida as ideias tradicionais de Freud e de seus seguidores, opondo-se à formulação da irresponsabilidade freudiana, evidenciando que a culpa psicológica não é imaginária, mas real, podendo assim se lidar diretamente com ela. Esta culpa nada mais é senão o reconhecimento a que a pessoa chega de que ela tem violado padrões morais, sente pesar por ter agido assim e tem medo que tudo isso seja trazido à baila e posto às claras. Os problemas que a sociedade enfrenta não são “doenças mentais”, são problemas de conduta e este conceito errôneo carece urgentemente ser substituído por palavras que indiquem o comportamento irresponsável, antes que seja tarde demais. Pois, se isso não acontecer, a sociedade afundar-se-á na leviandade, destruindo padrões morais e abraçando o fracasso freudiano, e por fim destruindo-se a si mesma.

 

Quão poderosa é a mensagem do Evangelho Bíblico, que mostra claramente que os padrões morais de Deus têm sido violados por uma humanidade irresponsável e leviana e que há urgente necessidade do homem se voltar para o Calvário, confessando seus pecados em arrependimento, convertendo-se de seus maus caminhos e rendendo-se aos pés do Filho de Deus, Jesus Cristo, Único e Suficiente Salvador. Quando o homem recebe esta mensagem de salvação encontra a verdadeira paz, que a psiquiatria e a psicanálise jamais poderá fornecer. E quando se faz isso, se encontra vida verdadeira e a libertação da culpa e do pecado, perdoadas em um amoroso, gracioso e misericordioso Salvador.

 

 

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,” – Atos 3.19 (ACF)

Pr Miguel Ângelo L Maciel

Outubro, 2013. Rev 00.

Obs.: Este texto foi baseado nos estudos introdutórios do Dr Jay E. Adams sobre aconselhamento bíblico pastoral. Para saber mais recomendo os livros: Autoconfrontação, de John C. Broger (Editora Batista Regular), Conselheiro Capaz e Manual do Conselheiro Cristão, do Dr Jay E. Adams (Editora Fiel).

 

 


 

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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