Fundamentalismo   -   Sua Base, Sua História E Seu Valor Para A Igreja


[Trata, mais especificamente, de “O Novo Tipo de Crentes, do Neo-Evangelicalismo”]


Pr. José Laérton A. Ferreira (Ig. Batista Regular Emanuel )- Em Fortaleza-Ce - Fone: 292-6204).          




Tese: . O Fundamentalismo através do tempos é o único representante do Cristianismo Verdadeiro. Pois todo e qualquer um que se julga cristão deverá se basear nos princípios fundamentalistas, independente do grupo denominacional ou religioso a que pertença, ou seja, mesmo que não se autodenomine “fundamentalista”, terá de ter em seu coração as crenças fundamentalistas, para poder ser cristão.




Introdução: O Neo-Evangeliscalismo, como um método, é:

Causuísta - Este é o nome dado a filosofia empregada pelos Jesuítas, que em resumo dizia o seguinte: “os fins, justificam os meios”, ou seja, se o fim ou a finalidade é boa, é certo usar meios ruins ou maus para atingir aquela finalidade. Isto contradiz completamente a vontade de Deus que condena aqueles que dizem “Pratiquemos males para venham bens?” (Rm 3:8).É baseados na filosofia casuísticas que eles estão contextualizando tudo na igreja, inclusive a mensagem do evangelho, como diz Jonh F. MacArthum em seu livro intitulado “Com Vergonha Do Evangelho - Quando A Igreja Se Torna Como O Mundo”.

De Contextualização Antropocêntrica - O que interesse, por traz do linguajar espiritual e místico, é satisfazer as necessidades imediatas do homem.

Baseado No Marketing Mundano - Qualquer método ou estratégia que garante crescimento da igreja é válido.

Usa O Crescimento Númerico Da Igreja, Como Prova De Sucesso - Aqui convém dizer que há sucesso perante os homens que não é sucesso nenhum para Deus.

Usa O “Diálogo Teológico”, onde trabalham em estudos eclesiásticos com aqueles cuja apostasia já clara e indiscutível.

Desvaloriza A Questão Doutrina Em Favor De Um Ecumenismo Conveniente, No Sentido De Unir Forças E Recursos
. É bom perguntar para quem é conveniente este ecumenismo, se para Deus se para os homens.

Fala muito de amor e aceitação incondicional do próximo - mas Trata Com Deboche E Desprezo Os Que Se Dizem Fundamentalistas.

Na Sua Busca Carnal Pelo Novo E Original - Desprezam Os Valores Antigos, inclusive doutrinas e ensinos antigos.

Produz uma mudança radical - “um novo crente”, “uma nova mensagem”, “uma nova igreja”, “Um Novo Evangelho”.

Patrocina A Maior Invasão De Joio ou falsos crentes  no seio da igreja, como há muito tempo a história não registrava. -

O povo das nossas igrejas precisa ser alertado. Eles estão na tv, nas rádios, nas revistas e jornais





I - O Que Os Próprios Neo-Evangélicos (“Novos Crentes”) Dizem De Si Mesmo

-Nesta introdução citamos  o artigo “Novos Crentes - o Evangelho conquista a classe média”, da revista VINDE de 9 de Julho de 1996, Pgs. 14-19. [sendo a Vinde, como ela própria disse em seu primeiro número, “a Isto é” do povo evangélico e carismático brasileiro, inclusive ela inclui os católicos carismáticos como seu público-alvo.  Ou seja, a revista Vinda é a  grande porta-voz dos neo-evangélicos ou “novo crentes” no Brasil”, tendo como presidente o Reverendo Caio Fábio, um dos cabeças do neo-evangelicalismo no Brasil.]

     Então para entendermos o que é fundamentalismo nos dias atuais, vejamos pela própria boca dos neo-evangélicos o que eles são, e teremos uma idéia do que não é ser fundamentalista:

ŸO autor da revista diz que até a década de 50, “ser crente” era coisa para gente pobre, em seguida ele diz, porque pessoas ricas e da sociedade mundana decidiram ser “crentes”, ou melhor, “novos crentes”, como veremos eles nada têm a ver com os “velhos crentes”,  citando suas palavras:

ü“Agora é a vez da classe média chegar ao paraíso. Atraídos por uma prática religiosa mais flexível com relação a usos e costumes -  exercidas, sobretudo, pelas novas denominações pentecostais -, milhares de pessoas das classes média e alta têm aderido ao Evangelho.”

Ÿ#  Seria bom perguntar a razão dessas conversões , embora  ele já começou a responder acima:

ŸO autor da revista continua:

ü “ Para estes novos crentes, o fundamental é que sua fé não seja incompatível com os prazeres que, durante muito tempo, foram considerados proibidos por pastores e igrejas, como ir ao cinema, freqüentar teatros e até mesmo comparecer a festas. Tudo com muita paz e sem qualquer drama de consciência, pois a prosperidade, no entender desses novos crentes, comprova o poder de Deus em suas vidas. ... Parodiando as palavras de Jesus, pode-se dizer que cada vez mais camelos estão passando pelo fundo da agulha”.

O autor da revista empolgado com tão grande crescimento, tenta mostrar que não está exagerando e usa a pesquisa do professor Ricardo Mariano, sociólogo da USP, como um elemento neutro, por se dizer ateu, para respaldar o fato de que crescimento dos “novos crentes” é notável.

ü“É algo tão marcante que podemos dizer que se trata de um fenômeno sociológico. ... Desde o começo deste século, o pentecostalismo foi difundido e propagado por pessoas pobres e de pouca escolaridade...  A alteração recente do perfil social dos evangélicos se dá, sobretudo, nas novas igrejas pentecostais.  ... [e] ... em diversos grupos evangélicos nas décadas de 70 e 80.  Muitos jovens, filhos dessa igrejas, tiveram maior acesso à escola e, consequentemente, a profissões mais rentáveis”, explica, acrescentando que este fenômeno causou uma revolução interna que provocou mudanças no formato da mensagem religiosa adaptado a essa nova clientela “as igrejas perceberam que, para ter essas pessoas e atrair outras com o mesmo perfil [”ricos”], seria preciso abolir certas práticas restritivas.” O professor fala em flexibilização - “para usar um termo da moda” - dos costumes evangélicos. “afinal, os novos crentes poderiam não estar dispostos a abrir mão das coisas a que tinha acesso antes da conversão”.

A revista ainda cita outras causas do que eles próprios chamam de “mudança radical” entre os “novos crentes” e os crentes do passado.

1.Já vimos que a causa anterior foi o retorno dos filhos de crentes do passado que tiveram acesso as vantagens da sociedade mundana e pressionaram as igrejas por mudanças.

2.... “A teologia da prosperidade ... teve papel marcante neste novo pensamento evangélico”.

3.... “assim como o surgimento de entidades como:

a.Adhonep (Associação dos Homens de    Negócio do Evangelho Pleno);

b.Os Atletas de Cristo.

c.A Asac (Associação dos Artistas de Cristo)

Ø“ Estes grupos serviram como elementos de agregação direcionados a grupos específicos, atingindo pessoas que, por muito tempo, rejeitaram as igrejas evangélicas justamente por suas práticas conservadoras”

ŸVeremos agora o testemunho dado na revista por estes “novos crentes” :

1.“” Márcia Atribe Guimarães, pedagoga e professora de português e inglês... membro da Igreja Betesda, de São Paulo... “” Não podia conceber que uma pessoa com meu nível intelectual e social pudesse virar crente...  na igreja que freqüento, nunca me obrigaram a fazer ou deixar de fazer nada, comenta acrescentando que sempre gostou de viajar e freqüentar teatros e cinemas. [diz:] “Eu não abriria mão disso por obrigação de um pastor ou quem quer que seja”.”

2.““ Washington Umberto Cinel, 41. Ele é empresário... convertido ao evangelho a dois anos... é vinculado à Igreja Vida Nova em Osasco (SP), que segundo ele, não impõe restrições às coisas às quais tem acesso devido a seu nível social. “A prática destas atividades pode ser conciliada com minha  fé em gênero, número e grau,” assegura. Assim como Márcia, Washington não se submeteria a freqüentar uma igreja que tivesse um discurso contrário a festas e eventos sociais”. “Washington não se submeteria a freqüentar uma igreja restritiva”.”

3.“” Holophernes Ortego Junior, 42   ANOS, administrador de empresas... “tornar-se crente não significa abandonar tudo o que se fazia antes: “acho que é importante estar no mundo e participar de tudo, para que a luz de Jesus que há em nós possa brilhar”.”

4.“” Ermefredo Giannini, 63 anos... aceitou a mensagem evangélica a cinco anos... é membro da Igreja Renascer... Ele concorda que, nos últimos anos, está havendo uma liberdade maior em muitas igrejas... As prática liberais estão atraindo muita gente, inclusive jovens de classe média... “”                                                                                                                  # O autor da revista levanta a seguinte pergunta: “Mas o afrouxamento das exigências aos membros, adotado principalmente pelas denominações neopentecostais, seria a única explicação para o fenômeno do crescimento dos evangélicos nas classes médias?

5.“” A socióloga Maria Das Dores Machado, 40 anos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, acha que não. “Além da flexibilização, o surgimento da Teologia da Prosperidade e o modismo que envolve as coisas sobrenaturais, acentuado nesta classe social, nos fazem entender o porquê do aumento de conversões.

6.“” A empresária Sônia Pereira De Freitas, do Rio de Janeiro, aponta  o rigor doutrinário como empecilho à aproximação de muitas pessoas de nível social mais elevado com o Evangelho. “Jesus nunca falou em denominação, argumenta. ... Sônia e o marido são atuantes na Adhonep “”.

7.“”Depois de ser considerada maldita durante muito tempo pelos evangélicos, a classe artística começa a se santificar... como o ator Jece Valadão, o humorista Dedé Santana e a cantora Gretchen são bem aceitos e até mesmo requisitados em cultos de inúmeras igrejas. Do palco para os púlpitos não foi exatamente um pulo. Foi um processo longo e penoso de mudança de valores, quebra de preconceitos e muita conscientização.   ...                    ... Sinal de novos tempos de modernidade evangélica ... Um dos objetivos da Asac (Associação dos Artistas de Cristo) é ajudar o novo convertido a se firmar na fé, além de estimulá-lo a ser testemunha de Cristo através o seu trabalho. Além disso, a Asac promove eventos artísticos e espetáculos. “”





II - Observações Relativas As Citações Da Revista Vinde Acerca Dos Novos Crentes:

1.Os “novos crentes” ou neo-evangélicos, não estão sendo honestos quando falam que as restrições e proibições do passado eram coisas tão somente das denominações, igreja e pastores conservadores ou fundamentalistas. É o próprio Cristo que exige, abandonar o caminho largo e populoso do mundo, para trilhar no caminho estreito e solitário do céu. (Mt. 7:13-14);

2.Fica claro, como eles mesmo afirmam, que eles fizeram mudanças no formato da mensagem do evangelho para se adaptar ou agradar a nova clientela. De fato eles têm diluído e adulterado o evangelho segundo as suas cobiças, deixando o evangelho com o formato do mundo ou conformado a este século (Rom. 12:1-2)

3.Fica também, claro, que não mudaram apenas a forma da mensagem, mas também seu conteúdo, quando eles afirmam, que os novos crentes e as novas igrejas, surgiram de um processo longo e penoso de mudança de valores. Quando se mexe em valores se mexe com o próprio conteúdo do evangelho. O resultado disto é, não mais o evangelho verdadeiro, mais “outro evangelho”. - A finalidade do cristão é tentar mudar os valores do mundo e não da igreja.

4.Quando Márcia Atribes  e Washington Umberto representando bem o pensamento neo-evangélico dizem , que não abriram mão de seus teatros, cinemas e festas,  por obrigação de quem quer que seja, refletem bem o tipo de evangelho que receberam, ou seja, um evangelho onde Cristo é Salvador, mais de fato não é Senhor, e este com certeza não é o verdadeiro evangelho de Cristo, é “outro evangelho”. Cristo exigiu de quem quisesse seguí-lo a disposição de renunciar tudo, até a própria vida para está de acordo com a vontade de Deus (Lc. 14:25-35). Cristo nunca barateou o preço do discipulado para que mais e mais pessoas O aceitassem, por isso sua mensagem causou mais rejeição do que aceitação (Jo 6:66-67), Cristo nunca enganou ninguém com uma mensagem açucarada, contextualizada pelo determinismo da vontade humana (Jo 2:23-25; 3:1-3). E é de fato a Cristo, como Senhor, que estes novo crentes estão rejeitando com seu coração inconverso e cheio de rebeldia carnal, e não as igrejas conservadoras e fundamentalistas. Em verdade, rejeitam o verdadeiro evangelho que produz arrependimento, vida genuinamente santa, vida regenerada, que rompe com o passado e que nem de longe lembra a velha vida, pois , se verdadeiramente “alguém está em Cristo, é nova criatura : as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. (Lc. 6:46; 10:17; I Ts. 4:7-8; I Cor. 5:17)





III - Definição - O que é Fundamentalismo Bíblico ?  

 * Vendo a o fundamentalismo no seu sentido prático, como um método, podemos afirmar, o método do fundamentalismo bíblico é puro e simplesmente a Bíblia. Cremos que a Bíblia é inteiramente suficiente, ou seja, Ela á a Palavra Infalível e Inerrante do Deus Vivo, por isso é tudo quanto precisamos para saber tudo quanto Deus julgou necessário que nós soubéssemos nesta vida. Se formos ver isto de um modo mais didático, poderíamos dizer que o Fundamentalismo Bíblico é uma:

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Metodologia Filosófica -  Que tem  a  Bíblia como ponto de partida e autoridade final para analisar e julgar todas as coisas  e questões do Universo. Porque sempre deriva da Bíblia seu veredito final, rejeita  e denuncia qualquer veredito contrário a Bíblia.                      - Crer que o Verdadeiro Cristianismo está alicerçado tão somente nas pressuposições do Ensino puramente bíblico. (II Tm.3:16-17; 4:1-5)

Metodologia Teológica -  Que deriva todo o conhecimento sobre Deus, fé, prática e vida cristã diretamente da Bíblia, onde tudo é estabelecido e normatizado pela Bíblia.

- Crer na possibilidade de uma Teologia Sistemática e Dogmática criada unicamente pelo estudo sistemático da Bíblia, cujo arcabouço doutrinário chamamos de a SÃ DOUTRINA. (Mt. 22:29;Jo 5:39; 10:35; II Tm.3:16-17; I Ped 1:19-21.)

- Não crer na honestidade e veracidade do termo moderno “fazer teologia”, como algo resultante das abstrações e idéias que alguém tem fora do estudo puro e simples da Bíblia, especialmente quando isto distorce, acrescenta ou contraria o ensino bíblico.

- Acredita sim, que toda verdade é a Verdade de Deus, que qualquer ciência que chegue a uma conclusão verdadeira, e que tenha verdadeira comprovação, com certeza não há de contrariar a Bíblia e pode simplesmente ajudar a melhor compreender a revelação Bíblica, porém nunca suplantá-la ou substituí-la.

Metodologia Apologética - Crer que a sã doutrina, o ensino puramente derivado da Bíblia é o mesmo para todas as culturas e épocas da história da humanidade, de fato é a fé que uma vez por todas entregue aos santos; O fundamentalismo se enche de zelo para defender e militar por esta fé, mesmo, que, se preciso for, a custa da própria vida (II Tm.3:16-17; 4:1-5;  Jd. 3 com Heb. 11).

Metodologia Eclesiástica -Que Separa-se eclesiásticamente e dependendo do caso até fraternalmente, de qualquer indivíduo, igreja, instituição e movimento que se afastem da sã doutrina ou que promovam qualquer tipo de negativa da fé bíblica.

- Este é o principio particular que diferencia fundamentalistas e Neo-evangélicos. Os neo-evangélicos são ecumênicos e inclusivistas em sua eclesiologia. Conseguem fazer alianças com verdadeiros apostatas da fé cristã. A base bíblica da separação é abundante. (I Ped. 1:16; 3:11; Ex. 15:11; Is. 6:3; II Cor 7:1; Mt. 6:24; Rm. 16:17; Gl. 1:7-9; II Cor 6:14-18; Ef. 5:11; II Ts. 3:6,14; II Tm 3:1-7; Tt.3:10; II Ped 2:1-3; II Jo 7-11; d 3,20-24; Ap 18:4).

Metodologia Evangelística - Crer que apenas o evangelho de Cristo, composto de tudo que Ele ensinou pessoalmente e através dos escritores do Novo Testamento é suficiente para levar uma alma perdida a uma verdadeira conversão espiritual e conseqüente salvação. É o método teo-cêntrico, o seja, o Centro é Deus e Sua Palavra(Mt. 28:19:20; I Cor 1: 21-31; 2:1-5, 14-16)

Por isto rejeita com veemência os métodos enganosos do Neo-evagelicalismo, que, além de abrandar as exigências do evangelho, usa meios mundanos para atrair pecadores a  uma decisão fácil e a um compromisso superficial com Cristo, assim, inundando a igreja de Joio e falsos crentes.

IV - A Necessidade De Desmascararmos O “Outro” Evangelho Dos Neo-Evangélicos

- O “Novo Evangelho” dos neo-evangélicos, pode ser comprovado biblicamente como “outro” evangelho, por isto o fundamentalismo o rejeita.

- Rejeita o “Novo Evangelho” dos neo-evangélicos e liberais, porque é um evangelho que prega  uma “Justificação” sem “regeneração” (Rm 8:1-13),  um tipo de fé estranha ao N.T., ou seja, uma “fé meramente intelectual” (Tg.2:19)“fé” que não produz “arrependimento”(Mc. 1:15; At. 3:19), de fato é uma “fé morta”(Tg.2:14), é uma fé que não produz  “obras” que autentiquem  ou que mostrem a mudança provocada pelo  “novo nascimento” (Ef. 2:10; II Cor. 5:17) , uma graça barata e tão fraca, que não faz o novo evangélico mudar de vida e comportamento (Tt. 2:11-12; Gl. 5:13), apenas astuciosamente, lhe ensinam um linguajar místico e religioso para “envenizar” (disfarçar) de cristianismo atividades próprias aos pagãos e descrentes (Mt. 7:15-23; 15:8), de fato, lhe concedem o céu e o mundo na mesma bandeja.   (Jo. 17:9--17;  Tg. 4:4; I Jo 2:15-17; Rm 12:1-2).         

              Dão aos enganados “novos crentes”  uma falsa  “segurança de Salvação” (Mt.7:15-23), onde podem continuar basicamente com a velha vida que tinham antes, ou seja, podem continuar com a mesma profissão, mesmo que  o exercício desta contrarie os princípios bíblicos tais como: ator de novelas e cinema, humoristas, cantores de boates e casas noturnas, donos de boates e casas noturnas; ainda, podem continuar com as diversões de antes de se tornarem “novos crentes”, tais como:        

Ø  Freqüentar, cinemas, teatros, festas mundanas, clubes sociais, bloco de carnaval com a desculpa de evangelizar, além, de aprovarem o uso de bebidas alcoólicas, como cervejas, champanhes, etc...; O vestuário é de acordo com a moda do mundo; o culto na igreja é direcionado para agradar aos desejos carnais (“Clubões”), por isso todo tipo de ritmos, danças e aparatos mundanos são usados na igreja, para entreter ou divertir os “novos crentes”. O Ecumenismo, que envolve até aliança com católicos romanos.

Ø Nos Estados Unidos, já tem igreja promovendo lutas de boxe antes dos cultos para atrair mais adeptos. Outra igreja, mandou colocar em seu templo, todos os efeitos especiais de um cassino em Las Vegas para manter a nova clientela. Uma igreja de São Paulo chamada falsamente de Igreja Bíblica da Paz, além de fazer todo o auditório dançar, mantém na plataforma do templo, 4 dançarinas, dançando de modo semelhante as chacretes do chacrinha, e as dançarinas dos programas de auditórios. Tem dona de  Boate  em Fortaleza se dizendo evangélica.




V -  A Apostasia Fatal Por Traz Desse “Novo Evangelho” Produtor De “Novos Crentes”

ØDe fato, se tudo isto, não for apostasia da sã doutrina, então a Bíblia não existe como Palavra de Deus, e nem existe nela algo, que possamos chamar de a sã doutrina. Porém, nós fundamentalistas sabemos que a Bíblia existe, ela é a Palavra Final de Deus e seu conteúdo é a Sã doutrina (a “fé uma vez por todas entregue aos santos” - Jd 3), e que esta sã doutrina é contrária a toda esta apostasia, que é cumprimento das profecias relativas aos fins dos tempos, quando Cristo disse: “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra” (Lc. 18:8; I Tm. 4:1-2; Ap. 3:14-17,20; 17:1-6; 18:4).

      Em realidade o “Evangelho” pregado pelos “novos crentes”, ou neo-evangélicos, dar ênfase basicamente ao lado positivo do evangelho, “as bênção”, aos direitos, liberdades e regalias da “graça divina”, mas subtilmente disfarça as exigências do discipulado e da cruz. Pregam um evangelho pela metade, de fato, uma meia verdade, e como alguém já disse: “uma meia verdade é uma mentira completa”.

O próprio apostolo  João declarou: “...porque mentira alguma jamais procede da verdade” (I Jo 2:21b). Se o que os neo-evangélicos estão semeando é um engano, lógico que este engano (mentira)  não procede da verdade do verdadeiro evangelho, pois o verdadeiro evangelho não engana, é tão sincero em  proclamar suas bênçãos (justificação, perdão, vida eterna, paz, etc..) como  suas exigências (arrependimento verdadeiro, confissão e abandono do pecado, conversão real, vista numa vida realmente transformada, compromisso real com Cristo que se revela num discipulado pronto a renunciar tudo por Cristo e Sua causa. De modo, que ele é o evangelho da cruz, e não das multidões ou dos homens, é escândalo para judeus (religiosos e moralistas, em geral fiados em sua auto-justiça) e loucura para os gregos (homens mundanos fiados em sua cultura e conhecimentos filosóficos) - (I Cor. 1:21-24).

     O neo-evangélico usa de modo impróprio o método da contextualização, em vez de mudar a  cultura pela pregação pura e honesta do evangelho, muda a forma da mensagem do  evangelho,  para se adaptar as exigências de uma cultura mundana, de modo que, ao mudar a forma da mensagem, acaba por mudar também o conteúdo da mensagem do evangelho, de modo, que passa a ser um  “outro evangelho”, e qualquer “outro evangelho” está debaixo da maldição de Deus (Gl. 1:6-9).

Não é a contextualização cultural que fará alguém verdadeiramente aceitar Cristo, este é o método do homem. Este é o método de evangelização antropológico (a partir do gosto e preferência dos homens), não é de admirar que o resultado deste método seja antropocêntrico (ou seja, o homem é o centro, e o crente produzido por este evangelho, fala muito de Cristo, mas na realidade, ele próprio e suas necessidades de bênçãos é que são o centro de tudo). De fato este é um evangelho para agradar a homens ( Gl 1:9-11; Fp 3:18-19.)  .

O método de evangelização de Deus, é teológico (a partir do gosto e preferêcias de Deus), ou que realmente interessa, não é o que o homem gosto ou deixa de gostar, mais sim, o que é a vontade de Deus. Por isto o resultado deste método Divino de evangelização é teo-cêntrico (ou seja, Deus é o centro, e o crente produzido por este evangelho, é realmente convertido e nascido de novo pela operação do Espírito Santo, aplicando em seu coração a pregação pura e simples do evangelho - Rm. 10:9-17; Tt. 2:11-15; 3:3-7).




Conclusão: Cumpramos de modo diligente a exortação de Judas 3.



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