Parábola do Alarme de Incêndio



David Cloud

21 março, 2011
fbns@wayoflife.org

 

Uma vez, em uma grande igreja do longínquo país chamado de Longíssimo, houve uma conferência da “Corporativista Associação das Igrejas Batistas Regulares- Bíblicas- Independentes, todas elas Pseudo- Fundamentalistas, de Longíssimo”.As instalações eram impressionantes. Os palestrantes eram qualificados [e renomados]. A unidade era maravilhosa. Muita coisa boa estava sendo realizada. Todo mundo estava feliz e profundamente satisfeito.

O único problema era que um incêndio estava queimando no porão.

Por ali, rumo à sua casa, passava um crente que chamaremos de “Vigia Que Dá Alarme”, já de certa idade e experiência, que já tinha visto alguns incêndios destruírem impérios e levarem vidas (inclusive entre seus amigos e familiares), e bem sabia como eles são perigosos. Ele sentiu o cheiro da fumaça e decidiu investigar, descobrindo um incêndio ainda de mediano porte, mas que se espalhava sem parar. Foi-lhe dito que o incêndio começara há anos, que por muito tempo tinha se mantido relativamente pequeno e vinha crescendo devagar, e que somente há poucos dias estava ganhando velocidade de crescimento. Muito alarmado, Vigia Que Dá Alarme olhou em volta para ver se alguma sirene de alarme tinha sido acionada, mas ninguém parecia dar nenhuma importância ao perigo. Estranhamente, alguns dos oradores durante a conferência tinham mencionado o perigo dos incêndios em termos muito gerais, tinham sido discretamente aplaudidos, mas nenhum deles tinha querido alertar sobre o incêndio específico que grassava no meio deles mesmos.

Vigia Que Dá Alarme decidiu acionar o enorme alarme que cada prédio de igreja é obrigado a ter.

Quando o som estridente atravessou o ar, o efeito foi imediato e pronunciado, mas não foi o que Vigia Que Dá Alarme esperava.

Algumas poucas pessoas deram ouvidos ao alarme, olharam em volta, constataram por si mesmos que realmente havia um firme incêndio e, convencidos de que este poderia se espalhar e ameaçar todas as vidas, correram para fora do edifício.

A grande maioria, porém, pareceu não querer saber se havia incêndio ou não, se ele era controlável ou não, se deviam tentar apagá-lo ou fugir pelas suas vidas. Ao contrário, começaram a questionar, com indignação: “Quem é esse Vigia Que Dá Alarme mal-vindo? Que credenciais tem ele? Que direitos tem ele de olhar, perceber as coisas, e dar-nos alarme? Como ousava estragar-nos a festa e reputação? Bem, como se desliga o alarme? Quem vai afastar Vigia Que Dá Alarme para bem longe daqui, e silenciá-lo? Como dar uma boa desculpa e fazer todos esquecerem a interrupção?”

Alguns criticaram o método de Vigia Que Dá Alarme. Disseram que ele deveria ter primeiro falado somente, direta e privadamente, com o superintendente do prédio, bem podia ser o caso que Vigia Que Dá Alarme tivesse entendido mal o incêndio. Alguns estavam convencidos de que o alarme deveria somente ser puxado pelo consenso dos superintendentes do prédio e por quem eles autorizassem.

Alguns criticaram o discernimento de Vigia Que Dá Alarme. Levantaram a voz dizendo que há opiniões diferentes entre os irmãos sobre incêndios, e desafiaram: “Quem é você, estranho, para dizer dogmaticamente que este é mesmo um incêndio real?”

Alguns criticaram as motivações de Vigia Que Dá Alarme. Segundo estes, a questão importante não é saber se havia ou não um incêndio, ou mesmo se um alarme necessitava ou não ser puxado, mas se o tocador de alarme amava apropriadamente os participantes da conferência e seu superintendente.

Alguns criticaram o tempo de ação de Vigia Que Dá Alarme. É apenas um pequeno incêndio, eles comentaram, e quem pode dizer que pequenos incêndios sempre se tornam grandes? Alguns destes acreditavam que os alarmes só devem ser acionados em incêndios "substanciais" e eles estavam seguros de que este particular incêndio é um incêndio "não-substancial”.

Alguns criticaram a divisão que poderia advir do alarme. Estes observaram que, antes que o alarme soasse, havia harmonia e paz. Pode uma divisão ser uma coisa boa, mesmo se o objetivo foi somente a extinção de incêndios?

Alguns criticaram a perturbação que podia ser causada pelo alarme. Será que o alarme não tirou a atenção de outras coisas mais importantes? O superintendente mesmo contou uma pequena história sobre um homem que, alegou ele, se tornou tão focalizado em dar alarmes que não realizava qualquer coisa "positiva" na vida.

Alguns criticaram o tom do alarme. Eles disseram o som que era como ralar nos nervos e que devia ser atenuado, consideravelmente.

Alguns criticaram a persistência do alarme. Estes comentaram que o alarme tocava sem parar, e que alguém deveria pôr um fim nele, desligá-lo. Houve um consenso de que os alarmes de incêndio às vezes são necessários, mas eles devem ser curtos e melodiosos.

Alguns salientaram que Vigia Que Dá Alarme era um estanho que não estudado juntamente com eles nos seus mais nobres centros de ensino, nem era membro do mais altos escalões deles. Compararam Vigia Que Dá Alarme com os seus próprios tocadores de alarme de grande renome. "Não temos nós os nossos próprios tocadores de alarme?", disseram, "e não dão eles as devidas advertências sobre o perigo dos incêndios? Não são eles tão hábeis na detecção de incêndio quanto este homem? Ou mais hábeis, até? Por que os nossos próprios tocadores de alarme não vêem o que este estranho vê? Obviamente, este homem é um extremista." O que estes não reconhecem é que seus renomados tocadores de alarme de geralmente falam do perigo de incêndio apenas de um modo geral demais, como se fosse coisa impossível de lhes ameaçar, de modo que, quanto tais tocadores de alarme se tornam específicos em identificar incêndios, eles são incêndios que queimam noutro lugar, bem longe. Eles quase nunca alertam dos incêndios que estão queimando sob seus narizes, porque seria inaceitável tanto para os superintendentes como para as multidões.

Apesar das ferozes críticas contra o alarme e quem o havia tocado (isto é, contra Vigia Que Dá Alarme), o incêndio não podia ser totalmente ignorado uma vez que a atenção tinha sido atraída de forma tão pública. Quase com relutância, o superintendente e seus subordinados, jogaram um pouco de água sobre o incêndio e a conferência sobreviveu mais alguns anos. O que ninguém pareceu se importar foi com o fato de que o incêndio só foi temporariamente diminuído em intensidade, mas, ainda que fosse um incêndio que queimava sem chamas espalhafatosas, ele não se apagava, antes lentamente crescia e se espalhava. Todos pareciam concordar que um incêndio assim, como fogo de monturo, não é nada como o perigo de um incêndio de enormes chamas crepitantes.

Uma coisa é certa. Vigia Que Dá Alarme foi colocado na lista negra organizada por “Corporativista Associação das Igrejas Batistas Regulares- Bíblicas- Independentes, todas elas Pseudo- Fundamentalistas, de Longíssimo”. E, em cada conferência anual depois disso, certamente alguns dos oradores iriam sempre falar, velada ou explicitamente, contra ele e todos semelhantes extremistas.


David Cloud

Traduzido e adaptado (com algumas modificações) por Valdenira N.M. Silva, mar.2011.

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Hélio acrescentou:

Sugerimos ler
a) http://solascriptura-tt.org/SeparacaoEclesiastFundament/GuerrearNoMaisQuenteBatalha-Helio.htm
b) http://solascriptura-tt.org/LiturgiaMusicaLouvorCulto/AMusicaSantaNaIgreja-Helio.htm

Reproduzimos considerações preliminares (feitas em forma de mero esboço) feitas neste segundo artigo:



Como David Cloud e milhares de outros infinitamente melhores que eu, nos USA, e como Aníbal Pereira Reis e centenas de outros infinitamente melhores que eu, no Brasil,
há décadas venho tentando advertir os melhores crentes e melhores pastores das melhores igrejas batistas de que tenho conhecimento, a respeito de


0. COMO O DIABO ESTÁ ATACANDO AS   B-O-A-S   IGREJAS!

Com:

a. BÍBLIAS FALSIFICADAS
(ver o excelente livro http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/VersoesModernasDaBiblia-Cloud-Livro.zip, por David Cloud): Omitem 6000 palavras, enfraquecem importantes doutrinas. Teste Bíblias com Cl 1:14 (omite o sangue de Cristo?) ou 1Tm 3:16 (omite a divindade de Cristo?) e 1João 5:7,8 (omite a Trindade?). Apeguemo-nos à ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB, a Trinitariana) ).

b. MENSAGEM CORROMPIDA.
Exemplo: sermão que ouvi em culto de ações de graças pela formatura de alunos de Direito, pelo Pastor ..., da Igreja Batista ... (todas as ênfases foram adicionadas por Hélio):
“Cristo, o homem mais sábio, disse, segundo Mt 5:6, ...” (Hélio comenta: Cristo é só um homem? Nenhuma palavra sobre Ele ser Deus e Juiz?)
“Passo a citar o teatrólogo alemão Brecht, que tanto admiro ..." (Hélio comenta: Brecht foi um terrível ímpio, que vergonha citá-lo num culto!) "salvação é processo, resulta de praticar do que vocês praticam: Justiça" (Hélio comenta: ouvir isto revoltaria todos os crentes do passado)
“cito agora a admirável Madre Teresa de Calcutá, que Deus a tenha" ..." (Hélio comenta: Teresa, católica, levou muitos para o inferno, que vergonha citá-la num culto!)
“Terminemos cantando ‘Amigos para Sempre’, de Júlio Iglesias". (Hélio comenta: Que vergonha! Terminar um culto de gratidão a Deus, cantando um degenerado ímpio condenado ao inferno!)

c. MORAL CORROMPIDA
(ex.: igrejas com cinzeiros; cartazes de "sexo seguro" camisinhas no Seminário ...; boletim da Igreja Batista ... ("Deus não está mais interessado em virgindade...", "há jovens doentes por falta de sexo...", citação de Frei Leonardo Boff, etc.).

d. MOVIMENTO CARISMÁTICO (põe a experiência acima da Bíblia; é terrível, infiltrante, ecumênico). Precedido pelo Movimento Pentecostal, sucedido por Hagin-Macedo-etc.

e. MÚSICA CARNAL (ex.: A pornográfica "Na boquinha da garrafa", já cantada e dançada em um culto, com participação do pastor, batista!!!...).




Hélio de Menezes Silva.


 

 


 

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)




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