Perigos nas livrarias cristãs

David Cloud


Nunca os livros cristãos estiveram tão facilmente disponíveis à média dos cristãos e também nunca o perigo espiritual, associado a tais livros, foi tão grande. Infelizmente, a média dos membros das igrejas crentes na Bíblia não sabe se proteger nem proteger a família desse tipo de perigo.
Três verdades indispensáveis da Bíblia podem proteger o filho de Deus nestes tempos do fim.



A primeira é que estes últimos dias são caracterizados pela apostasia, não pelo reavivamento.


 
          Desse modo, não é surpresa estarmos nos confrontando hoje com uma vasta quantidade de heresias e comprometimentos espirituais.  Nunca houve um tempo em que o povo de Deus precisasse tanto de conhecimento e cautela, como o de hoje.
        “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Timóteo 3:13).
          “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).



A segunda é que Deus admoesta o Seu povo a examinar tudo pelas Escrituras.


 
          “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21).
          “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11).
          “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).



A terceira é que o erro espiritual se apresenta sob o disfarce de verdade e justiça.


 
          Ele é sutil e pode nos enganar se não estivermos biblicamente embasados e não formos excessivamente cautelosos.
 
          “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7:15).
          “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Coríntios 11:3).
          “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11:13-15).
          Neste artigo vamos mostrar alguns dos perigos que se encontram nas livrarias cristãs, sob os mais variados títulos. Não vamos entrar aqui nas áreas das versões modernas da Bíblia, da música contemporânea, da história da igreja e das missões evangélicas. Existem muitos perigos nestas áreas, mas não temos aqui espaço suficiente para mostrá-las. (Já mostramos isto em muitos livros e vídeos, os quais poderão ser adquiridos na Way of Life Literature).





O PERIGO DA FILOSOFIA DO POSITIVISMO NEO-EVANGÉLICO


 
Um dos maiores perigos que os cristãos fundamentalistas enfrentam, hoje em dia, é o da nova filosofia evangélica, a qual tem-se infiltrado no Evangelicalismo nos últimos 50 anos. Ela é particularmente perigosa, porque, à primeira vista, parece ser biblicamente saudável. O âmago do perigo do novo Evangelicalismo não é o erro que ele prega, mas a verdade que ele negligencia. Ele focaliza o que é positivo, evitando totalmente a controvérsia teológica considerando-a impopular (por exemplo, assuntos como a separação bíblica e o inferno).
                    O novo Evangelicalismo resume sua mensagem apenas a uma parte de “todo o conselho de Deus” (Atos 20:27). Isto dá a impressão de que muito do que o novo Evangelicalismo prega é espiritualmente bíblico e benéfico. Ele pode pregar muito sobre salvação, sobre o viver cristão, o amor pelo Senhor, o casamento, a educação dos filhos, a santificação, a divindade de Cristo e até sobre a infalibilidade da Escritura.
                    Mas, ao ser encarado com a exigência de condenar o erro e denunciar os líderes cristãos populares, ele se recusa a tomar uma posição e, mais provavelmente, vai se voltar contra quem o estiver forçando, taxando-o de “extremo fundamentalista”, “separação do segundo grau”, ou algo assim.
Billy Graham é o rei do positivismo e do não julgamento. Seus livros estão nas prateleiras da vasta maioria das livrarias cristãs. Ele é por demais influente e sua mensagem tem sido descrita como “áspera no centro, porém macia nas bordas”. Ele diz que o seu ofício é apenas pregar o evangelho e que não foi chamado para se envolver em controvérsias doutrinárias.
     Em 1965, o United Church Observer,  jornal oficial da Igreja Unida do Canadá, cujo moderador Bill Phipps afirmou (em 1997) que “Jesus Cristo não é Deus”, fez a Graham uma série de perguntas.  Suas respostas demonstram o estilo neo-evangélico positivo do não julgamento.
 
Pergunta - Em seu livro, o senhor fala dos ‘falsos profetas’. O senhor diz que o esforço de tempo integral de muitos intelectuais é se desviar do plano de Deus e cita Paul Tillich. O senhor considera Paul Tillich um falso profeta?
Resposta - Resolvi usar a prática de não fazer julgamento de outros eclesiásticos.
Pergunta - O senhor acha que igrejas como a Igreja Unida do Canadá e as grandes igrejas liberais do Estado Unidos, ativas no movimento ecumênico e cujos ministros estudam e respeitam a obra de Paul Tillich, e de outros grandes mestres modernos, são apóstatas?
Resposta - Provavelmente, eu não poderia fazer tal julgamento contra igrejas individuais ou contra os clérigos da Igreja Unida do Canadá. Meu conhecimento desta igreja é inadequado e minha capacidade para tal discernimento é por demais limitada. Meus livros e escritos são do conhecimento público, mas amo a comunhão e a obra de muitos cristãos que não concordam teologicamente comigo em tudo. Quanto a chamar apóstata quem lê e recebe ajuda de Paul Tillich, isto é absurdo. Existem muitas sombras nas opiniões teológicas das grandes denominações a serem esclarecidas pelos liberais, neo-ortodoxos, conservadores, fundamentalistas, ou quem quer que seja.
Pergunta - Sua organização está firme conosco numa tentativa moderna, esclarecida e erudita de explicar às pessoas o que “a Bíblia diz”? Ou está do lado dos que nos descrevem como uma igreja apóstata, que espalha a descrença?
Resposta - Nossa Associação Evangelística não está preocupada em fazer julgamento - favorável ou adverso - sobre qualquer denominação em particular. Não pretendemos nos envolver  nas diversas divisões dentro da igreja. Somos apenas pregadores do evangelho, não teólogos eruditos... Embora haja alguns membros em nossa equipe com grau de doutorado... Sentimos que o nosso chamado é especialmente... para levar pessoas a um compromisso pessoal com Cristo! Não queremos permitir que sejamos mal vistos pelos muitos concorrentes religiosos. (“Billy Graham - Answers 26 Provocative Questions”, United Church Observer, 01/07/1966).
          Trata-se de puro neo-evangelicalismo. Ele prega  contra o erro em termos gerais; porém, raramente o faz de maneira clara e específica.
          A recusa de Graham em pregar qualquer coisa além dos aspectos mais básicos do evangelho (ou até do que é mais questionável) é que o torna aceito tanto pelos católicos como pelos teólogos modernistas. Charles Dullea, Superior do Instituto Bíblico Pontifício, em Roma, disse: “Porque ele está pregando o Cristianismo básico, não entra nos assuntos que hoje dividem os cristãos. Ele não toca nos Sacramentos da Igreja, de modo algum... O católico não escuta qualquer desconsideração à autoridade do ensino da Igreja, nem às prerrogativas papais ou episcopais, nem palavra alguma contra a Missa, os sacramentos e as práticas católicas. Graham não tem tempo para isso.  Ele está pregando somente Cristo e um compromisso total com Ele. Em minha opinião, os católicos vão ouvir pouco, se alguma coisa, com que eles não concordem” (Dullea, “A Catholic Looks at Billy Graham”,  Homiletic & Pastoral Review, Janeiro, 1972).
          Billy Graham é apenas um exemplo da multiplicidade de outros evangélicos, cujos livros enchem as prateleiras das livrarias cristãs de hoje.
          A ênfase dos livros disponíveis nestas livrarias não é sobre uma sólida pregação e ensino da Bíblia, nem sobre uma clara exposição dos erros que estão corrompendo a obra e o povo de Deus, hoje em dia. Em vez disso, a ênfase é sobre “uma proclamação positiva da verdade” e sobre os escritos que façam as pessoas se sentirem bem. Conforme diz J. I. Packer a respeito de Richard Foster e os livros da Renovare, eles são “suaves sobre o pecado e firmes sobre a graça”.(Capa traseira do livro de Foster, “Life With God”). Packer quis fazer um elogio, mas acabou fazendo uma acusação, porque a Bíblia é tão firme sobre o pecado como o é sobre a graça. Ninguém pode ter uma perspectiva apropriada da graça sem uma apropriada ênfase sobre o pecado, pois o horror do pecado, comparado à grandeza e santidade de Deus e à Sua terrível justiça, é que nos permite ver a graça numa perspectiva apropriada. De outro modo, a graça se torna uma “graça barata”, um assunto que ocupa as prateleiras da média das livrarias cristãs.
Tem-se, por exemplo, de Robert Schüller - “Turning Hearts Into Halos” - (Transformando Feridas em Alegrias); de Kay Arthur - “Lord, Heal My Hurts”,  (Senhor, Cura Minhas Feridas); de Charles Stanley - “The Source of My Strenght - Healing Your Wounded Heart  (O Tamanho de Minha Força - Curando Meu Coração Ferido); de David Jeremiah -  “A Bend in the Road” - Experiencing God When Your World Caves In) (Uma Curva na Estrada -Experimentando Deus, Quando o Seu Mundo Desaba).





2 - O PERIGO DO MOVIMENTO ECUMÊNICO


 
As livrarias cristãs de hoje estão repletas de volumes promovendo a  filosofia ecumênica, a qual ensina que a unidade e a comunhão são mais importantes do que a doutrina, o zelo pela verdade e a exposição do erro. Vejamos alguns exemplos.
Em sua popular autobiografia, “Just As I Am” (Exatamente Como eu Sou), Billy Graham elogia o papa e conta como devolve todos os seus convertidos à Igreja Católica. Ele descreve sua íntima associação com os teólogos modernistas por causa do “evangelismo”.
Chuck Colson - Seu popular livro “The Body” afirma que a doutrina protestante e a católica convergem e que ambas fazem parte  do mesmo “corpo”.
John Maxwell - em seu livro “Failing Forward” , promove as missões católicas como sendo genuína forma de Cristianismo.
Phillip Yancey - em seu livro “Where is God When It Hurts” , afirma que as missões católicas romanas são parte do “corpo de Cristo”.
Jim Cymbala - em seu livro “Fresh Power”, diz que Jesus orou para que o Seu povo se tornasse um, quer fosse evangélico, carismático, batista ou luterano.
Max Lucado - em seu livro “Grip of Grace”, ele louva a Deus pela Igreja de Cristo (a qual ensina a heresia da regeneração batismal), os Pentecostais, Anglicanos, Batistas do Sul, Presbiterianos e Católicos Romanos.
A popular autora Elisabeth Elliot, a qual é episcopal e ecumênica na filosofia, falou na Universidade Católica Romana Franciscana, em 1989, e na Notre Dame, em 1998. Ela nada falou negativamente, quando o seu irmão Thomas Howard se juntou à ICAR. Em seu livro “Taking Flight”, ela diz:
“Àqueles que recebem a Cristo é dado não apenas um ‘reino agora’, mas ‘o direito de se tornarem filhos de Deus’. Isto não quer dizer que Deus os torna filhos, imediatamente, mas que lhes dá o direito de se tornarem filhos de Deus” (p. 12). Isto, é claro, é uma heresia, no que se refere ao legítimo Evangelho.





3 - O PERIGO DO ANTIFUNDAMENTALISMO


 
          Outra filosofia popular encontrada na média dos livros cristãos da atualidade é o espírito do antifundamentalismo. Os autores populares raramente denunciam a ICAR ou o modernismo teológico, ao mesmo tempo em que são muito ousados em denunciar o fundamentalismo bíblico.
Jerry Bridges, por exemplo, em seu livro impropriamente chamado “Transforming Grace”, diz que o “legalismo” se preocupa em que haja uma assídua frequência à igreja, proibindo o comprimento dos cabelos dos homens, pregando contra o mundanismo, etc.  Ele diz que os “legalistas” têm exposto “férreas opiniões”, vendo essas coisas como preto e branco, como se fossem coisas horríveis.
Chuck Swindow - Em seu popular livro “The Grace Awakening”, afirma que ‘a graça’ inclui uma ausência de imposição, de argumentação e dogmatismo bíblico e admoesta contra os ministérios estritamente fundamentalistas.





4 - O PERIGO DO MOVIMENTO CARISMÁTICO


 
           A média das livrarias cristãs de hoje está repleta de livros escritos por pentecostais e carismáticos, os quais promovem suas doutrinas antibíblicas.
 
Jack Hayford, por exemplo, é um autor muito popular nos círculos evangélicos, mesmo ensinando que se deve falar em “língua infantil”, antes de falar em língua adulta, e afirma que Deus lhe disse para não julgar a ICAR (Ver artigo “Beware of Jack Wayford”, no site da Way of Life)





5 - O PERIGO DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA DO CRESCIMENTO DA IGREJA.



A média das livrarias cristãs apresenta também livros dos gurus mais populares sobre o crescimento da igreja, como Rick Warren, da Igreja de Saddleback, e Bill Hybels, da Willow Creek.
          Em seu livro “Uma Igreja Com Propósito”,  Rick Warren diz: “Rejeito a idéia de que os estilos musicais possam ser julgados como ‘bons’ ou ‘maus’. As igrejas precisam admitir que nenhum estilo particular de música é ‘sagrado”’.
          No livro “Uma Vida Com Propósito”, Warren diz: “Deus nos admoesta, continuamente, a não criticar, comparar ou julgar um ao outro... Sempre que eu julgo outro crente, logo acontecem três coisas: perco a comunhão com Deus; exponho meu próprio orgulho; coloco-me na posição de ser por Deus julgado e prejudico a comunhão na igreja” (p. 164). Nesta herética declaração, Warren não faz distinção entre julgar hipocritamente  (o que é proibido em Mateus 7), julgar na base da preferência pessoal em assuntos não ensinados na Escritura (o que é proibido em Romanos 14) e julgar na base bíblica (o que é por Deus exigido).
          A Associação Willow Creek de Hybels diz que sua pregação não consiste de “fogo e enxofre”, nem de “ataque bíblico”, mas simplesmente de “mensagens práticas e inteligentes”. Willow Creek usa a música rock, tem muitas mulheres pastoras e apoia falsos mestres, como Robert Schüller.





6 - O PERIGO DA PSICOLOGIA CRISTÃ


 
          Muitos dos livros enfileirados nas prateleiras das livrarias cristãs promovem o erro da “Psicologia cristã”. Os livros de James Dobson, por exemplo, são muito populares. Ele admite que tem uma grande audiência católica romana e se recusa a admoestar contra as heresias de Roma. Madre Teresa foi louvada em sua revista “Clubhouse”. Ele aceitou uma grande comenda honorária da Universidade Católica Romana Franciscana. Foi apresentado na capa da revista “Roman Catholic New Covenant”, a qual ensina a oração a Maria.





7 - O PERIGO DO MOVIMENTO CONTEMPLATIVO


 
          O Movimento Contemplativo tem-se espalhado dentro do Evangelicalismo como fogo silvestre na última década. Ele tem os seus próprios gurus evangélicos, tais como Richard Foster, porém os seus métodos e princípios se originam no misticismo católico romano.
          Alguns dos populares místicos católicos são encontrados em muitas livrarias evangélicas, tais como Julian Norwick, Teresa D´Àvila, João da Cruz, Francisco de Assis e Inácio de Loyola (fundador da Ordem Jesuíta, a qual esteve na vanguarda do movimento da Contra Reforma papal), Tomás de Aquino, Bernardo de Clairvaux, Madame Guyon, Henri Nouwsen, Irmão Lawrence, Thomas Ryan, John Main, Peter Kreeft, John Michael Talbot, Basil Pennington, Tomas Keating e Thomas Merton.
          Alguns dos gurus contemplativos mais populares são os seguintes:
Richard Foster - afirma que através da meditação passiva pode-se penetrar profundamente no íntimo e “certamente encontrar o Cristo vivo” e “ser orientado pela sua voz” (Celebração da Disciplina, p. 26). Ele diz ainda que o praticante da meditação “pode entrar em profunda comunicação com  o Pai, na qual olha para Ele e Ele olha para você” (p. 27). Foster promove a prática da visualização, na qual o indivíduo deixa o seu corpo e penetra profundamente no espaço exterior, na exata “presença do Criador eterno” e ali escuta, diligentemente, e recebe instruções diretamente de Deus (Celebração  da Disciplina, edição de 1978, pp. 27-28).
          Foster é um ecumenista radical, cuja visão é assim descrita:
          ”Sou um monge católico dos morros do Kentucky, o qual ficou com um evangelista batista das ruas de Los Angeles, para juntos oferecerem sacrifícios de louvor. Vejo um povo”  (Streams of Living Water, 1988, p. 274).
Ken Blanchard - Encoraja os empréstimos das religiões pagãs. Ele diz: “Nosso povo deve escutar as palavras de sabedoria dos grandes profetas e líderes espirituais, como Buda, Maomé, Yogananda e o Dalai Lama”. (Introdução do“What Would Buddha Do at Work?”, 2001). Blanchard tem fortes laços com a Nova Era e recomenda muitos livros novaerenses. Por exemplo, ele escreve o prefácio da edição de 2007 do livrinho “Little Way and Old Swell”, de John Ballard, o qual é inspirado no guru hindu Paramahansa Yogananda.   Este livro se destina a ensinar às crianças que Deus está em tudo e que o homem é um com Deus. No prefácio, Blanchard faz uma declaração surpreendente: “Yogananda amava Jesus e Jesus iria amar Yogananda”.
Fui um discípulo de Yogananda, antes de ser salvo, e tenho certeza de que ele jamais iria amar o Jesus da Bíblia!
Robert Webber - apelava a um ecumenismo muito radical. Ele disse:
“Um objetivo para os evangélicos no mundo pós-moderno é aceitar a diversidade como uma realidade histórica e buscar a unidade no meio da mesma... Esta perspectiva nos permite ver a ICAR, bem como as igrejas ortodoxas e protestantes como as várias formas de uma única igreja verdadeira”  (Ancient-Future Faith, p. 85).
(www.dwillard.org/articles/artview.asp?artID=14).
Thomas Merton - Foi um monge trapista católico, o qual entrelaçou as práticas religiosas pagãs com as práticas contemplativas dos “santos” católicos. Merton não apenas estudou o Budismo e o Sufismo (Islamismo místico), como disse:
          “Estou profundamente impregnado de Sufismo”  (Rob Baker, “Merton and Sufism”, p. 109), e mais: “Não vejo contradição alguma entre o Budismo e o Cristianismo... Pretendo me tornar um budista  tão bom quanto possível” (David Steindel-Rast, “Recollection of Thomas Merton’s Last Days in the West”, Monastic Studies, 7:10, 1969). Merton disse ainda: “Ásia, Zen, Islam, etc., tudo isto se junta em minha vida. Seria loucura eu tentar excluir todos estes em minha vida” (Merton and Sufism,  Baker. P. 41).
Basil Pennington - ensinou que o homem compartilha a natureza divina. “Estamos ligados a todos os demais em nossa natureza humana e em NOSSO COMPARTILHAMENTO DE UMA NATUREZA DIVINA, de modo que nunca estamos realmente sozinhos, mas temos todos esta união e comunhão”. (Entrevista com Mary NurrieStearns, “Transformoing Suffering”, 1991, Personal Transformation Website). (Centered Living, p. 104).
www.personaltransformation.com/Pennington.ht5m
Thomas Keating – diz: “A oração contemplativa é a abertura da mente e do coração, de todo o nosso ser, para Deus, o mistério final, ALÉM DOS PENSAMENTOS, PALAVRAS E EMOÇÕES. É um processo de purificação interior, o QUAL CONDUZ, SE CONSENTIMOS, À DIVINA UNIÃO.” (Keating Interview with Kate Olson, “Centering Prayer as Divine Therapy”, Trinity News, Trinitiy Church in the city of New York, vol. 42, edição 4, 1995). Keating até recomenda a ioga ocultista kundalini.
Henri Nouwen - disse: “Hoje eu creio pessoalmente que, como Jesus veio abrir a porta da casa de Deus, todos os seres humanos podem atravessar essa porta, quer conheçam ou não conheçam Jesus. Vejo isto, hoje, como o meu chamado para ajudar cada pessoa a declarar o seu próprio caminho para Deus”.  (Sabbatical Journey, 1998, p. 51).
John Michael Talbot - diz: Maria “intercede a Deus em meu favor”  e testifica: “tenho sentido a presença de Maria se tornar importante em minha vida” (Contemporary Christian Music Magazine, Novembro, 1984, p. 47). Em seu livro“Simplicity” ele diz: “Descobri que rezar o rosário é uma das mais poderosas ferramentas que eu possuo, para obter a meditação simples e infantil sobre a vida de Cristo”.





8 - O PERIGO DE MISTURAR-SE COM OUTRAS RELIGIÕES E COM HEREGES


 
          Consideremos o popular autor C. S. Lewis. Ele (1) promoveu o ecumenismo. (No seu livro “Mere Christianity”, ele disse que o Cristianismo é uma grande casa com salas muito diferentes e aceitáveis, tais como Catolicismo, Protestantismo, etc.); (2) Ele negou a reparação vicária de Cristo; (3) Ele acreditava numa evolução teísta; (4) Ele rejeitava a Bíblia como a infalível Palavra de Deus; (5) Ele negava a doutrina do eterno inferno de fogo; (6) Ele acreditava na oração pelos mortos e confessava seus pecados a um padre; (7) Ele afirmava que os seguidores de religiões pagãs podem ser salvos sem a fé em Jesus Cristo : “Existem pessoas em outras religiões que estão sendo dirigidas pela secreta influência de Deus... Muitos dos bons pagãos, muito antes do nascimento de Cristo, podem ter estado nesta posição”. (C. S. Lewis,Mere Christianity, edição Harper San Francisco, 2001, pp. 64, 208, 209).
As Crônicas de Nárnia de Lewis interligam alguns vagos temas bíblicos com a mitologia pagã: ninfas, faunos, (parte homem, parte cabrito), anões, centauros (parte homem, parte cavalo), dríades (três mulheres) e naiadas (ninfas do poço). Todas estas criaturas são descritas como servindo a Aslan, uma suposta figura de Cristo. Lewis apresenta uma obra profundamente herética de magia branca. Ele chama o poder de Aslan de “Profunda Magia” e o poder do pai de Aslan como “Magia do Imperador”. Ele apresenta o deus Baco e suas orgias como sendo algo desejável. Ele apresenta o mito de “Pai Natal” e ensina que a primeira esposa de Adão não foi Eva, mas uma mulher chamada Lilith, que era uma feiticeira.
Norman Vincent Peale - Ele faleceu em 1994, mas seus livros ainda são populares. Numa entrevista com Phil Donahue, em 1984, Peale disse: “Não é necessário nascer de novo. Você tem o seu próprio caminho para Deus; eu tenho o meu” .(Hugh Pyle, “Sword of the Lord”, 14/12/1984). Numa entrevista com a revista Modern Mature, edição Dez/Jan. 1975/76, a Peale foi indagado se as pessoas são inerentemente boas ou más. Ele respondeu: “Elas são inerentemente boas... as más reações não são básicas. Cada ser humano é um filho de Deus e tem em si mais o bem do que o mal; porém, as circunstâncias e coisas associadas podem maximizar o mal e reduzir o bem. Tenho alimentado grande fé na bondade e decência... Vocês podem falar da bondade... do ser humano”.
Robert Schüller - Em seu livro “Self Esteem New Reformation”, Schüller diz: “É triste e insultante definir o pecado como rebelião contra Deus”. E “O Cristianismo Positivo não sustenta a depravação humana, mas a incapacidade humana”;“Inferno é a perda do orgulho, a qual conduz à separação de Deus”; “Jesus jamais chamou alguém de pecador” (Ver artigo “Os Evangélicos e o Herege Robert Schüller”, no site Way of Life, para documentação).
Bruce Wilkinson - Sua obra “Uma Oração de Jabez” transformou-se numa bonança de mercado. Existe uma oração de Jabez para mulheres e uma para os sobrecarregados. Existem ursinhos, marcadores de livros, pulseiras, capas de Bíblias, pôsteres, moedas e xales oração de Jabez. Neste livro, Wilkinson diz: “Quero lhe ensinar a fazer uma oração ousada, a qual Deus sempre responde. Ela é curta... Apenas uma sentença de quatro partes... alimentada na Bíblia, mas creio que ela contém a chave para uma vida de grande favor divino. Milhares de crentes que estão aplicando suas verdades estão vendo milagres acontecerem numa base regular”  (Prefácio do livro).
Rod Bell - autor do “Velvet Elvis”.  Ele afirma que Jesus já está com o Seu povo, até mesmo nas falsas religiões e que, portanto; “o caso não é tanto levar Jesus às pessoas que não O têm, mas ir aos lugares e mostrar às pessoas o Deus criativo e doador da vida, o qual está presente no meio delas”.  (Velvet Elvis, p. 88). Bell diz que Cristo deu autoridade aos crentes para fazerem novas interpretações da Bíblia (Ibid, p. 50). Ele diz ainda que as epístolas do Novo Testamento “não são as verdades antigas mais importantes” (Ibid, p. 62) e que os apóstolos “não afirmaram possuir a absoluta Palavra de Deus.” (Ibid, p. 57).
Leslie Newbigin - (1909-1998). Era um bispo muito liberal da Igreja do Sul da Índia, secretário geral associado do radicalmente herético Concílio Mundial de Igrejas. Em sua obra “The Gospel in a Pluralist Society”, Newbigin nega que a Bíblia seja a verbal e plenamente inspirada Palavra de Deus e diz que os defensores da fé, do século 18 estavam errados, quando ensinaram que a Bíblia é uma coleção de verdades eternas. Newbigin afirmava, erroneamente, que Jesus não viveu “segundo um livro, um credo, um sistema de pensamento, uma regra de vida”.  (p. 20). Ele escreveu: “Todos os chamados fatos são fatos interpretados... o que vemos como fatos depende da teoria que trazemos para a observação.”(p. 21). Ele classificou como trágica a divisão entre os liberais e os fundamentalistas. (p. 24). Ele disse que existe uma possibilidade de salvação fora de Cristo.
Brennan Manning - É um ex-padre católico romano, que nega a reparação vicária de Cristo, acredita que Cristo está em todos os homens e zomba da posição unilateral da Bíblia. Ele diz: “Fico profundamente desgostoso pelo que só poso chamar de nossa cultura cristã de idólatras das Escrituras. Para muitos cristãos, elas não são o caminho para Deus, mas o próprio Deus. Numa palavra - isto é bibliolatria... Fico enjoado com pessoas que falam como se o simples escrutínio de suas páginas pudesse revelar o que Deus pensa e o que Ele exatamente deseja” (The Signature of Jesus). [N. T. - Nos anos 1980, o Pr. Neemias Marien costumava me chamar “bibliólatra”, porque eu afirmava crer literalmente em tudo que lia na Bíblia].
          Os crentes bíblicos não adoram a Bíblia, mas aceitam o que ela afirma ser, a exata Palavra de Deus, e, portanto, sabem que encontrarão em suas páginas o que Deus pensa.
Tony Campolo - Ele acredita na teoria da evolução e rejeita a inspiração da Escritura. Ele diz que “vê em cada um de nós uma natureza divina”. (Partly Right, p. 118). Durante o Charlie Rose Show, Campolo disse: “Não estou convencido de que Jesus viva somente nos cristãos” (Calvary Contender, 01/10/1999) e quando indagado por Bill Moyers, em 1996, se os evangélicos deveriam converter os judeus, ele respondeu: “Não quero fazer julgamentos sobre meus irmãos judeus nem sobre meus irmãos e irmãs muçulmanos.” Campolo odeia o dispensacionalismo e rejeita a doutrina da iminente volta de Cristo. Ele chama isto de “uma forma bizarra de fundamentalismo”. Falando no encontro anual da Cooperative Baptist Fellowship, ele disse: “Todo o sentido de que  o arrebatamento pode acontecer a qualquer momento é usado como um engodo para se opor a um compromisso com os principados, os poderes e as estruturas políticas e econômicas de nossa era”.  (“Oposition to Women Preachers, Evidence of Demoniac Influence” – Baptist Press, 27/06/2003). Campolo acredita que os homossexuais já nasceram assim.
Donald Miller - Autor do “Blue Like Jazz”. Seu livro popular é uma rígida denúncia contra o tradicional Cristianismo evangélico e, frequentemente, ele se volta contra o dogmatismo doutrinário. Discutindo o seu envolvimento com a igreja, na juventude,  ele escreve: “Eu gostaria de ter apoiado alguns aspectos do Cristianismo, mas não todo ele.”  (P. 30). Ele diz ainda: “Para acreditar no Cristianismo, é preciso reduzir enormes absurdos teológicos (isto é, o Jardim do Éden e o dilúvio universal), histórias infantis, ou então ignorá-los”. (p. 31). Ele quisera acreditar os evangelhos “longe da percepção dos contos de fada” (p. 35). Ele afirma ser errado ter “regras e leis e princípios de julgar uma pessoa contra a outra”.
Erwin McManus - Autor da obra “The Barbarian Way”. Ele convoca os crentes a viverem uma vida “de maneira bárbara”, ao contrário do modo bíblico tradicional, o qual ele descreve como “civilizado”. Ele diz que os do caminho bárbaro “tem pouca paciência com as instituições” e não se detêm em “exigências” (p. 6). Ele diz que a fé não deveria ser restrita e domesticada. (p. 10). Dos que seguem o caminho bárbaro, não se exige nem se espera que andem “na linha”, nem existe uma “conformação forçada” (p. 71). Ele diz que os que andam no caminho bárbaro seguem a voz de Cristo e que esta voz não é necessariamente encontrada na Bíblia. (p. 84).
G. K. Chesterton (1874-1936) - Este escritor católico romano continua a exercer influência. Ele aceitava a evolução teísta (Ortodoxy, p. 30). A edição de 2001 do seu livro “Ortodoxy” traz uma introdução de Phillip Yancey, a qual explica a atração de Chesterton para esta geração. Yancey diz: “Chesterton parece sentir, instintivamente, que um profeta de peso raramente passa por uma sociedade repleta de “eruditos desprezadores” da religião. Ele preferia o papel de desportista... Num tempo em que a cultura e a fé tem se afastado cada vez mais,  podemos usar o seu brilho, o seu espírito generoso e alegre. Quando uma sociedade se torna polarizada, como a nossa, é como se os dois lados ficassem numa grande divisão e gritassem um contra o outro. Chesterton tem outra proposta: Ele andou até o centro de uma ponte balouçante, fez um desafio a um único lutador do combate e em seguida fez com que os dois lados caíssem na gargalhada.” (“Ortodoxy”,Image Books, 2001, p. XIX).
A verdade é que este não é o tipo de profeta nem o tipo de fé que encontramos na Escritura, mas um tipo que recebe total apoio da igreja emergente.
Brian McLaren - Seu livro “A New Kind of Christian”  ganhou uma Comenda do Mérito da Christianity Today, mesmo estando repleto de heresias. Ele trata de um pastor evangélico que tem uma crise de fé e se submete à direção de um episcopal liberal, o qual o conduz ao “Cristianismo Pós-moderno”. O livro ensina que a Bíblia não é a infalível Palavra de Deus e que nenhuma de todas as doutrinas e teologias é absoluta, para que precisemos nos aproximar da Bíblia “em termos definitivos” (p. 56). Ele ensina que “a Bíblia não é a única autoridade, mas que deveria ser apenas uma das autoridades, pois as outras incluem tradição e razão, pessoas exemplares e instituições, nas quais se pode confiar, além da experiência espiritual”.  p. 54-55) Ele ensina ser errado e farisaico ver a Bíblia como a Enciclopédia de Deus, o Livro Guia de Deus e o Livro Resposta de Deus”. (p. 52).





Conclusão


 
          Poderíamos dar muitos outros exemplos dos perigos nas livrarias cristãs, mas estes devem ser suficientes para os sábios. Mais uma vez, devemos lembrar que estes últimos dias são caracterizados pela apostasia e não pelo reavivamento e que Deus admoesta o Seu povo a testar tudo pelas Escrituras e que o erro espiritual está disfarçado sob a aparência de verdade e justiça.
          “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11).
          “Examinai tudo. Retende o bem.” (1 Tessalonicenses 5:21).
          ““Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Timóteo 3:13).
          ““Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).
          “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).

 




“Dangers in Christian Bookstores” - David Cloud

Traduzido por Mary Schultze, 20/06/2009.

 

 


 

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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