A Verdade Bíblica da Separação



Por

John E. Ashbrook



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Apresentando o Autor:



O Dr. John Ashbrook é Ministro da Comunhão Bíblica de Ohio. Ele é autor do livro Axiomas da Separação, publicado no Brasil pela Editora Batista Regular. O Rev. Ashbrook é de origem presbiteriana. Seu pai,  o Rev. William Ashbrook era Ministro da Igreja Presbiteriana Unida da América do Norte, uma pequena denominação presbiteriana com igrejas locais nos Estados Unidos e no Canadá que, em 1937, se filiou ao Conselho Federal de Igrejas, hoje Concílio Nacional de Igrejas, e, mais tarde, uniu-se à Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América (a "Igreja do Norte"), formando a Igreja Presbiteriana Unida nos Estados Unidos da América. Em 1940 o Rev. William Ashbrook foi julgado por um tribunal da Igreja Presbiteriana Unida, sendo expulso da mesma por causa da sua posição de fidelidade à Bíblia. Ele foi um dos fundadores das Igrejas Fundamentalistas Independentes da América, uma organização interdenominacional com igrejas locais de origem batista, presbiteriana, congregacional, metodista e dos irmãos que adotaram o sistema independente de governo eclesiástico.

O Rev. John Ashbrook foi aluno do Dr. Carl McIntire no Seminário Teológico da Fé, em Wilmingtom, Delaware, de 1948 a 1951. A forte ênfase separatista iniciada pelo Dr. J. Gresham Machen e ensinada neste Seminário se fez sentir no Ministério do Dr. Ashbrook que, ao se formar em 1951, se tornou um dos grandes Pastores das Igrejas Fundamentalistas Independentes da América.

Em 1968, quando as Igrejas Fundamentalistas Independentes da América permitiram ministros neo-evangélicos como pastores, o Rev. Ashbrook separou-se deles, organizando a Comunhão Bíblica de Ohio.



Traduzido
pelo Prof. Josias Macedo Baraúna Jr., Bacharel em Teologia. 

Revisado
pelo Sr. Josias Macedo Baraúna, Ensinador Bíblico e Presbítero.   






 

A Verdade Bíblica da Separação


por John E. Ashbrook 

Mensagem proferida durante a 57ª Convenção Anual do Concílio Americano de Igrejas Cristãs, reunido em Monett, Missouri, de 27 a 29 de outubro de 1998. Ligeiramente adaptado para publicação.



É um prazer para mim ser um participante de uma convenção cuja tema é “Arvorando a Bandeira do Fundamentalismo.” Numa manhã de julho em 1944, eu estava próximo ao mastro de bandeira com dois outros recrutas de marinha para hasteá-la. Eles foram destacados para o hasteamento da bandeira. Eu era o corneteiro. O chefe veterano encarregado deste serviço especial perguntou: “homens, vocês já hastearam a bandeira antes?” Nós respondemos: “Não, senhor.” Ele me disse: “Deixe-me lhe dar algumas instruções. Quando você hasteia aquela bandeira de manhã, Faça-o depressa, puxando a roldana rapidamente até o topo, como se você não pudesse esperar para ver o tremular da bandeira do seu país. À noite, desça-a devagar daquele mastro como se você não pudesse agüentar ver a bandeira do seu país descer.” Então, me olhando, ele disse: “Corneteiro, quando você tocar a alvorada, ponha emoção em sua corneta e à noite faça aquela corneta chorar.” É assim que eu sinto a bandeira do Fundamentalismo. 



Fundamentalistas Desagradáveis? 

Muitos dos que se chamam fundamentalistas, não podem usar esta palavra sem uma apologia para os “fundamentalistas desagradáveis" dos dias primitivos que supostamente eram homens muito ásperos. Eu fui criado numa casa pastoral em Columbus, Ohio. Columbus era um entroncamento ferroviário, e muitos dos pioneiros do Fundamentalismo hospedavam-se em nossa casa. Eu me lembro de Carl McIntire da Igreja Presbiteriana Bíblica, Merrill T. McPherson e Nye Langmade, das Igrejas Fundamentalistas Independentes de América, Robert Ketcham da Associação Geral de Batistas Regulares, Harlee Bordeaux, um Ex-Secretário Geral do Concílio Americano de Igrejas Cristãs e Harland O'Dell. Eu me sentava à nossa mesa e ouvi esses homens orarem, discutirem as suas convicções e apresentarem-se como homens espirituais. Eles entretiam-nos com piadas infantis de pregadores e nos perguntavam o que nós queríamos fazer na vida. Eles nos exortavam a servir ao Senhor. Homens de firme 

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convicção eram eles. Vingativo e desagradáveis eles não foram. Eu estou contente, com eles, hasteando com eles a bandeira do Fundamentalismo. 



A Cerca de Arame 

Eu quero falar-lhes hoje à noite sobre “A Verdade Bíblica de Separação”. Eu passei meus verões de juventude na fazenda de meu avô. Os fazendeiros sempre tiveram cuidado para manter a cerca de arame que o separava dos vizinhos. A doutrina da Separação Bíblica é a cerca de arame entre a convicção e a incredulidade e entre Fundamentalismo e Neo-evangelicalismo.[1] 



Uma Prescrição Bíblica 

Como nós preparamos nosso tema, os dividiremos em três pontos. Primeiro, considere a prescrição bíblica para Separação. A doutrina da Separação sempre foi a fundamento do Concílio Americano de Igrejas Cristãs. Esta não foi uma política que fundamentalistas primitivos formularam, mas uma doutrina, uma verdade, uma prescrição que eles encontraram nas suas Bíblias. Vamos à passagem bíblica para a qual a maioria deles teria ido: II Coríntios 6. 

A passagem começa a versículo 14 com um mandamento: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. . “. O jugo era um instrumento projetado para unir dois animais para o trabalho. A passagem não está falando sobre animais presos na canga, mas sobre pessoas. Os crentes coríntios não podiam estar de forma alguma em jugo com incrédulos. O trabalho em questão é a obra obviamente espiritual. O ensino claro da passagem é que os crentes e incrédulos não podem estar juntos de forma alguma como numa canga para a obra espiritual. 

A passagem continua nos versículos 14b-16 com razões. Deus não tem que nos dar razões para os seus mandamentos, mas às vezes Ele dá. Nesta passagem, as razões são dadas como uma série de perguntas retóricas. O versículo 14 pergunta: “Porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça?”. A palavra grega que se traduz por  “injustiça” é a palavra para ilegalidade. Qualquer que pratica a justiça se sabe não ter nenhuma comunhão com a ilegalidade. O mesmo ver­sículo vai perguntar: “E que comunhão tem a luz com as trevas?”. Quando a luz vem, as trevas se vão. Quando as trevas caem, a luz se foi. 



Harmonia impossível 

O versículo 15 pergunta: “E que concórdia há entre Cristo e Belial?” A palavra que traduz “concórdia” é a palavra grega “sumphonasis”. Você pode ouvir e ver nesta palavra a nossa “sinfonia”, porque é a palavra grega para harmonia. A pergunta poderia ser formulada : “E que harmonia tem Cristo com Belial?”. Eu menciono a palavra porque a aberração da chamada "Música Popular Evangélica" é uma tentativa para se produzir harmonia com as palavras de Cristo e a música de Satanás. A pergunta simples posta nesta passagem expõe a heresia de tentar produzir tal harmonia. O mesmo versículo vai perguntar, “Ou que parte tem o fiel com o infiel?” 

A pergunta no versículo 16 é consideravelmente mais longa, mas mostra a incompatibilidade do templo com os ídolos e vai estabelecer o ponto que nós, como o povo de Deus, somos o templo do Seu Novo Testamento. O Versículo 17 repete o mandamento do versículo 14 de um modo diferente dizendo: “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo. .”. Todos nós conhecemos aquele crente (homem ou mulher), nascido(a) de novo de novo dizer: “Eu não posso sair de minha Igreja Metodista ou Igreja Unida de Cristo (apóstatas), porque eu estou lá como a única testemunha do Evangelho. Se eu sair, não haverá mais nenhuma testemunha.” Isso é a sabedoria humana apelando. Na realidade, nada mais é do que desobediência, pois Deus diz: “não vos prendais a um jugo desigual” e “. .saí do meio deles e apartai-vos”.  

A passagem continua nos versículo 17b e 18 com a promessa de Deus. Deus deixa uma grande promessa que o separatista obediente possa colher enquanto ele caminha longe do jugo desigual. “. . E eu vos receberei, e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” Durante os anos, fundamentalistas obedientes pagaram o preço da separação e então assistiram um Pai Divino manter a Sua promessa de provisão. 

Há várias definições para o Fundamentalismo. A minha é: 

Fundamentalismo é a convicção militante e a proclamação das doutrinas básicas do Cristianismo que conduz a uma Separação Bíblica daqueles que as rejeitam. 



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Dia de Formatura para o Fundamentalismo 

Você notará que a separação é uma parte vital para se ser um fundamentalista. Todas as denominações fundadoras deste Concílio passaram pelo caminho estreito da separação. Os Presbiterianos Bíblicos se separaram da Igreja Presbiteriana, EUA. Os Protestantes Bíblicos, os Metodista Evangélicos, os Metodista Independentes e os Metodista Fundamentalistas deixaram a Igreja Metodista. A Associação Geral de Igrejas Batistas Regulares saiu da Convenção Batista do Norte. Os homens das Igrejas Fundamentalistas Independentes da América vieram de várias associações. Aquele passo de separação da incredulidade foi o dia de sua formatura em Fundamentalismo. 

Aqui no Missouri, nós estamos em território batista do sul. Deixe-me mostrar que não há nenhum fundamentalista na Convenção Batista do Sul. Há alguns Fiéis à Bíblia, alguns conservadores e algumas pessoas piedosas. Mas, a Convenção Batista do Sul é uma multidão misturada de convicção e incredulidade; e o homem que permanece naquele jugo desigual não é um fundamentalista.  



Palavras-chave 

No assunto da relação de convicção e incredulidade, a palavra-chave de Deus é separação. No assunto da relação de convicção e incredulidade, está a palavra-chave de Satanás cooperação. Separação é a prescrição bíblica de Deus. 



A Proteção da Separação 

Em segundo lugar, considere a proteção histórica da separação. Nesta seção eu quero dar uma comparação histórica breve de duas organizações e posições. 

As duas organizações são o Concílio Americano de Igrejas Cristãs e a Associação Nacional de Evangélicos. Ambos foram formados por Fiéis à Bíblia. Ambos foram formados para combater a influência não-piedosa do Conselho Federal de Igrejas. 

O Concílio Americano de Igrejas Cristãs começou em 17 de setembro de 1941, na Cidade de Nova York. Inicialmente, foi um esforço comum da Igreja Presbiteriana Bíblica e da Igreja Protestante Bíblica. Em anos subseqüentes atraiu as Igrejas Fundamentalistas Independentes da América, a Associação Geral de Igrejas Batistas Regulares, os grupos metodistas separatistas e várias comunhões menores. 

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A Associação Nacional de Evangélicos nasceu entre 7-9 de abril de 1942, em Saint Louis, no Missouri. 147 líderes cristãos se reuniram para formá-la. No primeiro grupo estavam muitos homem bons - Charles Woodbridge, David Otis Fuller, Bob Jones Sr., William McCarrell, Harry Ironside e R.G. Lee.  

Nos seus fundamentos havia uma diferença principal entre as duas organizações. Isso é o assunto de meu sermão - separação. O Concílio Americano de Igrejas Cristãs requisitou de todos os seus membros tomar o passo da separação das denominações do Conselho Federal de Igrejas. As denominações membros da Associação Nacional de Evangélicos exigiu tomar aquele passo, mas permitiu aos indivíduos e as igrejas serem membros. Assim, assumindo compromisso os homens e as igrejas poderiam manter o seu prestígios, posições e pensões nas denominações apóstatas e a sua comunhão espiritual na Associação Nacional de Evangélicos. 



O Coelho e o Círculo 

O que foi o resultado da violação da doutrina da separação? Eu estou seguro que alguns de vocês do sudeste do Missouri caçaram coelhos com um cão de caça bigle. Naquela perseguição o cachorro excitou um coelho, deu perseguição e latidos atrás do coelho. Os caçadores ficam parados e falam por algum tempo porque eles sabem que o coelho fará um círculo e irá voltar aonde tudo começou. Isso é o que acontece quando a separação é abandonada. Os grupos fazem um círculo e voltam à comunhão com a mesma coisa que eles nasceram para protestar. 

Deixe-me citar de meu jornal local, o Cleveland Plain Dealer, de sexta-feira, 15 de novembro de 1996: 

No momento histórico quando o líder evangélico Don Argue enviou para a Assembleia Geral do Conselho Nacional de Igrejas em Chicago, na quarta-feira, as primeiras palavras que saíram de sua boca foi uma oração para um arcebispo católico agonizante

O aparecimento de Argue, Presidente da Associação Nacional de Evangélicos, marcou a primeira vez em que um oficial de uma associação teologicamente conservadora discursou na assembleia do CNI que tende a ser mais liberal teologicamente que a primeira. 

. . a presença de Argue ao ajuntamento mainline de cristãos protestantes e ortodoxos foi visto como uma indicação que a natureza do ecumenismo, principalmente no domínio de protestantes mainline nos Estados Unidos, pode estar mudando. 

..Argue e o Rev. Joan Brown Campbell, Secretário-Geral do CNI, disse que o assunto compartilhado - desde racismo até pornografia - incitou nova comunicação entre os seus grupos. 



Assim, por falta da doutrina de separação, o coelho tem voltado desde o protesto contra a apostasia para cooperação com ela. Isso é o que os anos trarão a qualquer organização que se propõe abandonar a doutrina da Separação Bíblica. 

Em contraste com aquele círculo de mudança, o Concílio Americano de Igrejas Cristãs tem se mantido onde começou. Não é tão grande quanto você poderia desejar. Houve algumas divisões que rasgaram o coração durante os anos. A oposição de Satanás foi óbvia. Mas, não mudou sua doutrina. Ainda é oposto ao Conselho Nacional de Igrejas. Seu presidente não discursou no CNI. Não mudou sua doutrina. O Concílio Americano de Igrejas Cristãs ainda tem a nobreza de arvorar a bandeira. 

Eu disse antes que eu desejava contrastar duas organizações e duas posições. As duas posições às quais eu recorro são as posições do Fundamentalismo e do Neo-Evangelicismo. A maioria de vocês está familiarizada com a declaração famosa do Dr. Harold John Ockenga delineando a diferença entre estas duas posições. Falando como o fundador e porta-voz para  o Neo-Evangelicismo, ele disse:  

Difere do Fundamentalismo por seu repúdio ao separatismo e sua determinação é se ocupar do diálogo teológico do dia. 

É muito claro que a diferença básica entre Fundamentalismo e Neo-Evangelicismo é a doutrina da separação. O Fundamentalismo adere a doutrina. O Neo-Evangelicismo repudia-a. O que foi o resultado histórico disso? 



Citando os Inimigos de Verdade 

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Ignorando a separação e dialogando com o Liberalismo, o neo-evangelicismo desenvolveu uma tremenda tolerância para com a incredulidade. Os pioneiros do Movimento Fundamentalista odiaram o Liberalismo. Harry Emerson Fosdick, Charles Buttrick e G. Bromely Oxnam eram nomes falados em desprezo por causa do seu ódio pela verdade. Cristianity Today é a revista nau-capitânia do neo-evangelicismo. Durante o último ano, nas colunas da revista, eu li citações favoráveis e citações de Karl Barth, Emil Brunner, Rudolph Bultmann, Reinhold Niebuhr, Paul Tillich e Dietrich Bonhoeffer. Estes homens compartilham uma coisa em comum com Fosdick, Buttrick e Oxnam. Eles eram todos incrédulos que rejeitaram a verdade de Bíblia. Por que os crentes deveriam citar os inimigos da verdade? Talvez convicções variáveis que não são tão sérias quanto uma segunda acusação. O Neo-Evangelicismo começou a mudar sua doutrina lentamente. Quando o Dr. Ockenga fez a sua primeira declaração sobre o Neo-Evangelicismo, ele disse que reteria a base doutrinária do Fundamentalismo. Hoje, isso não é verdade. Comunhão com incredulidade começou a se mostrar em convicções variáveis. 

Millard J. Erickson, um teólogo neo-evangélico confesso, escreveu um livro esclarecedor recentemente, A Esquerda Evangélica, com o subtítulo, "que Encontra a Teologia Evangélica Pós-Conservadora". O propósito do livro é mostrar como teólogos neo-evangélicos distantes como Bernard Ramm, Clarck Pinnock, Stanley Grenz e James McClendon foram.  

Erickson primeiro se aparta da Doutrina da Escritura e mostra que, com palavras inteligentes, os teólogos neo-evangélicos abandonaram a inerrância da Bíblia. Eu não preciso mostrar a vocês que, quando nós abandonamos uma Bíblia inerrante, nós estamos à deriva num mar de dúvidas.



Deus não Sabe? 

Erickson vai se apartar da Doutrina de Deus. Ele discute o que estes teólogos neo-evangélicos chamam de “a visão aberta de Deus”. Basicamente, isto está limitando a soberania de Deus à liberdade humana. Erickson explica dizendo: 

Quando nós procedemos pela discussão da visão aberta de Deus, nós veremos que esta mesma suposição de liberdade humana mente ao centro de muita discussão. Não só o controle do comportamento humano, mas até mesmo o conhecimento das ações humanas futuras militaria contra homens que são verdadeiramente livres. Por conseguinte, essas doutrinas, como sustentadas pelo teísmo clássico, devem ser modificadas (pág. 93). 

Erickson vai então declarar: 

Em contraste, a sua visão de Deus é aquela de um Pai amoroso, atencioso. Ele experimenta o mundo, interage com os Seus filhos e sente emoções. Ele toma riscos e, em resposta ao desenvolvimento no mundo, muda a Sua mente e ações. Ele nada faz arbitrariamente e unilateralmente no controle do mundo. Ele compartilha esse controle com os homens (pág. 93).

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Em outras palavras, Deus está assistindo o mundo ansiosamente para ver o que acontece. Esse não é o Deus da Bíblia. 



Salvação Inclusivista

A terceira realidade da qual Erickson se aparta é a área de salvação. Os teólogos neo-evangélicos vieram a crer que muito mais pessoas podem ser salvas do que previamente pensamos. Deixe Erickson falar disto: 

Um desafio final à visão tradicional é o inclusivismo. Esta é a idéia que o Cristianismo é a verdadeira religião, e que a salvação só tem terminado a obra de Jesus Cristo, porém mais pessoas podem ser incluídas nestes benefícios do que somente aquelas que tinha sido pensadas tradicionalmente. Pode ser que alguns sejam salvos pela obra de Cristo mas sem crer conscientemente em Cristo (pág. 112). 

Você dirá: “Isso está fora de cogitação, certamente ninguém que crê omite alguns destes teólogos radicais!”. O Dr. Mark Sidwell, no seu novo livro sobre Separação Bíblica, intitulado A Linha Divisória, cita o Evangelista Billy Graham dizendo em 1997 numa entrevista de televisão que Deus está: 

  ... chamando pessoas para fora do mundo pelo Seu nome, se eles vêm do mundo muçulmano, ou do mundo budista, ou do mundo Cristão ou o mundo incrédulo, eles são os membros do Corpo de Cristo porque eles foram chamados por Deus. Eles podem nem mesmo saber o nome de Jesus mas eles sabem nos seus corações que eles precisam de algo que eles não têm, e eles viram à única luz que eles têm, e eu penso que eles são salvos, e que eles vão estar conosco no céu. (pp122,123) 

Aqui está o evangelista mais famoso do Neo-Evangelicismo que papagueia o pensamento perigoso do Neo-evangelicismo da maioria dos teólogos radicais. Estes homens obtiveram esta nova teologia da Bíblia? Não! Eles adquiriram isto dialogando com os incrédulos. importa Separação. 

Eu recordo que ouvi o Dr. Harry Ironside contar uma história da sua mocidade. Ele achou um ninho de filhotes de pardais e decidiu pô-los na gaiola com o canário da família de forma que o pardal poderia aprender a cantar como o canário. Ao término da experiência, gorjearam ainda os pardais como pardais e assim fez o canário. É o mesmo no mundo de homens. 



A Escatologia da Certeza Agora 

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Em terceiro lugar, considere a necessidade escatológica por separação. I João 2 é uma das passagens clássicas sobre separação pessoal do crente. No versículo 18 diz João: 

Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora. 

Este verso pode lhe aborrecer. Mais de 1900 anos atrás João declarou que era “a última hora”. O que quis dizer ele? João disse que o Evangelho da Salvação, que tinha sido revelada progressivamente na Bíblia, estava agora completo e que esta era do Evangelho era o tempo da plena oportunidade do homem em Cristo. Ele soube que esta era terminaria com o Arrebatamento do povo do Senhor. Então virá o período mais terrível que toda a humanidade conhecerá, a Grande Tribulação. Um das características da tribulação será uma Única Religião Mundial, parte do Reino do Anti-Cristo. João reconheceu que ele estava nessa última hora porque ele já podia ver na sociedade pequenos anti-cristos que começavam a fazer o seu trabalho.



Uma Única Igreja Mundial 

Diante de nossos olhos sobre 1998, está sendo ajuntada aquela única religião mundial. Os Conselhos Nacional e Mundial de Igrejas têm sido ativos em reunir a Única Igreja Mundial. Billy Graham conduziu neo-evangélicos a cooperar e se consorciar com esse projeto. O Movimento Carismático se tornou o cimento para solidificar as pessoas pela experiência em lugar da doutrina. A Igreja Católica crescentemente coopera. Os Guardiães da Promessa têm sido ocupados em ajudar “a levantar as paredes”. Tentáculos estão alcançando o Judaísmo, o Maometismo, o Budismo, as religiões pagãs e as filosofias da Nova Era. A pressão está em se reunir e se unir no menor denominador comum da religião humana. 

É igual ao horrendo caldeirão, fervente das bruxas de MacBeth. O único grupo que não foi puxado pela bebida fermentada borbulhante do Ecumenismo tem sido o Fundamentalismo. A pressão é ligada para aumentar. O que manteve o Fundamentalismo do lado de fora? A Verdade Bíblica da Separação foi nossa proteção. Nós precisamos apreciar, estar em e praticar aquela doutrina agora mais que em qualquer hora da história. 

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Falando a um grupo da ACM numa noite depois da guerra civil, o Diretor Daniel Whittle usou uma ilustração de guerra. Uma pequena força federal guarda um depósito de provisão e foi cercado por uma força superior confederada. A ordem para rendição tinha sido dada a eles. Quando eles consideraram a sua resposta, eles captaram um sinal de semáforo vindo de uma colina a várias milhas. A mensagem dizia: “Guarda o forte, em breve eu venho. Sherman". O compositor P.P. Bliss, que estava na reunião daquela noite, não pôde dormir até que ele tivesse escrito as palavras e a música que diziam: 

Guarda o forte porque eu estou voltando - Clama o Salvador

Respondamos: Venceremos pelo Teu favor.



Como fundamentalistas em 1998, nós estamos vivendo os dias de contagem regressiva para o Reino do Anticristo. Nós precisamos de uma emoção viva de expectativas em nossas colunas vertebrais espirituais. Este não é um dia para se descer a bandeira. Na realidade, é um dia para hastear a bandeira do Fundamentalismo até o topo do mastro e saudá-la até o Salvador nos der as boas-vindas à casa. 

 

O Concílio Americano de Igrejas Cristãs é uma organização Multi-denominacional e Fundamentalista, cujos propósitos são prover de informação, de encorajamento e de ajuda para as igrejas, comunhões e indivíduos Fiéis à Bíblia; preservar nossa herança cristã por denúncia de, oposição a e separação de impureza doutrinária e de compromisso assumido com tendências e movimentos religiosos atuais; proteger as igrejas de restrições religiosas e políticas, sutis ou óbvias, que dificultaria os seus ministérios a Cristo; e promover a obediência à Palavra Inerrante de Deus.



[1] NEO-EVANGELICISMO é a forma preferível em Português, por que o vocábulo NEO-EVAGELICALISMO é um anglicismo.






Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).




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