Calvinistas Anônimos



Tudo Iniciou de forma bastante inocente. Eu comecei a ser fatalista em minhas discussões, ocasionalmente, para relaxar e testar minhas teorias. Porém, inevitavelmente, um axioma filosófico levou-me a outro e logo eu era mais do que apenas um Calvinista Social.

 
Eu comecei a ingerir o Sublapsarianismo [que afirma que o decreto de salvação individual foi posterior ao decreto que permitiu a queda] e o Supralapsarianismo [que afirma que o decreto de salvação individual foi anterior ao decreto que permitiu a queda] sozinho - "apenas para relaxar", eu disse a mim mesmo - mas eu sabia que não era verdade.
Eu estava envolvendo-me com a Filosofia Calvinista repetidamente. Comecei a ensinar o Calvinismo em minha aula de Seminário e no púlpito. Eu sabia que o Calvinismo, a minha igreja e o evangelho não se misturavam, mas eu não pude evitar. Eu estava viciado.
 
Comecei a evitar meus amigos evangelistas (suspeitando que eles eram Pelagianistas [que defendem que o homem é totalmente responsável por sua própria salvação e que minimizam o papel da graça divina]) e comecei a sair com alguns Batistas Primitivos, que compartilhavam do meu vício e sabiam dos decretos não escritos de Deus. Eu estava tão embriagado com as Institutas de Calvino, com o Examinador Batista, e ouvindo a rádio White Horse Inn [a Reforma piorada por modernismo, ecumenismo, pragmatismo] que retornei ao escritório, tonto e confuso, perguntando: "O que é, exatamente, que eu estava predestinado a fazer aqui?" Eu caí algumas escadas da adega e gritei: "Estou feliz que acabou!"
 
As coisas não estavam indo tão bem em casa, também. Certa noite, desliguei a TV e perguntei a minha esposa sobre o significado da vida predestinada e do fado incondicional. Ela passou aquela noite na casa de sua mãe.
 
Imediatamente, eu fiquei com a reputação de grosseiro. Tive um desejo incontrolável de queimar um Arminiano na estaca ou pendurar numa forca um Quaker. Um dia, o Presidente do Seminário Batista Fundamental me chamou. Ele disse: "Skip, eu gosto de você, e me machuca dizer isso, mas seu fatalismo se tornou um problema real. Se você não parar o seu sofisma filosófico na frente dos alunos, você terá que encontrar outro emprego." Isso me deu muito em que pensar. Queixas semelhantes tinham vindo da minha igreja evangélica depois que eu parei de pedir Livretos Evangélicos e tinha cancelado o programa de visitação.
 
Cheguei em casa cedo depois da minha conversa com o Presidente do Seminário. Trazendo para a esposa algumas TULIPAS em vez de Rosas. "Querida", eu confessei, "Tenho sido seduzido por [predeterminadas] eleição e condenação, e esta sedução tem um poder horrível sobre mim." "Eu sei que você esteve em um atordoamento calvinista," ela disse, "e eu quero o divórcio!" "Mas, querida, certamente não é tão grave!" "É sério", ela disse, com seu lábio inferior tremendo. "Se você continuar, você será demitido da escola e expulso da igreja e nós não teremos nenhum dinheiro! E a maioria dos intelectuais Calvinistas, dificilmente, ganha algum dinheiro! Por que você não pode ser um curandeiro ou outra coisa?"
 
"Isso é um silogismo defeituoso", eu disse impaciente, tentando dar a ela a resposta lógica e acadêmica que eu dou aos meus alunos, e ela começou a chorar. Eu já tinha aguentado demais dela. – "Vou para a Biblioteca [do Seminário]!" Eu rosnei eu quando pisei fora da porta. Eu me direcionei à Biblioteca, na intenção de ler algum livro de Arthur Pink ou R.C. Sproul. Entrei no estacionamento cantando os pneus e corri até as grandes portas de vidro .... Mas elas não se abriram. A biblioteca estava fechada.
 
Até hoje, eu creio que um Poder Superior estava olhando para mim naquela noite. Enquanto eu me joguei no chão batendo no vidro insensível [das portas da biblioteca], irresistivelmente, choramingando por alguma obra de Louis Berkof, um cartaz me chamou a atenção: "Amigo, o duro Calvinismo está arruinando sua vida?", perguntou. Você provavelmente reconhece essas palavras. Veem do cartaz padrão dos Calvinistas Anônimos. Esta organização é responsável pelo que eu sou hoje - um calvinista em recuperação. Eu nunca perco uma reunião dos C. A. Em cada reunião assistimos a um vídeo não-teológico; na semana passada foi "Deus Amou ao Mundo de Tal Maneira". Depois compartilhamos experiências sobre como evitamos o Duro Grosseirismo desde a última reunião.
Eu ainda tenho o meu emprego de professor, e as coisas estão muito melhores em casa. A vida simplesmente parecia ... mais fácil, de alguma forma, assim que deixei de participar das doutrinas de insinuações e inferências e aceitei o Evangelho pelo que ele é: um escape do inferno para todo aquele que crê.
 
 
 
--copiado, editado e adaptado por Herb Evans

Traduzido e adaptado por Hélio de S. Ferraz. Nov.2016




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