SUMÁRIO
Falar em Deus é assunto bem extenso e de suma importância para o homem.
Falar em Sua existência é ainda mais importante. O fato da existência ou não de
Deus irá influenciar toda a vida de um homem. Sua crença em relação a este fato
levará a um estilo de vida determinado. Tudo dependerá de como ele vê ou até
mesmo não vê a Deus.
O homem tem buscado de todas as formas possíveis chegar a algum
conhecimento de Deus. Todos os caminhos em vão, por não passarem de filosofia
humana e preceitos de homens. Sempre procura um meio para atingir a Deus, sendo
que, na realidade, ele mesmo, não pode atingir a Deus.
Não existe nada de mais belo e de mais magnífico do que Deus. Não há
nada no mundo que se compare a grandeza do assunto. Talvez a maior questões que
divide a humanidade, seja o fato de se crer ou de não crer na existência de
Deus.
Quero atestar aqui, a existência de Deus. Ele realmente existe e está
Vivo! Domina este mundo, pois tudo veio a existir por Seu intermédio. Através
de um senso crítico, demonstro como se pode provar o fato de que Deus realmente
existe.
Com Deus, há explicações para todos os eventos, todos os acontecimentos,
todos os fatos, todas as circunstâncias. Sem Deus, um vazio, necessitando ser
preenchido.
Doutrina que nega a existência do Deus Supremo ou quaisquer outros deuses.
Consiste na negação absoluta de uma idéia da existência de Deus. Para eles, não
há Deus.
Algumas pessoas se dizem ateus porque vivem sem Deus, se recusam
explicitamente a pensar em Deus, ou em buscá-lo, ou em preocupar-se com Ele.
Estas pessoas vivem somente para si mesmos, por isso são ateus, não buscam a
Deus. Até mesmo a própria tentativa da negação da existência de Deus é uma
prova de que Ele exista, pois não é preciso, ou até mesmo necessário provar que
algo não exista. Nesse caso, a coisa, ou algo, ou alguém, simplesmente não
existe e ponto final.
Posição metodológica que somente aceita uma afirmativa como verdadeira
se esta tiver uma evidência lógica satisfatória. “Afirma”, que não sabemos e
nem podemos saber se existe um deus.
Teoria que diz que é impossível para o homem saber se Deus existe ou
não. Dizem que não se pode chegar a tal conhecimento. As pessoas que aceitam
esta teoria são ensinadas a não ter fé em nada. Esta teoria se identifica modernamente com o Positivismo, que afirma que somente se pode aceitar como verdade
aqueles fatos que possam ser observados ou experimentados, submetendo-os então
ao exame e ou a estudos. Portanto, como a idéia de Deus não há como submetê-la
a exames físicos, estes se recusam a ocuparem-se dela.
Filosofia segundo a qual ninguém pode chegar a qualquer conhecimento
indubitável. Duvida da existência de Deus, em maior ou menor grau que o
agnosticismo. O ceticismo não nega, mas exige que se duvide da existência de
Deus. Dizem que o verdadeiro conhecimento, se é que este existe, está além da
capacidade do homem.
Crença na existência de vários deuses. Religião em que há pluralidade de
deuses. Geralmente essa crença em vários deuses é acompanhada de idolatria.
Doutrina que afirma que a totalidade do universo é um único deus; ele
está imanente em tudo, e todas as coisas são deus, quer sejam boas, quer sejam
más. Para eles, Deus é tudo e tudo é Deus. Esse modo de pensar faz do homem
Deus, e Deus de homem.
Segundo esta doutrina, todas as coisas são como pedaços de Deus, por
exemplo: um pau, o sol, uma formiga, uma flor, uma pedra, uma árvore, um papel,
o homem. Consideram a Deus como uma imensa folha de papel, que foi rasgada em
milhões de pedacinhos.
Teoria concernente a duas substâncias ou princípios distintos e
irredutíveis, dividindo as substâncias individuais, classificações morais ou as
entidades, como explicação possível do mundo e da vida. Dois seres, um bom e um
outro mal.
Teoria que diz que Deus é o princípio ou causa do mundo, infuso ou
difuso na natureza, como o arquiteto do universo. Deus criou o mundo e o
“abandonou” a própria sorte. Afirmam que Deus se encontra no mundo, pois Ele é
o Criador deste, porém Ele não exerce qualquer tipo de domínio completo sobre
ele.
Os evolucionistas sugerem que o universo originou-se do nada. Vamos verificar,
porém, que todo efeito tem uma causa. O desígnio evidente no universo deve
apontar para uma Mente Suprema. A natureza do homem, com seus impulsos e
aspirações, demonstra assinalar a existência de um Governador pessoal. A
história humana dá evidências duma providência que governa sobre tudo.
As coisas existentes apontam para uma causa. Uma coisa nova deve ter tido uma
causa antecedente e, portanto, adequada, e assim, até chegar-se a uma Causa
Primeira, que não é um efeito, senão, a causa pura, não causada. “Há sinais
dum desígnio inteligente em toda a natureza. [...] não pode haver poesia sem
poeta. Não pode haver cântico sem cantor. Não pode haver leis sem legislador; e
se o universo está sob o governo da lei, está ipso facto debaixo do autor da
lei”.1 A criação nos traz o invisível ao
alcance do visível.
Se o universo originou-se do nada; a matéria é eterna; a matéria não é eterna,
logo, o universo não se originou do nada. A natureza por si só, não é capaz de
originar-se a si mesma, ela não pode reproduzir-se, o que vem a verificarmos
que a existência de um universo demanda a existência de um Criador, como sendo
uma causa prévia e também eficiente. Cada efeito deve-se ter uma causa
adequada. Daí é dito que todo efeito tem uma causa. Portanto, deve haver uma
Causa Primeira que criou o universo. No entanto, existe uma causa que é eterna.
A matéria é uma coisa que fora criada, surgiu do nada pelo poder criador de uma
Primeira Causa.
Essa causa necessariamente tem e deve ser real, porque é impossível que
o nada venha a produzir mais que o nada. Ex nihilo, nihil fit – do nada,
nada pode surgir. “Afirmar que algo se fez existir é afirmar que agiu antes
de existir, o que seria um absurdo. A não-existência não pode engendrar a
existência”.2 Se não há nada que
possa criar alguma coisa, isso permite, na verdade exige, que uma realidade não
física seja a causa primeira. A probabilidade de alguma coisa física vir a
existir do nada é zero, não se têm conhecimento de um só evento ou estado
físico observado por outro meio que se tenha originado do nada.
A razão humana argumenta que o universo deve ter tido um princípio. É
sabido que todo efeito deve ter uma causa suficiente. Visto que o universo é um
efeito, é indispensável que venha a ter uma causa. Uma pergunta que surge
seria: Como é que o universo veio a existir? ou Qual a sua origem? Se todo
efeito tem uma causa; o universo surgiu através de um efeito; logo, o universo
deve ter uma Primeira Causa. Esta Primeira Causa tem de ser necessariamente um
Criador. “Como se originou tudo isso? A pergunta é natural, pois as nossas
mentes são constituídas de tal forma que esperam que todo efeito tenha uma
causa. Logo, concluímos que o universo deve ter tido uma Primeira Causa, ou um
Criador. ‘No princípio – Deus’ (Gênesis 1.1)”.3
Relacionado a isso, notificamos que Deus, através de poder infinito, fez com
que a matéria viesse a existência (“No princípio, criou Deus os céus e a terra”
Gênesis 1.1; “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a
prova das coisas que se não vêem. Porque, por ela, os antigos alcançaram
testemunho. Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram
criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” Hb
11.1-3).
Nenhum efeito se pode produzir sem uma causa. O homem e o universo são
efeitos, portanto, devem ter tido uma causa, alguma coisa os originou. Baseados
nisso, chegamos então a uma causa não causada, no caso Deus. “Para
que alguma coisa exista, todas as condições necessárias para a sua existência
tem de ser cumpridas. Nessa série de causas tem de haver ao menos um estado de
existência que exista mas que não deriva a sua existência de alguma outra
coisa. Ele é auto-existente, isto é, não foi causado”.4
Quando uma casa é levantada, sabemos que por detrás dela está a figura
de um construtor, alguém que planejou a execução da mesma, verificou os
detalhes, fez os planos e finalmente a edificou. Uma casa prova necessariamente
o fato de um construtor. Igualmente o universo prova o fato de um Criador. “Porque
toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus” (Hebreus
3.4).
A germinação de um feijão nos tem muito a ensinar. Verificamos o seu
nascimento, seu crescimento, bem como o seu desenvolvimento. Isto pode ser
visto da mesma forma em qualquer outra semente da mesma espécie. Paralelamente a
isso a ordem na natureza segue um plano lógico. No universo, as coisas não
acontecem como que por mero acaso ou por simples acidente. Cada fato, cada
evento, tem um plano específico, arquitetado por uma Mente Sábia, previamente
planejado e executado por um Construtor. Portanto, o Cosmos e o universo
revelam o poder de Deus. Notavelmente, o universo fora criado e planejado por
Deus para fins dignos.
Podemos conhecer Deus ainda que não o vejamos em pessoa. Além disso, nem tudo que conhecemos podemos ver, mas sentimos, percebemos tudo que
conhecemos. Conhecemos a dor e o amor porque os sentimos experimentamos e não
porque o vemos. Por isso, a Bíblia diz: ‘Os céus proclamam a glória de Deus e o
firmamento anuncia a obra das suas mãos’ (Sl 19.1)”5
Deus, por definição, é a Primeira Causa. Portanto, Deus deve existir.
Imaginemos um relógio. Alguém o fez com certeza, não existiria do nada.
Alguém vir a declarar que não existiu um engenheiro que construiu o relógio, e
que este veio a existência de repente, seria o mesmo que ridicularizar a
inteligência e a própria razão humana. É uma grande insensatez presumir que o
universo apareceu ou “aconteceu”.
“O exame dum relógio revela que ele leva os sinais de desígnio porque as
diversas peças são reunidas com um propósito prévio. Elas são colocadas de tal
modo que produzem movimentos e esses movimentos são regulados de tal maneira
que marcam as horas. Disso inferimos duas coisas: primeiramente, que o relógio
teve alguém que o fez, e em segundo lugar, que o seu fabricante compreendeu a
sua construção, e o projetou com o propósito de marcar as horas. Da mesma
maneira, observamos o desígnio e a operação dum plano no mundo e, naturalmente,
concluímos que houve alguém que o fez e que sabiamente o preparou para o
propósito ao qual está servindo”.6
Se o desígnio e a formosura evidenciam-se no universo; existe um
arquiteto; logo, o universo deve ser obra dum Arquiteto. Este arquiteto deve
ser dotado de inteligência suficiente para explicar sua obra, da mesma forma
que um relojoeiro explica a construção do seu relógio. A inteligência não se vê
no relógio, mas no relojoeiro que o projetou. “Assim como um relógio indica
um relojoeiro, as evidências do plano e propósito do mundo apontam para um
Criador com propósito”.7 Nós não
vemos o relojoeiro trabalhando, arquitetando o seu relógio, assim, da mesma
forma, nós não vemos o Arquiteto que projetou este universo, mas mesmo assim
sabemos que funciona.
Existem leis no universo que invariavelmente são cumpridas. Como
surgiram essas leis? Quem as estabeleceu? Isso implica necessariamente na
presença de um legislador uma vez que existem leis. Pois sem lei, não há a
necessidade de um legislador.
Se não há “mente no universo”, também não há mente em nós. Isto quer dizer que se uma mente não originou este mundo, se as leis que o governam hoje
não foram ditadas com inteligência e propósito sábio, como é possível que
nossas mentes tenham a capacidade de esquadrinhar, descobrir e compreender as
ditas leis? [...] A harmonia em nosso modo de pensar e as leis da natureza
apontam na direção de uma causa inteligente e dirigente. [...] A ordem no mundo
e a ordem na nossa mente estão de acordo porque foram criadas, assim, pelo Deus
Sábio.8
O mundo foi feito por uma causa inteligente. Exemplos: o esterco dos
animais serve para adubar a terra, mostrando assim a inteligência na criação. O
corpo humano, é algo fantástico, condizendo com um Criador Sábio, todas as suas
partes se ajustam perfeitamente umas às outras e todas elas cooperam para o bom
funcionamento do corpo humano. A perfeita assimetria do olho com a luz é uma
prova de que houve um determinado propósito. “Qualquer coisa que mostre
vestígios de desígnios deve ter sido traçada por algum ser inteligente. O
universo mostra sinais de ordem e desígnio; portanto, deve haver um Planejador;
e Deus, por definição, é o Criador e Planejador. Portanto, Deus existe”.9
Se existe um plano; existe um planejador; existe um plano, logo, existe
um planejador.
Algumas coisas inegavelmente existem.
A minha inexistência é possível.
Qualquer coisa que tenha a possibilidade de não existir é corretamente levada a
existir por outra.
Não pode haver um retrocesso infinito das correntes causas da existência.
Logo, uma primeira causa não causada da minha corrente existência existe.
Esta causa não causada tem de ser infinita, imutável, todo-poderosa, onisciente
e absolutamente perfeita.
Este ser infinitamente perfeito é apropriadamente chamado “Deus”.
Logo, Deus existe.
Este Deus que existe é idêntico ao Deus descrito nas Escrituras cristãs.
Logo, o Deus descrito na Bíblia existe.10
Somos levados a confiar em nossos pensamentos e a ponderar na consideração de
que o universo fora estabelecido com sabedoria e que, portanto, há propósitos
racionais para sua existência; isso por sua vez, nos leva a verificar que por
trás das leis sábias da natureza há um Legislador de infinita sabedoria,
mantendo firmes Seus decretos. “Se as coisas materiais estão sujeitas a
leis, foram colocadas debaixo delas pelo Criador, e assim aqueles processos
maravilhosos que vemos na natureza são em si mesmos indicações admiráveis da
mente e do poder divino”.11
A ordem e organização útil em um sistema evidenciam inteligência e
propósito na causa que o originou; portanto, o universo tem uma causa
inteligente e livre por ser caracterizado por ordem e organização útil. Podemos
verificar em todas as coisas criadas a mão de um Criador. “O desenho revela o
desenhista”, e, portanto, a formação do mundo revela a existência de um
Criador.
A natureza moral e intelectual do homem evidencia também a existência de
um Criador inteligente e moral. “Afirma que, quer as pessoas reconheçam,
quer não, seu senso de moral valoriza pontos para a existência de um Criador
pessoal, moral, que embutiu em nossa estrutura um senso de justiça e obrigação
para com os outros”.12 O homem tem
uma natureza moral que influi em tudo o que faz e pensa.
Devido ao homem ser uma criatura moral, é evidente que ele verificará o
que deve e o que não deve fazer. O que é certo e o que é errado. Deveria-se
fazer tal ou tal coisa. Isso demonstra a existência de um Criador Moral também.
“O fato de o homem ter uma natureza moral argumenta a favor de ter tido por
origem um Ser moral em grau mais elevado, senão infinito”.13
O homem dispõe uma consciência, o que faz com que tenha natureza moral, por
isso, sabe distinguir entre o bem e o mal. Naturalmente sabe que há um caminho
justo em que deve prosseguir e um outro caminho em que deve se afastar, um
caminho errado que não deve seguir. Instintivamente, então, o homem sabe que
deve fazer o bem, quando, porém, não o faz é censurado por sua consciência a
fazer o bem. Porém sempre caberá ao homem escolher entre obedecer a consciência
em questões de certo e errado ou desobedecê-la. Essa voz que se dirige ao
homem, só pode ser fruto de uma Mente Criadora Superior.
“Quando o senhor afirma que existe o mal, não está admitindo que existe o
bem? Quando o senhor aceita a existência da bondade, está declarando uma lei
moral com base na qual diferencia o bem e o mal. Mas quando o senhor admite uma
lei moral, deve reconhecer que há um legislador moral. Isso, porém, o senhor
está tentando desaprovar, não provar. Pois, se não existe legislador moral, não
existe lei moral. Se não existe lei moral, não existe o bem. Se não existe o
bem, não existe o mal”.14
Se existe o conhecimento do bem e do mal; há um Legislador; existe o
conhecimento do bem e do mal, logo, há um Legislador. Esse Legislador foi Quem
idealizou uma norma de conduta para o homem e fez com que a natureza humana
fosse capaz de compreender esse ideal. A criação destes conceitos de bem e mal,
cabe a Deus, o Justo Legislador!
Quando o homem sente fome, ele vai a busca daquilo que lhe pode saciar
essa fome. Ele não está sendo enganado que está com fome, mas sua natureza
humana realmente está sentindo a necessidade de alimento. Isso indica que há
algo ou alguém que o possa satisfazer. Semelhantemente, a exclamação: “A minha
alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a
face de Deus?” (Salmo 42.2), é um grande argumento em favor da existência de
Deus, pois, o fato é que a alma também não iria enganar o homem de algo que ela
realmente não estivesse necessitando. O fato deste anseio da alma humana pelo
seu Criador é prova da existência de Deus.
Nas Escrituras Sagradas encontramos os eventos referentes ao Dilúvio, mostrando
como Deus sabe governar moralmente as Suas criaturas; da mesma forma, a
narrativa sobre a Torre de Babel, evidenciam o mesmo fato. Deus é um Governador
Moral, que governa o ser, a criatura moral que Ele criou (“Bem-aventurado
aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o
homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.
Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o
dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou
em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri;
dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a
maldade do meu pecado” Salmo 32.1-5; “Ó SENHOR, não me repreendas na tua ira,
nem me castigues no teu furor. Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e a
tua mão sobre mim desceu. Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua
cólera; nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado. Pois já as minhas
iniqüidades ultrapassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as
minhas forças” Salmo 38.1-4; “Então, Judas, o que o traíra, vendo que fora
condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas {ou peças} de prata aos
príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue
inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele,
atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar” Mateus
27.3-5).
Nossos próprios pensamentos implicam em um Deus que pensa, ou seja, a própria idéia de Deus já é uma prova suficiente de Sua existência. É sugerido que
todos os homens já tem a idéia de Deus intuitivamente, e daí também encontram a
prova de sua existência; também mostra que Deus deve ser infinito e pessoal.
Temos, em nossas mentes, a idéia de que existe um Ser infinitamente perfeito. Todo
o reino da natureza manifesta o desígnio do universo. No temos evidência de um
propósito, de um desígnio, e este desígnio exige que exista um planejador, é
claro que este desígnio ou propósito necessita de um planejador, se assim não
fosse, não seria possível chamá-lo de desígnio.
“A mente humana aceita as evidências dos argumentos “a posteriori” a favor
de um Criador antecedente ao Universo, com potência suficiente para criar a
matéria do nada, com a sabedoria necessária para governar e ordenar o universo;
e com a santidade de justiça necessárias para dar ao homem sua consciência e
moralidade; pois atribuímos ao Ser que tem tais atributos em grau sobre-humano
a eternidade e a perfeição em todos os Seus atributos. Ainda que não possamos
provar isto nosso mente nos leva a crer, mesmo sem raciocinar que Aquele que
nos fez com sentimentos ou instinto de amar, de adorar, de pensar etc.,
revelou-nos também um Deus, como objeto infinito e perfeito, a Quem podemos
adorar e com Quem podemos ter comunhão. Assim é que a mente humana atribui ao
Criador o caráter de Deus e nos parece muito lógico fazê-lo, mesmo que não o
demonstremos cientificamente”15
Se alguma coisa hoje existe, logo, esse algo sempre existiu, porque é
sabido que do nada, nada se origina. Isto é coerente com a realidade. Nós não
podemos aceitar qualquer outra conclusão que esteja fora deste parâmetro,
dar-se-á, portanto, que se algo existe, é porque existe necessariamente um Ser
Eterno, no entanto, se há algo eterno, indubitavelmente este algo eterno é um
Ser que tem existência em si mesmo, caso contrário não seria eterno,
conclui-se, então que esse algo eterno não foi criado, é auto-existente. Este
Ser eterno, deve ser um Ser onipotente, tendo por fim a capacidade de vir a
criar qualquer outra coisa que deseja. O que existe por si é eterno; tem todas
as perfeições em grau infinito; é Pessoa e é Deus. Assim podemos compreender a
frase: “Existo, portanto Deus existe”. “Se a idéia existe, então a própria
coisa deve existir; a idéia deve corresponder a algo que está ali, fora de
minha mente. Portanto, Deus deve existir”.16
Notemos, no entanto, que se algo existe agora, algo sempre existiu.
“Se algo existe agora, devemos afirmar uma dentre três coisas a respeito
disso. Ou ele é eterno, criado por algo que é eterno, ou autocriado. Você pode
pensar em quaisquer outras alternativas? Qual das três tem sido mais
frequentemente oferecida como uma alternativa por aqueles que não admitem a
existência de Deus? A resposta óbvia é a terceira. Se dermos a primeira ou a
segunda objeção, já teremos afirmado que algo é eterno (seja um mundo eterno ou
um criador eterno). Só a terceira alternativa nos livra do algo auto-existente
e eterno”.17
“A marcha dos eventos da história universal fornece evidência de um
poder e duma providência dominantes. Toda a história bíblica foi usada para
revelar Deus na história, isto é, para ilustrar a obra de Deus nos negócios
humanos”.18
Na história da humanidade, notamos o surgimento de grandes nações, bem
como o seu declínio da mesma forma. O engrandecimento de uma nação se dera ao
fato de que temera a Deus e observara-lhe os preceitos; o seu declínio se dera
pelo fato de afastar-se das leis morais do Legislador, a desobediência trouxe o
desaparecimento do poderio que muitas nações tiveram no passado, como exemplo,
cito: Babilônia, Grécia, Roma, etc. A maneira pela qual Deus trata com as
nações, ou com indivíduos sugere sua ativa presença nos negócios realizados
pela natureza humana. A transformação de vidas pelo poder do cristianismo é um
bom exemplo. Pessoas que estavam escravizadas ao pecado, agora vivem vidas
exemplares.
Todas as nações têm uma crença num Ser Sobrenatural a Quem oram e a Quem
adoram. O homem, por causa de sua constituição, em tempos de calamidade, de
aflição, de angústia, de desespero, de grande perigo, ou perante a morte, sem
sequer pensar em suas ações, busca a um Ser Sobrenatural, ora a Ele, porque é
uma criatura dependente, reconhece a existência de um Ser Supremo, a Quem, por
meio de sua consciência, reconhece como Seu Criador e a Ele recorre
instintivamente.
“Em qualquer lugar onde se fale uma língua humana, por mais inculta e
pobre que seja, nela sempre aparecerá um nome: Deus. Ora, essa idéia da existência
do Criador espalhada na consciência de todos os povos leva a concluir que um
sentimento comum a todos os seres humanos não pode ser falso”.19
A crença na existência de Deus é praticamente tão difundida quanto a
própria raça humana. Alguns podem objetar a isso dizendo que certas raças não
crêem em Deus. Ora, quanto a isso, dizemos que uma exceção não vem a inutilizar
a regra. Por exemplo. Há várias pessoas cegas no mundo, mas isso não prova que
todas as pessoas são cegas. Se todas as pessoas sabem ler; não existem
analfabetos; mas, analfabetos existem, logo, todas as pessoas não sabem ler.
Agora, isso não significa que todos o são. Como alguém um dia já disse: “o fato
de que certas nações não conhecerem sequer a tabuada de multiplicação, não
afetará de modo nenhum a aritmética”. O mundo não fora criado sem se deixar
perceber certos sinais, ou evidências ou mesmo sugestões, que apontam para as
obras de um Criador Supremo (“Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se
manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde
a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem
e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem
inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus,
nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração
insensato se obscureceu” Romanos 1.19-21).
O simples fato de existir a idolatria, ou seja, a adoração de algo, ou
alguém ou de deuses, já é fator indicador que o homem procura algo para prestar
culto. O homem certamente possui uma natureza religiosa e por isso procura um
objeto para dirigir sua adoração.
“Esta crença universal em Deus é prova de quê? É prova de que a natureza do
homem é de tal maneira constituída que é capaz de compreender e apreciar essa
idéia, como o expressou certo escritor: “O homem é incuravelmente religioso”,
que no sentido mais amplo inclui: (1) A aceitação do fato da existência dum ser
acima das forças da natureza. (2) Um sentimento de dependência de Deus como
quem domina o destino do homem; este sentimento é despertado pelo pensamento de
sua própria debilidade e pequenez e pela magnitude do universo. (3) A convicção
de que se pode efetuar uma união amistosa e que nesta união ele, o homem,
achará segurança e felicidade. Desta maneira vemos que o homem, por natureza, é
constituído para crer na existência de Deus, para confiar na sua bondade, e
para adorar em sua presença”.20
A crença na existência de um Ser Supremo é intuitiva, desde os tempos
mais remotos, há no coração do homem tal idéia, é uma verdade primária que a
mente aceita primeiro, sem levar a cabo o processo pelo qual chegou a esta
crença.
“Deus tomou a iniciativa, ao longo da História, de comunicar-se com o homem.
Sua revelação mais completa foi Sua penetração na história da humanidade na
pessoa de Jesus Cristo. Aqui, em termos de personalidade humana que nós podemos
entender, Ele viveu entre nós. Se eu quisesse comunicar o meu amor a uma
colônia de formigas, como poderia fazê-lo da maneira mais eficiente?
Indubitavelmente o melhor seria tornar-me uma formiga. Somente desta forma a
minha existência e a minha personalidade poderiam ser transmitidas completa e
eficientemente. [...] A melhor e a mais clara resposta à pergunta como sabemos
que Deus existe é que Ele nos visitou. Os outros indícios são meras pistas ou
sugestões. O que as confirma concludentemente é o nascimento, a vida, a morte e
a ressurreição de Jesus Cristo”.21
Podemos verificar a existência de Deus por meio também de Sua presença
nas vidas de homens e mulheres. O indivíduo que crê, que deposita sua confiança
em Jesus Cristo, passa por uma profunda transformação interior, o que é também
evidenciado na sociedade. “A razão pela qual sabemos que Deus existe é
porque Ele nos disse e a nós Se revelou... Deus não só existe, mas Ele também
nos comunicou este fato. Ele nos contou sobre quem Ele é, como Ele é e qual o
Seu plano para o planeta Terra. Ele revelou essas coisas à humanidade através
da Bíblia”.22 O ser humano
pode revelar seus pensamentos a quem ele quiser, isso pode ser feito através da
palavra oral ou mesmo da escrita, ou até por gestos e ações. O Ser Supremo não
poderia fazer o mesmo? Sim, e isso Ele o fez, Ele Se revelou por meio da
Bíblia.
Quando um homem diz: “Eu conheço o presidente”, ele não quer dizer: “Eu
sei que o presidente existe”, porque isso se subentende na sua declaração. Da
mesma maneira os escritores bíblicos nos dizem que conhecem a Deus e essas
declarações significam a sua existência.23
As Escrituras não procuram provar a existência de Deus, elas simplesmente
tratam como que a existência de Deus é um fato inerentemente irrefutável. As
Escrituras iniciam com Deus: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”
(Gênesis 1.1). As Escrituras não tratam de provar a existência de Deus mediante
provas formais. Ele O atesta como fato auto-evidente e como crença natural do
homem. As Escrituras declaram o fato de Deus e chamam o homem a aventurar-se na
fé. “O que se chega a Deus, creia que há Deus”, é o ponto inicial na relação
entre o homem e Deus. O Deus da Bíblia é auto-existente e eterno. Deus criou o
mundo do nada.
“No princípio, criou Deus os céus e a terra” Gênesis 1.1;
“Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum. Tu
a cobriste com o abismo, como com uma veste; as águas estavam sobre os montes;
à tua repreensão, fugiram; à voz do teu trovão, se apressaram. Subiram aos
montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste. Limite lhes
traçaste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra”
Salmo 104.5-9;
“Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das
suas mãos” Salmo 19.1;
“Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens
inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre
ela o cordel?” Jó 38.4,5;
“Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos
palmos, e recolheu em uma medida o pó da terra, e pesou os montes e os outeiros
em balanças?” Isaías 40.12;
“Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a
terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que
fosse habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro” Isaías 45.18;
“Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque
Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do
mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente
se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”
Romanos 1.19,20;
“Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados;
de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” Hebreu 11.3.
“Não há, realmente, nenhum elemento de sublimidade já existente ou mesmo
concebível na Natureza, que ultrapasse a idéia de Deus. Portanto, a proposição
de que há um Deus, não tem nada igual, nenhum competidor; ela permanece sozinha
em grandeza, sem rivais e inacessível; e se a sua sublimidade não prova a sua veracidade,
ela pelo menos a torna digna de pesquisa, impondo uma tarefa de peso ao
incrédulo; pois se for falsa, não é apenas o mais sublime dos erros, mas é um
erro mais sublime que a própria verdade, sim, mais nobre e mais edificante do
que qualquer verdade que a Natureza possa apresentar às nossas contemplações.
Se isto for um paradoxo, sua solução é uma tarefa que cabe àqueles que negam a
existência de Deus”.24
Para todos os fins, a Bíblia dá a reconhecer a Existência de Deus. Ela afirma
que os homens são por isso indesculpáveis (“Porquanto o que de Deus se pode
conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas
invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua
divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas,
para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o
glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se
desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” Romanos 1.19-21). O
fato, é que a capacidade natural do homem permite-lhe reconhecer a existência
de Deus por meio da Criação.
O universo é uma prova da existência de Deus, foi Ele Quem o criou (“Os céus
manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” Salmo
19.1; “No princípio, criou Deus os céus e a terra” Gênesis 1.1). Como este
universo foi criado por Deus, evidencia também que Ele é o Seu Planejador, o
Arquiteto (“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e
injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus
se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas
coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a
sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas,
para que eles fiquem inescusáveis “ Romanos 1.18-20; “Todas as coisas foram
feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” João 1.3).
O homem foi criado por Deus, ele é um ser moral e inteligente, possui uma
consciência que chama por Deus, logo, o Criador, no caso Deus, também deve ser
um Ser moral (“Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a
divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por
artifício e imaginação dos homens” Atos 17.29; “O SENHOR, com sabedoria, fundou
a terra; preparou os céus com inteligência” Provérbios 3.19; “Ó SENHOR, quão
variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a
terra das tuas riquezas” Salmo 104.24; “Ele fez a terra pelo seu poder; ele
estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os
céus. Fazendo ele soar a voz, logo há arruído de águas no céu, e sobem os
vapores da extremidade da terra; ele faz os relâmpagos para a chuva e faz sair
o vento dos seus tesouros” Jeremias 10.12,13; “Aquele que fez o ouvido, não
ouvirá? E o que formou o olho, não verá? Aquele que argúi as nações, não
castigará? E o que dá ao homem o conhecimento, não saberá?” Salmo 94.9,10;
“Tudo o que o SENHOR quis, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos
os abismos. Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos
para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros” Salmo 135.6,7; “E dizendo:
Varões, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos
às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus
vivo, que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo quanto há neles; o qual, nos
tempos passados, deixou andar todos os povos em seus próprios caminhos;
contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu,
dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria o
vosso coração” Atos 14.15-17).
Para ser Criador, Deus é auto-existente em Si mesmo (“E disse Deus a Moisés: EU
SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a
vós” Êxodo 3.14; “E eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó, como o Deus
Todo-poderoso; mas pelo meu nome, o SENHOR, {Heb. JEOVÁ} não lhes fui perfeitamente
conhecido” Êxodo 6.3), portanto, Deus é Eterno (“E plantou um bosque em Berseba
e invocou lá o nome do SENHOR, Deus eterno” Gênesis 21.33; “Antes que os montes
nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a
eternidade, tu és Deus” Salmo 90.2; “Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca
terão fim” Salmo 102.27; “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para
o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” 2 Pedro 3.8).
O homem é um ser criado por Deus (“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem
de Deus o criou; macho e fêmea os criou” Gênesis 1.27; “Estas são as origens
{ou gerações} dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR
{Heb. JEOVÁ} Deus fez a terra e os céus. Toda planta do campo ainda não estava
na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus
não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra. Um
vapor, porém, subia da terra e regava toda a face da terra. E formou o SENHOR
Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o
homem foi feito alma vivente. E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, da
banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado. E o SENHOR Deus fez
brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da
vida no meio do jardim, e a árvore da ciência {ou conhecimento} do bem e do
mal. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava
em quatro braços. O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra
de Havilá, onde há ouro. E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio e a {ou o
ônix, ou o berilo} pedra sardônica. E o nome do segundo rio é Giom; este é o
que rodeia toda a terra de Cuxe. {ou Etiópia} E o nome do terceiro rio é
Hidéquel; {ou Tigre} este é o que vai para a banda do oriente da Assíria; e o
quarto rio é o Eufrates. E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do
Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De
toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do
mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora
que esteja {ou lhe assista} como diante dele. Havendo, pois, o SENHOR Deus
formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão,
para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma
vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos
céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que
estivesse como diante dele. Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre
Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu
lugar. E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou {Heb. edificou} uma
mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e
carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e
serão ambos uma carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se
envergonhavam” Gênesis 2.4-25).
É maravilhoso verificarmos que a despeito de tantos ataques que
enfrentamos sobre a existência de Deus, há provas que são irrefutáveis para uma
crença no Ser Supremo. Deus têm Se revelado por meio de muitas maneiras e a Sua
existência é visto em cada fato que ocorre neste universo.
A existência de Deus corrobora para a existência deste universo. Se não
existisse um Deus, um Ser Supremo, este mundo, o universo, estaria em um caos
total. Não teria ninguém que pudesse controlar as suas leis e mesmo regê-las.
O fato da existência de Deus é demonstrado por meio da Sua criação, da
Consciência e Intuição do homem, pela vida do próprio homem, pelas leis morais
e absolutas que existem, pela distinção do bem e do mal, pela história, pela
crença universal de um Ser Supremo, pelo testemunho da Palavra de Deus, as
Escrituras Sagradas, pela Vida Terrena de Jesus Cristo, o Deus Homem.
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1 DARGAN, E. C. As Doutrinas da Nossa
Fé: Breve compêndio sobre as Doutrinas Batistas. 4 ed. Rio de Janeiro,
Guanabara: Casa Publicadora Batista, 1971, p.27.
2 CHAFER, Lewis Sperry. Teologia
Sistemática. São Paulo p.127
3 PEARLMAN, Myer. Conhecendo as
Doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 1999, p.32.
4 ZACHARIAS, Ravi. Pode o Homem Viver
Sem Deus? São Paulo, SP.: Editora Mundo Cristão, 1997, p.248
5 HARLOW, R. E. Passos com Deus: Um
guia seguro, que conduz o leitor a uma visão clara do plano de Deus para a sua
vida. Cambuci, São Paulo: ELO Editora Musical & Literária, 1979.
6 PEARLMAN, Myer. Conhecendo as
Doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 1999, p.33.
7 KEELEY, Robin. Fundamentos da
Teologia Cristã. São Paulo, SP.: Editora Vida, 2000, p.92.
8 TURNER, Donaldo D. A Doutrina
de Deus. São Paulo, SP.: Instituto Bíblico Brasileiro por Correspondência,
Curso A-5. Editora Batista Regular, s/d., p.22.
9 CHAPMAN, Colin. O Cristianismo no
Banco dos Réus. São Paulo, SP.: Edições Vida Nova S/R., 1978, p.32.
10 ZACHARIAS, Ravi. Pode o Homem
Viver Sem Deus? São Paulo, SP.: Editora Mundo Cristão, 1997, p.247-248.
11 DARGAN, E. C. As Doutrinas da Nossa
Fé: Breve compêndio sobre as Doutrinas Batistas. 4 ed. Rio de Janeiro,
Guanabara: Casa Publicadora Batista, 1971, p.28.
12 KEELEY, Robin. Fundamentos da
Teologia Cristã. São Paulo, SP.: Editora Vida, 2000, p.93.
13 TURNER, Donaldo D. A Doutrina de
Deus. São Paulo, SP.: Instituto Bíblico Brasileiro por Correspondência,
Curso A-5. Editora Batista Regular, s/d., p.26.
14 ZACHARIAS, Ravi. Pode o Homem
Viver Sem Deus? São Paulo, SP.: Editora Mundo Cristão, 1997, p.237
15 TURNER, Donaldo D. A Doutrina
de Deus. São Paulo, SP.: Instituto Bíblico Brasileiro por Correspondência,
Curso A-5. Editora Batista Regular, s/d., p.27.
16 CHAPMAN, Colin. O Cristianismo no
Banco dos Réus. São Paulo, SP.: Edições Vida Nova S/R., 1978, p.32.
17 SPROUL, R. C. Razão para Crer:
Uma resposta às objeções comuns ao cristianismo. São Paulo, SP.: Editora Mundo
Cristão, 1986, p.76.
18 PEARLMAN, Myer. Conhecendo as
Doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 1999, p.36.
19 COSTA, Jefferson Magno. Provas da
Existência de Deus. São Paulo, SP.: Editora Vida, 1995, p.32.
20 Ibid., p.38
21 LITTLE, Paul E. Você Pode Explicar
Sua Fé? A fé cristã não deve ser cega. 4ª ed. São Paulo, SP.: Editora Mundo
Cristão, 1990, p.27.
22 MCDOWELL, Josh. STEWART, Don. Respostas
Àquelas Perguntas: O que os céticos perguntam sobre a fé cristã. São Paulo:
Editora Candeia, 1997, p.83.
23 PEARLMAN, Myer. Conhecendo as
Doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 1999, p.31.
24 CHAFER, Lewis Sperry. Teologia
Sistemática. São Paulo, SP.: Imprensa Batista Regular, 1986, p.122, Citando
William Cook
Pr. Cleverson de Abreu Faria
Igreja Batista Salém
Pinhais - Curitiba - PR
Ministério com Jovens
1º tesoureiro da MBBF (Missão Batista Brasileira
Fundamentalista)
As ACF (Almeida Corrigida Fiel, da
SBTB) e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995)
são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar,
pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753),
fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada
(e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).