pelo Pastor Steven L Anderson, 2005
1. Quando a Vida Começa?
2. Todas as pílulas para Controle de Nascimento causam Aborto?
3. O Controle de Nascimento é Pecado ?
“O uso de meios artificiais,
drogas e aplicações para prevenir a concepção tem, há séculos, sido visto como
imoral, errado para o indivíduo e perigoso para a sociedade como um todo.” -
John R Rice, 1946
“As medidas de controle de nascimento, se praticadas genericamente, seriam
desastrosas para a moral pública e o bem estar público.” – John R Rice, 1946
“Pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios e derramaram sangue
inocente, o sangue dos seus filhos e filhas. Que sacrificaram aos ídolos de
Canaã; e a terra foi contaminada com sangue. Assim se contaminaram com as suas
obras e se prostituíram nos seus feitos. Acendeu-se por isso, a ira do Senhor
contra o seu povo, e ele abominou a sua própria herança.” - Salmo 106:37-40
Em 2005, o mundo médico
discorda de Deus sobre quando a gravidez começa. A Dra. Vanessa Cullins,
vice-presidente para negócios médicos da Federação da Paternidade Planejada da
América foi inquirida se o controle hormonal do nascimento com pílulas causa
aborto. Sua resposta foi: “Não. O aborto termina uma gravidez. [Mas pílulas
de contracepção] Operam antes que a gravidez comece. A gravidez começa com a
implantação do ovo fertilizado em desenvolvimento no útero da mulher.”
No parágrafo seguinte ela admite: “...a implantação não ocorre até 5 a 7 dias após a fertilização”. Este ponto de vista representa a visão corrente do mundo
médico sobre quando a gravidez começa. Quando Deus diz que a vida começa?
“Quanto a Efraim, a sua glória voará como ave; não
haverá nascimento, nem gravidez, nem concepção. Ainda que venham a criar seus
filhos, eu os privarei deles, para que não fique nenhum homem.” Oséias 9:11-12-A
A Bíblia ensina claramente que a vida não começa no nascimento. Jacó e Esaú
brigaram no útero de sua mãe (Gen 25:22). Farez
brigou para nascer antes de Zara (Gen 38:29).
Jeremias foi santificado enquanto estava no útero materno (Jer 1:5). João
Batista saltou no ventre de sua mãe (Lucas 1:41,44);
Lucas diz que ele [João Batista] estava cheio do Espírito Santo dentro do útero
materno (Lucas 1:15).
A Bíblia também é clara que a vida não começa em algum momento no útero. David
diz, no Salmo 139:16: “Os teus olhos me viram, a
substância ainda informe e no teu livro foram escritos todos os meus dias; cada
um deles escrito e determinado, quando nenhum deles havia ainda.”
Deus olhou e conheceu David quando ele era ainda uma concepção em
desenvolvimento no útero de sua mãe. Por isso ele fala de algumas de suas
partes corporais (membros), “quando ainda não havia
nenhuma delas”
Antes que alguma de suas partes corporais fossem desenvolvidas ou
materializadas, Deus o conhecia e ele era Davi “…que
na continuidade foram determinadas” descreve o desenvolvimento de uma
criança no útero materno como Deus modelando-as [e transformando-as] num bebê
pronto para nascer. O que Deus chama de “substância” de Davi, o mundo chama de
bolo de tecido.
Claramente, a vida começa na concepção. Deus nos adverte em Eclesiastes 11:5 para não pensarmos conhecer o
processo da gravidez: “Assim como tu não sabes qual
o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre na mulher grávida,
assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as cousas”.
Não sejamos tão presumidos para escolher um ponto arbitrário no tempo e
considerar o momento quando a vida começa. Possamos pela fé aceitar o fato de
que a vida começa na concepção.
“Se homens brigarem e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, então, dará vida por vida.
Êxodo 21:22, 23
Isto nos leva à nossa próxima
discussão. Está no nosso direito fazer algo que termine a vida de uma criança
em qualquer momento após a concepção? Em Êxodo 21:22, Deus comandou punir um
homem por, mesmo sem intenção, ter causado um aborto espontâneo numa mulher. No
versículo 23, Deus nos diz que se algum dano se seguir, o perpetrador deve
pagar “vida por vida”, colocando igual valor pela vida da criança não nascida e
pela do homem envolvido. Portanto, os que mesmo sem intenção terminam a vida de
crianças não nascidas são culpados diante de Deus e os que o fazem
intencionalmente são culpados de assassinato e devem receber pena de morte.
Métodos de controle hormonal do nascimento, incluindo todos os tipos de pílulas
de controle, adesivos, injeções de hormônio, implantes, etc. ... desempenham
duas funções primárias:
1.) Suprimem a ovulação: Nenhum óvulo sendo liberado, a gravidez não é
possível. Dependendo do método específico usado, a ovulação é suprimida em
40-95% do tempo. Nos outros 5-60% do tempo, um óvulo é liberado e pode ser
fecundado.
2.) Eles enfraquecem e espessam a parede do útero. Isso torna a implantação
da criança com 7 dias de concebida virtualmente impossível. Todos os métodos
hormonais de controle têm esse efeito na parede do útero, 100% do tempo.
A lógica simples nos diz que se um óvulo pode ser liberado e fecundado 5-60% do
tempo e a implantação está sendo evitada em 100% do tempo, um aborto silencioso
está ocorrendo em 5-60% dos meses em que a mulher está tomando a pílula, porque
a criança de 7 dias de existência é incapaz de se implantar e, portanto, morre.
A “pílula do dia seguinte” funciona dentro do mesmo princípio para destruir a
cobertura do útero, mas num período mais curto devido às maiores concentrações
dos mesmos hormônios.
O valor de 5% é baseado no uso da pílula “combinada”, que é normalmente uma
combinação de estrógeno e progesterona. O valor de 60% é baseado no uso de
pílulas só de progesterona (“mini-pílulas”), adesivo, ou injeções/implantes de
progesterona. Portanto, uma mulher que toma a pílula combinada por apenas dois
anos, estatisticamente terá um aborto químico durante esse tempo. Uma mulher
que usar o método da progesterona pura por dois anos tem a possibilidade de 12
abortos silenciosos durante esse período, ou um a cada dois meses. Essas são as
estimativas mais conservadoras disponíveis. Outras pesquisas indicam que as
mulheres que tomam as pílulas combinadas poderiam estar ovulando em 50% do
tempo e que 70% das mulheres que tomam a “mini-pílula” poderiam estar ovulando
todos os meses. Em quase todos os casos esses bebês não seriam capazes de se
implantar no útero e morreriam.
“Com mais de 17 milhões de mulheres americanas usando a Pílula e outros
aborto-facientes [isto é, abortivos] químicos, estima-se que a quebra da
ovulação e da gravidez ocorrem tão frequentemente que...entre 7 a 12 milhões de crianças recém concebidas são mortas por abortos químicos no útero a cada ano. E
muitas dessas mulheres nunca souberam que estavam grávidas.” (“Homicídios
Infantis Através de Contraceptivos”- 1994, por Estudo da Comissão Ad Hoc de
|Mortes por Aborto – Bardstown, KY-Fone: 502-348-3963).
“Na América, estima-se que os abortos químicos matam mais de 7 milhões de
bebês a cada ano, enquanto os abortos cirúrgicos matam em torno de 1,5 milhões
de bebês a cada ano.”
“Artigos científicos sugerem que a ovulação perdida ocorre em 4-15% de todos os
ciclos em pacientes que tomam pílulas de controle de nascimento. Assim, como
esse folheto indica, abortos químicos prematuros são uma preocupação real e
significativa.” (Paddy Jim Baggot, M.D., Ob/Gyn, Fellow do Colégio Americano de
Genética).
O termo “pílulas de controle de nascimento” é preciso, já que elas não
evitam a contracepção, mas [sim] o nascimento. Talvez a razão por que Deus não
tenha terminado com o holocausto de abortos na América seja porque o próprio
povo de Deus esteja sem saber matando sua própria descendência.
“Livra os que estão sendo levados para a morte e salva
os que cambaleiam indo para serem mortos. Se disseres: não o soubemos, não o
perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a
tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?”– Provérbios 24:11,
12
“E Deus os abençoou e lhes
disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” – Genesis
1:28-A
O primeiro comando de toda a Bíblia é
encontrado em Gênesis 1:28, quando Deus comanda a toda a humanidade que “sejam
fecundos e multipliquem-se e preencham a terra.” O leitor distraído pode pensar
que este comando foi dado a Adão e Eva somente e não se aplica aos cristãos de
hoje. No entanto, a palavra chave neste versículo é “re-preencha” [Nota da
tradutora: “replenish” é a palavra usada pela King James Bíblia] . A palavra
re-preencha” significa re-encha. Se este comando fosse só para Adão e Eva, por
que eles seriam comandados para re-encher algo que nunca antes foi enchido? A
palavra “re-preencha” é usada porque Deus está comandando a ocorrência de um
processo contínuo. Cada geração da humanidade recebe o comando de re-preencher
a terra. A NIV e outras perversões da Bíblia mudaram a palavra “re-preencher”
para “encher”, que radicalmente altera este significado.
Muita gente acha que o comando de Deus no Antigo Testamento, para [o casal] ser
fecundo e multiplicar não pertence aos cristãos de hoje porque a população da
terra é muito maior do que era nos dias do Antigo Testamento. Um estudo
cuidadoso do Pentateuco revela que quando as crianças de Israel deixaram o
Egito, sua população era aproximadamente 2-3 milhões. Ainda em Deuteronômio
1:11 está: “O Senhor Deus de seus pais mil vezes mais do que sois e os
abençoará conforme vos prometeu”. A vontade de Deus era, só para a nação de
Israel, 2-3 bilhões. Ainda mais tantas outras nações que Deus ordenou em
Gênesis 1:11 !
O maior número encontrado em toda a Bíblia é “milhares de milhões”. Este número
se constitui no mínimo de 2 bilhões. “Abençoaram a Rebeca e lhe disseram: És
nossa irmã: sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência
possua a porta dos seus inimigos”– Genesis 24:60. Novamente, isto é uma
referência à vontade de Deus a respeito do número do Seu povo escolhido.
Quando os filhos de Israel saíram do Egito nos dias de José, eles eram contados
apenas com 70 [almas], enquanto o Egito era a nação mais poderosa do mundo.
Quando os israelitas se tornaram escravos, menos de 360 anos depois, Faraó
disse: “Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte que
nós” – Êxodo 1:9). O povo de Deus se multiplicou num índice muito mais rápido
que os egípcios mundanos. Conforme as fontes da Paternidade Planejada, muitos
métodos de controle de nascimento foram inventados no antigo Egito. Isto pode
explicar o forte contraste.
Antes de 1936, todos os dispositivos contraceptivos e métodos de controle de
nascimento eram ilegais nos EUA. Em 1938, o juiz August Hand levantou a
bandeira do controle de nascimento. Em 1965, no caso Griswold versus
Connecticut US 479 (1965), a Suprema Corte dos EUA derrubou uma das últimas
leis estatais proibindo a prescrição ou uso de contraceptivos por casais
casados. O que o mundo e o governo civil consideravam imoral e mesmo criminoso,
a Cristandade abraçou menos de 70 anos depois.
Nas palavras de nosso 26º presidente, Teodoro Roosevelt, “Controle de
nascimento é pecado”. Poderia um pregador batista independente e
fundamentalista, hoje, dizer em seu púlpito o que o presidente dos EUA disse
num discurso público apenas um século antes?
“Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem,
criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião
favorável de maledicência.” – I Tim 5:14
Por que os cristãos de hoje desejam limitar o tamanho de suas famílias
por meio do controle de nascimento? Não há nenhuma razão porque um cristão
recusaria a benção de crianças que não seja motivada por egoísmo ou falta de fé
em Deus. A Bíblia ensina claramente que é o Senhor que abre o útero da mulher
e lhe permite conceber uma criança. Quem somos nós para impedir a vontade de
Deus?
“Porque o Senhor havia tornado estéreis todas as mulheres da casa de
Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abrahão” – Gen 20:18.
“E vendo o Senhor que Lia era desprezada, fé-la fecunda; ao passo que Raquel
era estéril”.- Gen 29:31
“Lembrou-se Deus de Rawuel, ouviu-a e a fez fecunda” – Gen 30:22
“ A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o
Senhor a houvesse deixado estéril (A sua rival a provocava excessivamente para
a irritar, porquanto o Senhor lhe havia cerrado a madre” – I Sam 1:5,6.
“ Acaso, farei eu abrir a madre e não farei nascer? – diz o Senhor; acaso, eu
que faço nascer fecharei a madre? – diz o teu Deus” – Is 66:9.
“ Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” – Sl 127:3
Se Deus é responsável por abrir e fechar o útero e Ele nos dá crianças como
meio de nos abençoar e recompensar, por que rejeitaríamos o presente de Deus e
nos esqueceríamos de Sua perfeita vontade em nossas vidas? Nada pode ser mais
ofensivo que a rejeição de um presente dado com amor. É semelhante àqueles que
rejeitam o presente de Deus da vida eterna e perecem no fogo do Inferno porque
tem má vontade ao receber o dom da salvação.
O povo de Deus foi fortemente influenciado pelo sistema mundano sem Deus, e as
doutrinas chave da Bíblia aqui apresentadas caíram todas de lado. Deixamos de
condenar todos os métodos de controle do nascimento para permitir e mesmo
promover a pílula, a mais hedionda forma de controle do nascimento. Seria de
Deus que esta geração se levantasse e lutasse por essa doutrina chave da
palavra de Deus e limpasse nossas igrejas do sangue de nossos filhos e filhas.
“Antes, se mesclaram com as nações e lhes aprenderam
as obras.;deram culto a seus ídolos, os quais se lhes converteram em laço; pois
imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios e derramaram sangue inocente, o
sangue de seus filhos e filhas, que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra
foi contaminada com sangue. Assim se contaminaram com suas obras e se
prostituíram no seus feitos. Acendeu-se por isso, a ira do Senhor contra o seu
povo, e ele abominou sua própria herança...”- Sl 106:35-40.
Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF
e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995)
são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar,
pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753),
fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada
(e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).