LARES ESTÁVEIS PRODUZEM FILHOS FELIZES
(ou Sete Maneiras para se Ter um Casamento Feliz)






Leitura Bíblica: Marcos 10:6-9; Efésios 5:18-33.
6 Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. 7 Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, 8 E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. 9 Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Marcos 10:6-9)

18 ... 22 Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; 23  Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. 24 De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. 25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, 26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, 27 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. 28 Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. 29 Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; 30 Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. 31 Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. 32 Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. 33 Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido. (Efésios 5:18-33)



Objetivo: Identificar, memorizar e aplicar 7 Chaves Básicas para se ter um casamento forte e feliz, e filhos seguros.




Certa vez, um pastor, antes de celebrar o casamento de um casal, disse: “Eu preferiria estar em um funeral a estar em um casamento. Quando você enterra alguém é definitivo.” Ele era um homem profundamente preocupado pelo bem dos outros e por agradar a Deus. Tinha visto demasiados casamentos dissolvidos. Perguntou-me: "Estas pessoas estão comprometidas a fazer o casamento funcionar – não importa o que?"

Nota: Nos Estados Unidos e na Austrália, o divórcio tem alcançado estágios epidêmicos. Tem acontecido durante nossa existência, por exemplo:

Em 1900: 1 em 100 casamentos terminavam em divórcio.
Em 1960: 14 em 100 casamentos terminavam em divórcio.
Em 1987: 40-50 em 100 casamentos terminavam em divórcio.


Divórcio tem triplicado desde 1900

Em um artigo Too Many Divorces, Too Soon, a renomada antropóloga Margaret Mead, mostrou quanto o egoísmo e a irresponsabilidade crescentes destroem metade de todos os casamentos – e muitos dos filhos que eles produzem. Escrevendo na revista Redbook de fevereiro de 1974, ela disse:

 “Em nossa geração, o divórcio tem se tornado uma parte do estilo de vida do americano… Nós não mais cremos profundamente que duas pessoas que fizeram a escolha de se casar, devam necessariamente tentar vencer as tempestades que abalam qualquer relacionamento vital e íntimo. Ao invés disso, mais e mais nossa resposta para uma dificuldade no casamento é: tentar, novamente, com outro alguém.” ·
É por demais freqüente que a motivação por trocar cônjuges de casamentos em tais circunstâncias é a esperança de encontrar alguém que me satisfará – faz coisas à minha maneira – satisfaz meus padrões. Se ambos, marido e mulher têm esta atitude egoísta e imatura de “eu primeiro”, com certeza alguém terminará ficando tristemente desapontado.

Muitas vezes, é a chegada de um filho que dispara a crise. Casais jovens e imaturos que realmente não aprenderam como se darem e “viverem um para o benefício do outro” não podem lidar com as tensões que a vinda de um bebê cria. Margaret Mead escreveu:

 “Despreparados para a paternidade, duas pessoas jovens que têm se tornado muito íntimas podem ver o bebezinho como um intruso. Ou, se elas já estavam tendo alguns problemas, o bebê pode se tornar apenas mais um obstáculo ao prazer e à liberdade. A mãe fica permanentemente presa em casa. O pai fica quase igualmente confinado, ou começa a sair sozinho. Agora, não há mais a costumeira quantidade de dinheiro para o prazer, e não há quase nenhum lugar aonde o jovem casal possa ir com o bebê e se divertir. Então, nosso presente [falso] remédio, que diz que um divórcio rápido é o caminho para se afastar [rapidamente] do dilema, começa a fazer efeito ... cada um acusa o outro de [desejar] coisas que ambos [secretamente] desejam. Estas coisas são o fugir das responsabilidades, o sonhar com uma chance de cair fora, o fortemente anelar por melhores oportunidades na vida e por um escape das suas situações não sadias nem satisfatórias.”

Casais que se separam terminam com profundas feridas. Quando há filhos (e a maioria, milhões de casais separados os têm), eles são os que mais sofrem. Em adição aos milhões de casais que de fato se separam, muitos outros casais compartilham uma casa e filhos, mas realmente não têm um lar e um casamento reais, plenos de felicidade e de realização. Filhos destas famílias sofrem em muitos dos mesmos modos dos filhos cujos pais realmente se separaram. Todas estas tragédias não têm que acontecer, elas podem ser prevenidas.

Aprendendo e aplicando os sete conceitos básicos, qualquer casal tornar-se-á capaz de construir um lar feliz, estável e seguro – um lar que não pode ser destruído.


Estes conceitos são:

1. A Bíblia é o livro das regras de Deus e um manual de instrução para o casamento.
2. O casamento é uma união permanente que não se quebra. 
3. O casamento não pode ser uma proposta de 50-50 [“se você me der 50%, em retribuição eu também lhe darei 50%”]. Cada cônjuge deve cumprir suas próprias responsabilidades100%, quer seu cônjuge também o cumpra totalmente, ou o cumpra em boa parte, ou não o cumpra de forma nem extensão alguma.
4. Tanto o esposo quanto a esposa devem reconhecer que têm distintas necessidades pessoais, e que elas não podem ser satisfeitas verdadeiramente e sem culpa, senão somente na relação matrimonial.
5. Ao mesmo tempo, ambos os cônjuges devem se dedicar a reconhecer e satisfazer as necessidades um do outro, as quais, mesmo sendo tão diferentes em si mesmas, são igualmente justas e reais.
6. Todas as diferenças devem ser resolvidas da maneira de Deus. 
7. Reconhecer que um casamento estável deve ser baseado em confiança e que uma pessoa pode ser confiável somente se está desejosa de confiar no outro completamente.


Vamos examinar e aplicar estes sete conceitos de modo que nós mesmos tenhamos bons casamentos e sejamos aptos para ensinar aos outros e para evitar problemas para eles.

 

1. SIGA AS INSTRUÇÕES DADAS POR DEUS, NA BÍBLIA

Foi Deus quem concebeu e instituiu o casamento. Casamentos falham quando pessoas tentam viver juntas por suas próprias regras em vez das regras de Deus. Os trágicos resultados são:

a) Os lares se desfazem.
b) As vidas se despedaçam.
c) A lealdade dos filhos se divide.
d) Os filhos recebem feridas que doem por todas suas vidas.
e) Os sonhos da noiva e do noivo se transformam em pesadelos.


Tudo porque um casal ignora a Bíblia.

Quando uma família, junta, participa regularmente dos cultos da igreja, a taxa de divórcio é 1 em 50 (2%).

Quando ambos os cônjuges receberam a Cristo como Salvador e Senhor e seguem a direção de Deus para a vida e casamento, a taxa de divórcio é de 1 em 1525. Portanto, um crente dedicado tem 700 vezes mais chance de sucesso no casamento do que um descrente.

POR QUE? Porque se seguirmos as instruções dadas por Deus, na Bíblia, então poderemos ter sucesso; mas, se ignorarmos aquelas instruções que formam o caminho de Deus, isto resultará em tragédia.

Princípio: Para ter sucesso em qualquer área da vida leia e siga as instruções de Deus, na Bíblia.

Portanto, para melhorar suas chances 700-vezes:

1. Receba Cristo como Salvador, agora.
2. Seja batizado, testificando que sua velha vida (inclusive seu modo de fazer as coisas) morreu com Cristo e acabou-se, e que você ressurgiu para um novo caminho de vida, o de fazer as coisas do modo ordenado por Deus.
3. Consagre e dedique a si mesmo, pessoalmente, a fazer o que é certo.
4. A cada dia leia a Bíblia e ore, em conjunto com seu esposo ou esposa, e toda a sua família.
5. Seja membro ativo e participante de todos os cultos em uma igreja centrada em Cristo e que realmente creia e pregue toda a Bíblia, MESMO SE OU QUANDO O COMPARECIMENTO PARECER NÃO MUITO CONVENIENTE. Você ouvirá os princípios de Deus para nosso viver serem explanados. Você será desafiado a aplicá-los.
6. Procure por oportunidades para você e seu esposo ou esposa servirem ao Senhor juntos – isto fará vocês se centralizarem nas necessidades dos outros.


Casamentos estáveis são casamentos bem sucedidos.


2. REAFIRME SEU CASAMENTO COMO UM VOTO PERMANENTE E UMA UNIÃO INQUEBRÁVEL

Nos votos do casamento, você prometeu "no melhor ou pior ... até que a morte nos separe”. Isto é baseado na Bíblia. Hoje, as pessoas vêem isto meramente como um ritual, mas Deus diz: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. Mateus 19:6. Uma vez que as pessoas cumprem suas promessas muito superficialmente, muitos casamentos se rompem por razões imaturas e ridículas. A seguir, os problemas não resolvidos que machucaram e entraram em conflito no primeiro casamento muitas vezes impedem um segundo casamento de ser realmente bem sucedido. Deus quer abençoar seu casamento e usá-lo para abençoar cada um, seus filhos e outros.

Desafio: Para dar estabilidade a seu casamento e segurança a seu esposo (a), solene e sinceramente, vote-se, entregue-se a você mesmo agora e diante de Deus a permanecer casado com seu cônjuge, não importa o que aconteça. Então, se seus filhos forem bastante maduros para entender, conte-lhes sobre o seu solene voto, pois sua entrega lhes dará segurança quando virem os pais de seus amigos se divorciando. Seu voto perpétuo também edificará neles um alicerce na atitude de que também o casamento deles será para sempre.


3. CASAMENTO NÃO É UMA PROPOSIÇÃO DE 50/50

(Ao contrário, cada cônjuge tem que cumprir suas responsabilidades 100%, quer o outro também cumpra as dele, ou não ).

Os votos, se tomados seriamente, podem conservar um casamento sem separação, mas não construirão um lar feliz. Um lar que seja tanto feliz quanto é seguro tem que ser construído sobre um real entendimento daquilo que faz um casamento bem sucedido.

O slogan "casamento é uma proposição 50-50" é ouvido freqüentemente. Ele soa como uma coisa lógica. No entanto, a lógica por trás disto pode destruir muitos casamentos. A base de um casamento 50-50 é "se você fizer a sua parte, então eu farei a minha." Isto leva à tragédia porque há, em cada casamento, algum momento em que um ou outro falha. Em um casamento 50-50, isto faz com que o outro cônjuge firme um pé atrás e recuse fazer seus 50%. Então a batalha ferve.

O casamento 50-50 não é o modo deixado por Deus. O marido e a mulher que começou o casamento na base de 50-50 estará sempre checando se sua esposa ou seu esposo está cumprindo seus 50%. Quando um cônjuge não atinge aquilo esperado, o outro se sentirá enganado [roubado no jogo] e amargurado. Por isto, numa tentativa de igualar o escore, passará a reter, a esconder e recusar dar alguns dos seus 50%. Conseqüentemente, as coisas piorarão. Mesmo os casamentos à base de 90%-10% não funcionarão. O cônjuge que aceitou dar 90% terá a tendência de viver checando o parceiro para ver se, realmente, este está cumprindo os seus 10%.

O modo de Deus no casamento é 100%-100%. Deus espera que cada cônjuge dê seus 100%, ainda que o outro falhe completa e vergonhosamente. Mesmo se apenas um parceiro no casamento fielmente der seus 100%, o lar não poderá ser destruído. Deus usa as corretas ações e atitudes do cônjuge que é fiel para corrigir e restaurar o cônjuge que falha.

As instruções de Deus para o casamento 100%-100% são encontradas em Efésios 5:18-33. A ambos, marido e mulher, são dadas diferentes instruções e atribuídas diferentes [e independentes] responsabilidades.

Esposas:

a) “sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor” [Efésios 5:22]. (Note que não foi adicionado “se ele faz aquilo que é certo e se cumpre suas responsabilidades”.)

b) Uma esposa não deve irritar propositadamente, criticar, fazer sermões ou ensinar a seu marido. Ela o ganhará para Cristo através de como se comportará para com ele. "Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra" (1Pedro 3:1). Quando um homem falha em ser o que deveria ser no casamento, Deus lida com ele. Muito freqüentemente, o homem não houve o Senhor ou não sente a pressão do Senhor porque sua esposa se faz ouvir demais, ou ele sente demais a pressão dela.

Maridos:

a) Cabeça do lar. Isto não significa que a esposa é inferior, como visto em 1Coríntios 11:3, "a cabeça de Cristo é Deus". Estar sob autoridade não é uma posição de inferioridade. Jesus é Deus e é igual ao Pai em todos os sentidos; todavia, tendo vindo à terra como um homem e morrendo por nós, Cristo se submeteu ao Pai em todas as coisas.   (Nota: ao se submeter ao Pai, Cristo não se tornou inferior. Ele fez todas as coisas porque Seu Pai as queria, e Ele amava Seu Pai. Submissão não é uma marca de inferioridade.)

b) Ame sua esposa a ponto de morrer por ela. Deus, após dizer às esposas que se submetessem, severamente limita o direito do homem contra o fazer qualquer coisa que lhe apeteça. Deus tira o direito dos homens de usarem suas autoridades irresponsavelmente, ao dizer-lhes: ”Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.” [Efésios 5:25] Cristo nos ama como em Romanos 5:8: "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

Ver o amor de Cristo transforma nossos corações e nos faz amá-Lo; semelhantemente,um marido paciente e longânimo finalmente ganhará o coração da esposa e mudará o comportamento dela. Cristo não nos limpa e aperfeiçoa através de nos espancar, Ele usa Sua Palavra. Deus não tem preparações para um casamento 50/50.


Cada cônjuge é chamado para cumprir seus 100%, mesmo se o outro não cumprir nada. Deus não nos está chamando para um martírio que dure por toda a vida, mas usará a obediência de cada cônjuge (desenvolvendo e praticando as qualidades acima descritas) para mudar o outro cônjuge.

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18). À medida que formos constantemente cheios com o poder e o amor de Deus, poderemos ser o esposo e a esposa que Deus nos chama para ser.


E se não estamos dando os 100%?

1. Confesse suas falhas ao Senhor em detalhes.
2. Peça perdão ao seu cônjuge por falhar em não ser o tipo de companheiro (a) que Deus quer que você seja.
3. Comece a submeter-se, suave e amorosamente.


4. RECONHEÇA QUE CADA UM TEM NECESSIDADES PESSOAIS DISTINTAS

Estas necessidades só podem ser satisfeitas (verdadeiramente e sem culpas) no relacionamento matrimonial. A necessidade de cada um deve ser satisfeita, senão a segurança e a estabilidade do lar estará correndo risco. Ambos, marido e mulher, têm necessidades diferentes, mas reais.

Pergunta1: Neste aspecto, qual é uma grande razão de casamentos serem esfacelados?

Resposta: É quando alguém externo ao casamento começa a satisfazer as necessidades emocionais de uma das partes daquele casamento. Quando isto acontece, aquele cônjuge é quase que irresistivelmente arrastado para o estranho. Então vem o divórcio.

Muitas excelentes pessoas caem nesta armadilha, e o fazem sem compreender porque caíram. Não entendem que a forte atração que sentem por alguém fora do casamento é, exatamente, o resultado de esta terceira pessoa estar satisfazendo uma necessidade emocional que deveria ser satisfeita pela pessoa com quem se casou. Quando duas pessoas estão satisfazendo as mais básicas necessidades emocionais um do outro, existe um forte e crescente desejo para um completo relacionamento físico. Reconhecer nossa necessidade emocional básica, e claramente ver que ela pode ser satisfeita sem culpas somente dentro do relacionamento do casamento, é proteção vital contra tragédia.

Pergunta2: Quais são estas necessidades emocionais básicas do marido e da esposa?

Resposta: Em Efésios 5:33, Deus diz aos maridos e esposas como satisfazer as necessidades recíprocas. "... cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido."

Pergunta3: De que é que uma esposa necessita?

Resposta:

a) Amor.
b) Ouvir que é amada.
c) Regularmente, receber evidência e reasseguramento do amor do seu marido através, por exemplo, da freqüente e regular romântica emoção das atenções e dos pequenos presentes; do freqüente e regular lembrar de importantes datas e eventos; do freqüente e regular dar “prendas de amor”; etc.
d) Segurança, proteção, manutenção do lar, etc.

Pergunta4: De que é que um marido necessita?

Resposta:

a) Ser respeitado e reverenciado.
b) Saber que sua esposa realmente pensa que ele é o maior homem do mundo.
c) Estar assegurado do respeito dela, especialmente quando ele falha de alguma maneira.
d) Saber que sua esposa confia e se põe na dependência dele, exatamente como a igreja confia e se põe na dependência de Cristo.


Quando o marido e esposa não reconhecem e não se esforçam para satisfazer as necessidades um do outro, graves perigos resultam. Por exemplo, um homem que no trabalho é competente em cumprir as suas tarefas, é polido, cortês e demonstra apreciação pela ajuda dos outros, encontrará uma mulher (especialmente se ela trabalha para ele) que o respeita. Uma vez que esta mulher está satisfazendo sua necessidade por respeito, ele se sentirá atraído para ela. Começará a desejar também satisfazer as necessidades dela. Logo ele começará a comparar o respeito daquela mulher no trabalho contra a chatear proposital praticado por sua esposa. A mulher no escritório ou na fábrica não sabe que ele não leva o lixo de casa para a calçada e não sabe que ele deixa suas meias sujas ou suas roupas íntimas no chão do banheiro. A mulher no trabalho não vai estar apontando o dedo contra as falhas dele (particularmente se ele é o patrão dela) como a sua esposa faz. [Por outro lado], a mulher no trabalho também está em perigo. Não compreende que aquele homem do trabalho, que é muito competente e demonstrador de apreciação, tem todos os defeitos do marido dela. No relacionamento casual no trabalho (ou seja onde for), estas duas pessoas não têm de compartilhar contas não pagas, crianças doentes, a necessidade de uma nova máquina de lavar, de um segundo carro, etc. Sem compreender isto, logo eles se encontram satisfazendo as necessidades básicas um do outro. O homem no trabalho estará suprindo a atenção e a gentileza que a mulher necessita. E ela estará dando ao homem o respeito que ele deseja. Onde duas pessoas estão satisfazendo estas necessidades tão básicas por amor e por respeito, o desejo por um completo relacionamento físico se torna irresistível. Logo haverá mais um outro casamento destruído. Isto está ocorrendo todo o tempo.

Reconhecer a sua própria necessidade básica por reverência e respeito (o homem) ou por amor e atenção (a mulher) é uma importante medida de segurança contra o escorregar para dentro de um relacionamento onde estas necessidades são satisfeitas fora do casamento.


5. FAÇA COM QUE O OBJETIVO DE SUA VIDA SEJA SATISFAZER AS NECESSIDADES DO SEU CÔNJUGE

Estas necessidades são exatamente tão reais e profundamente sentidas quanto as suas. Os maridos não podem saber, pelas suas próprias experiências, o quanto suas esposas necessitam ser amadas. Eles não podem realmente entender como, numa base regular, as esposas necessitam de reasseguramento e de evidências daquele amor. E as esposas, de suas próprias experiências, não podem compreender o quanto seus maridos necessitam de reverência e respeito.

O único modo pelo qual o marido ou a esposa poderá algum dia chegar a compreender que seu cônjuge tem uma necessidade real e profundamente sentida, é reconhecer as próprias necessidades pessoais dele ou dela.

O marido: Ao ver e admitir quanto ele [fragilizadamente] necessita de respeito e reverência vindos da sua esposa, o marido é então capaz e preparado para entender que sua esposa também tem uma necessidade real mas profundamente sentida.

A esposa: A única maneira pela qual uma esposa pode realmente experimentar, sentir ou compartilhar a grande necessidade que seu marido tem de ser reverenciado e respeitado, é reconhecer a sua própria profunda [e fragilizadora] fome de amor e de reasseguramento.

Quando cada um vê suas próprias fragilidades e necessidades, está preparado para compreender que as fragilidades e necessidades de seus cônjuges, mesmo que diferentes, são exatamente tão profundas e reais [quanto as dele].

Lição: Reconhecer as nossas próprias necessidades emocionais, e ver que nossa esposa ou esposo também tem necessidades exatamente tão reais e profundamente sentidas quanto as nossas, nos trará uma disposição tal que nos empenharemos em satisfazer as necessidades de nossas esposas e esposos. À medida que o fizermos, Deus providenciará para que nosso cônjuge comece a satisfazer as nossas necessidades.

A chave para bênçãos no casamento é: Faça com que o objetivo de sua vida seja satisfazer as necessidades do seu cônjuge.

Ao fazer isto, você verá as suas próprias necessidades serem satisfeitas por Deus. "Dai e ser-vos-á dado" Lucas 6:38. Este versículo faz as pessoas lembrarem de dinheiro, mas o princípio vai muito mais profundo do que o dinheiro. Deus implica que receberemos muito mais do que damos. Este princípio se aplica em cada área da vida:

Se damos AMOR,                    receberemos AMOR.
Se damos AJUDA,                    receberemos AJUDA.
Se damos ENCORAJAMENTO,                    receberemos ENCORAJAMENTO.
Se damos PERDÃO,                    receberemos PERDÃO.
Se damos UM SORRISO,                    receberemos UM SORRISO.
Se damos ÓDIO,                    receberemos ÓDIO.

Portanto, quando nos dedicamos a nós mesmos com o objetivo de satisfazer as necessidades de outros, veremos que os outros satisfarão as nossas necessidades. Isto é especialmente verdadeiro no casamento (e o é também no trabalho cristão, e no ganhar almas e fazer discípulos). Portanto, quando ambos os cônjuges satisfazem as necessidades um do outro, então se tornam mais e mais importantes cada um para o outro, cada parte do relacionamento floresce e se torna frutífero. Os problemas que trouxeram divisão agora farão com que esposo e esposa se aproximem mais um do outro. O relacionamento físico no casamento se torna completamente satisfatório e, uma vez que outras necessidades básicas são satisfeitas, então uma dedicação por toda a vida pode ser feita para satisfazer os desejos um do outro.


6. RESOLVA AS DIFERENÇAS AO MODO DE DEUS

A Palavra de Deus proíbe divórcio e proíbe recasamento. No Sermão da Montanha, Jesus disse: "31 Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. 32 Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério." Mateus 5:31-32.


Oito Passos Descendentes Na Direção do Divórcio:

1. Muito antes de um homem ou uma mulher “colocar de lado” o seu cônjuge através de um divórcio, sempre existe o “colocar de lado” da pessoa no sentido de real companheirismo, comunicação e união-identificação.

2. Quando uma real proximidade e união no casamento é quebrada, os cônjuges são forçados para dentro de uma sutil forma de adultério. Isto significa que eles procuram ter as suas necessidades (de companheirismo, conversação com significado, união-identificação, atenção e respeito) satisfeitas por um outro que não é o seu cônjuge. Isto é "adultério" – enfraquecimento do casamento. Adultério tem um sentido mais largo do que somente sexo ilícito fora do casamento. Deus descreveu como adultério o fato de Israel adorar falsos deuses e procurar ajuda deles.

Adultério (em sentido amplo) = procurar ter as necessidades satisfeitas e preenchidas através de métodos e canais diferentes daqueles que Deus ordenou.

Portanto, se um homem “coloca de lado” sua esposa não tendo com ela real união-identificação, e se ela procura um substituto em novelas, livros, materialismo, um emprego ou outras coisas, ele a tem empurrado para dentro de uma forma de adultério. Este tipo de "adultério" sempre precede à verdadeira união física ilícita, fora do casamento.

Tal "colocar de lado" (o rompimento da verdadeira união-identificação e da verdadeira comunicação no casamento) resulta de diferenças não solucionadas, de feridas não curadas, e de ofensas não perdoadas. Freqüentemente, as diferenças são muito pequenas. No entanto, se não forem resolvidas, destruirão a real comunicação e a real união-identificação no casamento. O casal pode continuar compartilhando uma casa, oferecendo um sorriso um para o outro, e tendo um relacionamento físico (embora este não seja realmente satisfatório). No entanto, a união real está terminada.

Uma vez que algumas feridas não têm sido curadas, um dos cônjuges "afasta o outro” do centro de sua vida e existência. Tal "afastamento" pode acontecer quando as [legítimas] expectativas de um cônjuge são repetidamente esmagadas e frustradas.

3. Para evitar maiores ferimentos, o cônjuge ofendido se retira e ergue um muro de proteção para resguardá-lo de ser ferido novamente.

4. A pessoa ferida pode procurar “ir à forra”. Isto, por sua vez, fere, ofende ou irrita a outra pessoa.

5. Ele ou ela, então, também ergue uma barreira ou muro.

6. Mesmo que isto não resulte em divórcio (e não resulta em muitos casos), o relacionamento do casamento se torna doloroso, frio, formal, sem vida e sem amor reais ou comunicação significativa.

7. Os cônjuges não mais satisfazem as necessidades um do outro.

8. Isto resulta em adultério (físico ou emocional), pois pessoas que não tiveram suas reais necessidades satisfeitas procuram satisfação fora do casamento.


Qual é a solução para este problema?

Deus reconheceu o perigo. Este perigo pode tornar-se realidade tanto no casamento quanto em qualquer relacionamento entre pessoas. Em dois locais no Evangelho de Mateus, o Senhor Jesus dá procedimentos e atribui responsabilidades através dos quais todos os males e feridas podem ser sarados. Em Mateus 18:15 o Senhor diz:

"Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão;"

Ir até a pessoa que nos tem ofendido, ir com uma atitude apropriada, é a chave para se ver a diferença resolvida. Não importa o que qualquer outra pessoa tenha feito, nós não temos o direito de ficar irados, irritados ou ofendidos. O modo apropriado para nos aproximarmos de uma pessoa que nos tem ofendido é ir calmamente e dizer: "Eu preciso pedir o seu perdão. Eu fiquei muito zangado com você por causa de . . . . . . . . . . . Foi errado eu reagir desta maneira. Será que você pode me perdoar?" Em noventa e nove de cada cem casos, a pessoa concederá o perdão e também procurará ser perdoado do que ela mesma fez de errado. Mas o ofensor pode ou não reconhecer os seus próprios erros imediatamente. Portanto, dê tempo ao Senhor para trabalhar nele, depois que você tiver confessado suas próprias atitudes ou reações erradas.

Tomar a culpa desta maneira, sem procurar erros na outra pessoa, é o plano e maneira de Deus para reconciliação. O Senhor Jesus, ao procurar e providenciar a possibilidade de restauração da comunhão entre Deus e o homem, tomou sobre Si próprio tudo que nos tinha separado de Deus. Tomou todo pecado e vergonha e culpa do homem sobre Si próprio. Uma vez que Ele tomou o nosso pecado, nós fomos libertados para nos voltarmos para Ele. A nossa união Consigo foi renovada. Bem, Ele deve ser o nosso padrão. Em Efésios 4:32 nós somos ditos para perdoarmos uns aos outros exatamente como Ele nos perdoa. A Bíblia diz:

"Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo"

Como é que o Senhor nos perdoou?

Cristo não tinha cometido nenhum pecado. Todavia, tomou toda a nossa culpa e vergonha e punição. Por esta razão, fomos libertos para sermos um com Ele, novamente. Devemos estar desejosos de fazer o mesmo pelos outros ... e, particularmente, por nosso cônjuge. Quando perdoamos verdadeiramente, temos de nos pôr a nós mesmos no local onde possamos ser novamente feridos. Isto é aquilo que o Senhor Jesus ordenou no Sermão do Monte. Ele disse que ao invés de irmos à forra (um olho por um olho e um dente por um dente) devemos dar a outra face (expor a nós mesmos a sermos feridos novamente).

Temos a mesma obrigação quando compreendemos que alguém (inclusive nosso marido ou esposa) foi ofendido por nós.

Deus diz que, se nós compreendemos (ou sentimos) que temos ofendido uma outra pessoa, devemos ir e resolver as coisas. A maneira mais segura de resolver qualquer diferença é usando o modo de Deus para a reconciliação. Se pedirmos a Deus, Ele nos mostrará a nossa falta.

Uma vez que perdão seja concedido, o alicerce está lançado para a restauração da comunicação e para uma abertura no casamento. Sem isto, pequenas diferenças e machucados erigem altos muros entre duas pessoas que deviam ser uma só pessoa. Com efeito, um ou ambos os parceiros “afasta-se” do outro. Mesmo que isto não resulte em nenhum divórcio (imediatamente ou a longo termo), uma das duas coisas acontece. O lar pode se tornar um ‘campo armado’ ou, onde há poucas ‘batalhas abertas,’ o relacionamento se torna formal e distante, sem a real união-identificação e as reais bênçãos que o casamento deve produzir.

Para evitar esta tragédia, os cônjuges devem realmente se dedicar a si mesmos a resolverem as diferenças do modo de Deus, ao invés de somente “passar por cima delas”.


7. CONFIEM UM NO OUTRO COMPLETAMENTE

Um casamento estável tem que ser baseado em confiança. Uma pessoa pode receber confiança à medida que possa confiar na outra, completamente. Tem que haver confiança para haver perdão. Tem que haver confiança para seguirmos em frente quando a outra pessoa tem falhado.

As alternativas para confiar são: (a) ciúme, (b) suspeita; ou (c) construir muros protetores, erigidos com o propósito de nos escondermos atrás deles.

Podemos dar ao nosso cônjuge confiança incondicional somente se podemos confiar no Senhor para conservá-lo correto e para endireitá-lo se ele vier a falhar. Marido e esposa têm de dedicar a si próprios a ganharem, cada um, a confiança de seu cônjuge. Esta confiança é ordenada e exigida pela Palavra de Deus.

Os maridos têm que ser capazes de confiar em suas esposas. Deus diz da mulher: "10 Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. 11 O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo" Provérbios 31:10-11.

As esposas também têm que ser capazes de confiar em seus maridos. Somente por confiar é que pode uma mulher obedecer à Palavra de Deus a qual diz: "Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor” (Efésios 5:22).

Confiar em Deus ou no nosso cônjuge não pode ser baseado em sentimentos ou naquilo que é provável que vá ocorrer.

Confiança é o resultado de uma decisão baseada na qual nós agimos.


CONCLUSÃO:

Aceitar e consistentemente aplicar estes sete pré-requisitos básicos, construirá lares estáveis e seguros. Maridos e esposas devem estudar e memorizar os conceitos acima, que são o alicerce de um casamento estável. Sempre que um deles vier a sentir que diferenças estão se desenvolvendo no lar, então, em atitude de oração, deve checar esta lista, e ela mostrará a causa. Seguindo fielmente esta prática, cada um dos cônjuges poderá ser usado por Deus para construir um lar seguro e estável que não poderá ser destruído.






Pastor Pipers
(título original: Stable Homes Produce Happy Children )



Sumário de trechos selecionados tirados de "Growing Up God's Way" [“Crescendo Nos Caminhos Do Senhor”] por John A Stormer.

Organizado por Pr. Keith Piper.

Extraído, traduzido e adaptado do livro http://www.users.on.net/mec/answers/, por Valdenira Nunes de M. Silva, ago.2002.




Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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