A BEBIDA ALCOÓLICA





Introdução

Os fatos e acontecimentos cotidianos aliados às profecias bíblicas a respeito das últimas coisas nos levam a crer que estamos no fim dos tempos. Um único seguimento segura essa degeneração, tentando de alguma forma manter as coisas dentro de uma ética e dos princípios de Deus, estamos falando da Igreja Cristã no mundo. Entretanto o que assistimos nestes finais dos tempos é tão forte e corrupto que essa degeneração está entrando dentro das Igrejas. Está tentando deturpar o último reduto de seriedade e sobriedade que nos resta. Estão tentando tirar a força doutrinária da cristandade no que se trata da moral, ética e principalmente da santidade que Deus pede para que o homem cultive. A Bíblia é clara e afirma:

“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).  

“Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação” (ITs.4:13).

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (ITs.5:23).
        
Infelizmente estamos vendo Igrejas e mais Igrejas aparecerem com novas revelações e pseudos ensinamentos doutrinários. Já existem Igrejas para quem gosta de beber sua cerveja sem álcool, para quem gosta de fumar seu "cigarrinho" sem nicotina, para quem gosta de mais de uma mulher, para quem gosta de prostituir praticando o homossexualismo ou o lesbianismo, enfim tem "igrejas" para todos os gostos. É um verdadeiro menu de igrejas! O mais triste é que esses redutos heréticos se consideram cristãos e ainda se intitulam de evangélicos. É a famosa tática do diabo que diz: "Se não podemos com eles, juntemo-nos à eles". É por isso que propomos tratar deste assunto tão sério aqui nesta apostila para alertá-lo a abrir os olhos. Neste nosso referido estudo iremos abordar a mais antiga heresia que vem confundindo os cristão que querem “santificar” o jargão pecaminoso do "beber não é pecado". Iremos abordar de maneira simples e prática o que a Bíblia diz a respeito deste assunto. Qual é a sorte dos que bebem em relação ao nosso Deus santo e amoroso? Iremos abordar alguns depoimentos de pessoas não religiosas que participaram de grupos antialcoólatras e hoje vivem bem.
        
Se você começou a ler esta apostila e gosta de beber ou faz parte de uma denominação cristã que pratica este ato eu lhe peço sua maior atenção e prossiga até o final, não tenhas medo da verdade, pois ela te libertará. Iremos tratar de imediato sobre alguns malefícios da bebida alcoólica na Bíblia



        

I - ALGUNS MALEFÍCIOS DA BEBIDA ALCOÓLICA

1. No Velho Testamento

A Bíblia descreve a histórias de vários homens que se envolveram com as bebidas alcoólicas. Alguns eram maus, mas outros eram homens de fé e comissionados por Deus. O fato de alguns desses homens terem bebido não nos coloca na liberdade de fazermos o mesmo. O grande salmista Davi foi um homem ricamente abençoado e devemos fazer de tudo para sermos também chamados de "homens segundo o coração de Deus". Todavia, não devemos pensar em adulterar só porque a Bíblia relata essa triste fraqueza de Davi (Livro de Samuel). Deus permitiu e relatou a queda de Davi para que nós tirássemos lições e não fizéssemos o mesmo. Vejamos alguns desses casos:

a)      O caso de Noé
: A Bíblia descreve os maus efeitos da bebida embriagante na história de Noé (Gn.9:20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embriagante e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e a  tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã.

b)      - O caso de Ló e suas filhas
: Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou na gravidez das filhas de Ló (Gn.19:31-38).

c)      - O caso dos filhos de Arão
: Nadabe e Abiú entraram no templo com seus incensários, mas por terem bebido bebidas fortes saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu (Lv.10). Deus ainda chamou os seus sacrifícios de "fogo estranho".

d)     
- Os profetas e sacerdotes na época de Isaías: “Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juízo (Is.28:7)”.



2. No Novo Testamento

a)      A embriaguez dos coríntios: A Igreja que Paulo havia recém formado em Corinto estava, por falta de conhecimento, cometendo alguns sacrilégios. Eles estavam usando vinho fermentado na Santa Ceia e isso não agradou nem a Deus, nem o apóstolo (ICor.11:21). Paulo disse que isso não era digno de nenhum louvor (ICor.11:17), mas sim de grande vergonha. Isso foi chamado de comer e beber indignamente ( ICor.11:29). Foi causa de mortes antes do tempo de alguns cristãos (ICor.11:30). Esse é o lucro de uma Igreja que deixa que se introduza tamanha maldade em seu meio.

b)      - A bebida alcoólica na igreja de Éfeso: Na Igreja dos efésios havia, provavelmente, um grupo de crentes que não haviam recebido o batismo com o Espírito Santo e Paulo descreve o motivo em Ef.5:18: "E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito,". Esse grupo de irmãos achava normal beber e ser cristão, mas a prova que isso é impossível é bradada por Paulo: "não vos embriagueis". O Espírito não fica onde há sujeiras e embriaguez.


II - O VINHO USADO NA CEIA DO SENHOR

No tocante à Ceia do Senhor os três primeiros escritores dos Evangelhos empregam a expressão "fruto da vide" (Mt.26:19; Mc.14:25; Lc.22:18). O vinho não fermentado é o único "fruto da vide" verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira.

O Senhor instituiu a Ceia quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx.12:14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de "seor" (Êx.12:15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era freqüentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o "hametz", ou seja, qualquer coisa fermentada era proibido (Êx.13:7; Êx.12:19). Deus dera esta lei por ser a fermentação o símbolo da corrupção e pecado (ICor.5:7-8), sendo exatamente isso o que causa a bebida alcoólica no Homem.

No Antigo Testamento, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv.10:8-9). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus no novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb.3:1). Sendo Ele Sacerdote e conhecedor da Lei de Deus é lógico que podemos entender que ele não tomou nenhuma bebida alcoólica e que o vinho da Ceia era puro e sem álcool.  (Bíblia Pentecostal c/ algumas alterações).

Craig Alan Myers, em http://www.brfwitness.org/WAW/wine.htm (site da Brethren Revival Fellowship), escreve: "O vinho mais comum na Bíblia era de um terceiro tipo, o qual era produzido através da fervura de suco de uva até que se concentrasse formando um grosso xarope. Isto permitia que fosse preservado, numa época em que refrigeração ainda não era conhecida. A palavra que o Novo Testamento usa para este tipo de vinho é OINOS, e ela simplesmente significava "suco de uvas". Aquele xarope seria reconstituído pela adição de água, de modo a se tornar uma sã e deliciosa bebida , ou seria usado como se fosse um mel a ser espalhado sobre pães e bolos. Não era alcoólico, ou, na pior das hipóteses, era praticamente não alcoólico. Mesmo o vinho forte (alcoólico) feito nos tempos bíblicos era diluído em água até mesmo numa proporção de 1 parte de vinho para 20 partes de água, antes de ser bebido. [Mesmo] se alguém assumir que o vinho naturalmente fermentado pudesse chegar ao teor de 11% de álcool, [e assumir que] o mais forte vinho normalmente consumido nos tempos bíblicos era misturado [somente] em uma proporção de 1 parte de vinho para 3 partes de água, mesmo assim aquele vinho teria um teor alcoólico máximo de cerca de 2,75 porcento. Este é muitíssimo diferente do vinho comumente consumido hoje em dia. Portanto, o vinho dos tempos bíblicos não pode ser comparado com o vinho [fortemente alcoólico] não diluído comumente usado hoje."


III- A GLÓRIA DE JESUS MANIFESTA ATRAVÉS DO VINHO

Em João capítulo dois, vemos que Jesus transformou água em “vinho” nas bodas em Caná. Que tipo de vinho era esse? A resposta deve ser determinada pelos fatos contextuais e pela probabilidade moral. Acreditamos piamente que Jesus fez o mesmo vinho da Ceia, sem nenhum álcool. O objetivo desse milagre foi manifestar a sua glória (João.2:11), de modo a despertar a fé pessoal e a confiança no Senhor Jesus como filho de Deus, santo e justo, que veio salvar o seu povo do pecado (Mt.1:21). Sugerir que Cristo manifestou a sua divindade como filho Unigênito de Deus (João1:14), mediante uma festa de bebedeira, visto que cada talha (Jo.2:6) comportava por volta de 120 litros (vezes seis teríamos a quantia de 720 litros), sem contarmos o que já havia sido consumido. Se o vinho fosse embriagante seria mais que suficiente para todo mundo sair trançando as pernas e caindo pelas ruas, o que não ocorreu. Leiamos: Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho (ou fermentado), quando resplandece no copo e se escoa suavemente (Pv.23:31). É claro que essa passagem santa e que simboliza a transformação do homem não poderia ser feita com uma bebida alvoroçadora. O Senhor conhecia muito bem os textos bíblicos que condenam o vinho embriagante (Pv.20:1), bem como as palavras de Habacuque 2:15-16: Ai daquele que da de beber ao seu próximo, adicionando à bebida o seu furor, e que o embebeda para ver a sua nudez! Serás farto de ignomínia em lugar de honra; bebe tu também, e sê como um incircunciso; o cálice da mão direita do Senhor se chegará a ti, e ignomínia cairá sobre a tua glória.

Poderíamos citar também o testemunho da medicina moderna que condena veemente todo tipo de consumismo alcoólico. Mesmo em pequena escala a bebida pode causar sérios danos a saúde. As mulheres mais jovens podem ter o seu sistema reprodutivo danificado, provocando abortos e nascimentos de bebês com defeitos mentais e físicos, isso ocorre mesmo em mulheres que consomem o álcool socialmente.

Veja a estatística que saiu na “Revista Veja” de dezembro de 1998.
“Exames de dosagem alcoólicas em cadáveres mostram que a morte violenta freqüentemente é precedida de uns goles a mais (percentual de vítimas fatais em que foram encontradas dosagens alcoólicas)
Dados do Instituto Médico Legal de São Paulo.

Acreditamos que o Senhor sabia disso e não iria aprovar o consumo de tais bebidas.



IV - SÓ É PECADO EMBRIAGAR-SE, MAS...

Waldemar Janzen [muito respeitado como perito e consultor em Engenharia de Processos e como escritor de artigos cristãos], consultou José Henrique Invitti, descendente de tradicionais produtores de vinho da região da Serra Gaúcha, desde a adolescência trabalhando na vinícola da família, hoje Engenheiro Químico de Processos especialista e com grande experiência na área, morando em Recife, e ele nos esclareceu que o teor alcoólico dos vinhos das uvas não muito doces da Palestina antiga podia ser tão baixo quanto somente uns 2% [menos que cerveja, que varia de 3 a 8%].
 Ora, mesmo que o teor alcoólico fosse algo maior, digamos uns 4%, isto ainda seria bem menos que os modernos vinhos [de modernas uvas cuidadosamente selecionadas e tratadas para serem muito doces [mesmo assim tendo seus mostos adicionados de açúcares] e para resultarem em uns 8% a 14% de álcool], e seria muitíssimo menos que bebidas destiladas, que têm uns 40 ou até mesmo 60% de álcool! Note que 100ml (meio copo) de vinho de teor 2% equivalem a apenas 25ml (2 colheres de sopa) de cerveja de teor 8%, 14ml (1 colher de sopa) de vinho seco de teor 14%, 3,3ml (3/4 de colher de chá) de aguardente de teor 60%, 2ml (1/2 colher de chá) de álcool. Além de tudo, alguns historiadores nos dizem que os judeus mais nobres e religiosos consideravam grosseria beber vinho [mesmo o não alcoólico!] sem antes dissolvê-lo em 3 a 20 volumes de água !...

O caso é que sistemas evangélicos dos mais tradicionais têm se escondido atrás de argumentos sutis, alegando que os irmãos podem beber, é só não se embriagarem. Mas o que diz a Palavra de Deus? 

Vejamos então os versículos em que a Palavra nos veta esse malefício:

"Ai daquele que dá de beber ao seu próximo, adicionando à bebida o seu furor, e que o embebeda para ver a sua nudez! Serás farto de ignomínia em lugar de honra; bebe tu também, e sê como um incircunciso; o cálice da mão direita do Senhor se chegará a ti, e ignomínia cairá sobre a tua glória" (Hc.2:15-16).

"Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juízo" (Is.28:7).

"Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito" (Pv.31:4-5).

"O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não e sábio" (Pv.20:1).

"Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho (fermentado), quando resplandece no copo e se escoa suavemente" (Pv.23:31).

"Beberão, e cambalearão, e enlouquecerão, por causa da espada, que Eu (o Senhor) enviarei entre eles" (Jr.25:16).

Os textos acima falam por si só e nos deixam claro quanto a vontade de Deus em relação a bebida alcoólica.


V - A BEBIDA ALCOÓLICA É ARTIFICIAL

Bebidas alcoólicas só são obtidas artificialmente, com muito labor e perícia do homem; resultam de degeneração; fermento simboliza pecado.

Na natureza bruta e selvagem encontramos amêndoas, grãos e frutos já prontos para serem colhidos e imediatamente consumidos ou serem armazenados para consumo dentro de dias ou meses. Mas a fermentação etílica (produzindo álcool) das frutas doces super-maduras e caídas no chão sempre é seguida pela fermentação acética (resultando em vinagre), de modo que o álcool só existe por pouco tempo, num transiente para o apodrecimento e a degeneração finais. Por isso, jamais se ouviu falar de que grupos de homens entravam numa região desabitada com o objetivo de lá encontrar bebida alcoólica já pronta para ser colhida e imediatamente consumida, ou ser envasada para consumo dentro de dias ou meses. Quer em escala artesanal ou industrial, é apenas com muito labor e perícia do homem que se consegue que a bebida alcoólica chegue aos copos. O processo de produção exige que, depois de encerrada a fermentação etílica, imediatamente retiremos toda a levedura e envasemos o intoxicante líquido etílico sem nenhuma contaminação (melhor ainda se também for sem a presença do oxigênio), para que não ocorra a fermentação acética e transforme todo o álcool em vinagre. Deus criou a papoula (e a uva), não a heroína (e o vinho alcoólico): foi a maldade humana que tomou a bênção da primeira e a transformou na maldição da segunda. Um cacho de uva (ou um copo do seu suco) na sua mesa provém de Deus, mas um copo de vinho etílico (mesmo que somente 1 vez na vida) não provém de Deus, e serve ao Diabo.

Flavius Josephus e a História registram que os povos antigos sabiam conservar sucos por dezenas de anos, através de 5 métodos. O método mais adequado era o pôr o suco em garrafões (de cerâmica, metal, etc.), aquecer em banho Maria e, depois, lacrar hermeticamente (com rolha fervida e com cera derretida), sem ar. Odres de couro também podiam ser tratados com fumaça de enxofre e usados para viagens.

É digno de nota que até os anos 1600 dC (!), quase toda a uva da Palestina era transformada em suco não alcoólico, que era conservado por esses métodos!

VI - O SACERDÓCIO CRISTÃO

 

Falou também o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações, não somente para fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo,(Lv.10:8-10).

De acordo com o texto de Levítico nenhum sacerdote deveria beber bebidas alcoólicas, a fim de desempenhar suas funções sacerdotais diante de Deus. A pergunta é: Isto é também para a Igreja de Jesus? Leiamos: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (IPe.2:9). O apóstolo Pedro está falando a respeito da Igreja de Jesus e notem que ela é chamada de "sacerdócio real". Deus levantou uma Igreja sacerdotal, ou seja, intercessora que ora em favor do mundo. E é claro que o nosso Deus que trouxe a graça na nova dispensação, não mudou seus padrões de santidade e requer de nós as mesmas coisas. Vejamos ainda: "...e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a Ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém" (Ap.1:6).

"...e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra" (Ap.5:10).

Quando aceitamos o Senhor Jesus como sendo nosso único salvador nos tornamos sacerdotes de Deus. E como tais devemos agir e cumprirmos a sua Palavra "Não bebereis vinho nem bebida forte".

Em nossa cidade temos várias casas de recuperação de alcoólatras e muitas delas não são religiosas. Em conversa com alguns que lideram essas casas fiquei surpreso com as suas convicções. Eles me disseram que uma das maiores hipocrisias da sociedade e o "beber socialmente". Disseram-me que todo alcoólatra começou com um pequena dose de uma bebida  fraca, como a cerveja por exemplo. Alguns até gostariam que fosse crime o consumo dessas bebidas, visto que  fazem mais mal que outras drogas proibidas.

Como cristão, ao ouvir esses depoimentos, fiquei mais convicto que devemos nos abster desse veneno que é a bebida. Como sacerdote de Deus, não tenho dúvidas: o álcool não entra na minha boca. Meu ministério sacerdotal não pode ser quebrado por esse repugnante vício. Você que é servo de Deus não deve se envolver com esse mal e sim tirar os que nele estão envolvidos. Ainda que a doutrina de sua "Igreja" permita tal mal a Palavra de Deus é mais forte que todas as doutrinas humanas. E digo mais, se sua igreja aceita o "beber socialmente" sai dela, pois não é da vontade de Deus.


VII -ANÁLISE DE 1TIMÓTEO  3:2-3

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma [só] mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; (3) não dado ao vinho”

“Vigilante”
(NEPHO) realmente significa ser abstêmio, ser [sempre] livre da influência de intoxicantes, ser [sempre] de mente alerta e vigilante, ser sóbrio, comedido, temperante.

“Sóbrio” (SOPHRONA) realmente significa ser [sempre] de mente sã, prudente, em controle próprio.

“Não dado ao vinho”

O caráter do vinho não é mencionado, nem dito único, nem condenado!...  Por que não entendê-lo como não alcoólico, como emblema de bênção, de conforto e de abastança? Que motivos secretos você tem? Por que querer que este vinho seja o venenoso, o intoxicante, o contendo droga animalizante, o que altera o controle dos sentidos, mente, carne, e alma?...

A Bíblia uniformemente condena o excesso sensual (mesmo com o que é de natureza absolutamente benéfica, como o bom alimento) e condena o gasto excessivo, acima das posses, com coisas caras e evitáveis. Convém ressaltar que naquela época existiam pessoas que, nos festins, se empanturravam com as melhores iguarias, até não poderem mais, depois iam para fora e provocavam-se vômitos para esvaziarem os estômagos, somente para então poderem se empanturrar novamente (romanos)... Deus condena a glutonaria, o comer em excesso e somente por culto ao prazer sensual. Deus condena a gula e o glutão. Pena que isto seja tão negligenciado pelos crentes e pela pregação de hoje...
Podemos perfeitamente entender “não dado ao vinho” como Deus ordenando que o pastor, o exemplo para o rebanho, não deve ser dado, não seja obcecado e dominado pelos prazeres sensuais do bom comer coroado com o puro e caríssimo suco de uva, Deus tolerando com tristeza que nem todo outro crente seja um exemplo nesta área.

Mas como nem de longe entender que este vinho é o alcoólico, que o pastor não deve ser dado a ele, mas que aos demais crentes  é tolerado que sejam dados ao vinho alcoólico??? Se o vinho daqui fosse mau e os crentes não pastores pudessem se intoxicar embriagando-se com ele, a ordem de Deus seria em tudo análoga a Deus dizer que o pastor tinha que ser homem de uma só mulher, mas os outros crentes podiam ter muitas mulheres!...

O vinho ao qual os pastores de 1Tim 3:3 não devem ser dados, é o puro suco de uva, fresco ou preservado, não fermentado.


VIII - ANÁLISE DE 1TIMÓTEO 3:8

Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância

Além das 3 explicações, logo acima, para “Não dado ao vinho” (releia-as), temos:

A ênfase pode ser posta na palavra muito, de “não dado a muito vinho”. Isto posto, podemos muito bem entender que “vinho” se refira ao puro suco de uva, Deus ordenando que o diácono não se exceda neste líquido benéfico e delicioso, pois isto seria gula, seria mau exemplo para o rebanho, e, sendo bastante caro, poderia desequilibrar e comprometer seu salário e sua família. Deus toleraria com tristeza  que os demais crentes não sejam um exemplo perfeito nesta área. Mas como poderíamos nem de longe entender que “vinho” se refira ao vinho alcoólico, Deus ordenando que o diácono não se embriague e se intoxique muito com a terrível droga do álcool (só poderia se etilizar “um pouco”...), deixando margem aos demais crentes muito se embriagarem e intoxicarem com tal veneno que, direta ou indiretamente, relaciona-se com 1/3 de todas as mortes [e outras terríveis tragédias]???!!!... Se o proibido foi a grande quantidade (“muito”) do que é mau (se o vinho em pauta foi o alcoólico), então poderíamos ser cobiçosos de ganância não exatamente torpe, poderíamos ser dissolutos desde que não muito, poderíamos adulterar desde que não muito, etc! Não, álcool está fora de questão. O vinho do qual os diáconos de 1Tim 3:8 podem usar mas não se excederem, é o puro suco de uva, fresco ou preservado, não fermentado.



IX - ANTES DE BEBER O PRÓXIMO GOLE PENSE NISSO...


 1) Trará isto toda honra e glória a Deus? Somente glória e honra a Deus? Com toda certeza?
 2) Poria Cristo o Seu próprio nome nisto? Estarei eu representando-O dignamente? Posso eu agradecer e pedir a bênção de Deus nisto? 
 3) Fez Cristo isto? (ou tenho eu absoluta certeza de que o faria?) 
 4) Gostaria eu que Cristo me encontrasse nisto, ao vir me arrebatar para Si?
 5) Ganharei eu recompensa por isto, no Bema, o Tribunal de Cristo para galardoamento dos salvos? 
 6a) Estou eu lembrado de que o Espírito de Deus habita em mim? De que Ele estará no meio do que estarei fazendo? 
 6b) Estou eu absolutamente certo de que isto deleitará, muito agradará ao Espírito de Deus que habita em mim? 
 7) É isto apropriado para um filho do Rei? 
 8) Tenho eu certeza de que estou semeando para o Espírito e não para a minha carne? E não para o mundo? 
 9) Irá isto, sem dúvida alguma, influenciar positivamente o descrente e/ou o meu irmão mais fraco? Ou há uma ponta de risco de escandalizar ao menos um deles? 
 10) Sinceramente, ante Deus, tenho eu absoluta certeza sobre o assunto, ou tenho eu, ainda, uma pontinha de dúvida? 
 11) Tenho eu certeza de que isto não dará a ninguém a APARÊNCIA de que estou pecando? 



 
CONCLUSÃO

Acredito que o poder do Espírito Santo te revelará toda verdade e lhe dará força para você ficar longe das bebidas alcoólicas. Liberdade não é poder beber, fumar, prostituir,... e tantas outras coisas, mas por opção escolher não fazer nada disso. O LIBERTO  se abstém de tudo que pode lhe fazer mal e observa a Palavra de Deus. Saiba que o poder do Espírito Santo está em você para te fazer mais do que vencedor.

"Filhinhos , vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós (o Espírito Santo) do que aquele que está no mundo (IJo.4:4).

Bibliografia

A Bíblia Pentecostal, CPAD; Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, Ed. Vida; Manual Bíblico, Halley.
Obs: Boa parte desse material foi gentilmente cedido pelo irmão Hélio de M. Silva, do site http://solascriptura-tt.org.





Autor: Pastor João Flávio Martinez – Pesquisador do Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP

Proibida a duplicação parcial ou total desta apostila, sem a devida autorização.
Todos os direitos reservados ao CACP – Centro Apologético Cristão de Pesquisas.





Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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