Defende King James Bible kjv-only kjv-onlism Textus Receptus Burgon, contra TR-only só seminários, acusações de imitação idolatria seita heresia inspiração estendida à tradução

Capítulo 20



Pergunta - Será que todos os crentes da Bíblia King James são "imitadores?"

Resposta - Não.

Explicação - Nos últimos anos a edição de uma Bíblia foi eruditamente manuseada pelo Dr. Peter S. Ruckman. O Dr. Ruckman é um professor/pregador altamente educado, que aceita os manuscritos de Antioquia como autênticos e os vê com a ideologia antioquiana que aceita a Bíblia como perfeita.

O estilo do Dr. Ruckman é vigoroso com referência à autoridade da Escritura e o seu tratamento aos críticos da Bíblia é devastador. Sua atitude com relação à maioria das edições da Bíblia é cheia de graça, quando a muitos cristãos falta essa graça. Mas sobre o item singular da autoridade das Escrituras sua atitude é semelhante a do apóstolo Paulo (2 Coríntios 10:10) e a do grande erudito inglês, John William Burgon.

Muito poucos apologistas da Bíblia perfeita sem as qualificações eruditas do Dr. Ruckman tem assimilado o seu estilo cáustico com trágicos resultados.

A grande maioria dos crentes da Bíblia King James não utilizam este estilo, simplesmente por não ser esse o seu estilo natural.



Capítulo 21



Pergunta - Os crentes da Bíblia King James não são idólatras? Deus não destruiu os originais por não querer que as pessoas os venerassem?

Resposta - Não e não.

Explanação - Muitos críticos da Bíblia perfeita ficaram muito frustrados nos últimos anos. Isto porque o seu completo argumento tem sido sistematicamente destruído pelo fato histórico, seu próprio declínio de habilidade escolástica e a constante bênção da Bíblia King James pelo Espírito Santo.

Numa tentativa desesperada de atirar "lama" nos crentes bíblicos eles têm feito as duas declarações acima:

Será que os crentes da Bíblia King James adoram a Bíblia? Não. Eles não pregam a favor dela como o fazem a favor de Jesus Cristo.

Não existe sequer evidência para se dizer ERRONEAMENTE que os crentes da Bíblia King James adoram-na. Portanto, infelizmente a acusação é gerada na malícia e não na sinceridade.

Será que Deus destruiu os originais a fim de evitar que os crentes da Bíblia King James pudessem adorá-los um dia? Não. Nada poderia estar mais longe da verdade. Deus permitiu que os originais deixassem de existir porque o único valor dos mesmos estava em suas palavras, as quais ele preservou através de cópias. Logo que os originais serviram ao seu propósito e foram copiados deixaram de receber o interesse de Deus ou do seu povo.

Se os originais de algum manuscrito aparecessem "miraculosamente" nos dias de hoje, eles seriam de pouco interesse aos crentes bíblicos, visto como eles agora não mais os consideram importantes.

Se alguém os venerasse, seria provavelmente a multidão que hoje lhe dá tanto valor - OS CRÍTICOS DA BÍBLIA.



Capítulo 22



Pergunta - Os crentes da Bíblia King James não formam uma seita?

Resposta - Não.

Explanação - A acusação de que os crentes da Bíblia King James formam uma seita é semelhante à acusação de que eles adoram a Bíblia. É resultado da mesma frustração e nasceu da mesma malícia. Infelizmente, quando os fatos não provam que eles têm razão, o assassinato moral é logo usado.

As seitas são algo difícil de se definir; embora haja duas características relevantes evidentes em todas elas.

Primeiro, numa seita é um corpo central que toma decisões por todos os discípulos. A maior parte dos crentes da Bíblia King James são ferozmente independentes e muitas vezes discordam sobre outras doutrinas, até mesmo uns com os outros. Sua única autoridade central é a Bíblia, não um seminário ou universidade.

Segundo, a maior parte das seitas teme que seus discípulos investiguem as crenças dos seus oponentes e então se converta através da verdade. Por conseguinte, eles criam regras estritas, proibindo livros e material que discordem de suas doutrinas.

Mais uma vez, visto como os FATOS apoiam a Versão Autorizada, os crentes da Bíblia King James não têm medo de estudar as acusações dos seus críticos. De fato este livro tenta confrontar todas as acusações dos críticos da Bíblia com total simplicidade.

Agora, deve-se notar que, há alguns seminários e universidades que mantêm uma política de confiscar os livros que apoiam a visão de uma Bíblia perfeita. De fato ESTE Livro talvez algum dia entre nessa lista?

É o caso de saber quem é realmente uma "seita" e quem não o é.



Capítulo 23



Pergunta - É heresia crer que a Bíblia King James é perfeita?

Resposta - Não.

Explanação - É divertido, embora alarmante que o crente da Bíblia King James que CRÊ ser a Bíblia inerrante seja chamado de "herege" pelas pessoas que AFIRMAM crer que a Bíblia é inerrante.

"Heresia" conforme o Dicionário Webster é uma opinião ou doutrina contrária à verdade ou às crenças geralmente aceitas.

É igualmente aceito que a Bíblia é a perfeita Palavra de Deus. Tenho sempre dito às pessoas: "não creio que a Bíblia King James seja a inerrante palavra de Deus. Creio que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus. Mas se você pede que eu lhe dê uma cópia dessa Bíblia eu lhe darei uma Bíblia King James".

Os críticos da Bíblia King James CRÊEM que a "Bíblia" é a inerrante Palavra de Deus. Mas peça-lhes que lhe DÊEM UMA CÓPIA da Bíblia inerrante na qual eles crêem e então descobrirá que ELA NÃO EXISTE EM PARTE ALGUMA DA TERRA.

Nós, os crentes da Bíblia King James, simplesmente cremos naquilo em que eles AFIRMAM crer. E por isso somos chamados de "hereges".

Realmente rótulo de "hereges" é designado mais para amedrontar os jovens para que fiquem longe da Bíblia inerrante do que para definir honestamente os sentimentos dos alcunhadores. Os críticos da bíblia esperam que o temor de serem rotulados de "hereges" desencorajará os cristãos zelosos a crerem REALMENTE no que os críticos afirmam crer.

De fato, se é geralmente aceito pelos fundamentalistas que a Bíblia é "a inerrante Palavra de Deus" e os críticos da Bíblia podem encontrar um erro em cada Bíblia que você lhe coloca nas mãos... quem é realmente herege?



Capítulo 24



Pergunta - Quem foi o Deão Burgon?

Resposta - Foi um notável erudito bíblico do século 19.

Explanação - Jonh William Burgon ((1813-1888) foi um homem de tremendo intelecto e se coloca entre homens tais como um Lancelote Andrews (1555-1626) e Robert Dick Wilson (1856-1930) em erudição. Ele tornou-se o Deão de Chichester e desde então ficou sendo conhecido como o "Deão" Burgon.

Dr. Burgon foi contemporâneo de Westcott e Hort. Ele foi um apologista do Textus Receptus e foi o causador da queda dos fracos argumentos de Westcott e Hort contra o mesmo. Ele cria, ao contrário de Westcott e Hort que devia embasar todas as conclusões sobre o sólido fundamento dos FATOS em vez de sobre a AREIA da teoria. Ele não deixava pedra alguma que não fosse revolvida na busca da verdade. Assim como não omitia palavra alguma na defesa da verdade.

Sua séria erudição, rápido raciocínio e língua caustica expulsaram Westcott e Hort e todos os eruditos alexandrinos do campo de batalha. Seus argumentos contra o texto alexandrino e a favor dos últimos 12 versos de Marcos e outras posições questionadas provaram ser tão imbatíveis pela moderna erudição como o foram para os seus contemporâneos.

Hoje em dia o seu nome é sinônimo de defesa da Bíblia King James como os nome de Hills, Fuller e Ruckman. Ele é conhecido não apenas como um campeão da Bíblia Autorizada, mas suas obras são um exemplo do que a erudição HONESTA, OBJETIVA E COMPLETA pode produzir.



Capítulo 25



Pergunta - Qual a diferença entre um "Homem do Textus Receptus" e um "Homem da King James"?

Resposta - Um "Homem Textus Receptus" tira os seus manuscritos de Antioquia e a sua filosofia do Egito.

Explanação - Com a pergunta #8 referente a Alexandria e Antioquia foi explicado que importamos duas coisas de cada uma dessas localidades. Os MANUSCRITOS E A IDEOLOGIA através da qual julgamos esses manuscritos.

De Alexandria recebemos os manuscritos corrompidos, adulterados pela mão de Orígenes. Recebemos também uma ideologia que acredita ser a Bíblia divina, porém não perfeita nem inerrante.

De Antioquia recebemos linha pura de manuscritos culminando no que é conhecido como Textus Receptus (Texto Recebido). Recebemos também a ideologia de que a Bíblia não somente é divina, mas perfeita, sem erros.

1. A MAIOR PARTE dos críticos da Bíblia não crê que a Bíblia seja perfeita (ideologia alexandrina). Esses críticos usualmente também aceitam os manuscritos alexandrinos como superiores aos antioquianos.

2. Os crentes da Bíblia King James aceitam os manuscritos de Antioquia ou "Textus Receptus" como superiores aos de Alexandria. Eles também acatam a ideologia antioquiana pela qual aceitam a Bíblia como infalível e não crêem que ela contenha quaisquer erros ou traduções incorretas NEM QUE PODE SER MELHORADA.

3. O homem do Textus Receptus também aceita os manuscritos antioquianos ou Textus Receptus como superiores aos alexandrinos, mas o homem Textus Receptus aceita esses manuscritos antioquianos, tendo contudo uma visão da ideologia alexandrina.

Ele não aceita tradução alguma como perfeita e sem erro. Ele em geral sente que a Bíblia King James é a MELHOR tradução, mas pode ser melhorada. Ele em geral tropeça em Atos 12:4 e declara que a sua tradução é incorreta.

Essa contradição não é o resultado de um coração mau ou desonesto, mas muito mais de uma educação errada. Muitos dos homens do Textus Receptus foram ensinados pelos outros que haviam sido enganados ao aceitar INCONSCIENTEMENTE a ideologia alexandrina.



Capítulo 26



Pergunta - Uma educação em seminário bíblico esclarece a controvérsia sobre o assunto da Bíblia perfeita?

Resposta - Não. Noventa e nove em cada cem vezes, uma educação em seminário bíblico pode confundir e até destruir a fé de um estudante na Bíblia perfeita.

Explanação - Há muitos benefícios numa educação em seminário bíblico. Um estudante pode aprender inestimáveis lições sobre como pastorear e plantar igrejas. Um estudante fraco em doutrina pode se firmar na fé, amizades e experiências dos dias do seminário geralmente perduram pela vida inteira.

Infelizmente a fé em que Deus tem uma Bíblia perfeita freqüentemente é, não uma VÍTIMA da educação em seminário bíblico, mas uma beneficiária. A razão é simples. Muitos seminários estão a cargo de homens muito sinceros, muitos dos quais amam realmente o SENHOR, porém são vítimas do ensino alexandrino.

Outros, embora permaneçam próximos da família dos manuscritos apropriados ainda são inconscientemente afligidos com uma fé na Bíblia, a qual é enfraquecida pela ideologia alexandrina. Eles não conseguem aceitar mentalmente a crença de que AQUELA BÍBLIA QUE ESTÁ EM SUAS MÃOS seja realmente perfeita.

Algumas vezes até mesmo os eruditos que propalam aceitar "somente a Bíblia King James "ou "somente o Textus Receptus" ainda são afligidos com essa moléstia. Desse modo, um estudante fica perplexo quando ouve dizer que sua Bíblia foi CORRIGIDA num seminário que afirma aceitá-la como perfeita. Muito freqüentemente ele sucumbe diante do ataque verbal e se torna também um crítico da Bíblia perfeita. Se ele não aceita a posição da escola, em geral é rotulado de "fanático" e relegado ao ostracismo, quando não excluído.

Isto não significa que a educação bíblica do seminário não tenha suas vantagens, contudo significa que esta educação raramente fortalece a fé do estudante no sentido de que a Bíblia é perfeita.



Capítulo 27



Pergunta - Os cristãos e os pregadores que usam outras Bíblias "odeiam Deus"?

Resposta - Não, embora alguns possam detestar a idéia de estarem sujeitos a "um Livro".

Explanação - Em Marcos 9:38-41 encontramos os discípulos transtornados com alguns que não os "seguiam". Contudo, o SENHOR ordenou-lhes que os deixassem em paz.

Deus quer receber adoração e amor de suas criaturas. Há muitos pregadores que, como estudantes de seminários foram mal orientados com respeito à Bíblia King James. Eles podem muito bem amar Jesus Cristo, mas através da ignorância ou do uso enganoso da bíblia errada. Certamente eles NÃO "odeiam Deus".

Contudo tem sido provado que alguém que ama o SENHOR e usa a bíblia errada, um dia deve encarar o assunto Bíblia e fazer a escolha entre a certa e a errada. Se escolhe "a certa", sua fé é fortalecida e cessará de usar outras bíblias, em geral deixando de tentar "corrigir" a Bíblia enquanto lêem e pregam.

Alguns, entretanto, quando chega o momento da decisão, rebelam-se com o pensamento de que sua "Alma Mater" pudesse estar errada. Eles logo acreditarão que a Bíblia contém erros. Ouvi um pregador dizer: "Aceito o ensino de que a Bíblia King James é perfeito, mas não posso ME POSICIONAR a favor desse ensino porque minha "Alma Mater" não toma essa posição.

Algumas vezes eles avaliam o dano ao seu prestígio entre o pessoal de sua turma e sentem que não podem se aventurar a tomar posição a favor da perfeita Bíblia de Deus. Pode-se imaginar o dano financeiro que um professor do colégio poderia experimentar se tomasse uma posição antioquiana numa escola alexandrina.

Infelizmente não se pode servir a Deus E a Mamom. Portanto, aquele que, por qualquer motivo, rejeita o ensino da Bíblia inglesa perfeita, em geral se torna antagonista com relação àqueles que dele discordam. Usualmente o seu desprezo é gerado mais como medida de defesa do que de que convicção intelectual. Contudo, ELE NÃO SE ATREVE A REVELAR ISSO.

Pode acontecer que um cristão simplesmente recuse estar em sujeição ao que considera um mero livro. Ele rejeita a autoridade da Escritura EM SUA VIDA. Devemos lembrar que os fariseus odiavam Jesus porque ele falava como quem tem AUTORIDADE (MT. 7:29) e NÃO como os eruditos de seu tempo.



Capítulo 28



Pergunta - A Bíblia King James é inspirada ou preservada?

Resposta - Os manuscritos originais foram inspirados. A Bíblia King James representa exatamente aqueles manuscritos preservados até o dia de hoje.

Explanação - A melhor maneira de simplesmente descrever inspiração e preservação da Bíblia é a seguinte:

INSPIRAÇÃO - é quando Deus toma uma folha de papel em BRANCO (papiro, pele, etc) e usa homens para escrever as suas palavras.

PRESERVAÇÃO - é quando Deus toma estas palavras JÁ ESCRITAS e usa homens para preservá-las até o dia de hoje.

Ambas as ações são divinas e asseguradas por Deus conforme diz o Salmo 12:6,7.

6. As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.

7. Tu AS guardarás SENHOR; desta geração AS livrarás para sempre.




No Salmo 12:6 Deus nos garante que os seus originais são perfeitos - muito embora escritos por homens falíveis com pecados hediondos de assassinato (Moisés e Davi), adultério (Davi), idolatria (Salomão), e negação do SENHOR (Pedro). As palavras de Deus permanecem intocadas apesar dos pecados dos escritores.

Que os originais foram perfeitamente inspirados em sua totalidade é uma crença indisputável entre os fundamentalistas de hoje.

MAS a maioria dos fundamentalistas argumenta que somente os "originais" eram perfeitos. Dizem que hoje nada temos a não ser cópias e traduções dessas cópias. Parecem indignar-se ao pensamento de que qualquer "mera tradução" possa ser considerada uma cópia perfeita dos originais. Afirmam que cópias e traduções são produtos de homens não inspirados e, desse modo, podem conter erros.

Os fundamentalistas que aceitam esse dogma são mal conduzidos. Sua tolice em aceitar esse ensino errôneo é quadrupla:

1. É meio confuso e inexplicável que alguém possa afirmar que Deus não possa usar homens pecadores para PRESERVAR as suas palavras quando todos os fundamentalistas crêem que Ele tenha usado homens pecadores para escrever suas palavras INSPIRADAS. Certamente um Deus que teve bastante poder para INSPIRAR Suas palavras também teria poder suficiente para preservá-las. Duvido seriamente que Ele tenha perdido essa habilidade ao correr dos anos.

2. Por que Deus iria inspirar os originais e em seguida deixar que se perdessem? Por que dar uma Bíblia perfeita a homens como Pedro, João, Tiago, André e companhia e não a nós? Eles haviam visto, ouvido e tocado no SENHOR (1 João 1:1). E nós, não! Se alguém já precisou de uma Bíblia PERFEITA esse alguém somos nós, pois quase dois mil anos nos separam de um Salvador que JAMAIS FOI VISTO por nós!

Por que Deus inspirou um original perfeito se não pretendia preservá-lo? Ele não poderia ter cometido alguns erros nos seus originais exatamente como alguns crêem que Ele permitiu alguns erros na Bíblia de hoje? Ou será que os críticos da Bíblia perfeita de Deus crêem que Ele foi incapaz de EVITAR erros nas cópias? Seria apenas um Deus pela metade que teve o poder de fazer uma coisa, porém não a outra.

3. É uma fé "conveniente" que não pode ser testada. Em outras palavras, é mais seguro crer numa perfeita coleção de originais que se PERDERAM. Visto como se perderam, ninguém jamais poderá desafiar tal crença. Os que aderem a essa persuasão superficial podem descansar tranqüilamente no fato de que jamais se poderá provar que eles estavam errados, visto como a evidência necessária para prover seu erro (os originais) se perdeu. Mas se eles colocam a mesma fé numa Bíblia disponível hoje, sabem que serão definitivamente feridos ao defender sua fé. Assim, crer numa perfeita coleção de originais, porém não crer numa perfeita Bíblia inglesa é como crer absolutamente em NADA.

4. Apesar dos seus argumentos contra a doutrina de uma BÍBLIA PERFEITAMENTE PRESERVADA, tal fato é tão garantido pela Escritura como a volta de Jesus Cristo no corpo (Atos 1:8).

O Salmo 12:7 declara meridianamente:

Tu AS guardarás, SENHOR: desta geração perversa AS livrarás para sempre.

Então aí temos Deus prometendo PRESERVAR as mesmas palavras que Ele INSPIROU. Esse não é um feito grande demais para um Ser tão Onipotente!

Os temerosos fundamentalistas lançam de si ataques sobre o ensino escriturístico encontrado no Salmo 12:7:

1. Afirmam que o "verso 7 está se referindo aos judeus e não à Bíblia". Em seguida, a fim de acrescentar evidência à sua afirmação eles correm a publicar uma tradução que diz exatamente o que está no Salmo 12:7. Vejamos esse verso conforme a New International Version.

"Sim, SENHOR, tu nos guardarás; e desta geração nos livrarás para sempre"

Esta tradução é irresponsável e desonesta. A palavra hebraica SHAMAR significando guardar, que os tradutores da New International Version traduzem como "tu nos guardarás" é encontrada na segunda pessoa do singular do futuro "tu guardarás" e é dirigida à terceira pessoa do plural "eles-os " e não à primeira pessoa do plural "nós - nos" como os tradutores da New International Version a traduzem.

Assim vemos que é a King James, a Bíblia perfeita e preservada de Deus a qual tem EXATAMENTE preservado a leitura dos originais, não a duvidosa New International Version .

O Salmo 12:7 não fala da preservação dos judeus, uma promessa que brota em toda parte na Escritura. É a promessa de Deus de preservar Suas palavras, sendo uma referência direta àquelas palavras descritas no Salmo 12:6.

2. Muitas vezes um cristão, cuja fé é fraca demais para aceitar a verdade literal do Salmo 12:6,7, citará piedosamente o Salmo 119;89:

"Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra está firmada no céu".

Então ele declarará que Deus realmente quis dizer que Ele preservou a Sua Bíblia perfeita no CÉU, não na terra. E falam isso com a face radiante. Essa fuga para uma casa de palha é embaraçosamente humorística.

Primeiro, é tolice de alguém acreditar que Deus inspirou um original perfeito na TERRA para poder levá-lo para o céu. Seria esta a razão de ter Ele escrito os originais? A resposta é embaraçosamente simples. A Bíblia é dirigida ao homem, não a Deus. Deus não escreveu um livro perfeito dirigido ao homem para em seguida guardá-lo numas biblioteca no céu, onde o homem não pode usufruir dos benefícios de sua existência. Novamente indagamos: de que serve para nós aqui e agora, um livro perfeito trancado no céu, fora do nosso alcance?

Segundo, o Salmo 12:6 faz referência às suas palavras aqui na terra. Preservá-las em outro lugar além da terra não é preservá-las, absolutamente. Então vemos que Deus inspirou perfeitamente os originais. Em seguida, através dos séculos Ele tem preservado as mesmas palavras até ao dia de hoje. Elas são encontradas na Versão Autorizada.



NOTA ADICIONAL:



Na área das "traduções inspiradas" dever-se-ia notar que a dupla verdade de Gênesis 22:8 que a Bíblia King James revela claramente ser uma referência profética a Jesus Cristo é extraviada nas traduções fracas, tipo Nova King James, Nova Standard Versão e Nova Versão Standard Americana. Tradução literal da Bíblia King James.



Capítulo 29



Pergunta - Uma tradução pode ser inspirada?

Resposta - Sim. Deus tem inspirado várias.

Explanação - No Livro de Gênesis, capítulos 42-45, temos o registro do encontro de José com seus irmãos. É evidente que José falou em egípcio em vez de hebraico, conforme Gênesis 42:23:

"E eles não sabiam que José os entendia porque havia, intérprete entre eles".

É fato aceito, sem dúvida, que nenhuma tradução pode ser "ao pé da letra". Portanto sabemos que a TRADUÇÃO das declarações de José em egípcio para o hebraico, conforme encontradas nos manuscritos do Velho Testamento não podem ser uma cópia exata, palavra por palavra. Então estamos com um sério dilema. QUEM foi inspirado por Deus? Ele inspirou as declarações de José em egípcio, a interpretação verbal do tradutor egípcio ou os escritos de Moisés conforme encontrados em hebraico no Velho Testamento?

Se Deus inspirou José, foi sua declaração prejudicada pelo intérprete egípcio ou pela tradução de Moisés? Ou será que Deus inspirou Moisés para escrever uma "tradução inspirada", a qual passaria por cima das acusações de muitos fundamentalistas de "inspiração progressiva"? Essa mesma questão é levantada nos capítulos 4-14 de Êxodo, na argumentação de Moisés com o Faraó. Moisés, embora falando em nome de Deus a um rei egípcio, na língua nativa do rei, traduz tanto suas declarações como as do Faraó em hebraico, ao registrar a história através da escrita. O que Deus inspirou? As declarações verbais feitas em egípcio cujas cópias NINGUÉM POSSUI NA TERRA? Ou inspirou a tradução de Moisés para o hebraico?

O problema das traduções inspiradas continua em pauta.

Em Atos 22, Paulo fala aos seus atormentadores judeus em língua hebraica (Atos 21:40; 22:2). O testemunho encontrado do verso 1-21 é entregue oralmente em hebraico. Contudo não existe manuscrito constante de Atos 22 que registre a declaração de Paulo em hebraico. Lucas escreveu tudo em grego. O que Deus inspirou? A declaração verbal de Paulo ou a "inspiração progressiva" de Lucas? A resposta é simples e se encontra em 2 Timóteo 3:16:

"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça".

A palavra "Escritura", conforme sua própria raiz "Script" significa palavras ESCRITAS. Desse modo, podemos ficar certos de que as várias traduções (existem mais do que além das poucas aqui mencionadas) que temos em nossa Bíblia são as palavras INSPIRADAS de Deus. Se um fundamentalista prefere não crer em traduções inspiradas, ele terá de ir de ENCONTRO à PRÁTICA da Bíblia.





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