Defende King James Bible kjv-only kjv-onlism Textus Receptus, contra Bíblias modernas Texto Crítico acusações como revisões após 1611


Capítulo 5


Pergunta – Não tem havido várias revisões da Bíblia King James, desde 1611?

Resposta – Não. Tem havido várias edições, mas não revisões.

Explanação

– Umas das defesas mais desesperadas de um crítico da Versão Autorizada de 1611, seriamente abalado é o engano da revisão. "Eles correm para essa aparente fortaleza, numa tentativa de lançar mão de uma última derrota de seus oponentes, que venceram seus fracos argumentos com fatos históricos, evidência manuscrita e as óbvias obras do Espírito Santo. Logo que entram, eles se voltam auto confiantes contra os seus oponentes e indagam com olhar complacente: Qual a Bíblia King James que você usa, a de 1611, de 1629 ou de 1769?" O choque desse ataque e a confusão momentânea daí resultante, dão em geral o tempo necessário para escapar.

Infelizmente, ao entrarem em seu castelo e fechar a porta atrás deles, descobrem que a sua fortaleza foi destruída, tijolo por tijolo, por um homem com o título de Dr. David F. Reagen.

Dr. Reagen pastoreia o Trinity Baptist Temple, (Templo Batista da Trindade) em Knoxville, Tenessee. Ele escreveu uma tese devastadora sobre as primeiras edições da Bíblia King James intitulada "A Versão King James de 1611. O mito das Revisões Primitivas":

O Dr. Reagen fez um excelente trabalho de destruição da última fortaleza dos críticos da Bíblia. Não vejo maneira ou razão alguma para tentar melhorar sua descoberta. Desse modo, garantimos permissão para reproduzir o seu panfleto por inteiro:



A Versão King James de 1611

O Mito das Revisões Primitivas


Introdução:

Os homens têm "manejado a palavra de Deus de maneira enganosa" (2 Coríntios 4:2), desde que o diabo enganou Eva pela primeira vez. De Caim a Balaão, de Jeudi aos escribas e fariseus, dos teólogos da Idade Média até os eruditos de hoje, as palavras vivas do Deus Todo Poderoso têm sido os alvos principais das corruptas mãos humanas. Os ataques contra a Palavra de Deus têm sido triplos: adição, subtração e substituição. Dos dias de Adão até a era do computador, as estratégias têm sido as mesmas. Nada há novo sob o sol.

Um ataque que tem atraído muita atenção nestes dias é o ataque direto à Palavra de Deus conforme preservada na língua inglesa: a Versão King James de 1611. O ataque mencionado é o mito que afirma que desde então a Versão King James já foi revisada quatro vezes, não deveria ser nem pode ser objeção válida para outras revisões. Este mito foi usado pelos revisores ingleses de 1881 e tem sido revivido nos últimos anos pelos eruditos fundamentalistas, na esperança de vender suas últimas traduções. Este livrete é apresentado como resposta a esse ataque. O propósito do material não é convencer os que negariam a sua preservação, mas para fortalecer a fé dos que já crêem numa Bíblia Inglesa preservada.

Uma questão importante sempre se levanta em qualquer desses ataques. Até onde poderíamos ir em resposta aos críticos? Se tentássemos responder cada objeção trivial contra a infalibilidade da Bíblia Inglesa jamais seríamos poderíamos conseguir coisa alguma. A sanidade deve prevalecer em toda a parte. Como sempre a resposta se encontra na Palavra de Deus conforme Provérbios 26:4,5 "Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não sejas sábio aso seus próprios olhos".

Obviamente existe momentos em que uma querela tola deve ser ignorada e momentos em que deve ser confrontada com uma resposta. Se responder ao ataque vai fazer com que você pareça tão tolo quanto o atacante, então a melhor resposta é ignorar a pergunta. Por exemplo: se você ouve dizer que a Bíblia não pode ser infalível, porque fulano assim crê e ele é divorciado, então você pode assumir seguramente que o silêncio é a melhor resposta. Por outro lado, muitas vezes há questões e problemas que se realmente verdadeiros, tornam-se sérios. Ignorar tais itens seria deixar o atacante da Bíblia prevalecer em seu conceito. Creio que a questão das revisões da Versão King James de 1611 é uma questão secundária. Se a Versão King James sofreu quatro revisões importantes em seu texto, então opor-se a mais revisões na base do texto inglês estabelecido seria realmente uma falta. Por essa razão este ataque precisa e deve ser respondido. Será que este argumento pode ser contestado? Certamente! Este é o propósito deste livrete.



I - AS CONDIÇÕES DE IMPRESSÃO EM 1611

Se Deus preservou sua palavra na língua inglesa, através da Versão Autorizada de 1611(e Ele o fez), então onde está a nossa autoridade sobre a Palavra infalível? Será que está nas notas dos tradutores? Ou será que deve ser encontrada nas provas enviadas aos tipógrafos? Se é assim, então a nossa autoridade se perdeu porque esses papéis já se perderam. Mas você diz, a autoridade está na primeira cópia que saiu da imprensa. Ora essa cópia também já desapareceu. De fato, se a impressão da Bíblia Inglesa seguiu o modelo dos primeiros serviços de impressão, a primeira cópia provavelmente foi descartada em razão de sua má qualidade. Isso nos deixa com as cópias existentes da primeira impressão. Elas são as primeiras apontadas como o padrão pelo qual todas as demais Bíblias King James devem ser comparadas. Mas será que são? Podem aqueles antigos tipógrafos da primeira edição estarem isentos de erros de impressão? Precisamos estabelecer algo a partir do princípio. A autoridade do nosso texto inglês preservado não depende de qualquer obra humana. A autoridade para o nosso preservado e infalível texto inglês está em Deus! Os tipógrafos poderiam cometer erros, às vezes, e os humanos sempre cometem muitos erros ainda, mas Deus em seu poder e misericórdia preservará o seu texto, apesar da fraqueza do homem falível. Agora, vamos olhar para as dificuldades de um tipógrafo no ano de 1611.

Embora a imprensa tivesse sido inventada em 1450 por Johann Gutenberg na Alemanha, (161 anos da impressão de 1611), o equipamento usado pelo tipógrafo quase não havia mudado. A impressão ainda era muito vagarosa e difícil. Cada tipo era colocado à mão, uma peça de cada vez, (uma peça de cada vez para toda a Bíblia), e os erros faziam parte de qualquer livro concluído. Por causa dessa dificuldade e também por causa dos tipógrafos de 1611 não possuírem edições anteriores em que se nortear, a primeira edição da Bíblia King James saiu com muitos erros de tipografia. Conforme seria mais tarde demonstrado, esses erros não significavam alterações nos textos como são feitos livremente nas bíblias modernas. Eram simples, óbvios erros de impressão do tipo encontrado algumas vezes em edições recentes, mesmo com todas as vantagens da moderna impressão. Esses erros não inutilizaram as Bíblias, contudo deveriam ser corrigidos nas edições posteriores.

As duas impressões originais da Versão Autorizada mostraram a dificuldade da impressão de 1611, de não cometer erros. Ambas as edições foram impressas em Oxford. Ambas, no mesmo ano de 1611. Os mesmos tipógrafos fizeram os dois trabalhos. Provavelmente, as duas edições foram feitas na mesma máquina tipográfica. Contudo numa estrita comparação das duas edições, podem ser encontradas cerca de cem diferenças textuais. Na mesma linha, os críticos da Bíblia King James podem encontrar aproximadamente apenas 400 das supostas alterações textuais na Versão King James , após 375 anos de impressão e de quatro assim chamadas revisões! Alguma coisa está errada em "Scholarville"! É hora de examinar estas "revisões".



II - AS QUATRO ASSIM CHAMADAS "REVISÕES DA BÍBLIA KING JAMES DE 1611"

Muitas das informações contidas nessa seção são colhidas em um livro de F.H.A Scrivener intitulado "A Edição Autorizada da Bíblia Inglesa (1611), Suas Subsequentes Reimpressões e Representações Modernas". O livro é tão pedante como o título. O interessante é que Scrivener, que publicou este livro em 1884, era membro do comitê de revisão de 1881. Ele não era um crente da Bíblia King James e, portanto o seu material não vai ao encontro da Versão Autorizada.

Na seção do livro de Scrivener que trata das "Revisões" da Bíblia King James, um detalhe inicial salta á vista. As primeiras duas assim chamadas importantes revisões da Bíblia King James aconteceram dentro de 27 anos depois da impressão original (a linguagem deve ter estado em mudança muito rápida naquele tempo). A edição de 1629 da Bíblia impressa em Cambridge é considerada a primeira revisão. Não foi uma revisão, mas simplesmente uma cuidadosa correção dos antigos erros de tipografia. Não apenas essa edição já havia completado 18 anos após sua tradução, como dois dos homens que haviam participado da impressão, Dr. Samuel Word e John Bois, haviam trabalhado na edição original da Versão King James. Quem melhor para corrigir antigos erros do que estes dois homens que haviam trabalhado na tradução original! Somente nove anos mais tarde e novamente em Cambridge, saiu outra edição que supõe-se ter sido a segunda revisão importante. Tanto Word como Bois ainda viviam, mas não se sabe se tomaram parte dessa vez. Contudo, até mesmo Scrivener, o qual, como nos lembramos, trabalhou num comitê de revisão de 1881, admitiu que os tipógrafos de Cambridge haviam simplesmente reestabelecido palavra se cláusulas despercebidas pelos tipógrafos de 1611 e corrigido erros manifestos. Conforme um estudo que será detalhado mais tarde, 72% de aproximadamente 400 correções textuais na versão King James foram concluídas na edição de Cambridge, por volta de 1638, apenas 27 depois da impressão original!

Exatamente como as duas assim chamadas revisões anteriores, elas eram realmente dois estágios do processo: a purificação de antigos erros de impressão, assim como as últimas duas assim chamadas revisões eram dois estágios de um outro processo: a padronização da fonética. Estas duas edições aconteceram dentro de apenas sete anos (1762-1769), com a segunda completando o que a primeira havia começado. Mas quando os eruditos estão numerando as revisões, dois soam melhor do que um. Muito poucas correções textuais foram necessárias dessa vez. As milhares de supostas mudanças são de fonética, feitas para combinar com as formas corretas estabelecidas. Essas mudanças de fonética serão discutidas depois. Basta dizer agora que a história dessas revisões principais não passa realmente de uma fraude e um mito. Mas, você dirá, ainda há mudanças, embora sejam poucas? O que se pode fazer se as mudanças ainda lá estão? Examinemos o caráter dessas mudanças.



III – AS CHAMADAS "MILHARES DE MUDANÇAS"

Suponhamos que alguém o levasse a um museu para ver uma cópia original da Versão King James. Você vai à caixa de vidro onde a Bíblia está exposta e olha para o livro aberto, através do vidro. Embora não lhe permitam folhear as páginas, você pode dizer prontamente que existem muitas coisas diferentes entre esta Bíblia e a sua King James. Você mal pode ler as palavras e quando o consegue a pronúncia é feita de maneira exótica e estranha. Tanto como as outras pessoas que estiveram antes ali, você sai com a impressão de que a King James sofreu uma multidão de mudanças, desde a sua impressão original em 1611. Mas, cuidado, você acaba de cair vítima de uma estratégia muito astuta. As diferenças que você viu não são as que aparentam ser. Vamos examinar a evidência.



Mudanças de Impressão

Para um exame apropriado as mudanças podem ser divididas em três tipos: mudanças de impressão, mudanças de fonética e mudanças de texto. Vamos considerar as mudanças de impressão em primeiro lugar. O estilo de tipo usado em 1611 pelos tradutores da Bíblia King James foi o gótico. O estilo de tipo que você está lendo agora e que lhe é tão familiar é o tipo romano. O tipo gótico é chamado às vezes de germânico por ter se originado na Alemanha. Lembre-se de que aí que a imprensa foi inventada. As letras góticas eram formadas para lembrar o manuscrito rebuscado da Idade Média. No princípio era o único estilo usado. O estilo do tipo romano foi inventado relativamente cedo, mas muitos anos se passaram antes que se tornasse o estilo predominante na maior parte dos países europeus. O gótico continuou a ser usado na Alemanha até poucos anos. Em 1611, na Inglaterra, o tipo romano já era muito popular e logo sobrepujaria o gótico. Contudo, os tipógrafos originais escolheram o estilo gótico para a Bíblia King James por ser considerado mais bonito e eloqüente do que o romano. Mas a mudança para o estilo romano não iria demorar. Em 1612, a primeira versão da Bíblia King James usando o tipo romano foi impressa. Dentro de poucos anos todas as Bíblias impressas usavam o estilo romano.

Por favor, verifique que uma mudança no estilo do tipo não altera o texto da Bíblia mais do que uma mudança do formato ou tamanho do tipo o faz. Contudo, o leitor moderno que não está familiarizado com o gótico pode achá-lo muito difícil de ser entendido. Além de algumas grandes mudanças na forma, várias mudanças em letras específicas precisam ser observadas. Por exemplo o "S" gótico se assemelha ao "S" romano quando usado como letra maiúscula ou no final da palavra. Mas quando usado com "S" minúsculo no princípio ou no meio da palavra essa letra assemelha-se ao nosso "f". Desse modo, "also" (também) se torna "alfo" e "Set" (colocar) parece "fet". Outra variação é encontrada no "V" e "u" alemães. O "V" gótico se assemelha ao "u" romano, enquanto o "u" gótico se assemelha ao "V" romano. Isto explica porque o nosso "W" é chamado "duplo u" e não duplo "V". Parece confuso? Só até que você comece a usá-lo. Na edição de 1611, "love" (amor) é "loue"; "us" (nos) é "vs" e "ever" (sempre) é "euer". Mas lembre-se, estas nem sequer são mudanças fonéticas. São simplesmente mudanças no estilo dos tipos. Em outro exemplo o "j" gótico parece o nosso "i". Assim Jesus se torna "Iefus" (note o "s" do meio mudado para "f") e "joy" se torna "ioy". Até mesmo o "d" gótico, com o suporte passando por sobre o círculo lembra figura parecida com o "delta" grego. Estas mudanças são contadas entre grande porcentagem das "milhares" de mudanças da Bíblia King James, contudo não prejudicam de modo algum o texto. Elas não passam de uma cortina de fumaça armada pelos atacantes de nossa Bíblia Inglesa.



Mudanças Fonéticas

Outro tipo de mudança na história da Versão Autorizada é o das mudanças de ortografia e fonética. A maior parte das histórias datam do princípio do inglês moderno, aproximadamente de 1.500. Desse modo em 1611, a estrutura gramática e o vocábulo básico do inglês contemporâneo haviam sido há muito estabelecidos. Contudo, a fonética não se estabilizou ao mesmo tempo. Nos anos 1600 a fonética dependia do capricho. Não havia essa coisa de pronúncia correta. Nenhum padrão havia sido ainda estabelecido. Um autor pronunciava a mesma palavra de várias maneiras diferentes, às vezes no mesmo livro, e às vezes na mesma página. Essas eram as pessoas educadas. Alguns de vocês, ao ler isto hoje, iriam achar a fonética de 1600 um paraíso. Não foi senão até o século 18 que a fonética tomou sua forma estável. Portanto, na segunda metade do século 18 a fonética da Versão King James de 1611 foi padronizada.

Que tipos de variações fonéticas você pode esperar encontrar entre a edição de 1611 e a sua edição atual? Embora não se possa categorizar cada diferença fonética, várias características são muito comuns. Os adicionais "e's" eram encontrados freqüentemente no final das palavras como "feare" (medo); "darke" (escuro) "beare" (nascer). Também as vogais duplas eram muito mais comuns do que hoje. Você encontraria "ee" "bee" e "mooued" em vez de "me" , "be" e "moved". Consoantes dobradas também eram mais comuns. O que seria "ranne" "euill" "ftarres", conforme os padrões atuais? Veja se pode distingui-los? Hoje seriam "ran", "evil" e "stars" (correu, mau e estrelas).

Estas mudanças tipográficas e fonéticas são compiladas como quase todas assim chamadas na Bíblia King James. Nenhuma delas altera o texto, de modo algum. Desse modo, elas não podem honestamente ser comparadas aos milhares de verdadeiras mudanças textuais que têm sido ostensivamente feitas nas versões modernas.



Mudanças Textuais

Quase todas as supostas mudanças têm sido computadas. Agora chegamos à questão das reais diferenças textuais entre nossas edições atuais e a edição de 1611. Estas são algumas diferenças entre ambas. Porém não são mudanças de uma revisão. Elas são em vez disso a correção de antigos erros tipográficos. Que isto é um fato pode ser visto em três itens:

1. O caráter das mudanças.

2. A freqüência das mudanças através da Bíblia.

3. O tempo em que as mudanças foram feitas. Primeiro, vamos dar uma olhada no caráter das mudanças feitas a partir do tempo da primeira impressão da Bíblia Inglesa Autorizada.

As mudanças feitas a partir da edição de 1611, que são concretamente textuais são obviamente erros tipográficos por causa da natureza destas mudanças. Elas não são mudanças textuais feitas para alterar a leitura. Na primeira impressão, as palavras eram às vezes invertidas. Algumas vezes, o plural era escrito no singular ou vice versa. Algumas vezes uma palavra era indevidamente escrita em lugar de uma semelhante. Algumas vezes uma palavra ou até mesmo uma frase eram omitidas. As omissões eram óbvias e não tinham as implicações doutrinárias daquelas hoje encontradas nas traduções modernas. De fato não há comparação entre as correções feitas no texto da Bíblia King James com aquela propostas pelos eruditos de hoje.

F.H.A Scrivener, no apêndice de seu livro dá uma lista das variações entre a edição de 1611 da Bíblia King James e as últimas impressões. Uma exemplificação dessas correções é dada abaixo. A fim de ser objetivo os exemplos dão a primeira correção textual nas páginas consecutivas ao lado esquerdo do livro de Scrivener. A leitura de 1611 é dada primeiro; em seguida a leitura atual; e finalmente a data em que foi feita a correção.

1. This thing – this thing also (1638)

2. Shalt have remained – ye shall have remaneid (1762)

3. Achzib nor Helbath nor Aphik – of Achzib nor of Helbath nor Aphik (1762)

4. Requit goods – requit me good (1629)

5. This book of the Covenant – The book of this covenant (1629)

6. Chief Rullers – Chief Ruller (1629)

7. And parbar – At parbar (1638)

8. For this cause – And for this cause (1638)

9. For the king had appointed – For so the king had appointed (1629)

10. Seek good – seek God (1617)

11. The cormorant – but the cormorant (1629)

12. Returned – tourned (1769)

13. A fiery furnace – a burning fiery furnace (1638)

14. The crowned – thy crowned (1629)

15. Thy right doth – thy right hand doth (1613)

16. The wayes side – The way side (1743)

17. Which was a Jew – Which was a Jewess (1629)

18. The city – the city of damascenes (1629)

19. Now and ever – both now and ever (1638)

20. Wich was of our father's – Wich was of our father (1616)



Diante dos seus olhos estão 5% das mudanças textuais feitas na Versão King James em 375 anos. Mesmo que não fossem correções de erros anteriores elas nãos poderiam se comparar às alterações modernas. Mas elas são correções de erros tipográficos, e portanto, não é possível haver comparação. Veja a lista por você mesmo e encontrará apenas uma com sérias implicações doutrinárias. De fato, num exame de todo o apêndice de Scrivener, esta é a única variação encontrada por este autor, que poderia ser acusada de doutrinária. Estou me referindo ao Salmo 69:32 onde a edição de 1611 contém "seek good" quando a Bíblia deveríamos ler "Seek God". Contudo, mesmo com este erro, dois pontos demonstram que este foi de fato um erro tipográfico. Primeiro, a semelhança das palavras "good" e "God" na fonética mostra quão facilmente a colocação errada do tipo poderia danificar a prova e colocar a palavra errada no texto. Segundo, este erro era tão óbvio que foi detectado e corrigido no ano de 1617, apenas seis anos depois da impressão original e muito antes da primeira assim chamada revisão. O mito de que há várias revisões importantes na Versão King James de 1611 já deveria estar sendo esclarecido. Contudo, ainda há mais.

Não apenas o caráter das mudanças mostra serem elas erros tipográficos como demonstra também a sua freqüência. Os eruditos fundamentalistas referem-se a milhares de revisões feitas em 1611 como se fossem as mesmas das versões bíblicas recentes. Contudo não é assim. A devastadora maioria delas são do estilo do tipo ou mudanças de fonética. As poucas que permanecem são claramente correções de erros tipográficos cometidos em razão do tédio que envolvia o antigo processo de impressão. A relação acima apresentada irá demonstrar como Scrivener teve o cuidado de alistar todas as suas variações, contudo mesmo com muito cuidado, apenas cerca de 400 variações são nomeadas, entre as edições de 1611 e as cópias modernas. Lembrem-se que havia cem variações entre as primeiras duas edições de Oxford, ambas impressas em 1611. Visto como há quase 1.200 capítulos na Bíblia, a variação média por capítulo (após 375 anos) é um terço, isto é, uma correção para cada três capítulos. Essas são mudanças tais como "Chief rullers" para Chief ruller" e "and Pabar" para "at Pabar". Mas ainda há outra evidência de que essas variações são simplesmente erros tipográficos corrigidos: a antiga data em que foram corrigidos.

O caráter e a freqüência das correções textuais claramente as separam das alterações modernas. Mas o tempo em que as mudanças foram feitas estabelece definitivamente o assunto. A maior parte das 400 correções foi feita dentro de alguns anos após a impressão original. Tome por exemplo a nossa primeira amostragem. Das 20 correções alistadas, uma foi feita em 1613; uma, em 1616; uma, em 1617; oito, em 1629; cinco, em 1638; uma, em 1743; duas, em 1762 e uma, em 1769. Isso quer dizer que 16 das 20 correções, ou seja 80% foram feitas no espaço de 27 anos após a impressão de 1611. Essa é dificilmente a longa lista apresentada da série de revisões em que os eruditos gostariam que você acreditasse. Em outro estudo feito no exame uma ou outra página do apêndice de Scrivener em detalhe, 72% das correções textuais foram feitas em 1638. "Não há edição alguma de revisão".

O caráter das mudanças textuais é de erros óbvios. A freqüência das mudanças textuais é esparsa, ocorrendo apenas uma vez em cada três capítulos. A cronologia das mudanças textuais é antiga, com cerca de 3/4 das mesmas ocorrendo dentro de 27 anos desde a primeira impressão. Todos esses detalhes estabelecem o fato de que não houve reais revisões no sentido de atualizar a linguagem ou corrigir erros de tradução. Houve apenas edições para corrigir erros tipográficos anteriores. Nossa fonte de autoridade para a exata linguagem de nossa Versão Autorizada de 1611não está nas cópias existentes da primeira impressão. Nossa fonte de autoridade para a exata linguagem de nossa Bíblia Inglesa está no poder do Deus Todo poderoso. Exatamente como Deus não nos deixou os originais manuscritos para que não entrássemos em disputas em torno deles, também não achou conveniente deixar-nos cópia da prova da tradução. Nossa autoridade está nas mãos de Deus, como sempre. Vamos louvar o SENHOR por isso.



IV - MUDANÇAS NO LIVRO DE ECLESIASTES

Um estudo em profundidade das mudanças feitas no livro de Eclesiastes ajudará a ilustrar os princípios acima declarados. O autor é grato ao Dr. David Reese Milbrook, Alabama, pela sua obra nesta área. Ao comparar uma reimpressão da edição original de 1611 editada por Thomas Nelson & Sons com a impressão recente da Versão King James, o Dr. Reese pôde localizar quatro variações no livro de Eclesiastes. A referência é dada primeiro; em seguida, o texto da reimpressão de 1611 de Thomas Nelson. Esta é seguida pela leitura das edições atuais da Bíblia King James de 1611, e a data em que a mudança foi efetuada.

1. 1. Ecl. 1:5 – The place – His place (1638)

2. 2. Ecl. 2:16 – Shall be – Shall all be (1629)

3. 3. Ecl. 8:17 – Out, yea, further – Out, yet he shall not findeet; yea farther (1629)

4. 4. Ecl. 11:17 – Thing is it – thing it is ( ?)



Várias coisas deveriam ser notadas com respeito a estas mudanças. A última variação (de "thing is it" para "thing it is") não é mencionada por Scrivener, que era um erudito muito cuidadoso e acurado. Portanto, esta mudança pode ser um erro tipográfico na reimpressão de Thomas Nelson. Isso seria interessante. A correta omissão no capítulo 8 é uma das mais longas correções da impressão original. Mas note-se que ela foi corrigida em 1629. A freqüência dos erros tipográficos é em média de 4 erros em 12 capítulos. Mas o mais importante é que todo o livro de Eclesiastes é lido exatamente como nossas edições atuais, sem ter sequer erros tipográficos, no ano de 1638 . Isso foi aproximadamente há 350 anos atrás. Naquele tempo a Bíblia estava sendo impressa em tipo romano. Por conseguinte, tudo (e quero dizer tudo) que foi mudado em 350 anos no livro de Eclesiastes deveu-se à padronização da fonética. Conforme declarado antes, o principal propósito das edições de Cambridge de 1629 e 1638 foi o de corrigir os primitivos erros tipográficos. E o propósito principal das edições de 1762 e 1769 foi a padronização da fonética.



V - A SUPOSTA JUSTIFICAÇÃO PARA OUTRAS REVISÕES

Pode ser que agora você veja que a Versão King James de 1611 não tem sido revisada, mas apenas corrigida. Mas por que isso faz tanta diferença? Embora haja várias razões para este item ser importante o mais contundente é que os eruditos fundamentalistas estão usando este mito de revisões passadas para justificar suas próprias corrupções no texto. Os editores da Nova Versão King James têm sido provavelmente os piores nos últimos anos a usar esta propaganda enganosa. No prefácio da Nova Versão King James eles têm declarado: "por quase 400 anos e através de várias revisões de sua forma inglesa, a Bíblia King James tem sido venerada entre os povos de língua inglesa, em todo o mundo". Em meio a esta florida retórica eles deixam fortemente implícito que sua revisão é apenas uma continuação das revisões que já têm acontecido durante os últimos 375 anos. Tal implicação, que tem sido diretamente declarada por outros, não poderia ser mais falsa. Para provar esse ponto, voltemos ao livro de Eclesiastes.

Um exame do primeiro capítulo de Eclesiastes na Nova Versão King James revela aproximadamente 50 mudanças a partir de nossa presente edição. A fim de se tornarem agradáveis mudanças fonéticas ("cometh" para "comes", "labour" para "labor", etc.) não foram incluídas. Isto significa a existência de pelo menos 600 alterações no livro de Eclesiastes e aproximadamente 60.000 mudanças em toda a Bíblia.

Se me acusarem de incluir cada mudança detectável, estarão certos. Mas estou contando apenas o tipo de mudanças identificadas na análise da King James de 1611 é apenas imparcial. Contudo, o número de mudanças é extremamente confuso para uma versão que afirma estar se atualizando na mesma linha das revisões primitivas. De acordo com o erudito fundamentalista, a Nova King James é apenas a quinta numa série de revisões. Então, por favor me digam como "quatro revisões" em 375 anos apresentaram apenas 400 mudanças, enquanto a quinta revisão apresenta cerca de 60.000 mudanças adicionais? Isso quer dizer que a quinta revisão fez 150 vezes mais mudanças do que o número total de mudanças nas quatro primeiras revisões. Isso é totalmente absurdo!

Não apenas é inacreditável a freqüência das mudanças, mas também o caráter das alterações é muito grave. Mesmo que muitas das alterações pareçam bastante inócuas à primeira vista, muitas delas são bastante graves. Os editores da Nova Versão King James foram bastante hipócritas para alterar os erros mais graves das bíblias modernas. Contudo não tiveram receio de mudar a leitura naquelas partes que não são familiares à média dos fundamentalistas. Nestas áreas a Nova Versão King James se apresenta perigosa. Abaixo estão algumas das alterações mais prejudiciais feitas no livro de Eclesiastes. Primeiro é dada a referência; depois a leitura encontrada na Versão King James e em seguida a leitura encontrada na Nova Versão King James.

1:13 – Sore travail; grievous task

1:14 – Vexation of Spirit; grasping for the wind

1:16 – My heart had great experience of wisdom; my heart has under stood great wisdom

2:3 – To give my self unto – to gratfy my flash with

2:3 – Acqueianting; guinding

2:21 – Equity – skill

3:10 – The travail, wich God hata given; the God-given task

3:11 – The world; eternity

3:18 – That God might manifest – Them; God tests tehm

3:18 – They them selves ar beasts – They tehm selves a like beasts

3:22 – Portion; heritage

4:4 – Hight work; skillful work

5:1 – Keep thy foot; Walk prudently

5:6 – The angel; The messanger of God

5:6 – Thy voice; Your excuse

5:8 – He that is higher tham the highest – Hight official

5:20 – God answereth him; God keeps him busy

6:3 – Untimely birth – stillborne child

7:29 – Inventions; schemes

8:1 – Boldness; sterness

8:10 – The place of the holly; The place of holiness

10:1 – Dead flies cause the ointment of the apothecary to send forth a stinking saviour – Dead flies putrefy the perfumer's ointment.

10:10 – If the iron be bulnt; If the ax id dull

10:10 – Wisdom is profitable to the direct – wisdom brings success

12:9 – Have good heed – Pondered

12:11 – The master of assemblies – Scholars

Esta é apenas uma amostra das mudanças no Livro de Eclesiastes, mas notem o que é feito. Equidade, que é um atributo de santidade, torna-se astúcia (2:21), o mundo torna-se eternidade (3:11). O homem sem Deus já não é um animal, mas apenas como um animal (3:18). A clara referência à divindade em Eclesiastes 5:8 (Aquele que está acima do mais alto) é substituída com sucesso por oficial mais graduado ("higher official"). Mas uma vez que o sucesso é o que a sabedoria supostamente pode trazer-nos (10:10) esta deve ser progresso. Pelo menos Deus mantém os eruditos ocupados (5:20). Provavelmente a mais reveladora das mudanças acima mencionadas é a última da lista. "Os mestres de assembleias" se tornam eruditos. Conforme a Nova Versão King James, as palavras dos eruditos são como garras bem afiadas dadas por um Pastor. Os mestres de assembleias são substituídos por eruditos que se tornaram fonte das palavras do Pastor. Isso é o que os eruditos gostariam que pensássemos, mas não é verdade.

Concluindo, a Nova Versão King James não é uma revisão na linha das primitivas revisões da Versão King James. É em vez disso, uma tradução inteiramente nova. Como foi declarado na introdução, o propósito deste livro não é convencer os que usam outras versões. Seu propósito é expor o argumento falacioso que tem sido propalado nos círculos fundamentalistas para o que não passa de um mito de bolhas de sabão. Isto é, o mito de que a Nova Versão King James e outras semelhantes a ela não passam de uma continuação das revisões que têm sido feitas periodicamente na Versão King James de 1611. Existe um problema com relação a esta teoria. Não existem tais revisões.

A Bíblia King James de 1611 não sofreu quatro (ou quaisquer) revisões importantes. Nesse caso, a Nova Versão Internacional King James não é uma continuação do que aconteceu antes. Ela deveria de fato ser chamada a Versão Thomas Nelson. Eles têm os direitos autorais. A Versão King James que temos hoje nunca foi revisada, foi purificada. Ainda não temos razão alguma para duvidar que a Bíblia que temos em mãos é a legítima Palavra de Deus preservada para nós na língua inglesa. A autoridade para a sua veracidade não repousa na primeira impressão da Versão King James de 1611, nem no caráter do rei Tiago I, ou na erudição dos tradutores de 1611, nem nas realizações literárias da Inglaterra elizabetana nem mesmo do Textus Receptus Grego. Nossa autoridade para as palavras infalíveis da Bíblia inglesa repousa no poder e na promessa de Deus de preservar Sua Palavra! Deus tem o poder. Nós temos Sua Palavra.

Cópias individuais deste excelente panfleto do Dr. Reagan podem ser obtidas mediante a remessa de U$ 1,00 para

Trinity Baptist Temple Bookstore
5709 N. Brodway
Knoxville, Tenessee 37918
(615) 6880780 – USA.



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