Defende King James Bible kjv kjb AV Textus Receptus, contra seminário alma mater erudição léxicos união amor popularidade, acusações de erros revelação progressiva, não História, Erasmo católico


Capítulo 50


Pergunta – A crença de que a Bíblia King James é a perfeita palavra de Deus é contrária à de minha "Alma Mater". Que devo fazer?

Resposta – Você deve ser leal a Deus, O qual deve estar um pouquinho acima da sua "lista de lealdade" e do seu seminário.

Explanação –

Primeiro, vamos ser diretos. Você não possui uma "Alma Mater". O termo "Alma Mater" resulta da combinação do vocábulo hebraico (virgem) "almah" com a palavra grega "mater" (mãe). Quando você diz Alma Mater está se referindo à sua "Virgem Mãe ", uma terminologia que só poderia ser usada por Jesus Cristo. Assim, embora tenhamos de usar amplamente a descrição "o seminário que freqüento" ou apenas meu "seminário", mostramos mais respeito por Jesus Cristo do que andar por aí afirmando QUE NÓS TAMBÉM temos uma "virgem mãe" .

Segundo, você deveria apreciar o tempo, problema e esforço que o seu seminário dispendeu para educá-lo. Educação NÃO acontece por acidente; então você deveria ser grato pelo que foi feito em seu favor.

Terceiro, mais uma "apreciação" deveria ser levada em consideração: você não deve sua ALMA ao seu seminário, mas a Jesus Cristo. Portanto, não precisa ficar "eternamente" grato ao mesmo de maneira tão submissa ao ponto de não lhe ser permitido controlar suas próprias convicções, após ter sido graduado.

O recebimento de cartas – Caro jovem pregador – do presidente do seminário destinadas a pressionar e intimidar você a "seguir a linha do seminário", já não deveria pesar mais do que as cartas – Querido aluno – da terceira série que todos nós recebemos.

Jesus disse em João 8:32 "... a verdade vos libertará" e qualquer um que estiver constantemente relembrando-lhe o "débito" por "tudo que fez por você" NÃO está decididamente interessado em sua liberdade, mas em sua escravidão. Você não precisa sentir-se culpado por desrespeitar "respeitosamente" as exigências ou afirmações.

Além disso se você foi enviado a um seminário onde pagou sua mensalidade, hospedagem e alimentação e outros custos associados à sua educação, então é totalmente livre do que se chama "débito" à sua escola. Você deve cordialmente apreciar o "sacrifício, visão, educação, etc." de sua escola e dos seus líderes, mas o seu DÉBITO com a mesma, terminou quando você efetuou o último PAGAMENTO. O diploma não lhe foi concedido gratuitamente para mostrar benevolência de sua escola. Foi conquistado pelo seu esforço acadêmico e pago em dinheiro, para não mencionar um pequeno sacrifício, dedicação e vitória de sua parte.

O seminário não lhe conferiu o diploma por achar que este seria um "belo" gesto. Ele lho concedeu porque NÃO PODIA RECUSAR-SE a isto. Você o havia GANHO cumprindo as exigência feitas por ele, inclusive pagando sua conta (mais adicionais, em alguns casos).

Então, se você acha que a Bíblia perfeita da qual FALA a sua escola realmente não existe, e teme estar alienado pelo seu seminário e os seus "iluminados", deveria, então, lembrar-se de que o seu débito com Jesus Cristo é REAL, enquanto o "débito" ao seu seminário é apenas imaginário.

O que você prefere: estar alienado de Jesus Cristo ou do seu seminário? NÃO são uma e a mesma coisa (João 8:32).



Capítulo 51


Pergunta – Não se trata de revelação progressiva crer que a Bíblia King James deve ser mais confiável dos que os originais?

Resposta – Não.

Explanação –

O termo "revelação progressiva" é uma das táticas usadas pelos críticos da Bíblia para intimidar os crentes da Bíblia, que colocam sua fé unicamente na Bíblia perfeita.

O argumento deles é: "a inspiração terminou com os manuscritos originais", portanto, crer que uma mera tradução pode revelar mais do que os originais é crer em uma 'nova' revelação, a qual se chama 'revelação progressiva".

Existe algo chamado "revelação progressiva". Claro que sim; não podemos nos aventurar a entrega deste assunto na base do engano, da opinião ou da "convicção". Somente a nossa AUTORIDADE FINAL pode ditar oficialmente aquilo em que devemos ou não devemos crer.

A questão óbvia é: "existe um exemplo de revelação progressiva na Bíblia? A resposta é: "Existem pelo menos dois".

Moisés no livro de Êxodo se apresenta ao Faraó e exige a libertação dos filhos de Israel. Ele opera sinais e maravilhas no sentido de provar que está realmente representando Deus. Logo em seguida, os mágicos do Faraó se esforçam para competir com Moisés, realizando os "mesmos milagres". (Êxodo 7:11,12,22 e 8: 7). Sabemos que os dois mágicos principais do Faraó eram Janes e Jambres. CONTUDO, esses dois nomes não se encontram em PARTE ALGUMA dos 48 capítulos do livro de Êxodo. Nem são também declinados em parte alguma dos 39 livros do Velho Testamento. De fato, os seus nomes não são revelados senão 15 séculos depois. Não poderíamos chamar isso de "revelação progressiva?"

Agora vejamos em 1 Reis 17:21. Neste verso do Velho Testamento vemos que Elias profetizou que "nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra". Em 1 Reis 18:41, conforme sua palavra, Elias anula os três anos e meio de seca sobre Israel. Mas espere! Eu disse três anos e meio de seca? Em que parte de 1 Reis é mencionada a duração dos três anos e meio de seca? De fato não sabemos a extensão desse período até que Jesus o menciona em Lucas 4:25 que foram 3 anos e seis meses, informação repetida em Tiago 5:17. Mais uma vez vemos que uma porção de certa ocorrência está registrada no Velho Testamento, enquanto o restante da informação é revelado séculos mais tarde no Novo Testamento. Então houve ou não "revelação progressiva?" Podemos ver que a complicação apontada pelo críticos da Bíblia é um ensino bíblico.

Por outro lado se você deseja saber que tipo de rocha Deus feriu em Êxodo 17:6, não procura a resposta em Êxodo, mas no Salmo 114.



Capítulo 52


Pergunta –Ouvi dizer que acreditar que a Bíblia King James é a perfeita Palavra de Deus não é uma "posição histórica". É verdade?

Resposta – A posição "histórica" é aceitar a Escritura como infalível e rejeitar qualquer um que tente alterá-la.

Explanação –

Um dos argumentos usados pela Igreja Católica Romana para afirmar que é a única igreja "verdadeira" é a autoridade da "tradição". Esta Igreja afirma que a tradição tem o mesmo valor da Escritura. Isto se tornou um dogma oficial da Igreja em 1545 no Concílio de Trento. Neste concílio a tradição foi elevada a um patamar de autoridade igual a da Escritura. Em seguida o concílio amaldiçoou oficialmente qualquer pessoa que não aceitasse os seus decretos.

Infelizmente, os revisores fundamentalistas da Bíblia têm a mesma tendência católica romana para ir de volta à "autoridade" da tradição. Muito estranho é que o façam pela mesma razão. Usurpar a autoridade da Escritura. Sem dúvida o revisor fundamentalista da Bíblia verifica que no momento em que usa a palavra "tradição" em seu púlpito, "alarmes" soarão aos ouvidos de sua congregação. Então ele astuciosamente se vale de uma "tradução".

Em vez de falar "tradição", ele diz "a posição histórica fundamentalista" é... e engabela totalmente o auditório. O que é uma "posição histórica"? Claro que é uma TRADIÇÃO.

Portanto, quando você ouvir alguém se lançar ao fraco argumento de que "crer que a Bíblia King James é perfeita não é uma posição histórica fundamentalista", TENHA CUIDADO. Você acabou de correr para uma pessoa com ESPÍRITO católico romano. Sem dúvida, discorde dela para ver se ela não o anatemiza.



Capítulo 53


Pergunta – Deveríamos nos incomodar com as traduções da Bíblia?

Resposta – Só se você acreditar em algo além dela.

Explanação –

Muitos cristãos tentam fugir do assunto de que existe ou não uma Bíblia PERFEITA (conforme ouvem nos púlpitos) quando pregadores se escondem piedosamente por trás da declaração: "não me incomodo com traduções da Bíblia".

É perfeitamente aceitável assumir essa posição até ao ponto em que você esteja DE ACORDO com a sua posição ou com a falta da mesma.

Em outras palavras se a edição de uma BÍBLIA PERFEITA não é assunto seu, então para ser CONSISTENTE não o seria nenhum dos seguintes itens:

1. O nascimento virginal de Jesus Cristo (Isaías 7:14).

2. A divindade de Jesus Cristo (1 João 5:5).

3. A morte vicária de Jesus Cristo pelos nossos pecados (Romanos 5:8).

4. A ressurreição corporal de Jesus Cristo (1 Coríntios 15:4).

5. A salvação somente pela graça e não por obras (Efésios 2:8,9).

6. Retorno pré-milenista de Jesus Cristo (1 Tessalonicenses 4).

7. A existência de um céu literal (João 3:13).

8. A existência de um inferno literal ( Marcos 9:42- 44).

9. A aceitação da criação em vez da teoria da evolução (Gênesis 1:1).



Esta lista não é de modo algum a mesma das convicções mantidas pelos que se autodenominam "fundamentalistas". Contudo cada uma delas é subtraída nas NOVAS BÍBLIAS.

Como pode existir na terra uma pessoa racional que se importe ou tenha convicção sobre algo subtraído da Bíblia, porém não tenha "problema algum" a respeito da perfeição do Livro sobre o qual se baseia cada item? Se a Bíblia contém erros, então como podemos ter certeza de que as passagens em que baseamos nossas convicções são verdadeiras?

Alguns podem dizer: aceito a Bíblia no que ela é acuradamente traduzida. Ótimo! Essa é a declaração de todo MÓRMON neste mundo! QUEM pode julgar com certeza ONDE a Bíblia foi traduzida "corretamente"?

Não, não é possível incomodar-se sobre cada doutrina da Bíblia e afirmar ao mesmo tempo não se incomodar com a própria Bíblia.

Então, por que as pessoas fazem essa declaração? Basicamente não se deve temer as conseqüências de tal posição. Elas temem a rejeição dos amigos, da família e dos cooperadores.

Até que ponto vai a sua coragem em favor da verdade?



Capítulo 54


Pergunta – Não deveríamos respeitar a "educação" de nossos muitos "doutores" no que se refere à Bíblia?

Resposta – Sim. Caso haja realmente educação associada ao grau deles.

Explanação –

O cristianismo de hoje está inflacionado de "Doutores". Existe uma anedota que diz: "há tantos doutores por aí que até poderíamos imaginar que Deus ficou doente".

Existem apenas dois tipos de grau de doutorado: o obtido e o honorário.

Um doutorado OBTIDO é um grau educacional. Ele é concedido a um doutorando após o cumprimento das exigências para a obtenção desse diploma. Isso exige certas realizações acadêmicas e reconhece o domínio por parte do doutorando de um vasto campo de conhecimento.

Alguns graus comuns são: MD (Doutor em Medicina); Ph.D. (Doutor em Filosofia): Th.D. (Doutor em Teologia) Ed.D.(Doutor em Educação).

Um doutorado HONORÁRIO é apenas isso. É concedido ao recebedor por alguns colégios ou universidades como meio de honrar um homem ou uma mulher por algum mérito destacado ou serviço prestada a essa escola. Deve-se lembrar, contudo, que um grau honorário não pode conceder um conhecimento instantâneo na área nomeada, mais do que um grau a "Scare Crow" de Dorothy, poderia conceder-lhe um cérebro. O recebedor de um grau honorário não conheceria mais sobre os manuscritos bíblicos APÓS ter recebido o seu grau do que conhecia ANTES. É apenas uma HONRARIA, não um grau acadêmico (ninguém desejaria ser operado por um cirurgião que apenas obteve um grau honorário). A opinião deles em questões bíblicas certamente não contrabalançariam as descobertas de um grau concedido. Ou até mesmo de alguém que não possui grau ALGUM, mas tem investigado completamente toda a evidência disponível. Academicamente, um doutorado honorário corresponde a uma "faixa preta" no caratê. Use-a em casa, mas não tente usá-la fora ou então será morto.

Alguns outros graus são:

DD – Doutor em Divindades; D. mus. – Doutor em Música; D. sc – Doutor em Ciências; LHD – Doutor em Letras Humanas; Lit. d – Doutor em Literatura; LLD – Doutor em Leis: LttD (Doutor em Letras).

Ambos os tipos de graus têm o seu lugar. O grau honorário é por demais um sinal de mérito e deveria ser respeitado como tal. Uma honra concedida a um indivíduo por seus feitos meritórios realizados para Cristo em sua escola.

O grau obtido é um título ACADÊMICO e repousa sobre o mérito da educação por ele representada.



Capítulo 55


Pergunta – Não deveríamos enfatizar nosso amor por Jesus Cristo, em vez de estar discutindo sobre traduções da Bíblia?

Resposta - Não existe melhor maneira de enfatizar o nosso amor por Jesus Cristo do que guardar a Sua Palavra de maneira ciumenta e zelosa.

Explanação –

Você pode demonstrar o seu amor por Ele de duas maneiras:

1) Qualquer método que considerarmos tão fraco é válido conforme a nossa visão (Levítico 10:1-3).

2) Esforçando-nos para guardar as admoestações escriturísticas de Cristo o mais estritamente possível (isto deve ser um esforço para a vida inteira).

Em João 14:23 uma das marcas identificadoras de alguém que O ama é desejar "guardar as suas palavras". Você pode dizer: "Isto significa exatamente guardar as coisas que Ele disse para fazer". Mas o fato é que nenhum "amor" é exigido para guardar suas afirmações, conforme se evidencia em João 8:51-52. O AMOR é exigido no sentido de guardar as suas "palavras".

Novamente podemos argumentar que "isso se refere apenas ao original grego". Mas, ora, essa declaração apenas nos conduz a uma armadilha bem mais perigosa. O exemplo ESCRITURÍSTICO seguinte explicará melhor.

No livro de Jonas, está registrado que Jonas, enquanto fugia de Deus, foi engolido por um "grande peixe" (Jonas 1:17). Em Mateus 12:40, o "grande peixe" é identificado por Jesus como uma "baleia". (Não estamos usando aqui argumentos genéticos, mas o valor das PALAVRAS de Cristo.

Estranhamente, nessa exata Escritura, os que proclamam ser capazes de "amar" Cristo e corrigir a sua Bíblia, furtam PALAVRAS de Sua boca.

Cada tradução moderna muda a palavra de Jesus, "baleia", para "peixe". Isto fazem os eruditos por terem aprendido em seu 7º grau de biologia que "baleia não é peixe". Confrontados não apenas com a Bíblia que tem uma contradição aparente (não com a própria, mas com o professor do 7º grau de biologia), mas também com o Salvador, que era tão desinformado e mal educado ao ponto de não SABER que "baleia não é peixe", eles entram em pânico.

Correm até Mateus 12:40 e removem a palavra "baleia", tanto da Bíblia (única regra de fé e prática) como dos lábios de Jesus (seu SENHOR e Salvador).

A palavra grega usada para "baleia" em Mateus 12:40 é "ketos". A palavra grega usada para "peixe" é "ichthus". Não são a mesma coisa. Jesus usou a palavra grega ichthus em vários lugares na Escritura, como por exemplo, em Mateus 7:10 e 17:28. Certamente Ele também poderia tê-la usado em Mateus 12:40, se o quisesse.

O "esforçado" intérprete da Bíblia despreza duas verdades escriturísticas monumentais.

Primeiro, ele despreza o fato de que Jonas foi engolido por um "grande peixe", especialmente PREPARADO por DEUS. Deve-se notar que Adão deu nome a todos os seres viventes, exceto a um. Deus deu às baleias os seus nomes em Gênesis 1:21, ANTES de Adão nomear o restante da criação em Gênesis 2:19-20. Isto significa que a baleia teve uma "predestinação" (Gênesis 1:21) e uma "predestinação" (Jonas 1:17) desde a FUNDAÇÃO da terra. Coisa nenhuma, nem mesmo um revisor da Bíblia deixaria isso tão claro..

A segunda verdade ignorada pelo pequeno "colaborador" de Deus é que mudando a palavra "baleia" para "peixe" na declaração de Jesus em Mateus 12:40, ele está desobedecendo a admoestação de Jesus feita em João 14:23, de "guardar as suas palavras" (corrigir a Bíblia é como "chapinhar" num pântano. Quanto mais nos esforçamos mais depressa afundamos).

Assim os autores da "New American Standard Version" (Nova Versão Standard Americana) e da New International Version (Nova Versão Internacional) da Nova Versão King James e do restante das novas traduções não apenas erram na tradução da palavra ketos, mas vão de encontro ao mandamento de Jesus feito em João 14:23.

Então, quando Jesus diz uma coisa (baleia) e o nosso pastor, parente ou professor dizem outra (peixe), nós somos forçados pelos laços do AMOR a Cristo a rejeitar a opinião de homem, aceitando e defendendo as palavras de Jesus.



Capítulo 56


Pergunta – O que devo fazer quando minha Bíblia e o meu léxico grego entram em contradição?

Resposta – Jogue fora o seu léxico.

Explanação –

Muitas vezes um crítico da Bíblia de Deus apontará um léxico ou gramática grega como autoridade, num esforço de provar que uma palavra foi mau traduzida na Bíblia. E isso não passa de crassa tolice e voa sobre a face de suas pretensas afirmações de aceitar a BÍBLIA como Autoridade Final em todas as regras de fé e prática.

Deve-se lembrar que Deus JAMAIS afirmou que providenciaria para nós um léxico perfeito ou uma gramática grega infalível. Ele disse que nos proveria de uma BÍBLIA perfeita.

Desse modo, conforme a nossa própria aceitação da Bíblia como "Autoridade Final em todas as regras de FÉ e PRÁTICA", devemos todos aceitar sua tradução do grego como mais acurada e autoritativa do que a opinião dos autores humanos falíveis de nosso manual de estudo do grego.



Capítulo 57


Pergunta – Erasmo, o editor do "Textus Receptus", não era um "bom" católico romano?

Resposta – Erasmo, que editou o texto grego, que mais tarde seria conhecido como "Textus Receptus", foi um embaraço para o papa e um péssimo exemplo de "bom" católico romano.

Explanação –

Desiderius Erasmus nasceu em 1466 e faleceu em 1536, com 70 anos de idade. Isso não era de modo algum uma façanha durante os dias em que as pragas, junto com as práticas médicas primevas, concorriam para limitar a média de idade da vida humana a 30-40 anos aproximadamente.

Seus pais faleceram vítimas da mesma praga, enquanto Erasmo ainda era um jovem. Ele e seu irmão foram então entregues aos cuidados de um tio, que logo os enviou a um mosteiro para se ver livre deles. Desse modo, o destino de Erasmo foi selado muito antes que ele pudesse dizer algo sobre o assunto.

O jovem Erasmo tornou-se bem conhecido pelo seu charme, urbanidade e inteligência e possuía um intelecto acima da média. Mais tarde ele optou por se tornar agostiniano pela simples razão de serem conhecidos como possuidores da melhor das bibliotecas.

Seu comportamento era um tanto bizarro para os padrões agostinianos. Ele se recusava a participar das vigílias, nunca hesitava em comer carne às sextas feiras e embora ordenado, jamais quis exercer a função sacerdotal. A Igreja Romana havia capturado o seu corpo, mas com toda certeza sua mente e coração ainda permaneciam intactos.

Erasmo ficou conhecido na história como um dos prolíficos escritores de todos os tempos. Foi um oponente verbal constante dos muitos excessos de sua igreja. Ele censurava o papado, o sacerdócio e as auto indulgências dos monges, declarando que os monges não tocavam em dinheiro, mas não eram tão escrupulosos com respeito ao vinho e às mulheres. Atacava constantemente o concubinato clerical e a crueldade com que a Igreja Católica Romana tratava os chamados "hereges". Dizem que ele até salvou um homem da inquisição.

Um dos seus muitos escritos foi um folheto intitulado "Contra os Bárbaros" dirigido contra a ostensiva maldade da Igreja Católica Romana. Foi um crítico constante do Papa Júlio II (1503-1513) e da monarquia papal. Ele costumava comparar o papa dirigente das cruzadas com Júlio César. Ele é citado como tendo dito: "Como Júlio desempenha bem o papel de Júlio!" Ele também declarou: "Esta monarquia do pontífice romano é a peste da cristandade". Aconselhava a Igreja a "se livrar da Santa Sé". Quando apareceu escrita e circulou anonimamente uma sátira improvisada na qual o papa era retratado como indo para o inferno, a crença comum era de que o autor da mesma fora Erasmo. Foi-lhe oferecido um bispado na esperança de que este silenciaria o seu criticismo, porém ele rejeitou esse flagrante suborno.

Erasmo publicou cinco edições do Novo Testamento em grego. Elas apareceram sucessivamente em 1516, 1519, 1522, 1527 e 1535. Suas duas primeiras edições não continham o verso de1 João 5:7, embora o registro fosse encontrado em muitos textos não gregos datados de 150 d.C. Erasmo quis incluir o verso, mas sabia do conflito que este provocaria, caso ele o fizesse sem ter pelo menos um manuscrito grego com autoridade. Depois da publicação de sua segunda edição do Novo Testamento, a qual consistia, como a sua primeira, tanto do Novo Testamento grego como de sua própria tradução latina, ele decidiu incluir 1 João 5:7 em sua próxima edição, se pelo menos UM manuscrito grego pudesse ser encontrado contendo este verso. Os oponentes da leitura de hoje afirmam erroneamente que os dois manuscritos encontrados haviam sido especialmente produzidos com o exato propósito de atender a exigência de Erasmo, acusação essa jamais confirmada e nem apoiada no tempo da obra de Erasmo.

A Igreja Católica Romana criticou sua obras por ter ele se recusado a usar a tradução latina de Jerônimo, a qual ele afirmava ser inexata. Ele se opôs à obra de Jerônimo em duas áreas vitais.

Ele detectou que o texto grego havia sido corrompido no século 4. Ele sabia que a tradução de Jerônimo havia sido baseada apenas no manuscrito alexandrino o Vaticanus, o qual fora escrito no início século 4.

Ele também divergia de Jerônimo na tradução de certas passagens que eram vitais à autoridade exigida pela Igreja Católica Romana. Jerônimo entregou Mateus 4:17 assim: "fazei penitência, porque está próximo reino dos céus". Erasmo divergia, traduzindo como: "arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus".

Erasmo foi também um potente defensor tanto de Marcos 16:9-20, como de João 8:1-21. O zelo com o qual nossos atuais eruditos modernos parecem não se importar.

Possivelmente, o maior presente de Erasmo à humanidade foi a sua atitude com relação ao homem comum. Numa sociedade rigidamente "classista" em que viveu, ele foi um incansável apologista da entrega da Escritura nas mãos do homem comum. Enquanto a Vulgata Latina de Jerônimo havia sido traduzida sob as ordens da hierarquia romana, Erasmo traduziu a sua Latina com o propósito expresso d colocá-la nas mãos do povo comum do seu tempo. Uma prática que a Igreja Católica Romana sabia ser perigosa aos seus planos de controlar as massas.

Erasmo é citado ao dizer: "vocês acham que as Escrituras são destinadas apenas aos perfumados?" ...aventuro-me a pensar que qualquer pessoa que possa ler a minha tradução em casa, dela tirará proveito". Ele declarava corajosamente que ansiava por ver a Bíblia nas mãos do "fazendeiro, do alfaiate, do viajante e do turco". Mais tarde, para espanto de seus confrades da classe mais alta, ele acrescentou: "dos maçons, das prostitutas e dos rufiões", a essa declaração.

Conhecendo o seu desejo de ver a Bíblia nas mãos do povo comum não parece surpreendente que Deus viesse a usar o seu texto grego como base à Bíblia inglesa que foi traduzida tendo em vista o homem comum, a Bíblia King James.

Dizem que "Erasmo colocou de pé o ovo que Lutero chocou". Existe provavelmente muito mais verdade nesta declaração do que se possa casualmente imaginar. Pois os reformadores foram equipados com a Bíblia de Erasmo, seus escritos e sua atitude de resistência à intimidação católica romana. Sobre Lutero ele dizia: "favoreço Lutero o mais que posso, pois minha causa está ligada à dele em toda a parte". Ele escreveu várias cartas a favor de Lutero sempre concordando de todo o coração com ele em que a salvação era inteiramente pela graça e não pelas obras.

Mesmo quando pressionado pelos seus superiores, Erasmo recusou-se a denunciar Lutero como herege. Se ele tivesse dirigido o poder de sua pena contra Lutero, provavelmente ter-lhe-ia causado muito mais dano do que as impotentes ameaças que o papa e os seus espíritos malignos foram capazes de causar. Nesse caso, sua única discordância à doutrina de Lutero foi sobre a predestinação, o que o deixou pronto a criticar o reformador com pena e tinta.

O maior ponto de dissensão de Erasmo com a Igreja Romana foi sobre a sua doutrina de salvação pelas obras e os dogmas da Igreja. Ele ensinava que a salvação era um assunto pessoal entre o indivíduo e Deus e somente pela fé. Reclamava contra o sistema romano de salvação dizendo: "Aristóteles está tão em voga que dificilmente as igrejas estão tendo tempo de interpretar o evangelho".

Qual era o evangelho ao qual Erasmo se referia? Deixemo- lo falar por si mesmo:

"Nossa esperança é na misericórdia de Deus e nos méritos de Cristo". Sobre Jesus Cristo ele declarava: "Ele... pregou os nossos pecados na cruz e selou a nossa redenção com o seu sangue". Ele declarou corajosamente que nenhum rito da Igreja era necessário para a salvação individual. "O caminho de entrada no paraíso", dizia ele, "é o caminho do ladrão arrependido, dizendo simplesmente: isto vos será feito". "O mundo está crucificado para mim e eu para o mundo".

Com respeito à seita mais bíblica da época, os Anabatistas ele lhes dedicava uma grande dose de respeito. Ele os mencionou nos idos de 1523, muito embora fosse ele próprio freqüentemente chamado de "o único Anabatista do século 16". Ele declarava que os Anabatistas com os quais se identificaria se auto denominariam "Batistas". "Ironicamente Erasmo foi a PRIMEIRA pessoa a usar o termo FUNDAMENTALISTA".

Então vemos que quando Erasmo faleceu, no dia 11.07.1536, ele levava uma vida que dificilmente poderia ser apontada como exemplo do que seria chamado de "um bom católico".

Mas talvez a maior homenagem, embora velada, que a natureza independente de Erasmo recebeu, veio em 1559, vinte e cinco anos após sua morte. Foi quando o Papa Paulo IV colocou os escritos de Erasmo no "Index" de livros proibidos aos católicos romanos.



Capítulo 58


Pergunta – Quantos erros são encontrados na Bíblia King James?

Resposta – Nenhum.

Explanação –

Nenhuma.



Capítulo 59


Pergunta – Desejo obter sucesso em meu círculo de amigos. Uma posição em favor da Bíblia King James viria em detrimento à minha futura promoção. O que devo fazer?

Resposta – Posicione-se a favor da Bíblia de Deus e confie nEle para promovê-lo, ou então venda a sua integridade e submissão aos seus companheiros, como um cão o faz por um osso. A escolha é sua.





(retorne à PÁGINA ÍNDICE de SolaScripturaTT / Bibliologia-PreservacaoTT)