Agostinho (Base do Calvinismo) foi Pai do Catolicismo (!) e Horrível Herege (!). 1ª de 2 partes.


Crenças De Agostinho Que Deveriam Chocar Até Mesmo Os Calvinistas


Hélio de Menezes Silva, 2017.




Por TODOS católicos, batistas, reformados e pentecostais, o padre Agostinho, um dos mais venerados "santos" católicos, é reconhecido ser o grande pai, o alicerce 1 do catolicismo romano, o grande introdutor ou sistematizador daquelas que muitos consideram suas piores heresias. "
Em um legítimo sentido, Agostinho é o fundador da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR)", [Benjamim Warfield, presbiteriano, em "Calvin and Augustine," p. 22]. Por causa das super- heréticas crenças dele, toda igreja e crente que conheço, batista ou reformado, ao ter hoje contato com um homem com pensamentos idênticos aos de Agostinho, teria certeza de que ele seria um "católico de pés roxos", um perdido ainda a caminho do inferno. Então, em compassiva severidade lhe apresentaria o evangelho e urgiria que ele se arrependesse e cresse, e lhe negaria batismo e membresia se não fizesse isso.

Mas, incompreensivelmente, TODOS os calvinistas (batistas e reformados) que conheço reconhecem Agostinho como o grande alicerce por baixo da teologia deles, particularmente (mas não somente) da teologia TULIP, e 95% consideram tal consideram super- herege como se fosse irmão salvo (que absurdo!) e, imitando os católicos, o chamam de "santo" (duplo absurdo) ou mesmo o veneram/ reverenciam/ chamam de "meu pai, pai da minha igreja" (triplo absurdo), e tremendamente se iram e despejam insultos contra quem questionar isso (quádruplo absurdo). O próprio Calvino reconheceu que Agostinho foi o grande alicerce por baixo de toda sua teologia TULIP sobre a "soberania que Deus tem" ao nos salvar (a pequeníssima diferença de 1% que eu vejo entre Agostinho e Calvino está na letra U de TULIP, pois Agostinho ensinava que havia duas eleições, sendo uma para a graça (salvação inicial), e outra para a glória (salvação final), ao passo que Calvino reuniu as duas em uma só, de modo que quem fosse eleito para a graça também estava sendo eleito para a glória).

O próprio Calvino disse: "
Se eu estivesse inclinado a compilar um volume inteiro de Agostinho, eu poderia facilmente mostrar aos meus leitores que não preciso de palavras senão as deles" [Calvin, Institutes of the Christian Religion, Book III, chap. 22.]
Somente se contando nas 456 páginas de suas Institutas, Calvino fez 1241 citações (!!!) de Agostinho (quase 3 citações por página! Algumas delas bastante longas!) [http://www.ajol.info/index.php/actat/article/viewFile/52214/40840 , An Investigation Into Calvin’s Use Of Augustine , S.J. Han, African Journals Onlin, 2008]

Por tudo isso, todo calvinista (se for honesto) deveria pelo menos estudar sobre "o lado negro e horripilante" de Agostinho. Que você se lembre de Tg 3:12 "...
Assim, nenhuma fonte [pode] a (ambas) água salgada e [água] doce produzir".

Para seu espiritualmente sincero exame temendo e reverenciando somente a Deus, segue-se, irmão ...

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Crenças De Agostinho Que Deviam Chocar Até Mesmo Os Calvinistas

 


Adaptação e resumo feito por Hélio, de Frank Viola, a partir de http://www.patheos.com/blogs/frankviola/shockingbeliefsofaugustine/ . [não gosto de algumas coisas de Viola, mas, quando estgão acompanhadas de gravações/ provas, valem as denúncias até mesmo um criminoso contra outro.]
Veja, naquele site, as palavras do próprio Agostinho, as referências bibliográficas, e muitos outros detalhes e provas.



1. Agostinho acreditava que O PROPÓSITO DO CASAMENTO É A PROCRIAÇÃO, e que A LUXÚRIA [leia-se demonstração de prazer] DURANTE O SEXO - MESMO ENTRE OS CRENTES CASADOS - ESTAVA ERRADA.
"Em suas Confissões, Agostinho falou abertamente sobre sua batalha perdida com a luxúria sexual, durante sua juventude. Aos 32 anos, ele se tornou celibatário [para sempre]. Para Agostinho pessoalmente, ser cristão para ele significava abandonar [para sempre] o [direito de] casamento. Ele acreditava que todas as relações sexuais, mesmo dentro dos limites do casamento cristão, envolvem a concupiscência (desejo pecaminoso, luxúria [leia-se demonstração de prazer]). De qualquer maneira, ele não desprezava [totalmente] o casamento. Ele acreditava que [o casamento] era honrado e permissível. Mas, para ele, o celibato era melhor. Por baixo e sustentando suas opiniões sobre este assunto, estava a crença de Agostinho de que o propósito do sexo no casamento é [somente] a procriação. Mesmo assim, ele acreditava que era perdoável se as pessoas casadas desfrutassem de relações sexuais sem pretender procriação. Mas ele recomendou a abstinência sexual para casais se eles mutuamente concordassem com isso. Sua visão do sexo e do casamento tornou-se a base de uma grande parte do ensino oficial católico romano sobre o assunto." [Viola, aqui, fez fiel resumo de partes das Confissões (http://www.jknirp.com/aug3.htm) e de Of the Good of Marriage (De bono coniugali) (http://www.newadvent.org/fathers/1309.htm)]



2. Agostinho acreditava que O USO DA CONTRACEPÇÃO PARA PREVENIR [a vinda de] filhos ERA perverter o propósito do casamento, [era] "cometer adultério no casamento" e "TRANSFORMAR A CÂMARA DA CAMA-matrimonial EM UM BORDEL".
Embora ele estivesse falando no contexto de uma certa doutrina, considere o que Agostinho diz sobre a prevenção do nascimento de crianças no casamento (a la contracepção).

"A doutrina de que a produção de crianças é um mal, diretamente se opõe ao próximo preceito, "Não adulterarás", pois aqueles que creem nessa doutrina, para que suas esposas não concebam, são levados a cometer adultério mesmo no casamento. Eles tomam esposas, como a lei declara, para a procriação de crianças; Mas deste medo errôneo de poluir a substância da divindade, suas relações com suas esposas não são de caráter lícito; e a produção de crianças, que é o fim adequado do casamento, eles procuram evitar. Como o apóstolo há muito previu a respeito de ti, tu, de fato, proíbes casar, porque tu buscas destruir o propósito do casamento. Tua doutrina converte o casamento em uma conexão adúltera, e a câmara da cama [matrimonial] em um bordel". [Against Faustus, Book XV, 7 in Nicene & Post-Nicene Fathers Series 1, Vol. IV.]



3. Agostinho acreditava que SE VOCÊ [planejar algum dia] ENSINAR A ESCRITURA, VOCÊ TERÁ QUE [antes] TER UM CONHECIMENTO DO MUNDO NATURAL, MATEMÁTICA, MÚSICA, CIÊNCIA, HISTÓRIA, ARTES LIBERAIS, E UM DOMÍNIO DA DIALÉTICA (a ciência do debate em disputa).
Isso excluiria a maioria dos pregadores e professores da Bíblia, hoje. Curiosamente, apesar de sua forte ênfase na necessidade de dominar assuntos acadêmicos, Agostinho podia ler muito pouco grego (a língua original do Novo Testamento) e zero hebraico.



4. Agostinho acreditava que O BATISMO SACRAMENTAL PRODUZ REGENERAÇÃO E GRAÇA
"É este Espírito [Santo] quem torna possível a uma criança ser regenerada... Quando a criança é trazida para o batismo, é através deste Espírito que o bebê assim apresentado é renascido. Pois não está escrito,« exceto um homem nasça de novo, pela vontade de seus pais » ou « pela fé daqueles que o apresentam ou lhe ministram,>> mas, Jo 3:5 <<... se algum homem não for nascido proveniente- de- dentro- d[a] água e (, ademais,) [proveniente- de- dentro- de o] Espírito (Santo), não pode entrar para o reinar de Deu.>> A água, portanto, manifestando exteriormente o sacramento da graça, e o Espírito efetuando interiormente o benefício da graça, ambos [em soma e conjunto] regeneram em um Cristo aquele o homem que foi gerado em Adão " [Cartas 98:2 (412 dC)].

"O batismo lava tudo para longe, absolutamente todos os nossos pecados, sejam eles de ação, palavra ou pensamento, sejam eles o pecado original ou [os pecados] adicionados, se consciente ou inconscientemente contraídos" [Contra Duas Cartas dos Pelagianos 3:3:5 (AD 420)] .




4'. Agostinho acreditava que O BATISMO SACRAMENTAL É INDISPENSÁVEL PARA O PERDÃO DOS PECADOS E SALVAÇÃO.
"Há três maneiras pelas quais os pecados são perdoados: no batismo, na oração e na maior humilhação da penitência; todavia, Deus não perdoa pecados, exceto aos batizados" (Sermões aos Catecúmenos sobre o Credo 7:15 [395 dC ]).

"[De acordo com] Tradição Apostólica... as igrejas de Cristo inerentemente esperam que sem batismo e participação na mesa do Senhor é impossível a qualquer homem alcançar quer o reino de Deus ou a salvação e a vida eterna. Este também é a o testemunho da Escritura" (Perdão E Os Justos Desertos Do Pecado, E O Batismo De Crianças 1:24:34 [412 dC]).

No entanto, ele permite exceções - que ele chamou de batismo de desejo ou de sangue (o martírio):
"Que o lugar do batismo é por vezes fornecido pelo sofrimento é suportado por um argumento substancial que o mesmo bendito Cipriano retira da circunstância de o ladrão, a quem, embora não batizado, foi dito, 'hoje mesmo estarás comigo, no paraíso ' [Lucas 23:43]. Considerando isto repetidas vezes, eu acho que não só o sofrimento pelo nome de Cristo pode fornecer aquilo que está faltando por meio do batismo, mas até mesmo a fé e a conversão de coração [ou seja, o batismo de desejo] se, talvez, devido às circunstâncias do tempo, não se pode ter o recurso para a celebração do mistério do batismo " (ibid., 4:22:29).



5. Agostinho acreditava que ERA PERMITIDO USAR A FORÇA CONTRA OS HEREGES.
"Agostinho de Hipona não apenas se absteve de dar uma base dogmática ao que havia se tornado a prática da Igreja, mas até declarou encontrar validade final à mesma na Escritura: 'é, realmente, melhor que os homens sejam levados a servir a Deus pela instrução do que pelo medo do castigo, ou pela dor. Mas, como os primeiros meios são melhores que os últimos, estes, portanto, não devem ser negligenciados; muitos devem ser levados de volta ao seu Senhor, como servos maus, pela vara do sofrimento temporal, porque eles alcançam o mais alto grau do desenvolvimento religioso.... O próprio Senhor ordena que os convivas sejam antes convidados e em seguida sejam compelidos à Sua Grande Ceia.' E Agostinho argumenta que 'se o Estado não tem o poder de castigar o erro religioso, não poderia punir um crime como assassinato.' Corretamente diz Neander sobre o ensino de Agostinho que ele contém o germe de todo o despotismo espiritual, da intolerância e da perseguição, até mesmo ao tribunal da inquisição'  Não foi muito antes, que o último passo foi dado pela doutrina da perseguição da Igreja. Leão, o Grande, o primeiro dos papas, num estrito sentido do termo, retirou a inferência lógica das premissas a ele já providas pelos Pais da Igreja, ao declarar que a morte é a penalidade apropriada para a heresia" (Vedder, "Our New Testament", pp. 97/98)

"Por que, portanto, a Igreja não deveria usar a força para obrigar seus filhos perdidos a retornar? O próprio Senhor disse: "Sai pelos caminhos e valados, e FORÇA[-OS] a entrar, ..." Portanto, [forçar] é o poder que a Igreja recebeu [para exercer] através do caráter religioso e da fé dos reis, os instrumentos pelo quais aqueles que se encontram nos caminhos e valados - isto é, nas heresias e cismas - são OBRIGADOS a entrar, e que eles não achem mal serem COMPELIDOS." [Augustine, The Correction of the Donatists, 23]

O historiador alemão Neander escreveu que Agostinho instigou perseguições [e isso incluiu assassinatos] contra crentes donatistas que estavam lutando para manter as igrejas puras após a era apostólica. Pois ele interpretou Lucas 14:23 ("compele-os a entrar") como significando que Cristo requeria que a igreja [católica] usasse a força [e isso incluiu tortura e morte] contra os que considerasse heréticos. https://www.wayoflife.org/database/church_fathers_a_door_to_rome.html

Uma guerra visando preservar ou restabelecer a unidade da Igreja seria uma guerra santa e justa, uma "bellum Deo auctore", uma "guerra ["santa"] cujo autor seria o próprio Deus".

Ele também descobriu uma espertalhona e velhaca maneira de evitar que o clero católico recebesse a culpa pelo sangue nas mãos dele [o clero]: dissensão contra a Igreja Católica passaria a ser considerada dissensão contra o Estado, de modo que [obrigatoriamente] qualquer pessoa condenada pela Igreja seria presa, torturada e morta pelo Estado, sem nenhuma culpa ser lançada sobre a igreja católica !!! (Que monstro! Que patife! Que diabólico assassino maquiavélico!)

Séculos depois, tais ideias culminariam na atividade da Inquisição, que também exigia que a autoridade secular executasse as sanguinárias decisões do Romanismo. É por isso que Agostinho é explicitamente reconhecido, até mesmo por muitos católicos, como o pai da Inquisição, já que ele foi responsável pela adoção e introdução de métodos de tortura de Roma para os fins da Igreja Católica, muitas vezes a fim de assegurar a uniformidade [eliminação de todos que discordassem da Igreja]
Já em 385 dC, [temos] os primeiros registros de caça, prisão, tortura e execuções de verdadeiros crentes que, por fidelidade a Deus e Sua Palavra, não se dobravam ao Romanismo. As caça, prisão, tortura e execuções foram realizadas sob [a ordem d]o imperador Maximus a pedido dos bispos espanhóis que acusavam Prisciliano, bispo de Ávila, de feitiçaria, embora o seu verdadeiro crime parece ter sido concordar com [algumas] opiniões gnósticas. Juntamente com seus companheiros, Prisciliano foi julgado e torturado. Eles confessaram [para escapar das terribilíssimas, insuportáveis torturas] e [logo] foram executados. Agora, a Igreja já tinha precedentes tanto para caça às bruxas quanto para perseguir os hereges, tudo isto devido ao desmonte moral fornecido por Santo Agostinho.

É ou não é um fato que Agostinho foi um cruel promotor de violências, de assassinatos, de torturas, de guerras, tudo isso usando o estado como assassino alugado pelo Romanismo? É ou não é um fato que Agostinho foi quem montou a grande base para a Inquisição ?...



5'. Agostinho FOI INSPIRADOR DO ANTISSEMITISMO (mortal ódio aos judeus que, através de Lutero, chegou a Hitler e ao Holocausto)

Em "Reply to Faustus the Manichean, book XII, verse 11", encontramos que seu autor, Agostinho, escreveu:
"...a Igreja [Romana] admite e solenemente declara que o povo judeu deve ser amaldiçoado, porque, depois de matar Cristo, os judeus continuaram a cultivar o solo de uma circuncisão terrestre [na carne], de um sábado terrestre [literal cessação de todos trabalhos, no 7º dia da semana], de uma páscoa terrestre [sacrifício de cordeiro, animal], enquanto a oculta força ou virtude de fazer Cristo conhecido, que tal cultivo [dantes] continha, não [mais] está cedida aos judeus enquanto eles continuam em impiedade e descrença, pois foi revelada no Novo Testamento. Enquanto eles não se voltarem para Deus, o véu que está sobre suas mentes na leitura do Velho Testamento não será tirado … o povo judeu, como Caim, continua arando a terra, na carnal observação da lei, que não lhe dá o fruto da sua força, porque eles não percebem nela a graça de Cristo."

Em Confissões 12.14, Agostinho escreveu:
"Quão dignos de todo o meu ódio são os inimigos da Escritura! Como eu desejo que vós os mateis (aos judeus) com vossa afiada espada de dois gumes, de modo que ninguém mais exista para se opor à vossa palavra! Alegremente eu desejaria que eles morressem para si mesmos e vivessem para vós!"

Em Adversus Judaeos (Contra os Judeus), Agostinho escreveu:
"A verdadeira imagem de [todo] o hebreu é Judas Iscariote, que vendeu o Senhor por [30 moedas de] prata. O judeu nunca poderá entender a Escritura, e para sempre carregará a culpa da morte de Jesus."



6. Agostinho acreditava que A CEIA DO SENHOR (a Eucaristia) ERA INDISPENSÁVEL PARA A SALVAÇÃO.
"De onde, no entanto, isso foi derivado, senão a partir dessa tradição primitiva, como eu suponho, e apostólica, pela qual as igrejas de Cristo sustentam que é um princípio inerente que, sem batismo e participação da ceia do Senhor, é impossível a qualquer homem atingir o reino de Deus ou a salvação e vida eterna?" [On Forgiveness of Sins and Baptism, 1:34 in Nicene & Post-Nicene Fathers Series 1, V, 28.  E Perdão E Os Justos Desertos Do Pecado, E O Batismo De Crianças 1:24:34 [412 dC]]


7. Agostinho acreditava que DAR ESMOLAS E PERDOAR OS OUTROS ERA INDISPENSÁVEL PARA SE RECEBER O PERDÃO DE DEUS.
Agostinho insistiu que a evidência da graça, [expressa] na doação de esmolas, propiciava [fazia expiação por] uma pessoa pelos seus pecados passados. Os pecados atuais ou contínuos não são desculpados pela doação regular de esmolas, mas a doação de esmolas é uma parte necessária do arrependimento adequado. De acordo com Agostinho, baseado nessa mesma virtude (Mt 25: 31-36 [o Julgamento das Nações]) Jesus decide quem entrará no Reino. Para Agostinho, a doação de esmolas é multifacetada. Devemos, de [todo] coração, perdoar aos outros que pecaram contra nós. Este é o padrão de Jesus para o nosso próprio perdão, como descrito no Sermão da Montanha (Mt 6:14-15).
"Devemos ter cuidado, no entanto, para que ninguém venha a supor que crimes indescritíveis, tais como eles cometem, aqueles que 'não possuirão o Reino de Deus' podem ser perpetrados diariamente e depois diariamente redimidos pela esmola. Naturalmente, a vida deve ser mudada para melhor, e as esmolas devem ser oferecidas como propiciação a Deus pelos nossos pecados passados. Mas ele [Deus] não é de alguma forma a ser comprado por suborno, como se tivéssemos sempre uma licença para cometer crimes com impunidade. Pois, "não concedeu a ninguém licença carta-branca para pecar" [Eclesiástico ou Sirac 15:20], embora, em sua misericórdia, ele [Deus] apaga os pecados já cometidos [no passado], se a devida compensação- indenização por eles não for negligenciada." [Agostinho, Handbook on Faith, Hope and Love 19]


8. Agostinho sustentou uma VISÃO DUALISTA DO MUNDO, A QUAL FOI FORTEMENTE INFLUENCIADA PELA FILOSOFIA PAGÃ.
Tertuliano, o teólogo do terceiro século, acreditava que a fé e a filosofia humana não tinham pontos de contato. Essa ideia foi resumida em sua famosa pergunta: "O que Jerusalém tem a ver com Atenas?"
O trabalho de Agostinho continha uma prolífica resposta.
Agostinho mergulhou fortemente na tradição filosófica clássica do platonismo e neoplatonismo. Como tal, alguns historiadores disseram que Agostinho moldou a mente medieval mais do que qualquer outro autor isolado.
De fato, as universidades europeias fundadas no século XII seguiram o mesmo currículo de ensino descrito no livro de Agostinho sobre a Doutrina Cristã. Em suma, seus escritos amalgamaram a Bíblia com o aprendizado e a cultura clássicos.
Nesse contexto, alguns historiadores alegaram que Agostinho desfigurou as fronteiras entre o cristianismo e o paganismo, casando fé e filosofia e criando um mundo no qual o paganismo parecia desaparecer. (Alguns argumentaram que o paganismo realmente não desapareceu, foi apenas batizado em traje cristão.)
Mesmo assim, as visões platônicas de Agostinho ressurgiram através de Tomás de Aquino, acrescentando a filosofia de Aristóteles à mistura cristã.
Sendo fortemente influenciado pela seita dualista dos Maniqueístas (com quem passou 9 anos), Agostinho continuou a abraçar um ponto de vista dualista dentro de sua teologia.
De acordo com Maniqueísmo, [tudo] material é mau, [tudo] espiritual é bom. A constituição física é inerentemente pecaminosa e impura, o espírito é luz e vida. Assim, os dois são colocados e colados um contra o outro, em vez de ver as coisas através de uma mentalidade hebraica, que vê a humanidade e o mundo em termos de totalidades [absolutos].
O dualismo de Agostinho o provocou a recuar [afastar-se] da sociedade para uma vida focada na busca do espiritual. (O pensamento dualista é o lugar onde temos a ideia do secular versus o espiritual.) Esse dualismo também influenciou algumas das visões teológicas de Agostinho. Particularmente suas visões no sexo. (Ou seja, que o desejo [e prazer] sexual é
[intrinsicamente, inevitavelmente] pecaminoso, e que a luxúria [o sentir prazer] sexual na procriação transmite esse pecado.)


9. Agostinho acreditava que UMA PESSOA PODE CAIR DA GRAÇA E PERDER SUA SALVAÇÃO.
"Mas se alguém já regenerado e justificado recair, de sua própria vontade, em sua vida má, certamente esse homem não pode dizer: "Eu não recebi [a graça de Deus]"; Porque ele perdeu a graça que recebeu de Deus, e por sua livre escolha foi para o mal. " [Admonition and Grace [c. 427], 6,9; Jurgens, William A., editor and translator, The Faith of the Early Fathers, three volumes, Collegeville, Minnesota: Liturgical Press, 1970 and 1979, III, 157]

"O homem, portanto, foi tornado justo deste modo, para que, embora incapaz de permanecer em sua retidão sem a ajuda divina, poderia de sua própria mera vontade se afastar dele [de Deus]." [Enchiridion of Faith, Hope, and Love, chapter 107 in Nicene & Post-Nicene Fathers Series 1, Vol. III]

"
Quando você tiver sido batizado, mantenha uma boa vida nos mandamentos de Deus para que você possa preservar seu batismo até o fim." [Sermon to Catechumens on the Creed 7:15, 8:16; Jurgens, William A., editor and translator, The Faith of the Early Fathers, three volumes, Collegeville, Minnesota: Liturgical Press, 1970 and 1979, III, 35]

"Afirmo, portanto, que a perseverança pela qual nós perseveramos em Cristo até o fim [das nossas vidas] é o dom de Deus, e chamo aquele [fim] de o final através do qual é terminada aquela vida na qual somente [nela] há perigo de queda. Portanto, é incerto se qualquer um tem recebido este dom, enquanto ele ainda está vivo. Porque, se ele cair antes de morrer [sem tempo de se arrepender, pedir perdão, se confessar, fazer a penitência e receber a absolvição], é óbvio que não se diz que ele tem perseverado; e isto é dito com a maior verdade. " (Agostinho, em Sobre o Dom da Perseverança)



Comentário por Hélio:

Enviei a tradução acima a muitos calvinistas, a maioria deles ferrenhos admiradores de Agostinho, perguntando-lhes:
A tradução do latim para o inglês (de onde eu traduzi para português) está certa? Está certa mesmo? Chocante! Qual a diferença disso para o Arminianismo?

O diálogo com único calvinista que me respondeu sem me agredir foi:

Alguém: "Não se está aqui intentando dizer que o Cristão verdadeiro pode cair,"

Hélio: "Mas como uma pessoa poderá ter absoluta certeza de que é um cristão <verdadeiro>? Agostinho implica que absolutamente ninguém pode saber com certeza absoluta se irá mesmo ser salvo do inferno e irá para o céu eterno: cada e todo crente terá que esperar para ver se persevera até o fim.

Alguém: "Mas se está alertando a respeito da possível ‘presunção de salvação’ daqueles que, sem uma base firme para a fé, se acham salvos. Aqui Agostinho está argumentando que se alguém abandona a fé antes da morte então, obviamente, este não perseverou, não recebeu o dom da perseverança. Mas se alguém seguiu até o fim com fé em Cristo Jesus, então, claramente, este homem que perseverou, perseverou porque recebeu o dom de Deus para isto."

Hélio: 1) "Você mudou, 'amenizou' as palavras de Agostinho: em Admonition and Grace ele considerou que o cair era voltar à vida [aos pecados] de antes da regeneração e justificação, veja o que ele disse "Mas se alguém já regenerado e justificado recair, de sua própria vontade, em sua VIDA MÁ, certamente esse homem não pode dizer: 'Eu não recebi [a graça de Deus]'; Porque ele perdeu a graça que recebeu de Deus, e por sua livre escolha foi para O MAL," mas você o cair era negar a fé, deixar de ter fé. Este truque não vale. 2) Mas, tomando suas palavras, irmão, então, mesmo assim, poderíamos concluir que Agostinho ensinou que ninguém pode ter certeza de salvação até morrer: se perseverar até o fim, é porque é um dos eleitos, e recebeu o dom da perseverança. Se não, apenas teve a indevida ‘presunção de salvação’, pareceu ser salvo, pensou ser salvo, mas nunca foi um eleito de verdade, nunca recebeu a vida eterna de verdade, nunca recebeu o dom da perseverança, nunca passou de um perdido a caminho do inferno eterno. Ora, isto resulta na mesma insegurança que têm os arminianos.
Há uma diferença entre Agostinho e os melhores dos calvinistas pós-Reforma, tais como Owen, Spurgeon, etc.
Até mesmo o pastor presbiteriano (portanto, admirador de Agostinho), Henry Knapp, em sua tese de Ph.D., reconhece (mesmo tentando suavizar as palavras e dando algumas desculpas) que "
A preocupação de Agostinho com a santidade e seus receios quanto ao mal do orgulho levaram-no a negar qualquer possibilidade (à parte da revelação especial) De Um Crente Ter Recebido SEGURANÇA De Sua Salvação E Inclusão Nos Eleitos." http://www.monergismo.com/textos/perseveranca/agostinho_owen_perseveranca_knapp.pdf. Que contraste com a certeza absoluta dada pela Bíblia aos crentes da dispensação das igrejas locais. Ela me ensina que não preciso ficar esperando para ver em que estado eu morrerei, se em um estirão de crença ou em um estirão de desobediência. A Bíblia me ensina que, se eu sei que ***CRI*** de forma bíblica no Cristo da Bíblia, se de verdade e do modo bíblico eu me arrependi e confessei meus pecados e recebi o Cristo como meu Senhor, Salvador e Deus, então a transação está consumada e seu resultado (minha salvação eterna) não pode mudar, e eu, já agora e sempre, posso ter a maior de todas as certezas de que sou e estarei sempre salvo, porque cri e não porque perseverei; a maior de todas as certezas, porque Deus persevera, não porque eu persevero. João 10:28; At 16:30-31; 2Tm 1:12; etc.
O artigo
http://solascriptura-tt.org/SoteriologiaESantificacao/CalvinismoVsArminianismoVsBiblia-Helio-Valdenira.htm (Uma parábola harmoniosa com a Bíblia) expõe este grave erro de Agostinho, herdado por uma má redação na Confissão de Westminster e por uma ainda pior interpretação dela por alguns (não todos) calvinistas.
"E DOU-lhes a vida ETERNA, e NUNCA hão de perecer, e NINGUÉM as arrebatará da minha mão." (Jo 10:28 ACF)
 "30 E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? 31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa." (At 16:30-31 ACF)
 "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia." (2Tm 1:12 ACF)



10. Agostinho REJEITOU A LEITURA [o entendimento] LITERAL DA HISTÓRIA DA CRIAÇÃO (Gn 1 e 2).
Em seu livro, The Literal Meaning of Genesis, Agostinho afirmou que os cristãos que viessem a entender a história da criação literalmente seriam um ridículo objeto de risadas e apareceriam como idiotas aos olhos dos não-crentes. [St. Augustine Volume 1: The Literal Meaning of Genesis (Ancient Christian Writers), ed. James H. Taylor.]
Ao falar de uma criação literal em seis dias, Agostinho escreveu:
"É muito vergonhoso e ruinoso, e a ser muito evitado, que ele [o não-cristão] deva ouvir um cristão falar tão IDIOTAMENTE sobre estas questões, e como se, de acordo com escritos cristãos, ele [o não-cristão] poderia dizer que DIFICILMENTE PODERIA DEIXAR DE RIR quando visse quão totalmente em erro eles [os cristãos] estão. Tendo em vista isso e mantendo-o constantemente em mente ao lidar com o livro do Gênesis, eu expliquei em detalhes e estabeleci para consideração os significados das passagens obscuras, tomando cuidado para alguém não afirmar precipitadamente o significado- interpretação de alguém em prejuízo do de outra e talvez melhor explicação."



11. Agostinho acreditava que MARIA (MÃE DE JESUS) FOI UMA PERPÉTUA VIRGEM,
Maria "permaneceu virgem ao conceber seu Filho, virgem ao dar à luz a Ele, uma virgem ao criá-Lo [vê-Lo crescendo e amadurecendo], virgem ao alimentá-lo em seu peito, SEMPRE virgem". (Sermão 186)

"Hereges chamados Antidicomaritas são aqueles que contradizem a virgindade perpétua de Maria, e afirmam que, depois que Cristo nasceu, ela se ajuntou como um unidade [uma só carne] com o seu marido" (Heresias56).

12. Agostinho também acreditava que MARIA JAMAIS COMETEU NENHUM PECADO.
"Temos que fazer exceção [concernente ao pecado original ser universal] quanto à Santa Virgem Maria, relativamente a quem eu gostaria, para se honrar ao Senhor, de não levantar a questão tocante ao assunto de ela ter pecado; porque, proveniente dEle, sabemos que abundância da graça para vencer o pecado em cada detalhe foi conferido sobre ela, que teve o mérito de concebê-Lo e criá-Lo, Ele, que, sem dúvida, não tinha pecado." (Agostinho, Sobre a Natureza e a Graça, XXXVI)




13. Agostinho ACREDITAVA [NO PURGATÓRIO E] EM ORAR EM BENEFÍCIO DOS MORTOS.

"Que deve haver algum fogo, mesmo após esta vida [do salvo], não é incrível, e pode ser examinado e [consequentemente a este exame] então: ou ser descoberto ou ser deixado escondido se alguns dos fiéis podem ser salvos (alguns mais lentamente e alguns mais rapidamente, segundo o maior ou menor grau com que amaram as coisas boas que perecem) por operação de um certo FOGO PURIFICADOR." (Manual de Fé, Esperança e Caridade 18:69 [421 dC]).

"Nós lemos nos livros dos Macabeus [2 Macc. 12:43] que sacrifício foi oferecido em favor dos mortos. Mas mesmo que isso não fosse encontrado em nenhum lugar dos escritos do Antigo Testamento, a autoridade da Igreja Católica, que é clara neste ponto, não tem peso pequeno, onde, nas orações do padre derramadas ao Senhor Deus em Seu altar, o elogio/ louvor/ defesa dos mortos tem o seu lugar" (O cuidado a ser tido em proporção 1:3 Dead [421 dC])


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CONCLUSÃO POR HÉLIO:

Sinceramente, de verdade, não conheço nenhum crente (calvinista ou não) que:
a) não se afligisse ao máximo ao saber que seu pequeno filhinho, na escola, estava sendo ensinado por uma pessoa com tão hediondo caráter quando o acima descrito! Imediatamente retiraria seu filho da escola, o aconselharia a jamais voltar a andar em companhia do professor, teria certeza de que este era um muito pernicioso pecador não salvo e a caminho do inferno.
b) não se afligisse ao máximo ao ver o pastor de sua igreja começar a pregar as terríveis heresias acima, com o mesmo veneno mortal, as mesmas palavras de Agostinho! Imediatamente se indignaria e, se a igreja toda não se reunisse para expulsar aquele lobo a serviço de Satanás, ele pediria para sair da membresia da igreja.

Sinceramente, até posso silenciar ao ver um crente defendendo as doutrinas por ele chamadas de "Doutrinas da Soberana Graça de Deus", mas sem jamais usar o nome de Agostinho, sem lhe conceder honras, sem o defender. Mas, por dentro, angustio-me e choro de tristeza e indignação se o vir usando e enaltecendo o nome do padre católico Agostinho, que foi quem mais tenazmente criou ou propagou as 13 horribilíssimas heresias acima.

E, com toda sinceridade, que diferença há entre Agostinho e os padres da Igreja Católica cujo ensino me levavam ao inferno até que fui salvo, e que, nesses 43 anos depois de salvo, tanto combati em pregações pelas feiras das cidades do Cariri Paraibano, e em evangelismo de casa em casa? Que diferença há entre os ensinos de Agostinho e os de Padim Padre Cícero, do Padre Tomás de Torquemada (o Grande Inquisidor), do Padre José Alves Vilela (inventor da imagem de Aparecida), etc.? Digam-me, que diferença há?

Eu já disse o bastante. Se você quiser continuar a crer nas chamadas "Doutrinas da Soberana Graça de Deus", vá em frente. Mas, em nome de Jesus, rogo que nunca mais reverencia, chame de Santo ou de Padre, elogie, escreva, fale, nem mesmo aceite ouvir o nome desta peste ser elogiado ou suas palavras citadas.

Finalmente, r
ogo que não hesitem em me corrigir se representei erroneamente o pai do catolicismo e do calvinismo, se citei alguém usando palavras erradas.



[o amor-caridade]       
    1Co 13 6 Não regozija (apoiado) sobre a injustiça, juntamente- regozija, porém, com A VERDADE,



(continua)



Hélio de Menezes Silva, 2017.



Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em http://BibliaLTT.org, com ou sem notas.



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