CDR - Casamento, Divórcio, Recasamento - Parte 1:
Mitos Relativos a Casamento, Divórcio, Recasamento

Índice:

0. Pode haver DIVÓRCIO por QUAISQUER MOTIVOS, e Deus tolerará tudo isto muito bem
1. CASAMENTO é definido como o 1o. ato sexual, consensual, entre um homem e uma mulher, desimpedidos
2. ADULTÉRIO é CADA ato sexual cometido entre duas pessoas que não estão casadas uma com a outra, sendo uma delas uma pessoa casada
3. FORNICAÇÃO é, estritamente, sempre e somente, qualquer atividade sexual entre solteiros
4. A LEI, o V.T., não tem mais nenhum valor no que proíbe, no que permite, no que ordena
4.A. DIVÓRCIO só foi tolerado no V.T., hoje não
4.B. RECASAMENTO só foi tolerado no V.T., hoje não
5. Deus nunca tolerou nenhum DIVÓRCIO, em hipótese nenhuma
5.A. Deus nunca tolerou nenhum RECASAMENTO, em hipótese nenhuma
5.B. Mesmo se pudesse haver 'parte- inocente' em um divórcio, mesmo assim ela não poderia RECASAR
6. Depois do casamento legal, há uma diferença entre o período antes e o período depois da primeira relação sexual do casal
7. Divorciados continuam a ser casados, aos olhos de Deus
7.A. É por isso que RECASAMENTO não é reconhecido por Deus, e é adultério contínuo
8. Rm 7:2-3 e 1Co 7:39 ensinam que o marido que divorciou uma mulher continua sendo visto por Deus como marido dela; portanto, se ela (ou ele) recasar, estará em adultério contínuo

Consultei muito o artigo de Vince Londini: Mitos Interpretativos Na Questão de Divórcio/Recasamento, que tem as seguintes seções:

1. "Divórcio é SEMPRE errado!" Isto é, "Deus NUNCA aprova o divórcio."
2. “... mas ao princípio não foi assim.”
3. "Você pode até ter motivos para um divórcio, mas você nunca pode recasar."
4. "Os padrões do mundo têm sido abaixados porque os padrões da igreja têm sido abaixados."
5. "Uma crença que divórcio é absolutamente errado forçará um casal a permanecer junto e resolver todos os problemas, mesmo infidelidade."
6. "Se infidelidade sexual é base para o divórcio, então um sem número de divórcios são aprovados por Deus."
7 "Adultério Perpétuo"







MITO - 0 (herança do paganismo e fruto da luxúria, da carnalidade):

“Deus permite sem ter nenhum desagrado: Divórcio por qualquer motivo (mesmo dos mais banais); e, depois, que ambos divorciados casem (do modo e com quem quiserem).

Divórcio e recasamento não devem ser refreados, nem mesmo mal vistos, pela igreja. Os motivos podem incluir alegação de incompatibilidade de gênios, de que não há mais atração sexual, que um mudou numa direção e outro não mudou ou mudou para outra direção cultural, que o romantismo acabou para um deles, que ambos concordaram em tentar ser felizes de outra maneira, que um deles passou a amar outra pessoa (quem pode culpá-lo, coitadinho?), etc.”

BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque, por preguiça ou desonestidade, há teólogos que preferem comida pré-digerida (de dicionários, comentários, exegeses, livros em geral, etc.) e não lêem/ mostram TODOS os versos (não há melhor dicionário, melhor método de exegese que este, embora lento e trabalhoso) da BÍBLIA contendo uma certa palavra grega/ hebraica ou sobre um certo assunto; há teólogos que ignoram contexto, ignoram dispensação, ignoram para quem cada verso foi dirigido; etc.):
   "21 ¶ Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; 22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. 23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. 24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos UMA carne.” (Gn 2:21-24 ACF)
   “Assim não são mais dois, mas UMA só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mt 19:6 ACF)
   Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.” (Hb 13:4 ACF)
   “14 E dizeis: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança. 15 E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. 16 Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio {*}, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.” (Ml 2:14-16 ACF)

{* NOTA: Alguns pregam que "o repudiar", o mesmo que “o mandar embora” ("07971 shalach" no Velho Testamento e "630 apoluo" no Novo Testamento) se referem somente ao caso em que o marido, por qualquer capricho do seu duro coração, mandar embora sua esposa sem depois fazer isso permanente e oficializado através de carta de divórcio; assim, ele, polígamo, poderia casar com outra, mas ela, sua antiga e ainda esposa, não poderia, senão seria adúltera e sujeita à pena de morte; o pecado odiado por Deus (Ml 2:16) e condenado por Jesus (Mt 5:32; 19:8-9; Mr 10:11-12; Lc 16:18) seria só este; portanto, se houvesse carta de divórcio, então esta carta e o recasamento dos ex- cônjuges com outras pessoas seriam perfeitamente agradáveis a Deus.
Isto é muito errado pois despreza que:
A) “Mandar embora” é uma metonímia (figura de linguagem onde uma parte é usada para se referir ao todo) onde a 1ª parte (“mandar embora”) do processo do divórcio é tomada como o todo (o todo = “mandar embora + "conceder carta de divórcio”); tal metonímia é inegável, por exemplo, em Mt 19:8 (à luz do v. 7); e tal metonímia somente cessaria de existir se e onde “mandar embora” fosse explícita e incontrovertidamente dissociado da concessão da carta de divórcio, mas isto nunca ocorre num verso onde Deus condenasse uma parte do processo de divórcio e não a outra;
B) O Senhor Jesus Cristo ensinou que “... o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19:6); portanto, nenhuma parte da dupla “mandar embora” + "conceder carta de divórcio" pode ser considerada como algo perfeitamente agradável a Deus (no máximo, Ele tolera esta dupla a muito contragosto, em certas condições especiais, e para disciplinar e impedir males ainda maiores).}

   “31 Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. 32 Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição {*}, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” (Mt 5:31-32 ACF) {* NOTA: "Porneia", aqui, tem o sentido lato, amplo, portanto inclui homossexualismo (masculino ou feminino, passivo ou ativo); adultério; prostituição; bestialismo; sexo anal ou oral; sadismo ou masoquismo ou qualquer outra perversão; permanente e injustificadamente recusar-se a ter sexo com seu cônjuge; ou exigir pagamento ou impor pesadas condições para isto; exigir posições acrobáticas ou humilhantes; durante o ato conjugal, sussurrar palavras de amor dirigidas ao nome de uma terceira pessoa, ou exprimir repulsa/ zombaria/ insulto, ou gritar imoralidades a plenos pulmões para ser ouvida a quilômetros; viver olhando e se excitando com revistas e vídeos pornô, conversando pornografia, etc.}
   “3 ¶ Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? 4 Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, 5 E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? 6 Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. 7 Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? 8 Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. 9 Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. 10 Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. 11 Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. 12 Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” (Mt 19:3-12 ACF)
   9 Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. (Mt 19:9 ACF)
   “10 ¶ Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. 11 Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. 12 Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. 13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. 14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. 15 Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não esta sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz. 16 Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?” (1Co 7:10-16 ACF)




MITO - 1:
Definição errada (contraria alguns versos da Bíblia) de CASAMENTO:

“Casamento é definido como o 1o ato sexual, consensual, entre um homem e uma mulher que estejam, ambos, desimpedidos.”


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):

BALA 1:
Se isto fosse certo, todo descrente solteiro, ao ser convertido, teria que ser ensinado que ele já está definitivamente casado com a prostituta ou fornicária com quem teve sua primeira relação sexual. Todo jovem crente que viesse a cair em pecado com uma devassa e promíscua fornicária (solteira) (ou uma devassa prostituta) que o seduzisse e até mesmo o drogasse, teria que se casar com ela.

BALA 2:
      13 Quando um homem tomar mulher e, depois de coabitar com ela, a desprezar, 14 E lhe imputar coisas escandalosas, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Tomei esta mulher, e me cheguei a ela, porém não a achei virgem; 15 Então o pai da moça e sua mãe tomarão os sinais da virgindade da moça, e levá-los-ão aos anciãos da cidade, à porta; 16 E o pai da moça dirá aos anciãos: Eu dei minha filha por mulher a este homem, porém ele a despreza; 17 E eis que lhe imputou coisas escandalosas, dizendo: Não achei virgem a tua filha; porém eis aqui os sinais da virgindade de minha filha. E estenderão a roupa diante dos anciãos da cidade. 18 Então os anciãos da mesma cidade tomarão aquele homem, e o castigarão. 19 E o multarão em cem siclos de prata, e os darão ao pai da moça; porquanto divulgou má fama sobre uma virgem de Israel. E lhe será por mulher, em todos os seus dias não a poderá despedir. 20 Porém se isto for verdadeiro, isto é, que a virgindade não se achou na moça, 21 Então levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim tirarás o mal do meio de ti. (Dt 22:13-21 ACF) Se o primeiro ato sexual da mulher (o qual não foi com seu noivo) definisse um casamento, então bastaria anular o casamento de hoje e declarar a mulher casada não com aquele com quem se casou hoje, mas, sim, com aquele que a deflorou, tempos atrás, na hipótese dele estar desimpedido.
      25 E se algum homem no campo achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então morrerá só o homem que se deitou com ela; 26 Porém à moça não farás nada. A moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo, e lhe tira a vida, assim é este caso. 27 Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse. (Dt 22:25-27 ACF) O estuprador é tratado igualmente ao que deita com mulher casada com outro homem (versos 22-23). Portanto, a moça "desposada" (isto é, legalmente casada mas ainda sem ter tido a 1a. relação sexual com seu marido) é considerada plenamente casada, tão casada como 20 anos depois da 1a. relação sexual com seu marido, nem 1 mm a menos.
      28 Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, 29 Então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias. (Dt 22:28-29 ACF) Note como a situação da virgem não desposada é diferente da situação da virgem já desposada (isto é, legalmente casada mas ainda sem ter tido a 1a. relação sexual com seu marido), mas a situação desta é igual à da esposa 20 anos depois da 1a. relação sexual com seu marido


 

Definição bíblica (harmoniza-se com todos os versos da Bíblia, sem exceção):
"CASAMENTO é a não forçada, voluntária, solene
promessa (explícita ou tácita, usualmente [mas não indispensavelmente] feita formalmente e ante testemunhas, particularmente aquelas do poder judiciário local) mútua de compromisso mútuo, entre um homem e uma mulher elegíveis (livres para casar), para serem esposo e esposa, formarem um casal, uma família, serem uma só carne, indivisivelmente, até que a morte os separe."

"O casamento Bíblico envolve duas pessoas elegíveis que se ajuntam numa união especial. Tudo começou com Adão e Eva. Note que ali houve mais do que o ato sexual: Adão firmou um compromisso de sua firme intenção, e fez isto através de uma declaração]. “23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. 24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gn 2:23-25 ACF)”, diz o registro inspirado. Podemos ver [já aí, as sementes de firmes] intenção e [pública, aberta, oficial] declaração. Não havia nenhuma lei civil na altura do tempo do casamento de Adão e Eva, nem havia nenhuma outra pessoa [em toda a terra]. Conseqüentemente, o caso de Adão e Eva é único neste respeito. À medida que o homem se multiplicou e a sociedade tornou-se uma estrutura civil, parece que havia, pelo menos entre os judeus, declarações públicas para anunciar aos outros a intenção de casamento, [e isto havia] tanto nos arranjos, feitos pelos pais, para um casamento [de um filho de uma família com uma filha de outra família] , como também nas festas de casamento [que ocorriam], como também nos [públicos e solenes] votos
      “... 47 Então lhe perguntei, e disse: De quem és filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que lhe deu Milca. Então eu pus o pendente no seu rosto, e as pulseiras sobre as suas mãos; 48 E inclinando-me adorei ao SENHOR, e bendisse ao SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho. 49 Agora, pois, se vós haveis de fazer benevolência e verdade a meu senhor, fazei-mo saber; e se não, também mo fazei saber, para que eu vá à direita, ou à esquerda. 50 Então responderam Labão e Betuel, e disseram: Do SENHOR procedeu este negócio; não podemos falar-te mal ou bem. 51 Eis que Rebeca está diante da tua face; toma-a, e vai-te; seja a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o SENHOR. .... 57 E disseram: Chamemos a donzela, e perguntemos-lho. 58 E chamaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irás tu com este homem? Ela respondeu: Irei. 59 Então despediram a Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens. 60 E abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: O nossa irmã, sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência possua a porta de seus aborrecedores! 61 E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram o homem; e tomou aquele servo a Rebeca, e partiu. ... 63 E Isaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham. 64 Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo. 65 E disse ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então tomou ela o véu e cobriu-se. ... 67 E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. ....” (Gn 24 ACF)
      “2 O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; 3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. 4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. ... 8 Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. 9 Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. 10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. 11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. ...
(Mt 22:2-14 ACF)
      “E dizeis: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança.”
(Ml 2:14 ACF)
As culturas têm variado, mas houve sempre atos específicos que declararam e ilustraram a intenção de casamento em oposição a meras fornicação e prostituição. As pessoas dentro destas culturas conformavam-se ao protocolo ali aplicável. O registro civil tem, quanto à sua parte principal, registrado o fato do casamento e tem usualmente ativado determinadas leis apropriadas que dizem respeito ao estado de estarem casados e às responsabilidades vindouras. Os cristãos são ensinados a mover-se dentro destas estruturas civis (contraste 1Pe 2:13 com At 5:29).
      “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior;” (1Pe 2:13 ACF)
      “Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.”
(At 5:29 ACF)
Uma sociedade sem envolvimento civil e sem reconhecimento de casamento seria uma sociedade em caos. .... O casamento bíblico é igual a intenção, mais apropriada declaração desta intenção de viverem em casamento, mais conformidade a [todo] o protocolo civil pertinente." (Don Martin, http://www.bibletruths.net (mas ele prega que recasamento é adultério contínuo) )

Se um homem casou-se perante um juiz, e (1 segundo depois) foi convocado e levado para a guerra, e passou anos nessa guerra (ainda mantendo-se virgem), e (durante isso) sua esposa teve outro homem, então ela adulterou, pois estava plenamente casada com seu marido, mesmo sem jamais ter tido sexo com ele. No V.T., a traição dela seria tratada como adultério, não como fornicação, e ela seria apedrejada. No seu coração, José pensava que Maria o tinha traído com outro homem, por isso ele sabia que, se isso fosse denunciado por ele ou descoberto por outra pessoa, ela teria que ser apedrejada; ora, por uma lado ele, sendo justo, não queria viver com uma esposa que ele pensava ser adúltera; por outro lado, sendo misericordioso e amando-a, ele não queria que Maria fosse morta; por tudo isso, ele planejou fugir, para que ele mesmo levasse a culpa de ter feito um filho e ter fugido, isso pouparia a vida dela, mesmo que desgraçando a dele (Ah, que exemplo de amor!).



MITO - 2:
Definição errada
(contraria alguns versos da Bíblia) de ADULTÉRIO:

“Adultério é CADA ato sexual cometido entre duas pessoas que não estão casadas uma com a outra, sendo (pelo menos) uma delas uma pessoa casada.

Ambas as partes deste pecado são ditas estarem cometendo adultério, mesmo a parte que é não casada. Tecnicamente, quando ambas as partes deste pecado são pessoas casadas, o pecado é chamado de duplo adultério.

BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
      Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” (Mt 5:32 ACF) Note que a mulher cujo marido a divorciou por razões NÃO bíblicas passa, já em razão do divórcio e de nada mais, já a partir do divórcio, a ser considerada adúltera, mesmo que jamais tenha tido nem jamais venha a ter relacionamento sexual com outro homem!!! O ato de repúdio da parte dele e sem motivo bíblico, imediatamente faz com que o repudiados e a repudiada sejam adúlteros, pois adultério é a anti-bíblica quebra do voto do casamento, que qualquer maneira que seja,
      Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. (Mt 19:9 ACF)

"   Uma vez que o divórcio termina o casamento [ver BALA 3 contra o MITO 5.A], como é que o ato de [um outro homem] se casar com uma mulher divorciada constitui um ato do adultério? Ela não está adulterando contra o seu prévio marido, uma vez que o casamento deles está terminado como é demonstrado em Deuteronômio 24:1-4. Por que chamar o casamento dele [deste segundo homem] um ato de adultério?
"   ... Aqui nós temos que destacar que a pessoa recasada não comete adultério contra o seu prévio cônjuge CADA vez que pratica a relação matrimonial com o seu novo cônjuge. Como nós temos sobejamente estabelecido, o casamento anterior está terminado. O casal recasado não 'está vivendo em adultério' cada vez que exercita o seu relacionamento marital. Entretanto, se o casamento deles envolveu um [anterior] divórcio que foi injusto [anti-bíblico], então [a troca dos votos do segundo casamento já] foi um ato de adultério. A frase 'comete adultério' é uma construção no tempo presente. Como 'comete assassinato', ela enfatiza a presente execução de uma ação, não um estado perpétuo.
"   ... Ao divorciá-la, ele [o primeiro marido] quebrou o casamento dela. Ela não pode mais ser fiel, porque ele tem se divorciado dela... então, em um certo sentido, ela é infiel. Considere também, Ezequiel 16:38 onde os tradutores da Bíblia do Rei Tiago reconheceram esta nuance de significado ao traduzirem a palavra hebraica "adultério" como "quebrar o vínculo do casamento." Um século antes disso, Tyndale traduziu o versículo [Mt 19:9] como "mas eu digo a vós: quemquer que lançar fora a sua esposa (exceto que isto seja por causa de fornicação) causa com que ela quebre o matrimônio. E quemquer que case com ela que está divorciada quebra o laço matrimonial." {* nota de Hélio} Isto reflete um entendimento mais amplo da palavra grega que nós agora traduzimos como "adultério." Uma vez que Tyndale usou o Texto Grego Recebido, eu sinto que sua tradução lança alguma luz (eu alerto contra fazer referência a versões modernas em uma tentativa de entender a Bíblia do Rei Tiago [ou Almeida Corrigida Fiel], uma vez que as versões modernas usam um texto grego corrompido como a base delas.)
"   ... Portanto, nós concluímos que o ato de injustamente se divorciar e recasar [a troca dos votos de casamento], ou o ato de casar [a troca dos votos de casamento] com uma pessoa injustamente divorciada, são um ATO [de conseqüências permanentes]  (não a entrada para dentro de um ESTADO) de adultério. Arrependimento e perdão devem ser procurados, como para todo ato de pecado, como é ensinado em outros locais nas Escrituras." (Vince Londini)
{* NOTA DE HÉLIO: só consegui ver scan da Tyndale 1530: “I say therefore unto you, whosoever putteth away his wife (except it be for fornication) and marrieth another, breaketh wedlock. And whosoever marrieth her which is divorced, doth commit advoutry”.
Ela é parcialmente mas não totalmente como Landini disse, pois somente traduziu a 1ª. ocorrência de <3429 moichao> como “quebrar o laço matrimonial”, mas não a 2ª ocorrência “comete adultério”. Será que as versões anteriores, de 1525 e 1526, ou as posteriores, de 1534 e 1536, são exatamente como Vancini disse?}


Portanto, a definição bíblica, que se harmoniza com toda a Bíblia (inclusive com Mt 5:32 (e 19:9) ) é:

Definições bíblicas (harmonizam-se com todos os versos da Bíblia, sem exceção):
"   ADULTÉRIO é quebra (de uma vez por todas fica quebrada) dos votos de um casamento.
   ADULTERAR é desrespeitar (de uma ver por todas fica desrespeitado), é infringir (de uma vez por todas fica infringido) o pacto de um casamento.
   ADÚLTERO é quem adulterou (isto é, desrespeitou [de uma ver por todas fica desrespeitado], é quem infringiu [de uma vez por todas fica infringido] o pacto do casamento (seja o casamento do adúltero, ou o da adúltera). Assim, como quem já cometeu um assassinato leva a pecha de assassino até o fim da sua vida, do mesmo modo quem já adulterou uma vez carrega a pecha de adúltero até o fim da sua vida. Assim, como a perda da virgindade (ou a amputação de um braço) é de uma vez para sempre, do mesmo modo o adultério. ADÚLTERO é quem passou do estado de jamais ter adulterado, para o estado de já ter adulterado."




CONSEQÜÊNCIAS DESSAS DEFINIÇÕES (Bíblicas) de CASAMENTO e de ADULTÉRIO:
Embora muitos achem alguns pontos duros de entender e aceitar, na Bíblia temos:

A) O marido que tivesse e vivesse simultaneamente com duas esposas legítimas (se ainda existisse país de lei abrigando ambos casamentos coexistirem com igual honra) NÃO estaria cometendo ADULTÉRIO regularmente (todos os que pregam que recasamento não é reconhecido por Deus como casamento, e que é adultério contínuo, fogem do assunto quando alguém lhes pergunta sobre 2Sm 12:8, onde o próprio Deus diz que foi Ele Quem deu a Davi várias mulheres... Você já os viu aceitar e explicar isso?...) (mas isto é contra a lei e costumes do nosso País, e contra o bem do Evangelho, não estamos defendendo isto!!! Não estamos (nem de longe nem de modo nenhum) defendendo poligamia, só estamos afirmando que, na Bíblia, o polígamo (por exemplo Jacó) é polígamo, não é adúltero. Quem discordar, que mostre o versículo do VT ou NT que prove o contrário). (Repetindo-me, a pedidos: Nunca defendi poligamia, só estou dizendo que um polígamo (1 homem legalmente casado com n > 1 mulheres ao mesmo tempo, o qual solenemente votou perante Deus e as leis do país, ser esposo e zelar por cada esposa enquanto vida tivesse) é chamado na Bíblia de polígamo, não de adúltero. Certo ou errado, entre crentes ou descrentes, cada voto solene de casamento, feito frente Deus e a sociedade, consumado ou não, é perfeitamente válido, desfazê-lo seria OUTRO pecado!!!! Se o divórcio de um homem recebeu nota negativa -100 por Deus, e seu recasamento recebeu nota negativa -100 por Deus, então desfazer este recasamento receberá mais pontos negativos dados por Deus!!! Este é meu ponto, e a única coisa em que difiro dos mais extremados defensores que recasados têm que se divorciar e dormir em quartos separados e viver como eunucos, para que não sejam contínuos adúlteros. Alguém pode citar um verso que ordene algum recasado ou algum bígamo [e certamente houve muitos recasados e bígamos entre os pagãos convertidos nos tempos em que o NT estava sendo escrito] a divorciar sua esposa posterior, ou ao casal passar a viver como eunucos?)

B) O marido que tivesse e vivesse simultaneamente com uma esposa legítima e uma concubina legítima (se ainda existisse país de lei abrigando ambas coisas sem desonra para nenhuma) NÃO estaria cometendo ADULTÉRIO regularmente (mas isto é contra a lei e costumes do País, e contra o bem do Evangelho!!! Não estamos (nem de longe nem de modo nenhum) defendendo concubinato, só estamos afirmando que, na Bíblia, o homem com concubinas (por exemplo Davi) é polígamo, não é adúltero. Quem discordar, que mostre o versículo do VT ou NT que prove o contrário). (Concubina legítima era, em tudo, igual a uma esposa legítima, exceto que seus filhos não tinham direito à mesma herança dos filhos da esposa).

C) Tendo havido um divórcio, mesmo que ele não tenha sido 100% bíblico (onde o marido divorciava a esposa por ela ter cometido qualquer pecado de natureza sexual) (lembre como Deus odeia o divórcio injustificado e como isto trará muitas dores e más conseqüências, para você e seus descendentes!), o casamento está desfeito e as partes não mais são marido e esposa, mas sim EX-marido e EX-esposa (em nenhum local da Bíblia são chamados de e considerados AINDA-marido e AINDA-esposa um do outro.
Todos os que pregam que recasamento não é reconhecido por Deus como casamento, e que é adultério contínuo, fogem do assunto quando alguém lhes pergunta sobre João 4, onde o próprio Jesus reconheceu os 5 casamentos da samaritana, com isto implicando que, aos olhos de Deus, os 5 homens tinham, em sucessão, cada um sido o [único] marido dela... Você já os viu aceitar e explicar isso?... E veja a explicação abaixo, ela foi divorciada e recasou 5 vezes, com seus EX-maridos vivos, ao invés de enviuvar 5 vezes).
Ademais, em 1Sm 19:11, o Espírito Santo chama Mical, já casada e já dormindo com Davi, de esposa deste; depois, em 2Sm 3:16, também a chama de esposa de Paltiel, com quem, mesmo ilicitamente, Saul a fez casar, Davi ainda estando vivo e a amando e querendo; portanto, Deus reconheceu que o segundo casamento de Mical, com Paltiel, foi casamento, mesmo feito de forma tão ilícita.

Depois do divórcio, cada um será (a contragosto, com tristeza de Deus) tolerado casar de novo, com outra pessoa, mesmo estando vivo o seu EX-cônjuge, e não será culpado de adultério tomado no sentido1 (de reais relações sexuais envolvendo uma pessoa casada e alguém que não é seu cônjuge)  (se novo casamento fosse adultério neste sentido1, o Velho Testamento exigiria apedrejamento!).

D) No caso do homem ter divorciado a sua esposa por ela ter cometido qualquer pecado sexual, o novo casamento dele com outra esposa (estando viva a sua EX-esposa) não será pecado nenhum. Quanto à sua EX-esposa, ela já terá adulterado para sempre (pelo menos no sentido2 (de já ter quebrado o voto matrimonial e justificado o divórcio, a quebra do casamento) de já ter quebrado o voto e justificado o divórcio, a quebra do casamento). Ela será (a contragosto, com tristeza de Deus) tolerada casar de novo, com outro homem, mesmo estando vivo o seu EX-marido, e não será culpada de adultério tomado no sentido1 (de reais relações sexuais envolvendo uma pessoa casada e alguém que não é seu cônjuge) (se novo casamento fosse adultério neste sentido1, o Velho Testamento exigiria apedrejamento!). Quer ela se case ou não se case com outro homem, ela já terá para sempre adulterado no sentido2, e o novo homem que casar com ela será para sempre considerado adúltero. O adultério de ambos não é contínuo nem pode ser reparado, antes foi pontilear (completo, instantâneo, definitivo, irrecuperável), no instante da quebra dos votos, pela esposa, e da troca dos votos matrimoniais dela com o seu novo marido. Se o novo casal se divorciar ou passar a viver como eunucos, nada disso poderá reparar (nem piorar) o adultério que já houve para ela quando foi divorciada, e para ele quando casou com ela.

E) No caso do homem ter divorciado a sua esposa sem ela ter cometido qualquer pecado sexual (lembre como Deus odeia o divórcio injustificado e como isto trará dores e conseqüências), ele já terá adulterado para sempre (pelo menos no sentido2 (de já ter quebrado o voto matrimonial e justificado o divórcio, a quebra do casamento) ): quer ele se case ou não se case com outra esposa (estando viva a sua EX-esposa), ele já terá adulterado neste sentido2, e a nova esposa que casar com ele será para sempre considerada adúltera, mas o adultério de ambos não é contínuo nem pode ser reparado (nem piorado), antes foi pontilear (completo, instantâneo, definitivo, irrecuperável), no instante da quebra dos votos, pelo homem, e da promessa dos votos à e pela sua nova esposa. Se o novo casal se divorciar ou passar a viver como eunucos, nada disso poderá reparar (nem piorar) o adultério que já houve para ele quando injustificadamente divorciou sua primeira esposa, e para sua segunda esposa quando casou com ele.

F) Depois de um divórcio, quer 100% bíblico ou não, se a EX-esposa vier a ser (por casamento, ou fornicação, ou prostituição) de outro homem, e se depois vier a se separar/ divorciar dele, então o seu primeiro marido não poderá voltar a tê-la. (Mas ficou hesitante, pensativo e prostrado de gratidão, maravilhado ante o amor de Deus, ao lembrar de Oséias perdoando sua esposa adúltera tantas vezes, e recebendo-a de volta depois dela ter sido de tantos homens. E ao lembrar que Deus ainda aceitará de volta a esposa adúltera Israel, de quem se divorciara! Será que o perdão não deverá exceder a justiça, quando houver arrependimento e volta?...)

G) Entre Gn e Rm, o divórcio iniciado pela esposA nunca aparece como aceito; mas, em 1Co 7, parece ser (a contragosto, com tristeza de Deus) tolerado; portanto, tudo o acima deve ser aplicável a divórcio iniciado por esposa.



MITO - 3:
Definição errada
de FORNICAÇÃO, PORNEIA:

"Fornicação é, sempre e somente, qualquer atividade sexual entre solteiros"

Muitos extremados defensores que recasados têm que se divorciar e dormir em quartos separados e viver como eunucos, para que não sejam contínuos adúlteros, partem da premissa que Porneia sempre significa somente 'atividade sexual entre dois solteiros, sem resultar em ganhos econômicos' (e que sempre difere de Moiqueia, que sempre significa 'adultério, atividade sexual entre um homem e uma mulher, sendo um deles casado (a) com outrem'), e, sobre essa premissa, constroem um argumento que parece irrespondível, isto é, que a fornicação referida em Mt 5:32 e única base tolerável base para divórcio, restringia-se à mulher, já casada legalmente mas antes de ter se juntado ao seu esposo, juntar-se a outro homem; a possibilidade deste tipo de pecado se encerraria assim que ela cohabitasse pela primeira vez com seu próprio marido legal, daí em diante qualquer infidelidade dela seria tecnicamente adultério e não mais fornicação, e não mais daria direito ao marido a divorciar.

BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
Veja, em Strong:

4202 porneia porneia por-ni’-ah
    from
4203; TDNT-6:579,918; n f
    AV-fornication 26; 26
1) illicit sexual intercourse
   1a) adultery, fornication, homosexuality, lesbianism, intercourse with animals etc.
   1b) sexual intercourse with close relatives;
#Le 18:6-23
   1c) sexual intercourse with a divorced man or woman;
#Mr 10:11,12
2) metaph. the worship of idols

   2a) of the defilement of idolatry, as incurred by eating the sacrifices offered to idols


Portanto, apesar do sentido ESTRITO e ORIGINAL de porneia ser o de "qualquer atividade sexual limitada a ser entre um homem e uma mulher solteiros, por pura sem-vergonhice, sem nenhum deles exigir nem receber nenhuma recompensa econômica", não podemos negar que há um sentido AMPLIADO e POSTERIOR de porneia, passando a ser como o maior dos guarda-chuva englobando "todos os tipos de atividades sexuais proibidas por Deus, na Bíblia, portanto englobando:

- "qualquer atividade sexual entre dois solteiros, por pura sem-vergonhice, sem nenhum exigir nem receber nenhuma recompensa econômica" (fornicação propriamente dita),
- homossexualismo (masculino ou feminino, passivo ou ativo),
- adultério,
- prostituição,
- pedofilia,
- bestialismo,
- sexo anal ou oral,
- sadismo ou masoquismo ou qualquer outra perversão,
- permanente e injustificadamente recusar-se a ter sexo com seu cônjuge; ou exigir pagamento ou impor pesadas condições para isto;
- exigir posições acrobáticas ou humilhantes;
- durante o ato sexual, sussurrar palavras de amor a outra pessoa, ou exprimir repulsa/ zombaria/ insulto, ou gritar imoralidades a plenos pulmões para ser ouvida a quilômetros;
- viver olhando e se excitando com revistas e vídeos pornô, conversando pornografia, etc.
- etc.


O melhor dicionário (melhor que Thayer, Strong, Vine, etc.) da Bíblia é a própria Bíblia, só ela! Todos os outros dicionários podem ter erros e omissões e levar a falsas conclusões.

"... para encontrarmos o que uma palavra significa na Bíblia, nós temos que estudar como é que [o próprio] Deus usa a palavra. Do mesmo modo como nós recusamos interpretar as Escrituras através das lentes das tradições do homem, da história, de visões, e de alegadas revelações adicionais; nós temos que ser cuidadosos para interpretarmos as palavras das Escrituras do modo que Deus as usa, e não limitarmos os significados de acordo com as definições do homem. Certamente, dicionários podem servir como valiosos atalhos na pesquisa, e recursos tais como a Concordância Exaustiva de Strong ou como o dicionário de Webster de 1828 lhe darão um bom entendimento [inicial] das palavras. No entanto, o entendimento completo pode somente ser obtido através do exame de como [o prórprio] Deus usa a palavra. A Bíblia tem que definir-se ela própria. As palavras mudam de significado. Deus não tem prometido preservar dicionários ou gramáticas, mas preservar a Sua Palavra. Portanto, pelo contexto em Sua Palavra, nós chegamos a definições mais [precisa e] detalhadas do que aquela a qual o homem pode usar ou aceitar em vários séculos." (Vince Londini)

O melhor método de EXegese (a verdade sai de dentro da Bíblia para fora, para meu entendimento), ao contrário de EISegese (a teoria sai de fora, isto é, do meu entendimento, para dentro da Bíblia, eu  quero forçar minha teoria para dentro da Bíblia, torcendo a sua tradução ou sua interpretação, sem base nenhuma a não ser meus desejos), é compararmos laboriosa e detalhada e criteriosamente TODAS as ocorrências da palavra grega (ou hebraica) em toda a Bíblia). Nunca houve, nem há, nem haverá método melhor que esse. É muito mais trabalhoso e toma muito mais tempo mastigarmos nosso próprio alimento do que, por desleixo e pressa, recebê-lo pré-digerido, mas é muito mais seguro, não adquirimos infecções doutrinárias passadas por outros ... .

Apliquemos esse método, o meu preferido. Basta você notar TODAS as ocorrências de porneia, e verá que a teoria de que porneia sempre e somente é sexo entre solteiros, está furada. Veja:

Verso Chave: Eita verso bom para provar que porneia muitas vezes tem o sentido geral (qualquer atividade sexual proibida pela Bíblia) e não o restrito (atividade sexual entre solteiros): duas vezes o Espírito Santo descreve como porneia o relacionamento sexual entre um homem e a esposa (não viúva, não ex-esposa, mas atual esposa!) do pai dele!!!! Isto resolve a questão, de uma vez por todas: porneia também pode ter o sentido amplo!!!
      “Geralmente se ouve que há entre vós fornicação <4202>, e fornicação <4202> tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.” (1Co 5:1)



Versos onde, entre casados, porneia tem que ter o sentido geral (qualquer atividade sexual proibida pela Bíblia) e não o restrito (atividade sexual entre solteiros):
      “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação <4202>, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” (Mt 5:32)
      “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação <4202>, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” (Mt 19:9)




Versos onde porneia tem que ter o sentido geral (qualquer atividade sexual proibida pela Bíblia) e não o restrito (atividade sexual entre solteiros), senão o verso só estaria condenando sexo entre solteiros, mas não adultério, prostituição, homossexualismo, bestialismo, etc.:
      “Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de fornicação <4202>; temos um Pai, que é Deus.” (Jo 8:41)
     
“Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação <4202>, do que é sufocado e do sangue.” (At 15:20)
      “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da
fornicação <4202>, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.” (At 15:29)
       “Todavia, quanto aos que crêem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da
fornicação <4202>.” (At 21:25)
      “Estando cheios de toda a iniqüidade,
fornicação <4202>, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;” (Rm 1:29)
      “Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a
fornicação <4202>, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.” (1Co 6:13)
      “Fugi da
fornicação <4202>. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo.” (1Co 6:18)
      “Que, quando for outra vez, o meu Deus me humilhe para convosco, e chore por muitos daqueles que dantes pecaram, e não se arrependeram da imundícia, e
fornicação <4202>, e desonestidade que cometeram.” (2Co 12:21)
      “Mas a
fornicação <4202>, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos;” (Ef 5:3)
      “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a
fornicação <4202>, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;” (Cl 3:5)
      “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da
fornicação <4202>;” (1Ts 4:3)
      “E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua fornicação <4202>; e não se arrependeu.” (Ap 2:21)
      “E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua
fornicação <4202>, nem dos seus furtos.” (Ap 9:21)
      “E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilónia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua
fornicação <4202>.” (Ap 14:8)
      “Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua
fornicação <4202>.” (Ap 17:2)
      “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua
fornicação <4202>;” (Ap 17:4)
      “Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação <4202>, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.” (Ap 18:3)
      “Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande fornicária, que havia corrompido a terra com a sua fornicação <4202>, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.” (Ap 19:2)



Outros versos, onde é certo ou muito plausível que porneia só tenha o sentido
estrito:
      “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicações <4202>, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.” (Mt 15:19) (porneia tem sentido estrito, pois é usada em contraste com adultério)
      “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações <4202>, os homicídios,” (Mc 7:21)
(porneia tem sentido estrito, pois é usada em contraste com adultério)
      “Mas, por causa da fornicação <4202>, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1Co 7:2)
(é mais plausível que porneia só tenha seu sentido estrito, pois é usada em referência a um solteiro; mas não é impossível que também possa englobar a prostituição, e seu sentido seja o amplo)
      “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação <4202>, impureza, lascívia,” (Gl 5:19)
(porneia tem sentido estrito, pois é usada em contraste com adultério)



 

Definição bíblica:
"FORNICAÇÃO:
1) num sentido estrito (stricto sensu), é qualquer favor sexual entre um homem e uma mulher sem marido, feito consensualmente, sem ser por dinheiro nem por outras recompensas materiais.
2) num sentido mais amplo (lato sensu), é qualquer atividade sexual não permitida por Deus, na Bíblia.
Isto inclui:
Homossexualismo (masculino ou feminino, passivo ou ativo); Adultério; Prostituição; Pedofilia; Bestialismo; Sexo anal ou oral; Sadismo ou masoquismo ou qualquer outra perversão; Permanente e injustificadamente recusar-se a ter sexo com seu cônjuge (ou exigir pagamento ou impor pesadas condições para isto); exigir posições acrobáticas ou humilhantes; durante o ato sexual, sussurrar palavras de amor a outra pessoa, ou exprimir repulsa/ zombaria/ insulto, ou gritar imoralidades a plenos pulmões para ser ouvida a quilômetros; viver olhando e se excitando com revistas e vídeos pornô, conversando pornografia; Etc."




MITO - 4:

"Hoje, para o crente neo-testamentário, a Lei, o V.T., não tem mais nenhum valor no que proíbe, no que permite, no que ordena. Só devemos atentar para o N. T."


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
"Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir." (Mt 5:17 ACF)
“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mt 5:18 ACF)
"Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente;" (1Tm 1:8 ACF)

EXPLICAÇÃO:
A Lei não salva, concordamos. Não tem o menor valor para salvação, concordamos. Somos salvos pela fé e não pelas obras da Lei, concordamos. Quanto à salvação, não estamos debaixo da Lei mas da Graça, concordamos.
Mas, quanto ao nosso proceder diário, nosso viver, não podemos deixar de assentir com o próprio N.T., que, das muitas centenas de mandamentos da Lei do Velho Testamento, Deus somente nos fez isentos, durante a dispensação da igreja:

a) de um pequeno punhado de leis, as quais são usualmente chamadas de  CERIMONIAIS (isto é, todas aquelas leis relativas à forma do judeu sacrificar e de adorar no tabernáculo e no templo, como o judeu deveria construí-los, como o judeu devia se vestir, como o judeu devia fazer os sacrifícios, etc.) e
b) de um pequeno punhado de outras leis que foram EXPLICITAMENTE DITAS (no V.T. ou no N.T.) TAMBÉM QUE SE REFEREM SOMENTE AOS JUDEUS (contribuição financeira dos judeus, fixada em 10% dos produtos agrários, contribuição esta associada com promessas de grandes bênçãos materiais se obedecidas, ou de grandes maldições materiais se desobedecidas; circuncisão dos judeus; guarda, pelos judeus, do sábado, e de festas de lua nova, e de festa da páscoa, de pentecoste, etc.; o que é limpo e o que é impuro para os judeus comerem; etc. ).

Absolutamente todas as outras muitas centenas de leis (exceto as dos dois tipos acima mencionados) são usualmente chamadas de "LEIS MORAIS, eternas, para todos e para sempre", e estão em vigor para todos (judeus e gentios) em tão alto grau, hoje, como o estiveram no Velho Testamento, somente para os judeus! Exemplos dessas leis: adorar somente a Deus, não matar, não mentir, não furtar, não adulterar, não se prostituir, não fornicar, não a toda forma de homossexualismo, não fabricar nem se curvar na presença de ídolos; não a toda forma de espiritismo, etc., etc., etc. Nenhuma dessas centenas de leis MORAIS foi abolida, nenhuma foi diminuída/ enfraquecida 1 milímetro, nenhuma foi aumentada/ fortalecida 1 milímetro.

O que Jesus fez (em passagens com estruturas tais como "Ouvistes que foi dito aos antigos: ... Eu, porém, vos digo ...")  foi somente explicar o sentido ORIGINAL da algumas leis, pois esse sentido original tinha sido tremendamente deturpado pelas tradições humanas.

Nenhum mm daquilo que a lei MORAL de Deus, no V.T, nos PROIBIU fazer, foi abolido no N.T., nenhum mm lhe foi acrescentado nem subtraído nem modificado em altura, profundidade, amplitude, ou comprimento.

Nenhum mm daquilo que a lei MORAL de Deus, no V.T, nos ORDENOU fazer, foi abolido no N.T., nenhum mm lhe foi acrescentado nem subtraído nem modificado em altura, profundidade, amplitude, ou comprimento.

Tudo que Cristo e seus apóstolos e escritores do N.T. fizeram (em passagens com estruturas tais como "Ouvistes que foi dito aos antigos: ... Eu, porém, vos digo ...") foi somente resgatar o entendimento da Lei ao ORIGINALMENTE intencionado por Deus e depois distorcido pelos homens.

Um exemplo:
   Deus, em Dt 24:1-4, deixou claro que tolerava o divórcio somente em caso de algo INDECENTE (sexualmente desonroso, sujo),
1 Se um homem toma uma esposa e a tem desposado, e se tem sido que ela não acha graça aos olhos dele (porque nela tem ele encontrado COISA INDECENTE), e se ele lhe tem lavrado uma carta de repúdio, e a tem dado na mão dela e a despedido da casa dele,
   Deus também deixou claro que, no caso de divórcio nessas bases, Ele tolerava direito a ambos os cônjuges se recasarem, e estes recasamentos eram aceitos e válidos::
2 E se ela tem saído da casa dele, e tem ido e sido de outro homem, 3 E se este último homem também a tem odiado, e lhe tem lavrado uma carta de repúdio, e a tem dado na mão dela e a despedido da casa dele, ou se este último homem, que a tomou para si por esposa, morre, 4 Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la para que seja sua esposa, depois que foi contaminada; pois isto é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança.
   Mas os homens, ao longo dos séculos, deturparam o que Deus estabeleceu, e estavam se divorciando por qualquer pretexto tolo, como a mulher não estar mais tão bela quanto antes, ou por "incompatibilidade de gênios", etc. Portanto Cristo, em Mt 5:32 e passagens correlatas, não está modificando 1 mm, nem enfraquecendo 1 mm, nem fortalecendo/ aprofundando/ elevando 1 mm a lei antiga, apenas a está restabelecendo ao seu sentido original: Divórcio é bem tolerado por Deus (mesmo lamentando a desgraça, o fracasso do casamento) no caso especial do homem ter encontrado "coisa indecente" na mulher:
Mt 5: 31 Também foi dito: 'Quemquer que mandar embora {*} a sua esposa, dê-lhe carta de divórcio'; {* "Mandar embora" = metonímia significando "divorciar"}
Mt 5:32 Eu, em clarificação a isso
{*}, vos digo que quemquer que mandar embora {***} a sua esposa a não ser por causa de FORNICAÇÃO {**}, faz-lhe cometer- adultério; e qualquer que casar com aquela tendo sido mandada embora {***}, comete adultério.
{* Aqui, a conjunção grega "de 1161" é um conjunção complementar- cumulativa- explicativa, não adversativa. A primeira razão, já suficiente, é que a lei moral de Deus nunca é abolida para ser substituída por algo diferente, mesmo que pareça superior (Mt 5:17-18; Jo 10:35b) ) (a tradução de “de” para “porém, em oposição” ficou impossível). A segunda razão é que todos os bons léxicos e gramáticas admitem para "de" o sentido complementar- cumulativo- explicativo. A.T. Robertson, em sua "A Grammar of the Greek New Testament in the Light of Historical Research", page 1152, diz que não há, na conjunção "de", "nenhuma noção essencial [indispensável] de antítese ou contraste", e diz que prefere começar a dar a "de" o sentido narrativo-continuativo ("e", "em seguida"), depois cumulativo ("cumulativamente com isto", "além disso", "ademais", "como uma importante adição"), por último o sentido adversativo ("mas", "porém", "em oposição"). J.H. Thayer, em seu "Thayer's Greek-English Lexicon of the New Testament", página 125, admite que um possível uso de "de" é o de introduzir explanações ["e, clarificando isto"] e, nisso, "de" separa a sentença original de sua explanação. Portanto, em Mt 5:22, 28, 32, 34, 39, 44, "de" significa "explicando melhor o que Deus determinou originalmente e vocês estiveram adulterando ao longo do século"}
{** Fornicação é qualquer pecado sexual}
{*** "Mandar embora" = metonímia significando "divorciar"}



MITO - 4.A (herança do ascetismo Romanista):

"Divórcio só foi tolerado no V.T., hoje não."


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
   Leia as balas mortais contra MITOS 4, 5.



MITO - 4.B (herança do ascetismo eunuquista Romanista):

"Recasamento só foi tolerado no V.T., hoje não."



BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
   Leia as balas mortais contra MITOS 4,  5.A,  5.B,  7.A.


MITO - 5 (herança do ascetismo Romanista):

"Deus nunca tolerou (mesmo com tristeza) (muito menos aceitou totalmente) nenhum divórcio, em hipótese nenhuma."


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
   Deus, Ele mesmo, diz que SE DIVORCIOU de Israel, deu-lhe carta de repúdio!!!
   Assim diz o SENHOR: Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, pela qual Eu a repudiei? Ou quem é o Meu credor a quem Eu vos tenha vendido? Eis que por vossas maldades fostes vendidos, e por vossas transgressões vossa mãe foi repudiada. (Is 50:1)
   E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, Eu a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.
(Jr 3:8 ACF)
  
Conclusão: o mínimo que se tem que admitir (se quisermos ser honestos) é que há alguns casos (estabelecidos na Bíblia) em que divórcio, mesmo coisa mais triste do mundo, é tolerado por Deus.



MITO - 5.A (herança do ascetismo eunuquista Romanista):

"Deus nunca tolerou (mesmo com tristeza) (muito menos aceitou totalmente) nenhum recasamento, em hipótese nenhuma."


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):

BALA 1: Deus, Ele mesmo, diz que, antes de se recasar eternamente com Israel [no Milênio, após a conversão de todo Israel, descrita em Ez 36:24-28; Zc 12:10-13:3; Rm 11:25-26], também SE CASARÁ ETERNAMENTE [logo após o Arrebatamento (Ef 5:27; Ap 19:7-8; etc.), 7 anos antes do início do Milênio] COM UMA SEGUNDA ESPOSA (a igreja local totalizada futura)!!!
   “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.” (2Co 11:2)
  
Conclusão: o mínimo que se tem que admitir (se quisermos ser honestos) é que há alguns casos (estabelecidos na Bíblia) em que recasamento é tolerado por Deus.

BALA 2:
Deus, Ele mesmo, diz que SE RECASARÁ COM A PRIMEIRA ESPOSA (Israel)!!! E isto SEM REPUDIAR a Sua SEGUNDA ESPOSA (a igreja)!!!
“19  E desposar-te-ei coMigo para sempre; desposar-te-ei coMigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias. 20  E desposar-te-ei coMigo em fidelidade, e conhecerás ao SENHOR.” (Os 2:19-20)

BALA 3:
1 Se um homem toma uma esposa e a tem desposado, e se tem sido que ela não acha graça aos olhos dele (porque nela tem ele encontrado coisa indecente), e se ele lhe tem lavrado uma carta de repúdio, e a tem dado na mão dela e a despedido da casa dele, 2 E se ela tem saído da casa dele, e tem ido e sido de outro homem, 3 E se este último homem também a tem odiado, e lhe tem lavrado uma carta de repúdio, e a tem dado na mão dela e a despedido da casa dele, ou se este último homem, que a tomou para si por ESPOSA, morre, 4 Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la para que seja sua esposa, depois que foi contaminada; pois isto é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança. (Dt 24:1-4 LTT) Deus instituiu a carta de divórcio, o divórcio legalmente formalizado (em oposição à mera separação de corpos e de residência) exatamente para tornar possível a mulher recasar sem ser apedrejada como se ainda estivesse casada com seu EX-marido, caso em  que seria apedrejada como adúltera (sentido2 (de já ter quebrado o voto matrimonial e justificado o divórcio, a quebra do casamento)) ao se unir a outro homem. Em Dt 24:1-3, Deus deixou claro que, no caso de divórcio por "algo INDECENTE" (sexualmente desonroso, sujo), então Ele tolerava ambos os cônjuges se recasarem, e estes recasamentos eram aceitos e válidos. Tal divórcio completamente termina o casamento. A mulher tem o direito de recasar, uma vez que tinha sido rejeitada por seu prévio marido. Tais divórcio e o recasamento são ligados juntos. Se foi reto para seu marido divorciá-la, é reto para ela encontrar um outro marido que a sustentará e a amará.

"Note que divórcio termina a relação matrimonial. No versículo 2, ela [a mulher] vai e se torna a esposa de um outro homem. O versículo 4 refere-se ao seu primeiro marido como "primeiro" marido. Ele não é mais o marido dela. Ele não tem mais nenhum relacionamento, e, na verdade, eles são proibidos de restabelecerem um relacionamento. O casamento deles está terminado. Em nenhum sentido, Deus ou a lei consideram que ela [a mulher] e seu primeiro marido ainda estão casados. Nem ela adultera contra o primeiro marido quando se envolve num relacionamento matrimonial com seu atual marido. Caso contrário, ela seria apedrejada por adultério e não estaria continuando em um segundo casamento (muito menos um segundo divórcio como o texto indica). Não, o casamento dela está terminado." (Vince Londini)





MITO - 5.B (herança do ascetismo eunuquista Romanista):

"Mesmo se pudesse haver 'parte- inocente' em um divórcio, mesmo assim ele não poderia recasar"


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):

BALAS 1, 2 e 3: Idem às BALAS 1, 2 e 3 contra o MITO 5.A.

BALA 4:
      “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação {*}, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” (Mt 19:9 ACF)
   “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição {*}, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” (Mt 5:32 ACF)
   {* "Porneia", aqui, tem o sentido lato, amplo, portanto inclui homossexualismo (masculino ou feminino, passivo ou ativo); adultério; prostituição; bestialismo; sexo anal ou oral; sadismo ou masoquismo ou qualquer outra perversão; permanente e injustificadamente recusar-se a ter sexo com seu cônjuge; ou exigir pagamento ou impor pesadas condições para isto; exigir posições acrobáticas ou humilhantes; durante o ato conjugal, sussurrar palavras de amor a outra pessoa, ou exprimir repulsa/ zombaria/ insulto, ou gritar imoralidades a plenos pulmões para ser ouvida a quilômetros; viver olhando e se excitando com revistas e vídeos pornô, conversando pornografia, etc.}
   Estes dois versos claramente isentam a parte inocente de toda a culpa e penalidade. Portanto, ele não comete adultério no divórcio seguido de recasamento.



MITO - 6 (fruto da imaginação dos que que se dizem cristãos e têm a louca mania de tentar imitar o judaísmo [pervertido desde o cativeiro babilônico], ridiculamente fingindo entender dele):

"Depois do casamento legal, há uma diferença entre o período antes e o período depois da primeira relação sexual do casal."


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
      25 E se algum homem no campo achar uma moça DESPOSADA, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então morrerá só o homem que se deitou com ela; 26 Porém à moça não farás nada. A moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo, e lhe tira a vida, assim é este caso. 27 Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse. (Dt 22:25-27 ACF) O estuprador é tratado igualmente ao que deita com mulher casada com outro homem (versos 22-23). Portanto, a moça "desposada" (isto é, legalmente casada mas ainda sem ter tido a 1a. relação sexual com seu marido) é considerada plenamente casada, tão casada quanto 20 anos depois da 1a. relação sexual com seu marido, nem 1 mm a menos.
      28 Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, 29 Então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias. (Dt 22:28-29 ACF) Note como a situação da virgem não desposada é diferente da situação da virgem já desposada (isto é, legalmente casada mas ainda sem ter tido a 1a. relação sexual com seu marido), mas a situação desta é igual à da esposa 20 anos depois da 1a. relação sexual com seu marido



MITO - 6.A (herança do ascetismo eunuquista Romanista):

"Divórcio só era tolerado antes da primeira relação sexual do casal."

BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
   Ver Dt 24:1-4, e seus comentários, na refutação aos MITOS 4 e 5.A.



MITO - 7 (herança do ascetismo eunuquista Romanista):

"Divorciados continuam a ser casados, aos olhos de Deus."


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
   Em MITO 2, ver, parágrafo 2 de V.Londini, e ver conseqüência C.
   Em MITO 5, ver BALA 3.



MITO - 7.A (herança do ascetismo eunuquista Romanista):

"É por isso que recasamento não é reconhecido por Deus, e é adultério contínuo."



BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
BALA 1: Ver Dt 24:1-4, e seus comentários, na refutação aos MITOS 4 e 5.A..

BALA 2:
Cristo reconheceu que a Samaritana do poço tinha tido (o tempo do verbo é passado) cinco maridos, Cristo reconheceu todos esses cinco casamentos!
16 Jesus lhe diz: "Vai, chama o teu marido, e vem cá." 17 A mulher respondeu, e disse: "Não tenho marido." Jesus lhe diz: "Disseste bem: 'Não tenho marido'; 18 Porque tiveste cinco maridos , e (cumulativamente) aquele que agora tens não é teu marido; tendes dito isto com verdade." (Jo 4:16-18 LTT)

NOTA: “Porque tiveste cinco maridos”:
(A) “Tiveste” indica passado encerrado: foram maridos dela, não o são mais.
(B) “Marido” nunca se aplica ao homem que se divorciou [pelo menos nos casos com motivos tolerados na Bíblia] de uma mulher; ele é seu EX-marido; comp. Dt 24:1-3.
(C) “Cinco maridos”: Esta referência a 5 casamentos [elencados JUNTAMENTE com o pecado da samaritana estar vivendo em fornicação com um homem com quem não se casou, e à luz de, no v.39, ela reconhecer que Cristo falou sobre todos os atos PECAMINOSOS dela e, no v. 6, ela, para não ser perseguida pela população, só poder ir ao poço no horário mais quente, em que ninguém lá ia], só pode ser uma repreensão a pecados dela; portanto, tudo falado por Cristo entre vs.16 e 24 visa REPREENDER a samaritana, mostrar-lhe sua PECAMINOSIDADE e necessidade do Salvador; portanto, ela foi DIVORCIADA 5 vezes, ao invés de meramente ter ficado viúva 5 vezes.

41 E muitos mais (homens) creram nEle, por causa da palavra dEle próprio. 42 E diziam à mulher: "Não mais é por causa da tua palavra que estamos crendo; porque nós mesmos O temos ouvido, e temos conhecido que Este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo." (Jo 4:16-42 LTT)

Comentário de Vince Londini:

"Cristo aqui nos dá o modelo de como lidar com uma situação tão comum em nossos dias, quanto foi nos seus dias. No versículo 15, a mulher próxima ao poço pede a Cristo a "água que salte para a vida eterna." Como um sábio ganhador de almas, Ele primeiro a confronta com o pecado dela para assim levá-la ao arrependimento, antes de lidar com a verdade do fato que Ele é o Salvador. Ele está confrontando o pecado dela no versículo 16 quando Ele lhe diz para chamar o marido dela. Qual é o pecado dela? A clara  implicação desta passagem é que ela tinha sido divorciada cinco vezes. Por que Cristo levantaria isto contra ela, isto é, o fato que ela tinha sido casada, se aqueles homens tivessem simplesmente morrido? Ademais, Cristo nos mostra que ela é uma mulher imoral, vivendo com um homem que não é seu marido. Aparentemente, a natureza dela é ser sexualmente infiel. O que seus cinco prévios maridos descobriram é, agora, óbvio a todos, uma vez que ela parou de se dar ao trabalho de casar e está, agora, simplesmente vivendo com um homem. No versículo 39, ela declara que Cristo lhe mostrou "tudo quanto tenho feito." Ele mostrou a ela uma coisa muito claramente: que ela estava vivendo com um homem com o qual ela não era casada; e ela sabia que Ele [Cristo] também a acusou de causar cinco divórcios. Note também o desdém especial que alguns dos habitantes da aldeia tinham para com ela, no versículo 42. Ele se afastariam do caminho dela para distanciar a crença deles do testemunho dela, aparentemente porque eles não queriam ter nenhuma identificação com uma mulher imoral.

"Note que Ele, [Cristo]  não diz que ela [ainda] está casada com todos daqueles homens [os cinco maridos] [nem apenas com o primeiro deles que ainda estivesse vivo]. Ele lhe diz "tiveste" cinco maridos. Ela não mais está casada com nenhum daqueles homens. Em nenhum sentido são eles ainda maridos dela. Os casamentos deles estão acabados. 

"Portanto, é impreciso dizer que uma pessoa divorciada, por causa dos seus divórcios, está tendo vários cônjuges vivos. Não há nenhum sentido místico em que Deus considere uma pessoa que, quer justa ou injustamente, tenha se divorciado [ou sido divorciada] como ainda estando casada com seu prévio cônjuge. Deus espera que nossos casamentos sejam permanentes, mas eles freqüentemente não o são. [Portanto,] o casamento em si mesmo não é permanente, mas somente dura enquanto o casal permanece fiel um ao outro. Mesmo nessa hipótese, a morte pode terminar casamentos."
...
"Aqui nós temos que destacar que a pessoa recasada não comete adultério contra o seu prévio cônjuge cada vez que pratica a relação matrimonial com o seu novo cônjuge. Como nós temos sobejamente estabelecido, o casamento anterior está terminado. O casal recasado não "está vivendo em adultério" cada vez que exercita o seu relacionamento marital. Entretanto, se o casamento deles envolveu um divórcio injusto, foi um ato de adultério. A frase "comete adultério" é uma construção no tempo presente. Como "comete assassinato," ela enfatiza a presente execução de uma ação, não um estado perpétuo." (Vince Londini)

BALA 3:
   “Assim diz o SENHOR: Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, pela qual Eu a repudiei? Ou quem é o meu credor a quem eu vos tenha vendido? Eis que por vossas maldades fostes vendidos, e por vossas transgressões vossa mãe foi repudiada.” (Is 50:1 ACF)
   “E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.” (Jr 3:8 ACF)
Comentário de Vince Londini:

"Como nós vimos no último artigo, a palavra "divórcio", no Velho Testamento, significa "um cortar fora." Uma coisa que foi  "cortada fora" não é mais parte daquilo com que ela foi ligada, e morre. Um ramo cortado fora não mais pertence à videira, mas murcha e morre.
"Considere o caso do divórcio de Deus em relação a Israel. Em Isaías 50:1 e em Jeremias 3:8, quando Deus se divorciou de Israel, Ele quebrou o relacionamento. Eles foram separados. O fato que Ele irá um dia restaurar os israelitas para Ele mesmo, [este fato ainda futuro] enfatiza a presente separação. Uma vez que Ele escreveu aos israelitas uma carta de divórcio, não há nenhum senso místico no qual eles [os judeus] "estejam ainda presentemente casados" [com Deus]. Ele restaurará o relacionamento deles, algum dia; mas, por enquanto, Ele está apenas com a nova noiva, [o conjunto de crentes de] as igrejas do Novo Testamento.
"Assim, tanto a morte como o divórcio terminam o casamento." (Vince Londini)

BALA 3:
“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;” (1Tm 3:2 ACF)
 “Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.” (Tt 1:6 ACF)

Evidentemente, uma vez que foi dada a exigência que pastores e diáconos deviam ser maridos de uma só esposa, é porque havia crentes (outros crentes, membros da igreja) que tinham tido duas esposas. É ou não é? Pois, se não houvesse nenhum crente membro de alguma igreja e que tivesse se divorciado (oh, como isto é proibido e odiado por Deus! E trás graves dores e perdas!), depois tivesse casado com outra esposa (oh, como isto é proibido e odiado por Deus! E trás graves dores e perdas! Mas, depois de feito este segundo casamento, ele é aceito por Deus, quebrá-lo seria outro pecado além de tantos anteriores) ainda estando viva sua 1ª esposa, então a exigência para pastores e diáconos seria sem nenhum sentido, pois todos os crentes a satisfariam. É ou não é? Ademais, nada é dito contra aqueles outros membros da igreja que tinham tido duas esposas. Nem sequer 1 mm é dito que eles vivem em adultério contínuo, nem que têm que o casal deve se separar e passar a viver como eunucos, senão serão excomungados. Portanto, não vivem em adultério contínuo, não têm que se separar e virar eunucos, não devem ser excomungados. É ou não é?


BALA 4:
Ez 44:21  E nenhum sacerdote beberá vinho quando entrar no átrio interior.22  E eles não se casarão nem com viúva nem com repudiada, mas tomarão virgens da linhagem da casa de Israel, ou viúva que for viúva de sacerdote.
Lv 21: “1 ¶ depois disse o SENHOR a Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: ... 7 Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido; pois santo é a seu Deus. ... 10 ¶ E o sumo sacerdote entre seus irmãos, ... 13 E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade. 14 Viúva, ou repudiada ou desonrada ou prostituta, estas não tomará; mas virgem do seu povo tomará por mulher.” (Lv 21:1-14 ACF)

Evidentemente, uma vez que foi dada a exigência que sacerdotes não devem casar com mulheres que foram divorciadas por seus maridos, é porque outros israelitas (e até levitas e mesmo descendentes de Arão, desde que não sacerdotes) eram tolerados casar com elas. É ou não é? Pois, se não houvesse nenhum israelita (até levitas e mesmo aronitas) que tivesse se casado com repudiada, então a exigência para sacerdotes seria sem nenhum sentido, pois todos os varões de sua tribo e país a satisfariam. É ou não é? Ademais, nada é dito contra aqueles outros israelitas (e levitas e aronitas) que tinham tido duas esposas. Nem sequer 1 mm é dito que eles vivem em adultério contínuo, nem que, por isso, o casal devia ser apedrejado. É ou não é? Portanto, não vivem em adultério contínuo, não vivem em adultério contínuo É ou não é?


BALA 5:
O profeta Natan ao repreender Davi pelo adultério com Betsebá e por ter causado a morte de seu marido Urias, disse as seguintes palavras de Deus e “8 E te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio, e também te dei a casa de Israel e de Judá, e, se isto é pouco, mais te acrescentaria tais e tais coisas. (2Sm 12:8-12 ACF)

Eu não advogo poligamia de modo nenhum, mas gostaria de ver como explicam este verso os que dizem que Deus somente reconhece o primeiro casamento e os outros não passam de adultério continuado ... (A este ponto, Davi já tinha várias esposas, sete delas já tendo seus nomes dados na Bíblia, em 1Sm 18:27, 25:42-43, 2Sm 3:2-5). E a Bíblia não lhe imputa nenhum pecado, exceto aquele adultério e assassinato referentes a Urias e sua esposa: 1Rs 15:3,5.

 




MITO - 8 (herança do ascetismo eunuquista Romanista):

"Rm 7:2-3 e 1Co 7:39 ensinam que o marido que divorciou uma mulher continua sendo visto por Deus como marido dela; portanto, se ela (ou ele) recasar, estará em adultério contínuo."


BALAS MORTAIS CONTRA ESTE MITO: (originado e perpetuado porque há quem não lê/ mostra TODOS os versos com uma certa palavra ou sobre um certo assunto; ou que ignora contexto/ dispensação/ para quem cada verso foi dirigido; etc.):
"2 Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. 3 De sorte que, vivendo o MARIDO
{*}, será chamada adúltera se for de outro varão; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de OUTRO marido." (Rm 7:2-3 ACF) {* “Marido”: aquele com quem seu pacto de casamento não foi quebrado por morte ou divórcio. Depois do divórcio ou morte, ele será EX-marido, não continuará sendo ATUAL-marido. “Marido” nunca se aplica ao homem que já se divorciou, ver Dt 24:1-3 e nota Jo 4:18. Portanto, Rm 7:2-3 se refere à mulher que não está divorciada, antes continua legalmente casada com e sujeita ao seu esposo, e ela começou a adulterar. Conseqüentemente, a passagem não está proibindo recasamento legal, antes está proibindo poligamia (ou adultério), está proibindo uma mulher ainda não divorciada casar (sem se divorciar) com (ou “apenas” ser de) outro homem.}

Repito comentário que fiz em http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ResumoCoy2.6DivorcioRecasamento-HelioNira.htm , sobre Rom 7:2-3:

Isto se refere a um marido não divorciado dela. Se ele já tivesse se divorciado, não seria mais seu marido, mais sim seu EX-marido. Contrário ao que dizem os romanistas, o divórcio (mesmo sem justificativa, errado, pecaminoso) dissolve o casamento, de modo que, mesmo no V.T., a mulher divorciada casava de novo sem ser considerada adúltera e sem ser apedrejada. Note que Jesus, em João 4, pronuncia que a samaritana tinha tido 5 maridos (fica implícito que através de divórcio de cada um e casamento com o seguinte) e agora vivia com um homem, em fornicação, sem casar; portanto, Jesus reconheceu que as 5 primeiras uniões da samaritana tinham sido casamentos, tinham sido válidos!

Comentário de Vince Londini sobre Rom 7:2-3:

      "Olhe de perto o que estes versículos estão dizendo. A palavra "for", nestes versículos, é traduzido da palavra  grega "ginomai" significando "causar ser, tornar-se, começar a ser". Literalmente, "for de outro varão", aqui, significa "tornar-se, começar a ser de um outro homem." O verbo está enfatizando uma ação [de iniciar a colocar-se em um estado], não está implicando um estado contínuo.
      Leia estes versículos de novo, compreendendo que "for de outro varão" significa "começar a ser de um outro homem." O versículo 2 nos diz que, de acordo com a lei mosaica, uma mulher casada pertence a seu marido até que ele morra, mas que quando ele morre o casamento deles está terminado. O versículo 3 diz que se ela se casa com um outro homem, mas o seu atual marido não está morto, "ela será chamada," dada o título de uma adúltera. Mas, se seu marido morreu, ela pode ter se casado e não cometeu adultério assim fazendo. 
      Note que o texto diz, a "mulher que está sujeita ao marido," e "o marido." Que é que  este texto está representando? O quadro é de uma mulher casada com um homem, que sai e casa com outro homem enquanto ainda está casada: poligamia. Debaixo da lei mosaica, ela agora seria apedrejada por cometer  adultério; não haveria recasamento para ela. Em nenhuma parte neste contexto a questão de se divorciar e depois recasar é mencionada. Por quê? Porque uma mulher divorciada não mais tem um marido. O casamento dela está terminado. O quadro aqui é de poligamia, não é uma situação de divorciar e depois recasar.
      O contexto maior torna isto óbvio. Romanos 7 desenha uma ilustração a partir da [dispensação da] lei do Velho Testamento, para mostrar que tal [dispensação da] lei está agora terminada. Deus está discutindo como é que Cristo teve que dar por terminada a [dispensação da] lei para que, com justiça, nos oferecesse salvação. Neste caso, o ideal está representado, e a morte (mais especificamente, a morte de Cristo) é o final de nosso casamento com a [dispensação da] lei. Se a lei fosse ainda nossa governante, Cristo não teria nenhum direito de oferecer salvação. Ao invés disso, a [dispensação da] lei teve que ser removida para Cristo casar conosco. Cristo não nos pede para flertar com Ele enquanto ainda vivemos debaixo da [dispensação da] lei.
      O contexto torna claro que Deus não está aqui legislando os pontinhos minúsculos a respeito de o que é que quebra matrimônio, ou quando é que uma pessoa está em adultério. De fato, a Sua morte [de Cristo] terminou a [dispensação da] lei mosaica da qual Ele extrai a ilustração dos versículos 2 e 3. Se Deus estivesse, nesta passagem, plantando aberturas que [depois] serviriam para atirarmos contra o divórcio, Ele poderia simplesmente ter declarado que divórcio não termina casamento. Mas Ele não fez isto. A lei mosaica ainda serve como um exemplo para nós (1 Corinthians 10:11), mas os pronunciamentos de Cristo são a regra final e completa pela qual nós vivemos.
      Realmente, é tão simples assim: Este texto [Rom 7] não tem nada a ver com recasamento. Contudo, este versículo é com freqüência erroneamente interpretado, distorcido e aplicado para reinterpretar todo o restante do ensino de Deus sobre o casamento. Nós temos de ser cuidadosos para não nos agarrarmos a um versículo ou a dois como uma lente através da qual nós negamos o pleno ensino de todo o restante das Escrituras. Isto é aquilo que os regeneracionistas batismais fazem com Atos 2:38 [“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;”] e Marcos 16:16 [Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”]. Eles fazem destes dois versículos as lentes através das quais eles distorcem todo o claro ensino das Escrituras, concluindo que batismo é indispensável para a salvação. Os católicos romanos fazem de João 6:56 [“Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”] as suas lentes para justificarem a missa, alegando que nós devemos literalmente comer e beber Jesus Cristo para assim sermos nascidos de novo.

BALA 2:  1Co 7:39:
A
esposa tem sido ligada pela lei por todo o tempo em que o seu MARIDO
{*} vive; mas, se o seu marido for falecido, ela fica livre para ser casada com quem ela quer, mas somente no Senhor. (1Co 7:39 LTT) {* NOTA: “Marido”: Aquele com quem seu pacto de casamento não foi quebrado por morte ou divórcio (depois do divórcio ou morte, ele será EX-marido dela, não continuará sendo seu ATUAL-marido: na Bíblia, o termo “marido” nunca foi usado em relação ao homem que já se divorciou, ver notas sobre divórcio e recasamento em Dt 24:1,4; Mt 5:32; Jo 4:18). Portanto, o verso se refere à mulher que não está divorciada, antes continua legalmente casada com e sujeita ao seu esposo. Nada indica que 1Co 7:39 trate de uma mulher divorciada; portanto, o verso não prova a falsa teoria do "contínuo adultério dos recasados”. A passagem não está proibindo recasamento legal, antes está proibindo poligamia, está proibindo uma mulher ainda não divorciada casar (sem se divorciar) com (ou “apenas” ser de) outro homem.

      "Ao contrário de Romanos 7:2-3, este texto está legislando regras do Novo Testamento para o casamento. Nós vimos na última lição, que, neste capítulo, Paulo não está enfocando nem negando à exceção deixada por Cristo. Seria mais seguro entender que os ensinamentos deste capítulo pressupõem um casal sem justo embasamento para um divórcio. Novamente, se Deus intencionasse negar a declaração de Cristo em Mateus 19, Ele teria explicitamente dito isto. 
      "Portanto, a discussão deste capítulo [1Co 7] sobre divórcio entre cristãos lida com cristãos cujos casamentos são ásperos, mas que não têm o embasamento que Mateus 19:9 dá para o divórcio. Ele, nos versículos 10-11, ordena a tais crentes não se divorciarem (“10 Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. 11 Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.” (1Co 7:10-11 ACF)), proíbe recasamento no caso de abandono, em versículo 15 ("Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz."), e com este verso [39] Ele proíbe poligamia [mais preciso seria dizer poliandria] (os mórmons têm que ter perdido este versículo). Ele adiciona a importante instrução que cristãos crentes devem somente se casar com crentes.
      "Novamente, nós temos que evitar tomar este versículo isolado para negar todo o claro ensino das Escrituras. Admitidamente, Romanos 7:3 e 1 Coríntios 7:39 exigem um sério estudo para encaixá-lo dentro de um quadro envolvendo tudo sobre casamento, da mesma maneira que Atos 2:38 e Marcos 16:16 [discutidos pouco acima] exigem cuidadosa interpretação à luz de toda a Escritura.
     "O término dos casamentos é um dos terríveis resultados do pecado e da morte. O lindo plano de Deus no Jardim do Éden tem sido solapado e destruído. Deus nunca intencionou que o casamento terminasse, mas, ao contrário, Ele intencionou que, eternamente, Adão e Eva conheceriam a doce comunhão um com o outro e com o seu Deus.  Mas, tanto pecado como morte terminam casamento. Morte, muito obviamente. O pecado termina casamento por causar injustos divórcios seguidos de recasamentos, ou por destruir a confiança dentro de um casamento e levar a um justificado divórcio seguido de recasamento.(Vince Londini)

PANTANAIS INTERPRETATIVOS NA QUESTÃO DE DIVÓRCIO/ RECASAMENTO



A questão do divórcio pode se tornar difícil de discutir, porque muitos pessoas têm opiniões fortes que soam boas, mas que contradizem a Palavra de Deus. Tais pontos de vista se tornam "pantanais," criando posições que são armadilhas e que não podem nunca ser resolvidas. Vamos nós dois, juntamente, estudar as Escrituras para ver como podemos evitar estes pantanais.


 

LIDANDO COM IDÉIAS PRECONCEBIDAS
 

1. "Divórcio é SEMPRE errado!" Isto é, "Deus NUNCA aprova o divórcio."

As seguintes Escrituras contradizem este ponto de vista:

1. Deus deu uma lei permitindo e regulando o procedimento apropriado para o divórcio (Deuteronômio 24:1-4). (“1 ¶ Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. 2 Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, 3 E este também a desprezar, e lhe fizer carta de repúdio, e lha der na sua mão, e a despedir da sua casa, ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, 4 Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada; pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança.” (Dt 24:1-4 ACF) )
2. Deus agradou-se de uma série de divórcios (Esdras 10:10-11). (“10 Então se levantou Esdras, o sacerdote, e disse-lhes: Vós tendes transgredido, e casastes com mulheres estrangeiras, aumentando a culpa de Israel. 11 Agora, pois, fazei confissão ao SENHOR Deus de vossos pais, e fazei a sua vontade; e apartai-vos dos povos das terras, e das mulheres estrangeiras.” (Ed 10:10-11 ACF) )
3. Deus, Ele mesmo, divorciou-se do seu povo no Velho Testamento (Jeremias 3:8). (“E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.” (Jr 3:8 ACF) )
4. Cristo concedeu permissão para o divórcio, se um cônjuge fosse infiel (Mateus 19:9). (“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” (Mt 19:9 BRP) )

Nós temos que harmonizar toda a Palavra de Deus. Nós podemos achar a nossa opinião melhor expressa em um ou dois versículos [e abandonarmos todos os outros versos que não são favoráveis à nossa opinião], ao contrário, para conhecermos a opinião de Deus nós temos que considerar toda a Sua Palavra. Certamente,  Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16). O que Ele quer dizer através disto? Porventura, está Ele, agora, dizendo que Ele odeia todos os divórcios, mesmo aqueles que O agradaram em Esdras? Porventura, Deus se contradiz a si mesmo? Não, Ele tem que ter expressado que Ele odeia a prática do divórcio sem uma base justa, como está, claramente, retratado pelo contexto. [O contexto de Malaquias 2 é quando um homem age traiçoeira ou violentamente contra a esposa de sua mocidade (vv. 15, 16). Deus está dizendo que Ele odeia o divórcio quando ele está no contexto deste tipo de impiedade.]

A crença que o "divórcio é sempre errado" conduz a um pantanal interpretativo que só pode ser resolvido através da tentativa de dar uma justificativa para isto, que é feita através do descarte de [várias] claras declarações de Deus.


 

2. “... mas ao princípio não foi assim.”

Deus criou o casamento com a intenção de que ele durasse para sempre ("... mas ao princípio [o divórcio] não foi assim"). Mas, a queda dentro do pecado [por Adão e Eva] mudou todas as coisas. Em um mundo amaldiçoado pelo pecado, Deus não espera que a  humanidade pecadora viva ao nível da perfeição estabelecida para seres humanos perfeitos, dentro de um mundo que era livre da presença e do poder do pecado. Na Sua misericórdia, a Palavra de Deus claramente reconhece algumas situações onde o divórcio é apropriado.

Em Mateus 19:9, as palavras de Deus “Eu vos digo, porém, ....” afastam, completamente, para bem longe, todas as considerações do Jardim do Éden e da lei, substituindo aqueles padrões com o Seu padrão para as Suas igrejas. Por que Cristo faria isto, exceto se Ele esperasse que nós pensássemos que a frase  “... mas ao princípio não foi assim.” (o v. 8) ou suas declarações a respeito da  dureza dos corações, de algum modo, fossem canceladas pelo que Ele está indo dizer no versículo 9? Tenha cuidado para não usar uma passagem de modo a cancelar outra passagem sem um claro mandato da Palavra de Deus para que você faça assim. "Eu vos digo, porém, ...." é um claro mandato que cancela tudo [sobre divórcio/ recasamento] dito e escrito antes dEle [de Cristo], deixando- nos com a Sua regra pela qual nós devemos viver.

1 Corinthians 7 ensina algumas "coisas difíceis de serem entendidas." Os versículos 10 e 11 poderiam ser lidos de modo a proibir todos os divórcios, enquanto o versículo 15 poderia ser visto como uma segunda razão aceitável para um divórcio, e os versículos 27 e 28 poderiam ser vistos como permitindo todos os recasamentos. No entanto, nós não encontramos nenhuma declaração de que 1 Corinthians 7 substitui ou cancela as definitivas declarações de Cristo nos Evangelhos. Portanto, estes versículos têm que ser entendidos como complementando e concordando com as declarações de Cristo, não sendo entendidas como negando-a ou expandindo-a.

Por favor, esteja advertido de que as  falsas seitas justificam a crença delas na regeneração batismal (Atos 2:38, Marcos 16:16), ou na missa (João 6:53), ou em outras heresias, através do uso de uns poucos versículos não muito claros, para reinterpretar as claras [explicitas, diretas, incontornáveis, indiscutíveis] declarações da Palavra de Deus. Se nós cuidadosamente examinarmos "todo o conselho de Deus," nós evitaremos este perigoso pantanal .


 

3. "Você pode até ter motivos para um divórcio, mas você nunca pode recasar."

Divórcio e recasamento são realmente o mesmo assunto. Deuteronômio 24:1-4, claramente, indica que um divórcio justo deixa ambas as partes livres para recasarem. Em Mateus 19:9, o nosso Salvador disse que Ele proibia todo divórcio e recasamento, exceto no caso de fornicação. Naquela frase "qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério" Ele ajunta o divorciar com o recasar através da palavra "e." Cristo se refere ao divórcio/recasamento como uma só situação, uma situação que é pecaminosa se não existir uma base justa para o divórcio.

O direito de recasar tem sempre sido incluído com permissão de divorciar. Mas, alguns dizem, "eles têm que pagar um preço por terem deixado o casamento deles falhar!" Nós temos que ter cuidado para não agirmos como vigilantes, exigindo uma penalidade para aqueles que têm pecado, através de pendurar esta ameaça sobre as suas cabeças, maltratá-los, ou olhá-los com desprezo. Cristo é ainda a cabeça de sua igreja e, na Sua pura justiça, Ele punirá o pecado. Cristo combinou as duas coisas [divórcio e recasamento]; separá-las é entrar num pantanal interpretativo.


 

4. "Os padrões do mundo têm sido abaixados porque os padrões da igreja têm sido abaixados."

Os homens perdidos se comportam da maneira que eles fazem porque são "filhos da desobediência." Algumas almas perdidas podem apontar o dedo acusatório para o povo de Deus em uma tentativa de desculpar-se ou de defender o próprio mau comportamento deles. No entanto, o perdido desobedecerá e se rebelará contra Deus não importa o que o povo de Deus faça. Nunca uma alma perdida, em nossa cidade de 330.000 pessoas, se dirigiu à nossa igreja para considerar a nossa posição sobre divórcio/ recasamento. A pessoa perdida preferiria muito mais não conhecer o que Deus diz, porque "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." [1Co 2:14]

A Confissão de Westminster de 1646, Matthew Henry (1662-1714), Matthew Poole (1700's) e incontáveis outros piedosos expositores dos últimos 300 anos, todos têm entendido a frase de Cristo em Mateus 19:9 como um fundamento para um divórcio justo. Matthew Henry e Matthew Poole também criam que 1 Corinthians 7:15 concedia outra causa justa.

"Nenhum divórcio, jamais" não é a posição histórica. É impróprio alegar que a exceção dada por Cristo [em Mat 19:9 "qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação"] é "um novo ensinamento" [a acusação é que isto é recente adulteração feito pelo HOMEM à Bíblia] é responsável pela a maré de divórcios em nossos dias. Provavelmente, o surto de divórcios em nossa cultura resulta das revoluções das drogas, do sexo, e da pornografia dos anos 60 e 70.

Acautelai-vos contra o tentação de estabelecer padrões como uma reação contra o mundo. Nós temos que fundamentar a nossa posição na Palavra de Deus, não importa onde esteja a posição do mundo, para que nós não entremos em um pantanal interpretativo que consistirá em interpretarmos as Escrituras à luz do comportamento dos perdidos.


 

5. "Uma crença que divórcio é absolutamente errado forçará um casal a permanecer junto e resolver todos os problemas, mesmo infidelidade."

A situação oposta é, exatamente, tão provável quanto esta. Que tal a pobre mulher cujo marido é um namorador e não quer se arrepender? Porventura, Deus exige que ela continue a suportar a dor emocional da repetida infidelidade dele, que nunca se arrepende e sempre a expõe a doenças venéreas quando ela fielmente desempenha a sua parte na  relação sexual deles, aprisionada na armadilha do casamento dela por uma interpretação incorreta das Escrituras? Alguns homens ímpios podem gostar disso, mas isto cria um pantanal interpretativo que difama a Palavra e o caráter de Deus. [Hélio ainda mesmo orou pela filha de um pastor, o marido dela repetidamente a tentou matar de várias maneiras, desta última vez a espancou tanto que dilacerou seu baço e fez seu fígado também sangrar, quase que ela morreu disto, passou vários dias entre a vida e a morte, num hospital, e ele também a tentou matar afogada na banheira, e deu-lhe um tiro que passou de raspão...].


 

6. "Se infidelidade sexual é base para o divórcio, então um sem número de divórcios são aprovados por Deus."
 

Uma vez que o comportamento normal dos seres humanos que se divorciam é encontrar outra companhia, muitos divórcios podem eventualmente ser justificados pela exceção concedida por Cristo em Mateus 19:9. Deus é justiça e misericórdia em partes iguais. É inteiramente consistente com a misericórdia de Deus que Ele concederia para a alma emocionalmente despedaçada (cujo cônjuge tem sido infiel ou tem ido embora por alguma outra razão, e então se torna infiel), a oportunidade de terminar o casamento e se casar com uma outra pessoa que exercitará amor e fidelidade.

Tenha cuidado para não ter idéias preconcebidas. Assegure-se de examinar todas as suas hipóteses e pensamentos à luz das Escrituras. Descarte qualquer idéia, não importa quão fortemente você crê nela, que não se alinhe com a Palavra de Deus. O único fundamento seguro para o nosso pensar é a Palavra de Deus. Sempre que o nosso pensamento se afasta da Sua Palavra, nós abrimos nós mesmos aos ataques de Satanás naquilo que ele nos achará incapazes de permanecer em pé, aquilo em que nós temos confiado em nossa opinião falível, ao invés de na Sua Palavra infalível.



 

ADULTÉRIO PERPÉTUO [adultério continuado, adultério contínuo, adultério constante, adultério incessante, ou continuado adultério, contínuo adultério, constante adultério, incessante adultério]

O ponto de vista que um casal recasado está "vivendo em [continuado] adultério" surge de uma má interpretação, uma distorção das Escrituras. O argumento nega que o divórcio pode terminar um casamento. Usualmente, este argumento erroneamente usa Romanos 7:3 ou se apóia sobre 1 Corinthians 7:39 para argumentar que somente a morte termina um casamento. Entretanto, Deuteronômio 24, claramente, indica que o divórcio termina um casamento. Em João 4, Cristo falou à mulher do poço: "Porque tiveste cinco maridos,"  cuidadosamente usando o passado para indicar que aqueles prévios casamentos estavam terminados. Nem  sequer uma [uma só] clara declaração das Escrituras ensina [explicitamente] que o casamento é uma conexão misticamente eterna que se estende mesmo depois de um divórcio.

Tenham cuidado para não usar tipos ou ilustrações retiradas da Bíblia a respeito do casamento, para ensinarem além do que é claramente declarado nas Escrituras. Todos os tipos se despedaçam em algum nível, mesmo os tipos de Cristo no Velho Testamento. Argumentos a partir de tipos somente são verdadeiros até o ponto em que a coisa representada está claramente declarada [em outros locais da Bíblia]. Crer que "uma vez que a salvação nunca termina, casamentos também nunca terminam," é esticar o tipo além do claro ensino da Palavra. De modo oposto, crer que "uma vez que divórcio termina o casamento, um crente pode perder seu salvação" é igualmente tão falacioso. Usar tipos para argumentar além do que está claramente declarado [em outros locais da Bíblia] é um pantanal interpretativo similar a ler o reflexo de um livro em um espelho.

Leia Gálatas 5:19-21.
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, 20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, 21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Considere agora o pantanal interpretativo criado pela posição não Escriturística de que divórcio não termina o casamento. A frase: "os que cometem tais coisas" significa "aqueles que praticam (ou continuam fazendo) estas coisas." Se nós julgamos que uma pessoa recasada está cometendo adultério todas as vezes que ela se envolve no ato matrimonial com seu novo cônjuge, então estes versículos negam-lhe salvação. Ele está indo para o inferno. Que acontece se aquela alma já foi nascida de novo? Ela perde a sua salvação? Como é que uma alma pára de cometer este adultério?

Deve ele [o homem recasado] divorciar-se da segunda esposa? Isso seria adicionar ainda outro pecado na sua conta. Ademais, nunca é certo fazer o que é errado. Deve ele [o homem recasado] parar de dormir com o novo cônjuge? Fazer isso significa que ele quebra as instruções de Deus em 1 Corinthians 7:4-5, aonde nós somos ensinados não cessarmos nossas relações maritais exceto por causa de um período de jejum e oração, nos assegurando de voltarmos a nos ajuntar novamente. Será que Deus está agora ordenando-lhe pecar?

[Em Mateus 19, no exato contexto do seu ensinamento sobre divórcio e recasamento, o Senhor Jesus Cristo declarou que Deus não força homens a serem eunucos: “Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” (Mt 19:12).]

Deve o adúltero perpétuo jamais se juntar a uma igreja do NT? A igreja é claramente ordenada a se separar daqueles que continuam a desafiar Deus (1Cor 5). Assim, este cristão, não importa como ele esteja arrependido, não pode ter comunhão com outros crentes.

Todas estas questões surgem quando a verdadeira natureza do casamento é mau entendida. "Adultério perpétuo" é um pantanal interpretativo que nós devemos evitar.

...

 




Hélio de Menezes Silva
traduzindo livremente e resumindo / acrescentando / adaptando e modificando artigo de Vince Londini: “Mitos Interpretativos Na Questão de Divórcio/Recasamento”



Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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