Algumas Ponderações Sobre as Duas Correntes de Manuscritos do NT

[Foi o TC que omitiu ou o TR que acrescentou?!...]






Introdução: Pretendo, antes que alguém apele a favor da erudição para descartar o abaixo exposto, chamar a atenção para uma "prova científica", com dotações análogas aos argumentos pró texto crítico. A teoria de Häeckel: "A ontologia recapitula a filogenia". Esta teoria afirma que todos os embriões, de todos os animais, são idênticos e que cada qual passa, durante o seu desenvolvimento, por todos os seus estágios de evolução anteriores. Ele "provou" através de apresentação visual amplificada que o embrião humano apresenta, ainda hoje, em seus primeiros estágios de desenvolvimento, guelras, sinal de que descende de peixes, também. Acontece, porém, que Häeckel foi desmascarado como falsificador deliberado destes dados já em 1957, no entanto, até hoje se ensina, inclusive nas nossas faculdades de ciências biológicas, e na maioria das escolas do mundo inteiro, as provas de Häeckel como fato! Prova da veracidade da Teoria da Evolução.



Os manuscritos gregos da Alexandria / minoritários, Textos Críticos TC, são, em geral, mais curtos do que os manuscritos Bizantinos / majoritários, Texto Recebido TR.
Deus nos adverte através do apóstolo João:
18 "Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;" 19 "E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." Ap. 22:18 -19



Quanto dos textos está em questão?

[Comparemos] o TC, em relação ao TR:
-

a) Ou o TC retirou 6000 palavras ou o TR adicionou 6000 palavras;
b) Ou o TC modificou 2000 palavras ou o TR o fez;
c) Ou o TC adicionou outras 2000 palavras ou o TR as subtraiu,

totalizando 7% das 140.000 palavras do texto do NT.
- Ou as novas versões, todas baseadas sobre o TC, retiraram (ou destruíram com notas de rodapé e colchetes) 45 versículos completos.... ou as Bíblias baseadas sobre o TR inseriram / construíram 45 versículos completos....
- Ou o TC deixou de dar ao nosso Salvador:

48 vezes o nome "Jesus",
40 vezes o nome "Cristo",
28 vezes o nome "Senhor",
3 vezes o nome "Cristo Jesus",
4 vezes o nome "Senhor Jesus Cristo",
5 vezes o nome "Filho do Homem",
3 vezes o nome "Filho de Deus",
20 vezes o nome outros títulos sagrados

 ou o TR os adicionou.



Isto é tolerável dentro das advertências de Deus? Não tenho dúvidas quanto à negativa da resposta. Se Deus fez uma advertência contra a corrupção de sua Palavra [é porque] ele pressupôs que ela seria preservada.



A ameaça se refere contra “acrescentar alguma coisa” ou “tirar quaisquer palavras” e a punição se refere a “Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro”, para o primeiro caso, e a “Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro”, para o segundo caso.
Esta advertência é dirigida unicamente a Cristãos. Os não Cristãos já estão debaixo desta condenação por outros motivos. 
Ambos, os que acrescentam bem como os que retiram da Palavra de Deus, são, conforme a advertência divina, casos de perdição eterna! Uma dica do que pode ser um pecado para a morte referido em I. Jo. 5:16b "... Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.
Imagine alguém que se diz redimido por Cristo mas envolvido na corrupção da Palavra de Deus, consciente ou inadvertidamente. Ativo ou passivo, ele está eternamente perdido, independente da sua profissão da salvação em Jesus Cristo! Se Deus não poupou os deformadores de Sua Palavra no passado não poupará a nós, pela mesma transgressão, hoje também.



Tamanho desvio entre o TC e o TR deixa claro que ou um acrescentou ou o outro subtraiu alguma coisa ou palavras ou, por única outra alternativa, Deus não foi capaz de preservar a sua palavra.
- Se Deus não foi capaz de preservar a Sua Palavra Ele também não é justo em punir os corruptores de sua Palavra.
- Se não é justo punir os corruptores de Sua Palavra também não é justo punir qualquer um por qualquer outra transgressão.
- Se não há mais ameaça de um juízo então não há porque pregar a salvação.



A discussão pára aqui. Caso contrário incorreremos em nos tornar meros religiosos hipócritas, professores de “bons” costumes e convívio sociais, tais como qualquer um de qualquer outra religião. Aliás, este transparece ser o objetivo de toda esta questão.



Alguém poderia argumentar que não tem capacidade para analisar ou avaliar o assunto. Que amenizante isto trás? Por acaso não morreram também os israelitas “inocentes” por causa dos seus líderes rebeldes, transgressores da Lei,?
Os seguidores de um certo líder rebelde sempre, ou quase sempre, receberam o mesmo castigo dos seus líderes.
Vide Coré em Números 16, Acã em Josué 7:1



Mas, mesmo assim, será que isto é uma desculpa justa? [Esta,] a de que alguém não teria capacidade para esta avaliação?
Então voltamos a culpar a Deus pela sua injustiça de estabelecer o Seu juízo sobre alguém por algo além de sua capacidade de entendimento.
Para uma questão tão relevante, sim, vital, não se aplicam apresentações de bons motivos ou bons argumentos, mas apenas a Palavra de Deus.
Deus não quer bons motivos, Ele quer boas ações, atitudes, obediência incondicional.



A maioria das pessoas viraram reféns deste assunto por questões de “[depositar] boa fé” (em homens), de comodidade, de moda, [de influenciar-se] pela força da maioria, geralmente centralizando em honrar mais a homens do que a Deus; [viraram reféns] por respeito a um seminário ou  universidade, ou a um líder ou pastor querido e simpático; [viraram reféns]  por questão de [admiração, apreço e lealdade] um professor intelectual e ou aparentemente piedoso e humilde; [viraram reféns]  por conta de [muito valorizarem e procurarem ter] uma  “postura equilibrada”; etc.



Vamos raciocinar um pouco sobre algumas questões bem simples e pôr à prova a nossa capacidade de avaliar.



1. Os dois representantes principais do TC são o códice Sináiticus, também chamado de Aleph, e o códice Vaticanus, também chamado de B. Os dois são mais curtos do que o TR, como já dissemos.
- Vejamos, portanto, se, por serem mais curtos, subtraíram alguma coisa:

. Apocalipse não consta de B.
.  Marcos 16:9 – 20 não consta de Aleph nem de B. Aleph “esticou”, aumentou as letras do texto antes deste trecho, para preencher o espaço vazio deixado por esta omissão. B simplesmente deixou o espaço em branco!
. Por outro lado, constam de Aleph e B: a Carta de Barnabé, Bel e o Dragão e, somente em Aleph, os Pastores de Hermas. Estes esboçam, entre outras questões, o Anticristo e seu reino, como [sendo] algo benéfico.
- Já apenas pelo constante acima pode-se extrair que tanto Aleph como B, não somente subtraíram como também acrescentaram.
- Dá para imaginar que um Novo Testamento destes teria sido usado pelos primeiros cristãos?



2. Mantém-se que Aleph e B datam de meados do 4º século, algo em torno de 350 AD.
- Os adversários do TR confirmam que as cópias do TR concordam entre si. Para explicar esta concordância, os adversários do TR postularam que teria havido, durante o quarto século, uma revisão, um recenso, unificação ou homogeneização das cópias do Novo Testamento. Sentiram-se compelidos a formular esta tese para explicar a concordância existente entre as cópias do TR, apesar de não haver qualquer indício histórico para tal recenso.
- Imaginem vocês, trezentos anos depois do surgimento dos manuscritos do NT, alguém convoca uma conferência para fazer um “recall” de todas as cópias do NT e faz uma nova edição, unificada revisada, homogeneizada, oficial, e destruindo todas as demais cópias e eventuais originais! Somente Aleph, B e mais alguns pedaços escaparam desta destruição!
- Mais. Aceita-se, tolera-se, que os manuscritos desviaram um do outro tanto quanto o TC deriva do TR em apenas 300 anos mas depois se preservaram concordantes, por 1200 anos, até Gutemberg!



3. E o que [dizer] das cartas dos pais da igreja de antes de 350 AD?
- Trechos do NT são citados nas mais de 20.000 cartas escritas até meados do 4º século [e que sobreviveram e chegaram às nossas mão], e estes coincidem, na sua quase totalidade, com o TR!



4. Já tão cedo como 150 a 156 AD, portanto, dois séculos antes dos ditos melhores e mais antigos manuscritos do NT, como lemos freqüentemente nos rodapés das novas versões, a Bíblia foi traduzida para outras línguas: A Peshitta em siríaco, a Vulgata (Velha) em latim (http://www.faithofgod.com/bible1.htm capítulo 22.4 e 5).
- Estas traduções se mantiveram, em boa parte, geograficamente e culturalmente isoladas dos demais manuscritos do NT, que são escritos em grego. É ainda mais difícil de se imaginar que estas traduções também pudessem ter participado do recenso postulado. Estas traduções só foram comparadas, com mais vigor, com as cópias dos manuscritos gregos, à partir da época de Gutemberg, 1350 anos depois de serem traduzidas, e todas elas [foram] achadas concordantes entre si e com o TR.



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Temos, portanto, sem entrarmos na questão da quantidade de cópias disponíveis, de um lado o TC com seus principais representantes, Aleph e B, que discordam entre si quase tanto quanto discordam do TR.
- Do outro lado temos o TR que concorda com as três traduções remotas e com as cartas dos pais da igreja até ao ano de 350 AD.
- São duas testemunhas contraditórias entre si contra quatro testemunhas isoladas concordantes entre si.



Pela Lei de Moisés :
"Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá." Dt 17:6.
- No caso dos manuscritos, temos quatro testemunhas [basicamente consistentes] contra duas [testemunhas] contraditórias, isoladas.



O que [poderia valer] a confiabilidade da opinião de eruditos frente a estas questões?
- Por acaso Deus nos deixará impunes caso não agirmos em conformidade com a Sua Palavra?



O povo de Deus, remanescente, veio a Jeremias e disse:
"Seja ela boa, ou seja má, à voz do SENHOR nosso Deus, a quem te enviamos, obedeceremos, para que nos suceda bem, obedecendo à voz do SENHOR nosso Deus." (Jr 42:6) 
- A reação do povo:
1 ¶ E SUCEDEU que, acabando Jeremias de falar a todo o povo todas as palavras do SENHOR seu Deus, com as quais o SENHOR seu Deus lho havia enviado, para que lhes dissesse todas estas palavras, 2 Então falaram Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens soberbos, dizendo a Jeremias: Tu dizes mentiras; o SENHOR nosso Deus não te enviou a dizer: Não entreis no Egito, para ali habitar; (Jeremias 43:1-2)



Nós, espontaneamente, afirmamos algo como: A Bíblia é infalível, é a revelação completa e final da vontade de Deus em questões de fé e vida.
- Esta geração, a nossa geração, no entanto, carece de dar provas de ser diferente da geração de Jeremias no que se dispõe a manter sobre argumentos hipotéticos e lendas a sustentação de um texto grego corrompido como sendo a Palavra de Deus.



Suspeita-se, no mínimo, que a propulsão do favorecimento do TC, nas novas versões, tem outros motivos do que as pesquisas da história dos manuscritos, mas isto para um outro possível artigo.



As novas versões também traduzem o Velho testamento à partir da Septuaginta, em oposição ao texto Massorético (Hebráico e Aramáico para as Bíblias JFA) para as suas traduções do VT.
- Veja a lenda da Septuaginta em: http://www.faithofgod.com/LXX.htm e http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/MitosSeptgTradsModernas-Spargimino.htm




Waldemar Janzen,29/07/2001


Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em BibliaLTT.org, com ou sem notas).




(retorne a http://solascriptura-tt.org/ Bibliologia-PreservacaoTT/
retorne a http:// solascriptura-tt.org/ )