Associações Musicais e Adaptação da MCC (Música Cristã Contemporânea)

David Cloud
(Musical Associations and CCM Adaptation,
http://www.wayoflife.org/files/cbed54ffce0f2b0d52efada5522c29cb-907.html)





   Quando se trata de música, a filosofia que está se expandindo nas igrejas batistas é: enquanto as palavras estão certas, devemos relaxar, sermos edificados, e não criticar.

   Um recém-formado na West Coast Baptist College [ligado à Lancaster Baptist Church] disse: "A música era muito mais uma preocupação para mim quando comecei a ouvi-la e pensar no fato que eram artistas da [má] MCC (Música Cristã Contemporânea) que a estavam cantando. Mas, sério, as palavras [desta música] são um mal? Pode um cristão não ser edificado por estas canções? Não é mais importante para uma pessoa ser edificado do que aprovado pelos homens? "

   Um recém-formado pela Hyles Anderson College disse: "Não sou contra as novas músicas que sejam teocêntricas e doutrinariamente corretas. Não me preocupa quem é o compositor delas. Sou a favor de qualquer música que promova Deus por quem Ele é ou pelo que Ele tem feito. [Música] que não enfatize a carne [acima de tudo, da maneira mais grosseira e ofensiva].”

   Esta filosofia permite às igrejas "adaptarem" a MCC [isto é, as “atenuarem” e tornarem “aceitáveis” às igrejas pseudo-fundamentalistas, incautas, não avisadas e não alertas]. [Isto é feio em 2 passos:] [1.] selecionando as [poucas] músicas [da MCC] que tenham letra bíblica e [2] atenuando-lhes o ritmo. É uma [fracassada] tentativa de tirar o rock para fora do “rock cristão” e de transformar música de louvor carismático em música de louvor fundamentalista [isto é, em louvor de acordo com a letra e o espírito de toda a Bíblia, lembrando que foi o Novo Testamento que foi especificamente escrito para a dispensação das igrejas].

Seguem-se algumas das razões pelas quais esta filosofia é anti-bíblica e perigosa:


1. ESTA FILOSOFIA DESCONSIDERA OS CLAROS MANDAMENTOS DA BÍBLIA PARA NOS SEPARARMOS DA HERESIA E APOSTASIA DO FIM DOS TEMPOS.


   “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” (Rm 16:17 ACF)
   “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1Co 15:33 ACF)
   “E não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.” (Ef 5:11 ACF)
    “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.” (1Tm 6:3-5 ACF)
   “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2Tm 3:5 ACF)
   “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” (Ap 18:4 ACF)


Todos esses mandamentos [acima] são sobre as associações [as que devemos cultivar e as que devemos romper pela separação, denúncia, e guerra contrária ao erro. São ordens de Deus.]

   O movimento da Música Cristã Contemporânea [MCC] está repleto de heresias e está completamente empenhado [no grosso e no varejo] com toda uma filosofia de ecumenismo, a qual está claramente construindo a Igreja prostituta do fim dos tempos. Roma tem um papel muito importante no movimento da MCC e não há 1 só entre 1000 artistas da MCC que emita qualquer tipo de advertência sobre isso, qualquer que seja. Eles falam a respeito de Cristo e de cantar Seus louvores, mas são cegos espiritualmente, a um nível verdadeiramente fundamental.

   Se eles fossem realmente tão cheios do Espírito Santo (como tão freqüentemente e tão intensamente cantam [dizendo que o são]), fariam como Paulo fez quando se encontrou com um falso mestre que tentava levar as pessoas para longe da verdade [isto é, publicamente repreenderiam todo o erro]:
   “Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele, Disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?” (At 13:9-10 ACF)

   Estive em algumas grandes e influentes conferências carismáticas ecumênicas (através do uso de credenciais de imprensa), e testemunhei com meus próprios olhos e ouvidos onde nasce a MCC e onde ela está mais à vontade. [Nelas,] nunca vi reprovação de erro como Paulo, cheio do Espírito Santo, fez em Atos 13. Todas essas conferências (New Orleans, 1987, Indianapolis, 1990, St. Louis, 2000, etc.) caracterizaram-se por ter uma multidão ecumênica mista, que incluía um grande número de católicos romanos. E nenhum dos líderes carismáticos, ou artistas “populares” da MCC (incluindo Bill Gates e sua “performance” em um destes) [jamais] levantou um dedo sequer de protesto e de alerta. Praticamente estão todos na cama com a vil e miserável apostasia do fim dos tempos. Pode ser que você encontre alguma exceção em algum lugar, mas é apenas isso - uma exceção. (Para conhecer relatórios sobre essas conferências ver "Coisas Estranhas em Nova Orleans" [“Strange Things in New Orleans”], "Confusão Carismática no Evangelismo" [“Charismatic Confusion in Evangelism] e "A Confusão do Fim dos Tempos em St. Louis" e [“End Times Confusion in St. Louis”], no site www.wayoflife.org. Use a ferramenta de busca restrita ao site ou consulte a seção Charismatic da Topical Listing no início da Home Page).

   Assisti (novamente, através do uso de credenciais de imprensa), à Celebração da Nova Aliança Batista [New Baptist Covenant Celebration] em 2008, com oradores como tais como [os liberais políticos] Jimmy Carter e Al Gore, e com [os liberais ou neo-evangélicos] Tony Campolo e o gigante Batista, Bill Clinton. As muito liberais Sociedade Batista Cooperativa [Cooperative Baptist Fellowship], Aliança Batista Mundial [Baptist World Alliance], e as Igrejas Batistas dos EUA [American Baptist Churches USA] foram os participantes. A música era a MCC e o tema foi o ecumenismo. Em sua mensagem de abertura, Jimmy Carter disse ser impossível chegar a um acordo sobre doutrinas e outras questões, de modo que devemos nos unir em torno de "o evangelho", ao invés de em torno daquelas coisas. Mas o que [real e exatamente] é este “o evangelho” nunca foi [ali] definido, e "o evangelho" realmente pregado [ali] era um evangelho social. Carter mencionou [que há um núcleo de coisas que são] "fundamentais", mas [todos notamos que] ninguém disse o que elas são, porque não havia pureza doutrinária [nem mesmo transparência, sinceridade, franqueza] sobre a mesa. Havia "ministérios" representados na celebração, tais como “Batistas que Encorajam e Dão Boas-Vindas” [“Affirming and Welcoming Baptists], procurando convencer as igrejas a receberem homossexuais impenitentes como membros e como obreiros. Entrevistamos a representante dessa organização e ela nos disse acreditar que os primeiros capítulos de Gênesis não são história literal, o casamento é uma instituição humana e o pecado sexual não existe. (Para um relatório sobre esta conferência ver "A Nova Aliança Batista: Uma Celebração do Liberalismo" [The New Baptist Covenant: A Celebration of Liberalism], FBIS, 25 de fevereiro de 2008, no site de literatura “WayOfLife”. Use a sua ferramenta de busca ou consulte a seção de Ecumenism da Topical Listing na home page.)

   Assisti também ao “Encontro Nacional de Pastores” [National Pastor’s Fellowship] em 2009, patrocinado pela [indefinida, mega editora] Zondervan e pela [neo-evangélica] InterVarsity Press (com palestrantes [”emergentes”, fracos em doutrina] tais como Brian McLaren, Bill Hybels, Young Paul (autor de [o perigoso e herético livro] “A Cabana”), Claiborne Shane, Ortberg John, Wright Christopher, McKnight Scot, McManus Alex, Moreland JP , Andy Crouch (da Christianity Today), e o cunhado de Billy Graham, Leighton Ford, para citar alguns). (Para um relatório sobre este encontro ver "A Igreja Emergente Está Vindo" [The Emerging Church Is Coming], FBIS, 03 de março de 2009, no web sitee da Way of Life Literature Web site. Use o motor de busca ou consulte a seção da Emerging Church da Topical Listing do guia na superior da página da homepage.) [traduzido em http://br.groups.yahoo.com/group/solascripturatt/message/7323]

   Todas essas grandes e influentes conferências estão comprometidas com a filosofia ecumênica. Nenhum participante delas sonharia em reprovar o catolicismo romano. Estão muito envolvidos com outras agendas para fazer algo assim. Essas conferências misturam homens de todas as convicções doutrinárias, desde o [pseudo] "conservadorismo evangélico" de Leighton Ford ao universalismo de Brian McLaren e [também]  a rejeição ao inferno e até a deusa feminina que não julga (que Paul Young ensinou em seu livro A Cabana.)

   Esses são os tipos de fóruns em que a MCC nasceu e onde mais está em casa. A música nesses fóruns era rock cristão "real". Eles tiraram fora todos os freio e disfarces. Não se tentava remover o rock do “rock cristão”. Havia até mesmo luzes coloridas e fumaça. A MCC mostrava-se sem aceitar restrições [mostrava sua verdadeira cara final, sem disfarces].

É realmente patético ver igrejas antigas [ e que já foram consideradas expoentes da sã doutrina e do fundamentalismo] como a Thomas Road Baptist Church em Lynchburg, Virginia ou a Highland Park Baptist Church, em Chattanooga, Tennessee, usando a MCC, como eles têm feito há um par de décadas. Eles têm o "líder de louvor" e têm a banda, mas o povo fica parado, murmurando as palavras do telão, sem a menor idéia de o que fazer com tal música. [Os “animadores do circo ou auditório” poderiam dizer:] Hey, essa música foi criada para "conectar" o povo a Deus, para que você possa "experimentar" Deus. É tudo sobre "feeling”, sentir alguma coisa. Cara, você deve se entregar a ela, e se movimentar e dançar! Igrejas batistas [fundamentalistas e] independentes que querem usar a MCC, precisam trazer alguns ecumenistas carismáticos para ensinar-lhes a agir assim, ou precisam frequentar algumas das igrejas carismáticas e [suas] conferências e observar como eles fazem, para [também as igrejas batistas [fundamentalistas e] independentes] fazê-lo bem. Se você deseja usar o material carismático, você deveria pelo menos fazer um esforço para saber o que é e como deve ser usado.

   Por quase quatro décadas pesquisei o movimento pentecostal-carismático, desde quando fui levado a Cristo por um pentecostal à moda antiga e visitei igrejas pentecostais como um novo cristão buscando a vontade de Deus sobre "a quem" eu deveria me juntar. O livro de 317 páginas Os Movimentos Pentecostais-Carismáticos: A História e o Erro [The Pentecostal-Charismatic Movements: The History and the Error], está repleto de documentação da apostasia e do perigo espiritual representado por esses movimentos (que também representa o coração e a alma da Música Cristã Contemporânea). Temos também uma série de DVDs cheio de fotos sobre isso.

Visitei, para pesquisar, igrejas influentes que representam o coração e a alma da MCC e sua filosofia, como a Mars Hill Church em Seattle (Mark Driscoll), a Calvary Chapel de Costa Mesa, Califórnia, a Fellowship Vineyard em Anaheim, a Igreja Carpenter Home de Lakeland , Florida, a Christ Church, em Nashville, a Igreja City Harvest em Cingapura, a Without Walls, na Flórida, a Yoido Full Gopel Church, em Seul (supostamente a maior igreja do mundo), a Willowcreek Community Church de Bill Hybel, a oeste de Chicago, a Saddleback de Rick Warren, na Califórnia, a First Baptist, em Atlanta, a Hills Christian Life Centre, em Sydney, e escolas, como a Oral Roberts University, o Regent College em Vancouver, BC, a Wheaton College, e o Southern Baptist Seminary, em Louisville.

   Por favor, não interpretem mal meu coração e não pensem que estou falando de forma vaidosa e orgulhosa. Mas eu tenho algumas experiências pessoais únicas e tenho pesquisado seriamente sobre o movimento pentecostal-carismático, o ecumenismo, e a MCC.

   Em 1998, quando publiquei a primeira edição do Música Cristã Contemporânea sob os Holofotes [Contemporary Christian Music Under the Spotlight], o uso e "adaptação" [disfarce, “atenuação”] da MCC ainda eram raros na igrejas batistas [fundamentalistas e] independentes. Mas [, hoje,] não é mais assim.

   Paulo advertiu que as más conversações corrompem os bons costumes. Se alguma coisa representa o mal hoje, esta é o movimento ecumênico-carismático que está produzindo a maior parte da música contemporânea de adoração. Ele tem nome que vive, mas, quando julgado pela Bíblia, é encontrado morto. Mostra zelo sem conhecimento. Mostra uma forma de piedade, mas nega o poder da [verdadeira] piedade, que é a verdade absoluta.

   Há, dentro desse movimento [da MCC], uma confusão generalizada sobre [a natureza até mesmo de] o próprio evangelho. No Congresso Americano sobre o Espírito Santo e Evangelização Mundial [North American Congress on the Holy Spirit and World Evangelization] de 1987, de que participei com credenciais de imprensa, um grande percentual dos participantes e muitos dos oradores eram católicos romanos. Os dois líderes foram um pentecostal e um católico romano que se gabava de como era maravilhoso [os dois] se unirem e que grande coisa Deus está fazendo hoje. Em cada noite houve cerca de uma hora de música contemporânea de adoração, unindo esta multidão mista em fervoroso "louvor". Mas, então, uma noite, um grande percentual dos 35.000 participantes levantou as mãos para indicar que não tinha certeza de sua salvação. Numa conferência de imprensa no dia seguinte, Dennis Costella, da Revista Fundamento [Foundation Magazine] perguntou por que a conferência não abordou a questão da salvação de forma clara e publicamente, para esclarecer a confusão óbvia. Um líder pentecostal respondeu: "Não temos tempo para isso." A resposta mais honesta seria:


   "Somos uma multidão mista. Esta conferência representa 40 denominações diferentes e temos idéias muito diferentes sobre muitas coisas [inclusive as mais básicas e essenciais] da salvação. Nossos irmãos católicos têm uma idéia e nossos irmãos luteranos outra, e há diferenças de opinião mesmo entre nós pentecostais. No contexto do movimento ecumênico, alguns acreditam que o batismo é necessário para a salvação; alguns acreditam que você não pode ser salvo sem falar em línguas; alguns acreditam que o batismo regenera; alguns acreditam que lactentes [pelo menos os filhos de crentes] podem estar [definitivamente] salvos [por toda sua vida, podendo ser batizados]; alguns acreditam que a salvação deve ser alimentada [feito nascer? Feito crescer?] através dos sacramentos, alguns acreditam que você pode perder sua salvação; alguns acreditam que a salvação é uma mera oração do pecador [“ligeirinho: repita esta frase que vou dizer, e eu garanto que você está salvo para sempre, nunca alimente dúvida interna sobre isso, nunca deixe ninguém lhe perguntar sobre isso”]; alguns acreditam nas "Quatro Leis Espirituais", etc. Por isso, é impossível ser doutrinariamente preciso sobre este (ou praticamente qualquer outro assunto [por mais essencial que seja]) e ainda manter nossa unidade. Como você sabe, a doutrina divide, e o amor une, e o amor é o que realmente importa. Não podemos julgar ninguém, você sabe."


Esta teria sido a resposta honesta.

   É pelo fato de a grande maioria dos “grandes estrelas” [artistas] da MCC ter trazido esta doutrina miseravelmente ecumênica e contrária à Bíblia [“tudo é relativo, tudo vale”], que sua música deve ser rejeitada por atacado – culatra, gatilho, e cano [todo tipo dela, todas as músicas e artistas de cada tipo, todo pedaço de cada música e artista) -- pelas igrejas bíblicas [aquelas que realmente crêem em cada palavra da Bíblia, e querem obedecer cada uma delas].

   Assim, a primeira razão pela qual as associações com a MCC, e não apenas as palavras [de uma música em particular], devem ser consideradas, é que a Bíblia nos ordena o nosso [total e completo] afastamento da heresia, e, ainda mais particularmente, da apostasia do final dos tempos.

John Styll, o editor da revista Worship Leader [O Líder da Adoração], fez a seguinte observação, que diz muito: "Você pode ter uma igreja [de séculos de bom nome], digamos que presbiteriana [ou batista, ou congregacional, ou metodista, ou puritana, ou seja o que for], e toda arrumadinha como que com um lindo lacinho ornamental (mas ela é teologicamente liberal), e ela pode [legitimamente] usar as mesmas [letras de] músicas que estão sendo cantadas em igrejas carismáticas do mais selvagem e louco estilo, desde que ela use [alguns] arranjos diferentes e adapte [disfarce, “atenue”] as músicas para o singular histórico [e contexto cultural] dela [a igreja de séculos de bom nome]" (Styll, citado por Steve Rabey, "The Profits of Praise" [“Os Lucros [Financeiros] com o Louvor”], Christianity Today, 12 de julho de 1999).

   Observe que ele disse "desde que ela [a igreja de tantos séculos de tradição] use [alguns] arranjos diferentes e adapte [disfarce, “atenue”] as músicas para o singular histórico [e contexto cultural] delas [as igrejas de séculos de bom nome]."

   Meus amigos, isto é EXATAMENTE o que Lancaster Baptist Church na Califórnia, e um crescente número de outras igrejas batistas [fundamentalistas e] independentes, estão fazendo. Styll, que está totalmente comprometido com o ecumenismo e que se deleita no fato de que a MCC está juntando todas as igrejas, entende deste assunto muito melhor do que o pastor batista [fundamentalista e] independente mediano que está permitindo que seu povo namore e se misture brincando com a MCC. Styll entende o poder da música. Ele sabe que, se as igrejas brincarem ao redor da MCC, serão fisgadas, serão gradualmente atraídas para o pensamento ecumênico e sua órbita, sua infinidade de heresias e fábulas.

   Em entrevista à revista Christianity Today, Don Moen, da Integrity Music [empresa, gravadora que publica e distribui música “cristã”], disse: "Descobri que a adoração [música] é transdenominacional, transcultural.       Ela é uma PONTE QUE UNE TODA E QUALQUER DENOMINAÇÃO. Há vinte anos atrás, havia muitas divisões entre as denominações. Hoje, acho que os muros estão caindo. Em qualquer show que faço, tenho 30 a 50 diferentes igrejas [denominações bastante diferentes] representadas."

   Styll e Moen sabem do que eles estão falando. Eles sabem o poder da música e do engano do ecumenismo. Há quarenta anos, quem poderia sequer imaginar que as igrejas batistas fundamentalistas [mesmo com nomes de fundamentalistas, regulares, bíblicas, independentes, crentes na Bíblia, etc.] usariam a MCC de modo tão amplo, no início do século 21? Mas estão. E, se não [acordarem e] arrumarem suas casas, serão arrastadas pela inundação de comprometedoras concessões e da apostasia. Entre os pastores batistas [fundamentalistas e] independentes médios, o típico pensamento pragmático e a típica recusa a ouvir "críticas", não vão fazer este trabalho [de arrependimento e confissão, de arrumar a casa, de voltar aos princípio, às mais sãs doutrinas, às mais sãs práticas, e ao separatismo bíblico].



2. A MULTIDÃO DA MCC ESTÁ ATIVAMENTE TENDO COMO ALVO [DE SUAS SETAS] AS IGREJAS "À MODA ANTIGA", PARA LEVÁ-LAS DO SAGRADO PARA O CONTEMPORÂNEO

   Essas pessoas são verdadeiras proselitistas. Há CANÇÕES DE TRANSIÇÃO e há CANÇÕES-PONTE , ambas elaboradas para mudar o caminho das igrejas tradicionais para o caminho do “rock cristão.” Do ponto de vista dos artistas envolvidos na MCC, eles dizem que não estão fazendo nada de sinistro. Estão simples e sinceramente tentando “alimentar” a "igreja mais ampla" [a fim de fazê-la crescer.] Mas, a partir do ponto de vista de uma posição fundamentalista de [realmente] crer em [toda e cada palavra de] a Bíblia [e em pôr todo o coração para obedecê-la], o resultado [que estamos vendo] é [da MCC] chamar as igrejas bíblicas "à moda antiga" para a esfera contemporânea, o que é muito sinistro.

   Canções-ponte incluem "Quão Profundo o Amor do Pai por Nós" [How Deep the Father's Love for Us, http://www.youtube.com/watch?v=YV2zMZ-nZ7k], de Stuart Townend e "Somente em Cristo" [In Christ Alone, http://www.youtube.com/watch?v=z2JR-fUGf-k], de Townend e Getty Keith. Essas músicas parecem doutrinariamente sãs e parecidas com hinos (ao contrário de rock & roll em grande estilo), por isso são considerados "seguras" pelas igrejas tradicionais. Mas, ao usar esta música, uma igreja associa-se [e identifica-se] com o mundo contemporâneo que Townsend representa.

   Townend é roqueiro assumido e ao extremo, o qual diz que não chega em casa no final do dia para ouvir hinos. Ele é carismático em teologia e radicalmente ecumênico em filosofia, apóia o programa Alpha fazendo pontes entre igrejas carismáticas, protestantes e a católica romana. Ele é membro da carismática Igreja de Cristo Rei, em Brighton, Reino Unido, e apóia as “manifestações extraordinárias do Espírito”, referindo-se ao misticismo carismático demoníaco e carnal, tais como o cair no Espírito, o gargalhar santo, e a tremedeira.

   Townend tem um falso conceito de Cristo. Quando perguntado sobre "o que Jesus cantaria?", ele respondeu: "Acho que Ele faria thrash metal ou hip hop ou algo aonde nós [os mundanos e carnais] iríamos. [os crentes ultrapassados diriam ‘Ele não pode fazer isso!’, porque penso que Ele seria um desafio às nossas percepções confortáveis. Eu não sei o que Ele iria cantar ou que canções Ele cantaria, mas acredito que faria isso de modo surpreendente e provavelmente chocante." (" What Would Jesus Sing? ", de uma entrevista com Stuart Townend, na série de TV Principles of Praise [Princípios de Louvor], 2011, http://www.youtube.com/watch?v=OCW0oAAna7c ).

   Assim, de acordo com Townend, em vez de cantar salmos, hinos e cânticos espirituais, Jesus estaria cantando thrash metal e hip hop, e tentando nos chocar com Suas escolhas musicais. Este não é o Jesus três vezes santo que é descrito nas Escrituras. É verdade que Jesus chocou a multidão religiosa de Seus dias, mas isso não foi porque Ele estava se apresentando em números musicais [carnais e] mundanos, não estava girando ao som do rap, nem berrando [música] thrash! Foi porque a multidão religiosa havia rejeitado a Palavra de Deus, e Ele encarnou a Palavra de Deus, e eles não reconheceram, não compreenderam, ou não apreciaram. Ele veio para cumprir cada jota e til da sagrada Lei de Deus (Mateus 5:17-19). Jesus era amigo de pecadores, mas Ele não pecou com os pecadores e Ele não era uma espécie de “o cara [que é a alegria] das festas”. Ele frequentemente pregava sobre o inferno, e exigiu o arrependimento, e [deixou claro] que Ele pisaria nos freios para parar todas as “festas” [carnalidade ou mundanismo]!

   Uma vez que a multidão do “rock cristão” ama chocar as pessoas, [então] eles [as pessoas daquela multidão] acham que Jesus é como eles [isto é, ama chocar as pessoas]. Os roqueiros cristãos não perdem o sono pelo fato de muitos dos santos estarem aborrecidos e desanimados com a música dos tais [roqueiros cristãos], porque [tais santos] consideram [que aquela música é] mundana e inadequada para o culto ao Cristo. Roqueiros cristãos têm tomado de assalto e conquistado incontáveis igrejas tradicionais de outrora, passando mesmo por cima de quemquer que se lhes ponha no caminho. Ao invés de ouvir atentamente e ponderar [pela Bíblia e pela oração] os santos que se [escandalizam, se magoam, e se] opõem a [serem forçados a engolir] as suas músicas, eles os têm caluniado e injuriado, chamando-as de fariseus, sem massa cinzenta [sem cérebro] e fora de moda.
[uma vez eu me aproximei de um grupo de jovens adultos da igreja de que eu era “membro fundador” e que formavam um novo mas bem treinado conjunto musical (a maioria deles eram jovens que eu tinha conhecido, amado e nutrido desde bem novinhos, e que assiduamente iam à minha casa), e o mais amavelmente que sabia falar, eu expliquei que 1 ou 2 “play backs” que usavam e que tinham transformado músicas tradicionais em músicas apimentadas com baterias meramente “sem extremos”, elas me lembravam dos meus tempos na pior lama do pecado (antes da salvação), me eram tentação, e supliquei que trocassem o playback por outro sem aquele molho de tambores e sincopados. Mas, ao final de muita conversa, o líder deles, exatamente aquele de quem eu mais gostava e que tinha freqüentado minha casa mais assiduamente, e que tinha se tornado o novo diretor de música da igreja, encerrou tudo secamente me dizendo “os incomodados que se retirem”. Eu desabei de surpresa e tristeza... Semanas depois, um dos meus filhos lhe perguntou se não lhe doía no coração estar desviando a igreja dos caminhos em que começara, e se não temia causar dores e ver alguns dos mais antigos membros da igreja se ofenderem tanto com a mudança da música que se afastariam da igreja, ou mesmo se ele não temia o perigo de uma divisão da igreja, e lhe perguntou se não seria melhor o grupo musical cantar um estilo de música como o de bem antes, que não ofenderia a absolutamente ninguém. Mas ele disse que não dava importância à concretização de nenhum desses perigos, pelo menos não a ponto de renunciar ao recém introduzido molho das baterias e sincopados, a isso ele nunca renunciaria, por nada nem ninguém... Eu terminei sendo disciplinado por ter pedido orações a amigos, em favor da igreja, para que ela não caísse de vez na MCC e terminasse sendo o oposto do nome de fundamentalista que mantinha, e caísse na “renovação”, com cultos em estilo carismáticos, finalmente aceitando carismáticos para cantar e pregar, andando de mãos dadas com alguns ministérios e igrejas renovadas. Eu e minha esposa deixamos a igreja, orando a Deus que nossos temores não se concretizassem. Mas, por defeito do ser humano, todos eles se concretizaram... Um dos maiores motivos de tristeza e lágrimas, na minha vida ...]

   Este não é o espírito de Jesus. Ele advertiu solenemente contra não se ofender [isto é, não chocar, não escandalizar, ou não tentar] os que criam n’Ele (Mateus 18:2-10).
[“2 E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, 3 E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. 4 Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. 5 E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe. 6 Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar. 7 ¶ Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! 8 Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. 9 E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno. 10 Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.” (Mt 18:2-10 ACF)]
Paulo, também, emitiu esse aviso. “Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. ...  Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” (Rm 13:19 ACF)

   Townend está de mãos dadas com a "igreja mais ampla" em todas as suas facetas, heresias, e apostasias do fim dos tempos. O objetivo de Townend ao escrever canções contemporâneas parecidas com hinos é o ecumenismo. Considere a seguinte declaração: " ‘Quão Profundo é o Amor do Pai’ (How Deep the Father’s Love) foi a primeira canção parecida com hino, que eu escrevi. Antes disso eu só tinha escrito canções modernas de adoração em estilo mais contemporâneo [isto é, rock sem disfarcess]. ... Esta melodia saiu da minha cabeça um dia. ... Ela tinha uma espécie de elemento de hino clássico. Eu pensei que deveria contar a história do Cristo na cruz, mas contá-la do ponto de vista do quanto custou ao Pai dar o Filho. ... Há muita conversa sobre a ira de Deus e é direito pensar que a ira do Pai foi derramada sobre Cristo e acho que devo dizer isso. Mas isso não quer dizer que Deus é um Deus vingativo; na verdade, custou-lhe desistir de seu filho. ... Tem sido interessante ver a resposta. É muito útil não só nas igrejas mais modernas e contemporâneas, mas em igrejas tradicionais, por causa do estilo. E sou do tipo que acredita nisso; estou animado por você poder escrever algo que realmente alimenta [faz crescer] a igreja maior [ecumênica, envolvendo todos], ao invés de apenas [alimentar] bolsões musicais especiais da Igreja [universal]. Isso é algo que me motiva e provavelmente por isso tenho pensado mais e mais sobre como escrever hinos. É o que gostaria de tentar: fazer crescer toda a Igreja (universal) e não apenas parte dela "(Stuart Townend, “Missão: Adoração: A Estória por trás da Canção” “Mission: Worship, The Story Behind the Song” ).

   O primeiro comentário que faço é que Townend diz abertamente que seu objetivo é construir uma ponte entre igrejas "tradicionais” e contemporâneas. Depois de "Quão Profundo é o Amor do Pai" cair no gosto do grande público cristão [“tradicional”] como um "hino moderno" leve, ele percebeu que este tipo de música pode ser uma ponte poderosa. Em seu próprio blog ele diz: "Eu não vou para casa no final de um dia agitado e coloco um CD de hinos! Portanto, eu não penso de hinos como um lugar onde eu esteja [e goste], de modo nenhum!" (http://blog.stuarttownend.co.uk/2010/05/how-deep-fathers-love.html ). Ele é um roqueiro, pura e simplesmente. Ele quer usar a MCC leve para reunir a "igreja mais ampla."          O que ele não diz é que as igrejas contemporâneas não estão muito interessadas em hinos de estilo MCC leve. São apenas as igrejas "tradicionais" que estão interessadas em MCC leve; e, ao usarem tal música, estarão sob o perigo de ser influenciadas. Quando as igrejas “tradicionais” compram e concordam com a MCC leve de Townend, as igrejas [de música] “contemporâneas” não estão em nenhum perigo de se tornarem “tradicionais”; mas as igrejas “tradicionais”, [afirmo] com toda certeza, estarão em [grave e grande] perigo de se tornarem “contemporâneas”.

   A segunda observação [que faço] é que Townend está comprometido com heresia grave. Ele afirma que Deus não é vingativo, ao passo que a Bíblia clara, repetida e enfaticamente afirma que Deus é vingativo. O salmista diz que Deus "executará vingança sobre as nações" (Salmos 149:7). Os profetas alertam para o "dia da vingança do Senhor" (Is 34:8;. Jer 46:10;. Miq 5:15; Naum 1:2). Foi a vingança santa de Deus que caiu sobre Cristo, e é a Sua vingança que cairá sobre todo pecador afastado de Cristo. O apóstolo Paulo disse que Cristo exercerá a vingança de Deus sobre todos os que não obedecem ao evangelho (2 Tessalonicenses. 1:8).
[
Para tomarem vingança dos gentios, e darem repreensões aos povos;” (Sl 149:7 ACF)

 “Porque será o dia da vingança do SENHOR, ano de retribuições pela contenda de Sião.” (Is 34:8 ACF)

 “Porque este dia é o dia do Senhor DEUS dos Exércitos, dia de vingança para ele se vingar dos seus adversários; e a espada devorará, e fartar-se-á, e embriagar-se-á com o sangue deles; porque o Senhor DEUS dos Exércitos tem um sacrifício na terra do norte, junto ao rio Eufrates.” (Jr 46:10 ACF)

 “E com ira e com furor farei vingança sobre os gentios que não ouvem.” (Mq 5:15 ACF)

 “O SENHOR é Deus zeloso e vingador; o SENHOR é vingador e cheio de furor; o SENHOR toma vingança contra os seus adversários, e guarda a ira contra os seus inimigos.” (Na 1:2 ACF)

 “Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;” (2Ts 1:8 ACF)
]


   Um pastor, preocupado escreveu: "Keith e Kristyn Getty anunciam-se como" Modernos Escritores de Hinos " e estão enganando a muitos trazendo-os para dentro do gênero roqueiro com este título inocente, e os mais conservadores acabam apreciando música tipo Soft Rock. Mas o fato é que eles não são escritores modernos de hinos [espirituais] porque se expressam com o Rock que nada tem de espiritual, mas é totalmente carnal e, assim, cumprindo os desejos da carne e não do espírito (nosso espírito rendendo-se a [sendo motivado e controlado por] o Espírito Santo). "

   A coisa assustadora é que, entre os batistas [fundamentalistas e] independentes, o pastor médio e as [médias] pessoas da música [instrumentistas, cantores e dirigentes- maestros] não têm a menor idéia de que estão sendo manipulados e que estão percorrendo uma PONTE que leva a uma posição à qual [hoje] eles dizem ser contrários, [uma posição] que é totalmente inspirada pela falsa MCC e sua filosofia sedutora de "não seja tão rigoroso e tenso [não siga tão intensamente todos os princípios da Bíblia]: relaxe; aproveite a vida; viva a graça [isto é, a libertinagem de fazer tudo que faz sua carne se sentir bem]"



3. ESTA FILOSOFIA EFETIVAMENTE NEUTRALIZARÁ AS MAIS CLARAS ADVERTÊNCIAS [da Bíblia, e nossas].

   Como os pastores e professores poderão fazer advertências claras sobre a MCC [e seus compositores, cantores, músicos, e milhões de entusiastas usuários], se estão usando a música desse pessoal [da MCC]? (Uma coisa é falar somente em termos genéricos [e vagos], que não ofendem às pessoas mas também não fazem o serviço que devia ser feito; outra coisa é alertar de forma simples [de forma clara e direta, contundente, dando nomes e exemplos concretos], de modo que as pessoas que visitam a seção de músicas de uma típica livraria ou loja evangélica possam saber que música [e artistas] devem evitar- o que é quase tudo!)

   Não posso imaginar como isso [advertir só em termos genéricos e vagos] poderia funcionar, em qualquer nível prático.

Considere uma igreja que está usando a música de gente como Jack Hayford, Darlene Zschech, Michael W. Smith, Twila Paris, Michael English, Brian Doerksen, Graham Kendrick, Rick Founds, Marty Nystrom, Michael Ledner, Marty Sampson, Steve Green, Jonathan Stockstill, Chris Tomlin, Stuart Townend, Casting Crowns, e outros músicos da MCC.          Como pode o pastor de uma tal igreja, ou pregadores visitantes, advertirem claramente contra esta multidão? [Multidão de artistas dos quais 3 das 12 faixas de cada um de seus CD’s são de aberto rock e carnalidade, mas todas as 9 das demais faixas são da mesma raiz, mas executadas e cantadas de forma mais “atenuada e disfarçada”. As 9/12 das músicas mais atenuadas formam apenas uma ponte que leva da tolerância a mestiços (filhos de “letras mais ou menos bíblicas” casada com “ritmo carnal atenuado cantado por artistas de carnal identificação”) a puros-sangues de rock “cristão” rebelde e carnal]

   Conhecendo a natureza humana e o ministério da pregação como eu [os conheço], não acredito que isso jamais funcione, e quanto mais tempo a situação permanecer assim, mais silencioso o púlpito permanecerá a respeito da [perigosamente carnal] MCC, em um sentido eficaz.

   O pastor da igreja que permite o envolvimento do seu povo com a MCC em busca de coisas "boas e modernas" efetivamente tem sido impedido de advertir com clareza sobre os perigos da falsa música [“cristã”].          Ele pode ser capaz de dizer: "Cuidado com a Música Cristã Contemporânea, gente", de modo geral, mas não conseguirá ser preciso da maneira que hoje é necessária para fazer as pessoas entenderem o perigo real. Ele hesitará e provavelmente decidirá contra trazer um pregador que poderia lidar com esses assuntos de uma forma clara e direta, sabendo que seu povo ficará confuso e talvez ofendido pela falta de “modernidade” [do pregador visitante].

Se este pastor [de tal igreja] se convencer e se condenar a si mesmo por ter permitido à sua igreja tomar um caminho errado, e então tentar virar o jogo, perceberá que pessoas viciadas (neste caso, viciadas com música sensual) [sempre] fervorosamente defendem [e se agarram a] seus vícios.



4. ESTA FILOSOFIA SIGNIFICA QUE A IGREJA ESTÁ REALMENTE PROMOVENDO ARTISTAS DA MCC, E QUE OS MEMBROS DA IGREJA, SEM DÚVIDA, ESTÃO SENDO ENGODADOS PARA TORNAREM-SE OUVINTES DA “VERDEIRA COISA”.

   Quando os membros da igreja vêem que a MCC foi-lhes "adaptada [disfarçada, atenuada]" [a partir da MCC em pleno estilo], alguns deles, sem dúvida, tentarão obter o material “original” para ouvir em casa.

Quando visitam livrarias cristãs e dão uma olhadela sem compromisso através de toda a seção de música, eles vêem músicas com os mesmos títulos e letras das que ouvem nos cultos de suas igrejas [mas, agora, em pleno estilo MCC mais pesado], e acabam comprando-as e aprendendo que o rock “cristão” REAL é mais interessante e divertido que o rock cristão “ADAPTADO” [“suavizado” com o fim de enganar e atrair os incautos].

Mais provavelmente, nos dias de hoje, eles vão voltar para casa e fazer uma pesquisa no Google para os títulos das músicas da MCC que foram adaptadas [disfarçadas, “atenuadas”] para serem ouvidas nas suas igrejas, talvez alguns números Hillsong, e os retornos primeiros e mais importantes [da lista dada na resposta de Google] serão o rock cristão “real, pesado”, e as pessoas serão atraídas mais longe e mais longe, para dentro do mundo da MCC.

Uma senhora deixou o seguinte comentário no clipe de YouTube com a música MCC "We Will Remember" [“Relembraremos”], de Tommy Walker [conhecido roqueiro cristão, MCC em pleno estilo] [ver http://www.youtube.com/watch?v=5eWMJE6XiYw].

"Eu me apaixonei por esta música quando foi cantada em nossa igreja hoje. Então fui para casa para encontrar a sua letra na Internet. É uma música maravilhosa. "

Você pode ter certeza que ela encontrou mais do que a mera "letra".

Desta forma, o apetite pela "real" MCC vai se espalhar por toda a igreja, e esse tipo de coisa não acontece lentamente.

Quando a Lancaster Baptist Church, sob a qual está o West Coast Baptist College, tocou e cantou "Shout to the Lord" (Gritai ao Senhor) em um culto de domingo, Cary Schmidt, um dos líderes, disse: "A maioria de vocês já ouviu essa música ou sabe as palavras para esta canção." Ele sabia que muitos dos membros da igreja estavam familiarizados com Hillsong e sua música, e eu não acredito que eles ouvem apenas a versão atenuada, de rock suavizado- amansado que foi tocada na igreja.

   Um pastor me descreveu uma cena em uma reunião de pastores batistas fundamentalistas em que as músicas de Hillsong foram cantadas como especiais pela esposa de um pastor. Ele disse: "Uma vez, enquanto ela cantava, eu observava o auditório e vi um jovem pastor sair do banheiro sorrindo, imitando as palavras do lixo Hillsong que ela estava cantando. Então disse eu para mim mesmo: 'Você não só está familiarizado com esta canção, mas a tem memorizado, e isso significa que este é o tipo de música que você ouve com prazer." Exatamente, e ele provavelmente não está ouvindo as edições “adaptadas”, atenuadas- amansadas! [ver http://www.youtube.com/watch?v=5eWMJE6XiYw]



5. SE A IGREJA ESTÁ "ADAPTANDO" MCC, ALGUÉM A ESTÁ OUVINDO “EM ESTILO PLENO [DE ROCK]”, PARA ENCONTRAR ALGUMAS PEÇAS [CANÇÕES INDIVIDUAIS] “ACEITÁVEIS”.

Normalmente, se os músicos estão "adaptando" MCC para uso em uma igreja conservadora (que ainda não permite full-blown rock & roll), os músicos estão ouvindo "a coisas real", a fim de encontrar algo para ser adaptado.

Uma vez que rock & roll, mesmo "soft rock", é altamente viciante e sensual, sabemos que esses músicos rapidamente perdem sua sensibilidade espiritual e apetite por música verdadeiramente sagrada e são engodados de modo a passarem a aceitar uma gama cada vez maior da MCC.

O fundador da [gravadora] Sun Records, Sam Phillips, que gravou alguns dos primeiros sucessos [comerciais] do rock & roll, incluindo a primeira gravação de Elvis em 1954, sabia o poder do rock. Relembrando muitos anos mais tarde sobre o porquê do rock ter se tornado um fenômeno social, ele disse: "Tudo saiu DAQUELA BATIDA INFECTANTE [que contamina e produz infecção] e daqueles jovens que queriam “SE SENTIR BEM” [saciados na carne] ao ouvir alguns discos gravados"
(“Rock ‘n’ Roll Pioneer Sam Phillips Dies”, USA Today, 30 de julho de 2003).

Janis Joplin, que morreu jovem por causa de seu estilo de vida rock & roll, descreve seu primeiro show, com estas palavras: "Eu não podia acreditar, todo aquele ritmo e poder. Para mim foi O MELHOR ‘DOPE’ [‘TRANSE POR DROGAS’] DA MINHA VIDA, tão sensual, tão vibrante, alto e louco "   (Joel Dreyfuss, “Janis Joplin Followed the Script,” Wichita Eagle, Oct. 6, 1970, p. 7A)..

   Posso concordar com isso. Rock & roll invadiu o lar cristão e a igreja [Hélio não sabia disso! A igreja!] onde cresci e absolutamente cativou meu coração e alma quando eu era criança, e me ensinou o caminho da rebelião e da impiedade. Milhares e milhares têm o mesmo testemunho.

Vocês pastores que estão deixando suas igrejas brincarem com a MCC "adaptada" [disfarçada, “atenuada”] e seu rock suavizado, estão vocês dispostos a correr o risco que a falta de cuidado por parte vocês quanto à questão da música fará alguns jovens seguirem o caminho do mundo, da carne, e do diabo? Não é melhor e mais sábio [vocês] errarem para o lado da segurança?

Rock pode ser duro ou macio, rápido ou lento, alto ou baixo, mas ainda é rock porque ainda tem um ritmo sensual, sincopado, que leva o corpo a balançar. Ainda é "infectante" [que contamina e produz infecção] e ele ainda faz as pessoas "se sentirem bem" [saciadas na carne].

Com os músicos sendo influenciado por MCC "real", sua influência se espalha por todo o corpo da igreja.

Uma conversa típica privada será, "Hey, escute esse novo clipe de Darlene Zschech! Ei, você não vai acreditar neste novo CD de Vineyard! Coisas legalzinhas! "



6. A TENTATIVA DE REMOVER O ROCK DO ROCK “CRISTÃO” NORMALMENTE RESULTA EM MERAMENTE TORNAR MAIS SUAVE O ROCK PESADO.

   Aqueles que adaptam [disfarçam, “atenuam”] a MCC o fazem porque essa igreja em particular ainda diz se opor à MCC em pleno estilo e ainda não a usam totalmente. Eles tentam atenuar o domínio do ritmo sobre a carne, tentam tirar o rock do rock cristão. O pastor não vai permitir uma banda de rock no palco e tem medo da batida das guitarras-baixo e das baterias de tambores, portanto as pessoas da música a "adaptam" [atenuando-a] para qualquer modelo que seja aceitável. Normalmente, porém, isso é feito apenas através da substituição de rock pesado por rock suave, e, uma vez que não é ensurdecedor nem ao extremo grosseiramente ofensivo e não tem uma batida pesadíssima e os cantores não estão tremendo em volta e não há show de luz ou de fumaça, todo mundo está convencido de que todos [da igreja] estão evitando a MCC. Mas só substituíram o hard rock pelo rock suave. Suas baterias e guitarras ainda são suaves e os seus cantores ainda não estão contorcendo-se [ao extremo] e pulando [ao extremo] no palco, e ainda não há show de luzes ou de fumaças, e as bandas ainda usam o piano ou ainda usam o teclado eletrônico [embora o usem como armadilha, pois embutidos dentro dele há todos os piores tipos de ritmos e de instrumentos, os mais carnais].

O problema é que os elementos de batida inversa (backbeat) e outros elementos de soft rock

[a batida fora do padrão correto (offbeat),
a batida quebrada (break beat), e
a batida antecipada;
os estilos vocais sensuais (o estilo sussurrante e com o som da respiração, e o estilo com scooping/sliding);
os estilos relativistas (enganosa cadência de acordes); e
os estilos excessivamente suaves que não se encaixam com a mensagem.

Ver http://br.groups.yahoo.com/group/solascripturatt/message/7395 "O Poder Transformador Da Música De Adoração Contemporânea" - David Cloud]

ainda estão lá, mesmo que muito, muito mais sutis, e o ritmo de soft rock é criado pelo pianistas e [organistas e] outros músicos [de instrumentos considerados tradicionais e aceitáveis] ao invés de guitarristas e de um baterista com um conjunto de tambores [ou um tecladista com um conjunto de tambores escondidos dentro do teclado].

É um rock suave ou Gospel sulista, mas já tão sensual e viciante (para a carne) como o hard rock. Parecem evitar a MCC, mas ela está lá, criando um apetite que nunca estará satisfeito.


7. ESTA FILOSOFIA RESULTA NO MESMO E VELHO ESCORREGÃO LADEIRA ABAIXO

Pelas razões anteriores, a "adaptação" [disfarce, “atenuação”] da MCC lança uma igreja descendo a encosta escorregadia [da música] contemporânea, tão certo como se eles tivessem trazido uma banda de rock pleno.

Isso resulta na aceitação gradual e no uso crescente da MCC, na gradual permissão de ritmos sensuais, no contínuo empurrar dos limites [na direção do pior e pior].

Repetimos as advertências que muitos homens com muito discernimento têm emitido sobre esta ladeira escorregadia e seu resultado:

Quando o estilo da música é BAIXADO [mesmo que muito pouco], então o estilo das vestes também é baixado [Será que já não estamos vendo mulheres crentes usando saias curtas, decotes abissais e costas nuas?].
Quando o estilo das vestes é baixado, então o padrão de conduta também é abaixado [Será que já não estamos vendo uma epidemia de casos de sexo antes ou fora do casamento?].
Quando o padrão de conduta é abaixado, então o valor da verdade de Deus é baixado [Será que já não estamos vendo tudo virando relativo, sem absolutos, tudo vale, ou só valendo as emoções e preferências humanas?]” (Evangelista Gordon Sears, “Songfest Newsletter”, Abril, 2001).

O falecido Gordon Sears, que tive o privilégio de conhecer um dia antes dele morrer, amava o Senhor e amava as igrejas do Senhor, e ele estava profundamente preocupado com o que está acontecendo entre os batistas fundamentalistas [e entre os batistas independentes, regulares, bíblicos, e semelhantes]. Na década de 1990 o número de suas conferências caiu significativamente porque muitas igrejas tinham mudado seus padrões de música e elas não queriam um evangelista para entrar e sacudir o barco. Repare que Sears não disse que o padrão de música tem de ser radicalmente alterado. Ele só tem que ser [um pouco] baixado, o que leva a uma progressão descendente que acabará resultando em uma redução do sentido de valor da própria verdade. Uma igreja [como a de Éfeso] pode [exteriormente] se prender à verdade, à solidez doutrinal, [mas] sem realmente [no interior de cada alma e espírito de cada crente] valorizar ou cuidar profundamente delas, e isso acontece quando se compra [se aceita] a filosofia MCC em que o "amor" e "unidade" são mais importantes que a pureza doutrinária.

"Se uma igreja começa a usar Música Cristã Contemporânea [mesmo estando ela sob disfarce, “abrandada”], ele acabará por perder todos os outros padrões" (Dr. Frank Garlock, Bob Jones University, capela, 12 mar 2001).

Dr. Garlock é dogmático e não permite qualquer exceção. Espero que ele tenha alertado West Coast College sobre isso, porque "adaptar" [disfarçar, “atenuar”] a MCC é, sem dúvida, o mesmo que "usar a MCC."

   "Talvez nada precipita mais um escorregão para o Neo- Evangelicalismo, do que a introdução da Música Cristã Contemporânea [mesmo estando ela sob disfarce, “abrandada”]. Isto conduz inevitavelmente a uma descida gradual em outras áreas, até que a igreja inteira é infiltrada por idéias e programas fora da posição original da igreja” (Dr. Ernest Pickering, The Tragedy of Compromise: The Origin and Impact of the New Evangelicalism (A Tragédia do Fazer Concessões: A Origem e Impacto do Novo Evangelicalismo), Bob Jones University Press, 1994).

O falecido Dr. Pickering alertou que a introdução da MCC [mesmo estando ela sob disfarce, “abrandada”] precipita um escorregão para o Neo- Evangelicalismo mais do que qualquer outra coisa. Essa é uma declaração poderosa. E observou que esse “escorregão” é iniciado pela simples "introdução" da MCC [mesmo estando ela sob disfarce, “abrandada”]. Não tem que ser a MCC em plena escala [em toda sua grosseira carnalidade]. A MCC só tem que ser introduzida e a igreja [já] estará no seu caminho para o Neo- Evangelicalismo. Isso ocorre porque a "introdução" da MCC em qualquer nível leva a igreja à associação íntima com o mundo da MCC, totalmente e apaixonadamente comprometido com a filosofia neo-evangélica na melhor das hipóteses, e com "idéias e programas alienígenas" à posição de uma igreja batista “à moda antiga”.

“Os bons batistas fundamentalistas independentes e os bons outros fundamentalistas [regulares, bíblicos, e similares] que repudiam os ensinos da multidão carismática, no que se refere às línguas, sinais, milagres, etc., estão AGORA CANTANDO AS MÚSICAS DESSE GRUPO [MCC] EM NOSSAS IGREJAS e preparando o nosso povo para o mundo, para a carne, e para o Diabo. É o movimento do NOVO CAVALO DE TRÓIA... para amortecer nossas igrejas quanto a verdade espiritual” (Victor Sears, Baptist Bible Tribune, 1981).

Este surpreendentemente aviso foi dado há 30 anos atrás! Isso foi antes da MCC começar a se espalhar nas igrejas batistas independentes [e fundamentalistas em geral: regulares, bíblicas, e similares.]. Mas Victor Sears viu-o como "o movimento do novo Cavalo de Tróia." Ele sabia que a música contemporânea [sempre] traz consigo [e vence em impor] sua filosofia contemporânea, e ele estava profundamente preocupado [com este perigo]. Sears era um líder na BBFI - Baptist Bible Fellowship International [Comunhão Batista Bíblica Internacional], e esse foi o primeiro grupo de batistas [fundamentalistas e] independentes que "introduziu" MCC. Tudo começou com o uso de fitas de fundo [playback tapes] contemporâneo para apresentações especiais. Lembro-me de assistir a uma conferência de pregadores da BBFI na década de 1980. A música foi MCC então. À luz dessas advertências, não é de estranhar que a BBFI capitulou inteiramente à filosofia neo-evangélica. Victor Sears previu isso e os homens de convicção e de coragem moral real deixaram [a BBFI, a GARBC, e outras associações fundamentalistas semelhantes] há muito tempo atrás. [Ver "Batistas Regulares - de Separação para Inclusivismo", em http://solascriptura-tt.org/SeparacaoEclesiastFundament/GARBC-DeSeparatPInclusiv-BDiscMin.htm]


8. MUITOS HINOS ANTIGOS DOS HINÁRIOS BATISTAS NÃO FORAM ESCRITOS POR NÃO BATISTAS? QUAL A DIFERENÇA ENTRE USAR ESSES HINOS E UTILIZAR MCC COM BOAS LETRAS?

Qual a diferença entre usar uma canção escrita por alguém no passado,

como Fanny Crosby (que compôs 44 hinos no Cantor Cristão, entre os quais CC-15 “A Deus demos glória com grande fervor ... Exultai, exultai, vinde todos louvar", Igreja Metodista) ou
Ashes James ("Apenas um Pecador Salvo pela Graça," Igreja Episcopal Reformada Evangélica) ou
Martin Luther (CC-323 "Castelo Forte", Igreja Luterana) ou
Augusto Montague Toplady (CC-371 “Rocha eterna, foi na cruz”, Igreja Anglicana), ou
JAC Redford (CC-398 “Se paz a mais doce me deres gozar ... sou feliz”, Igreja Presbiteriana),

em vez de usar artistas da MCC de hoje, se as letras são bíblicas e não usarmos [o pleno] ritmo de rock?

   Comparar o uso da canções de Adoração Cristã Contemporânea (ACC) com hinos do passado, os quais apresentam uma sã teologia mas que foram escritas por pessoas de denominações não-batistas, é comparar maçãs com laranjas [são coisas tão diferentes que não podem ser comparadas]. Eu ofereço as seguintes razões simples porque é impróprio comparar as duas coisas. Muitas outras razões poderiam ser mencionadas



Primeiro, a diferença entre usar uma música dos protestantes [isto é, reformados, o que não inclui os de doutrina batista, originados de bem antes] dos velhos tempos, em oposição às canções de ACC dos artistas de hoje, é que todo o ambiente da ACC representa uma filosofia voltada para a criação de uma igreja mundial.

   A ACC representa o juiz ecumênico [que diz “todas as filosofias e religiões são igualmente aceitáveis”], não uma filosofia [em particular]. [A ACC] é uma das principais coisas que estão ajuntando todas as igrejas [numa só aberração]. Tenho documentado isto extensivamente em meus livros, e eu não vejo como isto pode ser contestado. (Consulte o capítulo 3 deste livro.) Além disso, a ACC poderia ser chamada de Adoração CARISMÁTICA Contemporânea, porque esmagadoramente representa a doutrina carismática e sua perspectiva.Está promovendo a posição carismática do culto baseado em experiências [emoções, sentimentos] em vez de adoração em fé centrada na Palavra de Deus. Temos documentado isso no livro mencionado anteriormente.

   O fato de uma batista [fundamentalista e] independente, ou uma igreja fundamentalista bíblica [ou regular, ou semelhante], usar hinos biblicamente sãos da fé [reformada- protestante, ou batista] do passado não irá destruir os princípios da igreja e seu caráter, não vai mudá-la de uma igreja separatista para uma não-separatista. Mas usar a ACC vai certamente fazer isso. A razão para isto é que ACC não é só música, é uma filosofia da cristandade que [frontalmente e intensamente] se opõe ao que as igrejas fundamentalistas biblicistas [isto é, exaltantes e baseadas na Bíblia] representam e [vigorosamente] defendem.
A ACC se opõe a uma postura doutrinária firme [e rígida, qualquer que seja!],
se opõe a uma rigorosa separação do mundo,
se opõe a uma [rigorosa] separação eclesiástica [entre denominações, por mais erradas e apóstatas que sejam, em comparação com a Bíblia].

   Os escritores dos hinos antigos, embora não fossem todos de teologia batista, não representam um movimento que se opõe ao cristianismo separatista e “à moda antiga”, enquanto a multidão da ACC o mais definitivamente o faz.

   Eu nunca ouvi falar de um membro de uma igreja batista [fundamentalista e] independente se tornar um luterano por cantar "Castelo Forte é Nosso Deus" ou se tornar um Metodista cantando hinos de Fanny Crosby; etc. Mas sei de muitos [e muitos] [batistas de nome fundamentalista] que passaram para o caminho da filosofia contemporânea por [regularmente] ouvirem a ACC.

   Antes da investida do movimento ecumênico, os protestantes [isto é, os reformados] ainda estavam protestando contra o erro. Eles ainda consideravam Roma uma prostituta religiosa. Todos esse tipo de coisa tem sido rejeitado pelo movimento da ACC. Os batistas [realmente] conservadores de hoje são muito, muito mais perto doutrinariamente e espiritualmente dos protestantes da linha antiga, do que estão da multidão carismática, ecumênica. [Hélio certamente tem mais prazer em longas e doces conversações com bons irmãos presbiterianos e congregacionais “à moda antiga, digamos à moda 1800” (e fundamentalistas de verdade), seus amigos de longa data, do que com batistas neo-evangélicos e pseudo fundamentalistas.]

   Dan Lucarini, autor de “Why I Left the Contemporary Christian Music Movement: Confessions of a Former Worship Leader ” [Por Que Saí do Movimento Música Cristã Contemporânea? Confissões de um Ex-Líder de Louvor] (que recomendo altamente), diz [Alguém precisa corrigir a má tradução automática que está em http://br.groups.yahoo.com/group/solascripturatt/message/5991 ]:

   "Ninguém deve negar o poder da música para fazer proselitismo! Pastores, em particular, devem defender os seus rebanhos de falsos ensinos, heresias e ‘acariciadores de orelhas’ que introduzem sensualidade mundana, trazem-na para dentro da congregação. Você [David Cloud], está certo ao destacar a facilidade com que isto [proselitismo por propagadores de falsos ensinos] entra em uma igreja através da música de adoração. Parece mais sensato evitar o uso daquilo que parece ter uma letra de música perfeitamente boa [mas seu ritmo e compositor e artistas divulgadores e identificação, associam e levam à MCC atenuada], ao invés de dar qualquer honra ou aparência de recomendação ao compositor e à missão dele/dela de escrever ‘louvores’.” (e-mail, 24 de maio de 2009).



Outra diferença entre os velhos hinos protestantes em um hinário batista padrão e as canções provenientes da ACC é que ACC é orientada por experiência subjetiva. Ela é projetada para criar uma experiência sensual emocional.

   A missão da Integrity Music e dos Integrity Worship Ministries é "ajudar as pessoas em todo o mundo a EXPERIMENTAREM A MANIFESTA PRESENÇA DE DEUS" (integritymusic.com). Graham Kendrick, um dos maiores nomes da ACC, diz: "A velha maneira de pregar e cantar começou a dar lugar a uma expectativa em que ... Deus quer nos visitar e, nós poderemos EXPERIMENTAR A SUA PRESENÇA DE UM MODO TANGÍVEL " (entrevista de 11 junho de 2002 com Chris Davidson da Integrity Music). Secret Place Ministries exemplifica a filosofia ACC na medida em que eles "anelam por um encontro com a presença de Deus" e considera-se que sua música de adoração “traz a presença de Deus até aqui em baixo" (SecretPlaceMinistries.org).

   É importante compreender que o âmago da ACC é que ela gira ao redor da idéia de uma sensação FÍSICA, e esta é a razão de sua pesada dependência em síncopes, tais como a sua batida invertida (back beat) e sua batida antecipada. Este tipo de ritmo é fisicamente sensual e estimulante, mesmo na sua forma de “soft rock”. Steven Tyler dos Aerosmith testemunhou que a música rock "é a mais forte droga no mundo" (Rock Beat, Primavera 1987, p. 23).

   A orientação à experiência física, da ACC, também tende a ser caracterizada pela repetitividade. Tem sido chamada de música 11/7 (significado: 7 palavras cantadas 11 vezes). Isso cria um efeito hipnótico, especialmente quando acompanhada por um ritmo sincopado forte e por sequências de acordes onde as sequências não se completam. [Lembro de ter ouvido, num acampamento de jovens, uma canção constando somente da palavra Jesus, repetida não sei quantas centenas de vezes, em estilos os mais diferentes imagináveis, desde chorando até em risada. Mas não consigo encontrar informações sobre ela. O máximo que achei foi 15 repetições consecutivas da palavra Jesus, em “Aquele Que É”

Nívea Soares, em http://www.cifraclub.com.br/nivea-soares/aquele-que-e-62469/. Também achei o resto da letra da canção muito repetitiva e de mensagem vaga, além de doutrinariamente indefinida.]



Outra diferença entre os antigos hinos protestantes em um hinário batista padrão e as canções provenientes da ACC é que, normalmente, as canções da ACC são doutrinariamente vagas.

Esta é uma das razões pela qual as músicas da ACC são um sucesso tão amplamente apelativos e ecumênicos. Por exemplo, uma das canções mencionadas na sua pergunta é Holy Ground  ("Solo Sagrado"). Foi escrita por Geron Davis, um Pentecostal do grupo "Só-Jesus" que nega a Trindade e batiza só em nome de Jesus. Se levarmos em conta a letra, a razão de sua forte atratividade (como a segunda colocada pela ordem de volume de vendas, um best-seller contemporâneo) torna-se óbvia.

“As I walked through the door/ I sensed His presence/ And I knew this was the place/ Where love abounds/ For this is the temple/ Jehovah God abides here/ And we are standing in His presence/ on Holy Ground./ We are standing on holy ground/ And I know that there are angels all around/ Let us praise Jesus now/ We are standing in His presence on holy ground/ In His presence there is joy beyond measure/ At His feet, peace of mind can still be found/ If you have a need, I know He has the answer/ Reach out and claim it/ For you are standing on holy ground.”

  
"Enquanto eu caminhava pela porta / Eu senti sua presença / E eu sabia que este era o lugar / Onde o amor abunda / Pois este é a templo de Deus / Jeová habita aqui / E estamos de pé em Sua presença / no Solo Sagrado. / Nós estamos de pé em terra santa / E eu sei que há anjos ao redor / Louvemos Jesus agora / Nós estamos de pé em Sua presença em solo sagrado / Em Sua presença há alegria sem medida / A seus pés, paz de espírito pode ainda ser encontrada / Se você tem uma necessidade, eu sei que Ele tem a resposta / Estenda a mão e diga / Porque você está pisando em solo sagrado. "

   À luz da mensagem incrivelmente vaga, não é de estranhar que essa música seja muito popular na ACC de protestantes ecumênicos, teologicamente modernistas, e na igreja Católica Romana. Na verdade, ela é popular entre os adeptos da Nova Era. Barbra Streisand, judia, incluiu a canção "Higher Ground" em seu álbum “New Age”, 1997. Ela disse ter ouvido pela primeira vez "Higher Ground" no enterro da mãe do Presidente Bill Clinton em 1994, e que foi "um momento eletrizante." Streisand aplica à letra a sua filosofia Nova Era que "Deus está em toda parte" e "cada centímetro quadrado deste planeta é terra santa." Quando perguntado como se sentia sobre Streisand ser entusiasmada pela "Terra Santa", Geron Davis respondeu: "A presença de Deus tem o mesmo efeito em todos. Não importa quão poderosos, ricos e ilustres sejamos. Quando você entra como amigo na presença de Deus, todos estamos em terreno sagrado." (Phil Christensen, “Holy Ground by Geron Davis,” http://www.ccli.com/worshipresources/SongStories.cfm?itemID=6.). A falta de discernimento espiritual de Geron Davis é evidente, pois ele não mencionou nada sobre a necessidade de nascer de novo, a fim de ter um relacionamento pessoal com Deus, e ele não alerta que o diabo aparece como um anjo de luz (2 Coríntios 11).
“E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” (2Co 11:14 ACF)

Isso ilustra como a ACC sente-se em casa em qualquer lugar, e isso é um forte alerta para aqueles que acreditam no que a Bíblia diz sobre a apostasia do fim dos tempos (eg, 2 Timóteo 4:3-4)!
“3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; 4 E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (2Tm 4:3-4 ACF)

E a indefinição doutrinária não se limita a algumas poucas canções da ACC. É uma das marcas [características] deste gênero. Há exceções, é claro, mas vagueza e indefinição tendem a ser a regra.



Outra diferença entre os antigos hinos protestantes em um hinário batista padrão e as canções provenientes da ACC é que o campo da Música Cristã Contemporânea está repleto de falsos cristos e falsos deuses.

   Quaisquer que sejam as diferenças doutrinárias entre um batista e Martin Luther ou John Wesley ou Fanny Crosby, ainda assim partilhamos o mesmo Deus; o que, no entanto, muitas vezes não é verdadeiro em relação à Adoração Cristã Contemporânea.

   Muitos dos influentes artistas da ACC adoraram UM DEUS NÃO-TRINITARIANO. Por exemplo, Geron Davis, Joel Hemphill, Mark Carouthers, Lanny Wolfe, e Phillips, Craig e Dean são do movimento pentecostal “Só-Jesus”, negando a Trindade. Negar a Trindade é adorar um falso Deus. [Ainda estão perdidos.Se não se arrependerem e crerem TUDO que Cristo clamou ser (particularmente ser Deus), TUDO que a Bíblia claramente ensina sobre tudo (particularmente sobre Ele e Sua divindade), então irão, todos eles, ser condenados ao inferno que todos nós merecemos, e lá sofrerão eternamente ao lado dos Testemunhas de Jeová]

   Outros artistas da ACC adoram UM DEUS QUE NUNCA USA DE VINGANÇA. Stuart Townend, por exemplo, nega que Deus seja vingativo, e isto é uma dura e terrível rejeição ao próprio Deus da Bíblia (Stuart Townend, “Mission: Worship, The Story Behind the Song”, http://www.youtube.com/watch?v=BdVQNyQmdM4 ).

   Grande parte dos artistas da MCC adora UM DEUS QUE NUNCA JULGA. Considere a popularidade de A Cabana entre os artistas da MCC. Young [autor desse perigoso e herético livro] foi diretamente apoiado por Michael W. Smith [famoso e rico cantor da MCC] e tem sido bem recebido nos mais proeminentes círculos da MCC , tais como Calvary Chapel, Igrejas Vineyard, e Hillsong [ver http://www.youtube.com/watch?v=5eWMJE6XiYw]. Ele foi convidado à 2009 National Pastor’s Convention em San Diego, patrocinada pela Zondervan e pela InterVarsity Fellowship. [Este perdido,] Young, foi um dos oradores [da convenção], e uma pesquisa constatou que 57% [dos pastores presentes] tinham lido seu romance. Young foi recebido com entusiasmo e, em uma entrevista com Andy Crouch, um editor sênior da Christianity Today, não havia a mais leve pista de condenação ao seu falso deus. Crouch, por sua vez, é um músico da MCC e dirigiu uma sessão de louvor e adoração em San Diego.

   [o livro] A Cabana é totalmente direcionado para fazer uma redefinição de Deus. [o romance] é sobre um homem que se torna amargo contra Deus depois que sua filha foi assassinada, depois ele tem uma experiência de mudança de vida com Deus, no próprio barraco onde o assassinato ocorreu; mas o Deus que ele encontra definitivamente não é o Deus da Bíblia.

   Young diz que o livro é para aqueles com "um desejo por um Deus bondoso, amoroso, MATERNAL, conforme desejamos que ele seja" (entrevista com Sherman Hu, 4 de dezembro de 2007). O que ele está dizendo é o desejo que o homem natural tem por um Deus que ama "incondicionalmente" e não exige obediência, não exige arrependimento, não julga o pecado, e não faz os homens se sentirem culpados por [nada de] aquilo que fazem.

   Na mesma entrevista, Young disse que uma mulher escreveu para ele e disse que sua filha de 22 anos de idade veio a ela depois de ler o livro e perguntou: "Está tudo bem se eu me divorciar do velho Deus e me casar com o novo?"          Isto é precisamente o que uma grande parte da geração da Música Cristã Contemporânea está fazendo.

   Young admite que o deus de "A Cabana" é diferente do Deus tradicional dos que crêem na Bíblia do cristianismo, e ele emite outra blasfêmia: que o Deus que "assiste de longe [a tudo que fazemos] e que julga o pecado" é [apenas] "uma versão cristianizada de Zeus [apenas o maior e pior dos muitos deuses dos gregos e romanos]."

   Isso me faz lembrar o modernista G. Bromley Oxnam, que chamou o Deus do Antigo Testamento “a dirty bully” [isto pode ser interpretado como "um cara sujo, cruel e briguento, como sádicos delinquentes que perseguem os mais fracos e vivem à procura de brigar, torturar, e matar"] em seu livro de 1944, Preaching in a Revolutionary Age. ("Pregando em uma Época Revolucionária.")

   Young descreve o Deus Trino como uma jovem mulher asiática chamada "Sarayu" (supostamente o Espírito Santo), um carpinteiro oriental que ama ter um bom tempo de [banquetes e diversões da carne] (supostamente Jesus), e uma mulher bem mais velha, negra, chamada "Elousia" (supostamente Deus pai). Deus, o Pai, também é descrito como um cara que usa um rabo de cavalo e um cavanhaque. (O nome "Sarayu" vem das escrituras hindus e representa um mítico rio da Índia, às margens do qual o deus hindu Rama nasceu.)

   O deus de Young é o deus da igreja emergente. Ele é legalzinho, gosta de rock & roll, não julga, não exerce ira [nem julgamento, nem censura] contra o pecado, não envia os incrédulos para o inferno de fogo eterno, não exige arrependimento e novo nascimento, não impõe obrigações sobre as pessoas, não gosta de igrejas bíblicas e tradicionais, não aceita a Bíblia como a infalível Palavra de Deus, e não se importa se os primeiros capítulos da Bíblia são interpretados como "mito". (Veja “The Shack’s Cool God" (“O Deus Camaradinha de A Cabana”, no site Way of Life, www.wayoflife.org .)

   O falso deus da MCC, que não julga e que é universalista [a crença que todos os homens serão salvos], é representada por líderes da igreja emergente tais como Brian McLaren e Bell Rob, ambos muito populares entre os artistas da MCC.

   McLaren chama o Deus que puniu Jesus na cruz (em favor de (e em substituição a) os homens [aos quais Ele quer salvar]) "um Deus que é incapaz de perdoar, a menos que chute outra pessoa" (McLaren, http://www.understandthetimes.org/mclarentrans.shtml e http://str.typepad.com/weblog/2006/01/brian_mclaren_p.html ). Ele apresenta o Deus tradicional da Bíblia como um tirano que “impõe sua vontade através da coerção e da violência, da intimidação e dominação.” McLaren diz que o evangelho que fala do "poder do sangue", que existe no evangelho, "levanta algumas dúvidas sobre a bondade de Deus."

   Rob Bell, autor do extremamente popular e influente livro Velvet Elvis (“Elvis Aveludado”), afirma que o Deus que permite que multidões estejam indo para [e terminem em] o inferno eterno não é grande ou poderoso (Love Wins, localização 1189-1229). Ele diz que [tal] Deus não é tão amoroso, e ele chama a pregação do inferno eterno de "equivocada e tóxica", e diz que há algo errado com esse Deus, e o chama de "terrível, traumatizante, e insuportável" (Love Wins, localização 47-60, 1273 - 1287, 2098-2113). Ele mesmo diz que se um pai terreno agisse como o Deus que manda pessoas para o inferno "poderíamos contatar os serviços de proteção à criança imediatamente [para punirem o pai e o afastarem dos filhos]" (Love Wins, localização 2085-2098).

   É óbvio que Bell adora um deus diferente do adorado nas [nossas] igrejas batistas "tradicionais" [porque é o Deus que encontramos claramente descrito e ensinado na Bíblia]. O deus de Bell é mais parecido com o panteísmo da Nova Era do que com o Deus da Bíblia. Ele descreve Deus como "uma força, uma energia, um ser [algo impessoal, não uma pessoa] que nos chama em muitas línguas, usando uma variedade de métodos e eventos" (Love Wins, localização 1710-1724).

   "Há uma energia no mundo, uma faísca, uma eletricidade com que tudo está conectado. Os gregos a chamaram de zoe, os místicos a chamam de 'Spirit', e Obi-Wan [o “jedi”, super-guru que aparece em todos os 6 filmes da série "Guerra nas Estrelas"] a chamou de "a Força" (Love Wins, localização 1749-1762).

   Bell adora um falso cristo. Seu jesus é "supracultural ... presente em todas as culturas ... se recusa a ser cooptado ou ser propriedade de uma cultura ... Ele nem sequer afirma que aqueles que estão vindo ao pai por meio dele irão mesmo saber que estão vindo exclusivamente através dele ... só há uma montanha, mas muitos caminhos. ... As pessoas vêm para jesus de todos os tipos de maneiras ... Às vezes as pessoas usam seu nome, outras vezes não " (Love Wins, localização 1827-1840, 1865-1878, 1918-1933).

   Muitos dos artistas da MCC adoram UM CRISTO REBELDE E REVOLUCIONÁRIO, o que certamente é um falso cristo. Mark Stuart, de Audio Adrenaline, diz: "Jesus Cristo é o maior rebelde que já andou na face da terra" (Pensacola News Journal, Pensacola, Flórida, 01 de março de 1998, pp 1, 6E). Sonny, de P.O.D. [o grupo de rock “Payable on Death], diz: "Cremos que Jesus foi o primeiro rebelde, o primeiro roqueiro punk " (http://www.shoutweb.com/interviews/pod0700.phtml ). Isso é uma blasfêmia absoluta. A Bíblia diz que a rebelião é como o pecado de feitiçaria (1 Sm 15:23). Um rebelde é um transgressor da lei, mas Cristo era o legislador e Ele veio à terra para cumprir as exigências da Sua própria lei (Mateus 5:17-19). Cristo não foi crucificado [pelos romanos] por [ter fomentado nenhum tipo de] rebelião, Ele foi crucificado por testemunhar que Ele é Deus (João 10:33).

   Muitos dos artistas da MCC adoram UM CRISTO DE FESTIVAIS DE ROCK & ROLL.
Em seu vídeo Radically Saved (Radicalmente Salvo), Carman diz: "Jesus é sempre legalzinho; ele realmente teve sucesso em ajuntar suas coisas [que queria ajuntar]." Em Resurrection Rap [O Rap da Ressurreição], Carman retrata Jesus como um hippie de rua; no The Standard [o Padrão], ele chama Jesus de "JC", e em Addicted to Jesus [Viciado em [a Droga] Jesus] fala de "Jammin’ with the Lamb" (“Enlatado bem apertado com o Cordeiro”);
Robert Sweet do banda de rock cristão Stryper tinha Jesus Cristo "pintado nas costas de sua cadeira de baterista.”
Petra afirma que "Deus deu rock and roll para você / Coloque-o na alma de cada um".
Em "Party in Heaven" a banda Daniel canta, "O Cordeiro e eu estamos bebendo vinho novo".
Phil Driscoll diz: "Deus é o Rei do soul [ritmo muitíssimo sensual, nascido entre os negros americanos na década de 1950], Ele é o rei de todos os ritmos " (citado por Tim Fisher, Battle for Christian Music, p. 82).
A Messiah Prophet Band diz: "Jesus é o Mestre do Metal [Rock]", e
Barren Cross diz: "Melhor do que maconha e pedras, Jesus."
John Fischer descreve Deus como fumando um charuto e balançando ao ritmo de rock (CCM Magazine, julho de 1984, p . 20), enquanto que
J. Lee Grady diz que Jesus gosta de dançar com os anjos e de "contorcer-se em requebros eróticos ao som de Christian R & B [Rhythms and Blue Cristãos] bombeado para fora de uma caixa de bateria" (Charisma, Julho de 2000).


CONCLUSÃO

   O fato da multidão da MCC normalmente adorar um tipo de deus diferente do Deus dos “crentes bíblicos à moda antiga” faz com que aquela multidão esteja perfeitamente à vontade para usar a música que tem sido identificada como sexy pelo mundo secular.

   "... isto é [a essência,] o tudo do rock (é sexo com uma bomba de 100 megatons): sua batida " (Gene Simmons do KISS, Entertainment Tonight, da ABC, 10 de dezembro de 1987). Note-se que Simmons não estava se referindo às PALAVRAS do rock, ele estava se referindo apenas ao seu RITMO de batidas [quer em altíssimo ou baixíssimo volume, quer em altíssima ou baixíssima velocidade, quer do tipo hard ou do tipo soft, etc.].

   Os pesquisadores de música Daniel e Bernadette Skubik, em seu estudo sobre a neurofisiologia da música rock, advertirm: “Quer as palavras sejam ruins, inócuas, ou com base na Sagrada Escritura, os efeitos globais neurofisiológicas gerados pela música rock permanecem os mesmos. Simplesmente não há nenhuma coisa no rock ‘cristão’ que seja substancialmente diferente em seu impacto " ("The Neurophysiology of Rock", um apêndice a Ken Blanchard, “Pop Goes the Gospel” [“Explodir Vai a [Música e Comércio] Gospel”], pp. 187ff).

   A razão porque a declaração [acima] não incomoda um defensor da MCC é porque ele vê Jesus como um cara do tipo [fanático por, obsecado e empolgado por, “fissurado em”] festivais de rock & roll, que ama uma diversão com música.

   "Aqueles que imaginarem Deus como um amigo especial, uma espécie de amante, com quem eles podem se divertir, não vêem nenhum problema em adorá-lo por meio da música fisicamente estimulante. Por outro lado, aqueles que percebem Deus como um ser majestoso, santo, Todo-Poderoso, e que tem que ser abordado com temor e reverência só vão usar a música que os eleva espiritualmente " (Samuele Bacchiocchi, The Christian and Rock Music  (O Crente e a Música Rock) ).

A propósito, instamos as igrejas a terem cuidado até mesmo com os hinos mais antigos. Nós nunca dissemos que, se um hino é antigo, então ele é [garantidamente] bom; nem que, se é novo, então ele é [inescapavelmente] ruim. Devemos examinar todos os hinos quanto ao seu caráter musical e pureza doutrinária. Em minha opinião, há hinos [mesmo antigos] nos hinários padrão, usados pelas igrejas batistas [fundamentalistas e] independentes, que não devem ser utilizados. Por exemplo,
" The Battle Hymn of the Republic” [CC 112- Já refulge a glória eterna ... Glória, glória, Aleluia, ... Vencendo vem Jesus". Acho que um dos motivos para alguns evitarem este hino é que, na Guerra da Secessão Americana, o Norte interpretava que estava executando a justiça de Deus e fazendo vir o Milênio, ao levar à guerra e ao matar os irmãos do Sul, cantando este hino em tom assassino. Até hoje muitos sulistas se agastam com esse hino.]
e
We’ve a Story to Tell to the Nations" [Título: “Mensagem ao Mundo” ou “Uma História para Contar às Nações". Acho que um dos motivos para alguns evitarem este hino é que o coro fala do advento do reino milenar, e a 2ª estrofe diz "Temos uma canção a ser cantada para as nações e que erguerá seus corações ao Senhor, uma canção que conquistará o mal e despedaçará a lança e a espada." Isto apresenta a anti-bíblica doutrina da visão profética pós-milenarista, que o retorno do Cristo e a vinda do Seu reino serão gradualmente trazidos à medida que o evangelho for derrotando os males deste mundo. Ver http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/TeologiasNaoEscrituristicasAmilenarismoPosmilenarismo-TIce.htm. ].




Autor: David Cloud

Tradutora: Jeanne Rangel, jan.2012

Hélio introduziu algumas explicações entre colchetes [, ]