Absurdo:
Vaticanus - nota marginal acusa ter ele demasiadas raspagens, reescritas, adulterações!



Hélio de Menezes Silva




Começo citando trechos de outros meus artigos:

Lamentavelmente, nestes dias de apostasia, crentes (muitos deles sinceros, mas inadvertidos) começaram a adotar alguma forma de TEXTO ALEXANDRINO-MODERNISTA (TAM) (também chamado Texto Crítico, TC). Ele representa poucos (quase nunca mais que 6, usualmente uns 2 ou 3, muito freqüentemente só 2 ou 1, às vezes ZERO!) manuscritos com rasuras e de evidente qualidade muito inferior, oriundos da apóstata Alexandria, do Egito que a Bíblia sempre associa com apostasia.

Por exemplo, a leitura do Texto Tradicional Canônico, o Textus Receptus, em Marcos 16:9-20, está em cerca de 1796 dos cerca de 1800 manuscritos que contêm este evangelho, enquanto a leitura do Texto Crítico (omitindo esses 12 versos) está em apenas 4 manuscritos, devendo 2 deles ser radicalmente desprezados por serem inegáveis fraudes grosseiras (Sinaiticus e Vaticanus, ver http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/SinaiticusPag29Mark16-9-20-Helio.htm e http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/VaticanusPag1303Marcos16-9-20-Helio.htm), e devendo 1 (o manuscrito 2386) dos 2 restantes também ser desprezado, por ser cópia direta filhote do Sinaiticus. Assim, a maioria é de 1796 contra 1.

O Texto Crítico (ou Texto Alexandrino Modernista), em grego, só bem recentemente, em 1881, foi composto por Wescott-Jort e foi impresso pela primeira vez, saindo da mais completa obscuridade nos séculos. Somente naquele ano de 1881 começou a se infiltrar entre os batistas e reformados, na forma de traduções para o inglês e, em 1955/1956, de traduções para o português. Este Texto Crítico, composto e impresso tão recentemente, omite/ acrescenta/ adultera cerca de 10.000 palavras, contando-se apenas no Novo Testamento,  e por isso, tantos e tão grandes males tem feito no nosso meio. Ele grosseiramente espelha, deformadamente, apenas cerca de uma dúzia de ancestrais entre os mais de 5000 manuscritos gregos que sobreviveram até nossos dias. Além disso, muitos manuscritos desta dúzia, não têm peso nenhum (por vários e justos motivos), de modo que podemos dizer que apenas 2 (dois) manuscritos são a real base de todo este mal. Esses 2 manuscritos são os corrompidos Sinaiticus (ou Aleph) e Vaticanus (ou B), com preponderância para o último. Não existissem (ou continuassem sendo totalmente desprezados) esses 2 manuscritos, e os referidos tantos e tão grandes males teriam sido evitados. Talvez o mais irônico e triste é que os membros deste pequenino grupo de uma dúzia de manuscritos discordam mais freqüentemente (milhares de vezes?) e mais gravemente entre si do que discordam do Texto Tradicional (Texto Massorético do VT e Textus Receptus do N.T., herdeiro da massiva maioria dos mais de 5000 outros manuscritos, basicamente idênticos entre si)! Algumas vezes (talvez centenas de vezes?), cada um manuscrito dessa dúzia discorda inaceitavelmente até mesmo de si próprio!!! A cena entre essa dúzia de maus manuscritos é caótica.

Dr. F. H. A. Scrivener, que em 1864 publicou "A Full Collation of the Codex Sinaiticus”, testificou, a respeito do Sinaiticus:

"O Códice é coberto com alterações de um caráter obviamente corretivo – devidas a pelo menos dez diferentes revisores, alguns deles [os revisores] sistematicamente se espalhando sobre CADA página, outros ocasionalmente, ou limitados a porções separadas do manuscrito, muitos destes sendo contemporâneos ao primeiro escritor, mas a maior parte [dos revisores] vivendo no sexto ou sétimo século".


Sobre o Vaticanus, Burgon testificou:

“A impureza do texto exibido por estes códices [Sinaiticus e Vaticanus] não é uma questão de opinião mas sim de fato. ... [Contando-se] SOMENTE NOS EVANGELHOS, o códice B (Vaticanus) deixa de fora palavras ou inteiras cláusulas não menos que 1491 vezes. Em cada página, ele tem traços de transcrição sem cuidados. ... eles [os manuscritos A, B e C] são três das mais escandalosamente corrompidas cópias existentes ... [exibindo] os mais vergonhosamente mutilados textos que podemos encontrar em todo a terra” (em "True Or False?” pp. 77-78)


Do Sinaiticus, do Vaticanus, e das teorias textuais que exaltam estes manuscritos, o brilhante John Burgon, depois de décadas de vigilante e solitário labor nos pálidos cantos das bibliotecas da Grã Bretanha, Europa e Egito, testificou:

“Quando nos aplicamos inicialmente a estes estudos, muitos anos atrás, ... em qualquer direção para a qual nos voltássemos, éramos deparados com a mesma terminologia confiante: ‘os melhores documentos’, ‘os manuscritos primários’, ‘as autoridades de primeira classe’, ‘a evidência primitiva’, ‘a antiga palavra escrita’, e assim por diante: descobrimos que, invariável e exclusivamente, esta terminologia referia-se aos códices Aleph [Sinaiticus] ou B [Vaticanus], códices C ou D [dois manuscritos similares]. Não foi até que laboriosamente fizéssemos a colação destes documentos para nós mesmos que nos tornamos conscientes do verdadeiro caráter deles. Muito antes de chegarmos ao final da nossa tarefa (e ela nos ocupou, mesmo que não ininterruptamente, por oito anos) nos tornamos convictos de que os supostos ‘melhores documentos’ e ‘autoridades de primeira classe’ estavam na realidade entre os piores [de todos os manuscritos do mundo]. 

“Uma diligente inspeção de um vasto número de textos mais recentes, espalhados através das principais bibliotecas da Europa, e a colação exata de alguns deles, nos convenceram ainda mais de que: [1] a veneração geralmente exigida e prestada a B [Vaticanus], Aleph [Sinaiticus], C e D não é nada mais senão uma fraca superstição e um erro vulgar; [2] a data de um manuscrito nada diz da sua essência mas é sim um mero acidente do problema; [3] os textos mais recentes ... em incontáveis ocasiões, e como uma regra, preservam aqueles delicados contornos e minúsculos refinamentos que observamos constantemente que os ‘antigos unciais’ aniquilaram. E daí, ascendendo a uma inspeção sistemática do inteiro campo da Evidência, encontramos razões para suspeitar mais e mais da sanidade das conclusões às quais Lachmann, Tregelles e Tischendorf tinham chegado. Em paralelo, parecemos ter sido levados (como se pela mão) a discernir claras indicações da existência de ‘um caminho mais excelente’  para nós [trilharmos]” (“Revision Revised”, pp. 337,338).

Suspeitamos que estes dois manuscritos [Sinaiticus e Vaticanus] devem sua preservação exclusivamente ao seu comprovado mau caráter; esta [comprovada má qualidade] fez com que o segundo deles eventualmente encontrasse seu caminho até uma esquecida prateleira da biblioteca do Vaticano, enquanto o outro, depois de exercitar a engenhosidade de diversas gerações de corretores criticistas, eventualmente foi jogado na cesta de lixo-papel, no convento aos pés do Monte Sinai. Tivessem estas cópias [Vaticanus e Sinaiticus] sido de mediana pureza, elas teriam há muito compartilhado o inevitável destino dos livros que são intensamente usados e altamente apreciados: a saber, eles teriam caído em desintegração [física, devida ao uso] e teriam desaparecido de vista." ("Revison Revised", p. 319).

 

Quanto a Westcott e Hort, os pais de todas as centenas de traduções alexandrinas modernas que ganham rios de dinheiro mundo afora, eram sacerdotes anglicanos descrentes e perdidos (nem todos anglicanos o são), eram idólatras, mariólatras, advocantes da volta a Roma, duvidadores da Bíblia e da sua inspiração e preservação (perfeita preservação, como nós cremos), eram comunistas, evolucionistas Darwinistas, racistas, invocadores de espíritos (sim, de demônios!), fundadores de um centro espírita (sim, isto é demonismo!), armadores de esquemas e traições-mentiras para conseguirem seus intentos. Maiores detalhes em http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/ADuplaDinamicaWestcottEHort-Pedro.htm e http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/WestcottHortFromOwnMouths-JesusIL.htm .

Note que o texto dos corrompidos manuscritos alexandrinos foi completamente rejeitado pela multidão incontável das igrejas cristãs (mesmo as infiéis Grega Ortodoxa e Romana), por quase 1900 anos, até que, introduzidos por Westcott-Hort em 1880, começou a levedar no século XX.





Passo, agora, para um assunto que só estudei hoje, em 07.12.2009. Teno Groppi me chamou a atenção para um fato que me deixou pasmo. Fui em http://www-user.uni-bremen.de/~wie/vaticanus, chequei como meus olhos, e fiquei estupefato: Na página 1512 do Codex Vaticanus Graece 1209, B/03, começo de Hebreus, uma anotação na margem deveria a todos os crentes fazer chocado, escandalizado, e engasgar de indignação. Esta anotação é mencionada pelo alexandrino, infiel, crítico textual moderno, Bruce M. Metzger, no livro NTTC (Aland, Barbara, ed. New Testament Textual Criticism, Exegesis, and Early Church History. Kampen: Pharos, 1994.). Um escriba posterior, já da época dos minúsculos, reclama gravemente contra uma mudança no texto de Heb 1:3.

A escrita correta, do Textus Receptus, é:


3
ov <3739> {O Qual [Filho]} wn <5607> (5752) {sendo} apaugasma <541> {[o] resplendor} thv <3588> doxhv <1391> {da [Sua] glória} kai <2532> {e} carakthr <5481> {a exata expressão thv <3588> {da} upostasewv <5287> {substância} autou <846> {dEle [de Deus],} ferwn <5342> (5723) {sustentando} te <5037> {e} ta <3588> panta <3956> {todas as coisas} tw <3588> {pela} rhmati <4487> {palavra} thv <3588> dunamewv <1411> autou <846> {do Seu [do Filho] poder} di <1223> {por} eautou <1438> {Si mesmo} kayarismon <2512> {[a] purificação} poihsamenov <4160> (5671) twn <3588> {tendo feito} amartiwn <266> {de pecados} hmwn <2257> {nossos} ekayisen <2523> (5656) {assentou-Se} en <1722> {em} dexia <1188> {[a] mão direita} thv <3588> {da} megalwsunhv <3172> {Majestade} en <1722> {em [as]} uqhloiv <5308> {alturas,}

Tradução literal: O Qual (Filho), sendo o resplendor da glória dEle (de Deus) e sendo a exata expressão da substância dEle (de Deus), e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu (do Filho) poder, através de Si mesmo havendo feito a purificação dos nossos pecados , assentou-Se à destra da Majestade, nas alturas;  


Examinando a fotografia da margem da página 1512 do Vaticanus, eu li e você pode ler a seguinte nota marginal:

"amaqestate kai kake, afeV ton palaion, mh metapoiei,"


cuja tradução é:


"Insensato e relés criadinho, não consegue você deixar em paz a antiga leitura, e não a alterar?!"

("leitura" significa aquilo que foi escrito antigamente])




Veja, você mesmo, a imagem:
Página 1512 de Vaticanus, nota marginal de Heb 1:3.


Está difícil de ler a margem? Vamos nos aproximar mais, e digitar as letras da nota marginal:




Página 1512 de Vaticanus, zoom na nota marginal de Heb 1:3.
 

amaqe
state kai
 
kake,
 
afeV
 
ton pa
laion,
 
mh meta
poiei.


 

 


Note que a palavra correta (que está nos muitíssimos manuscritos do Textus Receptus, e que se harmoniza com toda a sã doutrina de toda a Bíblia e com o propósito no atual contexto, a palavra que deveria estar até mesmo no manuscrito original de Vaticanus) é
FERWN ("sustentando"), mas foi raspada e escrita por outra pessoa, sendo modificada para  FANERWN ("revelando"), note como as letras "A" e "N" desta palavra são nitidamente diferentes das mesmas letras nas demais palavras, onde têm diferentes estilos. Eu acho que quem escreveu a nota marginal deve ter ficado tão indignado com este fato tão repetido milhares e milhares de vezes que, aqui, simplesmente explodiu e escreveu "Insensato e relés criadinho, não consegue você deixar em paz a antiga leitura, e não a alterar?!", depois saiu, fervendo de indignação, sem nada mudar.

Eu acho que esta indignação dele deve ter lhe custado o emprego e trazido enormes inimizades e terríveis perseguições, como hoje nós, os que cremos sem transigência na Bíblia do Texto Tradicional, sofremos até mesmo dos [pseudo
] fundamenalistas; talvez lhe custou até mesmo a vida).
Mas há quem ache que antes estava escrito o correto (
FERWN ("sustentando")) e o autor da nota marginal reputou incorreto o que era correto, escreveu a nota em ira, acusando de erro quem estava correto, depois adulterou a seu bel prazer e saiu. Se assim foi, ele está sofrendo indescritivelmente, no Inferno, pois Cristo advertiu “18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Ap 22:18-19 ACF)

Não sabemos exatamente o que ocorreu, o certo é que quem é mesmo que seja somente um pouquinho honesto, e examinou de muito perto o manuscrito em suas próprias mãos, atestou que ele está todo infestado de raspagens e reescritas, talvez várias delas em uma mesma palavra; ademais, um bom perito em diferenciar pessoas pelas suas escritas identifica que pelo menos 10 pessoas infestaram o manuscrito com suas letras, raspando e reescrevendo à larga.

Por fim, no manuscrito Vaticanus ocorre algo que não ocorre em nenhum dos mais de 5000 manuscritos da Bíblia: Pergaminho era tão caro e volumoso que nunca, jamais, se deixava uma coluna em branco entre o final de um livro e o início do seguinte. Mas Vaticanus tem uma sem paralelo presença de uma coluna totalmente em branco entre o fim de Marcos e o início de Lucas, sendo esta coluna do tamanho suficiente para acomodar os 12 versos de Marcos 16:9-20, isto é evidência contundente de que houve uma grave gatunagem aqui: Alguém veio ao Vaticanus inicial, retirou a folha dobrada que continha o trecho, reescreveu em outra folha física, e a inseriu no livro, sendo forçado a deixar a coluna em branco. Ou alguém simplesmente raspou fortemente os 12 versos (será por isto que Roma não deixa quase ninguém examinar de perto este manuscrito?) Ver
http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/VaticanusPag1303Marcos16-9-20-Helio.htm.
Isto se alinha com a grosseira fraude do único outro manuscrito que faz coisas tão más quanto ele, o Sinaiticus. Neste, a folhona física foi retirada e trocada por outra, mas tiveram que aumentar o tamanho das letras, o espaço entre elas, e o espaço entre as linhas, para, mesmo com a supressão dos 12 últimos versos de Marcos, ocorrer de nem a numeração e conteúdo das páginas ter de ser radicalmente modificados, nem sobrar uma coluna totalmente em branco. Ver em
http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/SinaiticusPag29Mark16-9-20-Helio.htm.

Por tudo isto que já sabíamos, e pela nota marginal de Heb 1:3 (onde, seja por um motivo ou por outro, fica confessado que escribas modificaram extensa e profundamente as palavras), não consigo entender como um crente VERDADEIRO, verdadeiro e SINCERO, crente na absolutamente perfeita inspiração e preservação da Palavra de Deus, pode este crente ignorar tudo isto e tolerar e mesmo adotar bíblias baseadas no tão mal Texto Crítico. Ele pode dizer que faz isto para evitar problemas para si mesmo, para agradar seus pastores, para não sofrer represálias de suas denominações, para não perderem os favores de seus ex-professores de seminários (quase adorados pelos ex-alunos). Esquecem, porém, que não deve haver outra fidelidade que se superponha à fidelidade a Deus.



Hélio de Menezes Silva, dez. 2009.




[Por que o "altos escalões" dos seminários, da AIBREB - Associação das Igrejas Batistas Regulares do Brasil, e associações estaduais (APIBRE, AIBRECE, etc.) das Igrejas Batistas Regulares, ao invés de estudarem + agradecerem + aprofundarem + divulgarem alertas como este, os temem tanto e tentam a todo custo proibir que se os façam ante todos os membros de suas igrejas batistas regulares?!?! Hélio, 2011]


 




Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em BibliaLTT.org, com ou sem notas).



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