Significado do Termo “Israel” no Novo Testamento

(How is the Term Israel Used in the New Testament?)

http://www.middletownbiblechurch.org/reformed/israelaf.htm




[Parte 1/4 - a Doutrina da Soberana Graça de Deus NÃO exige a Teologia do Pacto.]

Muitos pensam que a Teologia do Pacto (ou T.P., ou Teologia da Aliança) é sinônimo com o Calvinismo [ou seja, melhor dizendo, com a doutrina da soberana graça de Deus]. Mas isso não é verdade.

A Teologia do Pacto NÃO é um sistema soteriológico, mas, sim, um esqueleto, uma estrutura básica para a montagem de toda a Teologia Bíblica Sistemática, onde entende-se Teologia Bíblica Sistemática como o esforço para se encontrar a unidade dentro das Escrituras. A Teologia do Pacto vê a inteira Bíblia através da lente de duas e somente duas grandes alianças: o Pacto das Obras e o Pacto da Graça. Com essas duas alianças, a Teologia do Pacto unifica a Bíblia debaixo da progressiva obra de Deus para a redenção do homem. Assim, a Bíblia torna-se a história de Deus resgatando para Si mesmo um [só] povo especial. Dentro da Teologia do Pacto há dois subgrupos com mínimas diferenças entre si: um subgrupo que sustenta uma teologia da substituição, em que a Igreja substitui Israel, e outro subgrupo que unifica Israel e a igreja como uma só entidade. Mas a diferença é mínima, pois ambos subgrupos [alegorizam todos os versos que possam indicar Israel nacional no futuro, e] somente admitem um futuro com um só povo de Deus, nenhum dos subgrupos admitindo que, em paralelo com Igreja, haverá a nação [literal] de Israel, em que Deus ainda cumprirá [literalmente] as promessas [literais] que fez a Abraão. Para maiores detalhes, ver What is Covenant Theology?, J. Ligon Duncan, em
http://www.fpcjackson.org/resources/apologetics/Covenant%20Theology%20&%20Justification/ligoncovt.htm

Dispensacionalismo é também um esqueleto, uma estrutura básica para a montagem de toda a Teologia Bíblica Sistemática. [Decorre de se estender o literalismo usado na Soteriologia (por exemplo, pelos Reformadores), estendê-lo a todas as doutrinas, inclusive à Escatologia, englobando o futuro da nação de Israel. ] Ele vê o governo [a ordem, o mandamento] por Deus estabelecido e [pelo homem] rejeitado e quebrado, em Gênesis capítulos 1 a 3. Depois, em Gênesis 3:15, Deus promete uma semente de mulher que vai derrotar o Maligno e, por implicação, libertar e restaurar a terra da maldição [“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. ”]. Toda a Escritura, então, é um desenrolar do plano de Deus para reestabelecer Seu domínio sobre e através de humanidade (cf. Elliott Johnson, Expository Hermeneutics: an Introduction). Enquanto os propósitos de Deus [e Seu plano de salvação somente pela graça, através somente da fé, fé somente no Cristo, Cristo somente o da Bíblia] permanecem sempre os mesmos, a forma como Ele administra Seus propósitos muda com o progresso da revelação. As Escrituras antecipam o dia em que, através de Seu Filho e aqueles a quem Ele redimiu, os propósitos de Deus serão plenamente cumpridos em Seu governo restaurado sobre toda a terra [Cristo reinando corporal e visivelmente sobre toda a terra]. [Dispensacionalistas admitem que Deus temporariamente afastou a nação de Israel de cena, mas que, segundo Rm 11, ainda a converterá, de modo que, no futuro, Ele ainda cumprirá literalmente todas as promessas que fez a Abraão, Isaque e Jacó.
[“1 ... Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum;... 5 ..., também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. ... 11 ... Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. 12 E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! ...  15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? 16 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. 17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, 18 Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. ... 25 ... o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. 26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. ... 28 ... quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. 29 Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento. ....”] Haverá, eternamente, dois abençoados povos de Deus: a Igreja, e os salvos do Velho Testamento. Ver http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/DispensacoesEAliancasDeus-AlcinoLToledo.htm , http://www.brethrenonline.org/articles/dispen.htm, e o livro Entendendo o Dispensacionalismo, de Thomas Ice]

Sem fazer um julgamento sobre a Teologia do Pacto, eu só quero mostrar que um Dispensacionalista pode ser um Reformado. Dispensacionalismo TEM que reconhecer a total soberania de Deus, se assim não fosse o sistema Dispensacionalista não faria qualquer sentido. Dispensacionalismo reconhece o propósito de Deus para salvar, e, se Ele é soberano para restabelecer o Seu reinar, ele também pode ser soberano em salvar quem Ele quiser, como Ele quiser. E, vendo que Ele é soberano sobre a história e sobre a salvação das almas [o Dispensacionalismo] dá-Lhe toda a glória.

(Adaptado por Hélio, a partir de http://magnifygod.wordpress.com/2006/08/04/a-reformed-dispensationalist/ )





Parte 2/4 - Ilustres exemplos de muitos Calvinistas [particularmente presbiterianos] que rejeitaram a T.P., vendo Israel e a Igreja como dois distintos e benditos povos de Deus, no Milênio e em toda a eternidade.

Reformados e Calvinistas são hoje praticamente sinônimos, pois os ramos da raiz Reforma que caminharam/ caminham em direção ao Arminianismo, têm, na minha opinião [de Hélio], pouco a pouco se descaracterizado e teologicamente enfraquecido ou se desviado para caminhos significativamente diferentes dos da Reforma inicial. A mais importante, vital, identificadora teologia dos Reformados que não têm, na minha opinião [de Hélio], se descaracterizado é o Calvinismo, que é um sistema soteriológico construído sobre a soberania absoluta de Deus para cumprir com certeza o propósito de Deus, para a glória de Deus.

Todavia, nem todos os teólogos Reformados são também adeptos da Teologia do Pacto (T.P., ou Teologia da Aliança) [Covenant Theology]. Reformados e adeptos da Teologia do Pacto não são sinônimos, nem precisam ser. Mesmo que em minoria, há muitos e ilustres setores Reformados Calvinistas que são também Dispensacionalistas, em oposição à Teologia do Pacto:


“À primeira vista, Presbiterianismo e Dispensacionalismo podem parecer opostos. Mas como é, então, que dois dos Dispensacionalistas mais representativas e influentes da América, Cyrus I. Scofield e Lewis Sperry Chafer, ambos brotaram de raízes denominacionais relacionadas com o presbiterianismo?!?! Lewis Sperry Chafer (1871-1952), um presbiteriano, foi fundador do Seminário Teológico de Dallas, e serviu como seu presidente e professor de Teologia. Sua renomada obra "Teologia Sistemática", em 8 volumes, continua a ser uma apresentação clássica do Dispensacionalismo dentro da estrutura de uma teologia sistemática completa. A segunda figura, C.I. Scofield (1843-1921), tinha laços com o Congregacionalismo, um parente próximo do Presbiterianismo. Ele foi ordenado ao ministério congregacional em 1882, e, depois, anos mais tarde, dedicou muita energia em dois projetos que ajudaram a formar a própria definição de Dispensacionalismo americano, ou seja, a Scofield Correspondence Bible School e a “Scofield Reference Bible” [Publicada no Brasil, pela SBTB, a Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, usando o texto da Bíblia ACF, a Almeida Corrigida Fiel]       Leia o restante deste artigo de Vern S. Poythress em http://www.frame-poythress.org/presbyterianism-and-dispensationalism/



“16 e Walnut Avenue Presbyterian Church em St. Louis (então pastoreada pelo Dr. James H. Brookes) tornou-se o principal centro do Dispensacionalismo na América. Dr. Brookes tornou-se o mais proeminente defensor de Darby e foi chamado o pai do Dispensacionalismo nos EUA.” http://www.founders.org/journal/fj09/article1.html



“Outros dos maiores líderes Dispensacionalistas, tais como J. Oliver Buswell, Lewis S. Johnson, e Macrae AA, eram presbiterianos.”
... ... ...
“Como tem sido apontado mais de uma vez, os Dispensacionalistas realmente devem ser Calvinistas, e os Calvinistas realmente devem ser Dispensacionalistas. Os Dispensacionalistas acreditam pelo menos na eleição e graça soberanas no caso da ainda-a-ser-convertida geração de judeus, e os Calvinistas acreditam na soberania de Deus e na Sua fidelidade no cumprimento [literal !!!] de todas as Suas promessas [isto deveria incluir o cumprimento literal de Suas promessas à nação de Israel, que é a descendência literal de Abraão, de Isaque e de Jacó], e (pelo menos formalmente) no princípio de exegese gramatical- histórica [Hélio preferiria dizer, exegese “literal- gramatical- reconhecendo somente a Bíblia como autoridade”, pois muitos entendem a palavra “histórica” como dar mais valor à tradição de suas denominações do que à Bíblia. Sola Scriptura!].
No entanto, ao invés de admitir e (você está prestando atenção?) reformar essa inconsistência, o Calvinista [se for adepto da Teologia do Pacto] redefine a exegese histórico-gramatical [que devia ser literal] para proteger sua posição [que, ainda, está] não-reformada, e o Dispensacionalista [se for “Calvini-niano”] ignorantemente ecoa a esquiva rasa de famosos "Calvini-nianos" Dispensacionalistas do passado e do presente [“Calvini-nianos” são aqueles que tentam ficar numa posição intermediária entre os plenos Calvinistas e os plenos arminianos. "Calvini-nianos" é um cruel apelido pejorativo dado pelos mais cáusticos de ambos os lados]. O impasse resultante não traz benefícios para ninguém.” http://bibchr.blogspot.com.br/2010/03/book-review-dispensational-covenantal.html


“Os organizadores do movimento profético na América [do Norte] eram predominantemente Calvinistas. Em 1876, um grupo liderado por Nathaniel West, James H. Brookes, William J. Eerdman, e Henry M. Parsons, todos eles presbiterianos, juntamente com o batista A. J. Gordon,. . . Estes encontros iniciais, que se tornaram os pontos focais para o lado profético das atividades de seus líderes, foram claramente Calvinistas. Presbiterianos e Batistas Calvinistas predominaram, enquanto o número de Metodistas [que representam os Arminianos] foi extremamente pequeno. . . Tais fatos dificilmente podem ser acidentais.” George M. Marsden, Fundamentalism and American Culture: The Shaping of Twentieth-Century Evangelicalism: 1870-1925 (New York: Oxford University Press, 1980), p. 46.



Em seu livro de 2004, Studies on the Second Coming, Dr. Crawford Ballentine, ministro da Igreja Presbiteriana na Irlanda, ensina que a iminente segunda vinda do Cristo se dará em 2 etapas, a 1ª para arrebatar os salvos desta dispensação da Igreja, e a 2ª, 7 anos depois, para salvar do total aniquilamento [os da nação] de Israel (que, então, se converterá mas reterá sua identidade nacional) e os gentios que forem salvos e ainda não tiverem sido mortos pelo Anticristo, na Tribulação; depois, ao final desses 7 anos, haverá uma 2ª etapa do primeiro tipo de ressurreição (aquela para a vida), envolvendo os crentes que morreram no VT e na Grande Tribulação, e haverá o julgamento das nações. A seguir, haverá o Milênio literal, com o Cristo glorificado reinando corporalmente 1000 anos literais sobre os santos glorificados (de dois povos abençoados mas distintos: a Igreja e os salvos das outras dispensações), e com homens ainda não glorificados e com corpos ainda capazes do pecado e de reprodução, todos esses tipos de homens reunidos em um reino judaico sobre toda a terra, com muitas (não todas) leis e cerimônias restauradas. Somente ao final do Milênio haverá o julgamento final de todos os homens não salvos e todos os anjos caídos, e a criação da nova terra e do novo céu.



Todos os pastores e igrejas da denominação Igreja Presbiteriana Bíblica (http://www.bpc.org/), em todo o mundo, são Calvinistas e são também Dispensacionalistas, acreditando no cumprimento literal das promessas de Deus à descendência física de Abraão, Isaque e Israel. Ver também http://en.wikipedia.org/wiki/Bible_Presbyterian_Church. Entre seus líderes iniciais teve ilustres nomes tais como:
Nos USA: Gresham Machem, Robert Dick Wilson, Oswald T. Allis, Cornelius Van Til, Carl McIntire, J. Oliver Buswell, Allan MacRae e Francis Schaeffer, etc.;
Em Singapora: Rev. Timothy Tow, etc.;
No Brasil: Israel Furtado Gueiros, Ageu Vieira, Uzzae Canuto, Francisco Gueiros, Antônio Carvalho, John Rockwell Smith, George William Butler, William Calvin Porter, Juventino Marinho, Antônio Almeida, Jerônimo Gueiros, William Leroy, Josias Baraúna, etc.



Recomendo: "Porque Todo e Cada Calvinista que Respeita a Si Próprio é um Premilenarista", John MacArthur Jr. ("Why Every Self-Respecting Calvinist is a Premillennialist"), que pode ser ouvido baixando os sermões da Shepherd's Conferrence 2007 e ouvindo as sessões 1 e 5, de http://www.shepherdsconference.org/media/details/?mediaID=332. Ou lido (sessão 1) em http://philgons.com/docs/macarthur-on-amillennialism.pdf. Podemos sumariar a principal tese assim:
1) Se você é um calvinista, você acredita em eleição soberana de Deus.
2) Se você acredita em eleição soberana de Deus, então você tem que acreditar que Deus vai cumprir Suas soberanas promessas à Israel étnica, dando-lhes um reino geo-político no futuro (após o Arrebatamento e a Tribulação), porque este é o testemunho unívoco das Escrituras quando se usa uma hermenêutica literal e natural [sincera, tomando cada palavra em seu sentido mais usual, sem truques aprendidos, com a melhor lógica e bom-senso comum que Deus nos concedeu]



O Rev. Josias Macedo Baraúna Junior, historiador, professor e Diretor Presidente da Faculdade Evangélica Bíblica de Teologia Reformada - FAEBTER, poderá dar mais detalhes de Reformados do passado (mesmo de antes da criação do termo “Dispensacionalismo” em meados do século 19) que criam que Romanos 11 ensina o futuro cumprimento literal das promessas feitas à nação física e literal de Israel.

Insiro um extrato de e-mail de 22.05.12, do Rev. Josias Macedo Baraúna Junior. Ele tem conhecimento e dados para escrever um livro sobre o assunto, mas essas palavras devem bastar ao leitor:


... Porém, a Escatologia não foi Reformada [os Reformadores não chegaram a aplicar a ela os mesmos princípios de literalidade que tão bem aplicaram a outras áreas da Teologia, principalmente à Soteriologia] (talvez houvesse pré-milenistas e pré-tribulacionistas em setores isolados no seio dos reformados, pois a expressão "várias dispensações" - "various dispensations" na Confissão de Fé de Westminster me permite dizer que havia uma minoria fiel também na Escatologia e que tomou assento em Westminster.
...
Era necessária a resolução da situação do Povo [a etnia, a nação, descendência física] de Israel, chamado no passado e isto exige uma solução condizente com a inerrância da Palavra de Deus e a infalibilidade das promessas de Deus, o que significa um retorno literal da literal nação de Israel e o entendimento de que o Reinado Espiritual de Cristo sobre a Igreja, hoje, não é obstáculo para Seu Reinado no Trono de Davi, que ainda é futuro. Houve, nos séculos logo após a Reforma, avivalistas e fundamentalistas que, fazendo uso da interpretação literal das Escrituras, guiados pelo Espírito Santo, chegaram a (redescobriram) as verdades Bíblicas das Últimas Coisas, proporcionando a Reforma da Escatologia, contra os hereges adventistas, pentecostais, neopentecostais, teólogos do Reino Agora, etc. e afins, do Século XVIII até o presente.

Na segunda metade do século XIX, o Seminário Teológico de Princeton, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, começou a desenvolver um Premilenismo Dispensacionalista atrelado à Teologia do Pacto (fruto do uso da interpretação literal de forma homogênea, de Gênesis a Apocalipse) quando as Conferências Bíblicas de Niágara começaram a surgir (entre 1878–1897), embora, um pouco antes, Hodge, lendo na CFW (Confissão de Fé de Westminster) as expressão "várias dispensações", desenvolveu um esquema dispensacionalista quádruplo. Também estava ficando claro que, embora Israel seja considerado uma "Igreja" na forma como foi chamado (isto é, vocacionado), a Igreja no sentido Cristão começou efetivamente no dia de Pentecostes. O princípio da diferenciação exige eliminar Amilenismo e Pós-Milenismo, só restando dois tipos de Premilenismo: o Premilenismo Histórico (que admite a passagem da Igreja na Grande Tribulação) e o Premilenismo Dispensacionalista (que implica na aceitação do Arrebatamento antes da Tribulação). No entanto, a interpretação literal das 70 semanas de Daniel exclui o Premilenismo Histórico. Assim, na geralmente chamada "Igreja Presbiteriana do Sul" (dos Estados Unidos) começa a florescer o Premilenismo Dispensacionalista e o Amor pelo Povo de Israel (Rev. Dr. Carl McIntire, natural de Oklahoma, "nasceu" na "Igreja do Sul" e, embora fosse ordenado na "Igreja do Norte", ele sempre foi Premilenista Dispensacionalista): o Union Theological Seminary, de Richmond, Virginia, formou muitos Ministros Presbiterianos para o Sul, todos Premilenistas Dispensacionalistas. Muitos deles foram Missionários no Nordeste Brasileiro e foram Professores no Seminário Presbiteriano do Norte (em Pernambuco) e deram subsídio para a Escatologia Premilenista Dispensacionalista desenvolvida no Brasil (Antônio Almeida, Jerônimo Gueiros e Israel Gueiros, Presbiterianos; e Synésio Lyra, João Ximenes e Josué Alves de Oliveira, Congregacionais).

Alguma coisa parecida deve ter ocorrido entre os Batistas, pois não sobreviveu documento em que se falava em Premilenismo Dispensacionalista no início das igrejas Batistas na América, mas os Batistas Regulares [bem como outros grupos batistas fundamentalistas], seguindo a interpretação literal, deixaram o Amilenismo/Pós-Milenismo dos Batistas Particulares (na Confissão de Fé Batista há um vislumbre da verdade: "etapas sucessivas" aparece, correspondendo a "várias dispensações", que está na Confissão de Fé de Westminster e na Declaração de Congregacional de Savoy), e redescobriram o Premilenismo Dispensacionalista.

Entre os Anglicanos ocorreu algo semelhante: Deão Alford disse que não podia acreditar que, em se tratando das duas ressurreições descritas em Apocalipse 20, que uma pudesse ser espiritual e outra física, pois as duas deviam ser da mesma natureza, embora para direções diferentes (interpretação literal). O Bispo Ryle seguiu a verdade do Premilenismo Dispensacionalista, bem como na América os Bispos Episcopais Reformados James Gray, William Culbertson e o William Nicholson ensinaram Premilenismo Dispensacionalista no Instituto Bíblico Moody.

Porém, é importante dizer que, na década de 50 do Século XX, ficou claro que, mesmo o adotar do Premilenismo Dispensacionalista não bastava para se considerar que um grupo tinha fidelidade às Escrituras. Era preciso adotar a Doutrina Bíblica da Separação. Por isso, que Neo-Evangélicos, embora premilenistas dispensacionalistas, se mostraram Neo-Evangélicos. Muito cuidado com os Premilenistas Dispensacionalistas pois nem todos podem ser avalizados e principalmente pelo fato de que os hereges pentecostais abraçaram o Premilenismo Dispensacionalista do mesmo jeito que o diabo aparece com anjo de luz para realizar suas especialidades: confundir, roubar, matar e destruir).


Além dos Reformados, há muitos e importantes grupos Batistas cuja grande maioria de suas igrejas é basicamente calvinista (defendendo as doutrinas da eleição, da predestinação, da soberana graça de Deus, da perseverança do Salvador na salvação, que “uma vez salvo, sempre salvo”, etc.) mas que não adotam a Teologia do Pacto, ao contrário, veem Israel como uma etnia e nação que será convertida e estará presente, distinta da Igreja, tanto no Milênio como na eternidade futura. Entre outros, vêm-me à mente: os Batistas Bíblicos, com cerca de 4.500 igrejas e 1.2 milhões de membros nos USA, e cerca de 10.000 igrejas em todo o mundo; os Batistas Regulares com cerca de 1400 igrejas e 150.000 crentes adultos no rol de membros, nos USA, com cerca de 500 igrejas no Brasil, além de em muitos outros países; a maioria dos Batistas Independentes, que são cerca de 3% da população (portanto 9 milhões de pessoas) dos USA.


(Organizado por Hélio)




Parte 3/4 - O Uso do Termo Israel no Novo Testamento (Arnold G. Fruchtenbaum):
Análise de 72 das 73 ocorrências do termo "Israel" no NT: até adeptos da T.P. concordam que sempre se referem somente à NAÇÃO , etnia de Israel!

 

Os Presbiterianos e Reformados acreditam que os crentes do Novo Testamento, incluindo os gentios salvos, são o verdadeiro Israel de Deus. Mas é realmente bíblico nos referirmos a crentes gentios como israelitas??? Tem Deus totalmente e para sempre “liquidado” a Israel nacional e a substituído / engolido para dentro do "Novo Israel" [ou “Israel Espiritual”, ou “A Igreja Universal”], que é composto tanto por judeus como por gentios, crentes, da presente época?

Vamos buscar nas Escrituras para ver se estas coisas são assim. Vamos examinar as 73 vezes no Novo Testamento, onde o termo "Israel" é usado. Como é que o Novo Testamento usa este termo? É ele [todas as vezes, muitas das vezes, ou, pelo menos, alguma vez] aplicado à “Igreja Universal” [ou, melhor dizendo, à igreja local totalizada futura? Ou à instituição, o modelo das igrejas locais? ], ou, particularmente, aos salvos de entre os gentios?

O artigo a seguir é retirado do livro Israelology–the Missing Link in Systematic Theology, de Arnold G. Fruchtenbaum, 1994. É utilizado com sua permissão.

Pr. George Parsons http://www.middletownbiblechurch.org/reformed/israelaf.htm

O Uso do Termo Israel no Novo Testamento

 

(The Use of Israel in the New Testament

Arnold G. Fruchtenbaum)





Os Reformados adeptos da Teologia do Pacto (T.P., ou Teologia da Aliança) ousadamente declaram que a Igreja é o Novo Israel [substituindo/ engolindo o antigo Israel] e, às vezes, eles fazem parecer como se esta afirmação é tão bem estabelecida que está acima de toda e qualquer questionamento, que é uma conclusão que foi com toda a certeza e rigor provada a partir do Novo Testamento. [Harvey] Cox [pastor batista muito liberal e até mesmo ativista político esquerdista] chegou a afirmar que os dois termos [Igreja e Israel] são usados sem nenhuma distinção [são perfeitos sinônimos!!!]. A verdade [porém] é que o termo "Israel" é usado um total de 73 vezes no Novo Testamento e, como mostrado na lista a seguir, tal ousada afirmação nem de longe é justificada pelas evidências:

Mat 2:6

“E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel. ” (Mateus 2:6 ACF)

Citação de Miquéias 5:2, que profetiza que o Messias "há de apascentar o Meu povo de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Mat 2:20

  “20 Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. “

Referência geográfica sobre o retorno de Jesus, José e Maria "à terra de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Mat 2:21

21 Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel. ” (Mateus 2:20-21 ACF)

O mesmo que acima.

Mat 8:10

and Luc 7:9

  “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. ” (Mateus 8:10 ACF)

Jesus contrasta a fé do centurião romano com a de Israel descrente [a nação, etnia de Israel]: “nem mesmo em Israel [a nação, etnia de Israel] encontrei tanta fé. "

  “E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé. ” (Lucas 7:9 ACF)

Idem.

Mat 9:33

  “E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. ” (Mateus 9:33 ACF)

A resposta das multidões aos milagres de Jesus, "Nunca tal se viu em Israel [a nação, etnia de Israel]."

Mat 10:6

  “Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; ” (Mateus 10:6 ACF)

Os discípulos são instruídos a não ir entre os gentios e Samaritanos, mas para ir apenas "às ovelhas perdidas da casa de Israel [a nação, etnia de Israel].

Mat 10:23

  “Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem. ” (Mateus 10:23 ACF)

Notação geográfica do trabalho dos discípulos em "as cidades de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Mat 15:24

  “E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. ” (Mateus 15:24 ACF)

O ministério de Cristo foi "às ovelhas perdidas da casa de Israel [a nação, etnia de Israel]"

Mat 15:31

  “De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel. ” (Mateus 15:31 ACF)

A multidão "glorificava ao Deus de Israel [a nação, etnia de Israel]" quando viram os milagres de Jesus.

Mat 19:28

and Luc 22:30

  “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. ” (Mateus 19:28 ACF)

Os discípulos recebem a promessa de autoridade sobre "as doze tribos de Israel [a nação, etnia de Israel]."

  “Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel. ” (Lucas 22:30 ACF)

Idem

Mat 27:9

  “Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram, ” (Mateus 27:9 ACF)

Citação de Zacarias 11:12-13, que profetizou que o Messias será vendido por 30 moedas de prata por "certos filhos de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Mat 27:42

and Mar 15:32

  “Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e crê-lo-emos. ” (Mateus 27:42 ACF)

Jesus é escarnecido como "o rei de Israel [a nação, etnia de Israel]."

  “O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Também os que com ele foram crucificados o injuriavam. ” (Marcos 15:32 ACF)

Idem

Mar 12:29

  “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único Senhor. ” (Marcos 12:29 ACF)

Citação de Deuteronômio 6:4: "Ouve, ó Israel [a nação, etnia de Israel]."

Luc 1:16

  “E converterá muitos dos filhos de Israel ao SENHOR seu Deus, ” (Lucas 1:16 ACF)

O ministério de João era converter "muitos dos filhos de Israel [a nação, etnia de Israel]" para voltarem-se para o Senhor.

Luc 1:54

  “Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia; ” (Lucas 1:54 ACF)

Deus providenciou o Messias para dar ajuda "a Israel [a nação, etnia de Israel] Seu servo."

Luc 1:68

  “Bendito o Senhor Deus de Israel, Porque visitou e remiu o seu povo, ” (Lucas 1:68 ACF)

Uma referência a Deus como "o Deus de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Luc 1:80

  “E o menino crescia, e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel. ” (Lucas 1:80 ACF)

João esteve nos desertos até "o dia da sua apresentação a Israel [a nação, etnia de Israel]."

Luc 2:25

  “Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. ” (Lucas 2:25 ACF)

Simeão estava esperando pela Esperança Messiânica como "a consolação de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Luc 2:32

  “Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel. ” (Lucas 2:32 ACF)

Enquanto o Messias era para ser uma luz para iluminar os Gentios, "Ele também era para ser para" a glória do teu povo Israel [a nação, etnia de Israel]”

Luc 2:34

  “E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado” (Lucas 2:34 ACF)

Profecia que o Messias seria posto "para queda e elevação de muitos em Israel [a nação, etnia de Israel]."

Luc 4:25

  “Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; ” (Lucas 4:25 ACF)

Uma referência histórica para as "viúvas em Israel [a nação, etnia de Israel]" nos dias de Elias.

Luc 4:27

  “E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio. ” (Lucas 4:27 ACF)

Uma referência histórica para os "leprosos em Israel [a nação, etnia de Israel]" nos dias de Elias.

Luc 24:21

  “E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. ” (Lucas 24:21 ACF)

Os dois discípulos de Emaús descrevem Jesus como aquele que esperavam que “redimisse Israel [a nação, etnia de Israel]."

João 1:31

  “E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água. ” (João 1:31 ACF)

O Messias seria "manifestado a Israel [a nação, etnia de Israel]" através do batismo de João.

João 1:49

  “Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel. ” (João 1:49 ACF)

Natanael descreveu Jesus como o "Rei de Israel [a nação, etnia de Israel]."

João 3:10

  “Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto? ” (João 3:10 ACF)

Jesus se refere a Nicodemos como "mestre de Israel [a nação, etnia de Israel]."

João 12:13

  “Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor. ” (João 12:13 ACF)

As multidões, na entrada triunfal de Jesus, O descrevem como "o Rei de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Atos 1:6

  “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? ” (Atos 1:6 ACF)

Os discípulos perguntam: "Senhor, restaurarás Tu neste tempo o reino a Israel? ” Obviamente, neste contexto, os discípulos tinham em mente Israel étnico, e não a Igreja.

Atos 2:22

  “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;” (Atos 2:22 ACF)

Pedro está se dirigindo um público incrédulo, judaico, e afirma: "Homens de Israel [a nação, etnia de Israel]." Contextualmente, esta não poderia ser a Igreja.

Atos 2:36

  “Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. ” (Atos 2:36 ACF)

Esta é a mesma que a audiência de referência acima.

Atos 3:12

  “E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? ” (Atos 3:12 ACF)

Pedro está novamente falando para uma audiência judaica incrédula, com as palavras: "Homens israelitas [a nação, etnia de Israel], por que vos maravilhais disto." Como incrédulos, não podem ser parte da Igreja.

Atos 4:10

  “Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. ” (Atos 4:10 ACF)

Claramente, Pedro tem em vista toda a etnia de Israel [a nação, etnia de Israel] quando ele declara a “todo o povo de Israel [a nação, etnia de Israel]" que o homem coxo foi curado "em nome de Jesus Cristo, o Nazareno."

Atos 4:27

  “Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; ” (Atos 4:27 ACF)

Israel [a nação, etnia de Israel] está listado junto com os gentios como sendo culpados da crucificação. Isso dificilmente poderia ser a Igreja.

Atos 5:21

  “E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo, e ensinavam. Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que estavam com ele, convocaram o conselho, e a todos os anciãos dos filhos de Israel, e enviaram ao cárcere, para que de lá os trouxessem. ” (Atos 5:21 ACF)

A referência “e a todos os anciãos dos filhos de Israel [a nação, etnia de Israel]” é a incrédulos e, portanto, não à Igreja.

Atos 5:31

  “Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. ” (Atos 5:31 ACF)

“para dar a Israel [a nação, etnia de Israel] o arrependimento e a remissão dos pecados” implica na incredulidade de Israel, por isso, obviamente, ela não é a Igreja.

Atos 5:35

  “E disse-lhes: Homens israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens, ” (Atos 5:35 ACF)

Gamaliel fala a seus colegas dos membros do Sinédrio: "Homens de Israel [a nação, etnia de Israel]", nenhum dos quais eram crentes.

Atos 7:23

  “E, quando completou a idade de quarenta anos, veio-lhe ao coração ir visitar seus irmãos, os filhos de Israel. ” (Atos 7:23 ACF)

Estêvão está fazendo uma referência histórica a "os filhos de Israel [a nação, etnia de Israel]", do tempo de Moisés.

Atos 7:37

  “Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: O Senhor vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis. ” (Atos 7:37 ACF)

O mesmo que acima.

Atos 7:42

  “Mas Deus se afastou, e os abandonou a que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios No deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? ” (Atos 7:42 ACF)

O mesmo que acima.

Atos 9:15

  “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. ” (Atos 9:15 ACF)

Deus declara que Paulo vai anunciar o Evangelho aos gentios e a "os filhos de Israel [a nação, etnia de Israel]." Esta é uma referência aos judeus que ainda não criam.

Atos 10:36

  “A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o SENHOR de todos); ” (Atos 10:36 ACF)

Pedro se refere ao fato, agora histórico, de que Jesus veio para pregar o evangelho "aos filhos de Israel [a nação, etnia de Israel]", a maioria dos quais não cria na mensagem e, portanto, não constituía a Igreja.

Atos 13:16

  “16 E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Homens israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi:

Paulo está falando a uma audiência judaica incrédula quando afirma, "homens de Israel [a nação, etnia de Israel]."

Atos 13:17

17 O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito; e com braço poderoso os tirou dela; ” (Atos 13:16-17 ACF)

Paulo refere-se ao histórico "este povo de Israel [a nação, etnia de Israel]" da época do Êxodo.

Atos 13:23

  “23 Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel;

Paulo menciona o fato histórico de que “levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel[a nação, etnia de Israel]."

Atos 13:24

24 Tendo primeiramente João, antes da vinda dele, pregado a todo o povo de Israel o batismo do arrependimento. ” (Atos 13:23-24 ACF)

Paulo refere-se ao fato histórico de que João, o batista, tinha "pregado a todo povo de Israel [a nação, etnia de Israel] o batismo do arrependimento."

Atos 21:28

  “Clamando: Homens israelitas, acudi; este é o homem que por todas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar. ” (Atos 21:28 ACF)

Os "homens de Israel [a nação, etnia de Israel]" neste versículo é a multidão que atacou Paulo.

Atos 28:20

  “Por esta causa vos chamei, para vos ver e falar; porque pela esperança de Israel estou com esta cadeia. ” (Atos 28:20 ACF)

Paulo declara que ele está acorrentado em razão de "a esperança de Israel [a nação, etnia de Israel]", uma referência à Esperança Messiânica e não à Igreja.

Rom 9:4

  “Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; ” (Romanos 9:4 ACF)

Paulo lista os privilégios que Deus deu aos "Israelitas [a nação, etnia de Israel]", como já foi discutido.

Rom 9:6

  “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; ” (Romanos 9:6 ACF)

Paulo traça um contraste de dois Israel’s: Israel [a nação, etnia de Israel[a nação, etnia de Israel]] o todo, e Israel [a nação, etnia de Israel] crente, dentro de Israel o todo. Ambos estes Israel’s são compostos somente de judeus. Enquanto alguns Teólogos do Pacto desejam forçar que o Israel crente seja um apelido para a Igreja e não parte da nação e etnia de Israel, outros Teólogos do Pacto concordam conosco que esse versículo contrasta judeus que creram contra judeus que não creram. [Como os adeptos da Teologia do Pacto estão divididos neste verso, deixaremos que aqueles dentre eles que concordam conosco instruam melhor aos outros deles. ]

Rom 9:27

  “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. ” (Romanos 9:27 ACF)

Outro contraste entre Israel [a nação, etnia de Israel] descrente e o remanescente crente, dentro de Israel [a nação, etnia de Israel]

Rom 9:31

  “Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. ” (Romanos 9:31 ACF)

Uma referência a Israel descrente [a nação, etnia de Israel] que "não chegou à lei da justiça."

Rom 10:19

  “Mas digo: Porventura Israel não o soube? Primeiramente diz Moisés: Eu vos porei em ciúmes com aqueles que não são povo, Com gente insensata vos provocarei à ira. ” (Romanos 10:19 ACF)

Paulo declara que Israel [a nação, etnia de Israel] recebeu a mensagem, mas não a aceitou.

Rom 10:21

  “21 Mas para Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente.

As mãos de Deus ainda estão estendidas para Israel [a nação, etnia de Israel] descrente [chamando-a a crer].

Rom 11:1

11:1 ¶ DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.

Paulo se refere a si mesmo como um "Israelita", no sentido de pertencer a uma nação e etnia, até mesmo revelando que ele é da tribo de Benjamim.

Rom 11:2

2 Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: ” (Romanos 10:21-11:2 ACF)

Paulo faz uma referência histórica para o fato de que "Elias falou a Deus contra Israel [a nação, etnia de Israel]" por causa da incredulidade da nação, etnia.

Rom 11:7

  “Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos. ” (Romanos 11:7 ACF)

Paulo novamente toma Israel [a nação, etnia de Israel] o todo, que não conseguiu alcançar o que estava buscando, e traça um contraste contra Israel [a nação, etnia de Israel] o remanescente crente e fiel da nação, "os eleitos," o remanescente que alcançou o que buscava.

Rom 11:25

  “25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.

Paulo fala da cegueira que tinha em parte caído sobre Israel [a nação, etnia de Israel], o todo, mas não sobre Israel, o remanescente crente. Mesmo assim, a cegueira de Israel descrente [é temporária, ] somente durará até que o tempo dos gentios termine.

Rom 11:26

26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. ” (Romanos 11:25-26 ACF)

A profecia de que todo o Israel [a nação, etnia de Israel] será salvo. Teólogos do Pacto estão divididos sobre o significado desse versículo. De modo geral, Amilenaristas do Pacto veem isso como uma referência à Igreja, enquanto Posmilenaristas do Pacto e Premilenaristas do Pacto veem como uma referência a Israel como nação e etnia. [Como os adeptos da Teologia do Pacto estão divididos neste verso, deixaremos que aqueles dentre eles que concordam conosco instruam melhor aos outros deles. ]

1Co 10:18

  “Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar? ” (1 Coríntios 10:18 ACF)

"Israel segundo a carne" é, obviamente, a nação, etnia de Israel.

2Co 3:7

  “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, ” (2 Coríntios 3:7 ACF)

Uma referência histórica a "os filhos de Israel [a nação, etnia de Israel]" no tempo de Moisés.

2Co 3:13

  “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. ” (2 Coríntios 3:13 ACF)

O mesmo que acima.

2Co 11:22

  “São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendência de Abraão? Também eu.” (2 Coríntios 11:22 ACF)

Paulo refere-se tanto a os judeus incrédulos como a si mesmo como sendo "Israelitas” [da nação, a etnia de Israel].

Gal 6:16

  “E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. ” (Gálatas 6:16 ACF)

A referência de Paulo a "Israel [a nação, etnia de Israel] de Deus" é a única referência usada [concordemente] por todos os Teólogos do Pacto [reunidos em um só corpo] para provar que a Igreja é chamada de Israel. Este verso será discutido em detalhe, mais abaixo.

Efé 2:12

  “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. ” (Efésios 2:12 ACF)

A "comunidade de Israel [a nação, etnia de Israel]" é contrastada com os gentios e com o "um novo homem" (v. 15), que é a Igreja.

Flp 3:5

  “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; ” (Filipenses 3:5 ACF)

Paulo se refere a si mesmo como tendo vindo "da linhagem de Israel [a nação, etnia de Israel]", uma referência óbvia à nação e etnia de sua origem.

Heb 8:8,10

  “Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, Em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança, ” (Hebreus 8:8 ACF)

 “Porque esta é a aliança que depois daqueles dias Farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo;” (Hebreus 8:10 ACF)

Uma citação de “nova aliança” que Deus prometeu, através de Jeremias, à nação e etnia de Israel (aqui, tecnicamente, apenas o reino do norte) e com a nação e etnia de Judá (o reino do sul).

Heb 11:22

  “Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos. ” (Hebreus 11:22 ACF)

Uma referência histórica a Israel [a nação, etnia de Israel] do Êxodo.

Ap 7:4

  “E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel. ” (Apocalipse 7:4 ACF)

Uma referência às doze tribos de Israel [a nação, etnia de Israel]

Ap 21:12

  “E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. ” (Apocalipse 21:12 ACF)

O mesmo que acima

 



Parte 4/4 - O Uso do Termo Israel em Gál 6:16 (Arnold G. Fruchtenbaum):
Após profunda análise, conclui-se que, também neste verso, o termo “Israel” refere-se ao remanescente fiel daquela etnia, o qual será convertido no futuro e existirá para sempre, bendito, mas distinto da bendita Igreja.




A lista acima é a de todas as [73] vezes em que [a palavra] "Israel" é mencionada no Novo Testamento, e é óbvio até mesmo para Teólogos do Pacto que, na grande maioria das vezes, refere-se à Israel étnica [os descendentes biológicos de Abraão, de Isaque e de Jacó], à nação de Israel. Na verdade, apenas 3 passagens são usadas por Teólogos do Pacto para tentar provar a sua equação “Israel = Igreja” [“Agora, a Igreja engoliu Israel, herdou tudo que lhe foi prometido. Onde se lê Israel, entenda-se, agora, a Igreja”]. Em 2 dessas 3 passagens, a saber, Romanos 9:6 e 11:26, os Teólogos do Pacto não são unânimes, porque mesmo alguns deles reconhecem que esses 2 versos falam da nação de Israel, a Israel étnica.
[Como os adeptos da Teologia do Pacto estão divididos neste verso, deixaremos que aqueles dentre eles que concordam conosco instruam melhor aos outros deles.] O verso único em que todos os teólogos do pacto são unânimes entre si é Gálatas 6:16. Este é o único versículo que chega perto de dizer o que os Teólogos Pacto querem que ele diga. Por conseguinte, será dado a ele o seu próprio tratamento separado.

“O Israel de Deus”, de Gálatas 6:16

 




O objetivo desta seção é apresentar uma visão dispensacionalista de Gálatas 6:16, a única passagem produzida [alegada] por todos os Teólogos do Pacto como “prova” de que a Igreja é o Israel espiritual, ou que os crentes gentios se tornam, espiritualmente, judeus. O versículo não prova a alegação deles. A passagem diz:

“E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles    
e     sobre o Israel de Deus.” (Gl 6:16 ACF)

16  kai <2532> {E} osoi <3745> {a todos quantos} tw <3588> kanoni <2583> {por a regra de medir} toutw <5129> {esta} stoichsousin <4748> (5692) {andarão,} eirhnh <1515> {paz [seja]} ep <1909> {sobre} autouv <846> {eles} kai <2532> {e} eleov <1656> {misericórdia,} kai <2532> {e} epi <1909> {sobre} ton <3588> {o} israhl <2474> tou <3588> {Israel} yeou <2316> {de Deus.}

O livro de Gálatas diz respeito aos gentios que tentavam alcançar a salvação através da lei. Os que os enganavam [ensinando isto] eram os judaizantes, que eram judeus [que alegavam ter crido em Cristo e sido salvos] exigindo o cumprimento da Lei de Moisés [por todos os cristãos]. Para eles, um gentio tinha que se converter ao judaísmo antes que ele se qualificasse para ser salvo através de Cristo. No versículo 15 Paulo ensina que o importante para a salvação é a fé, resultando em um novo homem.
[“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.”]

Paulo, portanto, [no verso 16] pronuncia uma bênção sobre dois grupos que seguiriam esta regra de salvação somente através da fé: O primeiro grupo é o "eles", os cristãos gentios para e sobre quem ele havia dedicado a maior parte da epístola. O segundo grupo é “o Israel de Deus. ” Estes são crentes judeus [por etnia] que, em contraste com os judaizantes, seguiam a regra da salvação pela fé. Teólogos do Pacto têm que ignorar o significado primário de kai [conjunção que é normalmente traduzida como "e"] que separa os dois grupos no verso, a fim de fazerem os dois grupos [Igreja e Israel] serem [na realidade e totalmente] [um só e] mesmo grupo.

Em um trabalho recente, o Dr. S. Lewis Johnson, [ardente presbiteriano e calvinista de 5 pontos, que pastoreou a Independent Presbyterian Church], ex-professor de Grego e de Exegese do Novo Testamento no Seminário Teológico de Dallas [de origem fortemente presbiteriana], fez um estudo detalhado de Gálatas 6:16. Em sua introdução, Johnson faz a seguinte observação:


“Apesar da esmagadora evidência em contrário, há ainda um [, errado, mas] persistente apoio à afirmação de que o termo Israel pode se referir adequadamente aos crentes gentios na época atual. . . . O apoio primário [a tal afirmação] é [alegado ser] encontrado em Gálatas 6:16.
 
Eu não posso escapar de pensar que considerações dogmáticas avultam na interpretação de Gálatas 6:16.
[dogmáticas no sentido de super-emocional, teimosa, ferrenha, belicosa e intolerante aderência às próprias opiniões PRÉ-formadas (isto é, formadas A-PRIORI, SEM PROVAS), baseadas somente em tradição e emoção e cego seguir a um grupo, terminantemente recusando-se a sequer examinar evidências e argumentos em contrário]. A tenacidade com que a expressão "o Israel de Deus" é aplicada à Igreja, apesar de um grande número de evidências em contrário, leva a pensar que os partidários do parecer acreditam que seu sistema escatológico, geralmente um esquema Amilenarista, depende [única e perigosamente] de se fazer a expressão [“o Israel de Deus”, de Gl 6:16] se referir a [todo] o povo de Deus, composto tanto de crentes judeus como de crentes gentios. O Amilenarismo não está [única e perigosamente] pendurado nessa interpretação [de modo despencar no abismo se lhe for tirado tal corda], mas este modo de ver [Gl 6:16] parece ter um lugar [sumamente] precioso na exegese Amilenarista.

Ao falar sobre os que veem o termo [Israel] com se referindo ao Israel étnico (um sentido que o termo Israel [até Amilenaristas o admitem] tem em todo e cada outro [verso] de seus mais de 65 usos no Novo Testamento, inclusive nos seus 15 usos por Paulo), em um tom quase emocional William Hendriksen, o renomado comentarista Reformado, escreve: "Eu me r-e-c-u-s-o a aceitar essa explicação.". . . [grifo por Hélio].

Aquilo a que eu estou querendo chegar é expresso perfeitamente por DWB Robinson, em um artigo escrito cerca de vinte anos atrás [isto é, em 1965]: "A loquaz citação de Gálatas 6:16 para apoiar o parecer de que "a Igreja é o novo Israel" deve ser vigorosamente contestada. Há um grande- e- respeitável apoio a uma interpretação limitada [estrita, literal, restringindo-se à nação, à etnia dos israelitas, quando vierem a se converter, como nação]." Podemos dizer mais do que isso, na minha opinião. Há mais do que um grande- e- respeitável apoio a uma interpretação mais limitada. Há um apoio esmagador para tal. Na verdade, o parecer menos provável entre várias alternativas é o parecer de que "o Israel de Deus" é a Igreja.
[Toussaint and Dyer, Pentecost Essays, “Paul and ‘The Israel of God’: An Exegetical and Eschatological Case-Study” by S.Lewis Johnson, pp. 181-182. Quoted in William Hendriksen, Exposition of Galatians, New Testament Commentary (Grand Rapids: Baker, 1868), p. 247, and D. W. B. Robinson, “The Distinction Between Jewish and Gentile Believers in Galatians,” Australian Biblical Review 13 (1965): 29-48.]”


Johnson apresenta [analisa] três pontos de vista que dizem respeito a este versículo. Somente o primeiro sustenta que "o Israel de Deus" é a Igreja como um todo, enquanto os outros dois o limitam a crentes judeus.

[I. Quanto ao primeiro ponto de vista (que Israel foi substituída pela Igreja, agora e para sempre) ]

O primeiro ponto de vista é descrito como se segue:


Este primeiro [ponto de vista] é a afirmação de que "o Israel de Deus" é simplesmente um termo descritivo da Igreja cristã da presente época. . . . O Israel de Deus é o corpo que andará pela regra- de- medir da nova criação, e inclui [agora e para sempre, sem nenhuma distinção] pessoas crentes dos dois corpos étnicos: de judeus e de gentios [ibid., p. 183].


A base [alegada] para este primeiro ponto de vista é:


A lista de nomes que suportam este ponto de vista é impressionante, embora as bases da interpretação sejam poucas e fracas, ou seja, a alegação de que o kai. . . antes do termo "o Israel de Deus" é um kai explicativo ou aposto; . . . e a alegação de que, se alguém vê o termo "o Israel de Deus" como os crentes de Israel étnico, estes estariam incluídos na cláusula anterior, "E àqueles que andarão por esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles" [Ibid. , p. 184].


Johnson rejeita este ponto de vista, e o faz baseando-se em três fundamentos.

I.I) O primeiro [fundamento] é por razões gramaticais e sintáticas, para as quais há duas [Ibid., pp. 187-188].

[A primeira razão gramatical-sintática para rejeitar o ponto de vista 1 é que] este ponto de vista tem que apelar e recorrer a um significado secundário ou menor de kai:

É necessário iniciar esta parte da discussão com um lembrete básico, mas muitas vezes negligenciado, dos princípios hermenêuticos. É o seguinte: na ausência de compelentes [incontornáveis, incontestadas] considerações exegéticas e teológicas, devemos evitar os usos gramaticais raros, quando os comuns fazem bom senso [Ibidem, p.. 187].
 
[É] somente porque este último tipo de uso [secundário, raro, menor, para o termo kai] serve bem ao ponto de vista de que o termo "o Israel de Deus" é a Igreja, [é somente por isso] que a defesa do dogma
[dogma no sentido de super-emocional, teimosa, ferrenha, belicosa e intolerante aderência às próprias opiniões PRÉ-formadas (isto é, formadas A-PRIORI, SEM PROVAS), baseadas somente em tradição e emoção e cego seguir a um grupo, terminantemente recusando-se a sequer examinar evidências e argumentos em contrário] superou o significado de “kai” exigido pela gramática. Um uso extremamente raro [de “kai”] tem sido feito [pelos Teólogos do Pacto] para substituir o uso comum, a despeito do fato de que a tradução comum e frequente de kai para a conjunção “e” faz perfeitamente bom sentido em Gálatas 6:16 [Ibid., P. 188].

[A segunda  razão gramatical-sintática para rejeitar o ponto de vista 1 é que:] Em segundo lugar, Johnson mostra que se a intenção de Paulo tivesse sido a de identificar o "eles" [ verso 16] como sendo “o Israel de Deus”, então a melhor maneira de mostrar isso teria sido eliminar o kai completamente [e o segundo epi, ficando assim “paz e misericórdia sobre eles, o Israel de Deus”,    que significaria que “O Israel de Deus” era um mero aposto, uma mera explicação sobre o “eles”, isto é, “paz e misericórdia sobre eles, isto é, o Israel de Deus”]. Como mostrado anteriormente, isto foi exatamente o que Hendriksen [o supra-citado comentarista Reformado] queria fazer deixando kai sem tradução. A própria [a simples, mera] presença do kai argumenta contra o "eles" ser "o Israel de Deus." Como Johnson observa, "Paulo, porém, não eliminou a conjunção kai" [Ibid., P. 188].

I.II) A segunda razão para rejeitar o ponto de vista [1] é por considerações exegéticas, que lidam com o contexto e uso.

No que diz respeito ao uso, Johnson afirma:


“Do ponto de vista do uso bíblico este modo de ver está condenado. Não há nenhum [“nem sequer um sequer”] exemplo na literatura bíblica do termo Israel sendo utilizado no [indisputado] sentido de Igreja, ou [no sentido] de o povo de Deus como composto de ambos os crentes (judeus étnicos e gentios [étnicos]). Nem, por outro lado (como se poderia esperar se houvesse tal uso), a expressão “to ethne” (traduzido, na KJV, por "os gentios") jamais [“nem sequer uma vez  sequer”] foi empregada especificamente significando o mundo não-cristão, mas apenas [e sempre] significando as pessoas de etnia não judaica- israelita, embora essas tais fossem majoritariamente compostas de não-cristãos. Assim, o [usual] emprego do termo Israel [e do termo gentios] ergue-se esmagadoramente em oposição ao primeiro ponto de vista.

O uso dos termos Israel e a Igreja nos primeiros capítulos do livro de Atos está em completa harmonia, porque Israel existe lá ao lado da Igreja recém-formada, e as duas entidades são mantidas [sempre e totalmente] separadas em terminologia [Ibid., P. 189].


Para aqueles que citam Romanos 9:6 [Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas;”] como “prova”, Johnson mostra que este versículo não é suporte para tal ponto de vista, porque a distinção [visível no verso e seu contexto vizinho] está entre judeus que creem e judeus que não creem:


Aqui, Paulo está falando apenas de uma divisão dentro de Israel étnico. Alguns deles são crentes e, portanto, são o verdadeiro Israel, enquanto que outros, embora etnicamente israelitas, não são o verdadeiro Israel, uma vez que eles não são eleitos e crentes. . . Nenhum dos gentios tem lugar [é tratado] dentro dessa declaração, de modo nenhum  [Ibid., p. 189].


Mesmo muitos Teólogos do Pacto têm concordado com este ponto de vista sobre Romanos 9:6 e não o usam para apoiar os seus pontos de vista sobre Gálatas 6:16.

No que diz respeito ao contexto, Johnson observa:

 
Pelo contrário, o apóstolo está preocupado em corrigir o evangelho pregado aos Gálatas pelos judaizantes, particularmente [repreender e corrigir] a falsa afirmação que faziam de que era necessário ser circuncidado para ser salvo. E que lhes era necessário, como cristãos, observar certos requisitos da lei de Moisés, a fim de permanecerem dentro do favor divino. . . O apóstolo não faz tentativa nenhuma para negar que há uma legítima distinção entre gentios crentes e judeus crentes dentro da igreja [Hélio discorda dessa afirmação, que leva ao Judaísmo Messiânico, deixando o mundo dividido em mais uma parte: Israel, Judeus Messiânicos, gentios, e cristãos (englobando ex-gentios e ex-judeus). Hoje, na dispensação das igrejas locais, toda forma de Judaísmo Messiânico, mesmo a melhor delas, é errada. Os judeus que se converterem passam a ser cristãos e devem ser membros de uma igreja local, sem distinção dos outros crentes, gentios. Ver http://solascriptura-tt.org/Seitas/PodemAlgunsJudeusMessianicosSerValidos-Helio.htm. Somente depois do Arrebatamento dos salvos das igrejas locais, isto é, já na Tribulação e no Milênio, é que os judeus crentes voltarão a ser um diferente corpo de salvos, existindo fora do corpo dos salvos das igrejas locais. Então, e somente então, haverá uma distinção entre os salvos. Eles serão o Israel crente, nós seremos a igreja local totalizada futura]. . . . Há um remanescente de crentes judeus na Igreja, segundo a eleição da graça. . . Esta abordagem falha em perceber que Paulo não diz que não há nem judeu nem grego dentro da igreja. Paulo fala daqueles que estão "em Cristo". . . Mas Paulo também diz que não há homem nem mulher, nem escravo nem homem livre em Cristo. Será que ele então negaria as diferenças sexuais dentro da igreja? Ou as diferenças sociais nos dias de Paulo? Será que não é claro que Paulo não está falando de diferenças étnicas ou nacionais [entre aqueles que estão] em Cristo, mas do estado espiritual [o estado soteriológico deles]? Nesse sentido [de estado espiritual, quanto à salvação], não há diferença [entre aqueles que estão] em Cristo. [Ibidem, p. 190].



I.III) O terceiro fundamento para rejeitar o primeiro ponto de vista é teológico:

 
. . . não há nenhuma evidência histórica de que o termo Israel foi identificado com a Igreja antes do ano 160 d.C. Além disso, nessa data, [absolutamente] ninguém caracterizava a Igreja como sendo "o Israel de Deus." Em outras palavras, por mais de um século depois de Paul não há [absolutamente] nenhuma evidência da identificação [absolutamente ninguém dizendo que a Igreja = o Israel de Deus. Absolutamente ninguém dizendo, “agora, a Igreja engoliu Israel, herdou tudo que lhe foi prometido. Onde se lê Israel, entenda-se, agora, a Igreja”.]. [Ibidem, p. 191].


O resumo de Johnson concernente à rejeição do primeiro ponto de vista é:


Para concluir a discussão da primeira interpretação, parece claro que há pouca evidência - gramatical, exegética, ou teológica - que a suporte. Por outro lado, há sólida evidência histórica contra a identificação de Israel com crentes ... gentios. O uso gramatical do kai não é favorável ao ponto de vista; nem o é o uso Paulino nem o é o uso que o Novo Testamento do termo Israel. Finalmente,. . . o ensinamento paulino em Gálatas contém um reconhecimento de distinções nacionais dentro do único povo de Deus [Ibid., P. 191].




[II. Quanto ao segundo ponto de vista: que Israel, já HOJE e para sempre, tornou-se o remanescente judaico crente que está dentro da Igreja, distinto dos demais crentes]
O segundo ponto de vista é que "o Israel de Deus" é o remanescente crente judeu dentro da Igreja. Este é o ponto de vista do próprio Johnson e é o ponto de vista dispensacionalista mais comum. Johnson descreve este ponto de vista da seguinte forma:


A segunda das interpretações importantes de Gálatas 6:16 e "o Israel de Deus" é a de que as palavras se referem simplesmente a crentes de etnia judaica que estão dentro da igreja cristã. Porventura Paulo não fala de si mesmo como um israelita (cf. Rom 11:1)? [“DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.”] E o apóstolo também não fala de "um remanescente segundo a eleição da graça de Deus" (cf. Rom. 11:5), palavras que claramente, no contexto, se referem a crentes israelitas? Que coisa mais adequada poderia Paulo escrever, diz-se, em um trabalho tão fortemente atacando judeus crentes professos, os judaizantes, do que tornar o mais claro que ele não estava atacando os verdadeiros crentes judeus? Judaizantes são declarados anátema, mas o remanescente [crente, dos judeus] segundo a eleição da graça é "o Israel de Deus.". . .
 
Talvez esta expressão, "o Israel de Deus", deva ser contrastada com sua expressão em 1 Coríntios 10:18 "Israel segundo a carne" (KJV, ACF), como [contrastando] o Israel verdadeiro- e- crente contra o elemento descrente, exatamente como em Romanos 9:6 [“Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas;”] o apóstolo distingue dois Israel, um eleito e crente, e o outro incrédulo, mas ambos da etnia [do sangue] de Israel, [Isaque e Abraão] (cf. vv. 7-13) [“7 Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. 8 Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência. 9 Porque a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho. 10 E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; 11 Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), 12 Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. 13 Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú.”] [Ibid., p. 185].



[III. Quanto ao terceiro ponto de vista: que o termo “Israel” refere-se ao remanescente fiel daquela etnia, o qual será convertido no FUTURO e existirá para sempre, bendito, mas distinto da bendita Igreja] [esta é a posição de Hélio]:

Johnson apresenta a defesa do [terceiro] ponto de vista e o faz apoiando-se sobre os mesmos fundamentos pelos quais ele rejeitou o primeiro ponto de vista. Apoiando-se em fundamentos gramaticais e sintáticos, Johnson afirma que "não há nenhuma consideração gramatical ou sintática que seria contrária" a este [terceiro] ponto de vista e, além disso, o "sentido comum de kai como continuativo, ou conjuntivo, é seguido" [Ibid., P. 192]. Em outras palavras, ele usa o significado primário de kai.

III.I) Apoiando-se em fundamentos exegéticos, Johnson afirma:

 
Exegeticamente, o [terceiro] ponto de vista é solidamente estabelecido, uma vez que toma "Israel" no seu sentido étnico uniformemente atribuído por Paulo. E mais, o apóstolo consegue uma impressionante conclusão que constitui o clímax [da epístola aos gálatas]. Aproximando-se do fim de sua "epístola guerreadora" [contra o judaizantismo e outras heresias], com seu ataque duro e contundente sobre os judaizantes e com a omissão das [longas] palavras habituais de ação de graças [estendendo-se a todos os destinatários, como faz em todas suas outras epístolas], Paulo tempera sua linguagem com uma bênção especialmente dirigida [somente] para aqueles israelitas crentes fiéis que, entendendo a graça de Deus e como ela exclui quaisquer obras humanas como a base da redenção, não sucumbiram às sutis lisonjas dos judaizantes enganadores. [“Gl 6:16 E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. 17 Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus. 18 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito!” (Gl 6:15-18)] Eles [os descendentes biológicos de Israel, e que creram e receberam Cristo], não os falsos homens de Jerusalém, são "o Israel de Deus", ou, como ele os chama em outros lugares, "o remanescente, segundo a eleição da graça" (cf. Rom. 11:5). [Ibid.].


III.II) Quanto aos fundamentos teológicos, Johnson afirma:


E, teologicamente, o [terceiro] ponto de vista é sólido em sua manutenção dos dois elementos dentro de um único povo de Deus, gentios e judeus étnicos. Romanos 11 especifica os detalhes da relação entre as duas entidades desde o dia de Abraão até o tempo presente, estendendo-se além, até o futuro cumprimento das grandes e incondicionais promessas feitas aos patriarcas no estabelecimento da aliança. [Ibidem]. [“1 ¶ DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 2 Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. ... 4 ... Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal. 5 Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. 6 Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra. 7 Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos. ... 11 Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. 12 E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! ...  15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? 16 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. 17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, 18 Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. ... 23 E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar ... 25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. 26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. 27 E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados. 28 Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. 29 Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento. ....” (Rm 11:1-36) ]


O terceiro ponto de vista [esta é a posição de Hélio] está de acordo com o segundo, que [a expressão, em Gl 6:16] "o Israel de Deus" deve se referir a crentes judeus, e não à Igreja como um todo, mas vê este remanescente judeu como ainda no futuro


A terceira das interpretações é o ponto de vista de que a expressão "o Israel de Deus" é usada escatologicamente e se refere à Israel que deve [ser convertida e] se voltar para o Senhor, no futuro, nos eventos que cercam a segunda vinda de nosso Senhor. Paulo, então, estaria pensando ao longo das linhas de sua bem conhecida profecia da salvação de "todo o Israel" em Romanos 11:25-27. [acima] [Ibidem, p. 186].
 
O terceiro ponto de vista. . . toma o termo "o Israel de Deus" como se referindo ao Israel étnico, mas localiza sua bênção no futuro. . . . [Ibid., P. 192].


Johnson não tem grandes objeções ao terceiro ponto de vista porque [diz ele] "gramaticalmente e sintaticamente esta última opção é sólida" [Ibid., P. 193]. Teologicamente, este ponto de vista também é sólido, porque:


. . . o [terceiro] ponto de vista harmoniza-se com o importante ensinamento paulino de que há dois tipos de israelitas, um deles crente e o outro descrente [ibid., p. 194].


O único problema real [levantado por Johnson em relação ao terceiro ponto de vista] é exegético, uma vez que [dizem alguns] ". . . a perspectiva escatológica não tem sido uma das grandes ênfases da epístola aos Gálatas como um todo. . . . " [Ibid.]. No entanto, Johnson admite a possibilidade exegética desse ponto de vista porque o contexto mais amplo mencionou o Pacto de Abraão e o Reino de Deus. [Hélio concorda com isto]

O segundo ponto de vista é provavelmente o melhor [Hélio prefere o terceiro]. Enquanto o terceiro é biblicamente aceitável, o primeiro ponto de vista não o é. Johnson conclui:


Se há uma interpretação que estremece e se inclina [apoiada] sobre um frágil fundamento [e ameaça cair], é o ponto de vista de que Paulo toma como equivalentes o termo "o Israel de Deus" e a Igreja composta de [ex] judeus [agora] crentes e de [ex] gentios [agora] crentes. Para apoiar tal [errado] ponto de vista, o uso geral do termo Israel por Paulo, no Novo Testamento, e nas Escrituras como um todo, é ignorado. O uso gramatical e sintático da conjunção kai é forçado e distorcido, e o sentido raro e incomum é aceito, tudo isto somente porque o sentido usual não se harmoniza com os [infundados] pressupostos do exegeta. E, para aumentarem [seus erros] no contexto especial de Gálatas e no contexto geral do ensino paulino, especialmente como destacamos em Romanos 11, as principais passagens de Paulo lidando sobre o relacionamento de Deus com Israel e com os gentios são minimizadas. . . . a doutrina de que a Igreja de gentios e judeus é o Israel de Deus repousa sobre uma ilusão. É um caso clássico de exegese tendenciosa [Ibid., P. 195].





Fonte:
http://www.middletownbiblechurch.org/reformed/israelaf.htm

Traduzido por Valdenira N.M.S., com Hélio acrescentando algumas notas explicativas, entre colchetes “[ ]”. Set.2012.

 

Ver a nota explicativa na Bíblia LTT Anotada, acho que resume toda a questão:

Gl 6:16 E, a tantos quantos andarão conforme esta régua- de- medir, paz e misericórdia sejam sobre eles e (também) sobre o Israel que é propriedade- de Deus.

Nota 1: Gl 6:16 "O Israel que é propriedade- de Deus" refere-se ao subconjunto judaico daqueles que "andarão conforme esta régua- de- medir", isto é, aos cristãos de etnia judaica, em distinção aos demais cristãos de outras etnias. Isto é, "o Israel que é propriedade- de Deus" refere-se aos verdadeiros israelitas dos tempos de Paulo (aqueles que, além de sangue de Abraão, também eram da fé de Abraão) e que, todos eles sem exceção, deram ouvidos ao evangelho e se converteram a Cristo, deixando de ser judeus para serem cristãos EX-judeus. Somente na segunda vinda do Cristo haverá semelhante conversão em massa, de judeus Zc 12:10-13:2; Rm 11:25-26.

   O judaísmo que recusou a pregação do evangelho pelos apóstolos (
http://solascriptura-tt.org/Seitas/RespostaAoJudaismo-AECosta.htm), que recusa virar cristianismo (http://solascriptura-tt.org/Seitas/PodemAlgunsJudeusMessianicosSerValidos-Helio.htm), é triste paródia do verdadeiro judaísmo e somente leva ao inferno.

   A instituição da assembleia (local, é claro) é sempre cuidadosamente diferenciada de Israel, em toda a Escritura. Ver
http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/02OQueNenhumaIgrejaEh-Helio.htm, letra (a). Ver, em 16 estudos em http://answers.libertybaptistchurch.org.au/answers/109.pdf, análise de 211 versos provando que Deus não jogou fora (definitivamente) Seu povo de Israel, nem mesmo em benefício de (e substituindo-o por) a instituição da assembleia (local, é claro).

   "Comparando, então, o que é dito na Escritura concernente a Israel [pelo menos nesses 211 versos] e concernente à assembleia, então [um cuidadoso estudioso da Bíblia] encontra que em origem, chamado, promessa, adoração, princípios de conduta, e destino futuro -- tudo está em contraste."
C.I. Scofield em Rightly Dividing the Word of Truth.

  
Na Escritura (ver aqueles 211 versos), a instituição da assembleia (local, é claro) nunca, nem uma só vez, é (explícita, clara e indiscutivelmente) chamada de Israel; ao contrário, muitas vezes é (explícita, clara e indiscutivelmente) diferenciada dela, contrastada contra ela. Por isso, e usando a regra de interpretação que reconhece que devemos usar as passagens claras e explícitas da Escritura para explicar as não tão claras e explícitas, só podemos e devemos chegar ao entendimento acima.

   Mais detalhes em http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/UsoTermoIsraelNoNT.IsraelDeDeus.Gal6.16-AGFruchtenbaum.htm e
http://www.middletownbiblechurch.org/reformed/israelaf.htm.

Hélio de M.S.

 


Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em BibliaLTT.org, com ou sem notas).



(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)



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